"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 23 de junho de 2012

VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS POR EVO MORALES

PARLAMENTARES EM VIGÍLIA ENTRAM EM GREVE DE FOME EM PROTESTO CONTRA DESCASO DA ONU ANTE SUAS DENÚNCIAS DE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS POR EVO MORALES
Deputado Adrian Oliva e Senadora Carmen González se declararam em greve de fome e estão abandonados no escritório do Comissariado de Direitos Humanos da ONU na Bolívia. ONU não lhes deu atenção.

A senadora Carmen Eva González e o depugado Adrian Oliva, em vigília nos escritórios do Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos na Bolívia (OACNUDH), se declararam em greve de fome frente à posição frívola e parcial dessa organização da ONU antes às demandas apresentadas, informou sua colega parlamentar María Elena Méndez, que esta tarde foi internada num hospital devido a seu delicado estado de saúde.
 
Méndez, senadora da Convergência por Tarija, assinalou que a atitude radical assumida por González e Oliva se originou como resposta ao trato displicente e autoritário do delegado da OACNUDH na Bolívia, Denis Racicot, e pelo escritório central dessa instituição, que desde Genebra, Suíça, através de um contato por vide-conferência, pediu aos manifestantes que abandonassem seus escritórios sem responder às demandas apresentadas pelos opositores contra o regime do tiranete Evo Morales.
 
Os parlamentares bolivianos protestam contra Evo Morales por manter diversos presos políticos sem qualquer julgamento.
 
Essa Comissão de Direitos Humanos da ONU trata os parlamentares em vigília como delinquente comuns. Chegaram inclusive a cortar o sistema de calefação expondo-os ao frio intenso. Transcrevo na íntegra em espanhol o texto cujo link foi postado pelo ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe Velez. Leiam:
EN ESPAÑOL - La senadora Carmen Eva González y el diputado Adrian Oliva, en vigilia las oficinas de la Alta Comisionada de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos en Bolivia (OACNUDH), se declararon en huelga de hambre frente a la posición frívola y parcializada de esta organización ante las demandas planteadas, informó su colega parlamentaria María Elena Méndez, quien esta tarde fue dada de baja y luego internada en un centro hospitalario por su delicado estado de salud.
 
Méndez, senadora de Convergencia por Tarija, señaló que la actitud radical asumida por González y Oliva se originó como respuesta al trato displicente y autoritario del delegado de la OACNUDH en Bolivia, Denis Racicot, y por la oficina central de esta institución, que desde Ginebra, Suiza, a través de un contacto por videoconferencia, pidió a los asambleístas abandonar sus oficinas sin responder a las demandas de fondo planteadas por los opositores.
 
Por otro lado, Méndez denunció que ayer y hoy fue privada de ser atendida por su médico particular y que los parlamentarios que se quedaron en vigilia son tratados hostilmente, ya que son constantemente monitoreados por sus equipos de seguridad, como si se tratara de simples delincuentes; no recibieron ningún tipo de facilidad ni siquiera en los servicios básicos y la primera noche de vigilia, el pasado martes, se les cortó el sistema de calefacción, por lo que tuvieron que soportar el intenso frio en esas instalaciones, entre otros.
 
“Con el Alto Comisionado para los Derechos Humanos parecería que hemos vuelto a tiempos de dictadura, porque en esas oficinas nos mantuvieron como si estuviéramos en los sótanos del Ministerio de Gobierno, han conseguido que las baterías de nuestros celulares se acaben y no se nos ha permitido que entren nuestros cargadores y Adrian (Oliva) y la senadora González están totalmente incomunicados”, denunció Méndez.
 
Dijo además que, ante la falta de una respuesta adecuada, ya que las recibidas hasta ahora solo se remiten al ámbito de sus protocolos, la OACNUDH está cometiendo una “flagrante violación a los derechos en Bolivia”.
 
Agregó que la OACNUDH se desenmascaró en su posición de encubrimiento a un gobierno dictador, ya que a los burócratas de esta institución sólo les interesa sus sueldos y su participación en eventos sociales, antes que ocuparse de la protección de los ciudadanos, monitoreo y denuncia en las violaciones a los derechos humanos en Bolivia.
 
Con lagrimas en los ojos informó que sus colegas parlamentarios “decidieron entrar en la huelga de hambre porque hemos pedido una amnistía para los presos y perseguidos políticos, porque hemos pedido que los refugiados y perseguidos políticos puedan volver a Bolivia y que se conforme una Comisión de la Verdad que tenga la capacidad de hacer un análisis caso por caso de los presos y que también se reestructure a la justicia, para que el accionar de sus operadores, tanto jueces y fiscales, seas transparente”.
 
Méndez fue evacuada en una silla de escritorio desde el piso 10 del edificio donde funcionan las oficinas de la OACNUDH, luego que el personal de seguridad de esa institución impidió el ingreso del médico y de una camilla para que pueda ser atendida adecuadamente.
Via Twiffo - by @AlvaroUribeVel
 
23 de junho de 2012
in aluizio amorim

SITUAÇÃO NO PARAGUAI É DE ABSOLUTA NORMALIDADE

Presidente Federico Franco e esposa participaram da Missa na Praça da Catedral no final da tarde deste sábado em Assunção
O novo presidente paraguaio afirmou, neste sábado, que um eventual boicote ao país prejudicaria empresários brasileiros com interesses no Paraguai, que mantém a maior parte de seu comércio (60%) com o Brasil. Por isso, assinalou que os cidadãos brasileiros radicados no país terão tratamento preferencial, referindo-se aos "brasiguaios", agricultores ricos que exploram as terras mais férteis do Paraguai, no leste do país.
Federico Franco disse que buscará se conciliar com os países vizinhos, que questionam a sua legitimidade, após o impeachment de seu antecessor. O dia transcorria com normalidade, na capital e no restante do país.
— A situação atual é preocupante, não é fácil. Reconheço que existem inconvenientes junto à comunidade internacional —, disse Franco durante uma entrevista coletiva à imprensa internacional, na sede do governo.
O núncio apostólico Agustín Arietti foi o primeiro diplomata a visitá-lo na manhã de hoje, pouco antes dos embaixadores de Estados Unidos e Alemanha.
— Faremos o maior dos esforços para manter contato com os países vizinhos e tentar mostrar com fatos nossa clara vocação democrática —, indicou Franco, embora tenha dado a entender que não participará da reunião de cúpula do Mercosul, convocada para as próximas quinta e sexta-feira, em Mendoza, Argentina.
O presidente assistiu, posteriormente, a um ofício religioso na catedral, presidido pelo núncio Arietti. A hierarquia católica havia deixado claro sua falta de apoio ao ex-bispo Lugo, suspenso "ad divinis" pelo Vaticano quando se candidatou à presidência.
A capital paraguaia registrava um dia normal. Na rua central e comercial Palma, o sábado era como outro qualquer, com lojas abertas e sem a presença de forças de segurança.
Os paraguaios celebram esta noite a festa de São João em várias comunidades do país. Nenhum evento foi cancelado.
A tensão social que provocou a crise política que custou o cargo de Lugo é latente. José Rodríguez, líder da Liga Nacional de Carperos, movimento de sem-terra que protagonizou o confronto violento ocorrido há oito dias em Curuguaty, que deixou 17 mortos e iniciou a crise política, convocou seus seguidores a "permanecerem mobilizados", diante do que considerou um "golpe parlamentar".
Grandes produtores agrícolas da União de Grêmios de Produção (UGP) anunciaram neste sábado terem cancelado o "tratoraço" previsto para a próxima segunda-feira contra o governo de Fernando Lugo, e apoiaram o seu impeachment.
— Temos que dar uma oportunidade ao novo governo —, disse Héctor Cristaldo, presidente da UGP. O grêmio reúne, entre outros, os poderosos produtores e exportadores de cereais e oleaginosas.
Do Portal da RBS/Diário Catarinense
23 de junho de 2012
in aluizio amorim

VATICANO, ALEMANHA E ESPANHA JÁ RECONHECERAM OFICIALMENTE O NOVO GOVERNO DO PARAGUAI. PRESIDENTE PARTICIPA DE MISSA

O presidente do Paraguai, Federico Franco, recebe a visita oficial do Núncio Apostólico (embaixador do Papa) Eliseo Antonio Ariotti. O Vaticano, a Alemanha ea Espanha já reconheceram oficialmente o novo Governo. Foto do jornal ABC do Paraguai.
O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, participou de uma missa no final da tarde deste sábado (23) na área externa da catedral de Assunção, localizada na praça do Congresso. O local é o mesmo onde milhares de pessoas protestaram contra a deposição do ex-presidente Fenando Lugo, que aconteceu ontem. Cerca de mil pessoas participaram da cerimônia.
O núncio (embaixador do papa junto de um governo estrangeiro) da Igreja Católica no Paraguai, Eliseo Antonio Ariotti, disse neste sábado (23) que Franco pode contar com o apoio dos católicos para exercer os 11 meses de governo que tem pela frente. Segundo ele, o país viveu momentos delicados, mas agora é tarefa de todos contribuir para a normalização da situação. No país, cerca de 90% dos 7,3 milhões habitantes são católicos. Do site UOL
 
23 de junho de 2012

O PASSADO ALOPRADO ASSOMBRA O PT



A coincidência não deve agradar a Lula, mas dificilmente será possível dizer que se trata de mais um golpe dos reacionários contra o governo popular do PT. Aliás, o noticiário criminal envolvendo o PT indica que o partido há muito vem se metendo em enrascadas.

Às vésperas do julgamento do mensalão, desta vez a Justiça reavivou o escândalo dos aloprados, que na eleição de 2006 tentaram comprar um dossiê que supostamente continha denúncias contra o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra, o mesmo que hoje Lula tenta derrotar com o auxílio de Paulo Maluf, na disputa para a prefeitura de São Paulo.

Naquela ocasião, Serra venceu o candidato petista Aloizio Mercadante no primeiro turno. Um dia depois do escândalo provocado pela exibição despudorada de intimidade entre o ex-presidente e Maluf, um dos brasileiros relacionados na lista de alerta vermelho da Interpol dos criminosos mais procurados do mundo, a Justiça de Mato Grosso aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra nove dos envolvidos.

Dois deles, Jorge Lorenzetti, petista de Santa Catarina que era também churrasqueiro extraoficial da Granja do Torto no primeiro governo Lula, e o advogado Gedimar Pereira Passos, que supervisionava a segurança do comitê da campanha de reeleição, eram ligados diretamente ao ex-presidente, que, no entanto, como sói acontecer, declarou desconhecer o assunto e ainda fez-se de indignado, classificando os membros do grupo de “aloprados”.

Preso na Polícia Federal, Gedimar incluiu no grupo um segurança particular da primeira-dama Letícia Maria de nome Freud (que não se perca pelo nome) Godoy, que o teria chamado para avaliar se o tal dossiê continha mesmo fatos que comprometiam Serra.

Freud acabou desaparecendo do noticiário, assim como uma coincidência reveladora: o ex-ministro José Dirceu (sempre ele), antes mesmo que fosse divulgado o conteúdo do dossiê, escreveu que as acusações seriam “a pá de cal na campanha do picolé de chuchu”, como se referia ao candidato tucano à presidência Geraldo Alckmin.

Gedimar Passos, assessor da campanha de Lula, negociava a aquisição do dossiê com Valdebran Padilha, empresário filiado ao PT. A PF prendeu a dupla em flagrante com 1,7 milhão de reais que seria usado na compra do material forjado.
Expedito Veloso, outro dos envolvidos, denunciou meses mais tarde que o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o ex-governador de São Paulo já falecido Orestes Quércia foram os mandantes.

Mesmo que entre os acusados estivesse Hamilton Lacerda, então assessor de Mercadante, e que ele fosse o maior beneficiado, o candidato petista não foi arrolado como partícipe do golpe.

O centro da conspiração estava no “Núcleo de Informação e Inteligência” da campanha de reeleição de Lula, e quem chefiava a equipe de “analistas de informação” era o petista histórico Jorge Lorenzetti, ex-dirigente da CUT, enfermeiro de profissão, diretor financeiro do Banco do Estado de Santa Catarina e churrasqueiro do presidente nas horas vagas.
Lorenzetti chefiava Gedimar Pereira Passos na tarefa de contrainformação eleitoral, e foi nessa qualidade que teria sido enviado para analisar o dossiê contra os tucanos.

A descoberta do plano revelou a existência de uma equipe dentro da campanha de reeleição que se envolve em falcatruas variadas, uma maneira de atuar politicamente que vem das batalhas sindicais do ABC, as quais Lula conhece bem com que armas se disputam.

Esse mesmo esquema provocou uma crise no comitê da candidata Dilma Rousseff, quando foi descoberto que havia um grupo recrutado para fazer espionagem, inclusive o jornalista Amaury Ribeiro Filho que levou para o grupo o hoje nacionalmente conhecido Dadá, o grampeador oficial do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Os protagonistas do chamado escândalo dos aloprados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro e operação fraudulenta de câmbio.

Segundo a denúncia do Ministério Público, eles “se associaram subjetiva e objetivamente, de forma estável e permanente, para a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro, que tinha por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 do governo de São Paulo”.

O Ministério Público, embora as investigações tenham rastreado todo o caminho do dinheiro, não conseguiu definir sua origem, um dos grandes mistérios desse caso.
A fotografia da montanha de dinheiro apreendido acabou sendo divulgada às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, e os petistas atribuem ao impacto da imagem a ida da eleição para o segundo turno.

Merval Pereira
23 de junho de 2012


PARAGUAI: DEMOCRACIA VENCE E UM PRESIDENTE SACANA É DEPOSTO

Fernando Lugo fala em rede nacional após ter sido destituído democraticamente pelo Congresso Paraguaio



Mandato: 15 de agosto de 2008 a 22 de junho de 2012

23 junho de 2012

KIT GAY NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Jair Bolsonaro tem razão. O que falta pra essa gente é relho e vergonha na cara!

Assistam o vídeo e tirem suas conclusões

RIO + 20 E A NOVA ORDEM MUNDIAL - PARTE 2


          Artigos - Globalismo        

Diversos grupos e diversas ONGs que participaram da Rio+20 estão imbuídos da mentalidade da Nova Era e, de forma clara, aderiram à espiritualidade e à educação gaiana. A educação gaiana, a Gaia Education, é um projeto global que tem por escopo capacitar pessoas para a "sustentabilidade".

No artigo anterior afirmei que a Rio+20 é um evento inserido na agenda da Nova Ordem Mundial, a qual propõe uma espiritualidade anticristã, o abortismo, a supressão gradual das liberdades civis e da soberania dos Estados. No presente artigo procurarei apresentar mais fatos e informações a respeito.
1. Construindo uma nova espiritualidade
Os construtores da Nova Ordem Mundial sabem que não podem abolir as religiões da face da Terra. O apelo à transcendência está presente em todas as sociedades humanas. Para contornar essa impossibilidade, os planificadores globais promovem a nova religião, a chamada Nova Era.
A Nova Era não é propriamente uma religião, mas tão somente um simulacro de religião, que se apropria indevidamente de elementos de diversas tradições religiosas e os mistura com um discurso pretensamente “científico” e com técnicas psiquicas, mantras, programação neorolinguística e autoajuda. Trata-se de uma “religião” biônica e universal criada em laboratório com vistas a suprir a demanda religiosa durante a construção da Nova Ordem Mundial. Em tempo hábil, a Nova Era será descartada, mas enquanto isso não acontece, ela servirá como um pano de fundo religioso legitimador da governança global. A Nova Era precede o pesadelo tecnocrático e científico de Aldous Huxley em o Admirável Mundo Novo.

A Nova Era não é uma “religião” institucionalizada, com um corpo coeso de doutrinas e ritos, ela é um movimento e, enquanto tal, já possui - por força dos inúmeros grupos, seitas e submovimentos que para ela concorrem - certa autonomia, ou seja, já se apresenta como um simulacro suficiente de religião nesses tempos de materialismo cafona e conta com número significativo de adeptos.

Contudo, a Nova Era ainda precisa parasitar as grandes tradições religiosas, ou para corroê-las por dentro ou para fisgar novos adeptos à nova espiritualidade global.

Engana-se quem pensa que a Nova Era limita-se a parasitar as filosofias e as religiões orientais e as crenças animistas. Na atual etapa, a Nova Era é usada para forjar a unificação das religiões e para isso se infiltra também nas religiões do ramo semítico, mormente no Cristianismo[1].

A construção de uma “religião” global passa pela promoção de um ecumenismo indecente entre as tradições religiosas e pelo resgate de mitos antigos como o mito de Gaia.

Por meio da
Hipótese de Gaia James Lovelock, um dos founding fathers do aquecimentismo antropogênico[2], não apresentou somente uma hipótese científica pela qual se considera a Terra um ser vivo em busca de seu autoequilíbrio, mas também resgatou o mito de Gaia, a Terra, ou Mãe Terra, mito esse que veio a ser usado no bojo da nova espiritualidade da Nova Era.

Na
Teogonia de Hesíodo, Gaia é uma divindade, uma potestade ou divindade originária[3].

Pode-se dizer que o culto a Gaia serve a uma concepção panteísta de Deus. No entanto, nesse culto a própria ideia de Deus acaba sendo deixada de lado, pois o que se cultua não é um suposto deus na natureza, imanente, mas a natureza em si: diviniza-se a natureza.
O culto a Gaia se presta a dois fins imediatos: além de romper com a noção de transcendência, acaba por suprir a demanda feminista por um sagrado feminino.
A noção de transcendência que se perde é a noção de que existe um Deus criador, que embora também seja imanente, está para além do tempo, além do mundo e de sua criação. Ao se perder essa noção, o homem deixa de se sentir uma criatura que tem sua própria relação com o transcendente. Na linguagem new ager ou somos todos deuses ou somos uma massa celular compactada regida quase que exclusivamente por reações bioquímicas e ou por “energias”[4]. O próprio Deus - quando permitem falar Dele - é reduzido a uma mera energia.
Entretanto, essa perda deixa um vácuo que precisa ser preenchido por uma transcendência artificializada. É por essa razão que os movimentos new agers se valem de correntes místicas e esotéricas ou pseudo-esotéricas das mais diversas com o fito de promover uma suposta “iluminação”.
A Nova Era é tida como a era do “novo tempo”, a Era de Aquários, a Era pós-cristã.
E qual é a relação da Rio+20 com essa história?
Só com uma olhada rápida e descuidada é difícil identificar com clareza a relação da Rio+20 com a Nova Era. No entanto, quando se vai um pouco mais a fundo a relação começa a se tornar evidente.
Diversos grupos e diversas ONGs que participaram da Rio+20 estão imbuídos da mentalidade da Nova Era e, de forma clara, aderiram à espiritualidade e à educação gaiana. A educação gaiana, a Gaia Education, é um projeto global que tem por escopo capacitar pessoas para a "sustentabilidade". No Brasil, a educação gaiana é promovida pela ONG Terra UNA. A Gaia Education e seus representantes brasileiros estão na Rio+20.
Mas o que mais evidenciou a relação da Rio+20 com a Nova Era foi a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, que foi

“um evento organizado pela sociedade civil global
que acontecerá entre os dias 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro – paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20”[5].

Na Cúpula dos Povos foi montanda uma Tenda chamada Gaia Home, na qual froam realizados rituais que mostraram bem a nova espiritualidade que orienta a Rio+20.
Dança da Paz na Rio+20
Não se pode dissociar essas iniciativas notoriamente religiosas, ou melhor, pseudo-religiosas, com as atividades da URI (United Religions Initiative), que é hoje um tentáculo da ONU. No entanto, ações as quais dá suporte são observadas desde o século XIX, visando, em nome da tolerância e pluralidade religiosa, neutralizar a influência das grandes religiões; o principal alvo é o cristianismo, bem como fortalecer idéias como o controle populacional, uma “ética global” coletivista, e reduzir as religiões à mera militância em prol “de um mundo melhor”, ao mero ativismo social.

O livro de Lee Penn, False Dawn, traz praticamente tudo o que é necessário saber a respeito da URI, e logo se percebe porque eventos como a Rio+20 são como são.
A nova espiritualidade global é uma espiritualidade sem Deus; é uma espiritualidade onde não há pecado, nem pecadores, mas tão somente semi-deuses “iluminados” e “libertos”, partícipes da ”nova consciência universal” definida de antemão pelos novos Concílios Ecumênicos, formados pela ONU e pelas ONGs (cujos líderes são como patriarcas que representam a massa dos fiéis da sociedade civil global).
2. Aborto para a sustentabilidade
A legalização do aborto por todos os cantos do mundo é um dos objetivos mais caros da agenda da Nova Ordem Mundial.
O aborto em escala global é defendido e patrocinado por diversos atores da Nova Ordem Mundial (ONU[6], OMS[7], Fundação Ford[8], etc.).
A Rio+20 – conforme fora destacado no artigo anterior – faz parte da agenda da Nova Ordem Mundial. Por essa razão, as ONGs, as representantes da “sociedade civil global” na Rio+20, defenderam a legalização do aborto como uma medida necessária para a promoção do desenvolvimento sustentável[9].
A defesa do aborto por ONGs visa dar a impressão de que é a sociedade que almeja a prática “sustentável” do aborto.
Essa postura das ONGs na Rio+20 não deve causar espécie. As ONGs globalistas, muito bem financiadas por fundações bilionárias, estão fazendo o que foram pagas para fazer; estão atendendo, pavlovianamente, ao chamado de seus senhores.
Doravante, já se pode falar em “aborto verde”, “aborto sustentável” ou, quiçá, “bioaborto”.
3. “Governança Mundial”
A soberania dos Estados é um óbice para a construção de uma Nova Ordem Mundial e de um Governo Mundial. Os globalistas não se cansam de criar estratégias para superar o conceito “retrógrado” de soberania. Em novilíngua, é preciso “avançar”...
O globalismo de cepa ocidental é sofisticado, sedutor, e forjado com muita paciência. Esse globalismo não é propriamente uma novidade[10], no entanto, sua efetiva articulação é mais recente.
Da década de 1950 para cá é possível se constatar o fortalecimento e a aceitação do discurso globalista. Contudo, a propositura de um Governo Mundial propriamente dito só surge na década de 1990[11].
Para tornar palatável a ideia de um Governo Mundial os globalistas inventaram a expressão eufemística “Governança Global”.
Como tentáculos da Nova Ordem Mundial, as melancias totalitárias reunidas na Rio+20 promovem abertamente a dita “governança global”.
Os mentores do governo mundial viram na questão ambiental um meio eficaz para legitimar a criação de um poder global centralizado. Para tanto, exploram-se até a exaustão problemas transfronteiriços (p. ex.: chuva ácida, questão dos refugiados ambientais, etc.) e ou regionais com vistas a transformá-los em problemas globais que demandam soluções globais. Assim, foram elaborados uma série de documentos enfatizando a “necessidade” de uma Governança Global para se proteger o meio ambiente e se promover o desenvolvimento sustentável.
Porém, antes de defenderem enfaticamente um Governo Mundial os planejadores globais destacaram a importância de haver uma Organização Mundial para o desenvolvimento sustentável. Assim, em 2002, o relatório International Sustainable Development Governance.The Question of Reform: Key Issues and Proposals da Universidade das Nações Unidas já defendia a centralização política da questão ambiental na World Environment Organisation (WEO).
Na esteira desse relatório foram elaborados outros relatórios: em 2008, o International Institute for Sustainable Development (IISD) publicou um texto chamado Governança Ambiental Global: Quatro Passos para Coerência segmentada: Uma Abordagem Modular e em 2010, o Instituto Fritjof Nansen publicou o relatório International Environmental Governance; também 2010 o Stakeholder Forum elaborou, já visando a Rio+20, o Artigo de Discussão 1: Governança Internacional para o Desenvolvimento Sustentável e Perspectiva Iniciais para Rio +20.

Superada a fase preparatória, os globalistas já se permitem falar em
Governança Global sem, contudo, os usuais e limitantes subtítulos. Nesse sentido, merecem destaque as Propostas Para uma Nova Governança Mundial, as quais foram elaboradas tendo em vista a Conferência Rio+20[12]. Dentre as propostas vale destacar a instituição de um Tribunal Internacional do Meio Ambiente e a constituição de uma força armada mundial independente dos Estados.

Por fim, merece destaque o texto Caminhos e Descaminhos para a Biocivilização disponibilizado pelo Portal Rio+20. O texto propõe uma transformação no paradigma civilizatório no sentido de se criar uma Biocivilização. O texto fala em “desprivatização da família”, critica uso de carros, manifesta indignação com os sistemas de segurança e vigilância dos prédios e condomínios (vistos como meios de exclusão social), traz a propriedade privada intelectual como um elemento “negador de humanidade”, defende que o “princípio da propriedade individual da terra” deve ser posto radicalmente em questão e, por fim, defende “o diálogo intra e inter movimentos que permita sínteses novas combinando tudo o que significa o bem viver dos povos indígenas,com o cuidado das feministas (???), o conhecimento compartilhado das plataformas do software livre e do copyleft, da agroecologia e economia solidária, sem contar o que vem da ecologia profunda e a ética ecológica”. O diálogo entre os diversos “sujeitos coletivos” é tido como “um novo modo de fazer política”; um “mosaico dinâmico e de múltiplas possibilidades da nascente cidadania planetária”.
4. Declaração final da Rio+20 – “The future we want”
A declaração final da Rio+20, The future we want, por ser uma declaração oficial, adota, ardilosamente, um tom leniente. A Declaração, de forma estratégica e sedutora aponta a necessidade de se erradicar a pobreza, coloca o ser humano no centro do desenvolvimento sustentável e reafirma a importância da liberdade, da segurança, do estado de direito e dos direitos humanos, dando assim, a impressão de que se trata de um evento voltado tão somente para resolução de problemas e para a valorização da vida humana. Isso é só estratégia discursiva.
A Declaração Final da Rio +20 reafirma os princípios da Rio 92 e os planos de ação anteriores, ou seja, reafirma a agenda novordista que a precedeu. Destarte, traz novamente o discurso da necessidade e urgência de se enfrentar as mudanças climáticas e, alinhada com as propostas anteriores de redução da população mundial, enfatiza a promoção do planejamento familiar e dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e jovens:

Reafirmamos nuestro compromiso con la igualdad entre los géneros y la protección de los derechos de la mujer, los hombres y los jóvenes a tener control sobre las cuestiones relativas a su sexualidad, incluido el acceso a la salud sexual y reproductiva, y decidir libremente respecto de esas cuestiones […].
A defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres é uma forma sofisticada de se promover a agenda abortista.
Quanto à promoção de direitos sexuais aos jovens, vale dizer que há aí a tentativa de retirar a autoridade dos pais sobre seus filhos. O objetivo é fazer com que os jovens exerçam, precocemente e sem quaisquer impedimentos, a sexualidade. Eis aí uma aplicação concreta da “desprivatização” da família.
Ademais, a Declaração reconhece a importância internacional da expressão “Mãe Terra” (“Madre Tierra”).
Conclusão:
Tal como Hitler, Stálin e Mao, as melancias totalitárias propõem um novo homem e uma nova civilização.

A Rio+20 não é um evento espiritualmente neutro, afinal a ONU não é, e a existência da URI é prova disso. Ela está alicerçada num projeto que visa construir uma nova espiritualidade global.
Nessa espiritualidade, o ser humano é colocado no mesmo plano das galinhas e das árvores. Na Nova Era, a morte de um ser humano é análoga a uma espinha que estoura, ao furúnculo que é expelido. É por isso que as ONGs defenderam o aborto como uma prática sustentável. Matar bebês no ventre de suas mães, nesses tempos de duplipensar, não é violência é “não violência”, é paz.
Os biocidadãos new agers se postam contra as guerras e promovem uma cultura de “paz” e “não violência”, o que parece ser uma coisa bonita, pois afinal, quem é que gosta de guerra, dor e sofrimento? Contudo, a sustentabilidade new ager, “gaiana”, não dispensará o uso da força para se impor. Um exército mundial certamente será o braço armado da solução ambiental global que marchará contra os povos, as religiões e os Estados não dispostos a se prostrar perante um poder temporal, global, ilegítimo e antidemocrático.
A despeito de eventuais propostas bem intencionadas e razoáveis, a Rio+20 é um evento enraizado numa cosmovisão desumanizadora e totalitária.
O espetáculo de bom mocismo e engajamento cidadão da Rio+20 é falsa luz é falsa paz. É a paz sem Deus; é a paz da Nova Ordem Mundial; é a paz do Governo Mundial. 
 Escrito por Saulo de Tarso Manriquez

Notas
[1] Para se ter uma ideia do grau de infiltração da Nova Era dentro do Cristianismo – e também no Judaísmo, diga-se – basta notar que há uma organização chamada National Religious Partnership for the Environment, uma coalisão inter-religiosa que envolve judeus, católicos, protestantes e ortodoxos em torno da “causa” do meio ambiente. Já há quem denuncie que a organização está tentando inculcar nas pessoas o culto a Gaia. Outro exemplo trágico é a Campanha da Fraternidade de 2011, cujo hino oficial chama a Terra de “Nossa mãe” e, incorporando plenamente o conceito de Gaia trazido por Lovelock, diz que a Terra é uma “criatura viva” que “respira, se alimenta e sofre”.

[2] Recentemente James Lovelock admitiu que suas projeções alarmistas estavam equivocadas.

[3] Cf. HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. São Paulo: Iluminuras, 2007.

[4] Eric Voegelin provavelmente enxergaria esse processo como um processo de “rebaixamento da substância de ordem do logos, na hierarquia ontológica, para o nível das substâncias orgânicas e dos impulsos” (VOEGELIN, Eric. Bases morais necessárias à comunicação numa democracia. Caderno de Ciências Sociais Aplicadas, Curitiba, n. 5, 2002, p. 09-10).

[5] Cúpula dos Povos: http://cupuladospovos.org.br/o-que-e/

[6] A título de exemplo, vale a pena conferir o seguinte documento: Human Rights Committe - Second Periodic Report - CCPR/C/BRA/2004/2 - 11 April 2005. Disponível em: http://www.unhchr.ch/tbs/doc.nsf/0/1cfb93fe59fa789ec125703c0046a987/$FILE/G0541019.pdf

[7] Cf. ESSIG, Andrew M. The World Health Organization’s Abortion Agenda. New York: IORG, 2010.

[8] A própria Fundação Ford reconhece seus financiamentos ao movimento pró-aborto. Para conferir isso, basta procurar pelos relatório anuais dessa fundação (Ford Foundation Annual Report) e fazer uma busca com as expressões “abortion” e “reproductive rights”.
[9] Cf.: http://g1.globo.com/natureza/rio20/noticia/2012/06/na-rio20-ongs-estrangeiras-defendem-legalizacao-do-aborto.html


[10] Kant, em seu opúsculo dedicado À Paz Perpétua, já propunha no segundo artigo para a paz perpétua que “o direito internacional deve fundar-se em um federalismo de Estados livres”, o “Estado dos povos, que por fim viria a compreender todos os povos da terra”[11]. Ora, o “Estado dos povos”, de todos eles, reunidos sob um “federalismo de Estados livres”, em uma ordem internacional só pode significar uma Federação Mundial que demanda necessariamente um Governo Mundial (Cf. KANT, Immanuel. À paz perpétua. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008, p. 31 e 36).

[11] Um dos primeiros discursos abertos e, por assim dizer, “oficiais” (no âmbito da ONU), no sentido de se construir um Governo Mundial é o texto de Jan Tinbergen encontrado no Human Development Report 1994. Nesse texto Tinbergen diz: “Mankind’s problems can no longer be solved by national governments. What is needed is a World Government. This can best be achieved by strengthening the United Nations system” (UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME. Human development report 1994. Disponível em: http://hdr.undp.org/en/media/hdr_1994_en_chap4.pdf).

[12] IBASE/FÓRUM PARA UMA NOVA GOVERNANÇA MUNDIAL. Propostas para uma Nova Governança Mundial. Disponível em: http://rio20.net/wp-content/uploads/2011/07/Propuestas_nueva_Gob_mundial_PT.pdf