"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

NUMA VOTAÇÃO SENSACIONAL, SUPREMO SUSPENDE SESSÃO COM EMPATE E CELSO DE MELLO VAI DECIDIR SE HAVERÁ CASSAÇÃO AUTOMÁTICA DOS MENSALEIROS

 

O julgamento da Ação 470 fora interrompido semana passada, depois de o relator Joaquim Barbosa ter apresentado seu voto pela perda imediata dos mandatos dos três deputados condenados no mensalão – João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) – e o revisor Ricardo Lewandowski ter votado contra essa tese, defendendo que só o Congreso pode cassar mandatos.


A questão está nas mãos de Mello

Na retomada, esta segunda-feira, a ministra Rosa Weber defendeu que os benefícios são concedidos para garantir o poder do Congresso, e não para dar vantagens para os parlamentares. “As prerrogativas parlamentares são concedidas menos em favor do congressista, mas à atividade parlamentar”. Rosa Weber então votou acompanhando o voto do revisor, colocando o placar em 1 a 2.

Veio a vez de Dias Toffoli votar e, como se costume,ele acompanhou Lewandowski, que entende que só a Câmara pode cassar os condenados, ou seja, placar de 1 a 3.

Mas, logo em seguida, o ministro Luiz Fux colocou a votação em 2 a 3, apoiando Barbosa por também entender que o STF pode decidir pela cassação dos mandatos dos condenados.

Nessa altura, o decano Celso de Mello interveio e os ministros então divergiram quanto ao entendimento sobre os mandatos. Celso de Mello, por exemplo, disse que a Constituição diz que os condenados por crimes específicos perdem direitos políticos, o que resulta automaticamente em cassação.

“Estamos todos de acordo é que uma condenação dessa natureza torna incompatível o exercício do mandato”, disse Cármen Lúcia sobre quem tem a palavra final: o STF ou a Câmara. E vota para que o Supremo suspenda o direito político dos condenados, mas que a Câmara casse os mandatos: 4 a 2.

A seguir, Gilmar Mendes diz que é “incompatível” um condenado à prisão exercer mandato parlamentar. “É possível sim ter-se uma compatibilização entre aquilo que está previsto no artigo 3º com aquilo que está escrito no artigo 55, parágrafo 3º da Constituição”, disse Mendes. E empatou novamente a votação: 4 a 3.

Chegou a vez de Marco Aurélio Mello. Ele muda seu voto sobre a culpa dos réus João Cláudio Genu, ex-assessor do PP, Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus Banval e Pedro Corrêa, ex-deputado do PP-MT. E decide absolvê-los do crime de formação de quadrilha. Com isso, provoca empate no julgamento dos réus Genu e Quadrado, que são absolvidos desse crime.

Depois, acompanha a posição do relator Barbosa: “Pronuncio-me para que o título condenatório do Supremo seja completo”, disse Marco Aurélio, ao votar pela perda imediata dos mandatos dos condenados.

Com o voto de Marco Aurélio, a sessão terminou com 4 a 4 sobre a autonomia do Supremo Câmara para cassar o mandato dos deputados condenados. Continua quarta-feira, faltando apenas o voto de Celso de Mello, pois o novo ministro Teori Zavaski não participará da votação.

Pelas suas afirmações hoje, tudo indica que Mello acompanhará o voto de Barbosa, e será criada uma tremenda crise com a Câmara.

11 de dezembro de 2012
Carlos Newton

DIRETÓRIO NACIONAL DO PT DECLARA APOIO À DECISÃO DA ARGENTINA DE LIMITAR CONCESSÕES DE VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

 

O Diretório Nacional do PT, presidido pelo deputado Rui Falcão, manifestou apoio às medidas adotadas pelo governo da Argentina de limitar as concessões dos veículos de comunicação no país. Em nota, o partido elogia a chamada Lei de Meios e ressaltou que a nova lei contribui para “ampliar a liberdade de expressão e aprofundar as transformações democráticas” .

 
“Falcão se julga cercado pela imprensa”

No documento, elaborado sexta-feira pelas principais lideranças do partido, o PT volta a defender a regulamentação da comunicação no Brasil. “Coerente com isto, o Partido dos Trabalhadores defende a adoção, no Brasil, de medidas previstas na Constituição de 1988 e a espera de regulamentação que impeçam a existência de monopólios, especialmente a concentração de rádios e TVs, nas mãos de poucas empresas”, diz trecho da nota.

A sigla também defendeu a aprovação da Medida Provisória 579, que trata da redução da tarifa de energia elétrica no país, orienta os militantes a se mobilizarem em defesa da MP e pede que seus parlamentares se manifestem em todas as tribunas e espaços públicos.

O PT também “conclamou” seus governadores, prefeitos, parlamentares, dirigentes e filiados a defenderem o veto parcial ao Projeto de Lei dos Royalties e a decisão de destinar 100% dos ganhos da exploração de petróleo à educação.

Iolando Lourenço e Ivan Richard (Agência Brasil)
 
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UMA LEI QUE NÃO VAI PEGAR

Pode-se traduzir toda essa manifestação do PT com apenas uma frase cinematográfica – “O Império Contraataca”. Todos sabem que o PT quer mesmo controlar a mídia e mira direito na Organização Globo. Julga que poderá destruir o monopólio da família Marinho através de decreto ou lei. Ledo engano.

A esse respeito, é bom explicar aos dirigentes petistas que há séculos já foi inventado o “testa-de-ferro”, hoje mais conhecido como “laranja”. Desde sempre a Organização Globo opera essa estratégia, para burlar a atual legislação (e a próxima).

Basta olha o mapa das emissoras de televisão repetidoras da Globo no interior de São Paulo. Algumas pertencem ao Boni, mas a grande maioria é da empresa Traffic, do repórter J. Hawilla.

Se a legislação pretendida pelo PT for aprovada pelo Congresso, os irmãos Marinho simplesmente colocam parte do complexo em nome de “laranjas”, e estamos conversados. A lei será do tipo vacina e não vai pegar.

11 de dezembro de 2012
Carlos Newton

PT PAGA DEFESA DE MARCOS VALÉRIO


Os R$ 4 milhões pedidos pela defesa de Marcos Valério para defendê-lo dos processos que envolvem o mensalão são pagos pelo PT, segundo afirmou o empresário no depoimento à Procuradoria-Geral da República.
Valério afirmou que esta foi a única "contrapartida pela ajuda" que prestou ao governo e ao PT nas operações que viriam a bancar o mensalão.
 
Na última das 13 páginas do depoimento, datado de 24 de setembro, Valério responde a pergunta feita pelas procuradoras da República Cláudia Sampaio e Raquel Branquinho sobre o que recebeu em troca pelo envolvimento no esquema. O empresário é defendido pelo advogado Marcelo Leonardo no Supremo Tribunal Federal. Nas palavras de Valério, foi "a contrapartida" pela participação dele no esquema.
 
Condenado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão, Valério terá também de pagar aproximadamente R$ 2,7 milhões no processo do mensalão. Ele ainda responde a outros processos.
Em um deles, foi denunciado por envolvimento com o mensalão mineiro, que envolve tucanos de Minas, entre eles Eduardo Azeredo, ex-governador, ex-presidente do partido e hoje deputado.
 
O julgamento do mensalão concluiu, diferentemente do que disse Valério no depoimento, que sua "contrapartida" foi maior que os R$ 4 milhões que teria recebido para bancar sua defesa no escândalo.
Conforme laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Federal no contrato firmado com a Câmara, a SMPB se beneficiou do desvio superior a R$ 1 milhão.
 
Marcos Valério, seu ex-sócio Cristiano Paz e o ex-advogado Ramon Hollerbach teriam também se beneficiado com o desvio de R$ 2,9 milhões do Banco do Brasil. Mas o maior volume envolveu os desvios no chamado Fundo Visanet. As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal mostram que R$ 73,8 milhões foram desviados pelo então diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, em proveito de Valério, Paz e Hollerbach.
 
(Estadão)
 
11 de dezembro de 2012
in coroneLeaks
 
 

SAI DAÍ, MANTEGA!

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Ministro Guido Mantega está mais para uma marionete da presidente (Reprodução/Internet)

Mantega deveria sair e levar junto com ele a presidente Dilma Rousseff. Só assim nossa economia teria uma chance de sair da mediocridade completa
 A ficha já caiu para quase todo mundo. A política econômica do governo Dilma é terrível. Excessivamente intervencionista – consequência da ideologia arrogante daqueles que pensam ser possível controlar os mercados de cima para baixo –, a postura do governo afugentou os investidores, enquanto a estratégia de estimular o consumo com o crédito público já se esgotou.
O resultado é esse que está aí: crescimento pífio com inflação elevada. Alguns ainda tentam salvar a imagem de pragmática da Presidente, alegando que o problema está na comunicação com o mercado. E dizem que ela é pró-mercado, oferecendo como evidência as demandas atendidas dos grupos de interesse como a Fiesp (mercado?).
A revista britânica The Economist, que já foi usada pelos petistas como prova do sucesso de seu governo na época das vacas gordas, resolveu colocar a Presidente contra a parede: se ela é mesmo pragmática, então precisa demonstrar isso demitindo o ministro Guido Mantega. Claro que a reação dos petistas, dessa vez, não será tão amigável.

Já tem gente mandando o recado de que não é a revista quem cuida da economia brasileira.
De fato não é. Quem cuida tampouco é o Mantega, mais perto de uma marionete. Sabemos que é a própria Dilma quem toca o barco e chancela tamanho intervencionismo arbitrário.
Ela acredita nisso, e deve insistir no erro.

Portanto, não basta demitir o Mantega. Sim, ele deveria pedir para sair. Mas tinha que levar junto com ele a presidente Dilma também. Só assim nossa economia teria uma chance de sair da mediocridade completa.
 

11 de dezembro de 2012
por Rodrigo Constantino

A CAMPANHA ELEITORAL DE 2014 JÁ COMEÇOU NAS CONTAS DE LUZ

 
A oposição, que ao que tudo indica vai de Aécio Neves (ainda resta saber que tipo de jogada o governador de Pernambuco Eduardo Campos prepara para esse tabuleiro de xadrez), já sai com a fama de ter impedido a redução de 20% nas contas, que foi a promessa que a presidente Dilma fez ao País.
 
O discurso já está pronto e já foi espalhado aos quatro ventos: a redução não chegará a 20% porque os estados governados pelo PSDB, São Paulo, Minas e Paraná, não permitiram que as suas concessionárias, Cesp, Cemig e Copel, reduzissem o preço das tarifas na rodada de renegociação e renovação das concessões.
 
O governo já mostrou que gosta de brincar de capitalismo como se este fosse uma modalidade de banco imobiliário, e de tanto mudar as regras aqui e ali, instalando a volatilidade e semeando dúvidas sobre a validade das regras e dos contratos, o que conseguiu foi produzir o anti-milagre de aumentar a carga tributária de 33,58% para 35,31% do PIB e diminuir o crescimento para algo próximo de 1%.
 
A racionalidade econômica vem sendo cada vez mais substituída pelo voluntarismo, como se as regras fossem apenas um capricho que deve curvar-se à vontade política do governo e produzir o milagre intangível do famoso almoço grátis.
 
Todos devem curvar-se à vontade da rainha. O secretário executivo de Minas e Energia, Marcelo Zimmerman, saiu com a linda frase de que as companhias elétricas dos 3 estados “preferiram privilegiar seus acionistas do que favorecer o povo”, como se a função das empresas fosse encher seus acionistas de prejuízos.
 
É o capitalismo de Branca de Neve e os 7 anões, o que só funciona em fábulas.
É o tipo da demagogia primária que funciona eleitoralmente. A complexidade do tema e a necessidade que as empresas têm de manter a saúde financeira para poder continuar investindo e impedir que o sistema entre em colapso, é um raciocínio complexo demais para chegar ao consumidor.
 
Antes de baratear as tarifas, barateia-se o raciocínio. Raciocínio barato rende votos.
Todo mundo, sem exceção, acha que o governo, sim, deve baratear as tarifas de energia, que estão entre as mais altas do mundo.
 
Mas há maneiras e maneiras de fazer. Dois técnicos altamente insuspeitos de anti-governismo, como Luiz Pinguelli Rosa e Ildo Sauer, acham que o governo errou na maneira como conduziu a renovação das concessões e as elétricas de SP, MG e Paraná, estão certas em resistir à imposição de baixar as tarifas sob risco de afetar a sua saúde econômica e sua capacidade futura de investimento.
Mas o jogo de 2014 começou: política 1, energia 0.
 
11 de dezembro de 2012
(Publicado no blog do Noblat em 07/12/2012)

O HOMEM QUE DESMORALIZOU A PATIFARIA

    
          Artigos - Governo do PT 
Os estragos de Maluf se indenizam em São Paulo, com dinheiro, e se punem com cadeia. Os de Lula levarão décadas para serem retificados na consciência nacional e nas instituições do país.

Tão logo começaram a circular pelo mundo as imagens de Lula e Maluf selando aliança política para beneficiar Haddad no pleito paulistano, a mídia disciplinada pelo PT começou a reprovar o comportamento de Lula. Não o fazer seria escandaloso. Mas era preciso reprovar como quem estivesse surpreso. Como se aquilo fosse uma grande novidade e uma nódoa incompatível com a alva túnica do seráfico ex-presidente.

 
Do lado oposicionista, surgiram comentários no sentido de que se tratava de uma aliança entre iguais. Dizia-se que ambos se mereciam. Que seriam parceiros na escassez de escrúpulos.
Que os dois seriam dotados de uma consciência maleável como massinha de moldar. Também essa foi minha primeira opinião, até assistir a um debate em que tal afirmação foi feita, recebendo a seguinte contestação de um representante do PT: "Não dá para comparar Lula com Maluf. Lula não é procurado pela Interpol!".
Essa frase me levou a colocar os dois personagens nos pratos de uma balança mental das iniquidades. Instalei-os ali, enquanto sopesava as respectivas biografias, que, a essas alturas, enchiam as páginas dos blogs e sites da rede.
 
Resultado do teste: Maluf foi catapultado para cima enquanto Lula se estatelava embaixo. De fato, Lula não tem condenação criminal. Mas até mesmo na balança de um juízo moral tolerante, é infinitamente mais danoso do que seu parceiro.
O que ele fez com a política, com a democracia, com os critérios de juízo dos eleitores e com as próprias instituições nacionais é pior, muito pior do que o prontuário criminal do seu parceiro na eleição paulistana.
Os estragos de Maluf se indenizam em São Paulo, com dinheiro, e se punem com cadeia. Os de Lula levarão décadas para serem retificados na consciência nacional e nas instituições do país.
 
A sociedade, em algum momento, emergirá da letargia produzida pelo carisma do ex-presidente e pela rede de mistificações em que se envolve. Compreenderá, então, que o modo de fazer política introduzido por Lula conseguiu desmoralizar a patifaria.
Antes dele havia um certo recato na imoralidade. As vilanias eram executadas com algum escrúpulo. Quando alguém gritava que o rei estava nu, as pessoas olhavam para as partes polpudas do rei e se escandalizavam. Com Lula, as pessoas olham para o lado. Não querem ver.
São como os julgadores de Galileu que se recusavam a olhar pelo telescópio com que ele lhes queria mostrar o universo: "Noi non vogliamo guardare perché se lo facciamo potremmo cambiare". Não olham porque mudar de opinião pode custar caro.
 
Então, o rei aparece no jardim, nu como uma donzela de Botticelli, e as pessoas olham para o Maluf, de terno e gravata com ar de escândalo. Se isso não é a desmoralização da moral, se a influência de Lula nos costumes políticos não nos submete, como cidadãos, aos padrões próprios de um covil de velhacos, então é porque - ai de mim! - em algum lugar do passado recente, perdi a visão e a razão.
 
11 de dezembro de 2012
Percival Puggina
(22 de junho de 2012)

NOVO ESQUEMA DE EXTORSÃO AFETA USUÁRIOS DE COMPUTADOR

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Cibercriminosos extorquem cerca de 5 milhões por ano (Reprodução/Internet)

Cibercriminosos lançam vírus que impede o acesso e exigem multa para desbloquear o computador
Um novo tipo de golpe praticado por cibercriminosos vem causando problemas a usuários de computador ao redor do mundo.

Leia também: Como elaborar senhas à prova de hackers

O chamado ransomware, ou sequestro de informações, consiste em infectar o computador alheio com um vírus que bloqueia o acesso à internet ou às informações contidas no PC. Após ligar o computador, o usuário recebe uma mensagem, geralmente assinada pelo FBI, Anonymous, ou alguma agência de segurança, informando que deve pagar uma multa para que o acesso seja normalizado.

Segundo especialistas em segurança online, o golpe vem afetando cada vez mais usuários e causando prejuízos de mais de 5 milhões por ano. A companhia de segurança de softwares Symantec identificou cerca de 16 grupos de cibercriminosos em atuação.

Curiosamente, na maioria dos casos o usuário opta por pagar a multa. Porém, o acesso não é restabelecido. A alternativa é chamar um técnico em segurança para remover o vírus, o que pode causar a perda de todos os arquivos, já que a melhor forma de livrar um computador de um vírus é apagar todas as informações contidas.

Os especialistas em segurança estão trabalhando para rastrear os grupos de cibercriminosos. A Symantec, por exemplo, conseguiu rastrear um grupo que infectou mais de 500 mil computadores em um período de 18 dias. Mas, mesmo que tais grupos sejam identificados, prendê-los será uma tarefa difícil.

11 de dezembro de 2012

O MAPA MUNDIAL DOS ATAQUES TERRORISTAS

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Iraque ocupa a primeira posição na lista de países com mais ataques terroristas (Reprosução/Internet)

Embora os ataques sejam distribuídos amplamente ao redor do mundo, a maioria se concentra em apenas um punhado de países

Dentre os 158 países que o Instituto para Economia e Paz (IEP) monitora em seu índice de terrorismo global inaugural, apenas 31 não tiverem ataques nos dez anos anteriores a 2011.

Embora os ataques sejam distribuídos amplamente ao redor do mundo, a maioria se concentra em apenas um punhado de países. O Iraque fica em primeiro lugar, com base em uma média ponderada quinquenal do número de incidentes, mortes, ferimentos e danos de propriedades estimados.

O país sofreu a maior parte dos ataques, incluindo 11 dentre os 20 piores do mundo0, e os iraquianos representaram um terço das mortes ocasionados por terrorismo entre 2002 e 2011.

No entanto, embora o número de incidentes no país tenha aumentado desde 2007, o número de mortos caiu. Outros centros de ataques terroristas incluem Paquistão, Afeganistão e Índia.

Os piores ataques ao longo do período aconteceram no Nepal, onde 518 pessoas morreram e 216 ficaram feridas. Se há algum modesto motivo de consolo, este é o fato de que os atentados terroristas se estabilizarem desde seu pico em 2008.

11 de dezembro de 2012

LULA, O HOMEM QUE SABIA JAVANÊS

 

 
O escritor Lima Barreto publicou, em 1911, na Gazeta da Tarde, um conto intitulado “O Homem que Sabia Javanês”, no qual narra as malandragens de Castelo, típico personagem de uma República que acabara de nascer, com o objetivo, dentre outros, de corrigir as imperfeições da Monarquia, mas que, na prática, mostrou-se pior do que muitas teocracias do Oriente Médio, com a agravante de ter distribuído, sem nenhum critério senão a sabujice e a sem-vergonhice, incontáveis benesses aos mais incompetentes, vampirescos e puxa-sacos tipos daquele Brasil rural, oligárquico e paternalista.
Sentados à mesa em uma confeitaria do Rio de Janeiro, então capital do País, Castelo e Carlos, como dois bons filósofos de mesa de bar, discorrem, entre um copo e outro de cerveja, sobre os mais variados assuntos. A certa altura, ao entrarem no capítulo da monotonia das suas vidas, resumidas aos mesmos rituais diários, como ir de casa ao trabalho e do trabalho para casa sempre no mesmo horário, Castelo, decerto estimulado pelo estado etílico, confidencia a Carlos a mais sensacional das “partidas que havia pregado às convicções e respeitabilidades, para poder viver”. Relata ao amigo, entre orgulhoso e satisfeito com a própria patifaria, que ao chegar ao Rio encontrava-se literalmente na miséria, e passou a viver fugindo de pensão em pensão, sempre com os encarregados dos alugueis em seus calcanhares, quando, num belo dia, deparou-se com um anúncio de jornal com os seguintes dizeres: “Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.”
Atraído pelo anúncio e vislumbrando a oportunidade de ganhar algum dinheiro rápido e fácil, Castelo não se fez de rogado e decidiu-se de imediato a concorrer à vaga. Só havia um problema: o candidato a professor de javanês não conhecia nenhuma palavra do exótico idioma. Mas, para um rematado picareta, tal fato não passava de mero detalhe. Sem perder tempo, demandou a Biblioteca Nacional, pegou um volume da “Grande Encyclopédie”, letra J, e iniciou um estudo detalhado sobre a ilha de Java e seu idioma. Após assenhorear-se de preciosas informações sobre a geografia, a história e os costumes dos povos malaios, copiou o alfabeto, sua pronúncia e saiu pelas ruas, “mastigando letras”. Deixou uma carta no jornal oferecendo-se para o professorado do “idioma oceânico” e, dois dias depois, recebia o convite do doutor Manuel Feliciano Soares Albernaz, Barão de Jacuecanga, a quem se apresentou com um cabedal de javanês que se resumia ao alfabeto, perguntar e responder “como está o senhor?” e duas ou três regras gramaticais, tudo isso com o uso de apenas vinte palavras.
No primeiro encontro, o velho Barão foi logo indagando a Castelo onde ele aprendera o tal idioma. Surpreendido pela pergunta, o estelionatário travestido de professor disparou que seu pai era javanês, tripulante de um navio mercante, que se estabelecera na Bahia, casara e prosperara em Canavieiras. Com ele aprendera o complicado idioma. Assim, ao cabo de meia hora de prosa, estava o Barão totalmente engambelado, e o professor de araque, devidamente contratado. O velho, então, passou a lhe explicar os motivos por que desejava aprender o estranho idioma. Contou-lhe que possuía um livro escrito em javanês, com que um hindu ou siamês houvera presenteado seu avô. E que este, às vascas da morte, chamara seu pai e lhe dissera que o livro era uma espécie de talismã, mas que, a fim de evitar a desgraça e trazer a felicidade para a família, deveria fazer com que seu filho o entendesse. Daí a necessidade de aprender javanês, a despeito da idade avançada.
Como todo malandro tem lá sua estrela, o tal livro que o Barão herdara do pai fora prefaciado em inglês, fato ignorado pelo aluno, e ao verter o prefácio para o português, como se o estivesse traduzindo diretamente do javanês, o pilantra causou tamanha impressão no ancião que dali em diante tudo o que dissesse viria estampado com o selo da autoridade. Para completar, depois de dois meses de tentativas vãs, o pobre velhinho desistiu de vez do javanês, exigindo, tão somente, que o zeloso professor traduzisse para ele o conteúdo do livro. Sem nenhum pudor, Castelo, que permanecia um analfabeto no idioma do príncipe Kulanga, começou a inventar histórias tão bem elaboradas que enchiam de brilho os olhos do inocente senhor. “Ficava extático, como se estivesse a ouvir palavras de um anjo. E eu crescia aos seus olhos”, revelava a Castro, orgulhoso da própria canalhice.
Não passou muitos dias, sua fama de professor de javanês espalhou-se pela Capital da República. Por onde passava, diziam, maravilhados: “Lá vai o sujeito que sabe javanês”. Até o genro do Barão de Jacuecanga, que era desembargador, não conseguia disfarçar sua admiração pelo talentoso professor. Ao contrário, não cansava de repetir: “É um assombro! Tão moço! Se eu soubesse isso, ah! Onde estava!
Como o destino parecia lhe sorrir, o velho recebeu uma herança de um parente esquecido lá de Portugal, fato que atribuiu ao talismã decifrado pelo iluminado professor. Dias depois, falecia o Barão, não sem antes incluir Castelo em seu testamento e recomendá-lo ao Visconde de Caruru, a fim de que ingressasse na diplomacia. O Ministro considerou seu físico inadequado para a diplomacia (Castelo era mestiço), mas conseguiu-lhe uma vaga no Consulado e, dali a poucos dias, despachava-o como representante do Brasil em um Congresso de Linguistíca na Europa.
Bafejado pela sorte, Castelo sempre conseguiu contornar as situações em que poderia vir a ser desmascarado. E não foram poucas as ocasiões em que, na hora H, fora salvo pelo gongo. No Congresso de Línguistica, por exemplo, por equívoco dos organizadores – que ao analisarem seu retrato, sua origem e notas biográficas, tomaram-no por um estudioso do idioma dos nossos silvícolas - foi inscrito numa seção sobre tupi-guarani, onde entrou mudo e saiu calado. Noutra ocasião, a polícia prendeu um marujo que falava uma língua esquisita, e o convocaram para atuar como intérprete. Antes de Castelo chegar ao local, porém, o cônsul holandês já havia resolvido o imbróglio, dado que o marujo, um legítimo javanês, fez-se entender com o uso de algumas palavras em holandês.
Assim, usando de toda sorte de artimanhas e malandragens, Castelo enganou toda a República, amealhou fortuna, prestígio e destaque no âmbito acadêmico e nos altos escalões do governo, mercê da farsa que o transformou na maior autoridade brasileira sobre o idioma falado na ilha de Java.
Impossível não traçar um paralelo entre a personagem de Lima Barreto e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliás, bem que aquela hagiografia sobre Lula, com que tentaram garfar um Oscar de melhor filme estrangeiro, poderia se chamar “Lula, o Filho de Java”, a história sem cortes sobre o maior farsante da história brasileira desde o dia em que um marujo português avistou o Monte Pascoal.
O Partido dos Trabalhadores é uma sigla que abriga marxistas, anarquistas, trabalhistas, stalinistas, trotskistas, teólogos da libertação, abortistas, ex-terrotistas, mensaleiros, corruptos juramentados, quadrilheiros e, segundo comentários recentes, até hitleristas, o que, vá lá, não é grande novidade. Até o Papa Bento XVI é acusado de ter pertencido à Juventude Hitlerista, mas, pelo que me consta, jamais apoiou o extermínio de judeus, deficientes, ciganos e homossexuais. Para ser hitlerista também não é necessário ter origem ariana ou ter atuado em campos de concentração. O nacional-socialismo é, antes de tudo, um estado de espírito. È a negação das liberdades individuais e a imposição de uma ideologia fundada no autoritarismo. Neste aspecto, qualquer semelhança com o comunismo é mera coincidência. Mas voltemos a Lula.
Depois de três derrotas consecutivas em campanhas presidenciais, o grande líder das falanges esquerdistas chega ao poder com um discurso contra as “elites”, a “privataria” e o “neoliberalismo”, que ele associa ao PSDB e o então PFL, atual DEM. Sem falar que acusara Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, de tentar comprar eleitores por meio dos programas de transferência de renda. Que faz então nosso Filho de Java ao assumir o governo? Nomeia um médico para o Ministério da Fazenda, Antônio Palocci, que mantém integralmente as diretrizes da política econômica de FHC, vale dizer, austeridade fiscal, metas de inflação, superávit primário, amortização da dívida externa, contingenciamento das verbas orçamentárias, dentre outras medidas. Para o Banco Central, nosso Che Guevara javanês convida ninguém menos que o tucano Henrique Meirelles, que também não se afastou um milímetro das balizas estabelecidas no governo de FHC.
Sob Lula, a economia brasileira teve fraco desempenho. O pouco que crescemos deveu-se mais ao crescimento da China e à demanda internacional por commodities, das quais somos grandes exportadores. Para não dizer que não falei das flores, cabe aditar em favor de Lula o incentivo ao crédito e o aumento do número de empregos de baixa qualificação. Mas, como apontam os economistas, as famílias brasileiras encontram-se demasiadamente endividadas, sinal de que o remédio, se era correto, foi mal aplicado e pode vir a matar o doente.
No campo das alianças, o Mao Tsé Tung de Garanhuns mostrou toda a sua vocação para mamar em onça. Em nome da pátria, deitou-se com Sarney, Collor, Maluf, Jáder Barbalho, Valdemar da Costa Neto e toda uma súcia useira e vezeira em dilapidar os cofres públicos. “Como é patriota esse nosso Lula da Silva! Como é capaz de impor-se tamanho sacrifício em nome das glórias nacionais!”, diria aquele desembargador, genro do Barão de Jacuecanga.
Ah! Mas em matéria de defender corruptos e distorcer os fatos, nossa Rosa Luxemburgo barbuda não tem paralelo. Ali, na Casa Civil, comandada pelo seu lugar-tenente José Dirceu, foi engendrado o mais repugnante e inescrupuloso esquema de corrupção da história do Brasil. Pilhados saqueando os cofres brasileiros, os 40 gatunos chefiados por Zé Desça Daí Dirceu foram denunciados pelo Procurador Geral da República por formação de quadrilha, corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e mais uma infinidade de crimes. Acuado pelos fatos, Luiz Inácio Eu Não Sabia Lula da Silva, orientado pelo criminalista de plantão travestido de Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse que todas as falcatruas não passavam de sobras de campanha não contabilizadas, eufemismo criado por “nosso Delúbio” para caixa dois, mas que, no caso do mensalão, passava longe disso, na medida em que foi provado tratar-se de dinheiro surrupiado ao Erário.
Há poucos dias, veio à ribalta o grave episódio ocorrido no escritório do ex-ministro do STF, Nelson Jobim, em Brasília, em que Lula chantageou o ministro do STF, Gilmar Mendes, para que ele influenciasse no adiamento do julgamento do mensalão, marcado para agosto deste ano. A história vazou e Lula se homiziou em seu apartamento em São Bernardo, onde passa os dias a confabular contra as instituições republicanas e democráticas. Além, é claro, de se juntar ao apresentador Ratinho para perpetrar crimes eleitorais em horário nobre.
È pena que muita gente, desiludida e desencantada com tanta imundície produzida nos bastidores da política, não consiga abrir os olhos para os desmandos de Lula e sua trupe de aloprados. No fundo, agimos como o velho Barão de Jacuecanga. Porque queremos acreditar que Lula é fluente em javanês, aceitamos isso como um dogma. O sujeito é uma farsa ambulante, um ogro que sequer respeita a liturgia do cargo que ocupou por oito anos. Lula é, no fundo, um Castelo piorado, uma personagem que nem Lima Barreto em seus melhores dias poderia criar. E nós, meio estúpidos, meio bocós e um tanto ingênuos, tornamo-nos incapazes, como o velho Barão de Jacuecanga, de reconhecer um vigarista que nos bate à porta se oferecendo para lecionar aulas de javanês.
 11 de dezembro de 2012
PAULO MÁRCIO é Delegado de Polícia Civil desde 2001.

"NÃO FIQUEI SURPRESO"... NEM O BRASIL.



11 de dezembro de 2012

PARTIDO, ESTADO E ECONOMIA MORIBUNDOS


A essência do artigo publicado no “The Economist” está rigorosamente correta, refletindo a triste realidade do nosso país.

O silencio de nossa mídia marrom, covarde ou omissa, de economistas e de empresários sobre a real situação econômica do país, mesmo com a proximidade de sua falência, se justifica: o suborno, a corrupção, o corporativismo defensor de privilégios pagos com o dinheiro dos contribuintes fazem com que no Brasil, o fato de nossa economia apresentar um estado moribundo não estar vindo à tona como deveria, ficando escondido nos sussurros apodrecidos que ecoam nos corredores do submundo dos poderes republicanos mais sórdidos de nossa história, assim como de suas relações degeneradas com o mundo empresarial.

A bravata da presidenta contra a revista “The Economist” era esperada, pela vergonha de reconhecer que seu desgoverno já está levando o país para a falência econômica depois da falência educacional, da saúde, da segurança pública, do saneamento e da política, dando disciplinada continuidade aos estragos que seu padrinho já havia provocado.

É importante frisar que suas bravatas contra corruptos não passam de jogo de cena para a plateia do Circo do Retirante Pinóquio.
Raros serão os canalhas que irão para a cadeia ou devolverão para os cofres públicos o produto de seus peculatos, pois os telhados de vidro dos palácios da corrupção e do suborno podem vir a ser quebrados, desqualificando totalmente o desgoverno petista e criando condições para seu encerramento precoce.

A causa principal da falência econômica do país está fortemente associada ao descontrolado e irresponsável crescimento da estrutura do Estado, da transformação das empresas estatais e agências reguladores em cabides de empregos para os cúmplices da militância petista, do incontrolável assistencialismo comprador de votos e apoio popular, da absurda corrupção sem controle que grassa dentro do poder público, assim como do suborno reinante nas relações público-privadas.

Os planos mirabolantes de investimentos prometidos durante os estelionatos eleitorais de Lula não aconteceram na forma prometida – tem navio inaugurado que não consegue sair do estaleiro entre tantos outros exemplos de “mentiras políticas” –, sendo essa fraude de ser humano um ex-presidente que já deveria estar sendo julgado e preso por ter sido denunciado como o verdadeiro chefe do Mensalão entre outros crimes, mais recentemente seu relacionamento fora do casamento, denunciado pela própria vítima de crenças ilimitadas em suas ambições de poder psicopata, sua “secretária” particular, que se apresentava como sua namorada.
Para variar o ex-presidente deve declarar que não sabia e que nem conhece direito sua amada Rose, pelo menos publicamente, fora dos aposentos do avião presidencial.

Os mesmos “equívocos” de desgoverno estão acontecendo com sua protegida Dilma, que é uma repetição do modelo de seu padrinho: vive da criação, através de ampla publicidade mentirosa, de expectativas de investimentos que não serão cumpridos ou serão apenas parcialmente cumpridos, além de continuar criando instrumentos assistencialistas que induzem as vítimas da falência educacional e cultural continuarem trocando o mérito do trabalho e do estudo continuado pelas bolsas qualquer coisa, criadoras de uma massa de “desesperançosos” desocupados, eternos cabos eleitorais de quem os enganam descaradamente, tornando-os escravos de mais corrupto poder público de nossa história.

O endividamento coletivo já ultrapassou o limite da razão, a dívida pública está próxima de explodir, o custo da máquina pública é o maior do mundo, e o assistencialismo comedor do dinheiro dos contribuintes continua sem controle estabelecendo "cotas de cidadania petista" para quem se apresentar como declarado ou potencial meliante.

O paradoxo é que os podres poderes da República pagam para seus funcionários que "trabalham" nos seus escalões superiores, indicados, concursados ou contratados, os melhores salários do mundo, incluindo mordomias inconfessáveis – “segredo de estado” tipo gastos milionários com cartões de crédito corporativo.

A “mais valia fascista” continua fazendo ricos e milionários da noite para o dia enquanto os otários e imbecis dos contribuintes continuam trabalhando mais de cinco meses por ano para sustentar essa canalhada que está transformando nossa economia em uma moribunda esperança de ser uma das maiores nações do mundo.

A questão da redução das tarifas de energia é uma vergonha digna de ser feita por gente absolutamente desqualificada. Aquilo que era para ser devolvido judicialmente para a população por cobrança indevida, foi transformado de forma grotescamente cínica e hipócrita em um benefício de iniciativa do desgoverno petista, fato extremamente agravado pelas covardes acusações do governo contra empresas de energia elétrica que se recusam a serem cúmplices de tanta sacanagem.

Enquanto o BNDES enche a burra de empresários de diversos setores da economia, comprados por financiamento subsidiados e outras condições facilitadas, o país continua cada vez mais desestruturado e atrasado na sua estrutura econômica.
Logo vai começar a faltar espaço para empresários honestos continuarem gerando empregos.

O fim ou a realidade do que precisa ser conhecida pela sociedade não subornada e não corrompida, estão próximos, pela comprovação da falência do modelo desonesto utilizado pelo PT para preservar o poder conquistado em estelionatos eleitorais.

Para se livrar da desonra da incompetência comprovada, as forças desse partido degenerado estão se aglutinando para consolidar o país como uma corruptocracia fascista bancada pela omissão e pela covardia de uma sociedade decadente e corrupta, feita majoritariamente ignorante pela premeditada falência educacional do país.

Esperamos que o Ministério Público, a Policia Federal, e a parte majoritária do STF, não se omitam e não se acovardem, continuando a mostrar à sociedade o que realmente significa o jeito corrupto, subornador-fascista do PT e de sua base aliada de governar o país.
A banda podre dominou o PT fazendo com que esse partido fosse transformado em uma agremiação fascista controlada por gangsters, sendo seu líder maior já conhecido por todos, isso mesmo, aquele que nunca sabe de nada achando que toda a sociedade majoritariamente é formada por idiotas e imbecis.

Muito especialmente pedimos a Deus que continue dando força e coragem para que o Ministro Joaquim Barbosa continue cumprindo o seu papel de ajudar nosso país para deixar de ser o Paraíso dos Patifes, procurando livrar o poder público dos que formam as gangs de corruptos e subornadores que transformaram nossas instituições em Covis de Bandidos.

Que investidores sérios continuarão a investir seu dinheiro em um país que tem essas qualificações e que está próximo de tornar-se uma economia moribunda no cenário internacional, e que têm nos poderes “Republicanos” exemplos quase diários de desvios de conduta moral e ética, com a prática de peculatos sem limites? "Fool me that I like...Go fuck yourself!"
11 de dezembro de 2012
Geraldo Almendra é Articulista.

SIM, ELES PODEM...


Reservo a última coluna antes de rápidas férias para tratar da mania de certos governantes e seus partidos de se sentirem donos do governo e do próprio país.

Quando Marisa Letícia mandou a cadelinha passear em carro oficial, desenhou uma imensa estrela vermelha no Alvorada e pôs os amigos dos filhos para fazer turismo em avião e prédio públicos, estava dizendo que se sentia "em casa" e sinalizando para os vários escalões do PT que sim, nós podemos. Quer dizer: eles podem.

Foi assim, a partir de miudezas cheias de significados, que os governos do partido foram se imiscuindo nos gabinetes, vulgarizando decisões, aparelhando estatais, relativizando o conceito de ética e corrompendo seus quadros.

A chegada ao poder incluiu milhões de pessoas e rendeu recordes de popularidade e aplausos no mundo inteiro para Lula, mas inflou o seu ego e foi letal para o partido.

Desfez-se a aura, foram-se as ilusões, exauriram-se os iludidos. Os espertos correram a tirar suas casquinhas.

As histórias memoráveis, a guerra contra a corrupção, a paixão da militância, as lágrimas torrenciais na derrota de Lula para Collor, em 1989, tudo foi por água abaixo e o partido patina no mesmo lodo dos demais.

Poucas vezes, como no escândalo Rose, adversários e aliados de diferentes tendências condenaram tanto a confusão entre público e privado, citada em 9 entre 10 artigos de opinião. Ninguém tem nada a ver com a vida privada de ninguém, desde que não invada o bem público, fira princípios elementares de gestão e confira poderes extraterrestres a meros(as) terráqueos(as).

O que começa com cadelinhas para lá e para cá usando carro, motorista e gasolina públicos é o que acaba em passaportes especiais, nomeações esdrúxulas, apartamentos fantásticos e... mensalões.


Não foi para isso, convenhamos, que o PT foi criado e subiu a rampa do Planalto.
11 de dezembro de 2012
Eliane Catanhêde é colunista da Folha de S.Paulo.
(Originalmente publicado em 6 de dezembro de 2012.)

UMA INCONTIDA ATRAÇÃO PELA ROSE


Certa vez, o saudoso Joelmir Betting escreveu um breve texto que denominou de “O viajante”.

Abaixo reproduzimos uma parte da pérola, prenhe de pertinentes insinuações, sem aludir, é claro, a “mulher invisível”:

“Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem contar, ora, pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil...

Hoje, dia 15, ele completa 382 dias fora do país desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília.

Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos 984 dias fora do Palácio, em exatos 1. 201 dias de presidência.

Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.

Governar ou despachar, nem pensar.

A ordem é circular. A qualquer pretexto”.

Bajuladíssimo na terrinha, aplaudido até quando arrotava, muitos se perguntavam, “como diante de tantas mordomias, ele se afasta de nosso deleitoso convívio e viaja para alhures?”

Qual o motivo do nosso supremo afastar - se de seus súditos durante tanto tempo e tantas vezes? Tem nojo de nós? Por que será?

Naquela época, o magnânimo já havia viajado pelo mundo 102 vezes, um espanto. Outro tanto, viajou depois.

Bom, hoje descortinamos o pretexto – uma tremenda excitação pela ilustre moça - certamente com elevados atributos de difícil nomeada, mas ao que parece também capaz de mover céus e terras para a obtenção de algumas benesses para si e para o seu “tio”.

Realmente, se ela valia o quanto pesava, só descobriremos, se alguém do Ministério Público (PF?) for curioso e corajoso o suficiente para desvendar mais um filhote do Mensalão.

A máxima de que “a carne é fraca” é um dito popular bastante conhecido e, se acompanhado de outras vantagens além do prazer amoitado e em surdina, cruz credo, nem a metamorfose do alto de sua grandeza e retidão aguentaria tanto mamão com açúcar.

Portanto, é bom colocarmos as barbas de molho, pois se a sua aceitação popular alcançava 80%, agora deve chegar aos 90%, pois os nativos veem com agradável prazer acrescentar ao seu inefável currículo de embromador e de esperto “não sei, não vi e nem estava nas imediações”, que o seu guru é um fã do sexo oposto, principalmente, se for durante as árduas e trabalhosas viagens, em geral em apoio a alguns tiranetes internacionais.

Sim, ninguém é de ferro, portanto, ou finjamos que não vimos ou não acreditemos no óbvio.

A decisão é de cada um.

11 de dezembro de 2012
Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

UM PAÍS SÉRIO?


 

Cai a máscara do governo e o mundo começa a ter certeza que o Brasil não é um país sério, ao mesmo tempo em que os mais velhos relembram a célebre frase do "profeta" Charles de Gaulle, dita há mais de cinquenta anos.

Acabo de ver foto em uma das principais revistas do país, onde aparece muito à vontade, em um balneário da Bahia, um ladrão já condenado em última instância a quase onze anos de prisão, e tendo como convidada a amiga Rosemary, secretária e cacho do corrupto ex-presidente, o blindado "Capo di tutti i Capi".

Essa secretária prestava serviços burocráticos no escritório da presidência da República em São Paulo e, mesmo não sendo bilingue, acompanhava o corrupto, então presidente, em suas viagens ao exterior e lhe prestava serviços extras na suite presidencial do motel voador conhecido popularmente como Aerolula quando o mesmo cruzava o Atlântico em viagens inúteis, muitas vezes para reverenciar dirigentes que compõem a escória ditatorial do terceiro mundo, queimando querosene pago por nós.

A mim não interessa a vida particular de cada um, seja ele um simples servidor ou um presidente da república. O que eu não admito é saber que meu dinheiro, transformado em imposto e que deveria ser revertido em beneficio da sociedade, seja destinado a financiar as orgias, conforme veio a público, de um mau caráter que, por despreparo do eleitorado, chegou à presidência da república e, em seguida, reeleito com a conivência e apoio do que há de mais podre na política nacional. Esse salafrário durante oito anos não conseguiu perceber o limite entre o público e o privado.

Não é mera coincidência, se analisarmos as origens dessa gentalha, Rosemary será mais uma que responderá na justiça também por usar órgão público para a formação de quadrilhas. Na república de Macunaíma, os chefes de quadrilhas se entendem, divertem-se bastante, gastam o dinheiro roubado do erário e a classe média, calada e impotente, paga a conta. Infelizmente isso deverá continuar por muito tempo, porque do país do futebol, do carnaval e agora das novelas não podemos esperar nenhuma demonstração de cidadania que possa restabelecer a ética e a moral há muito extintas.

É verdade que esses fatos não chegam ao conhecimento e nem interessaria aos 35% da população que vivem de esmola; são coitados, analfabetos e semi analfabetos que só esperam uma única coisa, ter sua esmola depositada mensalmente e em troca dar seu voto ao candidato indicado pelo partido. Um programa de inclusão social segundo o governo; uma compra de votos para os não idiotas.

Os fatos, hoje de domínio público, pouco interessam aos beneficiários do sistema que não querem perder a boquinha e muito menos aos grandes empresários que mandam no BNDES.
No rastro dessa podridão, esse bando de corruptos ainda contam com uma imprensa marrom, que vive da rica e superfaturada publicidade oficial para dar divulgação aos feitos do governo e defender os "malfeitos" (leia-se roubo) da bandidagem oficial em parceria com a extra oficial.

Os 25% da sociedade que produzem não merecem isso. Chega da pouca vergonha promovida por essa, repito, gentalha, que contamina os três poderes da Nação e os três níveis de governo. Na verdade, não são eles indivíduos portadores de erros inatos, congênitos, apenas e infelizmente são moldados pelo Partido dos Trabalhadores, um verdadeiro berçário de corruptos que os distribui e supervisiona nos principais cargos da adminstração pública. Hoje o Estado brasileiro além de aparelhado está repleto de ladrões.
11 de dezembro de 2012
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

OS INVOLUNTÁRIOS MÁRTIRES DO REGIME

 

A conspiração do silêncio foi rompida pela revista Veja, e as falcatruas da classe política e do seu Regime de suposta democracia vieram a público.

A maioria artificial na Câmara, obtida a peso de ouro pelo Governo Federal, para aprovar legislações de interesse do Regime, denunciada por Roberto Jeferson, é a práxis das Câmaras legislativas no País.

Nos últimos 30 anos, todos os prefeitos de São Paulo e Governadores do Estado aproveitaram confortável maioria no legislativo. Não foi “a troco de conversa” que Sarney conseguiu o 5º ano de mandato e Fernando Henrique a reeleição. Lula chamou o Mensalão de caixa dois e, gaguejando, confessou em Paris, que todo mundo fazia.

O fato é que a Classe política e a alta administração pública constituem uma Casta de poder e dinheiro, à custa da Nação. Protege este Regime de Castas de Poder Político um véu de Suposta democracia, defendido por todos os beneficiários. Qualquer crítica é rotulada por eles de antidemocrática.

As oposições são de fancaria porque o Regime de Castas beneficia a todos os poderosos. Quem salvou o Lula da cassação, no episódio do mensalão, foi Fernando Henrique e o seu PSDB.

Com o mensalão, publicado e republicado na mídia, a verdade passou a ameaçar o Regime, devido à impunidade dos acusados.

O poder real, que manipula os cordéis do teatro de marionetes do poder formal, no País e no mundo, não teve outra alternativa: lançou seus antigos aliados a julgamento no Supremo Tribunal Federal, para salvar o seu Regime.

O Supremo Tribunal Federal subverteu a Ordem Cronológica dos seus processos e julgou os mensaleiros, com estardalhaço, em clara tentativa de salvar o Regime, vitimando os mensaleiros com pesadas penas de prisão.

Até aí tudo bem, porque muitos deles mereciam até o fuzilamento previsto no art 357 do Código Penal Militar, por tentar submeter o território pátrio ao talante de interesses estrangeiros, com a criação de falsas reservas indígenas e ambientais, como a IANOMAMI e a Raposa Serra do Sol - por sinal, aprovada por 10 entre 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, que, depois, com cara de maus, condenaram os Mensaleiros.

Era isso, ou a imediata queda do Regime da Suposta Democracia.

Os mensaleiros foram a bola da vez: Mártires involuntários do Sistema da Falsa República Brasileira. É falsa porque a Rés não é pública, mas privada, da casta do Poder.

Porém, o julgamento, a título de fazer Justiça, satisfazendo a justa indignação da Nação, condenou os réus, sem provas: Apenas por suposições e circunstâncias, subtraindo à sociedade os parâmetros legais e criando insegurança jurídica para todos.

Haverá um efeito cascata e todos os juízes do País passarão a julgar e condenar as pessoas de acordo com aparências, suposições e circunstâncias e não com base na lei, escoimada, em provas, como deve ser. Doravante, todos estaremos sujeitos ao cárcere ou a pesadas multas, a juízo dos prepostos do Regime.

É a ditadura do Controle Social, pela distorção da aplicação da lei penal. Apertou-se o nó do encoleiramento da sociedade. Portanto, todos fomos condenados com os mensaleiros. Agora, muitos esquecem que interessa à sociedade o império da lei e não a vontade e conveniência dos poderosos, daqui e de fora.

Outro perigo para a sociedade foi a dosimetria das penas aplicadas, que foram distorcidas e agravadas para representar o Rigor da Corte para o público.

Mesmo que existissem provas, fato quase impossível nos crimes de trafico de influência e corrupção, porque são crimes invisíveis, os crimes aludidos são continuados e os réus são, na maioria, primários. Portanto, o espalhafatoso julgamento público não poderia agravar as penas base e, muito menos, aplicar o concurso formal, porque os delitos meio não podem ser apenados. Exemplificando: o assaltante não pode ser processado por porte ilegal de armas, porque é delito meio do crime de roubo.

Sob a aparência de Rigor da Corte, o Mensalão, na verdade, foi um julgamento político, cuja principal condenada foi a Nação, que perdeu seus parâmetros legais. Tudo, para salvar o Regime da Suposta Democracia e o Sistema da Falsa República.

Compete aos segmentos esclarecidos da sociedade desmistificar os fatos, em proteção das instituições e da liberdade.

11 de dezembro de 2012
Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é presidente do Grupo de Estudos União Nacionalista Democrática – UND.