"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 2 de junho de 2013

O COMPLEXO DE VIRA-LATAS

Nós somos sempre o que acreditamos ser. Quem se lembra dos tempos do Getúlio quando nos ufanávamos do nosso País e da nossa raça forte e amorenada, da época do Juscelino com aquele otimismo ao construir Brasília e rasgar a estrada até Belém, dos tempos do “meu Brasil eu te amo”, do Médici, com o orgulho com que construímos Itaipu e Tucurui ,custa a entender o atual desânimo que invadiu a alma da nossa gente.
 
A verdade é que os povos mudam, e as vezes rapidamente. A História nos mostra a transformação dos alemães de 1930, quando nem mais queriam ter uma pátria, para os de 39, quando o orgulho nacional fez que se agigantassem. Observamos também a China, que em 45 era a terra da mãe Joana e oito anos depois enfrentava altivamente a maior potência do mundo.
A alteração do “animus” nacional é causada por vários fatores, inclusive pela situação econômica, mas não só por isto, desde antes do tempo de Gengis Kan que os fatores psicológicos conduzidos pelo inimigo tem levado um povo antes orgulhoso até mesmo à rendição.
 
Hoje esse processo, agora mais técnico, se denomina de Guerra de 4º Geração. É o que ocorre contra nós; A imprensa estrangeira, dentro e fora do Pais insiste que não daremos certo e ironizam nossas figuras justa ou injustamente, e são cada vez mais aplaudidas até por gente nossa, uns por oposições partidárias, outros por, justamente indignados pelos erros governamentais e pela corrupção generalizada, fazem coro à manobra do inimigo, sem saberem que algumas das suas ácidas críticas podem nem ser verdadeiras, mas contribuem mais para baixar a auto estima do que para solucionar as mazelas realmente existentes.
 
Assim, é comum vermos a desmoralizante expressão “eta povinho”, que pouca relação tem com a mazela aventada ou então conclui-se “esta m. não tem solução”, o que também não é verdade.
 
Pior é um jornalista infelizmente brasileiro, escrevendo de Nova Iorque, que para atacar o atual governo reduz o nosso País a pó. Esse classifica como comunistóides as posições nacionalistas de alguns de nós, o que o caracteriza como “a serviço do estrangeiro”.
 
Esse pessoal que só fala mal e não ajuda em nada me faz imaginar que, se por azar tivessem a mãe na zona, se limitariam a falar mal dela em vez de trabalhar para tirá-la de lá.
Política econômica e industrial e a inflação
 
É evidente que a inflação está aumentando, apesar de algumas medidas corretas tomadas de proteção da indústria nacional tomadas pelo Governo. Por exemplo: construir no Brasil as sondas e plataformas do pré-sal é um dos pilares da política industrial de governo, pois. além de agregar tecnologia, é dos que mais geram emprego. 
 
Ao estabelecer a reserva de mercado, o Brasil trilha o mesmo caminho de outros países que se viram diante da riqueza do petróleo. Foi assim que a Noruega se tornou a  potência em tecnologia para a exploração em alto-mar e a Coréia do Sul, líder na produÃ�ão de sondas. No passado processos semelhantes ocorreram com a Inglaterra, com a Alemanha, com os EUA e foram a causa primária do crescimento deles. Hoje ocorre com a China.
 
Uma indústria nascente não pode competir com uma estabelecida sem proteção. É necessário tempo para que os fabricantes nacionais ganhassem fôlego para competir globalmente. Há que se contar ainda com o bloqueio e a sabotagem dos “futuros” concorrentes.
 
Criar tecnologia custa dinheiro, e isto causa inflação. Claro que a corrupção e o superfaturamento também contribuem para a inflação, mas isto acontece também nas compras prontas feitas no exterior.
 
A longo prazo as obras de infraestrutura, o descongestionamento dos  “gargalos” a criação de tecnologia própria, a proteção da indústria nacional autêntica e a baixa dos juros promovem o desenvolvimento e acabam com a inflação. Isto, logicamente, contraria interesses estrangeiros e seus parceiros no Pais, como o Banco Central. Este, falaciosamente, anuncia: temos que aumentar os juros para evitar a inflação. Torpe falácia!
 
Com o aumento dos juros aumentam inutilmente as despesas governamentais; diminuem ou mesmo cessam os investimentos privados que podem obter mais lucros emprestando ao Governo; há menos demanda, o que pode momentaneamente baixar os preços de venda, mas certamente aumentará os custos da produção, causando mais inflação. Eles, do Banco Central, alinhados com as finanças internacionais, sabem bem disto. A Presidente Dilma também sabe, pena que, visando as eleições tenha se rendido com medo que a inflação momentânea a prejudicasse.
 
A propósito, apesar de todas as dificuldades, dos erros e até dos superfaturamentos foi lançado ao mar o superpetroleiro Zumbi dos Palmares. Enfim retomamos a construção naval. Foi preciso coragem para enfrentar as pressões e até mesmo para pagar mais caro.
 
Na entrega do navio disse a Presidente: “... com o nome de um herói brasileiro...” Sinto muito presidente Dilma, mas desta vez errou feio. Zumbi não é um nosso herói negro; foi um inimigo.
 
Nosso herói negro é Henrique Dias .

02 de junho de 2013
Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

TRIUNVIRATO DA COVARDIA

A Marcha da Civilização mostra que na corrida  entre as virtudes e as deficiências do caráter humano ,estas  últimas  vencem por larga margem. Nas poucas vezes  em que as virtudes  chegaram na frente , o mundo foi transformado para melhor.  Em algumas ocasiões foi necessária a instalação do processo revolucionário , após a conscientização das necessidades de mudanças ,para  que se chegasse a um bom resultado.
O ZODÍACO  estabelece os 12 signos.  Mas ele próprio nasceu  sob um signo  “extra”,portanto,um décimo terceiro  signo:  o da COVARDIA. Isso porque   o seu criador  “esqueceu” essa doença de caráter,a covardia, como um  dos seus signos. O Brasil,por exemplo,nasceu sob esse signo maldito,o 13º, “omitido” . Começou com a chegada  da “Corte da Covardia”,capitaneada por Dom João VI,fugindo, amedrontado,das tropas de Napoleão ,em janeiro de 1808. O Brasil de fato começou aí.  Junto com os tesouros e as demais  “bugigangas”palacianas,essa decadente “Corte” trouxe nessa mudança todos os seus vícios  de caráter.  E eles prosperaram bem na “Colônia”.  Bem como ervas daninhas.  Encontraram terras férteis. 
Contaminou a época e assim chegou  aos nossos dias.
“Matando a cobra e mostrando o pau”:
Declarada a  independência, o Brasil adotou  a MONARQUIA  como forma de governo,a exemplo do país-mãe,Portugal. E implantou junto,desde logo,todos os vícios daquela decadente Corte,que de certo modo foi “transplantada” de lá para o país que recém nascia.
Em vista dos novos tempos advindos  com a Revolução Francesa ,o Brasil acabou trocando a sua monarquia pela  forma republicana de Governo,consagrando esse modelo na Constituição de 1891. Junto com a república, veio a tal  FEDERAÇÃO,que até hoje não saiu do “papel”. E que tem a sua prática cada vez mais abalada com a centralização do poder,fato  que descaracteriza  totalmente a federação.
Dentre as diversas  classificações possíveis,a história do Brasil pode ser representada por DUAS PIRÂMIDES,lado a lado.Uma a SOCIAL  ; outra,a POLÍTICA.
A pirâmide SOCIAL manteve-se sem grandes alterações na Colônia,Império e República. Passou por duas ditaduras (a de Getúlio e a de 64),”novas repúblicas”,”planos cruzados”,”collor’s ”,”FHC’s”,”lula’s” e “Dilma’s” . Mas  a “m”continou a mesma. É hoje uma das pirâmides sociais  mais injustas do mundo,com uma concentração de renda quase inigualável e uma “diminuição”  da pobreza que não passa de propaganda governamental “enganosa” ,manipulação de índices estatísticos,compra de “mídia” ,e aumento das “esmolas”. 
Mas essas esmolas só conseguem frear o efetivo desenvolvimento das potencialidades humanas das camadas sociais “beneficiárias” . Funciona como entorpecente das verdadeiras aspirações humanas . É lógico que esse “investimento público” nas mais primárias carências humanas – como um prato de comida – gera um sentimento de “gratidão” e retorna em “votos” nas urnas de uma descarada OCLOCRACIA (democracia deturpada),impropriamente chamada de DEMOCRACIA ,na constituição e  nos manuais oficiais.
Mas quem paga esse “prato de comida” não é o governo,nem os governantes. É a sociedade civil , que suporta a mais alta carga tributária do mundo,considerado o efetivo retorno à sociedade.  Tanto é que o IBPT aponta uma carga tributária que hoje é o dobro daquela que gerou a Inconfidência Mineira,e que era chamada “,à época,o “quinto dos infernos”. Hoje são”2/5(dois quintos)dos infernos”.O governo é mero  órgão “repassador”. Mas é quem “fatura”em cima dessa “bondade”. Desse assistencialismo barato.  Feito com o dinheiro da sociedade civil.
Essa política poderia até ser considerada válida,se provisória fosse,  salvo um simples detalhe. Não  é TODO O DINHEIRO PÚBLICO que tem  esse uso. As ESMOLAS governamentais ,com outros nomes, até poderiam ser justificadas.  Porém,à  frente destes gastos ,vêm os provenientes da ESPECULAÇÃO,da CORRUPÇÃO e da FOLHA DE  SALÁRIOS das camadas  privilegiadas do setor público,que justamente são as que estão com o poder  nas mãos e servem de cão-de-guarda de toda essa situação. São “pagas”,e bem,para legitimar esse diabólico sistema de exclusão social com nomes “impactantes” ,significativos do contrário.  Mas com força para enganar a massa ingênua ,comprada com um prato de comida.
Mas o verdadeiro ancoradouro da PIRÂMIDE SOCIAL PERVERTIDA está na PIRÂMIDE POLÍTICA. Escreveram na Constituição de 1891, e nas  outras   que se seguiram (1934 (37),1945,1967(69),e 1988,vigente), que os Poderes do Estado (executivo,legislativo e Judiciário) seriam harmônicos e independentes,adotando a doutrina preconizada por Montesquieu. Como antes escrito,a FEDERAÇÃO veio na mesma época da  REPÚBLICA.
 
Numa apreciação meramente formalista,a república (renovação periódica dos poderes políticos) tem funcionado razoavelmente. Não fosse ela “contaminada”por uma democracia pervertida,que a torna autêntica OCLOCRACIA,até poderia ser legitimada. Portanto a república existe na “forma”,não na “essência”,na “substância”,da mesma forma que a democracia brasileira.
Todavia , a enganação maior está na previsão  constitucional do regime FEDERATIVO (Estado de Estados). A “federação”prevista na constituição  somente seria verdadeira se fizesse parte “viva”dos COSTUMES FEDERATIVOS.     Não é o caso. Também a federação,a exemplo da república, está só no “papel”. Não se pode cogitar de federação no momento em que mais de 70% do poder político e dos recursos públicos arrecadados do povo ficam nos cofres  da União Federal,em detrimento dos Estados e Municípios ,onde a vida realmente acontece, que dividem as “sobras”, como mendigos remexendo lixões .  Isso aparenta   uma federação. Mas que longe está  de uma realidade na prática. Mais ainda :  do espírito federativo.
Em resumo pode ser dito que são os costumes republicanos que fazem as repúblicas e os costumes federativos  que erguem as federações. Nada disso é praticado no Brasil. A  constituição prevê esses modelos. Mas  só serve para ornamentação .É uma constituição que falta com a verdade. Mentirosa, portanto...
Quereis  provas?
Recentemente a União Federal  editou a lei  2.517/11 , chamada de lei de acesso à informação.  Ela determina que todos os entes públicos da União,Estados e Municípios,divulguem pela  internet os vencimentos dos seus servidores,sem nenhum limite à essa informação, servindo, portanto, às próprias atividades com interesses criminosos.                  .
Essa lei agride a constituição de várias formas. Está cheia de vícios tanto no mérito,quanto na competência. No mérito porque afronta a vida privada dos servidores vinculados à União Federal,dos poderes executivo,legislativo e judiciário. Afronta,portanto,de maneira até grosseira, o art. 5º,X,da Constituição Federal.
Mas essa lei ,validada  e reforçada inclusive pelo órgão maior  da Justiça brasileira,o STF,que deveria ser o guardião da  constituição,e o Conselho Nacional de Justiça-CNJ, colide  sobretudo com o princípio federativo da AUTONOMIA dos Estados e Municípios. Uma simples lei federal nunca poderia invadir a competência exclusiva dos Estados e Municípios,dispondo sobre  matérias  que são das suas exclusivas alçadas.
Portanto , a infração constitucional  dessa lei  tornou-se muito mais grave quando estendida aos outros entes políticos-administrativos da “pseudo-federação” : os Estados e Municípios. Aí  a infração constitucional  foi dupla. Os Estados e Municípios teriam muito mais razões legais , precisamente,o dobro,que os órgão federais para não atender essas exigências inconstitucionais,apesar de impostas por lei.
A  União invadiu grotescamente suas   já limitadíssimas competências,qual seja,uma das quais a de dispor livremente sobre os vencimentos do próprio pessoal e não torná-los públicos ,individualizadamente. A União,portanto,”mijou”na cara  dos Estados e Municípios,que se curvaram sem maiores reações,como ratos debilitados.
Mas o Estado do Rio Grande do Sul,através dos seus Três Poderes ,que tantos  exemplos de coragem  e dignidade têm  registrados   na sua história , para orgulho da sua gente(Revolução Farroupilha,Legalidade,etc.),na verdade foi o CAMPEÃO DA COVARDIA.
Era o único Estado da “federação” que tinha uma lei estadual que se submetia apenas “em parte”às disposições  da lei federal,determinando a publicação dos vencimentos sem identificar o beneficiário. Foi uma momento de “semi-covardia”(ou semi-valentia?) dos seus representantes políticos.  Mas que não resistiu muito tempo. Talvez  eles tivessem abdicado das suas convicções para “acomodar”as coisas. “Quebraram a cara”. Merecidamente. Foram até humilhados. Deram “ré”,melhor dito.
A  pressão federal da ditadura acampada em Brasília voltou à plena carga. Primeiro, o Conselho Nacional de Justiça-CNJ ,órgão federal,determinou ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que publicasse,com identificação,os venci mentos  do seu pessoal. Como a “defesa”do TJRGS alegava somente a  lei estadual que impedia a identificação dos beneficiários dos vencimentos,a “petralhada” local saiu correndo para  tirar esse “obstáculo”“que antes havia  aprovado mediante lei,certamente para agradar a matriz federal.
O próprio Governador,com excelente  formação jurídica, antes  mostrava contrariedade à essa prepotência federal. Mas acabaram mudando a lei. Tiraram o impeditivo em que se “agarravam”,dispensando o “outro”,muito mais importante,evidentemente como fiéis e  bons “cumpanheros”. Assim o “Tarso” jurista,cedeu lugar ao “Tarso” político.Infelizmente.
“Burramente”, o TJRGS foi reclamar logo no Supremo Tribunal Federal,órgão que assessora o governo nas suas ilegalidades. Claro que “levou pau”. Se os juízes locais  tivessem sido um pouco mais inteligentes e corajosos , teriam promovido  por aqui mesmo talvez um  mandado de segurança,ou de injunção, contra a Presidência do Tribunal,para  que não mandasse  publicar essa contestada informação.
Quem iria autorizar,ou não,seria  a própria Presidência do TJRGS. Teria ela o papel de  “autoridade coatora”. Tentei enviar-lhes essa sugestão. Mas tudo em vão. Nem deram “bola”.Venceu a ditadura de Brasília. Não  para mim,claro,que me nego a essa submissão e prossigo firme no intento LIBERTÁRIO  DO NOSSO SUL,onde a decência reinará.
Portanto, os Três Poderes do Rio Grande  não honraram  a  sua querência e o seu passado. Outras forças que poderiam reagir, não o fizeram. A “mídia” porque não foi prejudicada e os valores que recebe dos governos para “colaborar”não  são divulgados abertamente na internet,como os vencimentos públicos.
Igualmente  não são divulgadas  as centenas de outras irregularidades públicas,inclusive provindas da corrupção.Outra força,a dos militares,também ficou em silêncio,talvez porque tenham permitido a “reforma”antecipada dos seus antigos princípios,antes mesmo da reforma previdenciária.
 
02 de junho de 2013
Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo,Advogado. Membro do GESUL-Grupo de Estudos Sul Livre.

DOUTRINAÇÃO COMUNISTA PAGA COM NOSSOS IMPOSTOS

Agora é pra valer...

Centro comunistas estão sendo criados nas Universidades, não mais serão feitos indiretamente através de professores amigos...
 
Universidade Federal de Ouro Preto abriga “Centro de Difusão do Comunismo".
Que as universidades brasileiras se converteram nas últimas décadas em centros de propagação das ideologias e mitologias da esquerda é fato que hoje ninguém mais ignora. O que muita gente não sabe é que a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) abriga, oficialmente, um “Centro de Difusão do Comunismo”.
Não é piada, não. Vejam aqui.

O Centro de Difusão do Comunismo (CDC) está vinculado ao curso de Serviço Social da UFOP, e desenvolve (ou desenvolvia até 2012), sob a coordenação do Prof. André Luiz Monteiro Mayer, dois projetos de extensão: a Liga dos Comunistas e a Equipe Rosa Luxemburgo.
O primeiro (que tem, ou teve, apoio do CNPq) se apresenta como um “núcleo de estudo e pesquisa sobre o movimento do real, referenciado à teoria social de Marx e à tradição marxista”; e o segundo como um grupo “de Debate e Militância Política Anticapitalista”.
 
Não se trata, portanto, de um centro destinado a estudar o comunismo. O CDC existe para difundi-lo. Seu objetivo é “lutar por uma sociedade para além do capital!”

A Liga dos Comunistas da UFOP possui, é claro, um Manifesto, que termina assim:
A Liga dos Comunistas vem manifestar a sua radical opção: desejamos a morte das relações sociais impostas pelo capital; lutaremos pela sua ruína e superação com todas as armas que forem possíveis; e esperamos poder contribuir com a emancipação humana, rumo a outro modelo de sociedade "para além do Capital", no qual as relações sociais serão construídas para atender as necessidades básicas, material e espiritual, do ser social.
Morte ao Capital!

O problema é que, em vez do Capital -- que continua aí, firme e forte, colocando a cervejinha gelada nos botecos de Ouro Preto e alimentando os Andrés Luízes da vida --, o que os comunistas mataram foi gente de carne e osso. Uns 100 milhões, mais ou menos, só no séc. XX.

Agora deem uma olhada no currículo do Prof. André Luiz Monteiro Mayer (dados informados pelo próprio): Militante Comunista. Doutor em Serviço Social pela UFRJ (Concentração em Teoria Social). Professor do Curso de Serviço Social da UFOP. Coordenador do Programa: Centro de Difusão do Comunismo (CDC-UFOP) com quatro ações vinculadas: (...)
Tem experiência na área de assessoria aos movimentos sociais e nas seguintes áreas de ensino: teoria social, pesquisa, serviço social (projeto pedagógico). Debate principalmente os seguintes temas: capital, relações sociais, reificação, comunismo, serviço social (fundamentos teórico-metodológicos da vida social).

Pelas aulas que dá e pela militância que desenvolve na UFOP -- uma universidade pública, mantida com dinheiro de impostos pagos por toda a população --, o Prof. André Mayer recebe, de acordo com o Portal da Transparência, R$ 8.839,53 por mês.
 
 
 02 de junho de 2013
blog do beto
 

DEBELAR A INFLAÇÃO É A ESCOLHA CORRETA

 

É feliz a coincidência da divulgação do PIB trimestral com uma reunião do Copom de definição da taxa de juros básica (Selic). Isso pelo fato de a economia se encontrar em delicado momento, com riscos, como registrou o jornal inglês “Financial Times”, de ficar prisioneira no pior dos mundos, numa “estagflação”, mistura de baixo crescimento com inflação em alta.

A coincidência permitiu ao Banco Central — a julgar pela decisão unânime de seus diretores, reunidos no Conselho de Política Monetária — sinalizar que isso não acontecerá, se depender dele. A elevação da Selic em 0,5 ponto percentual, para 8%, foi a melhor alternativa que poderiam escolher, independentemente de um PIB trimestral fraco, divulgado pelo IBGE na mesma quarta-feira.

A importância da decisão do Copom é grande, pois pode ajudar a melhorar as expectativas de formadores de preços e investidores, embaralhadas nos últimos tempos por erros do próprio governo, cometidos, entre outros, em atos cujo resultado foi elevar a insegurança regulatória diante do futuro.

Um exemplo, a intervenção no setor elétrico. Outro ruído nas expectativas, e em elevados decibéis, foi causado pela perigosa sinalização (ou má interpretação) de que o governo Dilma é leniente com a inflação, em nome da ilusória suposição “desenvolvimentista” de que preços em alta poderiam ajudar no crescimento. Quando é o contrário.

Certo ou errado, Dilma concluirá o mandato, ano que vem, sem ter mantido a inflação na meta dos 4,5%, até mesmo incluído no currículo o estouro do limite superior do alvo, 6,5%, em alguns meses. Especulou-se, inclusive, que haveria uma nova meta, informal, acima dos 5%, próxima dos 6%. Se confirmado, seria algo inflamável num país ainda com vários mecanismos de indexação e persistente memória da era da superinflação.

Ao primeiro sinal de que o passado pode voltar, a sociedade aciona sistemas de defesa que levam à mais inflação, no mínimo ao seu enrijecimento. Elevar os juros no dia em que se sabe que a economia, no primeiro trimestre, continuou a gerar um “pibinho” é forte e bem-vinda mensagem do BC.

Afinal, por trás do insuficiente 0,6% de expansão de janeiro a março, em relação ao último trimestre de 2012, identificam-se efeitos da própria inflação elevada, na faixa dos 6,5%.

O comportamento do setor de serviços, uma desaceleração de 0,7% para 0,5%, é sugestivo, pois a inflação do segmento roda na faixa dos 8%, bem acima da média de 6,5%. Não é por acaso.

A evolução do consumo das famílias praticamente estagnou (alta de apenas 0,1%), e a relação do resultado com a alta de preços também é óbvia, além de ser uma reafirmação do esgotamento do modelo de crescimento.

Boa notícia é a ampliação, acima do consumo, dos investimentos (4,6%), única alternativa viável de retomada da expansão em bases equilibradas. Mas, para isso, o BC precisará ser coerente com a decisão que tomou quarta-feira.

02 de junho de 2013
O Globo, Editorial

"OS HOMENS INVISÍVEIS"

 



O presidente do Senado, Renan Calheiros, tem toda a razão ao recusar-se a votar a Medida Provisória da Energia: onde já se viu dar aos senadores apenas um dia para ler, estudar, debater e votar uma resolução tão importante?

O presidente do Senado, Renan Calheiros, não tem razão nenhuma para não votar a MP da Energia. Um dia de prazo é a conta dele; na conta dos cidadãos, entre 28 de maio, quando a medida foi aprovada na Câmara, e 3 de junho, quando caduca, o prazo é de pelo menos cinco dias. Dava para ler, discutir e votar.

O problema é que, entre os interesses do cidadão e o feriado, Suas Excelências preferem o feriado. Aí vem a sexta, quando para eles o trabalho não é habitual. E há o fim de semana. Se um doente tiver problemas num feriado, seu médico irá atendê-lo. Se o eleitor precisa de algo num dia útil, mas que fique entre um feriado e o fim de semana, pode tirar o cavalinho da chuva. Trabalhar cansa.

Na quarta, 29, bateram o ponto 57 nobres senadores. Mas no plenário havia quatro. Assim não dá para examinar medida provisória nenhuma, seja qual for o prazo disponível (na Câmara, a situação é parecida: 333 senhores deputados bateram o ponto e havia quatro no plenário). Estavam lá para bater ponto e ganhar o deles; mas cuidar dos interesses dos eleitores não rende nada. É outra coisa.

Em resumo, ninguém tem razão. O Governo articulou mal; a Câmara demorou para votar (enquanto cada deputado estudava o melhor voto, para ele); o Senado tinha tempo para decidir, mas preferiu descansar.
Ninguém é de ferro.

Ganhando junto

 O Tribunal de Contas da União apurou que 3.390 servidores federais ganham salários superiores ao teto do funcionalismo. Destes, 90% estão na Câmara e no Senado. O teto é de R$ 28 mil mensais, salário de ministro do Supremo. Total das despesas só com a parte que supera o teto: R$ 107 milhões por ano. E, como se vê na notícia anterior, o trabalho destes cavalheiros nem é tão cansativo assim.

Farra geral

 No tumulto do Bolsa-Família, a Caixa descobriu que 692 mil famílias têm dois cadastros e recebem dois auxílios (talvez seja por isso que, como disseram à TV, haja quem compre jeans de R$ 300 para a filha e pingue mensalmente algum na poupança).
Custo do pagamento ilegal? R$ 100 milhões por mês.

Eu, hem?

 A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, responsável pelo Bolsa-Família, preferiu esquecer a confusão e manter suas férias na Disney. Bobagem: se é para conviver com ratos, João Bafodeonça, um Pateta e os Irmãos Metralha, e se divertir com nossa cara de patos, melhor seria ter ficado por aqui.

Vai e volta

 A ministra Tereza Campello volta amanhã. É essencial que esteja no país para acompanhar o rigoroso inquérito sobre o que ocorreu no Bolsa-Família.
A propósito, como já informou o ótimo escritor Luiz Fernando Veríssimo, rigoroso inquérito não é a mesma coisa que inquérito rigoroso: é exatamente o contrário.

É Brasil na cabeça!

 O caro leitor deve festejar: desde ontem, pode trabalhar para ganhar seu sustento e o de sua família. Os cinco meses por ano em que trabalha apenas para pagar impostos terminaram na sexta, 30. A conta, segundo cálculos do IBPT, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, inclui impostos, taxas e contribuições cobrados por União, Estados e Municípios.

O mundo, mais uma vez, se curva ante o Brasil: enquanto nós, brasileiros, trabalhamos 150 dias por ano para pagar impostos, os mexicanos trabalham 91; os americanos, 102 dias. Só perdemos para a Suécia, 185 dias. Em compensação, poucos ali precisam de escola particular (inclusive para línguas), e a saúde está incluída nos impostos.

Público e privado

Enquanto em São Paulo o prefeito petista Fernando Haddad autoriza a derrubada de mais de mil árvores, muitas delas remanescentes da Mata Atlântica, para facilitar a construção de um condomínio particular de alto luxo, em Porto Alegre o prefeito José Fortunati, do PDT, luta contra manifestantes de um movimento que tem parceria com o Ministério da Cultura para derrubar 115 árvores e concluir a duplicação da Avenida Beira-Rio. Pelo jeito, derrubar árvores só é bom quando beneficia os interesses privados, não os públicos. Em Porto Alegre, as 115 árvores serão compensadas por 400, mais duas mil na revitalização da orla do Rio Guaíba; a derrubada tem licença ambiental e decisão judicial. A obra ficou 43 dias parada, enquanto os manifestantes se recusavam a sair.
Mas como lutar contra quem partidariza até mesmo árvores e arbustos?

Voa, dinheiro!

 De Aziz Ahmed, O Povo: “(…) Sander Douma, que projetou o velódromo do Rio, classificou de loucura querer substituir o velódromo construído para o Pan-2007, afirmando que ele poderia ser utilizado na Olimpíada-2016. (…)
O ex-prefeito Cesar Maia alfineta: ‘Este custou R$ 14 milhões que, atualizados, seriam menos de R$ 20 milhões. O novo vai custar quase R$ 140 milhões”.

02 de junho de 2013
CARLOS BRICKMANN

RELIGARE, URGENTE!


Reunir, retomar a ligação com a essência. Qualquer concepção do que está além dos nossos sentidos físicos, qualquer prática religiosa com sentido digno e grandioso: o amor como traço de união entre as pessoas. Este tem sido o objetivo subjacente da vida de pessoas que conheço bem.

Tenho amigos que estão perplexos com as rápidas mudanças que as instituições coletivistas impõem, passando por cima de sentimentos, como aqueles tratores gigantescos que abatem árvores seculares para deixar a terra nua para facilitar a mineração de ferro, bauxita e outras riquezas.

Tenho amigos que se recusam a ver a televisão, onde se repetem as imagens e notícias de crimes pavorosos, de latrocínios, homicídios, drogas e corrupção. Gente temerosa de sair às ruas. Outra gente que encontra na oração o refúgio para aplacar os temores e sentir alguma frágil esperança.

‘Inda outro dia, um pai que havia perdido o filho, vítima de um latrocínio bestial, desfilava solitário com uma placa exibindo seu pavor e impotência. Na placa que carregava liam-se algumas perguntas sem resposta. As mentes alucinadas e doentias absorvidas pelo consenso da sociedade dirigida pelo “Grande Irmão” (Big Brother), nem ligavam para aquele “doido”.

1. Política é atividade exclusiva de políticos? Temos de fazer o que eles mandam e sobreviver do jeito que der?

2. O lar é a célula mater do Estado ou propriedade do banco que o financia?

3. Os filhos são gerados para servir ao Estado, que tem a primazia exclusiva de determinar os conteúdos educacionais?

4. O cidadão deve acreditar em pessoas “livremente eleitas”?

5. A Lei é elaborada segundo os interesses pontuais dos que ocupam a direção e a servem ao Estado?

6. O cidadão deve entregar os pertences e recursos obtidos com o trabalho aos bandidos protegidos pelo Estado?

O “doido” parecia ter consciência das facilidades abertas para os humanos marginais e das dificuldades do serviço de policiais treinados para acreditar que é possível vencer os traficantes de armas e drogas financiados pelos banqueiros. O “doido” pensava à margem da doutrinação oficial.

O “doido” percebia que ética, dignidade e respeito humano, eram características de pessoas dedicadas às atividades produtivas e à família. Políticos éticos, dignos e respeitosos eram raras exceções à regra.

É notável a presença dos que permanecem no poder mesmo quando os governos são radicalmente substituídos. São os homens obedientes à ética da globalização. Bem próximos dos agentes secretos que, por saber muito mais que os mortais comuns, são temidos.

Dizem servir ao Estado. Servem a qualquer Estado com sua habilidade para fomentar intrigas e calar, quando não eliminar os contrários armados de ideais ou de princípios morais. São preservados acima e à margem das Leis, sejam “democráticas” ou ditatoriais, conforme a tendência plantada no planeta pelos que de fato governam o mundo, portadores de armas letais que atingem o físico e a mente.

O que os mortais comuns tentam fazer durante a vida é construir as pontes e desenhar os mapas para o futuro. Nem todos com a mesma capacidade, com as mesmas habilidades, com o mesmo conhecimento. Nem convivendo no mesmo ambiente, com idênticos recursos. O acesso aos instrumentos mentais disponíveis é restrito.

“Global Trust” é uma expressão que se pode traduzir como “Confiança Global” ou então “Fundo de Investimento Global”. É um daqueles joguinhos eletrônicos que adestram as mentes jovens para o futuro. A expressão designa “um poderoso sindicato industrial; o mais poderoso fornecedor de energia e empregador do mundo.  Baseado num extraordinário monopólio de energia e dispondo de capital sem fim, Global TRust, administra para si a reivindicação do refino das reservas de importantes matérias primas.”

A manipulação agressiva contra as pessoas de todas as idades é a tentativa de invasão da privacidade da mente, instalando a confusão do espírito. A privacidade física se ressente das câmeras do “big brother”, instaladas secretamente em qualquer local, por qualquer pessoa ou por qualquer instituição. Tudo garantido pela lei que solta os bandidos, justificando o uso destas tecnologias para a segurança.

A mente humana luta por garantir sua privacidade e bem estar – de modo racional ou irracional. Se por um lado perdemos a segurança dos “velhos tempos”, por outro lado ainda é possível continuar lutando em defesa da sanidade mental. Talvez como o “doido” que perdeu o filho. Talvez agindo em defesa de um Estado comprometido com a defesa da vida.

02 de junho de 2013
Arlindo Montenegro é Apicultor.

VAI SAIR DO ARMÁRIO NA TERRA DO NUNCA?



O piadismo militante – como diria o imortal Odorico Paraguaçu – costuma disputar grandes espaços na internet, junto com a pornografia (campeã absoluta de acessos). Uma das eficazes gracinhas virtuais recentes é a “Aula de Gramática”. Sua sistemática apela para um chulo método de revisão da língua portuguesa através da relação direta entra a politicagem e a filhadaputice - no Brasil, coisas quase sinônimas.
 
Fechem os narizes, os ouvidos e os olhos para os ensinamentos de baixaria:
- “Filho da puta” é adjunto adnominal, quando a frase for: "Conheci um político filho da puta".
- Mas se a frase for: "O político é um filho da puta", daí, é predicativo.
- Na sentença: "Esse filho da puta é um político", temos o sujeito.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz: "Agora nega o roubo, filho da puta!" – vemos o vocativo.
- Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, aquele filho da puta, desviou o dinheiro das estradas" – estamos diante do aposto.
- Agora se estiver escrito: "Saiu da presidência e ainda se acha presidente” - o filho da puta vira sujeito oculto.
O Brasil é uma piada seríssima! Neste domingo, a partir do meio-dia, São Paulo vai realizar aquela que é a maior manifestação popular do Brasil. Os antigos locutores esportivos definiam que tal evento era uma comemoração de torcida de futebol. Mas a celebração que levará milhões de pessoas à Avenida Paulista é a 17ª Edição da Parada Gay, com o tema “Para o armário, nunca mais”.
 
Aproveitando o mote da parada de maior sucesso do País, vale a pena perguntar: quando é que a grande massa de indignados cidadãos brasileiros vai sair do armário da apatia, para protestar contra tudo que está errado: corrupção e violência – que matam mais gente que nas guerras convencionais?
 
A indignação pode explodir a qualquer momento? Quando e onde, precisamente? A qualquer hora e em qualquer lugar. O motivo: só se for o mais banal possível. Temas sérios, densos, políticos, não mobilizam tanta gente. Excetuando-se a Marcha para Jesus – que ainda leva muita gente para as ruas -, nem comemoração de campeonato de futebol faz tanta gente “sair do armário”.
 
No próximo dia 10 de junho, às 18 horas, no MASP, em São Paulo, está marcada uma “Marcha da Família com Deus em Defesa da Vida, da Liberdade e da Democracia, contra o Comunismo”. É muito boa a ideia de inundar de verde e amarelo o vermelho do MASP. Tomara que a mobilização via Facebook dê certo e subverta a triste realidade do imobilismo cidadão, levando milhares de pessoas ao protesto, em plena hora do rush paulistano.
 
No dia 11 de junho, a partir das 9h da manhã, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, também está agendado o “Dia do Levante”. A intenção é promover uma “Vigília por um Brasil Justo, Ético e Seguro, Pela Valorização dos Profissionais Militares e Respeito ao Povo Brasileiro”. O Palhaço do Planalto não está achando graça do evento – que deve levar muitos militares da reserva e seus familiares para a arena do protesto. Pode haver repressão, no melhor estilo stalinista do governo.
 
Um fato é bem objetivo. As pessoas estão ficando de saco cheio. Mas o que falta para o negócio transbordar em protestos? Nas redes sociais, as reclamações abundam. Difícil e mais raro é tirar a bunda da cadeira diante do computador e sair efetivamente para protestar ou tomar alguma atitude administrativa-judicial (por mais ineficazes que elas pareçam). O governo petralha respira, aliviado, porque poucos ousam sair do armário da apatia cidadã.
 
Sábado, em O Globo, o senador Cristovam Buarque escreveu um artigo muito pertinente sobre o tema “Sede de Indignação”. O parlamentar avalia que “o povo está com sede de indignação”. Cristovam defende que agora precisamos de raiva e vergonha – e não apenas de consciência – para enfrentar os problemas e cobrar soluções para a lamentável realidade brasileira.
A massa ignara e manipulada sai às ruas e convulsiona a sociedade, se sentir necessidade. Vide o teste de fidelidade feito pelo comando petralha com seus zumbis eleitoreiros que recebem o “Bolsa-Voto” do governo. Bastou um boatinho para botar todo mundo protestando. O teste de manipulação rendeu nota 10. Se depender dos beneficiários, o PT sai do poder no dia de São Nunca.
 
Como bem definiu o cantor Lobão, a Terra do Nunca é aqui mesmo. Infelizmente, achar cidadãos com disposição e efetivamente organizados politicamente, em grande número, para enfrentar o Governo do Crime Organizado é igual a encontrar uma fruta começando pela letra E para vencer o joguinho do Stop.
 
Pode parar que você dificilmente vai encontrar...  Mas, não custa tentar e insistir. Quem sabe muitos não topam sair do armário – não apenas para se divertir na parada gay?
 
Afinal, nos tempos atuais, parece que a Esperança é última...
Que solta a franga...
 
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
 
02 de junho de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.