"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SEGURANÇA, VIOLÊNCIA E ME ENGANA QUE EU GOSTO

"A Polícia Civil brasileira (em especial a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) está de parabéns pelo encerramento de mais de vinte e oito mil inquéritos policiais referentes a homicídios não solucionados desde 2007. O feito histórico, correspondente à conclusão de 96% dos inquéritos pendentes no Estado é um marco na história das polícias investigativas mundiais e um privilégio só disponível a nós brasileiros e fluminenses. Em paralelo, quero agradecer a excepcional participação o Ministério da Justiça, das Procuradorias Federais e Estaduais e o desempenho monumental dos grandes presidentes que essa nação brasileira já teve: Lula e Dilma.

Sem eles, com seu papel fundamental na liberação de verbas para a segurança pública, nada disso teria sido possível. Seu principal parceiro aqui no Rio, o governador Sérgio Cabral, também estaria de mãos atadas e impedido de cumprir o eu papel exemplar na condução de uma política de segurança pública vitoriosa.

VIVA LULA! VIVA DILMA! VIVA SÉRGIO CABRAL! OS SALVADORES DO BRASIL E DO RIO DE JANEIRO!"

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Pois é, leitor do Visão Panorâmica, você não mergulhou em um universo paralelo ou numa realidade alternativa. O que você leu acima é nada mais nada menos do que a mais pura e simples ironia. Uma ironia digna de quem não tem mais a menor paciência com essa corja que tomou de assalto o país e está destruindo as instituições republicanas aos poucos.

O tal mutirão existiu e os números de casos “conclusos e fechados” é verdadeiro. Foram mesmo 96%. O grande detalhe desse excelente número é que esses casos foram meramente arquivados sem que se chegassem a autoria dos crimes.

É isso mesmo que você leu: Nada mais, nada menos do que 96% dos inquéritos policiais tratando de homicídios que tramitavam nas delegacias do Rio de Janeiro desde 2007 foram simplesmente encaminhados ao arquivo com a marcação de “conclusos”. Muitos deles são casos encerrados sem que uma única diligência tenha sido efetuada e com a identificação de criminosos feita assim: “Yara de Tal”; “João Gordo”; “Sicrano de Tal”; etc…

Nacionalmente, o tal mutirão comandado pelo Ministério da Justiça petista, conseguiu a “façanha” de elucidar 3% dos crimes cometidos. Isso não chega sequer à marca tradicionalmente alcançada pela nossa incompetente e desaparelhada Polícia Civil (que é de 5%). O que dá, a esse arremedo de trabalho, a bela qualificação de um “belo mutirão de M”.

Envergonhada a Promotoria do Rio nega o arquivamento em massa, mas os números apresentados pelo Estado e pelo Ministério da Justiça falam, no computo geral, do estrondoso fracasso do tal mutirão.

Um levantamento mostrou que, descontado o desaparelhamento criminoso das delegacias (onde falta até papel para os caras escreverem) e a falta crônica de equipamentos que permitam uma investigação minimamente dentro dos parâmetros policiais modernos; é a preguiça a principal causa da falta de elucidação dos crimes cometidos no Rio e no Brasil.
Muitos policiais recusam-se a efetuar diligências ou perseguir suspeitos. Há denúncias de facilitação de fugas por mero descaso ou pela pura e simples recusa em “estourar o horário” na perseguição de um criminoso.

A elucidação de crimes é tão baixa no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro que até varas criminais foram fechadas pela falta do que fazer. Isso mesmo. Não havia o que ser julgado, já que os inquéritos não eram concluídos ou continham tantos erros processuais e de investigação que não podiam dar origem a um processo criminal.

A quantidade de casos arquivados “a moda” só não foi maior porque o Judiciário recusou o arquivamento de 69 mil inquéritos e os enviou de volta para as delegacias, com ordens para que fossem refeitos.

Então, caro amigo leitor, você ainda não está convencido de que vivemos a política do “me engana que eu gosto”? Como podemos nos aquietar diante de tal ineficiência e de tal falta de competência de autoridades que adoram alardear as “grandes conquistas” de seus governos?
Estará o brasileiro fadado a ser sempre um espectador passivo de sua própria desgraça e um otário simplório nas mãos dos canalhas que manipulam os seus cordões?

E ainda temos que aturar imbecis fazendo campanha pelo desarmamento, como se isso fosse a causa da violência e a chave para uma sociedade mais segura. É a impunidade, fomentada por esse retrato miserável de nossas polícias investigativas que alimenta a violência e dá asas aos marginais.

Resta saber até quando a nação vai se calar diante do morticínio orquestrado por políticos que desejam apenas enriquecer e aproveitar ao máximo as mordomias e vantagens de um cargo público.

O que você acha disso?
24 de fecvereiro de 2012
visão panorâmica

MAIS UMA DE SÉRGIO CABRAL

‘Capitão’ da PM que pediu a prisão dos bombeiros e policiais grevistas é desmascarado na internet.


O comentarista Mario Assis nos manda uma mensagem que faz sucesso na internet, sobre o capitão reformado Rodrigo Pimentel, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que se diz especialista em segurança pública, vende a imagem de que foi um policial corajoso que enfrentava bandidos e que deixou a PM por não concordar com as coisas erradas que aconteciam.

Mas tudo não passa de uma grande farsa, que revela muita coisa errada na PM do Rio de Janeiro e certamente em outros Estados.
Pimentel foi reformado por invalidez com apenas 29 anos, com alegada surdez, mediante um laudo de clínica particular. E acontece que ele não é o único. No Rio de Janeiro, a falsa surdez está institucionalizada na corporação. E já houve até um comandante da PM, coronel Francisco Braz, no governo Benedita da Silva, que entrou nessa jogada.

Na época, o deputado Carlos Minc fez um escarcéu, queria convocar uma CPI para investigar a “epidemia” de surdez na PM, mas tudo ficou por isso mesmo, e o coronel Braz se defendeu dizendo estar sofrendo perseguição racista, pelo fato de ser afrodescendente, vejam até que ponto vai a desfaçatez das “autoridades”.

Confiram agora o texto que circula na internet sobre o Capitão Rodrigo Pimentel, que vivia dando entrevistas na TV sobre a crise dos bombeiros, pregando a prisão dos líderes dos bombeiros e policiais militares.
Detalhe: o texto vem acompanhado de impressionantes documentos oficiais, inclusive o laudo mostrando que ele não é surdo.

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REFORMADO POR FALSA INVALIDEZ

Porta-voz do governador Sérgio Cabral na TV Globo, Rodrigo Pimentel adora posar de vestal e guardião da moralidade. Pimentel disse que o cabo Daciolo e seus colegas dos bombeiros e da Polícia Militar, inclusive o coronel Paúl, deveriam ficar presos em Bangu 1. Mas agora vocês vão saber quem é Rodrigo Pimentel. Um covarde, aproveitador e hipócrita.

Saiu da PM depois que, ao comandar uma operação, entrou em pânico e urinou nas calças. O ex-comandante do BOPE, coronel Venâncio Moura teve que substituí-lo no meio da operação por um sargento que tomou a frente e salvou a guarnição. Todos no BOPE conhecem essa história, lembrada como um exemplo de covardia e desonra para a unidade de elite.

Isso ninguém sabe do comentarista da TV Globo. Mas se vocês pensam que Rodrigo Pimentel é somente um covarde, vão agora conhecer outro lado dele.

Transferido para o 29º batalhão, em Itaperuna, desmoralizado porque sua história correu a corporação, decidiu que era hora de deixar a Polícia Militar. Além do mais não se conformava em deixar de morar na Zona Sul, onde sempre viveu, desde que seu pai general foi morar na Urca.

Correu atrás de uma reforma por invalidez alegando que ficou surdo trabalhando na PM. Prestem atenção no laudo abaixo. Perceberão que o laudo aponta o perfil áudio-métrico de normalidade. Mesmo assim, aos 29 anos, o capitão Pimentel foi reformado por invalidez definitiva para o trabalho, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

Mas o “corajoso” capitão Rodrigo Pimentel queria receber o salário integral de capitão sem trabalhar pelo resto da vida, repito, aos 29 anos. Para isso comprou um laudo de um médico particular e conseguiu ficar ganhando como se estivesse na ativa. Recebendo inclusive mais um adicional por invalidez.

Bem, os senhores já viram Rodrigo Pimentel na televisão, ele não parece nada surdo, aliás, ele já apareceu até entrando ao vivo, dentro de um helicóptero com motor ligado e respondeu imediatamente a pergunta do apresentador com todo aquele barulho. Rodrigo Pimentel quando lhe convém escuta muito bem.

O hipócrita Rodrigo Pimentel, comentarista da TV Globo, pode se dar ao luxo de criticar os seus colegas que lutam por melhores salários, já que além de receber o salário integral de capitão da PM (com adicional por invalidez), mais o dinheiro da TV Globo, é sócio em uma empresa de segurança privada e tem participação nos negócios de outra, conforme poderão ver nos documentos abaixo. A R & R Pimentel Consultoria em Segurança Limitada, tem ele e sua mulher Rosele como sócios, além disso tem participação na empresa Sunset Vigilância e Segurança Limitada.
Um detalhe muito importante para vocês entenderem por que o “bravo” comentarista da TV Globo elogia tanto Cabral.
Em uma dessas empresas ele trabalha com o Major Filipe que vem a ser o chefe da segurança pessoal de Sérgio Cabral. Agora dá para entender porque prefere elogiar Cabral e ficar contra seus colegas.

Para quem acreditava na mentira que ele sempre contou de que largou a PM por discordar de coisas erradas que aconteciam, e que foi um brilhante policial do BOPE está aí para vocês o verdadeiro Rodrigo Pimentel.
Além de medroso e de ter saído da PM pela porta dos fundos, é aproveitador e hipócrita.

(Transcrito do blog do deputado Anthony Garotinho)
24 de fevereiro de 2012
Carlos Newton

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NOVAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O RACISMO

Ou: Como Heraldo Pereira ousa ser negro e livre? Isso é imperdoável aos racistas de segundo grau.

Por que alguém se considera no direito de tachar um dos jornalistas mais talentosos e mais bem-preparados de sua geração de “negro de alma branca” e de afirmar que ele “não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”, como fez um senhor chamado Paulo Henrique Amorim com Heraldo Pereira? Minhas caras, meus caros, essa história vem de longe. E será preciso apelar aqui à origem de certas idéias, que acabaram definindo alguns paradigmas. Antes que entre propriamente no aspecto mais perverso e quase invisível do racismo, terei de fazer algumas considerações.

Vocês conhecem bem os ataques de que sou alvo porque me oponho, por exemplo, à política de cotas raciais. Alguns militantes da causa, brancos e negros, acusam-me, por isso, de “racista”. Não vou debater cotas agora porque desviaria este post de seu propósito. Já escrevi muito a respeito. Pretendo abordar um aspecto do racismo que a muitos passa despercebido porque praticado, ou cultivado, por supostos porta-vozes de causas consideradas “progressistas” ou “de esquerda”, como queiram.

Nesta madrugada, publiquei um longo post sobre o livro “Aguanten Los K”, do jornalista argentino Carlos M. Reymundo Roberts. Recomendo o artigo a quem não o tenha lido. Roberts trata justamente das hordas de partidários do “kirchnerismo” que atuam nos blogs, no Twitter e até nas rádios, para reproduzir as verdades eternas do governismo e tentar destruir a reputação daqueles considerados “inimigos”. Na Argentina como no Brasil, esses vagabundos são alimentados por dinheiro público e obedecem a um comando partidário. Lá, são “Los K”; aqui, são “os petralhas”. Tentam dividir o mundo em duas metades: a boa, “progressista e de esquerda” (eles), e a má, “reacionária e de direita” (os outros).

Outra referência bibliográfica importante nesse debate é “O Fascismo de Esquerda”, do jornalista americano Jonah Goldberg. O autor procede a uma breve reconstituição histórica de alguns valores tidos nos EUA como “liberais” (lá, essa palavra quer dizer “à esquerda”) e evidencia o seu parentesco com teses e proposta do fascismo. Nos melhores momentos do livro, demonstra como as propostas mais autoritárias, discriminatórias mesmo!, podem ser consideradas verdadeiros poemas humanistas, desde que abraçadas por “liberais”, e como valores ligados aos direitos fundamentais do homem podem ser tidos como “autoritários” se defendidos por conservadores. A síntese é esta: os ditos “progressistas” serão sempre progressistas, mesmo quando reacionários; e os ditos “reacionários” serão sempre reacionários, mesmo quando progressistas. As esquerdas, em suma, mundo afora, se tornam “donas do humanismo”.

Atenção, meus queridos! Nenhum autoritarismo, por mais deletério e estúpido que seja, é tão estúpido e deletério quanto o das esquerdas e de seus apaniguados. É a história que me dá razão. O despotismo que se instala em nome da liberdade do povo é duplamente perverso porque pratica todas as violências com as quais prometeu acabar e ainda destrói a esperança.

Todas as ditaduras são asquerosas, de direita ou de esquerda. Mas as de esquerda são mais longevas e matam muito mais — incomparavelmente mais — porque seus assassinos falam em nome do bem da humanidade. Hitler era um facínora vagabundo, um recalcado homicida, que falava claramente em nome de um grupo, de uma “raça”. Já o seu antípoda complementar, Stálin, era tido como arauto de uma “nova humanidade”. Com razão e para o bem da civilização, os partidários do bigodinho assassino são reprimidos mundo afora; sem razão e para o mal da civilização, os admiradores do bigodão assassino ainda estão por aí, pautando, muitas vezes, o “debate de resistência”. Não é preciso ir longe. Integrantes dos governos petistas que tentaram instalar uma ditadura stalinista no Brasil, Dilma inclusive, dizem hoje se orgulhar da luta pela “democracia”… É uma mentira grotesca. Muito bem! E o que isso tudo tem a ver com Heraldo Pereira?

Vamos ao centro do racismo

É possível estabelecer a genealogia da discriminação racial nos vários países, inclusive no Brasil. Por razões específicas, na Europa e na Rússia, por exemplo, ela se voltou contra os judeus; no Brasil, contra os negros; na África subsaariana, contra tribos originalmente rivais — já que a cor da pele não tem importância. Combater a cultura e a prática da discriminação é um imperativo moral e ético. É matéria que diz respeito à civilização. A causa não é propriedade privada de uma ideologia, de um partido político ou de ONGs, movimentos sociais e seus associados.

O racismo bronco pode ser enfrentado com clareza porque visível. Os estúpidos, os bucéfalos, que saem por aí a vociferar o seu ódio contra negros, por exemplo, praticam o que costumo chamar de “racismo de primeiro grau”. São crus, desprovidos de qualquer ambição intelectual, mal escondem o seu recalque: ou acham que um negro bem-sucedido está a ocupar um lugar que lhes caberia por direito natural ou entendem que a presença do “outro” ameaça o seu próprio status. Merecem ser duramente enfrentados nas ruas, nas escolas, nas empresas, nos tribunais. Não, não acredito que o caminho sejam as cotas, mas, reitero, não entro nesse mérito agora.

O racismo de segundo grau

Já o racismo de segundo grau é coisa mais complicada. Embora seus cultivadores se digam inimigos da discriminação e aliados de todos os grupos que lutam pelos direitos das minorias, não compreendem — e, no fundo, não aceitam — que um negro possa ser bem-sucedido em sua profissão A MENOS QUE CARREGUE AS MESMAS BANDEIRAS QUE ELES DIZEM CARREGAR!

Eis, então, que um profissional com as qualidades de Heraldo Pereira os ofende gravemente. Sim, ele é negro. Sim, ele tem “uma origem humilde”. Ocorre que ele chega ao topo de sua profissão mesmo no país em que há muitos racistas broncos e em que a maior discriminação ainda é a de origem social. E chegou lá sem fazer o gênero do oprimido reivindicador, sem achar que o lugar lhe pertencia por justiça histórica, porque, afinal, seus avós teriam sido escravos dos avós dos brancos com os quais ele competiu ou que a luta de classes lhe roubou oportunidades.

Sabem o que queriam os “racistas de segundo grau”, essas almas caridosas que adoram defender minorias? Que Heraldo Pereira estivesse na Globo, sim, mas com o esfregão na mão e muito discurso contra o racismo na cabeça. Aí, então, eles poderiam dizer: “Vejam, senhores!, aquele negro! Por que ele não está na bancada do Jornal Nacional?” Ocorre que Heraldo ESTÁ na bancada do Jornal Nacional. E sem pedir licença a ninguém. Enquanto alguns negros, brancos, amarelos ou vermelhos choramingavam, o jornalista Heraldo Pereira foi estudar direito na Universidade de Brasília. Enquanto alguns se encarregavam de medir o seu “teor de negritude militante”, ele foi fazer mestrado — a sua dissertação: “Direito Constitucional: Desvios do Constituinte Derivado na Alteração da Norma Constitucional”.

Quando se classifica alguém como Heraldo de “negro de alma branca” — e já ouvi cretinos a dizer a mesma coisa sobre Barack Obama porque também insatisfeitos com a sua pouca disposição para o ódio racial —, o que se pretende, na verdade, é lhe impor uma pauta. Atenção para isto:
- por ser negro, ele seria menos livre do que um branco, por exemplo, porque estaria obrigado a aderir a uma determinada pauta;
- por ser negro, ele teria menos escolhas, estando condenado a fazer um determinado discurso que os “donos das causas” consideram progressista;
- ao nascer, portanto, negro ele já nasceria escravo de uma causa.

Heraldo os ofende porque diz, com todas as letras e com sua brilhante trajetória profissional: “Sou o que quero ser, o que decidi ser, o que estudei para ser, o que lutei para ser. Eu escolho, não sou escolhido! Sou senhor da minha vida, não um serviçal daqueles que dizem querer me libertar”. Heraldo os ofende porque não precisa que brancos bem-pensantes pensem por ele. E há ainda uma ofensa adicional: não é reconhecido como um “progressista com carteirinha do partido”.

Que pena os racistas de segundo grau não poderem passar a mão na cabeça de Heraldo Pereira, condoídos com a sua condição de vítima não é!? Em vez disso, quem está no topo é Heraldo. Os que gostariam de sentir dele aquela pena militante só caminham para a lata de lixo do racismo de segundo grau.

Ladrões de alma

Caminhando para o encerramento, noto ainda que a expressão “negro de alma branca” pretende roubar do alvo da ofensa a sua individualidade, de modo a transformá-lo numa monstruosidade moral, sem lugar. Por negro, Heraldo seria sempre um estranho entre os brancos. Por ter a alma branca, sendo negro, tentaria forjar uma identidade que não é a sua. Não é difícil concluir que este ser, então, não teria lugar nem entre os brancos nem entre os negros.

Esse caso, meus caros, expõe as entranhas do pior lixo racista, que é aquele praticado pelos ditos “progressistas”. Como é mesmo?
“Nenhum autoritarismo, por mais deletério e estúpido que seja, é tão estúpido e deletério quanto o das esquerdas e de seus apaniguados. É a história que me dá razão. O despotismo que se instala em nome da liberdade do povo é duplamente perverso porque pratica todas as violências com as quais prometeu acabar e ainda destrói a esperança.”

Heraldo Pereira é um homem livre — livre, inclusive, da agenda que queriam lhe impor. E isso lhes parece imperdoável.

PS - Ah, sim! Prestem atenção ao silêncio ensurdecedor dos ditos “progressistas”…

23 de fevereiro de 2012
Por Reinaldo Azevedo

E AGORA PT, QUE A LUZ ACENDEU? UMA VERGONHA!

Em edital de concurso na Bahia de Wagner, militância sindical e partidária contava mais pontos do que curso universitário; foi cancelado porque a “imprensa burguesa” descobriu!

É, como viram, uma manchete do jornal “Correio da Bahia”. Dá para entender por que os petralhas odeiam a imprensa e por que mantêm uma rede de difamação a soldo.
Sim, O que está sintetizado aí é absolutamente verdadeiro: o governo do petista Jaques Wagner decidiu fazer um concurso em que os candidatos que fossem sindicalistas e militantes de partido — de qual, hein? — ganhariam pontos adicionais. Como a coisa veio a público, o edital foi suspenso. Ah, sim: essa militância tinha mais peso do que a formação universitária!


Da mulher de César, dizia-se que tinha de ser honesta e de parecer honesta. Naquele caso, ser e não parecer não ficava bem a alguém na sua condição. Mas, vá lá, num regime de aparências ao menos, bastaria parecer, ainda que honesta não fosse.
Eu diria que os petralhas estavam nessa fase até outro dia. Nestes tempos, foi-se o último escrúpulo. Não sendo, acham já que nem precisam parecer. Estão de tal sorte convencidos de que nada nem ninguém os ameaça que podem fazer um edital escancaradamente dirigido.

Leiam trecho de reportagem de Carlos Mandeiro, no UOL:

A Secult-BA (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia) cancelou o edital para contratação de nove representantes territoriais de cultura na tarde desta quinta (23). A seleção gerou polêmica porque a comprovação de anos de “experiência sindical e partidária” poderia acrescentar até dez pontos aos candidatos.
A crítica de especialistas em concursos públicos sugere que esse item poderia favorecer militantes do PT (Partido dos Trabalhadores), que governa o Estado.

Procurada pelo UOL, a Secretaria disse apenas que o edital foi cancelado, que os itens previstos serão revistos e que não há prazo para publicação de um novo documento. Apesar de questionado, o órgão não comentou sobre os motivos que levaram à inclusão dos itens na seleção, nem informou de que forma a experiência sindical ou partidária ajudaria no exercício de um cargo na área cultural.

Tempo no sindicato valeria mais que faculdade

As inscrições deveriam ser iniciadas hoje para o certame. Os técnicos permaneceriam na função até dezembro, com salário mensal de R$ 1.980. O edital que gerou confusão foi publicado no início do mês e previa que um candidato ganhasse até 10 pontos pela atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil.
Para conseguir a pontuação, seria preciso provar que atuou por quatro anos -são 2,5 pontos por ano.

Pelos critérios do edital, o ano de atuação sindical ou política valeria mais que as atividades artísticas (atividade-fim da função), que prevê apenas dois pontos a cada 12 meses de participação.
De acordo com o edital, uma pessoa que tenha feito graduação na área teria sete pontos na análise de currículo - três a menos que a atuação em sindicatos ou partidos.
Já uma pós-graduação na área vale os mesmos dez pontos da atuação política. Já outras pós-graduações valeriam apenas sete pontos.
(…)
23 de fevereiro de 2012
Por Reinaldo Azevedo

UAI!!!


(Clicar para leitura)

@ : O QUE SIGNIFICA "ARROBA" NO E-MAIL?

Durante a Idade Média os livros eram escritos pelos copistas, à mão.
Precursores dos taquígrafos, os copistas simplificavam seu trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava, naquela época!). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.

Assim, surgiu o til (~), para substituir o m ou n que nasalizava a vogal anterior. Se reparar bem, você verá que o til é um enezinho sobre a letra.

O nome espanhol Francisco, também grafado Phrancisco, foi abreviado para Phco e Pco ? o que explica, em Espanhol, o apelido Paco.

Ao citarem os santos, os copistas os identificavam por algum detalhe significativo de suas vidas. O nome de São José, por exemplo, aparecia seguido de Jesus Christi Pater Putativus, ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adotar a abreviatura JHS PP, e depois simplesmente PP. A pronúncia dessas letras em sequência explica por que José, em Espanhol, tem o apelido de Pepe.

Já para substituir a palavra latina et (e), eles criaram um símbolo que resulta do entrelaçamento dessas duas letras: o &, popularmente conhecido como e comercial, em Português, e, ampersand, em Inglês, junção de and (e, em Inglês), per se (por si, em Latim) e and.

E foi com esse mesmo recurso de entrelaçamento de letras que os copistas criaram o símbolo @, para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de casa de.

Foram-se os copistas, veio à imprensa - mas os símbolos @ e & continuaram firmes nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registro contábil 10@£3
significava 10 unidades ao preço de 3 libras cada uma. Nessa época, o símbolo @ significava, em Inglês, at (a ou em).

No século XIX, na Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contábeis dos ingleses. E, como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses davam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo devia ser uma unidade de peso. Para isso contribuíram duas coincidências:

1 - a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo inicial lembra a forma do símbolo;

2 - os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Por isso, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de 10@£3 assim: dez arrobas custando 3 libras cada uma. Então, o símbolo @ passou a ser usado por eles para designar a arroba.

O termo arroba vem da palavra árabe ar-ruba, que significa a quarta parte: uma arroba ( 15 kg , em números redondos) correspondia a 1/4 de outra medida de origem árabe, o quintar, que originou o vocábulo português quintal, medida de peso que equivale a 58,75 kg .

As máquinas de escrever, que começaram a ser comercializadas na sua forma definitiva há dois séculos, mais precisamente em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais
datilografados), trouxeram em seu teclado o símbolo @, mantido no de seu sucessor - o computador.

Então, em 1972, ao criar o programa de correio eletrônico (o e-mail), RoyTomlinson usou o símbolo @ (at), disponível no teclado dessa máquina, entre o nome do usuário e o nome do provedor.

E foi assim que
Fulano@Provedor X ficou significando Fulano no provedor X.

Na maioria dos idiomas, o símbolo @ recebeu o nome de alguma coisa parecida com sua forma: em Italiano, chiocciola (caracol); em Sueco, snabel (tromba de elefante);
em Holandês, apestaart (rabo de macaco).

Em alguns, tem o nome de certo doce de forma circular:
shtrudel, em iídisch;
strudel, em alemão;
pretzel, em vários outros idiomas europeus.

No nosso, manteve sua denominação original: arroba.

m.americo
(recebido por email de uma amiga)

DEMÓSTENES ACUSA MINISTRA DE IR À EUROPA FAZER CURSO DE ELIMINAÇÃO DE FETOS

Não é caso de política, é caso de polícia

O senador Demóstenes Torres fez duras críticas a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, em seu twitter.
Segundo ele, a ministra se submeteu aos jurados e peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) e “ouviu horrores” da comissão de frente. “De nada adianta se fantasiar de ovelha se quando abre a boca mostra as presas de lobo”, escreveu Demóstenes. Para ele, Menicucci se “fingiu” de burocrata diante dos especialistas e garantiu que o problema das 200 mil mulheres que morrem em abortos de risco não é problema do executivo.

“O governo simplesmente não se importa com as mulheres ou seus filhos, mas com a repercussão nas manchetes”, acusou. “Mesmo impelida pela opinião pública a encampar a defesa da vida, é sacrificante para a ministra negar uma militância de décadas pró-aborto”, completou.
Para ele, a ministra pretende “legalizar a matança” declarando uma guerra contra os evangélicos. “Sua amiga de juventude vai à Europa se calar como foi à Colômbia fazer curso de eliminação de fetos”, afirmou.
(Do site do Claudio Humberto)

PS - A atitude dessa senhora é ofensiva, agressiva, baixa e sacrificante olhar a foto. O desenho de sua face (mapa) é revelador.
E deixa uma impressionante má impressão de que o Brasil virou matadouro de fetos, além de todos os crimes bárbaros praticados pelos nossos monstros, mais a democrática corrupção, em nome da ideologia que liberta todos os miseráveis da " fome e miséria" , e dá a boa vida de burguês para essa canalha, magoados com a feiura e a diminuída sabedoria, porém repletos de malandragem e revestidos de sebo.
NOJENTOS! MOVCC

OSCAR

REFLEXÕES SOBRE AS DEMOCRACIAS E O OCIDENTE

FORÇA DO HÁBITO...

Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.

“Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser”, disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.

Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados. Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.

Insulina

Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina – o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue – e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.

Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes. Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.

Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma. “A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade“, disse Mattson.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.

Fonte: BBC Brasil

O APAGÃO DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA NO BRASIL

Há mais ou menos cinco anos deixei de trabalhar fora de casa. A princípio, desacostumada, inscrevi-me em uma agência de empregos, buscando, evidentemente, algo na área de educação.

Não recebi nenhuma proposta por muito tempo. Agora já mando direto para o lixo eletrônico a infinidade de ofertas que me chegam todos os dias. Imagino que, agora, anda valendo bastante minha experiência profissional, não obstante a idade.

Outro dia, encontrei-me com um amigo, médico e coordenador de uma área embananada em qualquer instituição hospitalar: o CTI. Estranhei a preocupação que aparecia em seu olhar. Respondeu-me: ansiedade. “Não tenho médicos preparados em número suficiente para a demanda e não vislumbro no horizonte próximo solução para esse problema”, dizia. E acrescentou, desabafando, que são poucos os profissionais que podem ou se dispõem a se preparar para ocupar tais postos.

A Petrobras procura nestes dias pessoas para fazerem cursos de operadores, sem conseguir preencher as vagas – e o mesmo, leio, anda acontecendo em várias outras áreas de maior especialização.

Ocorre, porém, que de tudo quanto tomo conhecimento, mais me dói o que anda acontecendo no SUS. Uma conhecida me telefona aflita para me dar conta da falta de pediatras para o neonatal. E ela tem, por sua vez, várias amigas na hora de darem à luz seus filhos que não sabem o que fazer ou o que vai acontecer a seus bebês. A neta dessa conhecida não teve problema porque nasceu amparada por um plano de saúde e, portanto, com razoável assistência. Mas e os que não têm tais planos? Vão fazer o quê? Onde buscar guarida?

Vêm à minha memória os casos que se ouvem a todo momento sobre a grã-finagem correndo para hospitais chiques em São Paulo para fazer seus check-ups anuais ou realizar seus tratamentos de doenças mais graves.

Enquanto isso, a “plebe rude”, incluídos secretários de ministérios, morre, em Brasília, porque não tem, no sufoco, um talão de cheque para a caução exigida nos hospitais ou sucumbe às portas da rede de atendimento do SUS.

Os usuários do SUS, cantado e decantado como a solução para todos, viram um presidente querer até adoecer para ser atendido em um hospital como o que inaugurava pelo sistema… Por ironia, passou mal no mesmo dia e foi internado no melhor hospital privado da região.

As futuras mães, que hoje temem pela hora do parto, foram as mesmas que, na campanha eleitoral, acreditaram no Plano Cegonha e no atendimento prioritário para as grávidas. Agora, como acontece sempre no Carnaval, quando todo mundo está com a cabeça na folia, os jornais estampam as manchetes sobre os cortes orçamentários e, o que é pior, o maior deles vai incidir sobre a saúde. Isso mesmo. Corta daqui e dacolá, vai sobrar mesmo pro povão.

É que o Brasil real não se deixou ainda aprisionar pelo bordão e teima em não ser ainda o “país rico e sem miséria” que povoa os sonhos dos milhões de deserdados. E estão quase todos chegando à nova classe “C”. Imaginem o resto…

Sandra Starling
(Transcrito do jornal O Tempo, de Belo Horizonte)
23 de fevereiro de 2012

A CRISE EUROPÉIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS



A grave crise que ameaça a Europa afeta não só os países vizinhos mas também os demais blocos econômicos do mundo.
Em painel exibido pela Globo News, especialistas em política internacional discutem os desafios e formas de minimizar os efeitos da crise em outras economias. Assista.

23 de fevereiro de 2012

UNIÃO EUROPÉIA: NOVE PAÍSES DEVEM ENTRAR EM RECESSÃO ESTE ANO

Estimativa é baseada em cálculos da Comissão Europeia

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, 23, a Comissão Europeia prevê que pelo menos nove países do bloco devem entrar em recessão este ano. No ano passado, a previsão era de apenas dois dentre os 27. Grécia e Portugal tiveram contrações em suas economias de respectivamente 6,8% e 1,5% no período. No último trimestre a economia da zona do euro encolheu 0,3%.

Para 2012, as estimativas do órgão, que é o braço executivo da União Europeia, estão mais pessimistas. A comissão calcula uma queda de 0,3% para o PIB da zona do euro e estagnação para a economia dos 27 países do bloco, com recessão para nove: Bélgica, Grécia, Espanha, Itália, Chipre, Holanda, Portugal, Eslovênia e Hungria. Se a estimativa se concretizar, será o segundo trimestre consecutivo de queda do PIB do bloco, o que caracteriza uma recessão.

As piores previsões dos economistas são para Grécia e Portugal que devem apresentar quedas de 4,4% e 3,3% respectivamente. As estimativas para Itália e Espanha também não são otimistas. Para a primeira, a Comissão calcula um crescimento de 0,2% para o PIB do país em 2011, seguido por retração de 1,3%, já para a segunda, cujo crescimento estimado para 2011 é de 0,7%, a projeção é de contração de 1% em 2012.

A crise do continente afeta até mesmo as economias mais fortes. A Alemanha que cresceu 3% no ano passado, de acordo com a organização, deverá crescer apenas 0,6% em 2012. A França é outro país que deverá apresentar baixo crescimento, estimado em 0,4%; ante previsão anterior de 0,6%, em novembro do ano passado. O órgão acredita que a queda na confiança na zona do euro e as medidas de austeridade adotadas pelo governo francês terão forte impacto sobre a economia, especialmente no primeiro semestre.

“Embora o crescimento tenha deteriorado, nós ainda vimos sinais de estabilização na economia europeia. O sentimento de confiança na economia ainda está em níveis muito baixos, mas o estresse nos mercados financeiros amenizou”, comentou o comissário de Assuntos Monetários, Olli Rehn. Ele disse ainda que medidas para manutenção da estabilidade financeira e criação de empregos já foram tomadas.

Inflação

As estimativas para a inflação em 2012 também são pessimistas. Devido aos altos preços do setor energético e ao aumento de impostos indiretos, a comissão prevê inflação de 2,1% na zona do euro e 2,3% na UE. A previsão anterior era de 1,7% na zona do euro e 2,0% na UE.

No relatório a Comissão demonstrou esperança de que a recessão no início de 2012 seja seguida de uma retomada gradual na confiança de consumidores e empresas no segundo semestre. A organização prevê que o crescimento econômico deve ser mais acentuado em países como Letônia, Lituânia e Polônia.

Fontes:Folha de S. Paulo - Comissão Europeia prevê nove países em recessão neste ano, Estadão - PIB da zona do euro em 2012 é revisado para baixo
23 de fevereiro de 2012

EMPRESA PRIVADA QUER COMPRAR PENITENCIÁRIAS ESTADUAIS

Enquanto os governos estaduais lutam com quedas massivas no orçamento, um gigante de Wall Street está oferecendo uma solução: dinheiro em troca da propriedade do estado. Prisões, para ser mais exato.

A Corrections Corporation of America, a maior operadora de prisões com fins lucrativos dos EUA, enviou cartas recentemente a 48 estados norte-americanos oferecendo-se para comprar suas prisões como um remédio para “os orçamentos desafiadores do sistema carcerário”. Em troca, a empresa está pedindo um contrato de gerenciamento de 20 anos, mais uma garantia de que a prisão ficaria pelo menos 90% cheia, de acordo com uma cópia da carta obtida pelo The Huffington Post no último dia 14.

A iniciativa reflete uma mudança significativa na estratégia das empresas que administram prisões privadas, que até agora apenas construíam prisões próprias ou administravam prisões controladas pelos estados. Isso também representa uma inclinação sem precedentes por mais controle dos sistemas carcerários estaduais.

A Corrections Corporation tem crescido rapidamente, com receitas se expandindo mais de 5 vezes desde 1990. A empresa se capitalizou na expansão dos sistemas carcerários estaduais nos anos 80 e metade dos 90, no ápice da chamada “guerra às drogas” dos EUA, firmando contratos com governos estaduais para construir ou gerenciar novas prisões que abrigavam um influxo cada vez maior de criminosos ligados às drogas. Durante os últimos 10 anos, a empresa encontrou nova oportunidade no ramo da prisão de imigrantes ilegais, ao passo que o governo federal firmou contrato com empresas privadas em uma agressiva campanha de detenção de imigrantes sem documentos.

A oferta da Corrections Corporation de pagar US$ 250 milhões pela compra de prisões estaduais já existentes é ainda outro caminho para um potencial crescimento. A empresa listou a “iniciativa de investimento em penitenciárias” como uma opção conveniente para os estados que precisam de novos meios de gerar receita: o estado se beneficiaria de uma única infusão de dinheiro, enquanto as empresas especializadas no gerenciamento de prisões ganham um novo contrato de longo prazo. Além do mais, os apoiadores da privatização das prisões argumentaram que os estados podem conseguir reduzir custos através da terceirização, já que as empresas de prisões oferecem menos benefícios aos seus trabalhadores.

Fontes:Huffington Post - Private Prison Corporation Offers Cash In Exchange For State Prisons
23 de fevereiro de 2012