"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 7 de junho de 2012

A CORRUPÇÃO ACELEROU O PAC

A crise do Brasil passa pela falta de investimento público. E investimento público está todo centralizado no PAC, o programa eleitoreiro criado para eleger Dilma Rousseff. Com as sucessivas denúncias de fraude, superfaturamento e aparelhamento de instituições, os investimentos desabaram. A aceleração da corrupção desacelerou o crescimento. O PT montou um governo sem projeto. E a falta de projetos, misturado com uma sucessão infindável de roubos e fraudes, está paralisando o país.
Vejam o que aconteceu com o DNIT, no editorial do Estadão.

É flagrante o contraste entre a rapidez com que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aprovou a celebração de novos contratos e liberou novas verbas que beneficiam diretamente a construtora Delta - empresa cuja atuação está sendo investigada pela CPI do Cachoeira e que, por isso, pode ser declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU) - e a exasperante lentidão com que o mesmo Dnit trata da recuperação de cerca de metade da malha rodoviária de mais de 50 mil quilômetros sob sua responsabilidade, boa parte em situação crítica.

Envolvido em denúncias de irregularidades que levaram à substituição do ministro dos Transportes e à mudança radical na composição e nos métodos de sua diretoria em 2011, o Dnit parece ter mudado muito pouco, pelo menos no que se refere a resultados práticos, a obras e a critérios de contratação e pagamentos de serviços. O tratamento preferencial à Delta, relatado pelo Estado no domingo, e a completa paralisia, descrita pelo jornal Valor (4/6), do plano de recuperação de cerca de 30 mil quilômetros anunciado há quatro anos mostram que, apesar da indignação da nova direção do Dnit com o que encontrou quando assumiu suas funções em setembro do ano passado, os resultados ainda demoram.

Enquanto a Delta - pouco antes de pedir concordata - teve homologado o resultado de concorrência que venceu no mês passado e voltou a ser aquinhoada com termos aditivos a contratos antigos que lhe asseguram mais verbas por obras públicas, a situação da maioria das estradas federais, que já era ruim, torna-se cada vez mais ameaçadora para milhares de brasileiros que as utilizam. A paralisia do programa de recuperação da malha federal é mais um retrato do estilo de governo do PT, marcado por discursos grandiloquentes e ação tímida, quando existe.

Diante dos seguidos relatórios de entidades do setor de transportes de cargas mostrando o péssimo estado de boa parte das estradas federais - em flagrante contraste com as estaduais cuja operação e cuja manutenção foram transferidas para empresas privadas -, o governo Lula anunciou, em 2008, a contratação de projetos básicos para a recuperação de mais de 30 mil quilômetros de rodovias.

O prazo era de seis meses para a contratação dos estudos que balizariam os editais. Desde sua concepção, o plano de recuperação da malha previa contratos de cinco anos para cada trecho licitado. Nos primeiros três anos, seriam executadas todas as obras necessárias. Nos dois anos seguintes, seriam feitas obras de manutenção.

Chegaram a ser assinados cerca de 50 contratos para a elaboração de projetos. Alguns venceram, outros foram barrados pelo TCU e outros, ainda, simplesmente foram abandonados.

"O que encontrei aqui foram 30 mil quilômetros de confusão", disse ao jornal Valor o general Jorge Fraxe, que comandava a Divisão de Obras do Exército e foi escolhido para sanear o Dnit administrativa e financeiramente e dar-lhe competência técnica. "Tudo está sendo totalmente revisto porque 100% dos projetos têm problemas. Está tudo errado."

A diretoria do Dnit está convocando as empresas de projetos para rever os contratos. Depois de advertidas sobre as imprecisões dos projetos originais, elas têm prazo de 20 dias para a revisão. Se o projeto voltar com erros, além de não receber pelo trabalho, a empresa será multada. "O Dnit nunca tinha punido empresa nenhuma", afirmou o diretor-geral do órgão, depois de informar que uma empresa de projetos foi multada em R$ 100 mil. "Outras multas virão por aí e teremos até processo de inidoneidade contra empresas projetista."

Os novos contratos terão que se basear em projetos executivos de engenharia, exigência que não havia no modelo que o Dnit utilizou até 2011. Outra mudança é a alteração do prazo de vigência, que não será mais, obrigatoriamente, de cinco anos para todos os contratos e, sim, fixado de acordo com as especificidades da obra. O diretor-geral do Dnit diz que, até o fim do ano, boa parte da malha já terá contratos assinados.
07 de junho de 2012
in coroneLeaks

O VERDADEIRO EXEMPLO DE CIDADANIA


        Entre nessa luta por um Brasil melhor divulguem e assim seremos livres

É ASSIM QUE SE COMEÇARÁ A LIMPAR ESTE QUERIDO
B R A S I L
                          E não é que funcionou mesmo!


                                 Bom Jesus de Itabapoana
  

                          89,23% de votos nulos
CIDADANIA

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos



*LIÇÃO DE CIDADANIA*

*Esse é o exemplo que deve ser seguido. Tomara que essa moda pegue. Mas prá isso necessita ser divulgado.
Vejam o município Bom Jesus do Itabapoana. Devido ao baixo nível do candidato, de um total de 26.863 eleitores que
compareceram às urnas, 20.821 eleitores conscientes decidiram anular o seu voto ...

Um exemplo para o mundo.
..*
É algo difícil de acontecer, mas aconteceu!
Os votos nulos somaram 20821 ( 89,23%). Vejam a coragem e esclarecimento dessa população.
O candidato a prefeito não servia e a população cuidou de eliminá-lo no voto.


O TRE terá que fazer nova eleição e
o candidato reprovado não poderá ser candidato novamente.
O interessante é que esse fato não foi divulgado em nenhuma mídia
Até a Globo NADA FALOU
. Se a moda pega, quem sabe não poderíamos depurar essa gente que vive enganando a todos?
Quem sabe a solução que tanto almejamos não passa por aí?
Já que a imprensa está comprada por estes políticos corruptos, vamos fazer a nossa parte.
Divulgue isso para o maior números de pessoas de sua lista.
O7 de junho de 2012

SIGNIFICADO DO DIA DE "CORPUS CHRISTI"

Hoje quinta-feira 07 de junho, a Igreja Católica em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
 
"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).
Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.
 
Origem da Celebração
 
A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
 
Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.
Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.
 
A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças. 
 
A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo. Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.
 
07 de junho de 2012
in blog Pedro da Veiga

PESQUISA REVELA QUE MAIORIA ESMAGADORA DOS CUBANOS DESEJA O FIM DA DITADURA COMUNISTA

O cotidiano dos cubanos: vivendo num verdadeiro lixão.
O jornal espanhol El País traz informações de pesquisa realizada pelo Instituto Republicano Internacional em Cuba, cujos números demonstram que os cubanos estão fartos da ditadura de Fidel Castro e de seu irmão Raúl e desejam a democracia e a economia de mercado. A ditadura cubana já tem mais de 50 anos. Os cubanos vivemuma vida de indigentes, já que o salário médio na Ilha é de tão somente US$ 19,00 dólares. Apenas 4% da população tem acesso à internet. As prisões dos Castro estão abarrotadas de prisioneiros políticos e a repressão do regime é draconiana.
O diário espanho El País é um jornal esquerdista, cuja linha editorial se assemelha à Folha de S. Paulo. Tanto é que de cara salienta que o Instituto Republicano Internacional recebe financiamento do governo americano. Como todo jornal esquerdista o El País é anti-americano e costuma babar a baba da idiotice. Afinal, se vê que esse Instituto está aplicando bem os recursos públicos americanos, porquanto se empenha em mostrar ao mundo o miserê em que está mergulhada a população cubana, prestando portando um um elogiável trabalho em defesa da democracia e das liberdades, revelando ao mundo que a população cubana vive oprimida há mais de meio século, sob o tacão de uma ditadura comunista.
Apresento em tradução do espanhol os dois primeiros parágrafos e transcrevo na íntegra a reportagem do El País, enquanto os leitores de língua inglesa poderão conferir a pesquisa no original clicando sobre o link do IRI. LEIAM:
Os cubanos anseiam, na grande maioria, uma mudança política na ilha, com eleições multipartidárias com e a plena liberdade de expressão, como uma forma de abertura para a democracia, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Republicano Internacional, uma organização que recebe financiamento do governo dos EUA e que conseguiu contornar as proibições do regime comunista para pesquisas independentes. Cinco de cada seis cubanos também acredita que as reformas económicas por Raul Castro não beneficiaram a população.

Cerca de 70% dos cubanos gostariam de ver uma mudança fundamental no sistema político da ilha, de acordo com essa pesquisa. Entre os mais jovens, aqueles que têm entre 18 e 28 anos, este número aumenta para 90%. Mais da metade dos cubanos, 55%, considera que não pode haver nenhuma mudança económica sem prévias das reformas políticas. Para 40% dos cubanos não existe liberdade de expressão na ilha, e não há um único cidadão que possa expor livremente suas ideias políticas. [Segue o texto na íntegra em espanhol]

Una abrumadora mayoría de cubanos
quiere cambio político en la isla
Los cubanos anhelan, en una gran mayoría, un cambio político en la isla, que dé paso a elecciones multipartidistas y a la plena libertad de expresión, como vía de apertura a la democracia, según revela una reciente encuesta del Instituto Republicano Internacional, una organización que recibe fondos del Gobierno norteamericano y que logró sortear las prohibiciones del régimen comunista a los sondeos independientes.
Cinco de cada seis cubanos cree, además, que las reformas económicas de Raúl Castro no han beneficiado a la población.
Un 70% de los cubanos desea ver un cambio fundamental en el sistema político de la isla, según esa encuesta. Entre los más jóvenes, aquellos que tienen entre 18 y 29 años, esa cifra aumenta hasta el 90%. Más de la mitad de los cubanos, un 55%, considera que no puede haber un cambio económico sin reformas políticas previas. Hay un 40% de cubanos que considera que la libertad de expresión no existe en la isla, y que no hay un solo ciudadano que pueda exponer sus ideas políticas libremente.
El Instituto Republicano Internacional (IRI) realizó 787 encuestas a ciudadanos cubanos en la isla, entre el 29 de febrero y el 14 de marzo. Es el séptimo estudio de ese corte que realiza desde 2007, y en él queda patente un creciente escepticismo entre los ciudadanos de la isla hacia su clase gobernante. “Los cubanos continúan muy preocupados por su futuro económico”, se dice en el informe. “El 70% no tiene confianza en que el régimen de los Castro logrará resolver esas preocupaciones”.
Los encuestados se quejan del extremadamente limitado acceso a las tecnologías de la información. Solo un 4% de los cubanos dice tener acceso a Internet, y solo un 8% dispone de correo electrónico que pueda consultar de forma habitual. Asegura el informe de IRI que en ese apartado, Cuba está al mismo nivel de aislamiento informático que países como Zimbabue. Una cantidad mayor de residentes de la isla, del 21%, dispone de teléfono móvil.
Desde que Raúl Castro llegara al poder en 2008, ha descendido ligeramente la confianza de la población en su capacidad para resolver los problemas económicos de la isla. Castro ha afectuado algunas modestas reformas, como la autorización de la compra y venta de casas o la concesión de licencias para abrir negocios por cuenta propia. Hace cuatro años, un 27% de los cubanos afirmaba que el hermano de Fidel podría mejorar la situación, una cifra que ha descendido ahora hasta el 19%. Una inmensa mayoría del 85% opina que las reformas de Raúl no le han beneficiado en absoluto.
El sueldo medio en Cuba es de 19 dólares (15 euros) al mes. Según los encuestados, los precios de los alimentos han subido un 20% en el último año. Solo un 23% de los cubanos asegura que la situación económica de su familia ha mejorado en el último año. Un 39% de los cubanos considera que la situación en la isla es mala o muy mala y el 37% piensa que es regular.
07 de junho de 2012
in aluizio amorim

MENSALÃO - JULGAMENTO MARCADO: LULA E DIRCEU PERDERAM. ISSO QUER DIZER QUE O STF E AS INSTITUIÇÕES GANHARAM! PENA LEWANDOWSKI TER FALTADO!


STF reunido: a partir da esq., Rosa Weber, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ayres Britto, Marco Aurélio, Cezar Peluso e as duas cadeiras vazias, de Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski (Foto: Carlos Humberto SCO/STF)

Não sei qual será o resultado do julgamento dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal. A decisão cabe aos 11 membros da corte. Uma coisa, no entanto, sei com certeza: as instituições ainda não se renderam ao charme truculento de Lula ou à sua truculência charmosa, avalie cada um segundo a sua sensibilidade. A decisão tomada ontem por 9 dos 11 ministros do Supremo em sessão administrativa, estabelecendo o rito de julgamento do processo, definiu um caminho. Caberá agora ao ministro Ricardo Lewandowski, um dos ausentes à reunião — o outro foi Dias Toffoli, que tinha um compromisso social em São Paulo —, entregar o seu trabalho ainda neste mês de junho para que agosto ponha termo a um episódio que fez aniversário justamente ontem: no dia 6 de junho de 2005, há exatos sete anos, o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), em entrevista à Folha, acusava a existência da quadrilha do mensalão. Que ninguém ainda tenha sido criminalmente punido em razão do maior escândalo havido na história republicana, eis um fato que deveria nos envergonhar como nação. É impressionante que alguns ainda tenham a cara de pau de falar em “açodamento”.
Açodamento? Sete anos depois? Ignoro, reitero, o que fará cada ministro. Mas podemos declarar derrotadas todas as manobras, as legais e as ilegais, para tentar impedir que o mensalão fosse julgando ainda neste ano. Nesse particular, Lula e José Dirceu perderam. Venceram a autonomia do Poder Judiciário — ou, ao menos, a sua parte saudável — e, sim, a imprensa independente, que não existe para prestar serviço a candidatos a tiranos e a jagunços que ousam assombrar o estado democrático e de direito.
Dado o rito, o ministro Cezar Peluso tem plenas condições de participar do julgamento. Por quê? No dia 1º de agosto, Joaquim Barbosa, o relator, apresenta uma síntese do seu voto, um parecer. Em seguida, o procurador-geral da República formaliza a acusação. E tem início então a defesa, que se estende até o dia 14, em sessões diárias, de segunda a sexta. Aí os ministros começam a votar. Aqui

07 de junho de 2012
Reinaldo Azevedo - Veja online

NA COLUNA DO CLAUDIO HUMBERTO

Calote pode afastar Thomaz Bastos de Cachoeira. Amigos afirmam que estão tensas as relações do bicheiro Carlos Cachoeira e seu advogado Marcio Thomaz Bastos. É que o ex-ministro da Justiça do governo Lula somente teria recebido, até agora, um terço dos R$ 15 milhões acertados inicialmente para atuar na causa. O pagamento pelos serviços do advogado seria de responsabilidade de um amigo do bicheiro e, como ele, empresário do setor farmacêutico.
 
Saia justa.
 
O ex-presidente Lula teria ficado irritado por não poder contar com Thomaz Bastos no episódio com o ministro Gilmar Mendes, do STF.
 
Sem interlocutor.
 
Thomaz Bastos também soube da irritação do amigo Lula, para quem o advogado já não pode ser seu interlocutor no julgamento do mensalão.
 
Lula tem histórico de briga com o Judiciário.
 
A suposta ingerência para tentar adiar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal não foi a primeira rixa de Lula com a Justiça: num discurso em Vitória (ES), no início do primeiro mandato, defendeu controle externo e a abertura da “caixa-preta” do Judiciário, insinuando ligação de juízes com o crime organizado, para favorecer “os ricos”. Na ocasião, o ministro Gilmar Mendes determinou que Lula se explicasse em 48h, após interpelação de juízes e desembargadores do Paraná.
 
07 de junho de 2012

QUE O POVO SE COCE E SE MEXA!!!

                          MOBILIZAÇÃO JÁ!!!

Esta é uma Matéria que vale a pena repassar, solicito que divulguemos com entusiasmo, chega de nepotismo e de interesses ardilosos!

A Carta publicada ontem no Globo Por Gil Cordeiro Dias Ferreira
Que venha o novo referendo pelo desarmamento. Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias. Até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que NÃO lhes cabem desarmar cidadãos de bem.

Nesse ínterim, proponho que outras questões sejam inseridas no referendo:

·Voto facultativo? SIM!

·Apenas 2 Senadores por Estado? SIM!

·Reduzir para um terço os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!

·Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e NÃO por nepotismo? SIM!

·Reduzir os 37 Ministérios para 12? SIM!

·Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto? SIM!

·Fidelidade partidária absoluta? SIM!

·Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!

·Ampliação do Ficha-limpa? SIM!

·Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!

·Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público?(elevando-se para a categoria de crime hediondo) SIM!

·Atualização dos códigos penal e processo penal? SIM!

·Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!

·Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um quinto? SIM!

·Voto em lista fechada? NÃO!

·Financiamento público das campanhas? NÃO!

·Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!

·Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!




Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!

"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."
07 DE JUNHO DE 2012

O CRIME DE CADA DIA SOB OS NOSSOS NARIZES

http://www.youtube.com/watch?v=6Ui10QrGwtg&feature=player_embedded

NO PAÍS DO FUTEBOL, DO PÃO E DO CIRCO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA E OUTRAS COISINHAS MAIS, NÃO PREOCUPAM 'AZELITES'. ELAS SE OCUPAM DO RALO.
E QUANTO MAIOR O RALO DA CORRUPÇÃO, MELHOR! MAS QUE IMPORTÂNCIA TEM ISSO? 'AZELITES' ESTÃO DE COSTAS PARA O BRASIL E PARA O POVO. E ESSE NEGÓCIO DE SAÚDE, COMO DIRIA MARIA ANTONIETA, SE VIVA FOSSE E HABITASSE O PLANALTO, SE NÃO ESTÃO SATISFEITOS COM O SUS, QUE PROCUREM O SÍRIO LIBANÊS! UMA PARÓDIA DO 'SE O POVO NÃO TEM PÃO, QUE COMAM BRIOCHE...'

m.americo
07 de junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

REPETECO PRECIOSO...

                A MAIS PURA VERDADE DITA POR OSCAR NIEMAYER, 104 ANOS


"PROJETAR BRASÍLIA PARA OS POLÍTICOS QUE VOCÊS COLOCARAM LÁ, FOI COMO CRIAR UM LINDO VASO DE FLORES PRÁ VOCÊS USAREM COMO PINICO.
HOJE EU VEJO, TRISTEMENTE, QUE BRASÍLIA NUNCA DEVERIA TER SIDO PROJETADA EM FORMA DE AVIÃO, MAS SIM DE CAMBURÃO"

MARANHÃO: NINGUÉM QUER SER GOVERNADOR...

Se contassem essa história a escritores do porte de um Gabriel García Márquez ou José Saramago, daria um daqueles romances que já saem do prelo com título de best-seller. Existe um lugar no planeta – e fica no Brasil – onde ninguém quer ser governador. Não quer o vice-governador, não quer o presidente da Assembleia Legislativa, não quer o presidente do Tribunal de Justiça. Ninguém quer. É o Maranhão.

Será que não querem com medo de pagar a dívida de R$ 2,3 bilhões que a governadora viajante está contraindo? Será porque não se sentiriam bem fechando escolas? Ou estarão com medo de não concluir a Via Expressa? Talvez apenas não queiram policiar uma cidade que é a quinta mais violenta do país e a 26ª do mundo, ninguém sabe.

Eles certamente não estão com medo de que os processos de cassação por abuso de poder político e econômico que pesam sobre a governadora viajante recaiam sobre eles. Seria a plena aceitação de uma aberração jurídica. O mais provável é que estejam apavorados com a movimentação da presidente Dilma Rousseff, que hoje se diverte chutando para escanteio o que convencionaram chamar de base aliada.

Governar um estado que paga anualmente R$ 660 milhões em juros e encargos de uma dívida que só cresce não é uma tarefa muito atraente. Mas daí a existir uma fila dos que não querem governar o Maranhão chega a ser entristecedor. O Maranhão é e sempre será único. Parece que aqui ser prefeito e vereador se tornou mais importante do que a primeira magistratura do estado. Talvez se tivesse a certeza de que nunca será responsabilizado, historicamente, pelos terríveis indicadores sociais do Maranhão, algum deles assumisse. Mas nessa hipótese ninguém quer acreditar.

Há, entretanto, uma solução para o impasse. É só incluir o Comitê de Imprensa da Assembleia na linha sucessória. Assumiremos. Nem que seja só para triplicar, ainda mais, em apenas 10 dias, o consumo anual de vinhos, champanhes e uísques importados do Palácio dos Leões.
Cunha Santos
 
JM Cunha Santos
06 de junho de 2012

PERFÍDIA

Já lhes contei daquele nosso informante, o Sombrio, que se esconde no armário de vassouras muito perto do gabinete da senhora dona “presidenta”. Pois é, hoje ele ficou me procurando e eu estava fora.
Quando cheguei, à noite, vi os recados que ele deixou no meu skype e liguei para ele. Contou que o pedaço, lá, estava uma puta confusão.


Viu, a manhã toda, a chefa dando esporro em todo mundo, pela porta ligeiramente entreaberta. Até que conseguiu, num momento de sossego, quando a faxineira do andar, que é faixa dele, veio pegar uma vassoura. Imediatamente ele fez com que ela entrasse para contar mais detalhes.

O negócio é o seguinte: A Patroa queria porque queria, sem desculpas, que alguém arranjasse um jatinho para ir buscar o sapo, até que conseguiu.
Depois, falando com o mordomo do gabinete, este contou que o Zé acabou por perguntar porque ela queria tanto que o cachaceiro de Caetés estivesse no almoço que ela ofereceria ao rei Juan Carlos.
Era um grande risco, com a quantidade de besteiras que o personagem anda falando. Até que ela respondeu:
– Você não vê, Zé? Eu espero que o rei acabe dizendo para o Lula a mesma coisa que falou para o Chavez – “¿Por qué no te callas, carajo?”

(*) Fotomontagem: O esporro do rei!


06 de junho de 2012
Magu

A QUESTÃO DA TORTURA E A IMPUNIDADE

“É um reflexo da situação da justiça brasileira”, diz Marco Villa sobre a aceitação da violência contra criminosos

Marco Antonio Villa

Os brasileiros estão mais tolerantes ao uso da tortura para obtenção de provas contra criminosos. Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que cerca de um terço da população aprova o uso da tortura e que grande parte da opinião pública é a favor do uso da violência policial em casos dos crimes de estupro, tráfico e seqüestro.

Para o historiador e especialista do Instituto Millenium, Marco Antonio Villa, a ineficiência da justiça e a certeza da impunidade explicam o flerte com soluções antidemocráticas. “Temos um sistema que garante a impunidade e que tem péssimos códigos. As pessoas não encontram justiça no Brasil. É comum que responsáveis por crimes bárbaros sejam soltos depois de três ou quatro anos. Desesperadas, as pessoas começam a flertar com soluções bárbaras e pré-civilizatórias.”
As pessoas não encontram justiça no Brasil
A pesquisa

Apenas 52,5% das pessoas consultadas em 2010 condenaram a prática. Em 1999, 71,2% dos entrevistados eram contra esse tipo de comportamento. Belém e Fortaleza são as capitais com maior nível de aceitação do uso da violência. O levantamento feito pela USP ouviu 4.025 pessoas a partir da faixa dos 16 anos em 11 capitais brasileiras, em 2010.

06 de junho de 2012

A ESCOLHA DE BRASÍLIA

Carlos Alberto Sardenberg
Por que a produção de remédios, por exemplo, não está na primeira fila da isenção de impostos?

Faz algum tempo que a indústria farmacêutica brasileira espera uma redução de impostos na produção de medicamentos essenciais para câncer, hipertensão, diabetes, colesterol, entre outras doenças. No início do ano, o pessoal do setor recebeu a informação de que o decreto estava quase pronto. Mas nada. A farmacêutica não foi considerada prioritária pelo governo – ao contrário, por exemplo, da automobilística, especialmente beneficiada, e de diversas outras que foram desoneradas dos 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de salários.

E, entretanto, é difícil imaginar algum setor mais importante para a população do que a produção de remédios. Na verdade, como ocorre em outros países, esse setor deveria estar na primeira fila da isenção/redução de impostos.
Por que não está? Talvez porque não tenha pátios cheios para mostrar ou um bom lobby empresarial e sindical.
E por que o governo precisa de dinheiro.

A despesa pública continua aumentando, e pesadamente, de modo que o governo precisa arrecadar cada vez mais para pagar essas contas. Assim, nem todos podem pagar menos impostos e sempre é preciso compensar as reduções concedidas aos amigos do rei. O resultado: caem os impostos para alguns e aumenta a carga para o conjunto da economia. Isso é um grave entrave ao crescimento. Sem contar a arbitrariedade política na escolha dos que ganharão benefícios.
Essa prática distorce a atividade econômica e derruba a competitividade, pois o sucesso não depende da eficiência, mas das pontes com Brasília.

Investimentos atrasados. E parece que vem mais arbitrariedade por aí. Os investimentos da Petrobrás, sobretudo no pré-sal, estão atrasados por que a estatal encontra problemas na aquisição de sondas, plataformas e navios.
O governo impõe uma exigência de pelo menos 55% de conteúdo nacional nesses equipamentos. Os fabricantes nacionais não dão conta. Não conseguem entregar; quando entregam, o fazem com atraso e sempre com preços maiores do que o inicialmente contratado e muito maiores do que o importado.
Como isso prejudica investimentos essenciais, informa o jornal “Valor Econômico” de sexta-feira, o governo pretende relaxar a exigência de nacionalização. Mas não para todos. Será de formas eletiva. Já viu.

Inaceitável para quem? O presidente da França, François Hollande, considera “inaceitável” que um país possa se financiar pagando juro zero e outro tenha de morrer com 6,5%. Aquele “um” é a Alemanha, cujo governo outro dia mesmo vendeu títulos da dívida, na verdade, a juros negativos.
A taxa foi zero – ou seja, o investidor aplicou mil euros e, ao final de um ano, receberá mil euros. Descontando uma inflação de 2% ao ano, o aplicador perdeu dinheiro para ficar com os papéis alemães.
Mais inaceitável ainda, diria Hollande.

Mas inaceitável para quem? Para os alemães está tudo muito bem, não é mesmo? O “outro” país é a Espanha, cujo governo só vende títulos quando paga os tais juros acima de 6% ao ano. Inaceitável? Como retórica, pode ser. Na prática, os espanhóis têm sido obrigados a aceitar essa taxa pela simples razão de que precisam do dinheiro para continuar financiando sua dívida.

O problema, diria Hollande, é a desigualdade: uns pagando nada, outros tendo de pagar muito. Ele usou a Espanha como exemplo para não cair no pessoal. Lá no fundo, o presidente francês também considera inaceitável que seu governo tenha de pagar mais do que os alemães.
Neste momento em que toda a zona do euro cresce nada ou já está no negativo, é a Alemanha que salva algum crescimento
 
Na sexta-feira, o mercado aceitava títulos de dez anos do Tesouro alemão para receber juros anuais de 1,17%. Do Tesouro francês, cobrava 2,23%. O dobro! Julgamento moral à parte, por que funciona daquele jeito? É simples. Quanto maior a segurança do investimento, menor a rentabilidade.

Qual o risco de não receber o dinheiro emprestado para os alemães? Zero. Já para a Espanha…
Na verdade, quem compra títulos espanhóis não acha que o país vai quebrar ou, pelo menos, não acha que isso vai acontecer daqui a pouco. Se achasse, não compraria, não é mesmo? Mas sabe que há risco real de acontecer alguma coisa – a dívida do governo é muito elevada, há dificuldades para reduzi-la e os bancos espanhóis carregam créditos de difícil recebimento.

Assim, o investidor quer um prêmio para correr esse risco. Do mesmo modo, ninguém acha que a França vai quebrar, mas todo mundo sabe que a sua situação é pior do que a da Alemanha.
O país de Angela Merkel tem as contas arrumadas, é poupador e tem superávit no comércio externo. É austero, portanto.

Mas austeridade não é nada, diria Hollande, é preciso crescer.
Perfeitamente, responderia, Merkel. E exibiria os números: a Alemanha cresceu mais de 3% nos últimos dois anos, simplesmente o ritmo mais forte entre os países ricos. A França nem chegou a 2%.
Neste momento em que toda a zona do euro cresce nada ou já está no negativo, é a Alemanha que salva algum crescimento.

Ou seja, ao usar o argumento moral econsiderar injusto que alguns paguem mais, Hollande quer ser tratado como alemão ao vender seus títulos, mas continuar sendo francês ali no dia a dia: trabalhando menos horas, ganhando mais e se aposentando mais cedo. Aí fica inaceitável para os investidores. Abutres, diria, Hollande.

Até pode ser, mas a saída é fácil para o presidente francês. Basta não ir a mercado, não vender títulos do Tesouro. Só que aí precisaria fazer um baita corte de gastos públicos para viver exclusivamente da arrecadação de impostos.
Resumindo: Hollande quer o dinheiro dos investidores, mas nas condições – e nos juros – que ele considera aceitáveis. Não vai colar.

Carlos Alberto Sardenberg
06 de junho de 2012
Fonte: O Estado de S. Paulo

MUTIRÃO DA EXECUÇÃO É O "CANTO DO CISNE"

Por iniciativa do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), nos dias 11 a 15 de junho os tribunais estarão realizando a semana da execução trabalhista, num mutirão envolvendo todos os TRTs do país visando encerrar, por meio do acordo, processos que se encontram em fase de execução.

Perguntamos: estarão presentes na conciliação a União, Estados, Municípios e as empresas públicas? Ocorre que entre os inúmeros fatores que causam a morosidade na prestação da tutela jurisdicional, um deles é o privilégio dos prazos especiais que gozam o Poder Público. Como todos são iguais perante a lei, não se justifica tal privilégio, e ainda, considerando que a lei promana do próprio Estado, o princípio da igualdade e tratamento que deve ser dado às partes no processo, fica totalmente prejudicado.

Poderá a JT estar decretando o seu “Canto do Cisne” – ou talvez não, porque segundo pesquisei, o governo e empresas públicas não foram convocados. O artigo 188 do CPC precisa ser urgentemente modificado para que a democratização no processo seja compatível com a realidade social de nossos tempos.

A questão é tão polêmica que já foi objeto de diversos pronunciamentos do STF, em situações em que esteve envolvida a Fazenda Pública.Mas o resultado é o de sempre, tem que ser decidido a favor do governo federal, para não inviabilizar a sua defesa processual.

Entendo que o ato jurídico perfeito é negócio fundado na lei, não emana dela. Portanto, segundo a visão civilista, é um ato jurídico stricto sensu. Analisando a Lei de Introdução ao Código Civil, interpreta-se que ela não se limita a uma lei introdutória ao Código Civil, mas, constitui sim, em uma lei de introdução às próprias leis.

Prescreve o artigo 6º da Lei de Introdução ao Código Civil; “A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitando o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada”. No seu parágrafo 1º, está elencado que; “Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”. Deve, este parágrafo, ser entendido como se referindo aos elementos necessários à existência do ato, e não a execução ou aos seus efeitos materiais.

Avalio sem a menor preocupação de errar, que a “semana de execução trabalhista”, da mesma forma anterior, estará fada ao desastre. Teremos neste capitulo o agrupamento de todas as execuções em andamento na JT, reunidas numa só estiagem programada, para “vender” a opinião pública, a imagem de um trabalho que não é realizado durante do ano todo.

Isso porque quando partes ávidas por conciliar procuram os juízes, e batem com a “cara na porta”, se deparando com as mais cretinas das desculpas, de que não existe pauta, tempo e condições para dar atenção à postulação, quando o juiz nem recebe as partes. O mais grave é que os acordos realizados entre advogados, quando chegam às mãos dos juízes, quase sempre não são homologados, porque não existe respeito à prerrogativa nem confiança nos profissionais, por isso se transformam em litígio da conciliação.

06 de junho de 2012
Roberto Monteiro Pinho

O PROJETO EUROPEU SOBREVIVERÁ À SUA NATURAL CONTRADIÇÃO?

A integração econômica no século XIX foi o subproduto do Estado limitado, enquanto que a União Européia foi construída nos anos que testemunharam a dominação do Estado todo-poderoso.

A União Européia sobreviverá? Com François Hollande como novo presidente da França, e os gregos que votaram esmagadoramente em partidos extremistas – de verdadeiros comunistas e autênticos nazistas – todo o projeto europeu está em questão. Os frutos da crise européia se fazem sentir de forma cada vez mais amarga.

Quanto mais o tempo passa, mais fica claro que o sonho de unificar a Europa foi baseado em uma ambigüidade: a Europa deveria ser um ambiente econômico integrado, ou uma versão grande de uma Nação-Estado?

Em outras palavras, a União Européia deveria ser modelada na Suíça, uma confederação em que os cantões têm um alto grau de autonomia, ou na França, o Estado centralizado por excelência?

A integração econômica da Europa depois da Segunda Guerra Mundial foi considerada como um meio de evitar novos conflitos entre os Estados europeus. A Europa tinha sido economicamente integrada antes. Entre 1814 e 1914, o continente pode apreciar o livre comércio e a prosperidade. O crescimento do nacionalismo na primeira metade do século XX pôs um fim a esta idade de ouro.

Em 1958, o economista alemão Wilhelm Röpke, fervoroso defensor do livre comércio e além do mais um inspirador das reformas econômicas que abriram caminho ao milagre alemão do pós-guerra, se mostrou, desde o começo, cético quanto ao sucesso da tentativa de reintegrar a Europa economicamente.


Esquizofrenia

 Já então, em 1958, Röpke podia observar que a integração econômica no século 19 não era puramente “regional”. Ela era “indissoluvelmente ligada à integração econômica do mundo inteiro.” O livre comércio não era considerado como benéfico exclusivamente dentro das fronteiras da Europa.

Mas depois da Segunda Guerra Mundial, a Comunidade Econômica Européia foi criada como uma união aduaneira com livre comércio interno, e as tarifas sobre as importações dos Estados do resto do mundo. Tal “bloco aduaneiro” permitiu o livre comércio entre seus membros, mas apenas até certo ponto. Os mercados de serviços não são totalmente integrados, e o mesmo se aplica ao mercado de trabalho.

Ainda hoje, os serviços representam 70% do PIB europeu, mas apenas 20% do comércio no mercado interno. As tentativas de liberar a circulação de serviços têm sido praticamente interrompidas pelos sindicatos, como foi o caso em 2005.

Quando a Europa esteve economicamente integrada no século XIX, as despesas públicas eram limitadas e a livre circulação dos trabalhadores era facilitada pela quase inexistência de um sistema de direitos sociais. A integração econômica no século XIX foi o subproduto do Estado limitado, enquanto que a União Européia foi construída nos anos que testemunharam a dominação do Estado todo-poderoso.

Tal é a contradição sob a qual foi construído o projeto europeu: a escolha entre livre comércio, mas com políticas que têm aumentado o tamanho do Estado e... reduzido as possibilidades de livre comércio. As elites européias querem ao mesmo tempo uma zona de comércio comum e uma moeda comum, a fim de diminuir a probabilidade de guerras comerciais, consideradas com razão como antecipando inevitavelmente as guerras reais.

Mas enquanto que os Estados têm se comprometido a renunciar a medidas protecionistas nacionais uns contra os outros, a regulamentação nacional e européia têm se multiplicado. Assim, a Europa desenvolveu uma espécie de esquizofrenia: as Nações-Estados estão comprometidas com o livre comércio entre si, mas não renunciam às suas políticas intervencionistas dentro de suas respectivas fronteiras e suas políticas protecionistas em relação ao exterior.

O modelo italiano


 A vitória eleitoral de François Hollande na França forçará os outros dirigentes europeus a cessarem a dissimulação. O novo presidente francês não gosta de austeridade nas finanças públicas. E ele não vê valor em uma moeda saudável e em políticas antiinflacionárias. Ele forçará os europeus a escolher: eles querem se integrar economicamente ou eles querem se integrar politicamente?

A primeira opção deveria se basear numa moeda saudável, no livre-comércio e na liberdade de circulação das pessoas. A segunda opção pode facilmente se basear em políticas altamente inflacionárias, uma forte regulamentação, mercados de trabalho fragmentados com algumas normas mínimas impostas desde cima.

Se olharmos para a história da Europa, o euro e o mercado comum pareciam implicar que a Europa estava seguindo o modelo suíço: a integração econômica e o pluralismo de “governo”. Isso é o que era essencialmente a Europa antes da Grande Guerra.

As outras características dos projetos europeus (subsídios agrícolas, uma super-regulamentação do mercado de serviços, uma super-regulamentação de alguns pequenos detalhes da vida econômica como o tamanho das alcachofras) anteciparam a construção de um modelo ampliado da França, sob a bandeira européia.

Sem dúvida, o nacionalismo modelado à escala européia é exatamente com o que os líderes europeus sonham. Mas é ele economicamente viável?

Os eleitores sentem que o sonho europeu pode se tornar um pesadelo. A Europa unificada pode acabar não sendo nem a Suíça nem a França, mas a Itália: um Estado fortemente centralizado com extremos contrastes econômicos entre o norte e o sul, e um sistema de transferência que tenta em vão equiparar os dois.

Para uma classe dirigente que acredita que a unificação européia é em si mesma um objetivo, este poderia ser um preço pequeno a pagar. Mas os eleitores europeus estarão de acordo?

06 de junho de 2012
Alberto Mingardi é diretor geral do Instituto Bruno Leoni, de Milão.
Publicado no site Un Monde Libre.
Tradução: Jorge Nobre