"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DE(S)CÊNIO DO CACHACEIRO PARLAPATÃO, O FILHO... DO BRASIL E SEUS FARSANTES E FALSÁRIOS

                       Produção da Petrobras continua a cair

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A produção de petróleo da Petrobras em janeiro caiu 6,9% em comparação a janeiro de 2012, de acordo com fontes oficiais.
Em relação ao mês anterior, dezembro, o desempenho também foi frágil: queda de 3,3%. É um percentual de queda maior do que o esperado pelo mercado.
Em 24 de abril de 2006, fanfarrão, Lula dizia em alto em bom som que a autossuficiência do Brasil havia, enfim, chegado.


Fala Lula:
- A autossuficiência significa que somos donos do nosso nariz. A Petrobras conseguiu o seu intento que o povo brasileiro buscou durante cinqeenta anos: ser autossuficiente.

Por Lauro Jardim
28 de fevereiro de 2013

DE(S)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIOS

Inadimplência das empresas aumenta 10,3% em janeiro, diz Serasa


A inadimplência das empresas cresceu 10,3% em janeiro, ante dezembro, de acordo com a Serasa Experian, em levantamento divulgado nesta quinta-feira (28). Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 4,9%.
Em janeiro, o fluxo de caixa das empresas foi pressionado por fatores como pagamento do IPVA de frota, reposição de estoques após o período de Natal, inflação de custos e o aumento do salário mínimo, diz a Serasa.
"Com mais obrigações para honrar, as empresas que não contam com disponibilidade financeira extra enfrentaram dificuldade para pagar em dia seus compromissos", avaliou a empresa por meio de nota divulgada hoje.
A Serasa ponderou que a alta da inadimplência tem arrefecido nas comparações anuais desde o segundo semestre de 2012. "Com a recuperação econômica, essa trajetória deve continuar", diz.
De acordo com a Serasa, os títulos protestados tiveram aumento de 34,3% em janeiro, ante dezembro, enquanto a inadimplência nas dívidas não bancárias das empresas cresceu 2,7%. A emissão de cheques sem fundos subiu 7% no período. A inadimplência com os bancos aumentou apenas 0,1%.
Valor médio das dívidas
Em janeiro de 2013, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram valor médio de R$ 774,04, queda de 3,7% ante igual mês de 2012.
As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram, no primeiro mês do ano, valor médio de R$ 5.159,49,10, recuo de 1,1% na relação com janeiro do ano anterior.
Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado foi de R$ 1.881,76, com elevação de 3,2% sobre janeiro de 2012.
Por fim, os cheques sem fundos apresentaram, em janeiro de 2013, um valor médio de R$ 3.047,13, representando um aumento de 42,2% quando comparado com o primeiro mês de 2012.

Do G1, com informações do Valor Online
28 de fevereiro dde 2013

BOLSA FAMÍLIA PAGA MAIS DE R$ 1,9 BILHÃO EM FEVEREIRO

 

Em fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está investindo mais de R$ 1,9 bilhão no pagamento de benefícios do Bolsa Família.

Esse valor atende a 13.557.535 famílias, com valor médio de R$ 144,87. O pagamento começou no dia 15 e segue até esta quinta-feira (28).

A região com maior transferência de recursos é o Nordeste, que receberá mais de R$ 1 bilhão (52% do total).

Lá são atendidas 6,9 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 148,18.
Já o Norte tem o benefício médio mais alto, chegando a R$ 164,47.
Jornal do Brasil
28 de fevereiro de 2013

DE (S) CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIOS

Aumenta preocupação com emprego, inflação e dívidas, diz CNI
O brasileiro está menos otimista com o emprego e a inflação. Também está mais endividado, informa pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira.

A confiança do consumidor caiu 0,9% entre janeiro e fevereiro, de acordo com o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor). Foi o terceiro mês consecutivo de queda no indicador.

No acumulado desde novembro de 2012, último mês de crescimento da confiança, a queda foi de 2,9%.

Em relação a fevereiro do ano passado, o índice, no entanto, avançou 0,7%.
A CNI pondera que, apesar da queda, a confiança do consumidor segue maior que a registrada na maior parte do período entre o segundo trimestre de 2011 e o terceiro trimestre de 2012.


MEDO DE INFLAÇÃO


Dentre os componentes do Inec, o índice de expectativa de inflação caiu 1,7% entre janeiro e fevereiro, refletindo maior pessimismo dos brasileiros em relação a esse tópico. Foi a quarta queda consecutiva desse item do indicador.

O indicador aponta que a maioria dos consumidores (51% dos 2.002 entrevistados em 141 municípios) acham que a inflação irá aumentar.

Os indicadores de endividamento e de situação financeira também pioraram: quedas de 0,4% e de 0,6%, respectivamente, entre janeiro e fevereiro. Metade dos entrevistados acha que a renda pessoal não irá se alterar.

O brasileiro também ficou mais pessimista em relação ao mercado de trabalho. O índice de expectativa de desemprego caiu 1,1% no período, mostrando que menos entrevistados esperam queda no desemprego.
A expectativa para os próximos seis meses em relação à renda e o indicador de expectativa de compra de bens de alto valor ficaram estáveis entre janeiro e fevereiro, de acordo com a CNI.


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
DE SÃO PAULO
28 de fevereiro de 2013

TÍTULOS DO TESOURO PERDEM MAIS DE 6% NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

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O Banco Central ainda não mexeu nos juros, mas as taxas negociadas pelos investidores já tiveram alta considerável nas últimas semanas apenas com a expectativa de elevação da Selic, a taxa básica da economia brasileira, que só será definida na próxima quarta-feira.
Para o investidor, o resultado já se materializou como uma das maiores sangrias já vista nos títulos prefixados do Tesouro Direto desde 2010.

Também perderam os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) prefixados e os fundos de renda fixa e de índices de inflação, que são os que mais sofrem em época de aumento de juros.

A maioria dessas aplicações deve fechar fevereiro com rendimento negativo.

No Tesouro Direto, alguns papéis chegaram a perder mais de 6% apenas nos últimos 30 dias. Foi o caso das NTN-B com vencimento em agosto de 2050, que caíram 6,20% nos últimos 30 dias.

O rendimento negativo costuma assustar os investidores mais conservadores da renda fixa, que têm dificuldade de entender por que uma aplicação com taxa de juros positiva pode levar a perdas como essa, em tão pouco tempo e mesmo antes de um fato (no caso, o aumento dos juros pelo BC) se materializar.

Isso acontece porque, apesar de as taxas prefixadas serem positivas, os títulos já emitidos sofrem um "deságio" em seu valor, para se adaptarem à nova realidade de juros. Ou seja, quando os juros sobem, o valor do título cai e vice-versa.

Se isso não acontecesse, não haveria estímulo para um investidor comprar um papel já emitido com juros menores do que compraria com os novos juros.

No Tesouro Direto, sente esse impacto quem resgatar a aplicação antecipadamente ou consultar o saldo, que é marcado segundo o valor do dia do extrato. Quem deixar até o vencimento recebe aquilo que foi combinado.

"O melhor é ficar quieto para não realizar o prejuízo. Quem aplica em longo prazo ganhou bastante e se protegeu da inflação; quem entrou no final da festa, em outubro e novembro do ano passado, perdeu dinheiro, mas ficará protegido em longo prazo", diz Fabio Colombo, administrador de investimentos.

"Esses títulos renderam 20% no ano passado; não iria continuar assim. O investidor deve se preocupar agora em não perder para a inflação", afirma William Eid, professor de finanças da FGV.

Para novas aplicações, a recomendação é preferir os investimentos pós-fixados, como as LFTs, os fundos DI e os CDBs atrelados ao CDI.

Hoje, a taxa Selic está em 7,25% e a maioria dos analistas aposta em alta para 7,75%.

Os investidores negociam juros para janeiro de 2014 em 7,75%, embutindo um aumento de 0,5 ponto percentual até o fim do ano.

"Sempre que tem aumentos inesperados da Selic, o preço cai. Estamos falando de expectativa contra realidade", diz o também professor da FGV Samy Dana.

Editoria de arte/Folhapress
Original :
Títulos do Tesouro perdem mais
de 6% nos últimos 30 dias
28 de fevereiro de 2013

SEMPRE SERÁ FÁCIL OBEDECER A UM CANALHA...

                                 O SOM DO SILÊNCIO

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A posse na presidência do Senado de Renan Calheiros, que já havia sido afastado do mesmocargo por denúncias de corrupção em 2006, não é crível em um país que se orgulha de ter construído uma democracia sólida. Mais incrível ainda é o modo que usou para se esquivar dessas denúncias - apresentando notas fiscais "frias".
O silêncio com o qual o Senado trata o movimento de 1,6 milhão de assinaturas articulado pela internet pelo impeachment de Renan é ensurdecedor.

Já a festa de dez anos do PT no poder trouxe de presente ao país uma cartilha aparentemente saída da máquina de propaganda de Stalin - o que não é de assustar, a julgar pelos entorpecentes discursos de Rui Falcão.
O teor fascista e de divisão do país entre o "nós" e o "eles", além da total incongruência de críticas à gestão tucana de FHC (imprescindível esta para os grandes avanços empreendidos desde 2003), demonstra um governo cuja preocupação é o projeto de poder, e não o país.
Em meio a tudo isso, a blogueira cubana Yoani Sánchez vem ao Brasil buscando espaço para fazer aquilo que não pode fazer em sua terra natal - exercer seus direitos e expressar sua opinião - e é impedida por manifestantes selvagens, que não aceitam ouvir críticas a um regime ditatorial apenas pelo fato de ser socialista.

Os três episódios podem parecer distintos e aparentemente isolados.
Entretanto, existe entre eles um fio condutor que nos permite compreender - infelizmente - bem as tristes perspectivas do Brasil atual.
Temos um Congresso alheio aos clamores populares pelo valor mais básico da democracia - a ética -, uma máquina governista montada para manter o status quo de seu partido, e um ex-presidente que se considera chefe de Estado e que lidera uma facção intolerante, atrasada e ideológica que dá as cartas no país - e que condecora, ainda por cima, criminosos condenados pelo STF.
Mas não temos ninguém para ir às ruas contra esse estado de calamidade ética. Quem vai às ruas hoje é para cercear a liberdade de expressão de uma cidadã cubana cujo único pecado foi ser contra uma ditadura. Onde estavam esses manifestantes quando da palestra de Zé Dirceu, chefe de quadrilha, na ABI?
Onde estavam quando da entrega da petição pela renúncia de Renan no Congresso? Onde estavam, onde estão todos?
Como estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, me pergunto:
onde está a UNE, que no passado era a primeira a se manifestar contra os descalabros?
Também faz parte da máquina do governo?
Em meio às frequentes perversões morais e à subversão de valores no seio da nossa jovem democracia, os únicos protestos que ocorrem no país são de cidadãos que nem ao menos foram a Cuba, para calar uma voz contrária ao regime esquerdista da terra de Fidel.
Com o seu barulho, deixaram o recado claro:
o fato de ser de esquerda justifica a ditadura.

Com seu silêncio, deixam outro:
o fato de ser de esquerda justifica Renan,
justifica o mensalão,
justifica o PT.

Pedro Rychter O Globo
28 de fevereiro de 2013

CADASTRO DA MISÉRIA

 
"Trata-se de assunto revestido da maior gravidade, impondo tratamento correto, sério, respeitoso."
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Tive o privilégio de receber do deputado Ricardo Berzoine elegante refutação ao meu artigo “Erradicar a miséria”, publicado em 22 de janeiro.

Não pretendo medir forças com o parlamentar petista, cuja trajetória política conheço, e a quem admiro desde que dirigiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo. As variações da presidente Dilma Rousseff, em torno do tema miséria, me estimulam, porém, a continuar na análise de problema de extrema relevância, cuja solução desejamos em benefício dos mais pobres.

                                         Miséria é vocábulo com diversos significados.


Tanto expressa estado de grande sofrimento, como carência absoluta de meios de subsistência, penúria, indigência. Além da material, existe miséria moral, de sensibilidade, de caráter, infelizmente comuns na vida pública.

O discurso presidencial procura criar diferenças formais entre miséria real e miséria cadastrada, aquela para a qual o governo voltou atenção.

A exigência do cadastro não deixa de ser, por si só, fator excludente para ampla quantidade de miseráveis, sem acesso a informações federais, estaduais e até municipais, que os tornem aptos ao cadastramento.

Não nos iludamos.

Temos, sobretudo na Região Norte, municípios de exageradas dimensões, em grande parte cobertos por florestas protegidas, onde será quase impossível cadastrar os habitantes necessitados.

Continuarão ainda, e por muito tempo, fora do alcance do governo.

Veja-se o caso de Oriximiná, do qual tratou o jornal O Estado, no caderno Planeta (20/2/2013). Sua área é de 107.604,4km2, superior à de diversos estados da Federação. Revela a matéria, cujo título é “Floresta rica, população pobre”, a situação dos quilombolas de Cachoeira Pereira “que passam três meses no extrativismo (de castanha) e o restante do ano no ócio”.

O país possui 5.564 municípios, distribuídos entre 27 estados, além do Distrito Federal. Em Minas Gerais, são 853; no Acre, 22; no Piauí, 224.

O portal “cidades”, do IBGE, revela nomes como Acauã,

Alvorada do Gurguéia,

Aroreira do Itaim,

Barro Duro,

Peritoró,

Sambaíba,

Zé Doca,

Gurjão,

Água Nova,

Bodó,

Venha Ver,

Peixe Boi,

Xupinguará,

Riachão do Poço,

Quixabá,

Cruzeta,

Encanto,

Vilaflor,

Zabelê,

Mataraca,

Malta,

Abaiara,

Caapiranga,

Uricuituba,

Coqueiro Seco,

Ererê,

Pindoba,

Arataca,

Barro Preto,

Tanquinho,

Veredinha,

Uiramutã,

Malhada dos Bois,

Telhas,

Acaicá.

 
São pequenas comunidades, com reduzida população e atividades econômicas de mera subsistência, sem hospitais,

médicos,

boas escolas,

estradas,

e pouquíssimas pessoas ocupadas e empregadas.

O governo dispõe da logística para recensear rapidamente os necessitados, fazendo-lhes chegar a bolsa cadastrada dentro dos prazos anunciados?

O projeto de extinção da miséria se ressente do vício que afeta a bolsa família. Oferece algum dinheiro, não muito, nem o suficiente, sem conseguir a inclusão dos beneficiados no mercado de trabalho. Objetiva saciar a fome de famílias com renda per capita mensal inferior a 70 reais, o que é positivo.

Nada tem a ver, entretanto, com oferta concreta de postos de trabalho.

Quem é empregado tem direito a salário mínimo, 13º terceiro, fundo de garantia, previdência, vale-transporte. Como estamos em situação análoga à do pleno emprego, é paradoxal que 10% da população, cerca de 19 milhões, continuem à margem do mercado de trabalho, e 2,9 milhões recebam 70 reais.

Conforme diz Luc Ferry, no livro A tentação do cristianismo (Ed. Objetiva, 2011), é através do trabalho que o homem se valoriza e adquire dignidade. Inteligência, beleza, memória, vigor físico, são insuficientes, eis que podem ser colocados a serviço do bem, ou do mal.

Bolsa família e bolsa miséria devem ser pagas como benefícios transitórios.

Ao governo cabe agir de forma enérgica, rápida e competente, mas no sentido de levar o desenvolvimento ao interior distante e colocar trabalho remunerador ao alcance de todos.
 
 
Entrevistado pelo O Estado (20/2/2013) o economista e professor da Unicamp Cláudio Dedecca lembrou que Lula garantiu que a bolsa família erradicaria a miséria. Errou. Na Presidência, a presidente Dilma ficou ciente de que a miséria resiste em escala superior à imaginada.

Milhões continuam  saúde, água, eção e trabal
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O problema não é retórico para ser resolvido em palanque, com discursos. Trata-se de assunto revestido da maior gravidade, impondo tratamento correto, sério, respeitoso.
Almir Pazzianotto Pinto Correio Braziliense
28 de fevereiro de 2013

EXEMPLOS

 

“Eu acho que o Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto. O que ele deveria fazer é contribuir para a Dilma continuar a governar o Brasil bem, ou seja, deixar ela trabalhar.”

Nessa curta frase do ex-presidente Lula está expressa sua ideia de democracia e, sobretudo, a visão que tem sobre o que é fazer oposição. Desde que Lula chegou à Presidência da República, criou-se um mito no Brasil: falar mal do ex-operário que chegou ao poder pelo voto é proibido, revela o preconceito social de quem o faz.
 
Fazer oposição ao governo popular que chegou para nos redimir só pode ser coisa de direitistas raivosos, de reacionários a serviço dos piores interesses.
Ao contrário, basta que alguém adira ao governo petista para se transformar imediatamente em pessoa respeitável, sobre quem nada pode ser dito sem que uma crítica signifique tentativa de desestabilizar o tal governo popular.
 
Reputações são lavadas em segundos, passados são esquecidos, muitos se tornam esquerdistas tardiamente. Quantos parentes de presos políticos que nunca levantaram um dedo para repudiar a ditadura agora posam de esquerdistas em defesa da memória de seus queridos e aproveitam para tirar um benefício do governo?
 
Por que Fernando Henrique deveria “no mínimo ficar quieto”, se, tanto quanto ele, os ex-presidentes que nos restam atuam politicamente com intensidade? E por que Fernando Henrique deveria deixar Dilma trabalhar em paz se ele é o principal nome da oposição e, como o nome diz, tem como função principal se opor ao que está aí no governo?
 
O que fazia o PT quando estava na oposição? Deixava Fernando Henrique governar com tranquilidade ou tentava por todos os meios boicotar sua administração?

Logo no início do governo Lula, quando ele assumiu surpreendentemente como tarefa de seu governo prosseguir a reforma da Previdência, conversei com o então presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha — hoje condenado pela participação no mensalão — e perguntei a ele por que o PT se batera tanto contra a reforma quando o PSDB estava no governo se agora se mostrava favorável a ela.
 
Ele, candidamente, respondeu: “Luta política”. Simples assim. A “luta política” justificava tudo, até mesmo trabalhar contra medidas que eles consideravam acertadas.
Enquanto ainda era presidente, Lula reclamava da ação de Fernando Henrique, dizendo que ele tinha que aprender a ser ex-presidente. Houve momento em que petista graduado disse que o ex-presidente tucano deveria ir para a casa “cuidar dos netinhos”.
 
Lula prontificava-se a fazer isso, ao mesmo tempo em que prometia voltar a fazer churrascos para os amigos, sem se meter em política. Ensinaria a Fernando Henrique o que é ser um ex-presidente. Sabemos muito bem o que ele fez desde o primeiro momento em que deixou a Presidência.
 
Faz questão de demonstrar sempre que quem está no comando é ele, a ponto de, na reunião do PT para comemorar os dez anos de poder do partido, ter feito discurso em que tratou a presidente Dilma Rousseff como se fosse um oposicionista.
Como ele sempre é o centro de suas próprias falas, Lula fez brincadeira com sua conhecida vaidade. Disse que gostava tanto dele mesmo que sempre votou em si próprio para presidente da República, e que, quando não pôde mais fazê-lo, votou num “poste”.
 
O “poste” em questão estava ali a seu lado, era a presidente da República, que foi classificada assim durante a campanha eleitoral pelos críticos de sua escolha. Para aliviar o ambiente, Lula deu um fecho generoso à sua piada de mau gosto, dizendo que o “poste” Dilma estava iluminando o Brasil.
 
Todas essas atitudes de Lula fora do poder podem ser perfeitamente aceitáveis para seus correligionários e eleitores, que costumam não ver seus defeitos. Mas não é possível que críticas aos governos petistas, ou mesmo à sua pessoa, sejam consideradas demonstrações de reacionarismo político, ou tentativa de boicotar as ações do governo popular que chegou para redimir o país, sem dever nada a ninguém, sem ter herdado nada, tendo construído tudo. Lula alimenta essa bobajada.

28 de fevereiro de 2013
Merval Pereira, O Globo

CONFUSÕES INEXPLICÁVEIS

 

É muita trapalhada, em muitas frentes, ao mesmo tempo. A Petrobras comprou uma refinaria por um preço muito acima do razoável e teve que lançar parte do dinheiro a prejuízo; o BNDES toma decisões inexplicáveis de alocação de recursos públicos e tem prejuízo; balanços dos bancos públicos saem com meias verdades. Quando tudo dá errado, o Tesouro usa o seu, o meu, o nosso dinheiro.
 
O resultado de toda essa confusão será mais confusão, porque o governo escolheu o caminho dos ajustes que encomendam mais desajustes. Um encontro de contas honesto, que admitisse todas as perdas com as decisões controvertidas — por equívoco ou coisa pior — revelaria o tamanho real do rombo que o governo nos últimos anos foi criando para o país.
Quem crê que as contas sempre têm que ser pagas sente uma compreensível preocupação com as notícias que diariamente aparecem nos jornais sobre as operações perigosas dos vários tentáculos do governo.
 
É o caso de Pasadena, o estranho episódio da refinaria que foi comprada de uma trading belga, em 2005, e um ano depois vendida para a Petrobras por um preço várias vezes maior e que já fez a estatal lançar à prejuízo meio bilhão de reais no último balanço.
Ou os belgas são muito astutos, ou as decisões na Petrobras foram tomadas por pessoas sem qualquer noção de valor, ou são todos os envolvidos bem espertos.
 
O “Estado de S.Paulo” revelou ontem que o Ministério Público apresentou ao Tribunal de Contas da União representação contra a Petrobras. Os números são eloquentes: em 2005, a trading belga Astra/Transcor comprou a refinaria de petróleo Pasadena por US$ 42,5 milhões. Um ano depois, vendeu 50% da refinaria para Petrobras por US$ 360 milhões.
Depois disso, as sócias se desentenderam e para encerrar a briga a estatal brasileira pagou mais US$ 820,5 milhões à empresa belga.
E agora, no balanço do quarto trimestre, a Petrobras lançou a prejuízo R$ 464 milhões. Ou seja, esse valor é o prejuízo até o momento do impressionante negócio feito pela empresa.
 
No balanço do BNDES, foram registrados R$ 3,32 bilhões de perdas com empréstimos ou capitalizações que fracassaram. Uma dessas perdas foi a tentativa frustrada do BNDES de fazer uma gigante de leite, a LBR-Lácteos, no qual entrou com 30% do capital e que está em processo de recuperação judicial. Só nesse erro o banco perdeu R$ 865 milhões.
Há casos discutíveis em várias áreas, em que o banco tem entrado de forma atrapalhada e sem prestar contas à sociedade, com estratégias discutíveis e prejuízos indiscutíveis.
O lucro do banco só não caiu muito porque o Conselho Monetário Nacional permitiu que ele não registrasse a perda de valor das ações transferidas pelo Tesouro.
 
Nunca é demais lembrar que houve ainda o caso da Caixa, que comprou 49% das ações do Panamericano por R$ 800 milhões, para logo depois descobrir que ele tinha um rombo de R$ 4,3 bilhões. Depois disso, a Caixa teve que pôr mais dinheiro no Panamericano.
 
O caso da refinaria Abreu e Lima construída pela Petrobras é outro que precisa de boas e bem contadas explicações porque os custos de construção deram saltos ornamentais. No início, seria de US$ 2,5 bilhões e está caminhando para US$ 20 bilhões. E o único ganhador com isso será o petróleo venezuelano, já que ela foi desenhada para refinar apenas o petróleo do país vizinho.
 
O Tesouro se prepara para fazer mais uma capitalização no BNDES que pode chegar a R$ 8 bilhões. Isso depois de ter transferido a títulos de empréstimos R$ 350 bilhões desde 2008 para o banco.
A fonte tradicional de financiamento do banco é o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que só conseguiu fechar suas contas no positivo porque o Tesouro injetou R$ 5 bilhões.
Esses são alguns dos casos estranhos. Não são os únicos.

28 de fevereiro de 2013
Míriam Leitão, O Globo

REDE ECOCHATA DE SUSTENTABILIDADE DO CINISMO ESQUERDISTA MOSTRA QUE É INSACIÁVEL


 
Com brechas nos critérios de filiação para impedir candidatos "ficha-suja" e sem definição sobre um teto de doações, integrantes do partido Rede registraram ontem em cartório o estatuto da legenda.
 
O ato, realizado em Brasília, foi comandado pela ex-senadora Marina Silva e contou com a participação dos deputados Alfredo Sirkis (PV-RJ), Walter Feldman (PSDB-SP), Domingos Dutra (PT-MA) e militantes.
 
O capítulo do estatuto que trata das condições de filiação diz que resolução da comissão nacional estabelecerá as hipóteses de inelegibilidade. Impedimentos previstos na Lei da Ficha Limpa, como condenações por crimes de corrupção, improbidade administrativa etc., deverão, porém, ser seguidos.
 
As hipóteses de flexibilidade na filiação devem ocorrer em casos em que a pessoa foi condenada por sua participação em movimentos sociais.
 
Apesar de prever que haverá um teto para doações de pessoas físicas e jurídicas, o estatuto não define o limite das contribuições.
Dessa forma, o partido fica livre para arrecadar para as eleições de 2014, quando Marina poderá disputar a Presidência da República.
 
28 de fevereiro de 2013
in aluizio amorim

MAIORIA GOVERNISTA NO STF SE RENDE À INCOMPETÊNCIA E VAGABUNDAGEM DO CONGRESSO QUE NÃO LEGISLA E OUTRAS NOTAS PERTINENTES

 

 
O sutil aparelhamento petista do Supremo Tribunal Federal já começa a render bons frutos. Os esquemas politiqueiros se sobrepuseram ontem aos interesses da segurança do Direito. Agora surpreendentemente acompanhados de Gilmar Mendes, oriundo da Era FHC, os ministros “apadrinhados” por Lula e Dilma renderam-se ontem aos interesses do governo e do esquema que domina o Congresso nacional, acabando com a ordem cronológica para apreciação de vetos presidenciais.
Por 6 votos a 4, o STF se rendeu à ditadura e incompetência do Legislativo que age em perfeito conluio com o desgoverno. Aceitando a desculpa de “destrancar a pauta do Congresso”, a maioria do Supremo praticamente rasgou o artigo 66 da Constituição que obriga que os vetos sejam apreciados em 30 dias. Perigosamente, a suprema corte referendou, no mínimo, a ineficiência e vagabundagem dos deputados e senadores que cometem a irresponsabilidade de deixar na fila, ao longo de dez anos, o absurdo volume de 3.060 vetos presidenciais que teriam de ser votados pelo parlamento.
São graves as consequências institucionais da derrubada da liminar concedida pelo ministro Luiz Fux para que os vetos presidenciais fossem apreciados cronologicamente.
Azar maior e imediato para dois estados da federação: Rio de Janeiro e Espírito Santo. Semana que vem, na base da pressa, o Congresso deve derrubar o veto de Dilma Rousseff à legislação dos royalties do petróleo. Correndo, os parlamentares também poderão votar logo o Orçamento Geral da União – liberando logo verbas estratégicas no ano pré-eleitoral.
Os ministros derrotados na votação – Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux - foram contundentes em seus votos.
O presidente do STF destacou que ficou evidente um desequilíbrio entre os poderes republicanos. Barbosa até apelou para o termo em inglês ‘checks and balances’ para frisar que a derrubada da liminar afetaria os freios e contrapesos necessários à relação entre o parlamento e o judiciário.
Marco Aurélio pegou mais pesado. Segundo ele, derrubada a liminar concedida por Fux em base claramente constitucional, a maioria no Parlamento terá mais poder para derrubar as disposições da minoria. “As consequências da cassação da liminar são seriíssimas. Vai se viabilizar o massacre da minoria pela maioria”. Derrubaram a liminar de Fux, entrando no jogo do Congresso, os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
A regra era clara...
O parágrafo 4º do Artigo 66 da Carta de 1988 é claríssimo, ao definir que o veto presidencial a um projeto de lei deve ser apreciado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta no prazo de 30 dias do seu recebimento.
O descumprimento sujeita o Congresso à inclusão do veto na ordem do dia.
Assim, as demais proposições só podem ser apreciadas conforme a ordem de chegada do veto.
Será que não vale mais o que está escrito?
O ministro Teori Zavascki puxou a tese de que a jurisprudência do STF é consolidada no sentido de que esses assuntos são questões interna corporis, imunes ao controle judicial.
Toffoli foi na onda dele, pregando: “Eu não entendo que a Constituição impôs uma ordem cronológica de votação”.
Lewandowski, também: “Não me parece que o constituinte impôs ao Congresso o exame dos vetos em ordem cronológica”.
Bode de Pasadena
A petralhada já armou um esquema caso feda ainda mais o processo de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras.
 
O plano é jogar toda a culpa pela operação em uma só pessoa.
O diretor financeiro e de serviços da Petrobras Distribuidora, Nestor Cerveró.
Assim, se safam José Sérgio Gabrielli, Guido Mantega, Almir Barbassa e até o incrível “Senhor X” (aquele a quem investidores seriam convidados a dar uma participaçãozinha de 5% em negócios fechados com a estatal de economia mista e suas parcerias).
 
Dilma vai ficar quieta?
 
O procurador federal Marinus Marsico, que fez um parecer da operação Pasadena para o Tribunal de Contas da União, avalia que o caso é uma tragédia econômico-financeira:
Comecei a estudar esse caso há um ano. Pedi informações detalhadas à Petrobras e analisei com o máximo cuidado. As informações só reforçaram a minha convicção de que foi um ato antieconômico, uma decisão que lesou o país e a empresa”.
Na gestão Gabrielli, a Petrobrás torrou US$ 1,18 bilhão na compra da refinaria norte-americana, passando por cima da então “presidenta” do Conselho de Administração da Peetrobras, Dilma Rousseff, que condenou a operação, mas acabou voto vencido...
Bem que a Dilma agora podia voltar a falar do assunto que é apreciado pelo TCU...
Abraham Lula
 
Luiz Inácio Lula da Silva cometeu ontem a façanha de se comparar ao ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln (1809-1865) – que acabou assassinado:
Fico impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860 igualzinho batia em mim. E ele não tinha internet para responder, tinha que esperar o telex. Agora é em tempo real.
Vamos perdoar o companheiro por mais uma besteirinha, já que, no tempo de Lincoln, a imprensa que o atacava ainda usava o serviço de telegrafia, baseado no código morse, e não o telex, que o sucederia...
Gramscista
Lula mostrou ontem que está mesmo alinhado com as táticas gramscistas de uso da comunicação para a consolidação do poder socialista – conforme José Dirceu comentou recentemente com amigos próximos.
Na reunião com a CUT, Lula defendeu o emprego intensivo da mídia:
“Temos uma arma poderosa, mas totalmente desorganizada. Ao invés de ficar cada um falando o que pensa, temos que tentar formar um pensamento coletivo, mais unitário”.
Jura que se foi?
Guillermo Cochez, embaixador do Panamá na OEA, desafia o governo da Venezuela a negar a informação de que Hugo Chávez foi desconectado, quatro dias atrás, das máquinas que o mantinham vivo.
Cochez garante ter informações seguras de que Chávez já teria morte cerebral decretada desde 30 de dezembro.
O diplomata desafia os bolivarianos a mostrarem algum vídeo recente de seu líder socialista moribundo...
Lulalincoln?
 
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

28 de fevereiro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

MAIORIA GOVERNISTA NO STF SE RENDE À INCOMPETÊNCIA E VAGABUNDAGEM DO CONGRESSO QUE NÃO LEGISLA E OUTRAS NOTAS PERTINENTES

 

 
O sutil aparelhamento petista do Supremo Tribunal Federal já começa a render bons frutos. Os esquemas politiqueiros se sobrepuseram ontem aos interesses da segurança do Direito. Agora surpreendentemente acompanhados de Gilmar Mendes, oriundo da Era FHC, os ministros “apadrinhados” por Lula e Dilma renderam-se ontem aos interesses do governo e do esquema que domina o Congresso nacional, acabando com a ordem cronológica para apreciação de vetos presidenciais.
Por 6 votos a 4, o STF se rendeu à ditadura e incompetência do Legislativo que age em perfeito conluio com o desgoverno. Aceitando a desculpa de “destrancar a pauta do Congresso”, a maioria do Supremo praticamente rasgou o artigo 66 da Constituição que obriga que os vetos sejam apreciados em 30 dias. Perigosamente, a suprema corte referendou, no mínimo, a ineficiência e vagabundagem dos deputados e senadores que cometem a irresponsabilidade de deixar na fila, ao longo de dez anos, o absurdo volume de 3.060 vetos presidenciais que teriam de ser votados pelo parlamento.
São graves as consequências institucionais da derrubada da liminar concedida pelo ministro Luiz Fux para que os vetos presidenciais fossem apreciados cronologicamente.
Azar maior e imediato para dois estados da federação: Rio de Janeiro e Espírito Santo. Semana que vem, na base da pressa, o Congresso deve derrubar o veto de Dilma Rousseff à legislação dos royalties do petróleo. Correndo, os parlamentares também poderão votar logo o Orçamento Geral da União – liberando logo verbas estratégicas no ano pré-eleitoral.
Os ministros derrotados na votação – Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux - foram contundentes em seus votos.
O presidente do STF destacou que ficou evidente um desequilíbrio entre os poderes republicanos. Barbosa até apelou para o termo em inglês ‘checks and balances’ para frisar que a derrubada da liminar afetaria os freios e contrapesos necessários à relação entre o parlamento e o judiciário.
Marco Aurélio pegou mais pesado. Segundo ele, derrubada a liminar concedida por Fux em base claramente constitucional, a maioria no Parlamento terá mais poder para derrubar as disposições da minoria. “As consequências da cassação da liminar são seriíssimas. Vai se viabilizar o massacre da minoria pela maioria”. Derrubaram a liminar de Fux, entrando no jogo do Congresso, os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
A regra era clara...
O parágrafo 4º do Artigo 66 da Carta de 1988 é claríssimo, ao definir que o veto presidencial a um projeto de lei deve ser apreciado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta no prazo de 30 dias do seu recebimento.
O descumprimento sujeita o Congresso à inclusão do veto na ordem do dia.
Assim, as demais proposições só podem ser apreciadas conforme a ordem de chegada do veto.
Será que não vale mais o que está escrito?
O ministro Teori Zavascki puxou a tese de que a jurisprudência do STF é consolidada no sentido de que esses assuntos são questões interna corporis, imunes ao controle judicial.
Toffoli foi na onda dele, pregando: “Eu não entendo que a Constituição impôs uma ordem cronológica de votação”.
Lewandowski, também: “Não me parece que o constituinte impôs ao Congresso o exame dos vetos em ordem cronológica”.
Bode de Pasadena
A petralhada já armou um esquema caso feda ainda mais o processo de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras.
 
O plano é jogar toda a culpa pela operação em uma só pessoa.
O diretor financeiro e de serviços da Petrobras Distribuidora, Nestor Cerveró.
Assim, se safam José Sérgio Gabrielli, Guido Mantega, Almir Barbassa e até o incrível “Senhor X” (aquele a quem investidores seriam convidados a dar uma participaçãozinha de 5% em negócios fechados com a estatal de economia mista e suas parcerias).
 
Dilma vai ficar quieta?
 
O procurador federal Marinus Marsico, que fez um parecer da operação Pasadena para o Tribunal de Contas da União, avalia que o caso é uma tragédia econômico-financeira:
Comecei a estudar esse caso há um ano. Pedi informações detalhadas à Petrobras e analisei com o máximo cuidado. As informações só reforçaram a minha convicção de que foi um ato antieconômico, uma decisão que lesou o país e a empresa”.
Na gestão Gabrielli, a Petrobrás torrou US$ 1,18 bilhão na compra da refinaria norte-americana, passando por cima da então “presidenta” do Conselho de Administração da Peetrobras, Dilma Rousseff, que condenou a operação, mas acabou voto vencido...
Bem que a Dilma agora podia voltar a falar do assunto que é apreciado pelo TCU...
Abraham Lula
 
Luiz Inácio Lula da Silva cometeu ontem a façanha de se comparar ao ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln (1809-1865) – que acabou assassinado:
Fico impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860 igualzinho batia em mim. E ele não tinha internet para responder, tinha que esperar o telex. Agora é em tempo real.
Vamos perdoar o companheiro por mais uma besteirinha, já que, no tempo de Lincoln, a imprensa que o atacava ainda usava o serviço de telegrafia, baseado no código morse, e não o telex, que o sucederia...
Gramscista
Lula mostrou ontem que está mesmo alinhado com as táticas gramscistas de uso da comunicação para a consolidação do poder socialista – conforme José Dirceu comentou recentemente com amigos próximos.
Na reunião com a CUT, Lula defendeu o emprego intensivo da mídia:
“Temos uma arma poderosa, mas totalmente desorganizada. Ao invés de ficar cada um falando o que pensa, temos que tentar formar um pensamento coletivo, mais unitário”.
Jura que se foi?
Guillermo Cochez, embaixador do Panamá na OEA, desafia o governo da Venezuela a negar a informação de que Hugo Chávez foi desconectado, quatro dias atrás, das máquinas que o mantinham vivo.
Cochez garante ter informações seguras de que Chávez já teria morte cerebral decretada desde 30 de dezembro.
O diplomata desafia os bolivarianos a mostrarem algum vídeo recente de seu líder socialista moribundo...
Lulalincoln?
 
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

28 de fevereiro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.