"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 23 de junho de 2013

O BRASIL ACORDOU. E NÓS?

         
          Artigos - Cultura        

Sabendo quem compõe o movimento, é possível esboçar uma reação. O primeiro grupo não pode ser controlado ou combatido sem dinheiro e influência; o segundo é composto literalmente de animais adestrados que só respondem a seus donos - membros do primeiro grupo; o terceiro foi privado maquiavelicamente até do acesso à gramática básica.

Escrevo hoje para propor um conselho: trata-se de saber, nas condições atuais, o que se pode fazer pelo bem comum. E, se vou dar um conselho, antes tenho que pedir a paciência do leitor, e expor a situação presente de tal modo que não percamos tempo com detalhes insignificantes, e que fique claro qual é o ponto exato em que devemos mirar.

No caso de São Paulo, não era preciso mais que insistir num ponto: por que os chamados manifestantes romperam o acordo que haviam feito com a PM, cruzando para a Rua da Consolação? Todos, absolutamente todos os que sofreram retaliação policial cruzaram esta linha. Por quê?

A única explicação possível é que sua intenção era provocar a polícia "despreparada" e criar caos. E como conseguiram. Mas por quê? Para a bandeira dos partidos aparecer na televisão? Chamar atenção para o aumento da tarifa? Pode ser. Mas o principal alvo, claramente, era a própria PM; a PM como corporação.

O mesmo modus operandi verifica-se no movimento de caráter nacional. Não há motivo concreto, não há método exceto a agitação. Alguns se agitam pacificamente, outros queimam carros e invadem a Assembleia Legislativa. Por quê? É a pergunta que não quer calar.

Por que tanta gente se reuniu com tanta energia em torno de coisa nenhuma? De onde veio tanta vontade de agitar?
sincroniaParece-me haver, nas últimas manifestações, três grupos de pessoas que precisam ser distinguidos para que saibamos quais são nossas possibilidades reais de ação.

Em primeiro lugar, há um grupo de pessoas com um poder que provavelmente escapa à minha capacidade de imaginação.
Essas pessoas são capazes de organizar e sustentar manifestações em todo o país de modo perfeitamente sincronizado (cf. imagem à esquerda). Isso exige equipes treinadas em táticas de militância e marketing, influência nos meios de comunicação oficiais, etc.

O movimento tem um escritório de assistência jurídica (apenas alguns milhares de "voluntários"). Mesmo uma empresa de grande porte não tem dinheiro para realizar operação tão grande. Quem articula tais recursos gasta mais dinheiro num só dia do que eu e você ganharemos a vida inteira, e tem contatos que fariam de nós, no mínimo, deputados federais. Pelos efeitos, percebe-se a magnitude das causas. Pela opulência, percebe-se que a origem do movimento está nos mais elevados estratos políticos do país - e talvez até fora dele.

O segundo grupo integrando a agitação é composto de militantes stricto sensu: aquelas pessoas desfraldando bandeiras do PSTU, PSOL, PT etc. Provavelmente são elas as principais responsáveis pela coordenação das massas; são elas que ensinam como bloquear bombas de efeito moral, são elas que propõem estratégias de choque político e midiático (como a repentina conversão de vândalos em floristas, quando aparece uma câmera).
São elas que determinam o rumo da multidão, com táticas de pressão que funcionam quase sempre (quem tem dúvidas sobre a capacidade da militância de controlar uma turba, que frequente mais assembleias estudantis).
Esse também é o grupo que, adestrado para detectar os menores sinais de heterodoxia esquerdista (e combatê-la histericamente), faz a crítica constante do próprio movimento. São eles que, ao estabelecerem contato com o cidadão comum nas manifestações - aquele mesmo cidadão que ostenta a bandeira do Brasil e grita contra a corrupção - principiam imediatamente a falar da volta do integralismo, do fascismo, do nazismo. São os comandantes da massa, e também a polícia ideológica em vigilância perpétua.

O terceiro e maior grupo é o dos cidadãos desorientados, com visões radicalmente heterogêneas, que veem nos protestos os mais variados sentidos e, no entanto, compõem o grosso da multidão. Discordam da maior parte das reivindicações partidárias - basta notar o desprezo da multidão pelas bandeiras do Movimento Passe Livre, organização responsável por boa parte do barulho.
Preferem falar de corrupção, escolas,
hospitais e outras platitudes. Se não for genérico, não é povo. São eles que dão ao movimento, pelo número, alguma legitimidade; são eles também os "fascistas" que o movimento desautoriza oficialmente. Como não percebem que estão sendo usados? Por que decidem compor um protesto sem saber quem o organiza ou quais são seus objetivos?

Em suma, de onde vem a cegueira, e de onde o impulso? Creio ter respondido a essas perguntas no texto Educação e Senso Crítico.
protestoSabendo quem compõe o movimento, é possível esboçar uma reação.
O primeiro grupo não pode ser controlado ou combatido sem dinheiro e influência; o segundo é composto literalmente de animais adestrados que só respondem a seus donos - membros do primeiro grupo; o terceiro foi privado maquiavelicamente até do acesso à gramática básica (confira imagem à direita).

Como bem sabiam os antigos, a gramática é o que garante o funcionamento da linguagem; todo aprendizado se dá por meio da linguagem; logo, retire a gramática e a educação se torna praticamente impossível. Não apenas a educação escolar, mas qualquer tipo de conversa produtiva é minada pela falta do treinamento linguístico mínimo.

Resta apenas a troca de slogans, isto é, de frases rudimentares que visam apenas a causar impulsos irrefletidos. Em outras palavras, essas pessoas estão aprisionadas no mundo da subjetividade mais simplória, e não são capazes sequer de diferenciar seus sentimentos interiores daquilo que está acontecendo fora delas.
Tornaram-se o ideal de massa de manobra: aqueles indivíduos que obedecem mecanicamente às leis da Psicologia Social, mas convictos de que estão seguindo suas próprias vontades. Se não podem reconhecer uma oração subordinada, não podem compreender nenhuma frase mais complexa que "vovô viu a uva". Não é possível dialogar.

Qualquer tentativa de convencer pessoas do segundo e do terceiro grupo resultará em brigas intermináveis, debates de surdos e, no caso de insistência, em safanões. De quebra, pode servir para fixá-los ainda mais em suas presentes opiniões; a parte contrária vira automaticamente um capacho das misteriosas forças da poderosíssima "direita", pouco importando que este capacho em particular seja pobre e trabalhador.
Em outras palavras, esta não é uma guerra para os pequenos. Se alguém tentar agir por conta própria, positiva ou negativamente, só conseguirá intensificar ainda mais o poder dos grandes. Eles têm meios de direcionar a energia das massas, estejam elas favoráveis ou contrárias à agitação atual.

Não basta, por outro lado, conseguir algum cargo ou influência. Ainda assim, estamos sujeitos a mil técnicas de controle social, mil ações de desinformação. Precisamos conseguir garantias interiores contra os ataques da grande mídia, dos amigos e até da família.
O único modo de influenciar os acontecimentos é adquirindo meios espirituais e materiais de agir sobre a sociedade e defender a própria alma. E eu proponho que se comece do começo, pois não acredito em outra solução.
Quem queira passar à ciência política quando não domina ainda as letras, condenar-se-á a estudar uma ciência política superficial, falsa ou maligna: aquela que surge da sua própria cabeça. Os livros são escritos com linguagem; quem não domina a linguagem, não compreende nada. Quem não compreende, inventa o sentido do que lê; e quem só aprende o que inventou, continua estúpido. Aqueles, pois, que quiserem salvar o país, tratem de começar pela estudo das letras.

23 de junho de 2013
Rafael Falcón
Publicado no site Ad Hominem.

VOI CHE SIETE BRASILIANI


 Nada como um dia depois do outro. No início da semana, ninguém menos que a presidente da República se orgulhava dos feitos dos “jovens”:

“O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam (o plural é dela) a energia da nossa democracia, a força da voz das ruas e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pais, o avô juntos com a bandeira do Brasil cantando o hino nacional, dizendo com orgulho ‘eu sou brasileiro’ e defendendo um país melhor. O Brasil tem orgulho deles”, disse a presidente.

A grandeza das manifestações mesmo, só se viu ontem. VIOLÊNCIA SE ESPALHA PELO PAÍS – mancheteia a Folha de São Paulo. A linha fina é dramática:

ATOS LEVAM 1 MILHÃO ÀS RUAS MESMO APÓS QUEDA DE TARIFAS * BRASÍLIA TEM AMEAÇA AO PLANALTO E ATAQUE A MINISTÉRIOS * CONFRONTOS ATINGEM 13 CAPITAIS * EM SP, PETISTAS SÃO EXPULSOS DE PROTESTO

O relato não deixa por menos:

Mesmo após a redução em série das tarifas de ônibus, principal reivindicação dos protestos que tomaram conta do país, novos atos levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas e resultaram numa onda de violência e vandalismo em 13 capitais. Ocorreram ataques ou tentativas de invasão a órgãos dos Três Poderes em nove cidades. Ações de repúdio a partidos políticos foram recorrentes. Em Brasília, que contabilizou mais de 50 feridos, houve ameaça de invasão ao Palácio do Planalto e ao Congresso, depredação de órgãos como Itamaraty e Banco Central e pichação de outros dois ministérios. As manifestações atingiram cerca de cem cidades, sendo 25 capitais. Hoje há previsão de atos em cerca de 60. O protesto no Rio reuniu 300 mil pessoas e terminou num grande confronto que se espalhou pelo centro e terminou com mais de 60 feridos.

Este é o tom dos demais jornais. No pronunciamento de hoje, dona Dilma já não mais manifesta o orgulho do país pelos jovens que o depredam. Mas ainda vê um saldo positivo nas depredações: "Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas".

Para mostrar-se enérgica, condenou a violência "promovida por uma pequena minoria", que "envergonha o Brasil. O governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos", completou. Pediu ainda que os protestos sejam feitos de maneira "pacífica e ordeira. Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo. (...) Mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira”.

Imagine se fosse uma grande minoria. Ora, no dia em que uma condenação da violência ou um chamado às boas maneiras for suficiente para conter a violência, o país dispensa polícia. É óbvio que a violência vai continuar. Mas, pelo jeito, os problemas do país serão em breve resolvidos. "Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos".

Amanhã, no máximo depois de amanhã, teremos no país transportes públicos e serviços de saúde escandinavos. A presidente ainda prometeu destinar a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação, destinação insólita em qualquer país do mundo. A Coréia do Sul que se cuide. Em breve estará a reboque do Brasil em matéria de educação. E fez um aceno aos médicos cubanos e formados em Cuba, ao prometer trazer "de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde)". Como se os doentes apinhados nos corredores dos hospitais do SUS fossem de carência de material humano.

Mudou o trote da mula. Já não é “bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pais, o avô juntos com a bandeira do Brasil cantando o hino nacional, dizendo com orgulho ‘eu sou brasileiro’ e defendendo um país melhor”. Acontece que de promessas o inferno está cheio. Para as promessas de políticos brasileiros deve até existir uma seção especial.

Um bom amigo, perplexo, vê pela frente um 11/09. O que seria um 11/09? A deposição de dona Dilma? Há quem peça, mas não há clima para tanto. Fechamento do Congresso? Muito menos. Ora, se governo e parlamento continuam intactos, não muda nada.

Que propõem os rebelados? As novas bandeiras são mais ou menos as de sempre: saúde, educação, transportes. Estas três palavrinhas são encontradiças no discurso de todos os políticos do mundo. O governo vai tornar o SUS decente? Não vai. Educação? Se fechasse uma centena de universidades para investir na educação básica, estaria de bom tamanho. Não fará isso. Transportes? Só em São Paulo, sem ir mais longe, só tornando o carro proibitivo. Ora, o governo se orgulha de possibilitar o carro aos que não o tinham.

Os rebeldes acrescem a suas palavras de ordem o combate à corrupção. Ora, corrupção se combate com leis e polícia. Ou alguém acha que corrupto que se preze vai se intimidar só porque falam mal dele nas ruas?

Já se começa a falar em golpe. Com que roupa? Será que existe um imã oculto para liderá-lo? Fala-se em golpe da direita. Que direita? Há muito a direita virou esquerda no Brasil. E se algo resta do pensamento de direita, está escondido e envergonhado nos desvãos da nação.

Só há uma instância que pode dar golpe hoje, o PT. Se vier por esse lado, não me espantaria. Mas aí mesmo é que não vai mudar nada. Dona Dilma poderia falar em redução de impostos, uma medida que agrada a todos e depende de uma penada.

Mas dar o que ninguém está pedindo não é boa estratégia. Os “jovens” querem o quê? Se com o voto não dá certo, vai dar certo com qual trouvaille? Um governo da ágora? Mas Atenas era pequena. Não há ágora viável em um país como o Brasil. Que propõem os rebeldes? Um sistema que ainda não foi sequer imaginado? Vai ser difícil encontrá-lo. Os antigos gregos usaram até o sorteio. Em nosso caso, talvez fosse até melhor. Só com sorte mesmo teríamos políticos honestos.

Há quem fale em impedir a Copa. Seria uma vitória de bom tamanho. Mas agora é tarde. O que já foi enterrado na Copa enterrado está. E da Copa dona Dilma insistiu que não abre mão. A renúncia à Copa, do ponto de vista econômico hoje já não traria nenhuma vantagem. Seria mais uma vitória moral, neste país que trata seus cidadãos com pão e circo.

Brasileiros de minha idade devem estar lembrados de como a ditadura militar usou o futebol como euforizante da nação. Naqueles dias, as esquerdas torciam às escondidas pela seleção, para não dar a impressão de que aderiam ao anestésico oferecido pelos militares. Hoje, não abrem mão do futebol e o usam como instrumento de controle do poder. Como os militares.

Pessoalmente, não vejo saída satisfatória para esta baderna toda. Mas há algumas obviedades que não podem ser ignoradas. O país não pode viver nessa tensão contínua. Um dia é preciso retomar a vida normal. Festa tem hora de acabar.

Por outro lado, a situação não é tão grave como parece ser. Um milhão de pessoas nas ruas é 0,5 da população. A transmissão contínua das televisões dá a idéia de um país em chamas. Ora, longe disso. Meu bairro continua em seu mesmo ritmo. Todo mundo comprando, trabalhando, comendo, bebendo. O mesmo ocorrerá em dezenas, centenas de outros bairros, em São Paulo e no país todo. Vistas pela televisão, as cidades parecem ser puro caos. Não são. Caos só em dois ou três pontos do centro e nas avenidas onde os “jovens” se concentram.

Saída, só o cansaço. Honestamente, não vejo outra. Como uma febre que vai e volta, a temperatura deverá ceder nas próximas semanas. Mais adiante, tenta-se uma nova rebelião. Mais adiante ainda, uma outra. E o país continuará eternamente embalado em seu berço esplêndido.

Ou alguém acha que país que elege e reelege um operário analfabeto, conivente com a corrupção e defensor de corruptos, que elege o poste indicado pelo operário analfabeto para sucedê-lo, que elege e reelege Sarney, Collor e Renan, tem solução?


Voi che siete brasiliani, lasciate ogni speranza.

23 de junho de 2013
janer cristaldo

"PENSO QUE ESTAMOS DIANTE DE DEMOCRACIS MERAMENTE FORMAIS".

 

  
Democracia
Demorou-se muito para construir e afirmar a democracia no Brasil, bem como na América Latina. Mas parece que ela está em constante ameaça.

Por aqui, fatos como a tentativa de aprovação da PEC 33/2011, do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que subordina determinadas decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional e a implementação da PEC 37/2011, de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que pretende tirar poderes de investigação do Ministério Público.

Na Venezuela, restrições explícitas à liberdade de imprensa.

Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner tem a intenção de promover uma reforma constitucional visando sua terceira eleição consecutiva, em 2015, sem falar da a pretensão de reformar o Judiciário a fim controlar os juízes, bem como sua independência, além das investidas contra a imprensa naquele país, agora com o objetivo de controlar a maior empresa de fornecimento de papel, a Papel Prensa. 

Em entrevista exclusiva, Gustavo Binenbojm, que é advogado, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e especialista do Instituto Millenium, comenta os movimentos de ataque à democracia.
Binenbojm acredita que os últimos acontecimentos na América Latina denotam que há sinais claros de ameaça às instituições.

“Em alguns casos, penso que estamos diante de democracias meramente formais, gradativamente afastadas dos seus valores substantivos”.

Imil: Professor, alguma coisa está fora da ordem?
Gustavo Binenbojm -
A sociedade brasileira precisa consolidar a noção de que os valores democráticos são uma espécie de consenso sobreposto às eventuais divergências próprias da vida política.

Em outras palavras, tais valores não devem ser objeto de negociação no varejo das miudezas políticas, já que são condições estruturantes do próprio estado democrático de direito. Assim, os direitos fundamentais dos cidadãos e as regras do jogo democrático não devem estar ao alcance de maiorias políticas ocasionais, devendo ser preservados e protegidos por um poder Judiciário independente.
A chamada PEC dos freios e contrapesos é um exemplo eloquente de como a política que atende a interesses de grupos ou facções pode comprometer as conquistas da democracia no médio e longo prazos.
No contexto e formato como foi proposta, a mudança comprometeria seriamente o sistema de controle de constitucionalidade brasileiro e colocaria em risco a efetividade da própria Constituição.
De igual modo, atentados à liberdade da imprensa costumam partir de grupos insatisfeitos com determinados meios de comunicação específicos. Não se pode, a pretexto de combater desvios de alguns, comprometer a liberdade de imprensa, que é um valor de todos.
No caso brasileiro, o Supremo Tribunal Federal tem sido, e continuará a ser, um árbitro competente dos conflitos políticos entre Poderes e entre unidades da federação, zelando pela preservação dos valores que constituem o cerne do regime democrático.

Veja mais
Imil – O senhor acredita que esses movimentos configuram séria ameaça às instituições?
Binenbojm -
Eu certamente acho que há sinais claros, em determinados países da América Latina, de ameaças à democracia. Em alguns casos, penso que estamos diante de democracias meramente formais, gradativamente afastadas dos seus valores substantivos.


Imil – Os últimos acontecimentos nos dão a ideia de que a falta de respeito às leis, normas e instituições fazem parte da democracia, podem ser tratadas com mais flexibilidade, no qual tudo é permitido, pois afinal vivemos em uma democracia. O que o senhor pensa sobre isso?
Binenbojm -
Embora vulgarmente identificada com a regra da maioria, a democracia envolve respeito a direitos e a regras de funcionamento preestabelecidas, sobretudo aos direitos das minorias. Somente nas sociedades onde as instituições funcionam de forma plena e independente é possível falar-se em democracia, pois são as instituições as zeladoras desses valores superiores às disputas políticas e eleitorais de ocasião.


Imil – A sociedade é omissa? Como podemos mudar este cenário?
Binenbojm -
Embora haja muito o que atribuir à tradição patrimonialista da nossa colonização de exploração, não considero boa a opção de culpar eternamente os nossos antepassados pelos nossos erros presentes e futuros. O determinismo histórico é uma crença que só serve à causa da manutenção do status quo. Prefiro encarar o Brasil como um conjunto de oportunidades de construção de uma sociedade aberta, pluralista e próspera. Precisamos assumir a responsabilidade de tomar as decisões certas hoje para que as oportunidades não sejam desperdiçadas. Resgatar a dignidade da vida política brasileira, por via de uma reforma no nosso sistema político, partidário e eleitoral, é uma dessas decisões prioritárias.


23 de junho de 2013
Comunicação Millenium

"A MAIS CARA DE TODAS AS COPAS"

Poderes e corrupção
 
 

As fraturas no Estado brasileiro fortalecem a corrupção que entre nós está sedimentada.

Naquele artefato político anacrônico o Poder Executivo é essencial, os demais setores são adjetivos. Ele não se modificou em profundidade desde 1824 e o poder de quem o controla foi hipertrofiado após as ditaduras do século 20.

A Presidência, para se manter, deve pedágios aos oligarcas do Congresso e garante a escolha de seus candidatos aos tribunais superiores.

Da crise entre o Judiciário e parlamentares pode vir um fortalecimento desastroso do Executivo. A Constituição de 1988 em farrapos não encontra quem a interprete de maneira inconteste. O mito da harmonia entre poderes é desmentido a cada minuto. Para entender o desarrazoado que nos rege, podem ajudar algumas achegas ao pensamento jurídico conservador e liberal.

O Congresso abriga líderes sem compromisso com os programas oferecidos nas urnas. Eles fazem política sem doutrinas, domesticados por verbas ou cargos num farsesco realismo miúdo. Em vez de atenuar os delitos políticos, tal atitude reforça na população a esperança em algum salvador que, da Presidência e de modo autoritário, limparia os costumes. O golpe de 1964, recordemos, foi justificado pelo combate à corrupção. Figuras como Jânio Quadros, Collor de Mello e outras usaram a indignação das massas para chegar à Presidência, lá ficando por breve tempo, sem apoio político.
Na história recente as teses da direita elogiam o Executivo em detrimento dos outros poderes. É o caso de Carl Schmitt, o autor de A ditadura. Emulado por juristas como Francisco Campos, Schmitt cunhou a fórmula segundo a qual "soberano é quem decide sobre o estado de exceção".
Ele foi crítico (e, não raro, com acerto) do Parlamento. Para levar a sério a democracia, afirmava, só o povo pode decidir o seu destino e jamais os deputados.
Em O Protetor da Constituição, ele apela ao presidente da República, o único vigia seguro da Carta, e menciona o Poder Moderador brasileiro posto acima das pretensões parlamentares. Nega também que o Judiciário possa guardar a Constituição porque age atrasado para sanar desvios institucionais.
"A independência é a necessidade primeira para um protetor da Constituição", juízes e deputados não podem cumprir o mister, pois não são independentes o bastante para garantir o Estado. Só o presidente suspende o direito "em virtude de um direito de autoconservação".
É o golpe e a ditadura. Schmitt retoma o slogan contra o regime democrático: nele se discute, pouco se decide. Mas a democracia é um processo no qual não existem garantias de vitórias sem amarguras. Cada costume melhorado incentiva o bem público. Hoje, infelizmente, boa parte de nossos parlamentares age como lobistas. Quando se ouve falar em "bancadas" no Congresso, o que temos são grupos que atuam em prol de interesses particularíssimos.
Carl Schmitt não cita por acaso a Carta brasileira de 1824. O Poder Moderador, nela, foi um golpe contra a soberania popular e o Parlamento.
Os idealizadores de nosso Estado seguiram a contrarrevolução europeia. O movimento de 1789, no seu entendimento, resultou em anarquia. Para barrar tal ameaça, fomos submetidos ao monarca "pela graça de Deus". Segundo o conservador Guizot, "o mais simples bom senso reconhece a necessidade da limitação de todos os poderes, quaisquer que sejam seus nomes e formas.
Abri o livro em que o sr. Benjamin Constant tão engenhosamente representou a realeza como poder neutro, moderador, elevado acima dos acidentes, das lutas sociais, e que só intervém nas grandes crises. É preciso que haja nesta ideia algo muito próprio a mover os espíritos, pois ela passou com uma rapidez singular dos livros para os fatos. Um soberano dela fez, na Constituição do Brasil, a base de seu trono; a realeza é representada como Poder Moderador elevado acima dos poderes ativos, com espectador e juiz".
Segundo Constant, o Poder Moderador é neutro e apanágio da realeza, os ministros respondem pelo governo e os legisladores nada recebem. O julgamento pelo júri é a norma e impera a livre imprensa. No elogio do Poder Moderador feito por Guizot há um desvio do conceito. Constant define aquele poder como neutro para coordenar os demais. Pôr os quatro poderes numa hierarquia vertical foi o golpe em 1824. A tendência centralizadora definiu o Estado com privilégio do chefe, amesquinhando o Parlamento e o Judiciário.
As prerrogativas do Poder Moderador, inconfessadas, persistem hoje na Presidência da República, o que leva às fraturas no Estado, pois o Executivo negocia apoio parlamentar (com várias técnicas), nomeia os juízes do Supremo, controla o Senado, mas é praticamente destituído de responsabilidade.
Vivemos como se ainda vigorasse o Título 5, Capítulo primeiro, artigo 99 da Constituição de 1824. Sagrada, a pessoa presidencial não está sujeita a sérios questionamentos.
Ela domestica, pela propaganda e controle dos recursos públicos, a soberania popular, distorce a representação do Parlamento. As duas ditaduras que marcaram o século anterior levaram ao paroxismo a distorção da máquina estatal. A Presidência brasileira é absolutista e propensa à ditadura.
A lei da reeleição, as medidas provisórias que se eternizam, a prerrogativa de foro para agentes dos poderes definem alguns dos principais óbices para a democracia. E temos a sucessão de crise após crise, porque não existe limite efetivo para o Executivo. Se este último ignora barreiras, o mesmo tentam fazer os demais.
Reaparece, surgida da indecisão jurídica nacional, outra fórmula cunhada por Carl Schmitt: política é o campo onde os inimigos são definidos. Inimigo harmônico é quimera, algo tão fantasioso quanto as leis no Estado brasileiro.
23 de junho de 2013
ROBERTO ROMANO É FILÓSOFO, PROFESSOR DE ÉTICA E FILOSOFIA NA UNICAMP, E AUTOR, ENTRE OUTROS LIVROS, DE 'O CALDEIRÃO DE MEDEIA' (PERSPECTIVA).  Editorial do Estadão

PROTESTOS REYNALDO-BH FAZ CLIP SOBRE AS MANIFESTAÇÕES - "PARA NOSSOS FILHOS"


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hdinTXVLjfM


23 de junho de 2013
Ricardo Setti - Veja
 

DILMA COPIA PROGRAMA CHAVISTA E MANDA O POVO FAZER DÍVIDA EM TEMPOS DE INFLAÇÃO


"Toda mulher que lava a roupa no tanque sabe como isso é importante, como uma lavadora automática melhora a vida no dia a dia, não é?", disse a presidente Dilma Rousseff em seu programa de rádio na última segunda. 
 
Foi mais uma oportunidade para promover o Minha Casa Melhor, programa de venda facilitada de eletrodomésticos e móveis lançado pelo governo no dia 12 como tentativa de turbinar a economia pelo consumo num momento de queda de popularidade de Dilma --antes mesmo de a onda de protestos virar uma crise política grave. 
 
Na locução, Dilma sugere ainda que as famílias do programa "Minha Casa, Minha Vida", que têm direito ao benefício, troquem a TV por "uma digital novinha, dessas bem modernas, para assistir aos jogos da Copa".
A estreia da presidente na retórica de garota-propaganda de eletrodomésticos e móveis, a pouco mais de um ano das eleições, tem um antecedente de peso entre a vizinhança: Hugo Chávez. 
 
Em 2010, o então presidente venezuelano, morto em março passado, utilizou o mês que antecedia as cruciais eleições legislativas daquele ano para lançar o "Mi Casa Bien Equipada" --programa de venda subsidiada (e muitas vezes distribuição gratuita) de itens da linha branca importados da China e TVs.
"Tremenda máquina de lavar. Grandíssima, barata!", promovia Chávez, em transmissões televisivas. Para ele, o ponto não era aquecer a economia ou incentivar a produção local, mas aumentar o acesso da população mais pobre e mostrar que o consumo na "revolução socialista" valia mais que no "capitalismo".
 
Além da escolha de períodos politicamente sensíveis para o lançamento, os programas de lá e de cá têm outras semelhanças: há compra a prazo vinculada a bancos estatais, com juros bem abaixo do mercado, e um cartão específico para fazê-lo. A Venezuela de Chávez e do atual presidente Nicolás Maduro se orgulha de ter uma intensa ligação com o governo do Brasil e o maior número de agências de cooperação brasileiras em Caracas --uma das principais iniciativas é manter lá um posto da Caixa, que transmite, por exemplo, práticas de bancarização de população de baixa renda.
 
Os venezuelanos já levaram daqui ideias e técnicos do Minha Casa, Minha Vida para ajudar a desenvolver lá programas do setor, como o "Gran Misión Vivienda", lançado em 2011. Levaram também o marqueteiro de Dilma e Lula, João Santana --que batizou o Minha Casa, Minha Vida e o Minha Casa Melhor no governo brasileiro-- para trabalhar na campanha presidencial de Chávez de 2012.
Usaram em propagandas na TV na Venezuela uma adaptação do bordão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Esto nunca se había visto en este país".  Agora, o caminho parece ser o inverso. Com o programa de vendas de móveis e linha branca de Dilma, é a primeira vez que ideias usadas com sucesso primeiro no país vizinho estão sendo aplicadas no Brasil, guardadas as proporções. 
 
Para o especialista Leonardo Vera, da Universidade Central da Venezuela, o "Mi Casa Bien Equipada" foi um "exitoso instrumento de marketing político" para o governo chavista. "Esse é um programa de retorno muito rápido e que deu um rendimento político favorável ao governo Chávez", afirma. Na Venezuela, o programa foi uma bandeira na campanha de Chávez e, depois, de Maduro --o logo do programa leva agora uma imagem estilizada do mentor esquerdista.
Segundo o governo, 940 mil famílias já foram beneficiadas desde 2010. No Brasil, a presidente tem comemorado publicamente a rápida aceitação do programa --foram 18,7 mil adesões em cinco dias--, mas não está previsto que ela fale na TV sobre o tema.
 
Questionado se a versão venezuelana tinha sido uma referência para o governo Dilma, o Ministério das Cidades, responsável pelo Minha Casa Melhor, disse "não ter informação neste sentido". Segundo a Folha apurou com uma fonte ligada ao tema, o lançamento de uma linha de crédito para eletrodomésticos e móveis ligada ao Minha Casa, Minha Vida era estudada desde o governo Lula e não houve "inspiração" venezuelana. A iniciativa só não teria sido anunciada em 2010, no ano da eleição de Dilma, porque não estava claro que garantia orçamentária teria. O embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arvelaiz --entusiasta da cooperação bilateral em habitação--, disse não ter sido consultado pelo Brasil sobre a experiência do "Mi Casa Bien Equipada".
 
23 de junho de 2013
in coroneleaks

"MOVIMENTOS SOCIAIS" LIGADOS AO PT AMEAÇAM USAR BALAS DE VERDADE CONTRA MANIFESTANTES PACÍFICOS

É caso de polícia.
A reportagem abaixo é caso de polícia.
 
Foi publicada no portal da Rede Brasil Atual, que pertence a Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em conjunto com o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Central Única dos Trabalhadores. Nem precisa dizer a quem este "grupo de comunicação" está ligado.
 
Leiam e chamem as autoridades!
 
São Paulo – Cerca de 60 pessoas representando diversos coletivos e movimentos sociais que atuam em bairros periféricos da zona sul de São Paulo se reuniram na noite de ontem (21) na sede da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), no Jardim Guarujá, para articular estratégias de combate a ideais classificados como fascistas. 

Os participantes discutiram sobre a presença de grupos com símbolos associados ao nazismo e ao fascismo no ato da última quinta-feira, quando milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista pedindo, entre outras pautas associadas ao conservadorismo, o fim dos partidos e dos governos. Para a frente periférica, isso, associado a palavras de ordem como “Fora Dilma”,  sinalizou a intenção desses grupos de usar formas não democráticas para atingir seus objetivos. No ato, bandeiras de legendas políticas e da Uneafro foram queimadas e militantes ficaram feridos.

A avaliação preliminar do grupo em formação é que é preciso haver apoio mútuo entre movimentos sociais e partidos de esquerda, ainda que haja diversas críticas a eles, especialmente ao PT e ao governo Dilma. “Não é hora de a Dilma sair. Nós vamos responder nas urnas”, afirmou Débora Silva Maria, coordenadora das Mães de Maio.

Para a frente periférica, é preciso reafirmar os preceitos da esquerda e formular uma pauta de reivindicações unificada e objetiva que contemple as demandas das regiões mais pobres da cidade, além de não permitir que grupos de direita usem a população como massa de manobra.
Diversos bairros na cidade e em municípios da região metropolitana também têm sido tomados por manifestações. Jovens já pararam avenidas importantes da zona sul, entre elas, a Belmira Marin, que liga o Grajaú à Cidade Dutra, e a Estrada de Itapecerica, no Capão Redondo.

Há mais de uma década, o movimento Hip Hop e os saraus têm reunido forças de esquerda em bairros afastados das regiões centrais da capital paulista. Agora, acredita Sérgio Vaz, poeta e coordenador da Cooperifa, é hora de colocar em prática todo o acúmulo desses movimentos. “Não é uma luta qualquer. É luta de classes. A gente fala tanta coisa, escreve tanta coisa. Tanta gente cita o Che Guevara, agora o Mariguella. Chegou o dia”, avaliou. Vaz acredita que o fortalecimento do conservadorismo afeta diretamente a periferia. “Normalmente sobra para a gente. Mas as balas aqui não vão ser de borracha”, afirmou.
 
23 de junho de 2013
 

INFLAÇÃO ACIMA DA META TAMBÉM AFLIGE O DIA A DIA DOS BRITÂNICOS

Governo não consegue domar preços, que já subiram 2,8% até março


Tomates na Borough Market, em Londres: alta de 3,3% em 12 meses
Foto: / Vivian Oswald
Tomates na Borough Market, em Londres: alta de 3,3% em 12 meses / Vivian Oswald
LONDRES — Os brasileiros não são os únicos a sair do supermercado com a sensação de que a vida está ficando mais cara. Em queda de braço contra a inflação há pouco mais de quatro anos, o Reino Unido ainda está longe de conseguir domar os preços da economia.
Pelo menos até 2016, a expectativa do governo britânico é que os índices vão continuar acima da meta de 2%. Até março deste ano, no acumulado de 12 meses, a inflação era de 2,8%, o maior nível desde maio do ano passado.

Nada menos popular para um país cujos salários vêm perdendo do custo de vida desde junho de 2008. O governo — que pretende se reeleger daqui a dois anos — tem promovido sucessivos e desgastantes cortes orçamentários para segurar as contas públicas. A eleição para escolher o novo primeiro-ministro será em 2015.

— Estas flores que a senhora está comprando por 2,99 libras (cerca de R$ 6), eu vendia a 2,59 libras há seis meses. Foram mais de 15% de aumento. Tudo está mais caro mesmo — queixa-se a uma cliente o dono de uma loja no bairro de South Kensington, em Londres.

Nos últimos cinco anos, os gastos essenciais, que incluem alimentos, aluguéis, combustíveis e serviços básicos, subiram de 25% a 39%, segundo a consultoria Capital Economics, bem acima dos rendimentos das famílias.

23 de junho de 2013
Vivian Oswald

MINISTROS E ESPECIALISTAS CREEM EM MENSALEIROS PRESOS ESTE ANO

Corte tem meios de evitar tentativas da defesa de retardar o processo

 

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e relator do processo do mensalão
Foto: O Globo / André Coelho
O ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e relator do processo do mensalão O Globo / André Coelho


BRASÍLIA - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e especialistas em Direito Penal têm esperança de ver concluído ainda neste ano o julgamento dos recursos apresentados pelos 25 réus condenados no processo do mensalão — e, com isso, que as penas comecem a ser cumpridas logo.

Até lá, os advogados devem apresentar todos os recursos judiciais possíveis. Mas a aposta é que a Corte lance mão de instrumentos que impedem o atraso no cumprimento das sentenças.
Mesmo com o clima de otimismo, os parâmetros da Corte não são animadores: condenado em outubro de 2010 a pena de prisão em regime inicialmente fechado, o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) continua em liberdade, exercendo o mandato.

— O sistema processual permite a propositura de embargos reiterados. É claro que, num julgamento dessa magnitude, vão propor todos os recursos, mas o tribunal pode se recusar a julgar. O STF, quando há recursos protelatórios, pode aplicar penalidades (contra quem os propõe) — analisa o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, o autor da denúncia que deu origem ao processo do mensalão.

Sessões extras


O ex-procurador não arrisca uma data para o fim do julgamento dos recursos, mas seu otimismo encontra eco no tribunal. Um integrante do tribunal afirmou ao GLOBO que “a Corte vai barrar recursos de caráter meramente protelatórios”, para evitar o atraso na execução das penas.

— Eu não acredito que seja tão longo assim (o julgamento dos recursos). Mesmo porque o STF tem meios para evitar tentativas de procrastinação, se porventura ocorrerem. Acredito que até o final deste ano há possibilidade de terminar — aposta Carlos Velloso, ex-ministro do STF.

Para dar mais celeridade à análise dos embargos declaratórios apresentados pelos réus do mensalão, alguns ministros querem que o esquema de trabalho concentrado feito no julgamento do processo, ao longo do segundo semestre de 2012, seja repetido. Se a ideia vingar, haverá sessões extras no semestre que vem.
O presidente do STF e relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, ainda não estabeleceu cronograma para o julgamento. Ele deve pautar os recursos para os primeiros dias de agosto, logo depois do recesso forense. Os ministros já anunciaram que vão passar as férias de julho estudando o processo.

Um ex-integrante do tribunal aposta que, “com o esforço concentrado e sessões diárias”, o julgamento pode terminar este ano. Entre os ministros do STF, é difícil ouvir um prognóstico preciso. O que arriscou mais foi Dias Toffoli — que, em entrevista à imprensa, disse que a conclusão do processo deve levar “entre um e dois anos”. Apesar de otimista, o ministro Gilmar Mendes não quer arriscar um palpite.

— Não gosto de fazer profecias. Prognóstico, só depois do jogo. Vamos aguardar. É bom que termine (neste ano) — disse Gilmar.

23 de junho de 2013
Carolina Brígido

A CLASSE MÉDIA



A decisão do Movimento Passe Livre de não convocar novas manifestações porque “grupos conservadores” infiltraram-se nos últimos atos serve para retirar a máscara desse movimento, que começou o protesto contra o aumento do preço das passagens de ônibus como se fosse apartidário, com foco específico na melhoria dos transportes públicos — com a utopia de alcançar o transporte gratuito como política de governo —, e acabou se revelando o que sempre foi: organização política ligada a movimentos de esquerda radical, que tem uma pauta muito além da melhoria dos transportes públicos.

Acontece que essa pauta esquerdista, que abrange desde a reforma agrária até a reforma do “latifúndio urbano” e o controle social da mídia, nada tem a ver com a da grande maioria das centenas de milhares de pessoas que saíram às ruas nas principais cidades e capitais brasileiras.

O que o movimento chama de agenda “conservadora” nada mais é do que a reivindicação de melhorias no dia a dia da população, que seriam alcançadas com o combate à corrupção em seus vários níveis.

Variações sobre o mesmo tema, como a rejeição aos partidos políticos tradicionais e o protesto contra a PEC 37, que limita a ação investigativa do Ministério Público, acabaram prevalecendo nas manifestações, que pareciam espontâneas, e na verdade estavam sendo manipuladas por movimentos de cunho esquerdista como o Passe Livre.

Com o que eles não contavam é que o protesto contra o aumento das passagens de ônibus serviria para detonar uma manifestação mais ampla correspondente ao estado de indignação da população, mais especialmente da nova classe média das periferias das grandes cidades.

Entre os diversos temas que saíram para as ruas depois de aberta a Caixa de Pandora está justamente a insegurança pública, e a questão da redução da maioridade penal surgiu espontaneamente como uma das reivindicações.

O que o Movimento do Passe Livre vê como uma agenda “retrógrada”, boa parte da sociedade vê como medidas a serem tomadas para que a vida das pessoas melhore.

Na nota oficial do MPL, está revelado claramente o DNA de sua atuação: “Essa é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto.”

Não se ouviu até hoje uma crítica dos integrantes desse e de outros movimentos envolvidos nas manifestações contra os baderneiros que aproveitaram as manifestações para atos de vandalismo.

Mas o MPL repudiou em sua “nota oficial” “os atos de violência” contra os partidos de esquerda que tentaram participar das manifestações e também “a violência policial”.

A rejeição aos partidos políticos e ao vandalismo foi, portanto, uma ação espontânea de participantes das manifestações e revela um traço característico da classe média, a busca de um ambiente de ordem.

O que o Movimento Passe Livre disse de maneira indireta, a filósofa Marilena Chaui, uma das intelectuais orgânicas do petismo, disse com todas as letras na seguinte análise sobre a classe média, na presença do ex-presidente Lula, em evento comemorativo dos dez anos do PT no poder: “A classe média é o atraso de vida, (...) é estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista.”

No desdobramento de sua palestra, Marilena Chaui foi adiante: “A classe média é uma abominação política, porque ela é fascista, uma abominação ética, porque ela é violenta, e uma abominação cognitiva, porque é ignorante.”

Essa leitura radicalizada dos movimentos sociais não tem guarida, pelo menos até o momento, na visão do Palácio do Planalto, que, ao contrário, se mostra sensível aos anseios da classe média e reage com os mesmo sentimentos de desejo de ordem nas manifestações.

A presidente Dilma, no seu pronunciamento de sexta-feira, assumiu essa crítica aos arruaceiros, colocando-se ao lado da maioria da população, que quer mudanças em paz e ordem.

23 de junho de 2013
Merval Pereira, O Globo

FRASE DO DIA



"Talvez seja a hora de dizermos: estão abolidos todos os partidos. E vamos trabalhar para saber o que colocamos no lugar."

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF)

23 de junho de 2013

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Um clássico exemplo de como se sai pela porta dos fundos... A hora é de faxina, de Reforma Política séria, de expurgo de políticos amancebados com o fisiologismo, dos ficha-sujos, dos corruptos atuantes, dos lobistas, do cumprimento imediato da justiça no caso dos mensaleiros, do fim das mordomias e da indecência de congressistas que promovem o aumento de seus 'salários' desavergonhadamente.
Ao invés de importar médicos cubanos (agentes do comuno-fascismo), por que não importar políticos suecos e juízes dos EUA?
Ética, minha gente! Decência! Reforma das Instituições políticas, partidos... Reforma Política, ampla, geral e irrestrita!!!
m.americo

DOCUMENTOS COMPROVAM ARAPONGAGEM DA ABIN NO PORTO DE SUAPE

Reportagem de VEJA desta semana revela que o serviço secreto brasileiro mentiu quando disse que seus agentes nunca estiveram no local. Quatro espiões foram flagrados pela segurança do porto e ficaram detidos por mais de duas horas
 
PEGO NA MENTIRA - O general Elito, chefe do GSI, também garantiu à presidente Dilma que não houve abordagem, detenção ou prisão de seus agentes
  PEGO NA MENTIRA - O general Elito, chefe do GSI, também garantiu à presidente Dilma que não houve abordagem, detenção ou prisão de seus agentes      (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)
Pela própria natureza do trabalho, é típico dos serviços de inteligência de qualquer país manter suas atividades sob o mais rigoroso segredo. Quando algo dá errado ou é feito ao arrepio da lei - o que não é incomum -, essa premissa é sempre levada ao extremo.
Uma reportagem de VEJA da semana passada revelou que quatro agentes da Abin, o serviço secreto brasileiro, foram detidos no Porto de Suape, no Recife, sob a suspeita de espionar o governador pernambucano Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência da República pelo PSB. Se comprovada, a denúncia seria o estopim de um monumental escândalo, segundo avaliação das próprias autoridades do governo.
Na segunda-feira, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, órgão ao qual a Abin está subordinada, negou o episódio.
Em nota, informou que não realizava operações para vigiar quem quer que fosse nem tinha registros da detenção dos agentes. Dois dias depois, foi a vez de a própria Abin rebater o conteúdo da reportagem.
Também através de uma nota, a agência garantiu que os agentes citados jamais estiveram no porto e que “nunca houve abordagem, detenção ou prisão de servidores em 11 de abril ou qualquer outra data”.
23 de junho de 2013
Robson Bonin e Hugo Marques - Veja
 

ENTIDADES CRITICAM "IMPORTAÇÃO" DE MÉDICOS E AMEAÇAM IR À JUSTIÇA

Associações ameaçam ir à Justiça para impedir que médicos estrangeiros atuem no SUS
 
 
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As entidades médicas nacionais divulgaram neste sábado, 22, nota de repúdio ao anúncio da presidente Dilma Rousseff de que médicos de outros países irão ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em carta aberta aos médicos e à população brasileira, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestam preocupação com a medida e ameaçam ir à Justiça para evitar a entrada de médicos estrangeiros no País. Afirmam que "o caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional".
Segundo estas entidades, a decisão de importar médicos expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, "à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados". Para elas, a medida "tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o SUS".
Com o objetivo de conter as manifestações que ocorrem pelo País, a presidente fez na sexta um pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, e informou que irá conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes, governadores e prefeitos para tentar fazer um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. Entre as linhas de ação, está trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS.
As entidades lembram que Dilma foi vítima de grave problema de saúde, há alguns anos quando foi tratada por centros de excelência do País, com médicos capacitados em escolas brasileiras. "O povo quer acesso ao mesmo e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias", reagem.
A nota de repúdio diz que os "médicos importados" não irão compensar a falta de leitos, de medicamentos e de ambulâncias, além das más condições dos hospitais, e cobram ações e recursos para a área da saúde. "Os protestos não pedem médicos estrangeiros, mas um SUS público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a todos. É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública, agravando o caos na assistência", avaliam.
As associações afirmam que os médicos e a população não admitirão que se coloque em risco o futuro de um modelo enraizado na Constituição e a vida dos cidadãos brasileiros. Tomarão todas as medidas possíveis, inclusive jurídicas, para assegurar o Estado Democrático de Direito no Brasil, com base na dignidade humana.
23 de junho de 2013 
Renata Veríssimo, da Agência Estado
 

NOTA DE REPÚDIO DE ENTIDADES À CONTRATAÇÃO DE MÉDICOS ESTRANGEIROS

Quatro organizações criticam a importação de médicos estrangeiros, medida anunciada por Dilma para melhorar a saúde pública no Brasil
Leia ainda: 
Importação de médicos é “vergonha nacional”, dizem entidades médicas

Carta aberta aos médicos e à população brasileira: a saúde pública e a vergonha nacional”

Há alguns anos, a presidente Dilma Rousseff foi vítima de grave problema de saúde. O tratamento aconteceu em centros de excelência do país e sob a supervisão de homens e mulheres capacitados em escolas médicas brasileiras. O povo quer acesso ao mesmo e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias.

Por isso, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestam publicamente seu repúdio e extrema preocupação com o anúncio de “trazer de imediato milhares de médicos do exterior”, feito nesta sexta-feira (21), durante pronunciamento em cadeia de rádio e TV.

O caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional. Ele expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados. Além disso, tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS).

Será que os “médicos importados” – sem qualquer critério de avaliação ou com diplomas validados com regras duvidosas – compensarão a falta de leitos, de medicamentos, as ambulâncias paradas por falta de combustível, as infiltrações nas paredes e as goteiras nos hospitais?

Onde estão as medidas para dotar os serviços de infraestrutura e de recursos humanos valorizados?

Qual o destino dos R$ 17 bilhões do orçamento do Governo Federal para a saúde que não foram aplicados como deveriam, em 2012?

Por que vetaram artigos da Emenda Constitucional 29, que se tivesse colocada em prática teria permitido uma revolução na saúde?

Os protestos não pedem “médicos estrangeiros”, mas um SUS público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a todos. É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública, agravando o caos na assistência.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os Governos de países com economias mais frágeis investem mais que o Brasil no setor. Na Argentina, o percentual de aplicação fica em 66%. No Brasil, esbarra em 47%. O apelo desesperado das ruas é por mais investimentos do Estado em saúde. É assim que o Brasil terá a saúde e os “hospitais padrão Fifa”, exigidos pela população, e não com a “importação de médicos”.

A AMB, a ANMR, o CFM e a Fenam – assim como outras entidades e instituições, os 400 mil médicos brasileiros e a população conscientes da fragilidade da proposta de “importação” – não admitirão que se coloque em risco o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e a vida de nossos cidadãos. Para tanto, tomarão tomas as medidas possíveis, inclusive jurídicas, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana.

23 de junho de 2013
Edson Sardinha

Associação Médica Brasileira (AMB)
Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR)
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Federação Nacional dos Médicos (Fenam)”


NOTA AO PÉ DO TEXTO

Destaco do pronunciamento da Presidente da República Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV, de 21 de junho, considerando a nota das entidades e instituições médicas, excerto que se refere a importação de médicos estrangeiros para atuarem no país:

"O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de cem por cento dos recursos do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS."

23 de junho de 2013
m.americo
 

O BIZARRO MUNDO DO DINHEIRO: AS CASAS DOS EMPRESÁRIOS MAIS RICOS DO MUNDO



  
Há cerca de duas semanas, a Forbes divulgava, como aliás faz todos os anos, a lista dos empresários mais ricos do Mundo. A encabeçar a lista estavam o mexicano Carlos Slim, presidente e acionista da Telmex, a maior empresa de telecomunicações da América Latina; Bill Gates, presidente da Microsoft e o controverso milionário Warren Buffet. Agora, a mesma revista destacou as casas de alguns desses milionários mas, ao contrário do que se podia pensar, nem sempre os mais ricos têm as casas mais caras.

Warren Buffet é o melhor exemplo disso. O empresário tem uma fortuna de 47 mil milhões de dólares (34,4 mil milhões de euros), mas ainda vive na casa que comprou em 1958, em Omaha. Uma situação que é já uma máxima do milionário: "Se não te sentes confortável a ser dono de algo durante dez anos, então não sejas dono dela por dez minutos", disse uma vez aos jornalistas, cita a Forbes. Outros exemplos disso são Oprah Winfrey (em 400º lugar), Ralph Lauren (em 173º lugar) ou Lev Leviev, que ocupa a 665ª posição.

Mas há outros exemplos. Mukesh Ambani é o quarto da lista dos mais ricos e tem em construção uma casa de mais de 700 milhões de euros; Larry Ellison, presidente da empresa de ‘software' Oracle, está em sexto, com uma fortuna de 28 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) e a sua casa custou cerca de 147 milhões de euros.

Warren Buffet destaca-se também pela frugalidade e simplicidade, mas é o único na lista dos mais ricos, diz a Forbes. Todas as casas da lista apresentam características muito próprias, que representam investimentos avultados.
A casa de Michael Dell, o presidente da empresa norte-americana de computadores é um bom exemplo.
A casa do 37º homem mais rico do Mundo fica em Austin, Texas tem oito quartos, sala de conferências e ainda duas piscinas, uma interior e outra exterior.

Mukesh Ambani

Mukesh Ambani, continua na liderança das casas mais caras. O empresário está a construir, em Mumbai, India, uma torre de 27 andares para toda a família, que custará cerca de 733 milhões de euros.
   
Larry Ellison, Oracle

Larry Ellison, CEO da Oracle,terá gasto 200 milhões de dólares (147 milhões de euros) num conjunto de 10 imóveis na Califórnia, com os quais formou um complexo residencial inspirado na cidade japonesa de Kyoto.
   
Lakshimi Mittal

Lakshimi Mittal, o dono da companhia de aço Arcelor Mittal, pagou - em 2004 - 124 milhões de dólares (90 milhões de euros) pela sua casa de Kensigton, em Londres. A casa tem 12 quartos e a garagem suporta até 20 carros
   
Lev Leviev

A casa de Lev Leviev, o maior fabricante de diamantes do mundo, fica em Londres e custou 65 milhões de dólares (48 milhões de euros) e além dos sete quartos tem uma discoteca e um piscina interior.
   
Oprah Winfrey

Oprah pagou, em 2001, 50 milhões de dólares (cerca de 37 milhões de euros) por esta mansão de estilo georgiano na Califórnia, uma propriedade a que que chama de ‘Promised Land' (Terra Prometida).
   
Warren Buffet

O terceiro homem mais rico do mundo, Warren Buffett, não só recebe o mesmo salário há 25 anos como vive na mesma casa que comprou em 1958. O imóvel custou na altura 31,5 milhões de dólares (23 milhões de euros).
   
Bill Gates

A casa de Bill Gates fica na Costa oeste dos EUA e além da estar praticamente toda informatizada, conta com um elevador privado para evitar subir os 84 degraus que dão acesso à casa. O preço fica no segredo dos deuses.
   
Ralph Lauren

Ralph Lauren, cuja fortuna atingiu o ano passado os 4,6 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) vive no estado de Nova Iorque, numa casa que comprou em 1981 e que pertencia a Jonh Lennon e





23 de junho de 2013
Ana Baptista 
portal paulistaPB.net