"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 28 de junho de 2013

VÍDEO. SINDICATO FATURA MAIS DE 40 MILHÕES, CONFORME REPORTAGEM ABAIXO. COM MUITO EMPENHO VAMOS LIMPAR O BRASIL

 
O ví­deo abaixo, já possui mais de 1 ano.
E nada foi feito.  Mas existe uma explicação lógica
Este sindicato, conforme foi visto na reportagem, fatura mais de 40 milhões (isto mesmo), de reais por ano.  E possui, somente 50 funcionários.
Ou seja, o gasto que existe com pessoal é o mínimo.
Lembrando que o seu presidente, possui um salário acima de R$ 26.000,00.
Sabe porque não foi feito nada até agora?  Repare que na quinta-feira (ontem), o presidente (que também e presidente da CSB), esteve com a própria presidente discutindo assuntos.
Porém, se divulgarmos, isto vai mudar.
Muda Brasil, conto com a ajuda de vocês.
Eu, delegado.  Um brasileiro !!!!

28 de junho de 2013
movcc

PERFEITA IDIOTA QUER PLEBISCITO SOBRE ARABESCOS COLATERAIS


Nossa perfeita idiota revelou-se tardiamente, escrevia eu em crônica recente. O brilhante achado de dona Dilma – a convocação de uma Constituinte - não durou sequer o que duram as rosas. Inviável do ponto de vista jurídico, no dia seguinte foi unanimemente rechaçado por ministros e juristas.
Em menos de 24 horas, o governo tatibitate do PT deu marcha a ré.

Nunca um presidente da república foi desmoralizado em tão curto espaço de tempo. Tentando remendar o soneto, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, veio a público dizer que dona Dilma não disse o que disse:

"A presidente da República, ontem na sua manifestação, falou em processo constituinte específico. Ela não defendeu uma tese. Há várias maneiras de se fazer um processo constituinte específico. Uma delas seria uma Assembleia Constituinte específica como muitos defendem. A outra forma seria, através de um plebiscito, colocar questões que balizassem o processo constituinte específico feito pelo Congresso nacional. Há várias teses. A presidente falou genericamente sobre isso".

Desautorizada em seu reflexo de perfeita idiota, dona Dilma não abre mão pelo menos da idéia de plebiscito.

Mas atenção: plebiscito sobre reformas políticas, questiúnculas de representação, jamais sobre o que realmente importa.

Há três ou quatro temas candentes, que há horas pedem plebiscito, que acaba sendo barrado por quem teme o resultado da vontade da maioria. Para começar, a descriminalização do aborto, que na verdade há muito deixou de ser crime.

Em janeiro de 2009, Veja lembrava um dado que na época já não era novo: os especialistas estimavam que cheguasse a um milhão o número de abortos no Brasil. O cenário teria sido bem pior na década de 80, quando os abortos clandestinos podem ter chegado a 4 milhões por ano. A redução desse número se deveria ao aperfeiçoamento dos métodos anticoncepcionais e à disseminação no país de políticas de planejamento familiar, logo estas duas medidas às quais à Igreja se opõe ferozmente.

Ora, quando se cometem um milhão de um mesmo crime ao ano – ou quatro milhões – há muito o crime deixou de ser crime. Aborto entrou na categoria dos usos e costumes. Neste país onde 250 mil criminosos, já condenados, vivem livres como passarinho, porque não há mais vagas nas prisões, onde colocar um milhão – ou quatro milhões – de mulheres, mais os milhares de profissionais que as assistiram durante o aborto? Se aborto ainda é considerado crime pela legislação, é crime de condenação impossível. E sem sanção não há crime.

Mas continua sendo crime na letra da lei. Em abril passado, a procuradora da mulher no Senado Federal, Vanessa Grazziotin, defendia um plebiscito para que a população decidisse sobre a flexibilização do aborto no país.

- O tema é tão polêmico – dizia a procuradora - que nunca o Congresso Nacional conseguiu avançar. Porque há uma parte importante da população, inclusive médicos, cientistas, movimento de mulheres, que tem essa mesma opinião, ou seja, de autonomia da mulher sobre seu próprio corpo. Mas há uma outra parte, uma parcela importante também da sociedade, que não permite de maneira nenhuma. De tal sorte que eu entendo que esse é um caso típico que nós deveríamos decidir através de um plebiscito, chamar o povo a votar.

Essa outra parte é a Igreja Católica e demais confissões cristãs. Mas a Igreja não tem muita base histórica para defender a idéia – bastante recente do ponto de vista histórico – de que a tal de alma já está presente no embrião. Há vários anos venho lembrando que dois campeões da Igreja, são Tomás e santo Agostinho, eram favoráveis ao aborto. Segundo o aquinata, só haveria aborto pecaminoso quando o feto tivesse alma humana o que só aconteceria depois de o feto ter uma forma humana reconhecível. Para o Doutor Angélico, como o chamam os católicos, a chegada da alma ao corpo só ocorre no 40º dia de gravidez. A posição de Aquino sobre o assunto foi aceita pela igreja no Concílio de Viena, em 1312.

Nunca é demais lembrar que foi apenas em pleno século XIX, em 1869 mais precisamente, que o Papa Pio IX declarou que o aborto constitui um pecado em qualquer situação e em qualquer momento que se realize. Se os católicos se pretendem contra o aborto, deveriam começar destituindo seus santos da condição de sapiência e santidade. Ou seja, faz apenas 140 anos que a Igreja decidiu que uma mulher não mais é dona de seu próprio corpo.

Outra questão a pedir plebiscito era o casamento homossexual, ao qual se opõe a maioria da população, mas foi empurrado goela abaixo pelo STF, cujos ministros não hesitaram em rasgar a Constituição para passar por avançadinhos. Na verdade, este plebiscito foi pedido pelo pastor Marco Feliciano. Exato, aquele mesmo da cura gay. A proposta foi apresentada em 2011. Em dezembro de 2012 o projeto começou a ser analisado pelos membros da CDHM, mas não foi votado por um pedido de vista feito pelo deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), que alegou precisar de mais tempo para analisar o teor da proposta. E mais não se falou no assunto.

Mas a questão candente mesmo, regida por uma legislação que só faz aumentar a criminalidade no país, é a maioridade penal, hoje fixada em 18 anos. Qualquer marmanjo de 16 ou 17 anos, até mesmo faltando um dia para completar 18, pode matar e estuprar à vontade e só é punido com dois ou três aninhos de Casa. Mesmo que tenha matado meia dúzia de pessoas, sai de ficha limpa e sem folha corrida.

Esta é a discussão que hoje mais preocupa o país. O assunto voltou à pauta em abril passado, quando a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara rejeitou a inclusão na pauta do Projeto de Decreto Legislativo 1002/03, do ex-deputado Robson Tuma, que convocava um plebiscito para consultar a população sobre a redução ou não da maioridade penal. A intenção é reduzir para 16 anos a maioridade penal. Se aos 16 anos um jovem pode eleger o presidente da República, pode muito bem responder penalmente por seus atos. Quatro partidos (PT, PCdoB, PSDB e PSB) se uniram para obstruir a votação.

Sobre estas questões cruciais, que dividem o país em dois, sempre há quem barre um plebiscito. O desejado por dona Dilma é sobre arabescos colaterais, sobre como eleger quem vai decidir o que é ou não legal.

Nada que vá ao cerne da questão. Discutir maioridade penal, aborto, casamento homossexual, nem pensar. Há sempre o risco de os plebiscitados votarem com sensatez.


28 de junho de 2013
janer cristaldo

ABAIXO OS BIOMBOS!

Assídua usuária da web, fã de carteirinha, não deixei de amar o jornal impresso, paixão bem mais antiga, mas desde que me cadastrei no Blog do Noblat, em junho de 2005, é aqui que começo a ler as notícias.


Pois bem, desde o início, ainda aprendendo a navegar, fui contra os “nicks”. Jamais compreendi porque uma pessoa, em blogs políticos, usa um apelido para comentar, debater, dizer o que pensa, o que espera, do que gosta e do que não gosta.

Em certos tipos de blogs e sites, a má fé é evidente e disso não trato.

Mas em blogs políticos o motivo seria o medo de retaliação dos partidos? Tolice. Se for do interesse do partido, não tenho dúvida que o comentarista será identificado no momento em que isso interessar aos dirigentes. Não há mais segredos, nem privacidade em nosso mundo.

Entre os comentaristas de um mesmo blog, o apelido serve para ofender, é para o que serve. Eu chamo o Trutesindo de burro, ele me chama de idiota e fica tudo por isso mesmo. Quer dizer, em termos, há leis neste país, apesar de não parecer: se a ofensa for caluniosa ou infamante, o agredido tem as armas da lei.

Mas por que falar nisso, já que o uso dos nicks venceu e jamais desaparecerá?

Por um simples motivo.

Porque aqui no Brasil esses biombos têm servido a muitas causas.

Comparo os marginais, os vândalos, os amantes da baderna que se infiltram nas passeatas, onde a maioria é de gente que vai de cara limpa manifestar sua angústia com os continuados erros e desmandos de nossas autoridades, aos anônimos da Internet.


Os baderneiros vão com capuz e carapuças, a cabeça inteiramente coberta, na tentativa de evitar o reconhecimento. Quer dizer, vão com seus biombos portáteis, assim como os usuários de apelidos fazem nos blogs e afins. Destroem e não constroem nada.

Mas em nossas Casas Legislativas o biombo é ainda mais perigoso. Dele, em sua modalidade “voto secreto”, se valem nossos representantes, os eleitos, e nós, seus eleitores, não podemos saber como eles votam! Isso é tão estapafúrdio que tenho para mim que uma boa reforma política, se começasse por acabar com essa praga, daria muito menos trabalho e seria bem mais ágil.

No Executivo, o biombo é de outra natureza. Serve para pôr em evidência os que interessam ao Poder Central e para anular os demais, como na já célebre reunião Dilma/Governadores/Prefeitos. Aí, erraram na decoração: deviam ter ‘biombado’ a presidente...

Há também biombos bem brasileiros. São os que oferecem transparência opaca: você tem direito a conhecer todos os gastos do Executivo, mas quem escolhe quais são os todos é o Executivo...

O senhor Gilberto Carvalho, alma-gêmea do ex-presidente em exercício, Lula, o Esperto, e graduado especialista em biombos, disse que o bicho ia pegar. Sábias palavras: o bicho pegou. Agora é torcer para que o bicho seja roedor e roa todos os biombos.

Todos.

28 de junho de 2013
Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

COMEÇANDO NOVAMENTE...

Memes e muitas risadas ~~>> @[401222896611451:274:Risadas e Memes]

Muito boa essa pagina, recomendo ~> @[412191015497386:274:Blog Memes Perdidos]

Curto e recomendo ~~>>  @[272079762853046:274:Humorista Rockeiro]
 
 
28 de junho de 2013



 

EXEMPLO DE RESPEITO AOS IMPOSTOS E A NAÇÃO

Foto do primeiro ministro inglês David Cameron indo trabalhar de metrô é record de compartilhamentos no Facebook.
 
O primeiro ministro britânico, David Cameron, desloca-se de metrô e, neste dia, não encontrou sequer lugar sentado. Nas redes sociais, junTo da foto, os internautas compartilham a seguinte mensagem: "Partilhem se acham que no Brasil os políticos deviam seguir o mesmo exemplo e digam-nos: já encontraram algum ministro Brasileiro no metrô?"

 
Foto do primeiro ministro inglês David Cameron indo trabalhar de metrô
 
28 de junho de 2013

TEMOS QUE CONTINUAR RISCANDO...

dois já foram!!!
 
28 de junho de 2013


SE FALTAR A GENTE EMPURRA...

 
28 de junho de 2013


E VOCÊ? JÁ PAGOU O SEU CARTÃO? PORQUE O DELES NÓS JÁ PAGAMOS COM OS IMPOSTOS!!!

Em 10 anos, gastos com cartões corporativos chegam a quase meio bilhão
 Nos últimos 10 anos, o governo federal gastou quase meio bilhão de reais com compras feitas por meio de cartões corporativos. Foram R$ 462.560.739,31 despendidos de 2002 a 2012....
 
28 DE JUNHO DE 2013



 

VAMOS SALVAR O BRASIL!!!

 
28 de junho de 2013


A ESQUERDA NOJENTA QUER CALAR AQUELES QUE DIZEM A VERDADE!



Tem muita gente que não gosta do Jair Bolsonaro Messias Bolsonaro em razão de a mídia, infestada de gays e socialistas, vem fazendo com o parlamentar, transformando-o em vilão, pelo simples fato de dizer a verdade e defender nossas crianças e juventude.
 
Quando Bolsonaro se posiciona contra a aplicação do KITGAY nas escolas, ele não se posiciona contra os homossexuais, e jamais afirmou isso.
 
O que a mídia esquerdista tem feito com o Deputado Jair Bolsonaro é pura tática comunista para enfraquecer a única voz que não se envergonha de defender as famílias brasileiras, como fez neste vídeo e a relatora tentou cala-lo quando ele sentou mais uma vez o sarrafo nas mentiras contadas pelos CANALHAS DA ESQUERDA DO BRASIL... 
 
 
28 de junho de 2013
in mario fortes

FRASE DO DIA



"É como se a classe política e os poderes estivessem na era analógica e a sociedade, no sistema digital."

Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco

28 de junho de 2013

REALISMO NO COMBATE À CORRUPÇÃO

Mais sensível que o Palácio do Planalto em identificar o sentido das palavras de ordem gritadas nas ruas, o Congresso se apressa na votação de projetos relacionados direta ou indiretamente ao combate à corrupção, um dos temas predominantes nas manifestações.

Foi assim na rejeição ao ataque teleguiado contra o Ministério Público, com o engavetamento da PEC 37, e na aprovação, no Senado, do projeto deixado nas gavetas desde 2011 que enquadra o corrupto na legislação de crimes hediondos, além de aumentar penas.

Porém, a questão é mais complexa. De nada adiantam penas corretamente severas se o sistema Judiciário não as consegue executar na forma e no tempo devidos. Tanto ou mais que o tamanho da punição é a certeza de sua aplicação que induz à redução da criminalidade, por meio do fim da impunidade.
 
 
Não sem motivo, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, na audiência desta semana com Dilma, abordou a questão da Meta 18, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecida para que os tribunais de fato julguem processos penais contra crimes cometidos na administração pública.

Faltam ser finalizados 77 mil processos, até dezembro, para que a meta seja atingida. Barbosa anunciou ontem que enviará ofícios aos tribunais para alertá-los sobre o assunto.

No próprio STF há, no momento, importante exemplo de quanto é preciso melhorar a sistemática de tramitação processual, para que a corrupção seja de fato punida no Brasil. Trata-se do mensalão.

Apesar de toda a dedicação nas investigações — no Congresso, na Justiça, no MP e na Polícia Federal —, no encaminhamento da acusação e no próprio julgamento, ainda paira o risco de os tais embargos infringentes reabrirem um caso cujas condenações estão indiscutivelmente lastreadas em provas sólidas, com todos os réus tendo usufruído de amplo direito de defesa.

Eis por que é da máxima importância, na abertura do exame dos embargos, o STF decidir de uma vez sobre a impossibilidade de bem remunerados advogados estenderem à eternidade o julgamento, por meio de sucessivos recursos protelatórios.
Basta reconhecer que os embargos infringentes não podem mesmo mais ser impetrados no STF, depois de lei aprovada em 1990.

Neste sentido, é boa notícia a decisão tomada pelo próprio Supremo, quarta-feira, de não aceitar novos recursos do advogado do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), condenado à prisão por peculato e formação de quadrilha.

Embora seja compreensível o surto de produtividade do Congresso na aprovação deste e outros projetos, para atender à irritação da sociedade demonstrada nas ruas, não há “bala de prata”, solução única e milagrosa para o problema.

Se a reforma do Judiciário não continuar, nas suas diversas instâncias, leis bem-intencionadas continuarão como letra morta, esterilizadas por ritos processuais arcaicos.

28 de junho de 2013
Editorial O Globo

PAIS E ESCOLAS EXPLICAM PARA CRIANÇAS A ONDE DE PROTESTOS CONTRA O LULISMO

 
Pais e escolas explicam a onda de protestos para crianças.  Pequenos questionam a família sobre as movimentações e demonstram interesse no tema.  Pedagoga explica que é necessário usar linguagem acessível e exemplos para que a criança seja capaz de ter a própria opinião

 

Crianças desenham o que pensam sobre os protestos pelo país
Foto: Arquivo Pessoal
Crianças desenham o que pensam sobre os protestos pelo país Arquivo Pessoal
 
 Na semana passada, Tomás percebeu uma movimentação diferente durante o percurso que faz todos os dias de casa até a escola, na Barra da Tijuca, no Rio. Do carro, viu que uma rua estava com o acesso bloqueado por policiais. Reclamou com a mãe, a jornalista Flávia Bartholo, que chegaria atrasado à aula. Para acalmá-lo, ela fez então um resumo rápido do que estava acontecendo. O menino de 6 anos prestou atenção à explicação, mas correu para a sala quando chegou à porta do colégio. No dia seguinte, Tomás voltou ao assunto, e a mãe contou sobre o aumento das passagens de ônibus e sobre as manifestações que já tomavam as ruas de várias cidades do país.
 

Questionamentos semelhantes aos de Tomás estiveram presentes, nas últimas semanas, nas casas de muitas outras famílias brasileiras com crianças e adolescentes. Até mesmo os mais novinhos surpreenderam os adultos com tamanha curiosidade. Miguel Crespo, de 8 anos, por exemplo, quis saber mais sobre o protesto que viu na TV. João Pedro Alencar, de 10 anos, estranhou a confusão na saída do Maracanã, após o jogo entre Espanha e Taiti na Copa das Confederações. Já Camila Monteiro, de apenas 4 anos, ouviu, atentamente, a mãe contar sobre a insatisfação dos brasileiros com alguns políticos. Depois, perguntou:
 
— Quando eles vão parar de fazer bobeira, hein?
 
Com a mesma idade de Camila, Bernardo também mostrou interesse sobre o tema. Para facilitar o entendimento, o pai do menino comparou o Brasil à escola do filho.
 
— Tentei fazer uma comparação com a realidade que ele vive e com as coisas que ele deseja melhorar no microcosmo do seu cotidiano — conta o pai de Bernardo, o analista de sistemas Maximiliano Damian, que levou o menino para uma manifestação organizada pela internet que reuniu cerca de 200 pais e crianças no último domingo, no Aterro do Flamengo, no Rio.
 
Para a pedagoga da PUC de São Paulo Maria Angelo Barbato Carneiro, a maneira usada por Maximiliano para explicar um assunto ainda complexo para muitos adultos foi correta.
 
— É preciso usar uma linguagem acessível e exemplos próximos à realidade infantil para que a criança seja capaz de ter a própria opinião. A comunicação desse pensamento deve ser incentivada e pode ser feita através de desenhos, colagens e cartazes — ensina Maria Angela.

Uma “oficina” de cartazes foi justamente a grande atração no ato infantil ao qual Maximiliano levou o filho, no domingo. E foi nesse espírito de brincadeira e bom-humor que muitos pais aproveitaram para ensinar cidadania aos filhos. Entre os cartazes, as carrocinhas de sorvetes e até uma atriz fantasiada de Branca de Neve, as crianças gostaram de pintar o rosto de verde e amarelo e de correr pelos gramados do Aterro. Em várias rodas de conversa, os adultos aproveitavam para discutir política — algumas vezes com biscoito recheado na mão, mochila cor-de-rosa no ombro e fralda descartável cobrindo a boca, imitando, em tom de galhofa, a máscara contra gás lacrimogêneo.
 
Ensinar por meio da arte é exatamente o que foi feito no Colégio Antares, na Ilha do Governador. A manifestações, motivos de debate nas aulas de História entre as crianças entre 8 e 9 anos, viraram expressão artística em trabalhos que estão espalhados pelos corredores da escola.
 
— Pedi que os meus alunos trouxessem cartolina para cada um fazer seu próprio cartaz de protesto. Antes, quis saber o que eles estavam observando e entendendo dos protestos, e fiquei surpresa com a quantidade de informações que eles tinham — diz a professora Adriana Andrade.
 
A aluna Beatriz Miranda, de 9 anos, gostou de trocar informações com os amigos e de ter sua opinião apresentada em sala.
 
— Eu achava que era só pelos R$ 0,20, mas hoje sei que é por mais educação, saúde e melhores salários. Acho que as manifestações vão fazer o meu futuro e o dos meus amigos melhor — acredita Beatriz.
 
No colégio Mopi, na Tijuca, o assunto esteve presente nas aulas de História e Geografia. A professora Liliana Souza fez um paralelo das manifestações atuais com os temas estudados pela turma de quinto ano: independência do Brasil e mudança da monarquia para a república.
 
— Os estudantes que têm entre 9 e 10 anos já estavam familiarizados com o processo de luta que foi a conquista do voto. Eles sabem a importância desse direito e como o povo se sentia ao ser excluído da escolha política. Corrupção e desigualdades sociais já eram temas conhecidos — explica a professora.
 
Pai de Pedro, de 9 anos, o produtor cultural Bruno Levinson comemora o crescente debate entre as famílias e não vê motivos para que as questões não sejam abordadas em casa:
 
— Não acho que seja tão difícil assim entender o que estamos vivendo. Muito pelo contrário. É simples perceber que as pessoas não aguentam mais pagar tantos impostos e ter serviços de tão baixa qualidade.
 
O fato é que cada pai e mãe deve saber até onde pode avançar no tema com os próprios filhos. É fundamental usar linguagem simples e estar aberto às dúvidas dos pequenos.
 
— Não há como subestimá-los frente às informações que recebem diariamente. Mas também não dá para entrar numa discussão política com uma criança de 5 anos. É preciso que os pais se informem bastante e tenham um panorama geral do que está acontecendo antes de qualquer conversa — orienta a psicóloga e psicanalista Junia Vilhena.

28 de junho de 2013
Roberta Salomone - O Globo

STJ NEGA RECURSO, E BATTISTI, TERRORISTA PARCEIRO DE LULA, PODE SER EXPULSO

 
STJ nega recurso a Cesare Battisti, que pode ser expulso do Brasil.  Por uso de documento falso, permanência de ex-ativista fica nas mãos do ministro da Justiça
 

A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou pedido do ex-ativista italiano Cesare Battisti para que a Corte revisse sua condenação por uso de carimbos oficiais falsos do serviço de imigração brasileiro em passaportes estrangeiros.
 
Ele alegou inépcia da denúncia por diversos motivos, mas não foi atendido. Para a Turma, ficou demonstrada a configuração da infração prevista no artigo 296, parágrafo 1º, inciso I, do Código Penal e comprovada a autoria, inclusive com a confissão do réu.

Cópia da decisão será encaminhada ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, para as providências que entender cabíveis. O Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80) prevê no artigo 65, parágrafo único, alínea “a”, a expulsão do estrangeiro que praticar fraude para obter sua entrada ou permanência no país.

Agência Brasil

O ex-ativista italiano Cesare Battisti, que pode deixar o Brasil
Ex-ativista político na Itália, Battisti foi condenado à revelia em seu país à prisão perpétua por quatro homicídios ocorridos no final dos anos 1970. Ele nega a autoria dos crimes e fugiu. Preso no Brasil, sua extradição foi negada pelo governo brasileiro, que concedeu a ele o status de refugiado político.
 

Recurso

O agravo em recurso especial apresentado pelo italiano, pedindo que o caso dos carimbos falsos fosse analisado pelo STJ, foi negado em agosto de 2012 pelo desembargador Adilson Vieira Macabu, que atuava como convocado na Corte. Ele aplicou a Súmula 7, que impede o reexame de provas.
 

Agora, a Quinta Turma julgou agravo regimental contra essa decisão. O novo relator, desembargador convocado Campos Marques, afastou a aplicação da Súmula 7 e analisou todos os argumentos da defesa de Battisti.

A fraude foi descoberta quando Battisti esteve preso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

Inépcia da inicial

Campos Marques observou que a acusação faz referência às declarações prestadas por Battisti, em que admitiu "que os carimbos constantes dos seus passaportes, imitando os da imigração brasileira, se destinavam a, caso fosse necessário, dar aparência de legalidade junto às autoridades brasileiras".

“Observa-se, portanto, que a narrativa acusatória, tal como exige o artigo 41 do CPP (Código de Processo Penal), destacou perfeitamente o fato, apontou a autoria e a respectiva classificação, de modo que não pode ser considerada inepta, já que, com os elementos antes consignados, é possível exercitar, em sua plenitude, o direito constitucional à ampla defesa”, afirmou o relator. Por essa razão, o ministro afastou a alegada inépcia da ação inicial.

Depoimento de testemunhas

A defesa alegou ausência de requisição para audiência no local em que Battisti estava preso. O relator ressaltou que o réu foi intimado da expedição de carta precatória para oitiva das testemunhas, porém, segundo o acórdão de segunda instância, ele não foi requisitado para acompanhar a audiência porque "optou por não requerer a requisição".

 Segundo Campos Marques, a decisão de segunda instância encontra total apoio na jurisprudência do STF e não se pode falar em nulidade.

Intimação de defensores

Outro argumento da defesa é que faltou intimação dos defensores para as audiências posteriores. Nesse ponto, o relator citou a doutrina de Guilherme de Souza Nucci. “Firmou-se jurisprudência no sentido de que basta a intimação das partes da expedição de carta precatória, cabendo ao interessado diligenciar no juízo deprecado a data da realização do ato, a fim de que, desejando, possa estar presente".

Esse entendimento está consolidado na Súmula 273 do STJ: "Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da audiência no juízo deprecado".

Ou seja, o acompanhamento da tramitação da carta precatória no juízo deprecado é da inteira responsabilidade do acusado, por meio de seus defensores constituídos, aí incluída a eventual redesignação de audiência.

Acusação antes da defesa

Quanto à alegação de nulidade porque as testemunhas de acusação foram ouvidas depois da defesa, Campos Marques voltou a citar Nucci. "Havendo testemunhas a serem ouvidas em outras comarcas, não há que se respeitar a ordem estabelecida no artigo 400, caput, do CPP", pois "pode o magistrado, assim que designar audiência de instrução e julgamento, determinar a expedição de precatória para ouvir todas as testemunhas de fora da comarca, sejam elas de acusação ou de defesa"

 Essa é a jurisprudência firmada no STJ e no STF.

Provas

 Houve também alegação de nulidade por desconsideração e indeferimento de juntada de provas e porque a condenação teria se baseado apenas na “prova indiciária”.

O primeiro tópico não foi prequestionado em instância inferior e, por isso, não pode ser analisado pelo STJ. Quando ao argumento de que a condenação teria se baseado exclusivamente na prova colhida na investigação policial, o processo evidencia que isso não ocorreu.

 Laudos periciais atestam a materialidade da infração e, no tocante à autoria, fez referência à confissão de Battisti, tanto na fase policial, como em juízo. Ficou comprovado que o réu tinha plena consciência da falsidade dos carimbos por ele utilizados, com especial realce na parte em que diz "que recebeu um carimbo para colocar visto no passaporte" e que o dito "carimbo tinha algum problema com, salvo engano, inversão de dia e mês", o que foi observado pelo laudo pericial.

“Não procede, nestas condições, a alegação de que a decisão está baseada tão somente em elementos contidos no inquérito policial, e, além disso, vale ressaltar que a última instância no exame da prova concluiu que ficou evidenciado que o ora denunciado, de forma livre e consciente, fez uso de sinais públicos falsificados em passaportes falsos e cartões de entrada-saída no intuito de entrar e permanecer clandestinamente em território nacional”, concluiu o relator.

A publicação do acórdão do julgamento está prevista para 1º de julho, próxima segunda-feira.

28 de junho de 2013
Operamundi

DESCARAMENTO LULISTA! DILMA RECEBE JUVENTUDE CHAPA-BRANCA NO PLANALTO

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta sexta-feira representantes de entidades ligadas à juventude, em um gesto de aproximação com a chamada sociedade civil depois das manifestações populares das últimas semanas.
Mas praticamente todas as instituições representadas integram o Conselho Nacional da Juventude, criado pelo próprio governo.
 
Não faltaram organizações chapa-branca cuja omissão foi alvo de críticas nas manifestações das ruas, como a UNE, a UBES e a CUT.
 
Também foram recebidos alguns grupos radicais, como a Marcha das Vadias – que entregou a Dilma uma proposta de legalização do aborto no país. Também nesta sexta, a presidente recebe o movimento gay.

28 de junho de 2013
Gabriel Castro, Veja