O senador tenta explicar a sua teoria da tristeza em se viver com R$ 19 mil líquidos de salário... (Fonte: Reprodução)
Outro senador do time de Ivo Cassol e que é digno de pena declarou que tem pena dos que vivem com R$ 19 mil (líquidos). Segundo Cyro Miranda do PSDB-GO, esse valor está há oito anos sem correção e não é um salário condizente com as atividades de um senador. Independentemente de outras verbas e auxílios que fazem um sujeito assim custar R$ 170 mil por mês. Estou tão comovido que vou chorar…
Como tenho pena de pessoas que pensam assim. Se ele pelo menos propusesse que o salário mínimo aumentasse um pouco seríamos um povo sem tanta pena. Ou vai me dizer que a pena dele é demográfica e limita-se somente ao Senado? Pelo visto sim.
Salvem as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.
30 de março de 2012
Grita Brasil
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
sexta-feira, 30 de março de 2012
COMO EXERCER A DEMOCRACIA E O PLURALISMO, NA VISÃO COMUNISTA
Artigos - Governo do PT
A baderna ocorrida no Rio de Janeiro contra o Clube Militar, antecipa o que está por acontecer no Brasil que, sob o domínio de Lula, do PT e seus
sequazes, se encaminha para transformar-se numa nova república comunista.
Comentário de Graça Salgueiro
No último dia 29 de março os militares, que foram proibidos de fazer qualquer manifestação alusiva ao 31 de Março, resolveram realizar uma conferência acerca da histórica data no Clube Militar no Rio de Janeiro, uma vez que aquele clube não está subordinado às Forças Armadas por ser uma entidade civil.
Entretanto, o evento foi marcado por um enorme tumulto em frente ao prédio, onde jovens que sequer eram nascidos e tudo o que sabem a respeito da ditadura lhes foi ensinado pelos mesmos antigos comunistas que queriam instalar uma ditadura comunista em nosso país e que, hoje anistiados, tornaram-se professores de escolas, universidades, articulistas da grande mídia, etc.
O texto abaixo, de autoria de Aluízio Amorim, faz uma análise acurada sobre como foi noticiado o fato pelo jornal “O Globo”, e abaixo dele pode-se assistir a um vídeo sobre a manifestação.
Nele, vê-se um moleque assediando o herói nacional Coronel Lício Maciel, e outro que se deita histericamente no chão e quando levantado pela Polícia diz “meu pai foi assassinado por eles e eu tenho que reagir!”.
Custa a crer que a cena não é teatral, considerando-se a pouca idade do manifestante. E em fotos publicadas por outros jornais, vê-se um moleque atrevido cuspindo no Coronel-Aviador Juarez Gomes. Todos octogenários.
Conforme venho denunciando há anos, e os leitores do Mídia Sem Máscara são testemunhas, este ato insolente e grotesco é apenas o início da perseguição visível e escancarada a que vão ser submetidos todos os militares que combateram o terrorismo e a subversão entre 1964 e 1983, e que pretende tão-somente, alijá-los do benefício da Lei de Anistia para condená-los e encarcerá-los como “bandidos”, “torturadores”, “assassinos”, como já ocorre em vários países sul-americanos.
Não foi por falta de aviso. O pior está por vir e isto foi apenas um trailer do que esta gente pretende, e não duvido que conseguirá, lamentavelmente, porque os militares não souberam se impor e acreditaram em palavra de comunista.
Graça Salgueiro
PT e seus satélites comunistas insultam militares e promovem a guerrilha urbana no Rio de Janeiro
Aluízio Amorim
Esta matéria do site de O Globo inicia o lead afirmando que a revolução de 31 de março de 1964 implantou uma ditadura. Mas não foi isso que aconteceu. Quem viveu essa época sabe muito bem que o movimento democrático de 31 de março, que teve amplo apoio da população, foi levado a efeito pelos militares que não tiveram outra saída que não fosse intervir no processo político para restabelecer a ordem e a segurança nacional. Se fraquejassem o Brasil hoje seria uma republiqueta no estilo de Cuba.
Houve na verdade uma guerra contra canalha comunista. Essa mesma canalha que hoje domina boa parte da América Latina como se vê em Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua, Uruguai, Argentina e agora também no Peru.
Em todos esses países as liberdades civis estão sendo pisoteadas, a imprensa é perseguida, as Forças Armadas são denegridas e a lei e a ordem são escarnecidas pela bandalha comunista.
Esta ação é coordenada pelo Foro de São Paulo, organização comunista que fornece as diretrizes de ação para o desmonte das instituições democráticas em todo o continente e foi criada aqui no Brasil, em São Paulo, sob os auspícios do PT.
Em todos esses países os cidadãos vivem um estado de violência permanente, já que os comunistas abençoam os bandidos, como os narcoterroristas das FARC que fazem parte do Foro de São Paulo, organização fundada por Lula, o PT e seus sequazes, juntamente com gente do nível de Hugo Chávez e dos criminosos das FARC.
O Brasil segue o mesmo caminho dessas republiquetas, ajudado por uma imprensa servil e cupincha do movimento comunista internacional. As redações dos veículos de comunicação são todas controladas pelos comunistas. Tanto é que a grande imprensa só noticia coisas que não têm nenhum interesse. Opinam sobre o Big Brother da Rede Globo e dão notícias de novelas e bobagens correlatas.
No que se refere ao que interessa, que é a política, os jornalistas e seus veículos de comunicação tergiversam e promovem a inversão de valores numa permanente lavagem cerebral da população. Nas escolas e universidades ocorre a mesma coisa.
Instituições democráticas como as Forças Armadas e as polícias são alvo de ataques permanentes dos jornalistas comunistas que controlam toda a informação.
A baderna ocorrida no Rio de Janeiro nesta tarde contra o Clube Militar, antecipa o que está por acontecer no Brasil que, sob o domínio de Lula, do PT e seus sequazes, se encaminha para transformar-se numa nova república comunista a exemplo daquelas que listei acima.
Os comunistas há anos vêm reescrevendo a história do Brasil, falsificando-a de forma vil e sorrateira, no que são ajudados por um jornalismo mentiroso.
Chegará um momento em que toda a nova geração brasileira terá sofrido uma completa lavagem cerebral e ela mesma defenderá o fim da democracia e da liberdade.
Hoje foram, segundo se noticia, cerca de 300 bate-paus que assacaram contra o Clube Militar. Mais adiante serão milhares de idiotas a serviço do movimento comunista internacional.
Aí qualquer reação soará como algo insólito e fora de lugar. Democratas liberais serão taxados como exóticos doentes mentais e encaminhados para os hospícios do Estado Comunista.
E, por isso, o Brasil e todo o continente latino-americano continuarão a ser habitados por autômatos orelhudos já impossibilitados de enxergar a realidade além do próprio nariz.
30 de março de 2012
Escrito por Aluízio Amorim & Graça Salgueiro
A baderna ocorrida no Rio de Janeiro contra o Clube Militar, antecipa o que está por acontecer no Brasil que, sob o domínio de Lula, do PT e seus
sequazes, se encaminha para transformar-se numa nova república comunista.
Comentário de Graça Salgueiro
No último dia 29 de março os militares, que foram proibidos de fazer qualquer manifestação alusiva ao 31 de Março, resolveram realizar uma conferência acerca da histórica data no Clube Militar no Rio de Janeiro, uma vez que aquele clube não está subordinado às Forças Armadas por ser uma entidade civil.
Entretanto, o evento foi marcado por um enorme tumulto em frente ao prédio, onde jovens que sequer eram nascidos e tudo o que sabem a respeito da ditadura lhes foi ensinado pelos mesmos antigos comunistas que queriam instalar uma ditadura comunista em nosso país e que, hoje anistiados, tornaram-se professores de escolas, universidades, articulistas da grande mídia, etc.
O texto abaixo, de autoria de Aluízio Amorim, faz uma análise acurada sobre como foi noticiado o fato pelo jornal “O Globo”, e abaixo dele pode-se assistir a um vídeo sobre a manifestação.
Nele, vê-se um moleque assediando o herói nacional Coronel Lício Maciel, e outro que se deita histericamente no chão e quando levantado pela Polícia diz “meu pai foi assassinado por eles e eu tenho que reagir!”.
Custa a crer que a cena não é teatral, considerando-se a pouca idade do manifestante. E em fotos publicadas por outros jornais, vê-se um moleque atrevido cuspindo no Coronel-Aviador Juarez Gomes. Todos octogenários.
Conforme venho denunciando há anos, e os leitores do Mídia Sem Máscara são testemunhas, este ato insolente e grotesco é apenas o início da perseguição visível e escancarada a que vão ser submetidos todos os militares que combateram o terrorismo e a subversão entre 1964 e 1983, e que pretende tão-somente, alijá-los do benefício da Lei de Anistia para condená-los e encarcerá-los como “bandidos”, “torturadores”, “assassinos”, como já ocorre em vários países sul-americanos.
Não foi por falta de aviso. O pior está por vir e isto foi apenas um trailer do que esta gente pretende, e não duvido que conseguirá, lamentavelmente, porque os militares não souberam se impor e acreditaram em palavra de comunista.
Graça Salgueiro
PT e seus satélites comunistas insultam militares e promovem a guerrilha urbana no Rio de Janeiro
Aluízio Amorim
Esta matéria do site de O Globo inicia o lead afirmando que a revolução de 31 de março de 1964 implantou uma ditadura. Mas não foi isso que aconteceu. Quem viveu essa época sabe muito bem que o movimento democrático de 31 de março, que teve amplo apoio da população, foi levado a efeito pelos militares que não tiveram outra saída que não fosse intervir no processo político para restabelecer a ordem e a segurança nacional. Se fraquejassem o Brasil hoje seria uma republiqueta no estilo de Cuba.
Houve na verdade uma guerra contra canalha comunista. Essa mesma canalha que hoje domina boa parte da América Latina como se vê em Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua, Uruguai, Argentina e agora também no Peru.
Em todos esses países as liberdades civis estão sendo pisoteadas, a imprensa é perseguida, as Forças Armadas são denegridas e a lei e a ordem são escarnecidas pela bandalha comunista.
Esta ação é coordenada pelo Foro de São Paulo, organização comunista que fornece as diretrizes de ação para o desmonte das instituições democráticas em todo o continente e foi criada aqui no Brasil, em São Paulo, sob os auspícios do PT.
Em todos esses países os cidadãos vivem um estado de violência permanente, já que os comunistas abençoam os bandidos, como os narcoterroristas das FARC que fazem parte do Foro de São Paulo, organização fundada por Lula, o PT e seus sequazes, juntamente com gente do nível de Hugo Chávez e dos criminosos das FARC.
O Brasil segue o mesmo caminho dessas republiquetas, ajudado por uma imprensa servil e cupincha do movimento comunista internacional. As redações dos veículos de comunicação são todas controladas pelos comunistas. Tanto é que a grande imprensa só noticia coisas que não têm nenhum interesse. Opinam sobre o Big Brother da Rede Globo e dão notícias de novelas e bobagens correlatas.
No que se refere ao que interessa, que é a política, os jornalistas e seus veículos de comunicação tergiversam e promovem a inversão de valores numa permanente lavagem cerebral da população. Nas escolas e universidades ocorre a mesma coisa.
Instituições democráticas como as Forças Armadas e as polícias são alvo de ataques permanentes dos jornalistas comunistas que controlam toda a informação.
A baderna ocorrida no Rio de Janeiro nesta tarde contra o Clube Militar, antecipa o que está por acontecer no Brasil que, sob o domínio de Lula, do PT e seus sequazes, se encaminha para transformar-se numa nova república comunista a exemplo daquelas que listei acima.
Os comunistas há anos vêm reescrevendo a história do Brasil, falsificando-a de forma vil e sorrateira, no que são ajudados por um jornalismo mentiroso.
Chegará um momento em que toda a nova geração brasileira terá sofrido uma completa lavagem cerebral e ela mesma defenderá o fim da democracia e da liberdade.
Hoje foram, segundo se noticia, cerca de 300 bate-paus que assacaram contra o Clube Militar. Mais adiante serão milhares de idiotas a serviço do movimento comunista internacional.
Aí qualquer reação soará como algo insólito e fora de lugar. Democratas liberais serão taxados como exóticos doentes mentais e encaminhados para os hospícios do Estado Comunista.
E, por isso, o Brasil e todo o continente latino-americano continuarão a ser habitados por autômatos orelhudos já impossibilitados de enxergar a realidade além do próprio nariz.
30 de março de 2012
Escrito por Aluízio Amorim & Graça Salgueiro
AÇÃO ENTRE AMIGOS
Projeto de Demóstenes no Senado virou rentável negócio de Cachoeira
Reportagem de Vinicius Sassine, no Correio Braziliense, mostra que uma das principais bandeiras de Demóstenes Torres (DEM-GO) no Senado serviu a um dos ramos de negócio de Carlinhos Cachoeira.
Amigo íntimo do bicheiro/empresário, o senador foi relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto que alterou o Código Penal e a Lei de Execução Penal para permitir o monitoramento eletrônico de presos por meio de pulseiras ou tornozeleiras eletrônicas. Demóstenes incluiu uma emenda no texto que ampliou a possibilidade de uso dos equipamentos.
Diálogo telefônico usado pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo, obtido pelo Correio, revela que Cachoeira intermediou a compra de 2 mil tornozeleiras eletrônicas, em maio do ano passado: “Carlinhos pede para pegar um negócio em Brasília, 2 mil peças, tornozeleiras de presídios”, cita a PF na transcrição da conversa entre o bicheiro e um funcionário.
Ex-secretário de Segurança Pública e ex-procurador-geral de Justiça em Goiás, Demóstenes é um contumaz defensor do monitoramento eletrônico de detentos com alta periculosidade. Em 2010, pediu apoio aos líderes partidários no Senado para aprovarem o Projeto de Lei nº 175, de 2007, relatado por ele na CCJ. A proposta foi aprovada em maio de 2010 e sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês seguinte.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Detalhe curioso nessa história toda é que agora Carlinhos Cachoeira até corre o risco de ser contemplado com um tornozeleira eletrônica de sua própria fabricação.
Quando a Demóstenes Torres, jamais ganhará um brinquedinho desses. Como é senador, tem foro privilegiado e será julgado no Supremo, caso seus colegas de plenário não aprovem sua cassação. E aí o processo demora tanto que os crimes acabam prescrevendo, como já está acontecendo com o mensalão, em que as penas mais leves já foram consideradas extintas.
30 de março de 2012
Reportagem de Vinicius Sassine, no Correio Braziliense, mostra que uma das principais bandeiras de Demóstenes Torres (DEM-GO) no Senado serviu a um dos ramos de negócio de Carlinhos Cachoeira.
Amigo íntimo do bicheiro/empresário, o senador foi relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto que alterou o Código Penal e a Lei de Execução Penal para permitir o monitoramento eletrônico de presos por meio de pulseiras ou tornozeleiras eletrônicas. Demóstenes incluiu uma emenda no texto que ampliou a possibilidade de uso dos equipamentos.
Diálogo telefônico usado pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo, obtido pelo Correio, revela que Cachoeira intermediou a compra de 2 mil tornozeleiras eletrônicas, em maio do ano passado: “Carlinhos pede para pegar um negócio em Brasília, 2 mil peças, tornozeleiras de presídios”, cita a PF na transcrição da conversa entre o bicheiro e um funcionário.
Ex-secretário de Segurança Pública e ex-procurador-geral de Justiça em Goiás, Demóstenes é um contumaz defensor do monitoramento eletrônico de detentos com alta periculosidade. Em 2010, pediu apoio aos líderes partidários no Senado para aprovarem o Projeto de Lei nº 175, de 2007, relatado por ele na CCJ. A proposta foi aprovada em maio de 2010 e sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês seguinte.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Detalhe curioso nessa história toda é que agora Carlinhos Cachoeira até corre o risco de ser contemplado com um tornozeleira eletrônica de sua própria fabricação.
Quando a Demóstenes Torres, jamais ganhará um brinquedinho desses. Como é senador, tem foro privilegiado e será julgado no Supremo, caso seus colegas de plenário não aprovem sua cassação. E aí o processo demora tanto que os crimes acabam prescrevendo, como já está acontecendo com o mensalão, em que as penas mais leves já foram consideradas extintas.
30 de março de 2012
MOROSIDADE DO SUPREMO É REVOLTANTE E SEM SOLUÇÃO
Não há Conselho Nacional de Justiça que dê jeito.
Impressionante reportagem de Felipe Seligman e Lucas Ferraz, na Folha, mostra que existem hoje no STF (Supremo Tribunal Federal) cerca de 7.500 processos que há mais de dois anos ainda não tiveram nenhuma decisão. Neste universo, que representa mais de 10% dos casos em tramitação, encontram-se ações ou recursos que aguardam um posicionamento da corte desde a década de 80, vejam a que ponto chegou a Justiça brasileira.
O acúmulo de processos e a morosidade do Poder Judiciário são conhecidos há tempos. A diferença é que atualmente é possível constatar com precisão a realidade do tribunal, porque o Supremo decidiu se adiantar à Lei de Acesso a Informações, que entra em vigor em maio, e passou a divulgar dados estatísticos sobre os processos que tramitam na corte.
Pela primeira vez, o STF exibe ao respeitável público a quantidade de processos no gabinete de cada ministro, quantos aguardam parecer da Procuradoria-Geral da República ou a data em que foram protocolados. As informações estarão disponíveis em www.stf.jus.br.
“Isso facilitará o trabalho de gestão do tribunal. É possível saber, por exemplo, quantos processos o Supremo deve julgar para zerar a quantidade de casos que chegaram antes de 1990″, disse aos repórteres a secretária-geral da presidência, Maria Cristina Petcov,.
Cerca de 63 mil casos estavam tramitando no Supremo até a última quinta-feira. Apenas 28% deles são ações iniciadas diretamente no STF por serem de competência exclusiva do tribunal. O restante chegou de instâncias inferiores. Deste total, quase 40% constam como “sem nenhuma decisão”, mas a maioria deu entrada na corte nos últimos dois anos.
Os dados mostram, por exemplo, que mais de 4 mil processos aguardam a análise do procurador-geral da República para que possam ter andamento no tribunal, e o Supremo não cobra, a procuradoria não age, fica tudo por isso mesmo.
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A FILA SÓ FAZ AUMENTAR
A esculhambação é tão grande que os atrasos nos julgamentos acontecem até mesmo quando os ministros anunciam que estão prontos relatar os processos. Em outubro de 2000, por exemplo, o ministro Marco Aurélio Mello avisou que um recurso vindo de São Paulo poderia ser levado ao plenário. Até hoje isso não aconteceu. Esse e outros 658 casos estão liberados para serem incluídos na pauta, mas aguardam na fila de julgamentos, cujos critérios de seleção são nebulosos.
As informações da Folha também revelam que o ministro com o maior acervo de processos é Marco Aurélio, com 9.003 casos. Ele, no entanto, é um dos únicos que não aceitaria convocar juízes auxiliares para o ajudar na análise dos casos.
Em seguida estão José Antonio Dias Toffoli (8.523) e Joaquim Barbosa (8.247). Já os ministros com menos processos em seus gabinetes são Ricardo Lewandowski, com 2.882, e Carmen Lúcia, que tem um acervo de 2.872.
30 de março de 2012
Carlos Newton
Impressionante reportagem de Felipe Seligman e Lucas Ferraz, na Folha, mostra que existem hoje no STF (Supremo Tribunal Federal) cerca de 7.500 processos que há mais de dois anos ainda não tiveram nenhuma decisão. Neste universo, que representa mais de 10% dos casos em tramitação, encontram-se ações ou recursos que aguardam um posicionamento da corte desde a década de 80, vejam a que ponto chegou a Justiça brasileira.
O acúmulo de processos e a morosidade do Poder Judiciário são conhecidos há tempos. A diferença é que atualmente é possível constatar com precisão a realidade do tribunal, porque o Supremo decidiu se adiantar à Lei de Acesso a Informações, que entra em vigor em maio, e passou a divulgar dados estatísticos sobre os processos que tramitam na corte.
Pela primeira vez, o STF exibe ao respeitável público a quantidade de processos no gabinete de cada ministro, quantos aguardam parecer da Procuradoria-Geral da República ou a data em que foram protocolados. As informações estarão disponíveis em www.stf.jus.br.
“Isso facilitará o trabalho de gestão do tribunal. É possível saber, por exemplo, quantos processos o Supremo deve julgar para zerar a quantidade de casos que chegaram antes de 1990″, disse aos repórteres a secretária-geral da presidência, Maria Cristina Petcov,.
Cerca de 63 mil casos estavam tramitando no Supremo até a última quinta-feira. Apenas 28% deles são ações iniciadas diretamente no STF por serem de competência exclusiva do tribunal. O restante chegou de instâncias inferiores. Deste total, quase 40% constam como “sem nenhuma decisão”, mas a maioria deu entrada na corte nos últimos dois anos.
Os dados mostram, por exemplo, que mais de 4 mil processos aguardam a análise do procurador-geral da República para que possam ter andamento no tribunal, e o Supremo não cobra, a procuradoria não age, fica tudo por isso mesmo.
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A FILA SÓ FAZ AUMENTAR
A esculhambação é tão grande que os atrasos nos julgamentos acontecem até mesmo quando os ministros anunciam que estão prontos relatar os processos. Em outubro de 2000, por exemplo, o ministro Marco Aurélio Mello avisou que um recurso vindo de São Paulo poderia ser levado ao plenário. Até hoje isso não aconteceu. Esse e outros 658 casos estão liberados para serem incluídos na pauta, mas aguardam na fila de julgamentos, cujos critérios de seleção são nebulosos.
As informações da Folha também revelam que o ministro com o maior acervo de processos é Marco Aurélio, com 9.003 casos. Ele, no entanto, é um dos únicos que não aceitaria convocar juízes auxiliares para o ajudar na análise dos casos.
Em seguida estão José Antonio Dias Toffoli (8.523) e Joaquim Barbosa (8.247). Já os ministros com menos processos em seus gabinetes são Ricardo Lewandowski, com 2.882, e Carmen Lúcia, que tem um acervo de 2.872.
30 de março de 2012
Carlos Newton
DECISÃO DO STJ SOBRE A LEI SECA ABRE PRECEDENTE NA ÁREA ADMINISTRATIVA
A decisão do Superior Tribunal de Justiça, que considerou o teste do bafômetro e o exame de sangue como únicas provas de caracterização do crime de direção alcoolizada, influenciará futuras decisões em casos semelhantes.
A prova testemunhal e o exame clínico pericial, outros meios de comprovação previstos no Código de Trânsito, foram descartados porque, pela redação imprópria da lei, acabam conflitando com a descrição do crime que prevê, para sua configuração, a quantidade de álcool ingerida pelo motorista.
Sai fortalecido, com tal entendimento, o pressuposto constitucional de que ninguém é obrigado a produzir provar contra si mesmo, nem na Lei Seca. O que é pior, se o argumento vencedor é de que o tipo penal é fechado, onde se exige para configuração do delito quantidade de álcool na corrente sanguínea ( concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue), abre-se também agora um precedente na esfera administrativa, onde a infração também se configura pela quantidade de álcool ( dosagem superior a 2 decigramas), conforme o estabelecido no Decreto Federal 6488/08, que regulamentou o limite de tolerância.
Membro da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, o médico Fernando Moreira teme que a decisão sirva de proteção a motoristas que insistem em misturar álcool e direção. “Essa decisão nos coloca num cenário muito preocupante, porque os motoristas poderão se proteger atrás de uma simples recusa de fazer o teste de alcoolemia ou bafômetro. Fico preocupado com as consequências que essa decisão pode ter”, ressalta.
Derrotado na votação, o ministro Marco Aurélio Belizze, defendeu a importância de testemunhas e do exame, principalmente em casos evidentes de embriaguez. “Não pode ser tolerado que o infrator, com garrafa de bebida alcoólica no carro, bafo e cambaleando, não possa ser preso porque recusou o bafômetro”.
Para o desembargador Adilson Macabu, favorável à decisão, não se pode admitir o uso de critérios subjetivos para determinar a aplicação do punições.
Já o desembargador Macabu, que foi o relator da discussão no STJ, alegou que “mais de 150 milhões de pessoas não podem ser simplesmente processados por causa de uma mera suspeita”.
O ministro Og Fernandes, por sua vez, foi incisivo ao afirmar que não é crime dirigir sob efeito de álcool. “É crime dirigir sob efeito de mais de um mínimo de seis decigramas de álcool por litro de sangue. É extremamente temeroso deparar-se com essa falha legislativa, mas o juiz está sujeito à Lei”, completou Og.
Pelo sim e pelo não, ao descartar a prova testemunhal e o exame clínico pericial, mecanismos de comprovação para caracterização do crime de embriaguez ao volante, tal decisão favorece ainda mais o permanente cenário de violência e de imprudência no trânsito brasileiro.
Muitos motoristas continuarão agora, mais do que nunca, bebendo, dirigindo e se recusando ao teste do bafômetro e enfraquecendo a Lei Seca, norma legal que tropeça em suas próprias pernas pela impropriedade de sua redação, ficando clara a urgente necessidade de alteração de seu texto.
Ressalte-se que a comissão mista do Congresso, instituída para estudar alterações no Código e que propõe inclusive a utilização de vídeos que evidenciem a embriaguez do motorista no momento da abordagem policial, fica em xeque com a presente decisão do STJ.
Resta por enquanto a vigência do Artigo 277, parágrafo terceiro do CTB, que, na área administrativa, pune condutores que se recusam ao teste do bafômetro com as mesmas penalidades previstas no Artigo 165 (multa de R$ 957, 70; suspensão por dozes meses do direito de dirigir e curso de reciclagem).
Até quando continuará prevalecendo o argumento legal de que ninguém é obrigado a produzir contra si mesmo? Certamente quando todos tiverem plena consciência de que os direitos e garantias individuais não podem sobrepujar o interesse maior da coletividade, a segurança de trânsito, a incolumidade dos demais usuários da via pública a sobretudo a defesa da vida. Com o devido respeito (data vênia) ao notável saber jurídico que ora prevalece, crime (abominável) é matar alguém, ao dirigir embriagado ao volante.
30 de março de 2012
Milton Corrêa da Costa
A prova testemunhal e o exame clínico pericial, outros meios de comprovação previstos no Código de Trânsito, foram descartados porque, pela redação imprópria da lei, acabam conflitando com a descrição do crime que prevê, para sua configuração, a quantidade de álcool ingerida pelo motorista.
Sai fortalecido, com tal entendimento, o pressuposto constitucional de que ninguém é obrigado a produzir provar contra si mesmo, nem na Lei Seca. O que é pior, se o argumento vencedor é de que o tipo penal é fechado, onde se exige para configuração do delito quantidade de álcool na corrente sanguínea ( concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue), abre-se também agora um precedente na esfera administrativa, onde a infração também se configura pela quantidade de álcool ( dosagem superior a 2 decigramas), conforme o estabelecido no Decreto Federal 6488/08, que regulamentou o limite de tolerância.
Membro da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, o médico Fernando Moreira teme que a decisão sirva de proteção a motoristas que insistem em misturar álcool e direção. “Essa decisão nos coloca num cenário muito preocupante, porque os motoristas poderão se proteger atrás de uma simples recusa de fazer o teste de alcoolemia ou bafômetro. Fico preocupado com as consequências que essa decisão pode ter”, ressalta.
Derrotado na votação, o ministro Marco Aurélio Belizze, defendeu a importância de testemunhas e do exame, principalmente em casos evidentes de embriaguez. “Não pode ser tolerado que o infrator, com garrafa de bebida alcoólica no carro, bafo e cambaleando, não possa ser preso porque recusou o bafômetro”.
Para o desembargador Adilson Macabu, favorável à decisão, não se pode admitir o uso de critérios subjetivos para determinar a aplicação do punições.
Já o desembargador Macabu, que foi o relator da discussão no STJ, alegou que “mais de 150 milhões de pessoas não podem ser simplesmente processados por causa de uma mera suspeita”.
O ministro Og Fernandes, por sua vez, foi incisivo ao afirmar que não é crime dirigir sob efeito de álcool. “É crime dirigir sob efeito de mais de um mínimo de seis decigramas de álcool por litro de sangue. É extremamente temeroso deparar-se com essa falha legislativa, mas o juiz está sujeito à Lei”, completou Og.
Pelo sim e pelo não, ao descartar a prova testemunhal e o exame clínico pericial, mecanismos de comprovação para caracterização do crime de embriaguez ao volante, tal decisão favorece ainda mais o permanente cenário de violência e de imprudência no trânsito brasileiro.
Muitos motoristas continuarão agora, mais do que nunca, bebendo, dirigindo e se recusando ao teste do bafômetro e enfraquecendo a Lei Seca, norma legal que tropeça em suas próprias pernas pela impropriedade de sua redação, ficando clara a urgente necessidade de alteração de seu texto.
Ressalte-se que a comissão mista do Congresso, instituída para estudar alterações no Código e que propõe inclusive a utilização de vídeos que evidenciem a embriaguez do motorista no momento da abordagem policial, fica em xeque com a presente decisão do STJ.
Resta por enquanto a vigência do Artigo 277, parágrafo terceiro do CTB, que, na área administrativa, pune condutores que se recusam ao teste do bafômetro com as mesmas penalidades previstas no Artigo 165 (multa de R$ 957, 70; suspensão por dozes meses do direito de dirigir e curso de reciclagem).
Até quando continuará prevalecendo o argumento legal de que ninguém é obrigado a produzir contra si mesmo? Certamente quando todos tiverem plena consciência de que os direitos e garantias individuais não podem sobrepujar o interesse maior da coletividade, a segurança de trânsito, a incolumidade dos demais usuários da via pública a sobretudo a defesa da vida. Com o devido respeito (data vênia) ao notável saber jurídico que ora prevalece, crime (abominável) é matar alguém, ao dirigir embriagado ao volante.
30 de março de 2012
Milton Corrêa da Costa
A ACELERADA DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
A vida é o nosso bem mais importante, entretanto o homem persiste em sua caminhada rumo a destruição do palco em que ela se desenrola. Desde a Eco 92/Rio 92 (Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e
Desenvolvimento) poucas ações foram executadas em escala mundial de modo a reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Os EUA se recusaram naquela ocasião a diminuir os efeitos devastadores de sua atividade industrial altamente poluidora, sob a alegação de que causaria desemprego. Imaginem agora, depois da eclosão da crise de 2008, na qual se recuperam lentamente da queda da atividade industrial, causadora da perda de milhares de empregos na nação mais rica do globo?
A Rio 92 está prestes a completar 20 (vinte) anos, no entanto, novas discussões estarão na pauta em junho na Conferência Rio+20. Um palco semelhante para tratar das questões ambientais, as quais, infelizmente se agravaram ao longo do citado período.
Será que os países desenvolvidos novamente nada farão para reduzir os danos ao meio ambiente da ação de suas fábricas, de suas siderúrgicas, etc…?
Como sempre, os emergentes e países subdesenvolvidos é que serão obrigados a deixarem suas matas intactas, porque acima da linha do Equador não existem mais.
A humanidade paga um preço absurdo pelo crescimento industrial das nações. Houve um intenso crescimento da atividade industrial da China e da Índia, principalmente do nascente império chinês, que polui o meio ambiente em escala estratosférica.
Países emergentes também utilizaram seus recursos naturais em larga escala, na extração de minerais e na utilização do solo para produzir alimentos em escala geométrica. Nessas atividades o consumo de água superou todas as expectativas dos especialistas em Meio Ambiente.
Além da poluição industrial, os dejetos do esgotamento sanitário sem tratamento vão matando os rios que atravessam as grandes cidades. O drama do Rio Tietê, praticamente morto no Estado de São Paulo, é muito menor do que o do Rio Amarelo na China, que de tão poluído não desemboca mais no mar. Os rios que atravessam as grandes cidades de todo o mundo estão poluídos inapelavelmente.
Para agravar ainda mais o quadro desalentador, cresce indiscriminadamente o desmatamento de áreas próximas as nascentes e nas cercanias dos rios para dar lugar as pastagens e as plantações agrícolas (soja, milho, café, canaviais), que utilizam defensivos agrícolas extremamente poluidores. Somados aos resíduos químicos das indústrias despejados in natura nos rios e que seguem para os oceanos, temos em consequência a mistura explosiva que abala a fauna marinha e a saúde da população que bebe essa agua de má qualidade.
A atividade exploratória de petróleo em águas profundas, nos EUA, na Inglaterra, na Noruega e no Brasil, com seus constantes vazamentos de óleo cru, agrava o quadro de poluição dos mares.
Todas essas questões serão colocadas na mesa de discussões da Conferência RIO +20 ou teremos mais uma reunião turística apenas para inglês ver e lotar os hotéis do Rio de Janeiro?
30 de março de 2012
Roberto Nascimento
Desenvolvimento) poucas ações foram executadas em escala mundial de modo a reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Os EUA se recusaram naquela ocasião a diminuir os efeitos devastadores de sua atividade industrial altamente poluidora, sob a alegação de que causaria desemprego. Imaginem agora, depois da eclosão da crise de 2008, na qual se recuperam lentamente da queda da atividade industrial, causadora da perda de milhares de empregos na nação mais rica do globo?
A Rio 92 está prestes a completar 20 (vinte) anos, no entanto, novas discussões estarão na pauta em junho na Conferência Rio+20. Um palco semelhante para tratar das questões ambientais, as quais, infelizmente se agravaram ao longo do citado período.
Será que os países desenvolvidos novamente nada farão para reduzir os danos ao meio ambiente da ação de suas fábricas, de suas siderúrgicas, etc…?
Como sempre, os emergentes e países subdesenvolvidos é que serão obrigados a deixarem suas matas intactas, porque acima da linha do Equador não existem mais.
A humanidade paga um preço absurdo pelo crescimento industrial das nações. Houve um intenso crescimento da atividade industrial da China e da Índia, principalmente do nascente império chinês, que polui o meio ambiente em escala estratosférica.
Países emergentes também utilizaram seus recursos naturais em larga escala, na extração de minerais e na utilização do solo para produzir alimentos em escala geométrica. Nessas atividades o consumo de água superou todas as expectativas dos especialistas em Meio Ambiente.
Além da poluição industrial, os dejetos do esgotamento sanitário sem tratamento vão matando os rios que atravessam as grandes cidades. O drama do Rio Tietê, praticamente morto no Estado de São Paulo, é muito menor do que o do Rio Amarelo na China, que de tão poluído não desemboca mais no mar. Os rios que atravessam as grandes cidades de todo o mundo estão poluídos inapelavelmente.
Para agravar ainda mais o quadro desalentador, cresce indiscriminadamente o desmatamento de áreas próximas as nascentes e nas cercanias dos rios para dar lugar as pastagens e as plantações agrícolas (soja, milho, café, canaviais), que utilizam defensivos agrícolas extremamente poluidores. Somados aos resíduos químicos das indústrias despejados in natura nos rios e que seguem para os oceanos, temos em consequência a mistura explosiva que abala a fauna marinha e a saúde da população que bebe essa agua de má qualidade.
A atividade exploratória de petróleo em águas profundas, nos EUA, na Inglaterra, na Noruega e no Brasil, com seus constantes vazamentos de óleo cru, agrava o quadro de poluição dos mares.
Todas essas questões serão colocadas na mesa de discussões da Conferência RIO +20 ou teremos mais uma reunião turística apenas para inglês ver e lotar os hotéis do Rio de Janeiro?
30 de março de 2012
Roberto Nascimento
DEMÓSTENES CONVIDADO A SAIR DO DEM ANTES DE SER EXPULSO
A cúpula do DEM vai pedir ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que saia do partido antes da abertura de um processo de expulsão.Integrantes do partido em Goiás foram escalados para procurar Demóstenes até segunda-feira e aconselhá-lo a deixar a legenda por conta própria, segundo a Folha apurou.
Os novos documentos e gravações envolvendo o nome do senador e o empresário Carlinhos Cachoeira estão sendo considerados gravíssimos pela cúpula do DEM.
Os membros da legenda conversaram nesta manhã e concluíram que a permanência do senador nos quadros da legenda ficou insustentável. Publicamente, o partido evita adotar o discurso, mas nos bastidores já trabalha pela saída do senador.
A pressão maior pela saída de Demóstenes parte da bancada do DEM na Câmara dos Deputados. Ontem, um grupo de deputados chegou a convocar reunião da Executiva Nacional para discutir o caso na terça, mas o presidente da legenda, senador José Agripino (RN), decidiu cancelar.
A ideia de sugerir a Demóstenes a desfiliação por conta própria é evitar o desgaste de um processo de expulsão, que dependeria da ação de um filiado pedindo a abertura deste tipo de procedimento.
30 de março de 2012
coroneLeaks
Os novos documentos e gravações envolvendo o nome do senador e o empresário Carlinhos Cachoeira estão sendo considerados gravíssimos pela cúpula do DEM.
Os membros da legenda conversaram nesta manhã e concluíram que a permanência do senador nos quadros da legenda ficou insustentável. Publicamente, o partido evita adotar o discurso, mas nos bastidores já trabalha pela saída do senador.
A pressão maior pela saída de Demóstenes parte da bancada do DEM na Câmara dos Deputados. Ontem, um grupo de deputados chegou a convocar reunião da Executiva Nacional para discutir o caso na terça, mas o presidente da legenda, senador José Agripino (RN), decidiu cancelar.
A ideia de sugerir a Demóstenes a desfiliação por conta própria é evitar o desgaste de um processo de expulsão, que dependeria da ação de um filiado pedindo a abertura deste tipo de procedimento.
30 de março de 2012
coroneLeaks
CONTROLE CIVIL DAS PRISÕES MILITARES
“Tendo feito todo o esforço para guiar os superiores civis na direção que ele acha certa, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (Joint Chiefs of Staff) deve aceitar as decisões do secretário da Força, do secretário de Defesa e do presidente como finais e, daí para adiante, apoiá-lo perante o Congresso. A alternativa é a renúncia (demissão voluntária)”
General Maxwell Taylor (ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos)
No Brasil, vivemos de escaramuças entre civis e militares. Ou é a Comissão da Verdade, ou o revanchismo e, agora, o tema do controle das prisões militares por autoridades civis. Militares, como outros cidadãos quaisquer, nas democracias devem ser controlados pelo poder civil.
Foi o presidente Truman que decidiu jogar as bombas atômicas no Japão. Aos militares coube coordenar sua produção e dizer ao presidente que a arma estava disponível. Mas a responsabilidade de lançá-la e explodi-la foi do presidente. Assim foi feito porque assim é que tem de ser feito numa democracia.
No Brasil vivemos num sistema de relações civis-militares cinzento. Os militares têm sistemas separados para tudo: salários, pensões, assistência médica e punições disciplinares, até prisão em instituições militares. Tudo isso tem raízes históricas em tempos de guerra. Não deviam aplicar-se a tempos de paz.
Os salários são diferentes porque nos tempos em que na Europa só se guerreava na primavera e no verão os soldados mercenários ficavam desempregados durante o resto do ano. Alguns governantes resolveram que eles precisavam ficar fora dos limites das cidades fortificadas porque senão acabavam fazendo arruaças. A maneira funcional de evitar que os soldados sem trabalho atacassem os governantes foi comprar sua docilidade com pagamentos, mesmo quando eles não estavam guerreando.
Dentistas só eram temidos quanto tinham os seus boticões nas mãos e os clientes, sentados na cadeira. Fora isso, eram inofensivos. Os militares, porque armados, eram temidos sempre. E por isso ganharam regalias.
Alguns governantes conseguiram romper essa couraça de privilégios oriundos de situações específicas de guerra e o mais eficiente exemplo foi também o menos edificante. Adolf Hitler conseguiu dominar os militares alemães, que tinham sido a base de formação e de sustentação do Estado prussiano, por meio da formação de forças paralelas aos militares, só que armadas. Primeiros foram as SA e depois as SS. A submissão dos militares, portanto, ocorreu, entre outros motivos, porque Hitler criou forças armadas paralelas que podiam opor-se a eles. Para eliminar a “hitlerização” dos militares trazê-los de volta à democracia o general conde Wolf von Baudissin desenvolveu um trabalho fundamental após o fim da 2.ª Guerra Mundial.
Antes que algum leitor assustado ache que estou promovendo ideias de Hitler, escolhi o exemplo para mostrar como é difícil controlar os militares, sobretudo na ausência de uma tradição político-cultural-constitucional para fazer isso, como é o caso dos Estados Unidos e da Inglaterra. De Gaulle era general e presidente da França e enfrentou a rebelião e o terrorismo dos militares de direita por conta da independência da Argélia.
Mas chega de histórias alienígenas. Concentremo-nos aqui.
As Forças Armadas brasileiras não se envolvem em nenhuma guerra externa (que é para o que elas existem) há mais de cem anos. O envolvimento na 2.ª Guerra Mundial foi mais simbólico do que numérica ou temporalmente significativo, ainda que nos tenha deixado heranças edificantes, e menos edificantes, durante o período da guerra fria.
Agora estamos diante da Comissão da Verdade e da Lei da Anistia. Poderemos resolver isso democraticamente, mas ainda não dá para saber e esta vai sobrepor-se a àquela, ou vice versa. O jogo democrático é que definirá isso.
Prisões são a melhor maneira de tornar as pessoas piores. Não acredito que nenhum dos meus colegas de serviço militar que foram presos tenha de lá saído melhor, nem um pouco.
Agora surgiram os problemas das prisões militares, que o governo civil quer e deve poder inspecionar. Afinal, por que manter as prisões militares em tempos de paz? E mais: cento e tantos anos de paz!
Em algum momento os militares precisarão adaptar-se ao princípio da superioridade civil. E isso inclui permitir a inspeção de prisões militares, em que são postos atrás de grades, entre outros, cidadãos que entraram para as Forças Armadas não porque quisessem, mas porque uma lei os obrigou a prestar o serviço militar. Este não passa de um imposto disfarçado cobrado dos cidadãos maiores de 18 anos, sob forma de trabalho e de renúncia a ganhos e/ou educação, durante um ano. Se vivemos num regime constitucional, não é possível manter encarcerados cidadãos sem terem sido condenados por um tribunal civil. Se a lei permite isso, é hora de mudar a lei.
Eu tive o desprazer de passar um fim de semana estendido (Dia de Todos os Santos e Finados) detido por causa da arbitrariedade de um tenente que resolveu punir-me por eu ter falado com um capitão sem pedir permissão a ele – tenente. Só que não tomei a iniciativa de falar com o capitão, apenas respondi a uma pergunta que ele me fez.
Esse episódio foi suficiente para sentir o peso do que podem ser as arbitrariedades dentro de um quartel, já que a instituição militar não está sujeita a nenhum controle externo independente. Portanto, melhor que não tenhamos prisões militares fora do controle do Judiciário civil.
Prisões são a melhor maneira de tornar as pessoas piores. Não acredito que nenhum dos meus colegas de serviço militar que foram presos tenha de lá saído melhor, nem um pouco.
30 de março de 2012
Alexandre Barros
Fonte: O Estado de S. Paulo
General Maxwell Taylor (ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos)
No Brasil, vivemos de escaramuças entre civis e militares. Ou é a Comissão da Verdade, ou o revanchismo e, agora, o tema do controle das prisões militares por autoridades civis. Militares, como outros cidadãos quaisquer, nas democracias devem ser controlados pelo poder civil.
Foi o presidente Truman que decidiu jogar as bombas atômicas no Japão. Aos militares coube coordenar sua produção e dizer ao presidente que a arma estava disponível. Mas a responsabilidade de lançá-la e explodi-la foi do presidente. Assim foi feito porque assim é que tem de ser feito numa democracia.
No Brasil vivemos num sistema de relações civis-militares cinzento. Os militares têm sistemas separados para tudo: salários, pensões, assistência médica e punições disciplinares, até prisão em instituições militares. Tudo isso tem raízes históricas em tempos de guerra. Não deviam aplicar-se a tempos de paz.
Os salários são diferentes porque nos tempos em que na Europa só se guerreava na primavera e no verão os soldados mercenários ficavam desempregados durante o resto do ano. Alguns governantes resolveram que eles precisavam ficar fora dos limites das cidades fortificadas porque senão acabavam fazendo arruaças. A maneira funcional de evitar que os soldados sem trabalho atacassem os governantes foi comprar sua docilidade com pagamentos, mesmo quando eles não estavam guerreando.
Dentistas só eram temidos quanto tinham os seus boticões nas mãos e os clientes, sentados na cadeira. Fora isso, eram inofensivos. Os militares, porque armados, eram temidos sempre. E por isso ganharam regalias.
Alguns governantes conseguiram romper essa couraça de privilégios oriundos de situações específicas de guerra e o mais eficiente exemplo foi também o menos edificante. Adolf Hitler conseguiu dominar os militares alemães, que tinham sido a base de formação e de sustentação do Estado prussiano, por meio da formação de forças paralelas aos militares, só que armadas. Primeiros foram as SA e depois as SS. A submissão dos militares, portanto, ocorreu, entre outros motivos, porque Hitler criou forças armadas paralelas que podiam opor-se a eles. Para eliminar a “hitlerização” dos militares trazê-los de volta à democracia o general conde Wolf von Baudissin desenvolveu um trabalho fundamental após o fim da 2.ª Guerra Mundial.
Antes que algum leitor assustado ache que estou promovendo ideias de Hitler, escolhi o exemplo para mostrar como é difícil controlar os militares, sobretudo na ausência de uma tradição político-cultural-constitucional para fazer isso, como é o caso dos Estados Unidos e da Inglaterra. De Gaulle era general e presidente da França e enfrentou a rebelião e o terrorismo dos militares de direita por conta da independência da Argélia.
Mas chega de histórias alienígenas. Concentremo-nos aqui.
As Forças Armadas brasileiras não se envolvem em nenhuma guerra externa (que é para o que elas existem) há mais de cem anos. O envolvimento na 2.ª Guerra Mundial foi mais simbólico do que numérica ou temporalmente significativo, ainda que nos tenha deixado heranças edificantes, e menos edificantes, durante o período da guerra fria.
Agora estamos diante da Comissão da Verdade e da Lei da Anistia. Poderemos resolver isso democraticamente, mas ainda não dá para saber e esta vai sobrepor-se a àquela, ou vice versa. O jogo democrático é que definirá isso.
Prisões são a melhor maneira de tornar as pessoas piores. Não acredito que nenhum dos meus colegas de serviço militar que foram presos tenha de lá saído melhor, nem um pouco.
Agora surgiram os problemas das prisões militares, que o governo civil quer e deve poder inspecionar. Afinal, por que manter as prisões militares em tempos de paz? E mais: cento e tantos anos de paz!
Em algum momento os militares precisarão adaptar-se ao princípio da superioridade civil. E isso inclui permitir a inspeção de prisões militares, em que são postos atrás de grades, entre outros, cidadãos que entraram para as Forças Armadas não porque quisessem, mas porque uma lei os obrigou a prestar o serviço militar. Este não passa de um imposto disfarçado cobrado dos cidadãos maiores de 18 anos, sob forma de trabalho e de renúncia a ganhos e/ou educação, durante um ano. Se vivemos num regime constitucional, não é possível manter encarcerados cidadãos sem terem sido condenados por um tribunal civil. Se a lei permite isso, é hora de mudar a lei.
Eu tive o desprazer de passar um fim de semana estendido (Dia de Todos os Santos e Finados) detido por causa da arbitrariedade de um tenente que resolveu punir-me por eu ter falado com um capitão sem pedir permissão a ele – tenente. Só que não tomei a iniciativa de falar com o capitão, apenas respondi a uma pergunta que ele me fez.
Esse episódio foi suficiente para sentir o peso do que podem ser as arbitrariedades dentro de um quartel, já que a instituição militar não está sujeita a nenhum controle externo independente. Portanto, melhor que não tenhamos prisões militares fora do controle do Judiciário civil.
Prisões são a melhor maneira de tornar as pessoas piores. Não acredito que nenhum dos meus colegas de serviço militar que foram presos tenha de lá saído melhor, nem um pouco.
30 de março de 2012
Alexandre Barros
Fonte: O Estado de S. Paulo
A VELHA LUTA ENTRE O TALENTO E A TUTELA
No fundo, a mobilização grosseira e atrevida de segmentos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de grupos com interesses na indústria cultural pela derrubada da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, é mais um efeito colateral do loteamento de cargos públicos de primeiro escalão por partidos em troca de apoio ao governo no Congresso.
De fato, uma coisa nada tem que ver com a outra, mas essas pessoas que redigem manifestos e procuram algum jornalista amigo para lhes dar repercussão pública devem pensar algo como: “Puxa, vida, se o PMDB, o PR, o PRB ou qualquer outra siglazinha ancorada no lago do Palácio do Planalto nomeia e derruba ministros, por que nós não o faríamos?” Por mais absurda que essa conexão possa parecer à primeira vista, ela nunca será mais grotesca do que a cruzada em si.
A primeira motivação para o ataque sistemático, desproporcional e absolutamente inócuo (pelo menos tem sido até agora) atende a uma questão: “Por que ela e não eu?” É claro que deve haver no Brasil milhões de cidadãos e cidadãs que se sentem mais preparados do que a economista Dilma Rousseff para exercer a Presidência da República.
Só que a eleita foi ela e a ela cabe nomear, se não todos, porque tem realmente de aceitar indicações das bases para sobreviver politicamente, a maioria dos ministros que a ajudam a governar.
Haverá também milhões de brasileiros decentes e bem-intencionados à espera de um convite do Planalto para ocupar uma pasta – da Fazenda à da Pesca. Pode ser que alguns façam como aqueles comunistas de antanho que ficavam no aguardo da prisão de mala e cuia prontas, com escova de dentes, dentifrício e sabonete entre os pijamas, naquele tempo em que nossas prisões ainda permitiam esses luxos.
No entanto, quase todos, coitados, esperarão em vão. Pois muitos são candidatos e poucos serão escolhidos, lei darwiniana inventada pelo profeta galileu. Para estes a resposta apenas inverte a questão: “Por que eu e não ela?”
Pois o diabo é que a ministra da Cultura tem, digamos, pedigree para o posto: é filha do professor (da USP) Sérgio Buarque de Hollanda, autor de “Raízes do Brasil”, obra clássica que ilumina o entendimento histórico e sociológico de nosso país, e de Maria Amélia, Memélia, que virou uma espécie de padroeira do PT de Lula em suas primeiras derrotas para a Presidência.
E, convenhamos, a moça é irmã do maior ícone vivo da cultura brasileira, Chico Buarque de Hollanda. Isso basta para justificar a nomeação? Mas é claro que sou o primeiro a responder que não. Só que, ainda assim, quem for capaz de enxergar além do próprio nariz deveria respeitá-la ao menos por esta razão.
As cenas de grosseria explícita registradas nessa guerra sem quartel contra a ministra são, para começo de conversa, demonstrações de uma cafajestice na qual o mundo é pródigo e o Brasil, principalmente a patrulha cultural do PT, recordista mundial.
Sou do tempo em que derrotado cumprimentava vencedor pela simples e boa razão de que a civilidade é uma das condições para a permanência do jogo democrático. Juca Ferreira, segundo ministro de Lula e antecessor de Ana, entrou no governo pela porta da cozinha de Gilberto Gil.
Sob os auspícios do sonho espanhol de recolonizar o mundo, e não mais apenas a América não imperialista, o artista e seu “maçaneta” espalharam o passa-moleque, conveniente para os grupos que os cortejam e as produtoras multinacionais de conteúdo, de que cultura é um bem coletivo e um meio de aumentar o acesso do membro da comunidade pobre da periferia do Ó é reduzir-lhe o custo com o abatimento do direito do autor.
Sob seu patrocínio no MinC, venderam-se o furto fácil da internet aberta (Creative Commons) e a falácia de que produto cultural bom não é o de qualidade, mas o mais barato. E o autor que se “exploda”.
Ana assumiu o ministério enfrentando sem estardalhaço, com seu estilo doce e firme, esse esbulho “politicamente correto”. O direito do autor e o mercado são conquistas da civilização que estabelecem o único critério pelo qual uma produção artística ou cultural deve ser avaliada: o mérito do talento. O melhor é melhor e vive do que faz. Gil e Juca tentaram inverter essa constatação feita pelos iluministas franceses, propondo substituir a qualidade pela quantidade. E defenderam, ao longo de oito anos, a redução do direito autoral e a submissão do mercado à tirania do lumpesinato. Que Chico Buarque, que nada! O povão quer o funkeiro da Rocinha.
Quem acredita no mérito e desconfia do uso do lumpesinato reza todo dia para que o braço da presidente prossiga duro de torcer.
O caso é que há lugar para todos no mercado – o xote pé de serra e o forró de plástico. O povo ouve o que quer e paga pelo que prefere ouvir. Casas lotadas por Chico Buarque no HSBC Brasil não tiram fãs dos shows de Criolo. O mercado garante o moço bonito que virou unanimidade nacional e o poeta de vielas das favelas. Ao Ministério e às Secretarias Estaduais de Cultura não cabe tutelar o lumpemproletariado, mas incentivar orquestras sinfônicas e produções de vanguarda. Além de pegar R$ 1,64 bilhão para bater recorde sem precedentes em investimentos na pasta (furto o valor de artigo do cineasta Cacá Diegues em O Globo de sábado).
Não me lembro de ter lido estes números na entrevista de Juca Ferreira à “Folha de S. Paulo” em que ele inaugurou no Brasil o choro dos substituídos com um show de grossura e ressentimento explícitos, desconhecendo evidências como o fato de o investimento em Centros de Cultura ter passado de R$ 50 milhões no último ano de Juca/Lula para R$ 62 milhões no primeiro sob Ana/Dilma, com previsão de R$ 114 milhões para 2012.
Como uma forma de desqualificar a ministra, seus solertes detratores, de olho no butim, dizem que ela só não caiu porque Dilma não quer dar o braço a torcer. Quem acredita no mérito e desconfia do uso do lumpesinato reza todo dia para que o braço da presidente prossiga duro de torcer. Esta guerra não é fácil, mas não pode ser comparada com a crise da base aliada.
29 de março de 2012
José Nêumanne Pinto
Fonte: O Estado de S. Paulo
De fato, uma coisa nada tem que ver com a outra, mas essas pessoas que redigem manifestos e procuram algum jornalista amigo para lhes dar repercussão pública devem pensar algo como: “Puxa, vida, se o PMDB, o PR, o PRB ou qualquer outra siglazinha ancorada no lago do Palácio do Planalto nomeia e derruba ministros, por que nós não o faríamos?” Por mais absurda que essa conexão possa parecer à primeira vista, ela nunca será mais grotesca do que a cruzada em si.
A primeira motivação para o ataque sistemático, desproporcional e absolutamente inócuo (pelo menos tem sido até agora) atende a uma questão: “Por que ela e não eu?” É claro que deve haver no Brasil milhões de cidadãos e cidadãs que se sentem mais preparados do que a economista Dilma Rousseff para exercer a Presidência da República.
Só que a eleita foi ela e a ela cabe nomear, se não todos, porque tem realmente de aceitar indicações das bases para sobreviver politicamente, a maioria dos ministros que a ajudam a governar.
Haverá também milhões de brasileiros decentes e bem-intencionados à espera de um convite do Planalto para ocupar uma pasta – da Fazenda à da Pesca. Pode ser que alguns façam como aqueles comunistas de antanho que ficavam no aguardo da prisão de mala e cuia prontas, com escova de dentes, dentifrício e sabonete entre os pijamas, naquele tempo em que nossas prisões ainda permitiam esses luxos.
No entanto, quase todos, coitados, esperarão em vão. Pois muitos são candidatos e poucos serão escolhidos, lei darwiniana inventada pelo profeta galileu. Para estes a resposta apenas inverte a questão: “Por que eu e não ela?”
Pois o diabo é que a ministra da Cultura tem, digamos, pedigree para o posto: é filha do professor (da USP) Sérgio Buarque de Hollanda, autor de “Raízes do Brasil”, obra clássica que ilumina o entendimento histórico e sociológico de nosso país, e de Maria Amélia, Memélia, que virou uma espécie de padroeira do PT de Lula em suas primeiras derrotas para a Presidência.
E, convenhamos, a moça é irmã do maior ícone vivo da cultura brasileira, Chico Buarque de Hollanda. Isso basta para justificar a nomeação? Mas é claro que sou o primeiro a responder que não. Só que, ainda assim, quem for capaz de enxergar além do próprio nariz deveria respeitá-la ao menos por esta razão.
As cenas de grosseria explícita registradas nessa guerra sem quartel contra a ministra são, para começo de conversa, demonstrações de uma cafajestice na qual o mundo é pródigo e o Brasil, principalmente a patrulha cultural do PT, recordista mundial.
Sou do tempo em que derrotado cumprimentava vencedor pela simples e boa razão de que a civilidade é uma das condições para a permanência do jogo democrático. Juca Ferreira, segundo ministro de Lula e antecessor de Ana, entrou no governo pela porta da cozinha de Gilberto Gil.
Sob os auspícios do sonho espanhol de recolonizar o mundo, e não mais apenas a América não imperialista, o artista e seu “maçaneta” espalharam o passa-moleque, conveniente para os grupos que os cortejam e as produtoras multinacionais de conteúdo, de que cultura é um bem coletivo e um meio de aumentar o acesso do membro da comunidade pobre da periferia do Ó é reduzir-lhe o custo com o abatimento do direito do autor.
Sob seu patrocínio no MinC, venderam-se o furto fácil da internet aberta (Creative Commons) e a falácia de que produto cultural bom não é o de qualidade, mas o mais barato. E o autor que se “exploda”.
Ana assumiu o ministério enfrentando sem estardalhaço, com seu estilo doce e firme, esse esbulho “politicamente correto”. O direito do autor e o mercado são conquistas da civilização que estabelecem o único critério pelo qual uma produção artística ou cultural deve ser avaliada: o mérito do talento. O melhor é melhor e vive do que faz. Gil e Juca tentaram inverter essa constatação feita pelos iluministas franceses, propondo substituir a qualidade pela quantidade. E defenderam, ao longo de oito anos, a redução do direito autoral e a submissão do mercado à tirania do lumpesinato. Que Chico Buarque, que nada! O povão quer o funkeiro da Rocinha.
Quem acredita no mérito e desconfia do uso do lumpesinato reza todo dia para que o braço da presidente prossiga duro de torcer.
O caso é que há lugar para todos no mercado – o xote pé de serra e o forró de plástico. O povo ouve o que quer e paga pelo que prefere ouvir. Casas lotadas por Chico Buarque no HSBC Brasil não tiram fãs dos shows de Criolo. O mercado garante o moço bonito que virou unanimidade nacional e o poeta de vielas das favelas. Ao Ministério e às Secretarias Estaduais de Cultura não cabe tutelar o lumpemproletariado, mas incentivar orquestras sinfônicas e produções de vanguarda. Além de pegar R$ 1,64 bilhão para bater recorde sem precedentes em investimentos na pasta (furto o valor de artigo do cineasta Cacá Diegues em O Globo de sábado).
Não me lembro de ter lido estes números na entrevista de Juca Ferreira à “Folha de S. Paulo” em que ele inaugurou no Brasil o choro dos substituídos com um show de grossura e ressentimento explícitos, desconhecendo evidências como o fato de o investimento em Centros de Cultura ter passado de R$ 50 milhões no último ano de Juca/Lula para R$ 62 milhões no primeiro sob Ana/Dilma, com previsão de R$ 114 milhões para 2012.
Como uma forma de desqualificar a ministra, seus solertes detratores, de olho no butim, dizem que ela só não caiu porque Dilma não quer dar o braço a torcer. Quem acredita no mérito e desconfia do uso do lumpesinato reza todo dia para que o braço da presidente prossiga duro de torcer. Esta guerra não é fácil, mas não pode ser comparada com a crise da base aliada.
29 de março de 2012
José Nêumanne Pinto
Fonte: O Estado de S. Paulo
DILMA CONTRA LULA. SERÁ?
O governo tem atuado no quebra-galho, como o de seu antecessor
Querendo, a gente até pode encontrar mais uma (mais uma?) divergência entre a presidente Dilma e seu antecessor. Se Lula sempre reclamava da falta de dinheiro para gastar mais – lembram-se da sua bronca com a perda da CPMF? -, a presidente declarou à revista “Veja”: “A carga de impostos é alta, sim. Vamos baixá-la.”
Estão vendo? Querendo, de novo, a gente poderia até jogar gasolina nessa fogueira. Quer dizer, gasolina, não, porque a Petrobras, por ordem do governo, está perdendo dinheiro ao vender o combustível aqui dentro por preço menor do que paga lá fora. Lenha? Melhor não, desrespeita regras ambientais.
Digamos então que a gente pode estimular a cizânia: “Lula queria aumentar impostos; Dilma vai reduzir.”
Que tal mais esta? “Dilma contra o modo lulopetista de governar?”
Talvez sejam, porém, mais daquelas manchetes que desapontam os leitores. Contam uma história diferente dos fatos.
Reparem: se os impostos serão reduzidos, necessariamente o gasto público também deve ser menor. Desculpem alguns números: hoje o setor público arrecada o equivalente a 37% da produção nacional e gasta algo como 40%, incluindo aí o pagamento de juros. Logo, se vai arrecadar menos, terá que ou gastar menos ou tomar mais dinheiro emprestado aqui e/ou no exterior.
Ora, os gastos aumentaram no ano passado e subirão ainda mais neste ano, conforme consta do Orçamento e das promessas do governo Dilma. Na mesma entrevista, aliás, ela disse que vai investir mais.
Quanto à dívida, o governo tem planos de reduzi-la (no que, aliás, faz bem). Na “Veja” ainda, a presidente contou que disse à chanceler alemã Angela Merkel: “Não queremos o dinheiro (dos ricos); não queremos pagar os juros de 13% por empréstimo que nos oferecem.”
Em um país complexo como o Brasil, não se podia esperar que a presidente Dilma operasse mudança drástica (desmontasse a herança lulista? Hein!?) em tão pouco tempo. Mas um bom projeto, isso se podia esperar.
Parêntesis: estranho esse comentário. Os empréstimos externos tomados pelo governo e por empresas brasileiras não pagam 13% há muitos anos. Na última emissão, em janeiro, o Tesouro nacional vendeu títulos de dez anos com juros de 3,44% ao ano, em dólar. 3,44%! Companhias e bancos, para papéis de vencimento bem mais curto, pagam no máximo 9%. E todos, governo, bancos (inclusive os públicos) e empresas estão tomando empréstimos externos, nos mercados dos EUA e Europa, porque são muito mais baratos que os locais.
Olhando os fatos, portanto, parece que queremos, sim, o dinheiro dos ricos, pelo qual pagamos bem menos do que diz a presidente. Além de querer, precisamos do capital externo, porque o Brasil tem déficit nas suas contas externas.
A presidente se equivocou ou perdemos alguma coisa?
Mas, voltando ao tema inicial, os fatos mostram que a carga de impostos, como a de gastos, está aumentando, e não caindo. No ano passado, enquanto a economia brasileira cresceu pífios 2,7%, a arrecadação de impostos federais aumentou 10%. No primeiro bimestre de 2012, a arrecadação ganhou mais 6% sobre o mesmo período do ano passado – e a atividade econômica continua muito abaixo disso.
Em um país complexo como o Brasil, não se podia esperar que a presidente Dilma operasse mudança drástica (desmontasse a herança lulista? Hein!?) em tão pouco tempo. Mas um bom projeto, isso se podia esperar. E não há nada nessa linha de combinar redução estrutural de carga tributária com gastos menores.
Ao contrário, o governo tem atuado no quebra-galho, como o de seu antecessor. Tira o IPI das geladeiras, coloca o IOF sobre os empréstimos externos. (En passant: esse financiamento externo fica mais caro não por causa dos juros cobrados pelos ricos, mas pelo imposto cobrado pelo governo). E governos estaduais, sem coordenação de Brasília, travam guerras fiscais cujo resultado é complicar a vida do contribuinte.
Está em curso, por exemplo, uma disputa pelo comércio eletrônico. Com faturamento de R$ 18,5 bilhões no ano passado, já pensaram quanto dá uma aliquotazinha de uns 15%? Mas onde se paga o ICMS, no estado sede da companhia pontocom ou no estado do consumidor final? Adivinhou. Nos dois, claro, tem sido a “solução” aplicada pelos governos estaduais. Mais carga.
Nada disso é novidade. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, sabe que as pessoas e empresas pagam muito imposto e que o sistema tributário tortura os contribuintes diariamente. Por que não resulta daí uma política efetiva de redução?
Reparem: não há qualquer liderança política, nenhum partido, com esse programa. A oposição a Dilma esperneia no Congresso. Mas olhem seus governadores e prefeitos, estão lá cobrando seus impostos mais e mais.
Parece que estamos tomando isso como um fato da vida. É, os impostos são altos, paciência. É, tem o Custo Brasil, mas aqui é assim mesmo. Os juros são escorchantes – também diz a presidente -, mas o Banco Central avisa que a taxa básica não pode cair abaixo dos 9% anuais.
O surpreendente nessa história toda são, mesmo, as declarações da presidente.
30 de março de 2012
Carlos Alberto Sardenberg
Fonte: O Globo
Querendo, a gente até pode encontrar mais uma (mais uma?) divergência entre a presidente Dilma e seu antecessor. Se Lula sempre reclamava da falta de dinheiro para gastar mais – lembram-se da sua bronca com a perda da CPMF? -, a presidente declarou à revista “Veja”: “A carga de impostos é alta, sim. Vamos baixá-la.”
Estão vendo? Querendo, de novo, a gente poderia até jogar gasolina nessa fogueira. Quer dizer, gasolina, não, porque a Petrobras, por ordem do governo, está perdendo dinheiro ao vender o combustível aqui dentro por preço menor do que paga lá fora. Lenha? Melhor não, desrespeita regras ambientais.
Digamos então que a gente pode estimular a cizânia: “Lula queria aumentar impostos; Dilma vai reduzir.”
Que tal mais esta? “Dilma contra o modo lulopetista de governar?”
Talvez sejam, porém, mais daquelas manchetes que desapontam os leitores. Contam uma história diferente dos fatos.
Reparem: se os impostos serão reduzidos, necessariamente o gasto público também deve ser menor. Desculpem alguns números: hoje o setor público arrecada o equivalente a 37% da produção nacional e gasta algo como 40%, incluindo aí o pagamento de juros. Logo, se vai arrecadar menos, terá que ou gastar menos ou tomar mais dinheiro emprestado aqui e/ou no exterior.
Ora, os gastos aumentaram no ano passado e subirão ainda mais neste ano, conforme consta do Orçamento e das promessas do governo Dilma. Na mesma entrevista, aliás, ela disse que vai investir mais.
Quanto à dívida, o governo tem planos de reduzi-la (no que, aliás, faz bem). Na “Veja” ainda, a presidente contou que disse à chanceler alemã Angela Merkel: “Não queremos o dinheiro (dos ricos); não queremos pagar os juros de 13% por empréstimo que nos oferecem.”
Em um país complexo como o Brasil, não se podia esperar que a presidente Dilma operasse mudança drástica (desmontasse a herança lulista? Hein!?) em tão pouco tempo. Mas um bom projeto, isso se podia esperar.
Parêntesis: estranho esse comentário. Os empréstimos externos tomados pelo governo e por empresas brasileiras não pagam 13% há muitos anos. Na última emissão, em janeiro, o Tesouro nacional vendeu títulos de dez anos com juros de 3,44% ao ano, em dólar. 3,44%! Companhias e bancos, para papéis de vencimento bem mais curto, pagam no máximo 9%. E todos, governo, bancos (inclusive os públicos) e empresas estão tomando empréstimos externos, nos mercados dos EUA e Europa, porque são muito mais baratos que os locais.
Olhando os fatos, portanto, parece que queremos, sim, o dinheiro dos ricos, pelo qual pagamos bem menos do que diz a presidente. Além de querer, precisamos do capital externo, porque o Brasil tem déficit nas suas contas externas.
A presidente se equivocou ou perdemos alguma coisa?
Mas, voltando ao tema inicial, os fatos mostram que a carga de impostos, como a de gastos, está aumentando, e não caindo. No ano passado, enquanto a economia brasileira cresceu pífios 2,7%, a arrecadação de impostos federais aumentou 10%. No primeiro bimestre de 2012, a arrecadação ganhou mais 6% sobre o mesmo período do ano passado – e a atividade econômica continua muito abaixo disso.
Em um país complexo como o Brasil, não se podia esperar que a presidente Dilma operasse mudança drástica (desmontasse a herança lulista? Hein!?) em tão pouco tempo. Mas um bom projeto, isso se podia esperar. E não há nada nessa linha de combinar redução estrutural de carga tributária com gastos menores.
Ao contrário, o governo tem atuado no quebra-galho, como o de seu antecessor. Tira o IPI das geladeiras, coloca o IOF sobre os empréstimos externos. (En passant: esse financiamento externo fica mais caro não por causa dos juros cobrados pelos ricos, mas pelo imposto cobrado pelo governo). E governos estaduais, sem coordenação de Brasília, travam guerras fiscais cujo resultado é complicar a vida do contribuinte.
Está em curso, por exemplo, uma disputa pelo comércio eletrônico. Com faturamento de R$ 18,5 bilhões no ano passado, já pensaram quanto dá uma aliquotazinha de uns 15%? Mas onde se paga o ICMS, no estado sede da companhia pontocom ou no estado do consumidor final? Adivinhou. Nos dois, claro, tem sido a “solução” aplicada pelos governos estaduais. Mais carga.
Nada disso é novidade. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, sabe que as pessoas e empresas pagam muito imposto e que o sistema tributário tortura os contribuintes diariamente. Por que não resulta daí uma política efetiva de redução?
Reparem: não há qualquer liderança política, nenhum partido, com esse programa. A oposição a Dilma esperneia no Congresso. Mas olhem seus governadores e prefeitos, estão lá cobrando seus impostos mais e mais.
Parece que estamos tomando isso como um fato da vida. É, os impostos são altos, paciência. É, tem o Custo Brasil, mas aqui é assim mesmo. Os juros são escorchantes – também diz a presidente -, mas o Banco Central avisa que a taxa básica não pode cair abaixo dos 9% anuais.
O surpreendente nessa história toda são, mesmo, as declarações da presidente.
30 de março de 2012
Carlos Alberto Sardenberg
Fonte: O Globo
IDELI 3%?
Ideli Salvati, essa senhora esquisita que parece um Pinguim bundudo da foto ao lado, quando ganhou um agrado PTralha por haver perdido as eleições para governadora de Sta. Catarina. Assumiu o Ministério da Pesca e Aquicultura.
Segundo a própria "aspone" ministerial, ela não sabia nem diferenciar um caniço de um sambura, mas...
Passados alguns meses e a PresidANTA Dilmarionete precisando de uma pessoa com fidelidade canina no ministério de relações institucionais, promoveu Ideli para essa nova boquinha.
A nova sinistra truculenta, presepera e mal educada, já conseguiu em poucos meses ser unanimidade entre os políticanalhas da pocilga. Todos querem vê-la pelas costas.
MAS....Agora aparece na mídia uma "jogadinha" onde a sinistra Ideli está envolvida com algumas compras de lanchas para o Sinistério na ordem de 5.2 milhões de Reaus.
Segundo os bate-paus das Ratazanas Vermelhas as compras das lanchas foram feitas no período em que o Ex-presidente, o enfermo Defuntus Sebentus ainda estava no poder. E só agora a conta chegou para ser paga e, coincidentemente, no mandato sinisterial de dª Ideli.
Mas o mais surpreendente nessa história toda é que a empresa que venceu a concorrência para fornecer as embarcações simplesmente resolveu doar R$ 150.000,00 para o Diretório do PT onde Ideli, coincidentemente, é filiada.
Nas minhas contas 150 mil é 3% de 5 milhetas...Uma bela taxa de sucesso, né?
Mas como era de se esperar a imprensa amestrada tratou de abafar o caso, o PT desmente a notícia e a Ministra nega a informação.
Eu particularmente ficaria surpreso em ver alguém dessa camarilha de bandidos vermelhos confirmar qualquer denuncia que paire sobre sua cabeça. Negar, é o óbvio.
Mas essa situação da fidelíssima Ideli vai esfriando porque a bola da vez é o Demóstenes. Até para maracutaia essa cambada vermelha tem sorte...Ou será que as situações contra os opositores sempre vem a tona quando explode algo contra alguém do partidinho das Ratazanas Vermelhas?
Coincidências demais...não acham?
Mas como nossa presidANTA não tolera mal feitos, vamos esperar para ver se ela vai defenestrar o Pitt Bull de saias.
E no mais...
30 de março de 2012
omascate
Segundo a própria "aspone" ministerial, ela não sabia nem diferenciar um caniço de um sambura, mas...
Passados alguns meses e a PresidANTA Dilmarionete precisando de uma pessoa com fidelidade canina no ministério de relações institucionais, promoveu Ideli para essa nova boquinha.
A nova sinistra truculenta, presepera e mal educada, já conseguiu em poucos meses ser unanimidade entre os políticanalhas da pocilga. Todos querem vê-la pelas costas.
MAS....Agora aparece na mídia uma "jogadinha" onde a sinistra Ideli está envolvida com algumas compras de lanchas para o Sinistério na ordem de 5.2 milhões de Reaus.
Segundo os bate-paus das Ratazanas Vermelhas as compras das lanchas foram feitas no período em que o Ex-presidente, o enfermo Defuntus Sebentus ainda estava no poder. E só agora a conta chegou para ser paga e, coincidentemente, no mandato sinisterial de dª Ideli.
Mas o mais surpreendente nessa história toda é que a empresa que venceu a concorrência para fornecer as embarcações simplesmente resolveu doar R$ 150.000,00 para o Diretório do PT onde Ideli, coincidentemente, é filiada.
Nas minhas contas 150 mil é 3% de 5 milhetas...Uma bela taxa de sucesso, né?
Mas como era de se esperar a imprensa amestrada tratou de abafar o caso, o PT desmente a notícia e a Ministra nega a informação.
Eu particularmente ficaria surpreso em ver alguém dessa camarilha de bandidos vermelhos confirmar qualquer denuncia que paire sobre sua cabeça. Negar, é o óbvio.
Mas essa situação da fidelíssima Ideli vai esfriando porque a bola da vez é o Demóstenes. Até para maracutaia essa cambada vermelha tem sorte...Ou será que as situações contra os opositores sempre vem a tona quando explode algo contra alguém do partidinho das Ratazanas Vermelhas?
Coincidências demais...não acham?
Mas como nossa presidANTA não tolera mal feitos, vamos esperar para ver se ela vai defenestrar o Pitt Bull de saias.
E no mais...
30 de março de 2012
omascate
MENSALÃO, SUCESSO DE BILHETERIA
Já que o assunto veio à baila com a banda podre ensaiando para DEMóstenes dançar, cante-se então a música de fundo, o famoso dobrado Mensalão, hit parade sem precedentes na história desse país.
Pois o Mensalão foi uma obra composta por grandes maestros para menores desafinados. A clave de sol seguia o diapasão que ficou conhecido sob os acordes da "estratégia de coalizão pela governabilidade". Uma pauta orquestrada tipo assim quanto custa você vir tocar tambor, ou botar a boca no piston aqui na minha banda?
Ou, ainda, quanto você quer ganhar para levar a vida na flauta antes que essa minha incursão pelos palcos iluminados desse país tropicaliente desafine completamente até que não reste a menor dúvida de que aqui tudo que jazz não volta mais?
O sucesso do Mensalão foi orquestrado para fazer novos amigos - que atendem ao primeiro dó de peito como aliados - e para influenciar políticos disfarçados de pessoas.
Foi com uma boa formação de bandleaders - boa, no pior sentido da nota - que nasceu o coral uníssono que ganhou a sólida denominação de um musical popular conhecido com Base Aliada.
Daí para a droga, videotapes e rock'n roll da pesada foi um pulo desenfreado para consolidar a República dos Calamares. A banda fortificou-se com maestros que tocam todos os ritmos, em todas as cadências, para todos os gostos, do calipso ao cha-cha-chá; uma composição que digere todos os sabores, de caviar a rabada.
Pois esse grupo afinadíssimo que tocou por bom tempo a ópera bufa "Estratégia da Coalizão", tem agora que aguentar a nota final para a sua temporada de incalculável sucesso de bilheteria.
O regente nacional é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem compete a avaliação da obra musicada pelo Palácio do Planalto. Ele trata a banda - talvez pela proximidade das festas juninas - de "quadrilha". E toca o seu tonitruante trombone de vara para cima da turma que desafina e assassina a música aos ouvidos da Justiça que é cega, mas não é surda:
"Além da cooptação de apoio no Congresso, também constituiu objetivo do grupo criminoso o financiamento do projeto político do PT, mediante o pagamento de dívidas...". E canta de galo a melodia que cada maestro tocava e que agora deve dançar:
"Marcos Valério - na condição de líder do núcleo operacional e financeiro, foi com José Dirceu, pessoa de fundamental importância para o sucesso do esquema ilícito". Por quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro, esse tocador de bumbo pode pegar de 85 a 527 anos de carreira solo, num presídio afinado com a sociedade.
"Delúbio Soares - era o elo entre o núcleo político, comandado por José Dirceu, e o núcleo operacional comandado por Marcos Valério". Por quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, se tudo não virar "piada de salão", vai cantar para os presos numa temporada que pode durar de 19 a 111 anos.
"José Dirceu - as provas comprovaram, sem sombra de dúvida, que José Dirceu agiu sempre no comando... Era, enfim, o chefe da quadrilha". Por incrvel que pareça, o chefe Dirceu concorre com Delúbio: por formação de quadrilha e corrupção ativa, falando sério, vai fazer dupla de sotaque caipira com ele durante o mesmo período de 19 a 111 anos de turnê artística. Não se preocupa com o andamento da m´suica, mas já trata de compor a letra do sucesso garantido "O Sol Nasce Pra Todos". Mesmo que seja quadrado.
"José Genoíno - era o interlocutor do grupo criminoso. Cabia-lhe formular as propostas de acordo aos líderes dos partidos que comporiam a base alaida do governo". Por quadrilha e corrupção ativa e distraída, pode levar de 17 a 99 anos de cana pelas costas.
"João Paulo Cunha - concordou com a proposta e, ciente da sua origem ilícita, valeu-se da estrutura de lavagem do dinheiro disponibilizada pelo Banco Rural para receber o valor". Por lavagem de dinheiro e por ser corrupto e passivo, corre o risco de tomar pelas costas de 10 a 42 suaves aninhos.
"Valdemar Costa Neto - recebeu a quantia de R$ 8.885,742 para votar a favor de matérias do interesse do Governo Federal. O parlamentar foi cooptado por José Dirceu". Corrupto passivo, lavador de dinheiro e quadrilheiro tem tudo para pegar de 9 a 35 anos de xelindró.
"Duda Mendonça e Zilmar Fernandes resolveram em busca de maior segurança na ocultação dos dados da operação que o restante deveria ser pago em uma conta no exterior". Por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e exibimento, corre o risco de ser presidiário por um tempo que varia de 8 a 32 anos.
"Roberto Jefferson - o acordo fechado na época por Roberto Jefferson com José Dirceu, impunha o pagamento do valor de R$ 20 milhões para que o PTB aderisse à base". Por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caguetagem, está sob ameaça de ser colega da turma que dedurou pelo curto espaço de 5 a 22 anos. Barbosa, o seu advogado, é dos melhores do ramo. Não vai deixar.
Ali Babá - quanto ao Ali Babá, que na mesma hora que deu o estouro do Mensalão se disse "apunhalado pelas costas", nada mais acontecerá do que já lhe aconteceu. Está condenado, até o fim de seus dias, a ser o maior esperto do País, sem saber nada, sem fazer nada, sem ser nada mais que o nada que é nessa vida. Um esperto bom e batuta, um mau companheiro. Um filho daqueles que ninguém elegeria para chamar de amigo.
30 de março de 2012
sanatório da notícia
Pois o Mensalão foi uma obra composta por grandes maestros para menores desafinados. A clave de sol seguia o diapasão que ficou conhecido sob os acordes da "estratégia de coalizão pela governabilidade". Uma pauta orquestrada tipo assim quanto custa você vir tocar tambor, ou botar a boca no piston aqui na minha banda?
Ou, ainda, quanto você quer ganhar para levar a vida na flauta antes que essa minha incursão pelos palcos iluminados desse país tropicaliente desafine completamente até que não reste a menor dúvida de que aqui tudo que jazz não volta mais?
O sucesso do Mensalão foi orquestrado para fazer novos amigos - que atendem ao primeiro dó de peito como aliados - e para influenciar políticos disfarçados de pessoas.
Foi com uma boa formação de bandleaders - boa, no pior sentido da nota - que nasceu o coral uníssono que ganhou a sólida denominação de um musical popular conhecido com Base Aliada.
Daí para a droga, videotapes e rock'n roll da pesada foi um pulo desenfreado para consolidar a República dos Calamares. A banda fortificou-se com maestros que tocam todos os ritmos, em todas as cadências, para todos os gostos, do calipso ao cha-cha-chá; uma composição que digere todos os sabores, de caviar a rabada.
Pois esse grupo afinadíssimo que tocou por bom tempo a ópera bufa "Estratégia da Coalizão", tem agora que aguentar a nota final para a sua temporada de incalculável sucesso de bilheteria.
O regente nacional é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem compete a avaliação da obra musicada pelo Palácio do Planalto. Ele trata a banda - talvez pela proximidade das festas juninas - de "quadrilha". E toca o seu tonitruante trombone de vara para cima da turma que desafina e assassina a música aos ouvidos da Justiça que é cega, mas não é surda:
"Além da cooptação de apoio no Congresso, também constituiu objetivo do grupo criminoso o financiamento do projeto político do PT, mediante o pagamento de dívidas...". E canta de galo a melodia que cada maestro tocava e que agora deve dançar:
"Marcos Valério - na condição de líder do núcleo operacional e financeiro, foi com José Dirceu, pessoa de fundamental importância para o sucesso do esquema ilícito". Por quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro, esse tocador de bumbo pode pegar de 85 a 527 anos de carreira solo, num presídio afinado com a sociedade.
"Delúbio Soares - era o elo entre o núcleo político, comandado por José Dirceu, e o núcleo operacional comandado por Marcos Valério". Por quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, se tudo não virar "piada de salão", vai cantar para os presos numa temporada que pode durar de 19 a 111 anos.
"José Dirceu - as provas comprovaram, sem sombra de dúvida, que José Dirceu agiu sempre no comando... Era, enfim, o chefe da quadrilha". Por incrvel que pareça, o chefe Dirceu concorre com Delúbio: por formação de quadrilha e corrupção ativa, falando sério, vai fazer dupla de sotaque caipira com ele durante o mesmo período de 19 a 111 anos de turnê artística. Não se preocupa com o andamento da m´suica, mas já trata de compor a letra do sucesso garantido "O Sol Nasce Pra Todos". Mesmo que seja quadrado.
"José Genoíno - era o interlocutor do grupo criminoso. Cabia-lhe formular as propostas de acordo aos líderes dos partidos que comporiam a base alaida do governo". Por quadrilha e corrupção ativa e distraída, pode levar de 17 a 99 anos de cana pelas costas.
"João Paulo Cunha - concordou com a proposta e, ciente da sua origem ilícita, valeu-se da estrutura de lavagem do dinheiro disponibilizada pelo Banco Rural para receber o valor". Por lavagem de dinheiro e por ser corrupto e passivo, corre o risco de tomar pelas costas de 10 a 42 suaves aninhos.
"Valdemar Costa Neto - recebeu a quantia de R$ 8.885,742 para votar a favor de matérias do interesse do Governo Federal. O parlamentar foi cooptado por José Dirceu". Corrupto passivo, lavador de dinheiro e quadrilheiro tem tudo para pegar de 9 a 35 anos de xelindró.
"Duda Mendonça e Zilmar Fernandes resolveram em busca de maior segurança na ocultação dos dados da operação que o restante deveria ser pago em uma conta no exterior". Por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e exibimento, corre o risco de ser presidiário por um tempo que varia de 8 a 32 anos.
"Roberto Jefferson - o acordo fechado na época por Roberto Jefferson com José Dirceu, impunha o pagamento do valor de R$ 20 milhões para que o PTB aderisse à base". Por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caguetagem, está sob ameaça de ser colega da turma que dedurou pelo curto espaço de 5 a 22 anos. Barbosa, o seu advogado, é dos melhores do ramo. Não vai deixar.
Ali Babá - quanto ao Ali Babá, que na mesma hora que deu o estouro do Mensalão se disse "apunhalado pelas costas", nada mais acontecerá do que já lhe aconteceu. Está condenado, até o fim de seus dias, a ser o maior esperto do País, sem saber nada, sem fazer nada, sem ser nada mais que o nada que é nessa vida. Um esperto bom e batuta, um mau companheiro. Um filho daqueles que ninguém elegeria para chamar de amigo.
30 de março de 2012
sanatório da notícia
OS DIAS DE HOJE VÊM DE OUTROS DIAS...
Era uma vez um senador que
Lembrando da minha Selecta ginasiana nos tempos do Gymnásio Pelotense, que depois virou Ginásio e mais tarde Colégio Municipal.
“Sinto vergonha de mim por ter sido educador de
parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer
custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta
de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver
prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
(Rui Barbosa, 1914, Senado Federal, Rio de Janeiro)
30 de março de 2012
carlos eduardo behrensdorf
Lembrando da minha Selecta ginasiana nos tempos do Gymnásio Pelotense, que depois virou Ginásio e mais tarde Colégio Municipal.
“Sinto vergonha de mim por ter sido educador de
parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer
custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta
de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver
prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
(Rui Barbosa, 1914, Senado Federal, Rio de Janeiro)
30 de março de 2012
carlos eduardo behrensdorf
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