"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 7 de junho de 2013

PREÇOS DE ALIMENTOS E ENERGIA PODEM DISPARAR

           
          Artigos - Economia 
O impacto do clima na economia não deve ser subestimado. Já existem mais indícios de problemas futuros.

Durante os últimos seis meses muitos lugares ao redor do mundo registraram recordes de temperaturas baixas. As plantações de grão já sofrem. Alguns cientistas especulam que estamos entrando em um período de resfriamento.
Pesquisadores russos no Observatório Pulkovo em São Petersburgo estão dizendo abertamente que o Sol está emitindo menos calor. Aproximadamente a cada 200 anos o sol entra em uma "hibernação solar". Isso significa um período de baixas temperaturas ao redor do globo que historicamente reduzem a produção de grãos, resultando numa alta dos preços dos alimentos e, consequentemente, fome.
 

A última "mínima solar" que afetou o planeta Terra acabou na segunda década do século XIX, cerca de 200 anos atrás. Alguns leitores podem relembrar o destino do exército de Napoleão na Rússia em meio a recordes de baixas temperaturas que mataram tropas e cavalos franceses.
Esses períodos de resfriamento têm ocorrido repetidamente nos últimos dois mil anos e resultaram em fome, morte por congelamento e secas. Com as baixas temperaturas, menos água evapora e menos nuvens se formam (isto é, temos chuvas em quantidade abaixo do esperado). Já podemos constatar a alta no preço dos grãos que reflete a seca do ano passado [N. T.: sobre a ferrenha seca de 2012 veja o artigo do próprio Nyquist:

http://www.financialsense.com/contributors/jr-nyquist/signs-of-things-to-come]. Se isso é uma tendência, certamente constataremos alta nos preços dos alimentos e da energia no próximo ano.

As plantações são sensíveis ao tempo frio em todas as latitudes. O tempo frio na Flórida significa que safras de laranja serão perdidas. No meio-oeste, invernos mais longos e mais frios significam safras reduzidas e, por conseguinte, uma produção menor de milho. Países cuja produção de alimentos estão localizadas em latitudes mais ao norte, como a Rússia e o Canadá, podem passar por uma severa redução na produção de alimentos que podem desencadear consequências globais.

Grande insegurança acerca dos estoques de alimentos poderiam também estimular compras por parte daqueles que querem manter estoque nos futuros eventos de escassez. Futuramente, impulsionamentos nos preços globais dos alimentos podem acontecer ante a mera expectativa de resfriamento do clima (mesmo se o clima quente voltar). Países importadores de alimentos podem ser colocados em circunstâncias financeiras complicadas, pois serão aplicados aumentos substanciais para que se mantenham os estoques no mesmo nível. Como consequência, isso poderia desencadear problemas financeiros em muitos países, tais como os países da África e do Oriente Médio.

No mundo desenvolvido uma crise de alimentos significaria uma crise no comércio varejista, visto que os consumidores estariam gastando uma porcentagem muito maior dos seus salários nas necessidades básicas. Sem dúvida haveria menos dinheiro disponível para gastar com entretenimento e outros supérfluos.

Temperaturas mais baixas poderiam resultar em um aumento do uso de energia para aquecimento de casas e estabelecimentos comerciais e industriais. Seja como for, pagaríamos mais pela energia em invernos estendidos ou épocas de baixa temperatura. Ademais, algumas atividades industriais são sazonais. Aquelas que dependem do inverno floresceriam. As que dependerem de um clima mais quente (a maioria) perderiam dias e até meses da atividade sazonal.

Tempo mais frio significa o início das secas globais e de pastagens virando desertos, ou seja, menos sustento para o gado. O preço da carne já está subindo e já é esperado que se atinja
preços recorde neste verão [N.T.: O verão americano começa agora, quando começa o nosso inverno no Brasil]. O preço do bife hoje em dia está em média US$ 4,81 a libra [N.T.: uma libra é pouco mais de 450 gramas], sendo que a média é US$ 3,51.

Todos esses fatores já são aparentes com o início daquilo que pode ser o início de uma nova tendência de resfriamento global. Sem dúvidas, o impacto do clima na economia não deve ser subestimado. Já existem mais indícios de problemas futuros. Segundo os cientistas do Observatório Pulkovo em São Petersburgo, a "atividade solar está em declínio, então a média de temperatura anual começa a declinar...".

Se o resfriamento global é real, haverão sérias consequências: verões mais curtos, secas regionais e geadas que prejudicam plantações. Os mercados sofrerão o impacto conforme os compradores comecem a competir pelos diminutivos estoques de grãos e a instabilidade política tomará conta dos países importadores de alimentos.


07 de junho de 2013

Jeffrey Nyquist
Publicado no Financial Sense.

OS DECEPCIONADOS

      
Obama mudou? Claro que não. Caio Blinder é que começa a reconhecer vagamente o desastre, com cinco anos de atraso e nem um só pingo de vergonha.

Decepcionar-se é fácil. Alegar decepção, mais ainda.


A alegação de decepção subentende um deslize alheio, que não tinha como ser previsto pelo sujeito decepcionado. Geralmente, é um recurso utilizado por mentes maliciosas, neuróticas e/ou teimosamente cegas para eximir-se da responsabilidade sobre negligências ou escolhas pessoais mal feitas.
Muito mais difícil do que alegar decepção é, diante dela, reconhecer a própria ingenuidade (ou vigarice) — os próprios erros de diagnóstico que levaram à decepção, bem como os méritos daqueles que a previram. Isto requer esforço psicológico. Requer a auto-humilhação e o autovexame, sem os quais ninguém jamais sai da Terra do Nunca.

Os jornalistas brasileiros jamais saem da Terra do Nunca.

Têm tanto apego pelas suas paixões de juventude que, fora o extraordinário exemplo de Mírian Macedo, o máximo que conseguem fazer diante dos efeitos desastrosos das ideias e da atuação das pessoas que apoiaram é proteger as ideias e alegar decepção com as pessoas. Arnaldo Jabor e Caio Blinder são especialistas no assunto, cada qual à sua maneira.

Em agosto de 2008, escrevi: "Arnaldo Jabor (...), não tendo como negar os crimes do comunismo contra a humanidade, afastou-se de sua versão mais teen, mas não conseguiu se livrar de sua versão supostamente light (...). Foi assim que, não tendo tampouco como negar os crimes das Farc, Jabor procurou, pelo menos, absolver Karl Marx e sua teoria terrorista — naquele típico esforço sujinho de combater a diarreia, mas salvar o vírus. (...)"

Cinco anos depois, Jabor continua o mesmo. Em sua última coluna sobre o militante imaginário, com seu velho papo de “Muitos pensam que são 'marxistas'. Não são.” e sua mania de lamentar o socialismo real, mas isentar Karl Marx de culpa, ele mais uma vez "combate" a diarreia, mas salva o vírus. Para completar, ainda "combate" Lula e o PT, mas salva Dilma, o que é bastante natural: quem sempre salva o vírus precisa também salvar alguma coisa no meio da diarreia. (Com o perdão da metáfora indigesta.)

Já o obamista Caio Blinder, para não dar o braço nem o punho a torcer tão facilmente, recorre a todas as atenuações e comparações esdrúxulas de que só a cegueira ideológica é capaz, como, por exemplo, quando equipara uma antiga declaração de um senador republicano, propondo que o Fisco fosse mais exigente com grupos esquerdistas que obtinham facilidades, com a perseguição real do Fisco a grupos conservadores, sob as ordens da atual Casa Branca, enquanto grupos esquerdistas obtinham, de fato, todas as facilidades. E depois, quiçá com muita dor no coração, finalmente diz:

“Bem, claro que Obama é apenas mais um que decepciona. (...) Ele se comporta tanto de forma passiva, como se fosse um espectador do seu próprio governo ou reclamando que os republicanos não o deixam governar, mas também tem uma atitude agressiva. O Obama que prometeu transparência lidera um governo insular e secretivo. (...) O candidato Obama denunciava a expansão dos poderes do Executivo do governo Bush. É o sucessor, no duplo sentido.”

Mas Caio Blinder, tão passivo e espectador do seu próprio trabalho como aquele Obama atenuado que ele quase critica, havia mesmo acreditado na promessa de transparência? Não sabia que Obama “expandiria” os poderes do Executivo para muito além do que Bush jamais ousou? Não leu o livro Regras para radicais, de Saul Alinsky, o guru do candidato que ele apoiava? Não leu Olavo de Carvalho? (Nem sequer o Blog do Pim?...)

Sim. Não. Não. Não. (Não!) A gente sabe as respostas às perguntas que ele se recusa a se fazer. Obama mudou? Claro que não. Caio Blinder é que começa a reconhecer vagamente o desastre, com cinco anos de atraso e nem um só pingo de vergonha. A rigor, ele nem chega a se admitir decepcionado. Obama é que decepciona — não se sabe exatamente quem. E é “apenas mais um” a fazê-lo...

Pois é. É por isso que, ao analisar Jabor e Blinder, e lembrar o entusiasmo devoto de Marcelo Coelho, Janio de Freitas, Eliane Catanhêde, Luis Fernando Verissimo, Antonio Candido e demais intelectuais esquerdistas da Terra do Nunca com a eleição de Lula — “O Chefe” —, não posso deixar de perguntar:

Quantos impostores serão “apenas mais um” a decepcionar os incautos leitores dessa gente?

*****

Notas:

1.

Chamar esquerdista de anta é uma puta sacanagem com as antas. As antas têm hábitos solitários, só são encontradas juntas durante o acasalamento e a amamentação. O militante esquerdista é o oposto: anda em bando, pensa em bando, respira em bando. Seu único hábito solitário é a masturbação.

2.

A PROMESSA
“Quando eu for presidente, uma das primeiras coisas que eu vou fazer vai ser chamar meu procurador-geral e dizer a ele ou ela: eu quero que você revise cada medida provisória que tenha sido emitida pelo presidente (George W.) Bush, seja ela relacionada a escutas telefônicas sem ordem judicial, seja sobre detenção de pessoas, ou leitura de e-mails, ou o que quer que seja. Eu quero que você passe por cada uma delas e, se elas forem inconstitucionais, se elas estiverem violando desnecessariamente as liberdades civis, nós vamos derrubá-las, nós vamos mudá-las.”

Barack Obama, 29 de outubro de 2007.

[Em vídeo, do minuto 1:50 ao 2:15]

A REALIDADE

Governo vasculha dados de fontes como Google e Facebook
(
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/eua-governo-vasculha-dados-de-fontes-como-google-e-facebook)
6 de junho de 2013

“A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos e o FBI têm acesso direto aos servidores centrais de nove das maiores empresas de internet americanas. [Microsoft, Yahoo, Google, Facebook, PalTalk, YouTube, Skype, AOL e Apple.] A inteligência americana pode consultar áudios, vídeos, fotografias, conteúdos de e-mails, arquivos transferidos e conexões dos usuários. O programa altamente secreto é chamado de Prisma (...).

O esquema reforça as provas de que o governo Barack Obama tem ignorado os direitos civis dos cidadãos americanos de forma disseminada. Além de espionar jornalistas, (...) a administração do democrata também direcionou suas garras a um número infinitamente maior de cidadãos, que não eram suspeitos. (...). A informação [do Washington Post, um jornal obamista, hein...] vem à tona um dia depois que o jornal inglês The Guardian revelou que o governo tem acesso a dados de telefonemas de milhões de usuários da Verizon, uma das maiores companhias telefônicas dos Estados Unidos. A ordem era conseguir os números de origem e destino das ligações, locação, horário e duração das chamadas, no período entre 25 de abril e 19 de julho deste ano. (...)”

Sorria! Você está no Big Brother de Barack Obama. O homem que cumpre exatamente o oposto do que promete. Se Bush colocou o Estado no encalço do terror e avisou à população, Obama universalizou a espionagem e não avisou ninguém.

É comunismo explícito. Estado policial esquerdista. Ele sabe da sua vida inteira.

3.

Eu avisei. É sempre assim. Comportou-se direitinho? Ajudou o governo a cometer e/ou acobertar seus crimes? Parabéns. Você está promovido(a)!

Barack Obama nomeou Susan Rice, aquela que mentiu ao país inteiro em 5 programas de TV sobre o ataque terrorista em Benghazi, a nova conselheira de segurança nacional. Isso mesmo: de segurança nacional.

Se o Brasil pode ter os mensaleiros petistas José Genoino e João Paulo Cunha na Comissão de Justiça, por que os EUA não teriam Rice na segurança, não é?

Tanto lá quanto aqui, nenhum artista dá selinho por essas coisas mesmo...

4.

Eu fico até orgulhoso quando meus textos são lidos em voz alta no plenário americano, de modo que, dessa vez, nem vou traduzir de novo para a língua pátria. O republicano Jim Bridenstine
falou muito direitinho — e, para bom entendedor, meio Blog do Pim basta.


5.
Em tempo: O vídeo abaixo também resume em 1 minuto como os EUA estão virando um grande Brasil, onde ninguém sabia de nada. A bravata final de Obama — "O que eu continuo a acreditar é que, no fim das contas, a responsabilidade é minha. Eu vou ser o responsável." — foi dita em 7 de janeiro de 2010, quando o bicho, claro, não estava pegando ainda. Ele disse que a responsabilidade seria dele, mas, na hora dos escândalos, não sabe de nada (ou manda Hillary assumir tudo em seu lugar). Lula fez escola. Deve estar até orgulhoso...

07 de junho de 2013
Felipe Moura Brasil

 

NOSSOS BOSQUES TÊM MAIS FLORES E NOSSAS PUTAS FALAM INGLÊS


Está divertido observar as idas e vindas do governo tatibitate do PT. Ora enaltece o homossexualismo para depois recuar, ora louva as prostitutas para depois fazer mea culpa. Após a campanha desastrada do ministério da Saúde atestando a suma felicidade de vender o próprio corpo, em vez de demitir-se o ministro da Saúde, foi demitido um guri de recados. E a campanha adquiriu novo formato, que acaba de entrar no site do ministério.

As peças tiveram o reforço da mensagem de prevenção e do uso do preservativo. A ação usou outro slogan: "Prostituta que se cuida usa sempre camisinha" em vez de "Sem vergonha de usar camisinha".

Saiu pior a emenda que o soneto. No fundo, o ministério da Saúde está reiterando a defesa da prostituição. Logo neste país cuja presidente denuncia em público os “crimes monstruosos do tráfico sexual”. Nas tribunas internacionais, o Brasil quer afastar a imagem – promovida inclusive pelas embaixadas brasileiras – de paraíso sexual. Para o público interno, o governo faz – e continua fazendo – a apologia da prostituição.

Tudo bem. Prostituição não é crime no Brasil. Mas o favorecimento à Prostituição - induzir, atrair, facilitar ou manter alguém na condição de prostituto/a – continua sendo. E é isto que o governo está fazendo com sua desastrada emenda ao soneto de rima pobre, ao admitir que prostituta que se cuida usa sempre camisinha. O governo está preocupado em preservar a saúde das profissionais, para que bem possam exercer seu nobre ofício.

Fosse só isto não era nada. Em Minas, a Associação de Prostitutas do Estado de Minas Gerais (Aprosmig) está oferecendo, há dois meses, cursos gratuitos de inglês para facilitar o trabalho com os turistas durante os eventos esportivos. O país não pode fazer feio durante as copas.

O que me lembra a Cuba de Fidel. No início da “revolução”, Castro alegava que a Cuba de Batista era um bordel dos Estados Unidos. Com Castro, o bordel internacionalizou-se. Virou bordel do mundo todo. A tal ponto que, interrrogado porque as universitárias se prostituíam em Cuba, defendeu-se: “Nada disso. É que em Cuba até as prostitutas têm nível universitário”. Não estou fazendo piada. Isto foi dito pelo ditador.

Universitária vale ouro no mercado. Nos dias de Nelson Rodrigues, prostituta com curso científico dava status ao cliente. O Brasil avança. Beijo na boca custa mais caro. Ser bilíngüe também. O que me recorda episódio que vivi em meus dias de Folha de São Paulo. Aconteceu em 91.

Era fim de noite, eu havia lido os jornais do dia, o telex ronronava tranqüilo. Para espantar o tédio, comecei a ler classificados. Fui direto às massagistas especiais, setor que me fascina por seus eufemismos. Os jornais do centro do país anunciam diariamente profissionais que oferecem mãos de fada, boca de ouro, seios rijos, cintura fina, pernas torneadas, bumbum arrebitado, olhos verdes e rosto de princesa. Tudo aquilo ao alcance de um telefonema. Como o preço já especificado no próprio anúncio.

Até aí, tudo bem, esse mercado não me é desconhecido. O que me espantou, em todos os jornais, eram os anúncios mais caros, os das belingues. Se é caro deve ser bom, pensei, mas mesmo depois de velho não tinha a mínima idéia do que eram belingues.

Enfim, nada como uma sopa de cebola após um plantão de fim de noite. O planeta bocejava de tédio, eu de sono. Lá pela uma da matina, dei por finda minha missão de vigia noturno dos sobressaltos da história e fui ao Eldorado, bar tradicional da madrugada paulistana, em um hotel da São Luís. O Eldorado sempre me transporta aos cafés europeus. Só me sinto em casa quando ouço várias línguas a meu redor, e lá estava eu, longe desta sofrida São Paulo, tão violentada pela cruel Erundina. Estava, de repente, no Primeiro Mundo.

Em meio a viajantes de todos os quadrantes, uma bela mostragem de mulheres lindas e disponíveis. Claro que toda mulher linda na madrugada, sorrindo pra gente, tem seu preço. Ou então a lógica desembarcou do planeta. Na mesa ao lado, três deusas me exibiam os dentes. Eu estava cansado, sem falar que já havia chegado àquela idade intolerante, na qual levar um bom livro para a cama me dava mais prazer do que muita mulher. Que mais não seja, um bom autor não diz bobagens. Enfim, aqueles dentes que pediam para serem secados ao relento acabaram despertando em mim o eterno sátiro. Convidei as moças à minha mesa.

Apresentações rápidas e vamos ao que interessa: quanto é que é? Claro que em tais ambientes não se fala em cruzeiros. Portanto, 200 dólares. Em um primeiro momento, não me pareceu caro. Três mulheres maduras, como gosto, e insinuando um sofisticado knowhow, não é toda madrugada que encontramos por esse preço. Se bem que, após uma jornada tensa de trabalho, corpo exausto, levar aquele trio para casa, mais que uma temeridade seria um desperdício. Estou morto, aleguei. Nós te ressuscitamos, revidaram as deusas, cientes de seus poderes.

Sei lá por quê, lembrei do Cristo. Se ele sozinho havia ressuscitado Lázaro, bem que uma me bastava. E dispensei duas, sempre pensando com meus botões: é meu tudo que está ao alcance de minha mão. Nada como um dia depois do outro. Havia um congresso de médicos-residentes naquela semana em São Paulo, e minhas deidades preteridas se espalharam pelo bar, com a nobre intenção de tratar bem destes profissionais que tão mal nos tratam.

Já antecipava mentalmente o que estaria acontecendo dali a pouco, quando me ocorreu um senão: eu não tinha dólares. Envergonhado, voltando de repente ao Terceiro Mundo, perguntei timidamente à minha eleita se dignar-se-ia aceitar moeda vil. Tudo bem, disse a moça, a gente faz pela cotação do dia. Foi justo naquela data em que o dólar parou nos 500 collorcruzeiros, o que me facilitou as contas. Setenta por quinhentos dá 35 mil, pensei. Vale!

Devo ter pensado em voz alta, pois aqueles dentes lindos desapareceram de repente de meu raio visual. Como setenta? — perguntou a moça. Claro, meu anjo. Duzentos dólares por três dá dízima periódica. Como não gosto de discutir centavos, arredondei por alto, setenta. Que fiasco, leitor! Era duzentos por cabeça.

Otimista como sou, pareceu-me que nem tudo estava perdido. A aura de encantamento que emanava das três meninas havia feito esquecer meu propósito original, uma casta sopa de cebola. E continuava com fome. Por 200 dólares, imaginei que seria recebido com um faisão trufado, escargots de entrada e talvez profiterolles de sobremesa. Depois então, mas só depois... Puro devaneio. Duzentos era a prestação devida exclusivamente a seus serviços profissionais. Fora táxi e eventualmente motel.

Há determinados ramos do comércio nos quais não cabe pechinchar. Como dizia Walter Benjamin, prostitutas são como livros, podemos levar quantas e quando quisermos para a cama. Naquela altura, já interiormente decidido a mergulhar na madrugada em algum capítulo do Quixote, me permiti tecer algumas considerações sobre o momento crítico que vive a nação. Nada de regateio, apenas o prazer de teorizar.

As moças aproveitavam o congresso de médicos para arredondar a receita de fim de mês. Ora, neste país em que médico em começo de carreira ganha por hora menos que encanador ou azulejista, médico-residente anda matando cachorro a gritos. Por sofisticadas que fossem as três, a meu ver nada entendiam de marketing. Fossem girar bolsinhas em um congresso de metalúrgicos do ABC, ou de estivadores de Santos, teriam cientificamente maiores possibilidades de ganho.

Ela concordou comigo. Mas pedia que eu ponderasse suas razões. Não era exatamente uma dessas meninas que fazem amor baratinho, com um olho no relógio para bem organizar o faturamento do dia. Nós — insistiu — não somos profissionais fulltime. Nós gostamos de unir o prazer ao dinheiro. Podes me imaginar na cama de um estivador, por mais dólares que me paguem?

De fato, não conseguia. No fundo, tinha de concordar com ela. Claro que ela merecia 200 dólares. Mas, argumentei, por quatro noites contigo eu pago um vôo Buenos Aires-Moscou-Buenos Aires. Lá, sobre a tumba do finado comunismo, pelo menos enquanto os sórdidos hábitos capitalistas não contaminarem as ex-camaradas, posso ouvir eslavas uivando na língua de Dostoievski, por uma calcinha rendada ou um secador de cabelos. Pode ser, admitiu a moça, confessando que não conhecia Moscou. Mas alegou que precisava valorizar-se. Sem falar que era belingue.

Senti um frio no estômago ao ver meus duzentos dólares batendo asinhas. Essas eu não conhecia. E tinha uma a meu lado, pronta para o consumo, bastava apenas aceitar seu preço. Nunca é tarde para aprender coisas novas, pensei. Já me dispunha a levantar a moça, quando me ocorreu perguntar: mas belingue, como é que é mesmo? Ela se espantou com minha incultura. “Jura que não sabe, amor?”

Não sabia mesmo. Vagamente me ocorria uma mulher com duas línguas. Ela sorriu divertida: “ora, querido, sabes muito bem que isso não existe. Nós, belingues, falamos também inglês”.

Foi a minha vez de sorrir. Vai ver ela queria dizer bilingüe. E já não tinha mais sopa de cebola no Eldorado. Pedi uma salada niçoise a quatro dólares, economizei 196. Mais quatro noites sem minhas belingues, estou em Moscou. Compro uma bijuterias dos camelôs que a cruel Erundina instalou no Brás, e seja lá o que Deus quiser!

Sempre fomos um país generoso e hospitaleiro. Nestas copas, o Brasil não vai deixar o turista na mão. Nossos bosques têm mais flores e nossas putas falam inglês.


07 de junho de 2013
janer cristaldo

BRASIL É REPROVADO NA ATRAÇÃO DE INVESTIMENTO EXTERNO

Estudo mostra que país é ineficiente em 41 de 57 itens
 
O Brasil foi reprovado em 41 dos 57 itens avaliados em sete pilares econômicos analisados no relatório Charting a Steady Course (Traçando um Curso Estável, em tradução livre) realizado pela consultoria americana Boston Consulting Group.

 
Obtido com exclusividade pelo GLOBO, o levantamento analisa a capacidade brasileira de atrair empresas internacionais e se estabelecer como um importante ponto de investimentos estrangeiros em relação a outros 13 países divididos em (Hubs Internacionais) :
 
Hong Kong,
Cingapura,
Reino Unido e Estados Unidos,
(Nações Desenvolvidas) :
França,
Alemanha,
Japão e Coreia do Sul
 
e (Nações em Desenvolvimento) :
Chile,
China,
Índia,
México e Rússia.

Os 41 itens reprovados representam 71% dos dados analisados.

Segundo o estudo, a infraestrutura aérea está morrendo, a qualidade e o custo das telecomunicações são altamente onerosos, a burocracia é impeditiva e o apagão de profissionais bem qualificados em setores considerados essenciais atravanca projetos.

- Temos um país com economia sofisticada, estável e bastante pró-negócios, com legislação considerada sólida. Mas temos enormes desafios a transpor na infraestrutura, na educação e nos cenários de negócios - diz André Xavier, sócio do Boston Consulting Group.

Na quarta-feira da semana passada, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre frente ao último trimestre de 2012.

As previsões são de que o país deve ter expansão em torno de 2% este ano. O consumo das famílias e do governo ficou estagnado e os investimentos ainda não decolaram: 
houve aumento de 3% entre janeiro e março, mas a taxa ficou em 18,4% do Produto Interno Bruto, abaixo da meta de 20%.

Para crescer de forma saudável, diz o estudo, o Brasil precisa reequilibrar a demanda, direcionando mais esforços ao investimento.

 Globo
(Sérgio Vieira)
07 de junho de 2013

O TEMPO É SENHOR DA RAZÃO 2. "O BRASIL QUE DAVA ERRADO E O BRASIL QUE ESTÁ DANDO CERTO".


HOJE O BRASIL REAL : O Brasil que não está dando certo 
Na última campanha presidencial, o País foi conclamado pela candidata vitoriosa a escolher entre "o Brasil que dava errado e o Brasil que está dando certo". 
Passados pouco mais de 30 meses, o problema central do governo eleito em 2010 passou a ser evitar que se dissemine no eleitorado o sentimento de que o Brasil não está dando certo.
No início deste ano, já não havia dúvida de que o desempenho econômico do primeiro triênio do governo Dilma Rousseff estava fadado a ser muito medíocre.
E, como essa perspectiva havia deixado o PT bastante apreensivo, o lançamento da campanha presidencial foi antecipado, para conter o ceticismo do partido sobre o projeto da reeleição. Em entrevista ao GLOBO, em 28/4, o senador Jorge Viana, prócer inequívoco do partido, confirmou que a antecipação da campanha, patrocinada por Lula, em fevereiro, havia sido "um movimento interno para o PT.
Como alguns levantavam dúvidas, ele disse que ela era candidata. Com isso liberou a presidente para ficar livre, leve e solta para governar". Se, de fato, era essa a intenção, o efeito tranquilizador sobre o PT durou pouco.


O País chega ao fim do primeiro semestre com um quadro inflacionário preocupante e perspectivas de expansão da economia cada vez mais desalentadoras.

O desempenho do nível de atividade no primeiro trimestre reforçou as previsões de mais um ano de crescimento pífio. A mediana das últimas expectativas de mercado coletadas pelo Banco Central já aponta para uma taxa de expansão do PIB de menos de 2,8% em 2013.

O que deixaria a taxa média anual de crescimento do primeiro triênio do governo Dilma Rousseff em pouco mais que 2,1%.
É natural que o PT esteja de novo alvoroçado e apreensivo com os riscos da reeleição. Há meses, o partido ainda alimentava a fantasia de que, em 2014, poderia tentar vender ao eleitorado um pacote fechado de 12 anos de governo petista, no qual o desempenho sofrível dos quatro anos de Dilma estivesse compensado pelo desempenho dos oito anos de Lula.
Mas já percebeu que isso não será tão fácil.
Há poucos dias, o próprio presidente do PT reconheceu que o legado dos anos Lula será "insuficiente para garantir a reeleição".

Na verdade, não é só o PT que vem acalentando a ideia de um Plano B. A antecipação da campanha presidencial vem obrigando toda a base aliada - governadores, senadores e deputados - a antecipar seu reposicionamento para as eleições 2014.

E é a incerteza sobre o projeto da reeleição que explica boa parte das notórias dificuldades que a presidente vem enfrentando para manter a base aliada sob controle.

Em longa entrevista publicada em livro sobre os 10 anos de presidência petista (http://www.flacso.org.br/dez_anos_governos_pos_neoliberais/archivos/10_ANOS_GOVERNOS.pdf), Lula relata de forma muito franca as dificuldades que teve de enfrentar para levar à frente a ideia de lançar Dilma Rousseff como candidata a presidente.


"Eu sei o que eu aguentei de amigos meus, amigos mesmo, não eram adversários, dizendo: Lula, mas não dá. Ela não tem experiência, ela não é do ramo. Lula, pelo amor de Deus."


É fácil imaginar, tendo em vista o que se viu nos últimos 30 meses, a pressão que esses mesmos interlocutores estarão fazendo, agora, para que o projeto da reeleição ceda lugar a um Plano B.
Em meio ao clima de desconfiança que vem marcando as relações do Planalto com o PT e a base aliada, a presidente, em atitude defensiva, vem tentando recuar para um círculo mais restrito de auxiliares, com quem teve oportunidade de construir relações mais sólidas.

Bem ilustra esse recuo a crescente ascendência que vem tendo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre a presidente, graças à confiança mútua desenvolvida entre eles desde a época em que foram ambos secretários do governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul.

Nesse caso específico, é fácil perceber que o recuo da presidente para um círculo mais restrito de auxiliares não é sem custo. Implica grave perda adicional de racionalidade na condução da política econômica.

Rogério Furquim Werneck O Globo
07 de junho de 2013

O TEMPO É SENHOR DA RAZÃO! INAPTIDÃO PARA GOVERNAR.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9EFDVn4xxwCi5MlsK-Mg57nQhPrkh4acrYUn6y1Pr6Cuj6DyvI4fdkVBLcTeJ3AGyeZSf9ab_6sO1RCS-kNEH5fKJANoG6JanFt9XWQq9W86AxSkVSsA71RJUpYE9XutIh5jN5Z1jZGh8/s320/dilma.jpg
Da questão indígena aos portos brasileiros, um traço comum marca a atuação do governo federal:
a omissão.

A inabilidade em arbitrar controvérsias, a demora em buscar soluções e a dificuldade para construir consensos acaba sempre desaguando em conflitos.

Esta é uma gestão que se notabiliza pela vacilação no decidir, pela demora no agir e pelo titubeio no fazer. Ou seja, pela inaptidão em governar.
Neste momento, a crise mais aguda envolvendo a incapacidade federal para fazer o que lhe cabe refere-se ao embate entre índios e produtores rurais no Mato Grosso do Sul. Conflitos por terra são bola cantada há tempos, mas vêm sendo ignorados pela gestão petista, descuidada de evitá-los, incompetente para resolvê-los, leniente em arbitrá-los.
O tema é sensível e não aceita soluções padronizadas, receitas únicas. Há demandas que são legítimas; há outras que são abusivas. Decidi-las equilibradamente dá trabalho, exige dedicação, capacidade de interpretação, de discernimento e de julgamento. 

Todos, artigos raros na administração da presidente Dilma Rousseff. 
 
Na questão indígena, a atual gestão tem sido marcada por processos fundiários quase paralisados, ausência de investimento sério na gestão das terras demarcadas, imposição de obras impactantes sem consulta e com condicionantes fictícios, conforme resumiu Márcio Santilli, ex-presidente da Funai, em artigo recente na Folha de S.Paulo.
 Ou seja, notabiliza-se pela omissão. 
 
Desde o início de 2011, apenas duas terras indígenas foram demarcadas, um dos registros mais baixos que se tem notícia no país. Há 14 processos de homologação em andamento na Funai e outros nove já encaminhados ao Ministério da Justiça aguardando assinatura de decreto homologatório, segundo o Valor Econômico.

A maioria dos processos se arrasta há anos, prejudicando quem quer ter acesso à terra e também que nela trabalha e produz. A incerteza e a insegurança afetam proprietários e atiçam demandantes. O governo federal parece crer que empurrar os problemas com a barriga ou varrê-los para debaixo do tapete seja a melhor solução.
Como se viu em Sidrolândia (MS), não é.

A conflagração de disputas como a que acontece agora não apenas no Mato Grosso do Sul, mas também no Rio Grande do Sul, no Pará e no Paraná, mostra que o vácuo nunca é o melhor árbitro para as questões. É a ausência do Estado justamente onde é mais necessário que abre espaço para a violência - de ambas as partes.

A mesma omissão federal também se manifesta na reforma da legislação dos portos. Assim como a questão que opõe produtores rurais e indígenas, o tema é de interesse nacional, estratégico, sensível. Exige, pois, abordagem cuidadosa, estudada e, sobretudo, negociada. Mais uma vez, tudo o que a atual gestão não consegue contemplar nos seus afazeres.

A aprovação do texto, enviado por meio de arbitrária medida provisória, já foi uma verdadeira guerra no Congresso - felizmente, ao contrário do que acontece em Sidrolândia, sem mortos. As idas e vindas em sua curta e apressada tramitação jogaram interrogações sobre a real capacidade que a nova legislação terá para fazer deslanchar os necessários investimentos em nossos portos.

Agora, para azedar um pouco mais o caldo, o Planalto impôs dez vetos ao texto aprovado por deputados e senadores, atiçando novamente a discórdia.

O erro vem desde a partida:
impor goela abaixo uma reforma que se pretende tão profunda, manietar o debate com a sociedade e trucidar as prerrogativas do Legislativo. Assim como acontece com os índios, o conflito está longe de chegar ao fim.

É sempre mais fácil governar quando se tem um projeto claro apresentado à sociedade e por ela referendado.

Quando comandar o país confunde-se com o mero desejo - em alguns casos, melhor seria dizer com a gana - de se perpetuar no poder, exercer o comando da nação torna-se mais complicado e menos legítimo. Administrar acaba se tornando um cabo de guerra.

E nisso vai muito tempo perdido, sangue derramado, dinheiro desperdiçado.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
07 de junho de 2013

TODO BRASILEIRO SONHA TER UM ANDROID MUNDURUKU


 
Índio munduruku, da tribo que aluga chata para garimpo ilegal de ouro no Rio Tapajós, registrando em celular de última geração o seu protesto contra Belo Monte em frente ao Palácio do Planalto. Eu também quero um android munduruku.
 
07 de junho de 2013
in coroneLeaks

R$ 39,90 PELA BIOGRAFIA DO CHEFE DA QUADRILHA DO MENSALÃO É UM ROUBO!



Chegou hoje às livrarias o livro Dirceu: A biografia, escrito por Otavio Cabral, editor da revista de Veja. Publicado pela Record, a obra traz informações e documentos exclusivos sobre a trajetória do petista, desde a sua infância em Minas Gerais até o julgamento no processo do mensalão.
 
Para fazer o livro, Cabral entrevistou 63 pessoas próximas ao petista e descreveu a vida do ex-ministro da Casa Civil de Lula, condenado no processo do mensalão e apontado pela Procuradoria Geral da República como “chefe da quadrilha”.
 
A obra aborda ainda o período em que Dirceu viveu em Cuba e, depois, na clandestinidade no Brasil. Jornalista há mais de 20 anos, Cabral cobriu os principais acontecimentos políticos do País em Brasília entre 2000 e 2010. Antes de Veja, trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Notícias Populares.
 
A biografia, não autorizada, seria publicada pela editora Leya, que acabou desistindo do projeto alegando questões jurídicas. O livro será vendido por R$ 39,90. Leia aqui uma matéria do jornalista sobre Zé Dirceu.
 
07 de junho de 2013
in coroneLeaks
 
NOTA AO PÉ DO TEXTO
 
Ora bolas! Será que ainda há alguém disposto a perder tempo com isso?! Bem, se já escreveram uma avantajada biografia do Sarney - não sabemos informar se alguém leu... - por que não a do Zé?
Se o negócio é entretenimento e perda de tempo, melhor será ler o processo 470. Não é obra de ficção, mas é diversão garantida! E ainda fica o emocionante desfecho, que ninguém sabe que rumo tomará! Trata-se, é verdade, de muitos quilos de leitura, mas o interessante ainda está por vir... E será surpreendente! Certamente, quem ler, não gostará! Eu garanto!
m.americo

EXCLUSIVO! PT ESPALHA MENTIRA CONTRA AÉCIO NA REDE. OFICIALMENTE.


O site nacional do PT publicou, ontem, matéria caluniosa informando que o Ministério Público Estadual de Minas Gerais teria reaberto investigação sobre investimento publicitário do Governo de Minas na Rádio Jovem Pan-BH (Arco Íris), de propriedade de familiares do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato adversário de Dilma Rousseff, em 2014. Veja o print abaixo. 



É uma falsa denúncia que mostra o nível de baixaria que o Partido dos Trabalhadores está disposto a fazer para destruir a reputação de adversários políticos. É uma típica estratégia dos aloprados que produzem dossiês e dos mensaleiros condenados por roubar dinheiro público. Nenhuma surpresa. O PT também usou o twitter para atacar Aécio com a sua calúnia

A denúncia é requentada pela filial mineira da central petista de espalhar boatos. Tem origem em 2011, quando dois deputados apresentaram esta denúncia de favorecimento no Ministério Público Estadual. A mesma foi investigada e arquivada por total  ausência de fundamento. Nenhuma irregularidade foi constatada na investigação.

Em 2012, os mesmos parlamentares retornaram com a mesma representação ao Ministério Público. Como o assunto já havia sido investigado o tema foi levado ao Conselho Nacional do Ministério Público em Brasília, onde a representação foi arquivada com o voto unânime de todos os membros do Conselho.

 
Agora, em 2013, zombando da instituição e tentando criar um novo factoide, os mesmos deputados apresentaram pela terceira vez a mesma representação ao Ministério Público. Como se trata de assunto já investigado e arquivado, a mesma foi, obrigatoriamente, arquivada.  Apesar do arquivamento, o PT mentiu para o país e publicou com destaque em seu site nacional que uma nova investigação iria começar.

Logicamente, a rede da lama composta pelo site Conversa Afiada e Revista Forum, aquela mesma que serviu de link para a Dilma Bolada caluniar Aécio Neves, repercutiram o fato. Fakes famosos do PT como o responsável pela divulgação da Lista de Furnas, Stanley Burburinho, entraram na corrente do esgoto.
 
O objetivo do partido dos trambiqueiros é reforçar a idéia de que ao contrário dos mensaleiros ladrões das suas fileiras, Aécio Neves está blindado pela Justiça. O partido do Mensalão continua medindo os outros pela sua régua, justamente no dia em que o guarda-costas de Lula tem o seu sigilo bancário quebrado e terá que explicar de onde veio a dinheirama que entrou na sua conta.
 
Por fim, o Ministério Público de Minas Gerais, inquirido pela imprensa nacional se havia alguma ação aberta contra Aécio Neves, foi lacônico: "a assessoria de comunicação do Ministério Público de Minas Gerais esclarece que inexiste, no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça, investigação sobre repasse de verbas do governo do Estado para a Rádio Arco-Íris – Jovem Pan BH." Tanto que a mídia, hoje, não publicou uma só linha sobre o assunto.
 
Mas a máquina de espalhar lama na internet não parou. Desde a semana passada milhares de anúncios pagos no Facebook estão divulgando reportagem do Estadão de 2012, falando da abertura da antiga investigação como se fosse  uma nova e que estaria ocorrendo agora. E os fakes simpatizantes do partido dos trambiques e da roubalheira entraram em ação:
 









Pego na mentira e na detração, o que fará o PT Nacional? Vai pedir desculpas pela sua baixaria? É claro que não. A gentalha não se emenda. Isto é apenas o começo. E o que Aécio Neves pode fazer? Processar a jornalista que publicou e assinou a matéria falsa? Quebrar o sigilo do facebook como o fez o fake oficial da Dilma, a Dilma Bolada, que recebe uma bolada para dar eco a toda a sorte de ataques?

É importante frisar que a origem de toda lama é o deputado Rogério Correia (PT-MG). Aquele mesmo da Lista de Furnas, ícone da podridão petista, que foi denunciado em dezembro de 2011 por três partidos políticos PPS, PP e DEM, além do PSDB,  após fundadas suspeitas  de que ele teria utilizado recursos públicos em benefício pessoal do falsário Nilton Monteiro que se encontra preso pela falsificação de documentos e promissórias que somam mais de 300 milhões de reais.

O deputado teria usado sua verba de gabinete para pagar o escritório de advocacia que trabalhava para Monteiro, que cedeu advogado da liderança do PT na Assembleia de Minas para, em horário de expediente, atender interesses particulares do falsário. Além disso, teria cedido seu principal assessor para ajudar Nilton Monteiro na suspeita obtenção de modelos de assinaturas de políticos e empresários, como constam de gravações realizadas pela Policia Federal. 

O processo que pede a condenação de Rogério Correia por improbidade administrativa está parado faz um ano no Ministério Pùblico de Minas Gerais. Quem está blindado? Quem comprovadamente cometeu crimes ou quem está sendo atacado por uma quadrilha especializada em dossiês e ataques organizados na internet? Abaixo, o ofício datado de hoje, do Ministério Público de Minas Gerais, a prova concreta da mentira oficial do PT e das suas milícias virtuais, soldados da lama e da sujeira na internet:
in coroneLeaks
07 de junho de 2013

Conforme reprodução ao lado, o MP responde a ofício do PSDB pedindo informações e atesta que " além das apurações anteriormente realizadas, arquivadas pela inexistência de fundamento para a propositura de ação civil, não há em curso outras investigações sobre investimentos publicitários realizados pelo Governo de Minas em favor da emissora Jovem Pan BH (Rádio Arco Iris)"
Divulguem este absurdo na Rede. É preciso que todos saibam quem a democracia brasileira está enfrentando.

O GOVERNO E A EDUCAÇÃO


 
 
 
 
 
 
 
 
 
07 de junho de 2013

CHINAGLIA DIZ QUE SÓ 150 DEPUTADOS SÃO FIÉIS AO GOVERNO E PMDB "ATRAPALHA" ÀS VEZES

 
 Alan Marques/0621 FOLHAPRESS: BRASÍLIA, DF - 13.05.2013: REUNIÃO/LÍDERES/MP DOS PORTOS/DF - O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), conversa na Câmara com jornalistas sobre a MP (medida provisória) dos Portos, nesta segunda-feira. (Foto: Alan Marques/Folhapress)

"COMO SE CONSTRÓI PORCARIA NO BRASIL" - DIZ O ARQUITETO RAFAEL VIÑOLY

 
 "Nunca construí no Brasil. Os brasileiros vêm aqui, pedem mil projetos e depois desaparecem", conta o arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, 68, que solta, com uma gargalhada: "Não dá para confiar em vocês".
 
Ele ri e completa. "Não que vocês precisem de mim. Sempre tiveram grandes arquitetos. Mas a arquitetura corporativa no Brasil é muito ruim. Como se constrói porcaria no Brasil!".
 
Não que Viñoly esteja precisando de muitas encomendas: ele tem projetos espalhados em diversos continentes.

 Editoria de Arte/Folhapress 

Seu mais recente é o mais alto edifício residencial do Ocidente, com 94 andares, o 432 Park Avenue, com vista para o Central Park.
 
Com dez coberturas de até US$ 95 milhões (cerca de R$ 202 milhões), tem apenas 104 apartamentos, além de lojas, restaurantes e academia. Deve ficar pronto em 2015.
 
Viñoly, que foi um dos finalistas no concurso para o novo World Trade Center, mora em Nova York desde 1978, quando migrou para os EUA.
 
REINVENÇÃO
 
Trabalhava antes em Buenos Aires, onde cresceu e estudou arquitetura, depois que seus pais trocaram o Uruguai pela Argentina, quando ele tinha apenas quatro anos.
 
Hoje, seu escritório tem 80 arquitetos e está instalado num antigo estábulo do início do século 20, perto do Meat Packing District.
 
Em Nova York, ele diz que ou se constroem prédios de luxo, ou de habitação popular ("são os projetos que me desafiam mais; estamos fazendo vários", conta).
 
Tem projetos na China, no Oriente Médio e em várias cidades americanas. O mais premiado é um centro de convenções no Japão, o Tokyo International Forum.
 
Depois de falar da beleza de seu último arranha-céu, "mas no qual certamente alguma senhora rica de Hong Kong vai fazer uma decoração interior gótica", Viñoly diz que a forma da cidade é mais importante do que a forma de qualquer prédio.
 
 
CONTROLAR O DESEJO?
 
"O grid nova-iorquino, com quadras pequenas, fáceis de serem atravessadas, calçadas largas, transporte público e muita densidade, é o grande motivo de haver tanta gente na rua aqui", diz.
 
"Arquitetos já quiseram controlar a maneira como as pessoas vivem e se locomovem, mas não se podem controlar as relações humanas", afirma ele.
 
"É como achar que casamento só pode acontecer entre homem e mulher. Quem controla o desejo humano?"
 
Ele também elogia a constante reinvenção nova-iorquina. "Gosto de preservar coisas boas, mas as pessoas também construíram muita merda no passado. Nem tudo o que é velho deve ser preservado", polemiza.
 
Ele não desperdiça a oportunidade de criticar colegas da profissão (um dos passatempos favoritos dos arquitetos, afinal).
 
"Quis fazer um arranha-céu com a cara de Nova York, que só pudesse ser feito aqui. Não tem graça fazer prédios sem relação com o entorno, que podem ser colocados em qualquer lugar."
 
Ele rabisca então em uma folha de papel os traços da Swiss Re, a torre de Norman Foster em Londres que foi apelidada de "pepino".
 
"Depois aquele menino francês fez algo quase igual em Barcelona, nem sei quem copiou quem", alfineta, ironizando Jean Nouvel.
 
PROJETO EM BRASÍLIA
 
Viñoly tem poucas obras recentes na América do Sul --o museu Fortabat, em Buenos Aires; o aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, e o badalado edifício Acqua, em Punta del Este. Nos anos 1960, viveu alguns meses em Copacabana, por causa de um projeto que nunca foi construído.
 
Ao final da entrevista, Viñoly conta que a Corporación América, o conglomerado argentino que arrematou a concessão do aeroporto de Brasília, convidou-o para desenhar um novo terminal. Talvez seja a primeira obra do uruguaio no Brasil.
*
RAIO-X
RAFAEL VIÑOLY

 
VIDA
Nasceu em 1944, em Montevidéu (Uruguai). Quando tinha quatro anos, seus pais mudaram-se para a Argentina. Cresceu e estudou arquitetura em Buenos Aires. Vive nos EUA desde 1978.

 
CARREIRA
Seu escritório em Nova York tem 80 arquitetos. Conta com projetos espalhados por EUA, Japão, Oriente Médio e América Latina.


07 de junho de 2013
RAUL JUSTE LORES - Folha de São Paulo
DE NOVA YORK

"FIM DE FESTA DOS EMERGENTES"

 
 
A eliminação do IOF sobre investimentos estrangeiros em aplicações de renda fixa assinala o fim da festa dos emergentes..
 
Em 2010, o Ministério da Fazenda se viu impelido a aumentar o imposto sobre aplicações de 2% para 4% e, posteriormente, para 6%, tentando conter o famigerado tsunami cambial e consequente supervalorização do real.
 
Agora, sinal dos tempos, o problema é a acelerada desvalorização do real e seu impacto sobre a inflação, que flerta perigosamente com o teto da meta.
 
Tudo indica que, desta vez, o boom dos emergentes está realmente acabando. Declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, duas semanas atrás, geraram especulação que a política de juro zero dos EUA pode estar perto de terminar. O mercado já antecipou a volta da atratividade dos mercados desenvolvidos e começou a debandar dos ativos de emergentes. Para completar, antevê-se um novo patamar, mais baixo, do crescimento da China.
 
O que resultaria no fim do superciclo das commodities, grandes responsáveis pela bonança em países como o Brasil.
 
O Institute for International Finance (IIF), espécie de Febraban mundial, alertou em seu último comunicado para "potenciais efeitos em cascata na medida em que os Estados Unidos se aproximam do fim de sua política monetária frouxa".
 
Entre os riscos, o IIF cita: "volatilidade nos fluxos de capital para economias emergentes na medida em que carry trades tornam-se menos atraentes".
 
Ou seja, não é uma boa hora para se ter um déficit em conta corrente acima dos 3% do PIB.

Alerta.

07 de junho de 2013
Patrícia Campos Mello, Folha Online

DILMA TENTA ASFIXIAR AÉCIO NEVES E EDUARDO CAMPOS NA TELEVISÃO

 
 

Além de biografia e de ideias, um político que queira disputar a Presidência com mínimas chances precisa incluir na equipagem duas coisas: oferendas para o custeio do marqueteiro e tempo de tevê para exibir a marquetagem. Ciente disso, Dilma Rousseff faz o diabo para filiar os seus antagonistas no MST, o Movimento dos Sem Televisão.
 
A presidente está perto de estragar a largada de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Num esforço para ampliar suas vitrines eletrônicas, ambos tentam seduzir pequenas e médias legendas que gravitam na órbita do Planalto. Porém, manuseando verbas e cargos, Dilma revela-se mais sedutora.
 
Num intervalo de dois meses, ela passou pomada nas feridas do PDT (44s no rádio e na tevê), fez cafuné  no PR (1min10s), digeriu um supersapo do PSD (1min39s), e empurrou uma vice-presidência do Banco do Brasil no colo do PTB (38s). Fez tudo isso para tentar evitar que Aécio e Eduardo invadam o condomínio governista.
 
Em 2010, o PTB de Roberto ‘Delator do Mensalão’ Jerfferson fechara com o tucano José Serra. Nas últimas semanas, o partido fazia jogo duplo. Licenciado da presidência, Jefferson negociava com Eduardo Campos. Presidente interino, o baiano Benito Gama pedia um ministério a Dilma.
 
O PTB não chegou a obter a poltrona na Esplanada. Mas acaba de levar coisa parecida. Benito está na bica de virar vice-presidente de Governo do Banco do Brasil. Somada à promessa de um ministério no futuro próximo, a sinecura fez o PTB levar um pé à canoa reeleitroal de Dilma.
 
Antes, Dilma havia convertido em ministro um desafeto: Guilherme ‘Ela Nunca Pilotou Nem Teco-teco’ Domingos (PSD). Ela também acertara com o ex-faxinado Alfredo Nascimento a volta do PR aos Transportes. E devolvera à turma do ex-varrido Carlos Lupi o Ministério do Trabalho.
 
Reunida nesta quinta (7), a Executiva do PSD celebrou a marca de 14 diretórios estaduais pró-Dilma. A contagem prossegue. No PDT, após reunir-se várias vezes com Eduardo e Aécio, Lupi já diz, em privado, que a entrega do tempo de propaganda do partido a Dilma é, hoje, a hipótese mais provável. O PR joga contra o PT em vários Estados. Mas continua atado a Dilma no plano federal.
 
Se depender da vontade de Dilma, Eduardo Campos desiste da candidatura por falta de oxigênio. E Aécio Neves vai à briga com menos de 4 minutos. Um tempo de MST, se comparado com os seus mais de 12 minutos. Aos pouquinhos, vai ficando claro que Dilma falava sério quando disse que, em tempo de urnas, “podemos fazer o diabo.”

07 de junho de 2013