15 de fevereiro de 2012
O governador Jaques Wagner quer comprar briga com mais uma categoria do funcionalismo público baiano.
O gestor pediu ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT), para colocar em votação o projeto que reduz o piso nacional dos professores. O pedido ocorreu durante a posse de Maria Graças Foster na presidência da Petrobrás, segundo nota do jornal O Globo.
O piso nacional dos professores é uma luta antiga da classe educadora, que foi aprovada no parlamento e sancionada no Executivo.
O reajuste em 2012 será de 22%, mas o governador quer que o aumento seja de apenas 6%. Também pediram a redução do reajuste os governadores Sérgio Cabral (RJ), Antonio Anastásia (MG) Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES).
O governador já saiu arranhado em alguns episódios envolvendo o funcionalismo público, como o corte no Planserv, o não pagamento da URV, a recente greve na Polícia Militar, dentre outros.
15 de fevereiro de 2012
(Do Teia de Noticias)
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
HISTÓRIAS DO SEBASTIÃO NERY
O monstro da La Moneda
Além, pouco além de Viña Del Mar, a caminho da Isla Negra, sobre cujas rochas batidas pelo Pacífico está ancorada, como um poema, a mítica casa-caravela, hoje museu, do gordo e eterno Pablo Neruda, o jovem motorista que me levava de Santiago, em abril de 2006, falava constrangido:
– O senhor entenda. Quando os militares deram o golpe e mataram o presidente Allende, em 11 de setembro de 73, eu tinha 3 anos. O que sei é o que me contaram. Mas Pinochet não fez e não faria tudo aquilo sozinho. Foi ajudado pelos outros generais. Os militares, as polícias, aqui no Chile, sempre foram muito arrogantes, duros, violentos. Basta pôr uma farda e pensam que são donos do pais e de tudo. E nesses anos foram. A surpresa é que, depois, ficamos sabendo, que, Pinochet não era apenas assassino. Era também ladrão. Aí, não. Além de ser, como o povo chamava, “o monstro do La Moneda”, ele roubou milhões de dólares e mandou para os Estados Unidos. Violências outros também fizeram. Mas, além de assassinar, ele roubou. Ladrão, não!
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CHILE
O espanto do motorista era uma aula de história. O Chile é um cavalo com um herói em cima e imensas espadas na mão. Estão em todas as praças e avenidas: os que o invadiram em nome da Espanha, os que comandaram as guerras da independência, até os índios que resistiram aos massacres brancos.
E sempre havia um padre. O governador Martin Garcia de Loyola, sobrinho de Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, morreu no Natal de 1598, atacado por 300 índios montados. Seus soldados pularam em um rio, onde morrerem afogados ou assassinados. O provincial dos Franciscanos, frei Melchor de Arteaga, ainda conseguiu dar um tiro de arcabuz, mas foi morto.
Aventureiros, padres, prisioneiros do Peru mandados cumprir pena nos quartéis do Chile (“a última e mais pobre colônia que teve a Espanha”), acabavam servindo aos Exércitos e “foi sobre essas bases que começou a história do Chile”, diz o historiador Armando de Ramon: História de Chile.
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ALLENDE
Derrotados os espanhóis, apareceram os ingleses. O porto de Valparaíso mais parece uma praça de guerra da Marinha, construída pelos ingleses: o Forte Naval, o Arsenal da Marinha, a Escola Naval, o monumento à Marinha. O País é todo assim, cheio de fortes e monumentos aos heróis acavalados.
Essa beligerante história, diferente por exemplo da do Brasil, com todas as nossas violências históricas, é que explica Pinochet e a hoje indisfarçada vergonha do Chile. Havia um tumular silêncio sobre ele. Estava vivo, preso em casa em Santiago, e todo mundo fazia de conta que já estava morto.
Os militares chilenos não mataram apenas 3 mil civis, a maioria jovens. Mataram-se também entre eles. O general Schneider, o general Prats, tantos outros oficiais, foram assassinados sem fazerem nada. Só porque eram adversários. O pai da presidente Bachelet, general da Força Aérea, foi torturado e morreu na cadeia só porque participava do governo Allende.
Allende foi massacrado dentro do palácio La Moneda para servir de exemplo, para os generais mostrarem quem eles eram e o que queriam. Mas hoje quem está em estátua de bronze, em frente ao palácio, não é Pinochet, o “monstro do La Moneda” . É Allende, o “mártir do Chile livre”.
BACHELET
Daí a lição histórica da eleição de Michelle Bachelet, que ficou no poder até março de 2010. O pai general morto pela ditadura, a mãe e ela, aos 22 anos, presas, torturadas e expulsas do pais. Foi para a Alemanha, voltou, continuou resistindo no seu Partido Socialista, tocou guitarra, formou-se em medicina, estudou no Colégio Interamericano de Defesa, nos Estados Unidos, tornou-se ministra da Saúde e da Defesa e foi eleita presidente derrotando os discípulos de Pinochet.
O presidente no Chile tem mais poderes do que no Brasil. A Câmara tem 120 deputados, o Senado 47 senadores. O País é dividido em 14 regiões, comandadas por “intendentes” nomeados pela presidente da República.
Há mais 50 províncias, cada uma governada por um governador, também nomeado pelo presidente da República. E 341 municípios, com prefeitos e Câmaras de Vereadores eleitos diretamente pelo povo. O machismo no País é muito forte. No Chile, 46,7% das mulheres não trabalham. (Na Argentina e Uruguai 75% trabalham). O militarismo também. A “Lei do Cobre” destina para as Forças Armadas 10% dos recursos gerados pelo cobre. Há um projeto para acabar com isso.
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CONCERTAÇÃO
O Chile deu um belo exemplo de talento político. A oposição aprendeu que é melhor fazer concessões no Congresso do que morrer na cadeia. Os partidos Socialista, Democrata Cristão, Comunista e Social Democrata, que se guerreavam antes de 73, abrindo caminho para as empresas multinacionais e os EUA financiarem o golpe de Pinochet, viram que a salvação era a união.
15 de fevereiro de 2012
Sebastião Nery
Além, pouco além de Viña Del Mar, a caminho da Isla Negra, sobre cujas rochas batidas pelo Pacífico está ancorada, como um poema, a mítica casa-caravela, hoje museu, do gordo e eterno Pablo Neruda, o jovem motorista que me levava de Santiago, em abril de 2006, falava constrangido:
– O senhor entenda. Quando os militares deram o golpe e mataram o presidente Allende, em 11 de setembro de 73, eu tinha 3 anos. O que sei é o que me contaram. Mas Pinochet não fez e não faria tudo aquilo sozinho. Foi ajudado pelos outros generais. Os militares, as polícias, aqui no Chile, sempre foram muito arrogantes, duros, violentos. Basta pôr uma farda e pensam que são donos do pais e de tudo. E nesses anos foram. A surpresa é que, depois, ficamos sabendo, que, Pinochet não era apenas assassino. Era também ladrão. Aí, não. Além de ser, como o povo chamava, “o monstro do La Moneda”, ele roubou milhões de dólares e mandou para os Estados Unidos. Violências outros também fizeram. Mas, além de assassinar, ele roubou. Ladrão, não!
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CHILE
O espanto do motorista era uma aula de história. O Chile é um cavalo com um herói em cima e imensas espadas na mão. Estão em todas as praças e avenidas: os que o invadiram em nome da Espanha, os que comandaram as guerras da independência, até os índios que resistiram aos massacres brancos.
E sempre havia um padre. O governador Martin Garcia de Loyola, sobrinho de Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, morreu no Natal de 1598, atacado por 300 índios montados. Seus soldados pularam em um rio, onde morrerem afogados ou assassinados. O provincial dos Franciscanos, frei Melchor de Arteaga, ainda conseguiu dar um tiro de arcabuz, mas foi morto.
Aventureiros, padres, prisioneiros do Peru mandados cumprir pena nos quartéis do Chile (“a última e mais pobre colônia que teve a Espanha”), acabavam servindo aos Exércitos e “foi sobre essas bases que começou a história do Chile”, diz o historiador Armando de Ramon: História de Chile.
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ALLENDE
Derrotados os espanhóis, apareceram os ingleses. O porto de Valparaíso mais parece uma praça de guerra da Marinha, construída pelos ingleses: o Forte Naval, o Arsenal da Marinha, a Escola Naval, o monumento à Marinha. O País é todo assim, cheio de fortes e monumentos aos heróis acavalados.
Essa beligerante história, diferente por exemplo da do Brasil, com todas as nossas violências históricas, é que explica Pinochet e a hoje indisfarçada vergonha do Chile. Havia um tumular silêncio sobre ele. Estava vivo, preso em casa em Santiago, e todo mundo fazia de conta que já estava morto.
Os militares chilenos não mataram apenas 3 mil civis, a maioria jovens. Mataram-se também entre eles. O general Schneider, o general Prats, tantos outros oficiais, foram assassinados sem fazerem nada. Só porque eram adversários. O pai da presidente Bachelet, general da Força Aérea, foi torturado e morreu na cadeia só porque participava do governo Allende.
Allende foi massacrado dentro do palácio La Moneda para servir de exemplo, para os generais mostrarem quem eles eram e o que queriam. Mas hoje quem está em estátua de bronze, em frente ao palácio, não é Pinochet, o “monstro do La Moneda” . É Allende, o “mártir do Chile livre”.
BACHELET
Daí a lição histórica da eleição de Michelle Bachelet, que ficou no poder até março de 2010. O pai general morto pela ditadura, a mãe e ela, aos 22 anos, presas, torturadas e expulsas do pais. Foi para a Alemanha, voltou, continuou resistindo no seu Partido Socialista, tocou guitarra, formou-se em medicina, estudou no Colégio Interamericano de Defesa, nos Estados Unidos, tornou-se ministra da Saúde e da Defesa e foi eleita presidente derrotando os discípulos de Pinochet.
O presidente no Chile tem mais poderes do que no Brasil. A Câmara tem 120 deputados, o Senado 47 senadores. O País é dividido em 14 regiões, comandadas por “intendentes” nomeados pela presidente da República.
Há mais 50 províncias, cada uma governada por um governador, também nomeado pelo presidente da República. E 341 municípios, com prefeitos e Câmaras de Vereadores eleitos diretamente pelo povo. O machismo no País é muito forte. No Chile, 46,7% das mulheres não trabalham. (Na Argentina e Uruguai 75% trabalham). O militarismo também. A “Lei do Cobre” destina para as Forças Armadas 10% dos recursos gerados pelo cobre. Há um projeto para acabar com isso.
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CONCERTAÇÃO
O Chile deu um belo exemplo de talento político. A oposição aprendeu que é melhor fazer concessões no Congresso do que morrer na cadeia. Os partidos Socialista, Democrata Cristão, Comunista e Social Democrata, que se guerreavam antes de 73, abrindo caminho para as empresas multinacionais e os EUA financiarem o golpe de Pinochet, viram que a salvação era a união.
15 de fevereiro de 2012
Sebastião Nery
CRONOLOGIA DO PT
Uma rápida cronologia petralha postada no Observador Político mostra o que fez o PT antes de assumir o poder.
1985 – O PT é CONTRA a eleição de Tancredo Neves e EXPULSA os deputados que votaram nele.
1988 – O PT vota CONTRA a Nova Constituição.
1989 – O PT DEFENDE O NÃO PAGAMENTO da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num CALOTEIRO MUNDIAL.
1993 – Presidente Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país. O PT foi CONTRA e não participou.
1994 – O PT vota CONTRA O PLANO REAL e diz que a medida é eleitoreira.
1996 – O PT vota CONTRA a REELEIÇÃO. Hoje, defende.
1998 – O PT vota CONTRA a PRIVATIZAÇÃO DA TELEFONIA, medida que hoje nos permite ter acesso a internet e a mais de 170 MILHÕES DE LINHAS TELEFÔNICAS.
1999 – O PT vota CONTRA a adoção do CÂMBIO FLUTUANTE.
1999 – O PT vota CONTRA a ADOÇÃO das METAS DE INFLAÇÃO.
2000 – O PT luta FEROZMENTE CONTRA a criação da LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadam.
2001 – O PT vota CONTRA a criação dos PROGRAMAS SOCIAIS no governo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como ESMOLAS ELEITOREIRAS e insuficientes.
15 de fevereiro de 2012
Por Ricardo Froes
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Essa cronologia parcial já é suficiente para mostrar a cara do PT. O que ele fez depois de assumir o poder já é de domínio público, apesar dos que não conseguem enxergar um palmo a frente do nariz, e continuam acreditando nas balelas petistas.
Cegos e estúpidos, continuam elegendo - com 1,8 milhão de votos!!! - Jader Barbalho. O que pensar de futuras eleições? O que pensar da possibilidade de o PT continuar com o seu projeto de poder?
Não tenho bola de cristal, mas fico temeroso do futuro.
m.americo
1985 – O PT é CONTRA a eleição de Tancredo Neves e EXPULSA os deputados que votaram nele.
1988 – O PT vota CONTRA a Nova Constituição.
1989 – O PT DEFENDE O NÃO PAGAMENTO da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num CALOTEIRO MUNDIAL.
1993 – Presidente Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país. O PT foi CONTRA e não participou.
1994 – O PT vota CONTRA O PLANO REAL e diz que a medida é eleitoreira.
1996 – O PT vota CONTRA a REELEIÇÃO. Hoje, defende.
1998 – O PT vota CONTRA a PRIVATIZAÇÃO DA TELEFONIA, medida que hoje nos permite ter acesso a internet e a mais de 170 MILHÕES DE LINHAS TELEFÔNICAS.
1999 – O PT vota CONTRA a adoção do CÂMBIO FLUTUANTE.
1999 – O PT vota CONTRA a ADOÇÃO das METAS DE INFLAÇÃO.
2000 – O PT luta FEROZMENTE CONTRA a criação da LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadam.
2001 – O PT vota CONTRA a criação dos PROGRAMAS SOCIAIS no governo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como ESMOLAS ELEITOREIRAS e insuficientes.
15 de fevereiro de 2012
Por Ricardo Froes
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Essa cronologia parcial já é suficiente para mostrar a cara do PT. O que ele fez depois de assumir o poder já é de domínio público, apesar dos que não conseguem enxergar um palmo a frente do nariz, e continuam acreditando nas balelas petistas.
Cegos e estúpidos, continuam elegendo - com 1,8 milhão de votos!!! - Jader Barbalho. O que pensar de futuras eleições? O que pensar da possibilidade de o PT continuar com o seu projeto de poder?
Não tenho bola de cristal, mas fico temeroso do futuro.
m.americo
COMISSÃO DE ÉTICA ABALA POSIÇÃO DE FERNANDO PIMENTEL
A decisão da Comissão de Ética da própria Presidência da República de abrir investigação contra o ministro Fernando Pimentel, que teria recebido pagamento da Federação das Indústrias de Minas Gerais por consultorias não praticadas e palestras que não realizou, abala fortemente a sua permanência no Ministério do Desenvolvimento.
Sob o ângulo administrativo, torna-se um fato constrangedor. Sob o prisma político, mais ainda, pela forma com que a decisão foi divulgada na edição de ontem de O Globo, manchete de primeira página.
Reportagem de Luiza Damé e Marta Beck focalizou nítida e intensamente a iniciativa da Comissão de Ética presidida pelo ministro Sepúlveda Pertence, aposentado do STF.
A imagem, já por si sempre importante, no caso torna-se mais ainda. Porque focaliza exatamente o momento em que Sepúlveda Pertence presidia a sessão. Logo ela foi aberta à imprensa. Ponto positivo para O Globo que percebeu a importância e o peso do assunto. Claro.
A Comissão de Ética é da Presidência da República. Assim, se não fosse autorizada por Dilma Roussef, ela não poderia ter programado, como programou, o desfecho na sua esfera de atuação. Pois abrir uma investigação é sempre algo pelo menos incômodo, desgaste, ainda que o acusado saia-se bem do processo. O mesmo que alguém vir a ser absolvido em segunda instância. Sinal de que a denúncia foi aceita e ele condenado no primeiro julgamento.
No caso de Fernando Pimentel, mais grave porque se trata do titular de uma pasta de estado. Quem integra o ministério não pode, evidentemente, encontrar-se sob suspeição de ter sido contratado apenas por sua influência no sistema de decisão. Tenho a impressão que Fernando Pimentel apresentará sua renúncia. Ocupa cargo de confiança. Esta confiança foi colocada, pelo menos, em dúvida.
Sombras, a partir de sábado, quando circulou a revista Veja que se encontra nas bancas desceram também em volta do ministro Antonio Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, e do ministro Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência da República.
Reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques os deixou em situação difícil, sobretudo porque a matéria inclui entrevista da advogada (e lobista) Cristiane Araujo de Oliveira.
Ela os expõe ao palco da opinião pública como personagens de uma teia de interesses que age à margem da lei e, no caso de Gilberto Carvalho, dentro do governo. No caso de Toffoli, no executivo até quando ocupou a Advocacia Geral da União, depois disso, no universo do STF.
Ambos têm que responder às páginas publicadas usando a figura constitucional do direito de resposta. Se não o fizeram, ficam com suas imagens manchadas. E não só o direito de resposta. Este direito em relação à Veja. No caso de Cristiane Araujo Oliveira, que não é responsável pela edição, mas sim por suas declarações: pelo menos uma interpelação judicial. É o mínimo que a sociedade espera dos dois acusados.
Mas, mudando de enfoque, é impressionante como homens que exercem funções públicas, portanto cargos políticos, deixam-se enredar por tramas e caminhos sinuosos da vida social. Erro grave, experiência não lhes falta.
Algumas pessoas utilizam rede de relacionamentos para penetrar nas esferas de decisão o obter ou aparentar intimidade com pessoas de poder. É muito comum o empenho de lobistas ou simplesmente farsantes de atuar assim. Dois exemplos emblemáticos que conheço: Jorge Serpa, efetivamente influente, que articulou a ida de jornalista Jânio de Freitas para dirigir o Correio da Manhã em 62. O coronel Newton Leitão, ex-chefe da Polícia Federal, governo Castelo Branco, que aparentava força mas perdera sua influência. Jânio de Freitas ficou no jornal até 63, quando foi demitido por Niomar Moniz Sodré. Newton Leitão foi demitido por Roberto Marinho quando este constatou que ele apenas simulava prestígio – que não tinha – junto ao ministro Golbery do Couto e Silva. Lições da vida.
Pedro do Coutto
15 de fevereiro de 2012
Sob o ângulo administrativo, torna-se um fato constrangedor. Sob o prisma político, mais ainda, pela forma com que a decisão foi divulgada na edição de ontem de O Globo, manchete de primeira página.
Reportagem de Luiza Damé e Marta Beck focalizou nítida e intensamente a iniciativa da Comissão de Ética presidida pelo ministro Sepúlveda Pertence, aposentado do STF.
A imagem, já por si sempre importante, no caso torna-se mais ainda. Porque focaliza exatamente o momento em que Sepúlveda Pertence presidia a sessão. Logo ela foi aberta à imprensa. Ponto positivo para O Globo que percebeu a importância e o peso do assunto. Claro.
A Comissão de Ética é da Presidência da República. Assim, se não fosse autorizada por Dilma Roussef, ela não poderia ter programado, como programou, o desfecho na sua esfera de atuação. Pois abrir uma investigação é sempre algo pelo menos incômodo, desgaste, ainda que o acusado saia-se bem do processo. O mesmo que alguém vir a ser absolvido em segunda instância. Sinal de que a denúncia foi aceita e ele condenado no primeiro julgamento.
No caso de Fernando Pimentel, mais grave porque se trata do titular de uma pasta de estado. Quem integra o ministério não pode, evidentemente, encontrar-se sob suspeição de ter sido contratado apenas por sua influência no sistema de decisão. Tenho a impressão que Fernando Pimentel apresentará sua renúncia. Ocupa cargo de confiança. Esta confiança foi colocada, pelo menos, em dúvida.
Sombras, a partir de sábado, quando circulou a revista Veja que se encontra nas bancas desceram também em volta do ministro Antonio Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, e do ministro Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência da República.
Reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques os deixou em situação difícil, sobretudo porque a matéria inclui entrevista da advogada (e lobista) Cristiane Araujo de Oliveira.
Ela os expõe ao palco da opinião pública como personagens de uma teia de interesses que age à margem da lei e, no caso de Gilberto Carvalho, dentro do governo. No caso de Toffoli, no executivo até quando ocupou a Advocacia Geral da União, depois disso, no universo do STF.
Ambos têm que responder às páginas publicadas usando a figura constitucional do direito de resposta. Se não o fizeram, ficam com suas imagens manchadas. E não só o direito de resposta. Este direito em relação à Veja. No caso de Cristiane Araujo Oliveira, que não é responsável pela edição, mas sim por suas declarações: pelo menos uma interpelação judicial. É o mínimo que a sociedade espera dos dois acusados.
Mas, mudando de enfoque, é impressionante como homens que exercem funções públicas, portanto cargos políticos, deixam-se enredar por tramas e caminhos sinuosos da vida social. Erro grave, experiência não lhes falta.
Algumas pessoas utilizam rede de relacionamentos para penetrar nas esferas de decisão o obter ou aparentar intimidade com pessoas de poder. É muito comum o empenho de lobistas ou simplesmente farsantes de atuar assim. Dois exemplos emblemáticos que conheço: Jorge Serpa, efetivamente influente, que articulou a ida de jornalista Jânio de Freitas para dirigir o Correio da Manhã em 62. O coronel Newton Leitão, ex-chefe da Polícia Federal, governo Castelo Branco, que aparentava força mas perdera sua influência. Jânio de Freitas ficou no jornal até 63, quando foi demitido por Niomar Moniz Sodré. Newton Leitão foi demitido por Roberto Marinho quando este constatou que ele apenas simulava prestígio – que não tinha – junto ao ministro Golbery do Couto e Silva. Lições da vida.
Pedro do Coutto
15 de fevereiro de 2012
"EU VOU ACONSELHAR O OBAMA A FAZER O SUS NOS EUA..." (PALAVRAS DO LULA)
HOSPITAL LOURENÇO JORGE-RJ SEM MÉDICOS. E O EX-PRESID ANTA LUÍS IGNORÁCIO 51 DA SILVA DISSE QUE A SAÚDE ESTAVA BEIRANDO A PERFEIÇÃO. 15/02/2012 blog do beto
FINANCIAL TIMES DESTACA ARTIGO DE MARCOS TROYJO SOBRE "LOCAL-CONTENTISMO"
O artigo “Local-Contentism and the Clash of Competitiveness”, de Marcos Troyjo, foi destaque no jornal britânico “Financial Times” na semana passada. O autor, diretor do BRICLab da Columbia University e especialista do Instituto Millenium, explicou a forte tendência das economias globais em adotar políticas industriais e comerciais com base em uma noção chamada “Local-Contentismo”, que segundo o especialista, é uma tentativa dos países de aumentar a capacidade de competição no mercado global e atrair investimentos, mas que pode custar caro.
O “Local-Contentismo” se dá pela produção de conteúdo local, sem o nacionalismo ou xenofobia que antigamente marcavam a reserva de mercado. Segundo Troyjo, “o mundo montou um palco para a batalha da competitividade”, algo maior que apenas guerras cambiais.
No entanto, o especialista alerta que se nações mais avançadas industrialmente também lançarem mão de práticas ostensivas de conteúdo local, será grande a perda de eficiência para a economia global.
O artigo também esclareceu a diferença entre o “Local-Contentismo” e o protecionismo econômico “old school”, este baseado em cotas de importação e barreiras tarifárias criadas para proteger o que é “nacional”.
O primeiro visa o investimento estrangeiro direto e faz uso extensivo de compras governamentais como “isca”. Troyjo destaca: “por sua própria definição, Local-Contentismo é sobre ser local, não necessariamente nacional”.
De acordo com Troyjo, o tema, que vem tendo destaque nos debates eleitorais dos Estados Unidos e Europa, pode beneficiar uma nação por alguns anos. No entanto, à longo prazo, espera-se cada vez mais crescentes desequilíbrios econômicos e mais desigualdade internacional.
Como exemplo, o autor dismistifica que a competitividade Chinesa se baseie apenas na manipulação do câmbio, e sim em uma política sofisticada de “Local-Contentismo”, que por um lado é o pilar no qual a China construiu seu poderio econômico, mas por outro é um conceito que outros países estão usando para combater a competitividade do próprio gigante asiático.
15 de fevereiro de 2012
Comunicação Millenium
Leia o artigo “Local-Contentism and the Clash of Competitiveness” na íntegra (em inglês).
O “Local-Contentismo” se dá pela produção de conteúdo local, sem o nacionalismo ou xenofobia que antigamente marcavam a reserva de mercado. Segundo Troyjo, “o mundo montou um palco para a batalha da competitividade”, algo maior que apenas guerras cambiais.
No entanto, o especialista alerta que se nações mais avançadas industrialmente também lançarem mão de práticas ostensivas de conteúdo local, será grande a perda de eficiência para a economia global.
O artigo também esclareceu a diferença entre o “Local-Contentismo” e o protecionismo econômico “old school”, este baseado em cotas de importação e barreiras tarifárias criadas para proteger o que é “nacional”.
O primeiro visa o investimento estrangeiro direto e faz uso extensivo de compras governamentais como “isca”. Troyjo destaca: “por sua própria definição, Local-Contentismo é sobre ser local, não necessariamente nacional”.
De acordo com Troyjo, o tema, que vem tendo destaque nos debates eleitorais dos Estados Unidos e Europa, pode beneficiar uma nação por alguns anos. No entanto, à longo prazo, espera-se cada vez mais crescentes desequilíbrios econômicos e mais desigualdade internacional.
Como exemplo, o autor dismistifica que a competitividade Chinesa se baseie apenas na manipulação do câmbio, e sim em uma política sofisticada de “Local-Contentismo”, que por um lado é o pilar no qual a China construiu seu poderio econômico, mas por outro é um conceito que outros países estão usando para combater a competitividade do próprio gigante asiático.
15 de fevereiro de 2012
Comunicação Millenium
Leia o artigo “Local-Contentism and the Clash of Competitiveness” na íntegra (em inglês).
ANOTAÇÕES DO JORNALISTA CARLOS CHAGAS
DA GRÉCIA PARA O BRASIL: "EU SOU VOCÊ AMANHÃ"
A receita tem sido a mesma há milênios: quando as nações ricas defrontam-se com dificuldades por elas mesmo criadas, recorrem às nações pobres, seja para aumentar-lhes os encargos, seja para surripiar ainda mais seu patrimônio. Vai ecoar até o final dos tempos o conselho da bruxa inglesa aos endividados do terceiro mundo: “Vendam suas riquezas”.
A crise na Grécia deve-se mais aos empréstimos que o mercado financeiro internacional oferecia e impunha aos governos de Atenas do que à óbvia imprevidência de seus dirigentes. Agora, quando os gregos chegaram à insolvência anunciada, assiste-se à rotineira vigarice dos credores: os aportes de bilhões de euros jamais sairão dos bancos alemães, ingleses e franceses, muito menos dos organismos internacionais que fingem destiná-los sob o rótulo de ajuda emergencial. Ficarão nos respectivos cofres e até engrossarão, por conta dos juros cobrados.
Em compensação, exigem da população sacrificada a redução de 22% no salário mínimo, o corte de 10% nos salários de quem tem menos de 25 anos, o congelamento dos demais salários, a demissão de 150 mil funcionários públicos, a diminuição das isenções fiscais, a privatização das empresas estatais e cortes no orçamento, com ênfase para os investimentos sociais.
Como em séculos passados já roubaram a maior parte do patrimônio artístico da Antiga Grécia, só falta agora exigirem a exportação do Partenon, inteiro ou aos pedaços. A sociedade grega paga a conta, mas o mundo mudou e povo está na rua. Nas telinhas e páginas de jornal assistimos a sagrada ira dos que não tem mais nada a perder, pois perderam tudo, ou quase tudo.
Queimam a sua capital, botam a polícia para correr e depõem sucessivos governos. O mesmo aconteceu e acontecerá na Irlanda, Portugal e adjacências, pela simples razão de estar-se esgotando o modelo canibalesco dos ricos. Vai demorar um pouco, ainda, até o advento de uma nova ordem econômica européia e mundial, mas outra saída não existe.
Toda essa tragédia se expõe por conta daquela propaganda de vodca. Nós somos eles, amanhã? Apesar de toda a cortina de fumaça publicitária e da ilusão dos atuais detentores do poder em termos superado o subdesenvolvimento, que ninguém se iluda: aumentando as agruras do sistema financeiro internacional, em especial americano, mas sem esquecer o nacional, onde seus mentores buscarão alívio senão na população e nas riquezas aqui no quintal?
Quantas vezes em nossa História repetiram a fórmula mágica de desviar recursos brasileiros para sustentá-los em suas aventuras? Já foi pau-brasil, depois cana-de açúcar, ouro, diamantes, café, borracha, areias monazíticas, biodiversidade, petróleo, terras e muito mais. Se bobearmos, até água, de que dispomos em profusão.
Salários, já os temos estrangulados. Vá qualquer banqueiro tentar viver com 622 reais por mês. Privatizações? Chegamos ao limite, ou melhor, o PT chegou. Cortes orçamentários? Dona Dilma que responda. É bom tomar cuidado.
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A RAPOSA SAIU DA TOCA?
Em artigo na Folha deste começo de semana Aécio Neves parece haver despertado. Para seu futuro presidencial de candidato, pode ser o começo, ainda que não seja preciso concordar com suas colocações gerais, muito pelo contrário. Pelo menos, saiu da casca, ou deixou a toca onde se mantinha.
Escreveu o senador mineiro estar o governo do PT dez anos atrasado, por haver deixado os aeroportos se deteriorem para só agora privatizá-los, mesmo assim por conta de evitar vexames da Copa do Mundo. Denunciou, pelo visto, com precisão: o governo não exigiu garantias mínimas dos vencedores das concorrências, muitos deles inadimplentes que haviam tido rejeitadas operações anteriores no BNDES.
Acusou os companheiros de fingirem não estar privatizando e concluiu indagando qual o PT de verdade. Sem a emissão de preferências a respeito da sucessão de 2014, vale assinalar que se o candidato seguir nessa linha em discursos no Senado e peregrinações pelo país, poderá aspirar alguma chance em tornar-se candidato tucano. Não há outra estratégia para ele senão seguir em frente, apontando malfeitos da atual administração federal.
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PRÁTICAS CONHECIDAS
Não pode permanecer inconclusa essa novela da Casa da Moeda. Luiz Felipe Denucci foi ou não indicado pelo PTB ao ministro Guido Mantega? Serão verdadeiras as denúncias dele haver desviado 6 milhões de dólares para o exterior, fruto de comissões em contratos celebrados por aquela entidade?
O PTB tem tradição de valer-se de seus representantes no governo para amealhar contribuições para o caixa dois do partido, através do superfaturamento de obras e serviços. Seu próprio presidente ainda não explicou o destino dos milhões recebidos à margem do mensalão, mas naquele mesmo período. Teria pago dívidas de campanha de seus companheiros?
Mas se o partido estiver agora inocente da nomeação do demitido presidente da Casa da Moeda, e se o desvio tiver mesmo acontecido, quem se beneficiou? A Polícia Federal bem que poderia esclarecer as dúvidas.
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COMO SEPARAR CRIMES E GREVES
Greves são instrumento legítimo do trabalhador e até de empresários, caso se decidam deflagrá-las. Discute-se o direito de policiais cruzarem os braços, tema que ainda renderá incontáveis tertúlias. Agora, crimes praticados durante as greves devem ser investigados e punidos, mesmo admitindo-se a anistia em etapas posteriores, na dependência da elucidação de cada caso.
O que não dá para aceitar é o que acaba de acontecer em Brasília. Os funcionários do metrô local, por sinal terceirizado, acabam de sair de uma greve de 37 dias e já ameaçam outra, certamente porque os concessionários não cumpriram os acordos. Tudo bem, ou tudo mal, porque o prejuízo vai para os usuários do transporte coletivo. Aconteceu o quê? Conforme informes da polícia, os trens da capital federal vem sendo sistematicamente interrompidos. As composições ora param no meio de trajeto, ora nem deixam as estações. Pelo jeito, através de sabotagem de funcionários especializados em perturbar os programas de tráfego.
Nesse caso, são crimes praticados em nome da greve adiada ou futura. Pau neles.
15 de fevereiro de 2012
Carlos Chagas
A receita tem sido a mesma há milênios: quando as nações ricas defrontam-se com dificuldades por elas mesmo criadas, recorrem às nações pobres, seja para aumentar-lhes os encargos, seja para surripiar ainda mais seu patrimônio. Vai ecoar até o final dos tempos o conselho da bruxa inglesa aos endividados do terceiro mundo: “Vendam suas riquezas”.
A crise na Grécia deve-se mais aos empréstimos que o mercado financeiro internacional oferecia e impunha aos governos de Atenas do que à óbvia imprevidência de seus dirigentes. Agora, quando os gregos chegaram à insolvência anunciada, assiste-se à rotineira vigarice dos credores: os aportes de bilhões de euros jamais sairão dos bancos alemães, ingleses e franceses, muito menos dos organismos internacionais que fingem destiná-los sob o rótulo de ajuda emergencial. Ficarão nos respectivos cofres e até engrossarão, por conta dos juros cobrados.
Em compensação, exigem da população sacrificada a redução de 22% no salário mínimo, o corte de 10% nos salários de quem tem menos de 25 anos, o congelamento dos demais salários, a demissão de 150 mil funcionários públicos, a diminuição das isenções fiscais, a privatização das empresas estatais e cortes no orçamento, com ênfase para os investimentos sociais.
Como em séculos passados já roubaram a maior parte do patrimônio artístico da Antiga Grécia, só falta agora exigirem a exportação do Partenon, inteiro ou aos pedaços. A sociedade grega paga a conta, mas o mundo mudou e povo está na rua. Nas telinhas e páginas de jornal assistimos a sagrada ira dos que não tem mais nada a perder, pois perderam tudo, ou quase tudo.
Queimam a sua capital, botam a polícia para correr e depõem sucessivos governos. O mesmo aconteceu e acontecerá na Irlanda, Portugal e adjacências, pela simples razão de estar-se esgotando o modelo canibalesco dos ricos. Vai demorar um pouco, ainda, até o advento de uma nova ordem econômica européia e mundial, mas outra saída não existe.
Toda essa tragédia se expõe por conta daquela propaganda de vodca. Nós somos eles, amanhã? Apesar de toda a cortina de fumaça publicitária e da ilusão dos atuais detentores do poder em termos superado o subdesenvolvimento, que ninguém se iluda: aumentando as agruras do sistema financeiro internacional, em especial americano, mas sem esquecer o nacional, onde seus mentores buscarão alívio senão na população e nas riquezas aqui no quintal?
Quantas vezes em nossa História repetiram a fórmula mágica de desviar recursos brasileiros para sustentá-los em suas aventuras? Já foi pau-brasil, depois cana-de açúcar, ouro, diamantes, café, borracha, areias monazíticas, biodiversidade, petróleo, terras e muito mais. Se bobearmos, até água, de que dispomos em profusão.
Salários, já os temos estrangulados. Vá qualquer banqueiro tentar viver com 622 reais por mês. Privatizações? Chegamos ao limite, ou melhor, o PT chegou. Cortes orçamentários? Dona Dilma que responda. É bom tomar cuidado.
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A RAPOSA SAIU DA TOCA?
Em artigo na Folha deste começo de semana Aécio Neves parece haver despertado. Para seu futuro presidencial de candidato, pode ser o começo, ainda que não seja preciso concordar com suas colocações gerais, muito pelo contrário. Pelo menos, saiu da casca, ou deixou a toca onde se mantinha.
Escreveu o senador mineiro estar o governo do PT dez anos atrasado, por haver deixado os aeroportos se deteriorem para só agora privatizá-los, mesmo assim por conta de evitar vexames da Copa do Mundo. Denunciou, pelo visto, com precisão: o governo não exigiu garantias mínimas dos vencedores das concorrências, muitos deles inadimplentes que haviam tido rejeitadas operações anteriores no BNDES.
Acusou os companheiros de fingirem não estar privatizando e concluiu indagando qual o PT de verdade. Sem a emissão de preferências a respeito da sucessão de 2014, vale assinalar que se o candidato seguir nessa linha em discursos no Senado e peregrinações pelo país, poderá aspirar alguma chance em tornar-se candidato tucano. Não há outra estratégia para ele senão seguir em frente, apontando malfeitos da atual administração federal.
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PRÁTICAS CONHECIDAS
Não pode permanecer inconclusa essa novela da Casa da Moeda. Luiz Felipe Denucci foi ou não indicado pelo PTB ao ministro Guido Mantega? Serão verdadeiras as denúncias dele haver desviado 6 milhões de dólares para o exterior, fruto de comissões em contratos celebrados por aquela entidade?
O PTB tem tradição de valer-se de seus representantes no governo para amealhar contribuições para o caixa dois do partido, através do superfaturamento de obras e serviços. Seu próprio presidente ainda não explicou o destino dos milhões recebidos à margem do mensalão, mas naquele mesmo período. Teria pago dívidas de campanha de seus companheiros?
Mas se o partido estiver agora inocente da nomeação do demitido presidente da Casa da Moeda, e se o desvio tiver mesmo acontecido, quem se beneficiou? A Polícia Federal bem que poderia esclarecer as dúvidas.
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COMO SEPARAR CRIMES E GREVES
Greves são instrumento legítimo do trabalhador e até de empresários, caso se decidam deflagrá-las. Discute-se o direito de policiais cruzarem os braços, tema que ainda renderá incontáveis tertúlias. Agora, crimes praticados durante as greves devem ser investigados e punidos, mesmo admitindo-se a anistia em etapas posteriores, na dependência da elucidação de cada caso.
O que não dá para aceitar é o que acaba de acontecer em Brasília. Os funcionários do metrô local, por sinal terceirizado, acabam de sair de uma greve de 37 dias e já ameaçam outra, certamente porque os concessionários não cumpriram os acordos. Tudo bem, ou tudo mal, porque o prejuízo vai para os usuários do transporte coletivo. Aconteceu o quê? Conforme informes da polícia, os trens da capital federal vem sendo sistematicamente interrompidos. As composições ora param no meio de trajeto, ora nem deixam as estações. Pelo jeito, através de sabotagem de funcionários especializados em perturbar os programas de tráfego.
Nesse caso, são crimes praticados em nome da greve adiada ou futura. Pau neles.
15 de fevereiro de 2012
Carlos Chagas
FICHA LIMPA
Hoje, Quarta Feira 15/02/2012 começa em Brasília, mais precisamente no APARELHADO STF, o julgamento da constitucionalidade e da validade do projeto da lei de iniciativa popular mais conhecido como Ficha Limpa.
A população que pensa, cansada e indignada de tanto ver a bandalheira e a impunidade soltas pelos corredores do poder, se mobilizou, e conseguiu mais de 1.3 milhão de assinaturas para o Ficha Limpa.
A lei POPULAR foi para o Cãogresso Fedemal onde o senador Francisco Dornelles enfiou nada menos do que 5 emendas no texto original e com isso deu uma bagunçada básica no projeto e uma bela "alisada" na eficiência da lei para os bandidos de gravata que são a imensa maioria no Cãogresso Fedemal e adjacentes estaduais e municipais.
A lei que era para entrar em vigor ainda nas eleições de 2010 foi barrada pelo STF, onde ficou cozinhando em fogo brando até o final das eleições, pois havia um empate de cinco votos a favor e cinco contra e o desempate viria do voto do ministro que seria indicado pela presidANTA Dilmarionete para ocupar a 11ª vaga. No caso, Luis Fux, que acabou votando contra o povo.
E os bandidos de sempre, beneficiados pelo "texto" do Dornelles conseguiram se eleger, vejam o caso do Barbalho que foi barrado pela lei e em Dezembro último conseguiu ser empossado, claro que mais de 1.8 milhão de idiotas votaram nele, mesmo sabendo quem é o cidadão.
Maluf, Calheiros, e tantos outros estão lá por conta da safadeza do STF e da "esperteza" de um Senador.
Hoje a lei vai a julgamento definitivo, e se passar, vai valer para as eleições deste ano, mesmo que descaracterizada na sua idéia original ela ainda é um avanço contra a corrupção e bandalheira que corroem o país.
Mas o STF "zeloso" defensor da constituição pode simplesmente enterrar o sonho de 1.3 milhões de brasileiros que pensam e com isso se indignam. 1.3 milhões de eleitores num universo de mais de 135 milhões. É muito pouca gente pensando e se indignando...
Tem gente lá no STF que diz que a lei é inconstitucional... Oras, constitucional é bandido conseguir se eleger para poder roubar com foro privilegiado.
Bem, hoje veremos até onde o povo brasileiro vai estar protegido pelo supremo tribunal, pois se o Ficha Limpa não passar, alguém acredita que o mensalão que está a espera de julgamento beirando a prescrição ainda vá punir alguém?
Juízes do STF investigados por receber grana IMORAL conseguem barrar as investigações contra si mesmos. Um STF aparelhado e ajoelhado diante das Ratazanas Vermelhas, no mínimo é um tribunal duvidoso, onde só a história, um dia, irá julgar, pois o povão agora está em ritmo de carnaval, e a unica mobilização popular possivel neste momento é a da concentração para sair atrás do trio elétrico enchendo o rabo dos espertalhões carnavalescos de dinheiro...
Se o Ficha Limpa não passar, vai ficar provado que o povo vota, elege, e ajuda a manter os ladrões para roubarem o país. E um povo que acha normal ser roubado por um político, não merece nada melhor do que um Brasil de instituições, leis e políticos de quinta categoria.
E no mais...
15 de fevereiro de 2012
omascate
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Eis um texto limpo, apesar de tratar apenas de lixo. Conscientes das dificuldades que movem as peças do tabuleiro, os brasileiros pensantes sabem o quanto é difícil, no panorama atual das impunidades, que o melhor possa acontecer. Sempre há os espertalhões de plantão que, com uma vírgula aqui, outra acolá, vão alterando a essência da justiça, moldando e justificando o injustificável.
Claro como água, a lei do ficha-limpa é o óbvio ululante, como diria o velho Nelson Rodrigues: trata-se apenas de tirar das mãos de ladrões a chave do cofre. Por que tanta dificuldade? Ora... Ora... Sejamos idiotas, mas não tanto...
m.americo
A população que pensa, cansada e indignada de tanto ver a bandalheira e a impunidade soltas pelos corredores do poder, se mobilizou, e conseguiu mais de 1.3 milhão de assinaturas para o Ficha Limpa.
A lei POPULAR foi para o Cãogresso Fedemal onde o senador Francisco Dornelles enfiou nada menos do que 5 emendas no texto original e com isso deu uma bagunçada básica no projeto e uma bela "alisada" na eficiência da lei para os bandidos de gravata que são a imensa maioria no Cãogresso Fedemal e adjacentes estaduais e municipais.
A lei que era para entrar em vigor ainda nas eleições de 2010 foi barrada pelo STF, onde ficou cozinhando em fogo brando até o final das eleições, pois havia um empate de cinco votos a favor e cinco contra e o desempate viria do voto do ministro que seria indicado pela presidANTA Dilmarionete para ocupar a 11ª vaga. No caso, Luis Fux, que acabou votando contra o povo.
E os bandidos de sempre, beneficiados pelo "texto" do Dornelles conseguiram se eleger, vejam o caso do Barbalho que foi barrado pela lei e em Dezembro último conseguiu ser empossado, claro que mais de 1.8 milhão de idiotas votaram nele, mesmo sabendo quem é o cidadão.
Maluf, Calheiros, e tantos outros estão lá por conta da safadeza do STF e da "esperteza" de um Senador.
Hoje a lei vai a julgamento definitivo, e se passar, vai valer para as eleições deste ano, mesmo que descaracterizada na sua idéia original ela ainda é um avanço contra a corrupção e bandalheira que corroem o país.
Mas o STF "zeloso" defensor da constituição pode simplesmente enterrar o sonho de 1.3 milhões de brasileiros que pensam e com isso se indignam. 1.3 milhões de eleitores num universo de mais de 135 milhões. É muito pouca gente pensando e se indignando...
Tem gente lá no STF que diz que a lei é inconstitucional... Oras, constitucional é bandido conseguir se eleger para poder roubar com foro privilegiado.
Bem, hoje veremos até onde o povo brasileiro vai estar protegido pelo supremo tribunal, pois se o Ficha Limpa não passar, alguém acredita que o mensalão que está a espera de julgamento beirando a prescrição ainda vá punir alguém?
Juízes do STF investigados por receber grana IMORAL conseguem barrar as investigações contra si mesmos. Um STF aparelhado e ajoelhado diante das Ratazanas Vermelhas, no mínimo é um tribunal duvidoso, onde só a história, um dia, irá julgar, pois o povão agora está em ritmo de carnaval, e a unica mobilização popular possivel neste momento é a da concentração para sair atrás do trio elétrico enchendo o rabo dos espertalhões carnavalescos de dinheiro...
Se o Ficha Limpa não passar, vai ficar provado que o povo vota, elege, e ajuda a manter os ladrões para roubarem o país. E um povo que acha normal ser roubado por um político, não merece nada melhor do que um Brasil de instituições, leis e políticos de quinta categoria.
E no mais...
15 de fevereiro de 2012
omascate
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Eis um texto limpo, apesar de tratar apenas de lixo. Conscientes das dificuldades que movem as peças do tabuleiro, os brasileiros pensantes sabem o quanto é difícil, no panorama atual das impunidades, que o melhor possa acontecer. Sempre há os espertalhões de plantão que, com uma vírgula aqui, outra acolá, vão alterando a essência da justiça, moldando e justificando o injustificável.
Claro como água, a lei do ficha-limpa é o óbvio ululante, como diria o velho Nelson Rodrigues: trata-se apenas de tirar das mãos de ladrões a chave do cofre. Por que tanta dificuldade? Ora... Ora... Sejamos idiotas, mas não tanto...
m.americo
AH! A COMISSÃO DE ÉTICA VAI... INVESTIGAR... HUMMMM!
Comissão de Ética vai investigar o ministro-consultor Fernando Pimentel. Você acredita que seja tomada alguma providência?
Os jornais divulgam que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu investigar os ganhos do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, com supostas consultorias que teria feito entre 2009 e 2010.
O conselheiro Fábio Coutinho foi designado relator do caso e, na próxima reunião da comissão, 12 março, será decidido sobre a continuidade ou o arquivamento do procedimento ético.
Como se diz em corridas de cavalos, a se confirmar o retrospecto dos casos de Erenice Guerra e Antonio Palocci, não vai dar em nada, embora as acusações contra Pimentel também sejam graves. Ele faturou R$ 2 milhões em serviços de consultoria, inclusive durante o período em que ele atuou como um dos coordenadores da campanha eleitoral da presidente.
Metade desse total foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, por supostos serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade. Mas ficou provado que as palestras nunca ocorreram. E também não foram exibidos os tais projetos tributários. Da mesma forma, há outras consultorias estranhas, como a que Pimentel teria sido dada a uma fábrica de refrigerantes. Tudo muito nebuloso e inexplicável.
No início, Pimentel ainda tentou se justificar, mas jamais conseguiu e passou a fugir da imprensa. No auge da crise, recebeu o apoio incondicional da presidente Dilma Rousseff, que disse não se importar com o que Pimentel havia feito antes de entrar no governo, mas apenas com o que ele fazia no governo, vejam só que justificativa eticamente absurda.
A base governista entrou em ação, blindou o ministro e evitou a convocação dele para explicar os trabalhos da sua consultoria. O episódio perdeu força com a chegada das festas de fim de ano. Na retomada dos trabalhos do (Congresso), no início de fevereiro, a oposição retomou as tentativas de aprovar a convocação do ministro petista, mas a maioria governista brecou.
Agora, quase três meses depois, a Comissão de Ética surpreendentemente decide acolher a representação feita em dezembro pelo PSDB, que pediu a avaliação da conduta do ministro “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.
O artigo 3º do Código de Conduta da Alta Administração Federal diz que as autoridades devem se pautar por padrões da ética nas suas “atividades públicas e privadas, de modo a prevenir eventuais conflitos de interesse”.
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CASO PALOCCI: DEU EM NADA
O caso de Pimentel é semelhante ao do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil), que teve um significativo aumento patrimonial por causa de consultorias feitas no período em que foi deputado federal (2006/2010). Onde se lê “consultorias”, na verdade deveria estar escrito “tráfico de influência”, uma prática instituída pelo ex-ministro José Dirceu depois de cassado, e prazerosamente seguida por Palocci e Pimentel.
Num primeiro momento, a Comissão de Ética não abriu procedimento contra Palocci, sob a alegação prosaica e ardilosa de que ele havia se afastado da consultoria antes de assumir a Casa Civil.
Mais tarde, a decisão foi revista, mas o ministro saiu do cargo antes de uma posição da Comissão de Ética. O caso continua na pauta do colegiado e o mesmo conselheiro Fábio Coutinho também relata o procedimento contra Palocci. Nesta segunda-feira a comissão decidiu fazer diligências neste caso e pedir mais informações ao ex-ministro Palocci. Quer dizer, isso não vai acabar nunca.
Registre-se: a única vez que a a Comissão de Ética funcionou foi em novembro do ano passado, quando sugeriu à presidente Dilma Rousseff a demissão do então ministro da Trabalho, Carlos Lupi, envolvido em denúncias de irregularidades nos convênios da pasta com organizações não-governamentais. O ministro acabou pedindo demissão do governo.
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CASO ERENICE: DEU EM NADA
Em 21 de março de 2011, por unanimidade, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu aplicar censura ética à ex-ministra Erenice Guerra pelas acusações de tráfico de influência. Traduzindo: não aconteceu nada com ela.
Na prática, a medida funciona apenas como um reconhecimento de que a ex-ministra teve conduta não-condizente com o cargo que ocupava, a Chefia da Casa Civil, vejam a que ponto chegamos. A medida não a impede de assumir um cargo público, apenas é um aspecto negativo em seu currículo.
Ao rebater a afirmação de que a decisão do Planalto não trouxe uma condenação ou impedimento prático para a ex-ministra, o advogado Fabio Coutinho, relator do caso, afirmou que “funciona como algo desabonador”, acrescentando que, com a publicidade da medida, “cada um que tome suas próprias conclusões”.
Traduzindo mais vez: isso nada significa, porque desde setembrode 2010, quando deixou a Casa Civil, devido às denúncias de que seu filho Israel e seu marido teriam intermediado contratos de empresas com entidades ligadas ao governo, a reputação de Erenice Guerra já está mais do que suja. O que a opinião pública esperava (e espera) é que houvesse punição efetiva.
Por fim, três perguntas que ficam no ar: 1) Por que esses casos envolvendo importantes ministros são sempre relatados pelo mesmo conselheiro Fábio Coutinho? 2) É só ele que trabalha? 3) Ou tudo não passa de um jogo de faz-de-conta?
Carlos Newton
15 de fevereiro de 2012
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Não sei, eu posso estar enganado, pois quem vive nessa babel de escândalos tem todo o direito de já não saber o que é direito, mas penso que antes de qualquer ação dessas comissões - e são comissões pra todo lado - é preciso saber afinal, o que é essa tal de Comissão de Ética, em que todos os resultados resultam em nada.
E o texto do post deixa de maneira inequívoca que tudo dá em nada. E note-se que pinçou apenas os casos mais públicos e notórios. E a frustração é grande! Assistimos a carnavalização da impunidade jogada nas nossas fuças, e inermes nada fazemos, e mal sabemos por onde começar a fazer. Se não há partidos que representem a seriedade política, a honestidade, ficamos, como diz o ditado, como cegos em tiroteios. Se não há vozes que bradem na 'casa do povo' pela razão, pela justiça, e se as praças - os foruns - já não são nossas, como na velha Roma, o que sobra, realmente, nessa democracia de papel?!
NADA...
m.americo
Os jornais divulgam que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu investigar os ganhos do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, com supostas consultorias que teria feito entre 2009 e 2010.
O conselheiro Fábio Coutinho foi designado relator do caso e, na próxima reunião da comissão, 12 março, será decidido sobre a continuidade ou o arquivamento do procedimento ético.
Como se diz em corridas de cavalos, a se confirmar o retrospecto dos casos de Erenice Guerra e Antonio Palocci, não vai dar em nada, embora as acusações contra Pimentel também sejam graves. Ele faturou R$ 2 milhões em serviços de consultoria, inclusive durante o período em que ele atuou como um dos coordenadores da campanha eleitoral da presidente.
Metade desse total foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, por supostos serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade. Mas ficou provado que as palestras nunca ocorreram. E também não foram exibidos os tais projetos tributários. Da mesma forma, há outras consultorias estranhas, como a que Pimentel teria sido dada a uma fábrica de refrigerantes. Tudo muito nebuloso e inexplicável.
No início, Pimentel ainda tentou se justificar, mas jamais conseguiu e passou a fugir da imprensa. No auge da crise, recebeu o apoio incondicional da presidente Dilma Rousseff, que disse não se importar com o que Pimentel havia feito antes de entrar no governo, mas apenas com o que ele fazia no governo, vejam só que justificativa eticamente absurda.
A base governista entrou em ação, blindou o ministro e evitou a convocação dele para explicar os trabalhos da sua consultoria. O episódio perdeu força com a chegada das festas de fim de ano. Na retomada dos trabalhos do (Congresso), no início de fevereiro, a oposição retomou as tentativas de aprovar a convocação do ministro petista, mas a maioria governista brecou.
Agora, quase três meses depois, a Comissão de Ética surpreendentemente decide acolher a representação feita em dezembro pelo PSDB, que pediu a avaliação da conduta do ministro “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.
O artigo 3º do Código de Conduta da Alta Administração Federal diz que as autoridades devem se pautar por padrões da ética nas suas “atividades públicas e privadas, de modo a prevenir eventuais conflitos de interesse”.
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CASO PALOCCI: DEU EM NADA
O caso de Pimentel é semelhante ao do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil), que teve um significativo aumento patrimonial por causa de consultorias feitas no período em que foi deputado federal (2006/2010). Onde se lê “consultorias”, na verdade deveria estar escrito “tráfico de influência”, uma prática instituída pelo ex-ministro José Dirceu depois de cassado, e prazerosamente seguida por Palocci e Pimentel.
Num primeiro momento, a Comissão de Ética não abriu procedimento contra Palocci, sob a alegação prosaica e ardilosa de que ele havia se afastado da consultoria antes de assumir a Casa Civil.
Mais tarde, a decisão foi revista, mas o ministro saiu do cargo antes de uma posição da Comissão de Ética. O caso continua na pauta do colegiado e o mesmo conselheiro Fábio Coutinho também relata o procedimento contra Palocci. Nesta segunda-feira a comissão decidiu fazer diligências neste caso e pedir mais informações ao ex-ministro Palocci. Quer dizer, isso não vai acabar nunca.
Registre-se: a única vez que a a Comissão de Ética funcionou foi em novembro do ano passado, quando sugeriu à presidente Dilma Rousseff a demissão do então ministro da Trabalho, Carlos Lupi, envolvido em denúncias de irregularidades nos convênios da pasta com organizações não-governamentais. O ministro acabou pedindo demissão do governo.
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CASO ERENICE: DEU EM NADA
Em 21 de março de 2011, por unanimidade, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu aplicar censura ética à ex-ministra Erenice Guerra pelas acusações de tráfico de influência. Traduzindo: não aconteceu nada com ela.
Na prática, a medida funciona apenas como um reconhecimento de que a ex-ministra teve conduta não-condizente com o cargo que ocupava, a Chefia da Casa Civil, vejam a que ponto chegamos. A medida não a impede de assumir um cargo público, apenas é um aspecto negativo em seu currículo.
Ao rebater a afirmação de que a decisão do Planalto não trouxe uma condenação ou impedimento prático para a ex-ministra, o advogado Fabio Coutinho, relator do caso, afirmou que “funciona como algo desabonador”, acrescentando que, com a publicidade da medida, “cada um que tome suas próprias conclusões”.
Traduzindo mais vez: isso nada significa, porque desde setembrode 2010, quando deixou a Casa Civil, devido às denúncias de que seu filho Israel e seu marido teriam intermediado contratos de empresas com entidades ligadas ao governo, a reputação de Erenice Guerra já está mais do que suja. O que a opinião pública esperava (e espera) é que houvesse punição efetiva.
Por fim, três perguntas que ficam no ar: 1) Por que esses casos envolvendo importantes ministros são sempre relatados pelo mesmo conselheiro Fábio Coutinho? 2) É só ele que trabalha? 3) Ou tudo não passa de um jogo de faz-de-conta?
Carlos Newton
15 de fevereiro de 2012
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Não sei, eu posso estar enganado, pois quem vive nessa babel de escândalos tem todo o direito de já não saber o que é direito, mas penso que antes de qualquer ação dessas comissões - e são comissões pra todo lado - é preciso saber afinal, o que é essa tal de Comissão de Ética, em que todos os resultados resultam em nada.
E o texto do post deixa de maneira inequívoca que tudo dá em nada. E note-se que pinçou apenas os casos mais públicos e notórios. E a frustração é grande! Assistimos a carnavalização da impunidade jogada nas nossas fuças, e inermes nada fazemos, e mal sabemos por onde começar a fazer. Se não há partidos que representem a seriedade política, a honestidade, ficamos, como diz o ditado, como cegos em tiroteios. Se não há vozes que bradem na 'casa do povo' pela razão, pela justiça, e se as praças - os foruns - já não são nossas, como na velha Roma, o que sobra, realmente, nessa democracia de papel?!
NADA...
m.americo
O PREÇO DA DESINTEGRAÇÃO DO CASAMENTO TRADICIONAL
Conforme descrevi em meu novo livro, “Guilty: Liberal ‘Victims’ and Their Assault on America” [Culpados: As Vítimas ‘Liberais’ e Sua Agressão aos EUA], mesmo levando-se em consideração a condição socioeconômica, raça e lugar de residência, o fator que prediz se alguém terminará na prisão é se ele foi criado por uma mãe solteira.
Até 1996, 70 por cento dos presos nos centros de detenção juvenis estatais cumprindo sentenças de longo prazo haviam sido criados por mães solteiras. Setenta por cento dos nascimentos entre adolescentes, evasão escolar, suicídios, fuga de casa, delinqüência juvenil e assassinatos de crianças envolvem filhos criados por mães solteiras. Meninas criadas sem pais são mais sexualmente promíscuas e têm mais probabilidade de acabar se divorciando.
Um estudo de 1990 do Instituto de Políticas Progressistas, de linha esquerdista, mostrou que, depois de avaliar o fator das mães solteiras, desaparecia a diferença criminal entre brancos e negros.
Vários estudos apresentam números levemente diferentes, mas todos os cálculos são alarmantes. Um estudo citado na revista ultra-esquerdistaVillage Voice revelou que crianças criadas em lares de mães solteiras “têm probabilidade cinco vezes maior de cometer suicídio, nove vezes maior de abandonar o colégio, 10 vezes maior de usar drogas, 14 vezes maior de cometer estupro (para os meninos), 20 vezes maior de acabar na prisão e 32 vezes maior de fugir de casa”.
Com mais crianças nascendo, fugindo de casa, abandonando o colégio e cometendo assassinatos anualmente, estamos analisando um problema que não pára de aumentar. Mas, por mais que calculemos os números, a situação das mães solteiras é uma bomba nuclear na sociedade.
Muitos desses estudos, por exemplo, são da década de 1990, quando a percentagem de adolescentes criados por mães solteiras era mais baixa do que é hoje. Em 1990, 28 por cento das crianças abaixo de 18 anos estavam sendo criadas em lares onde havia só a mãe ou só o pai, quer divorciados ou nunca casados. Já em 2005, mais de um terço de todos os bebês nascidos nos EUA eram ilegítimos.
Isso representa imensos problemas sociais que ainda vão explodir com o tempo.
Mesmo assim, os liberais adoram a desintegração do casamento tradicional e a situação das mães não casadas ou divorciadas.
15 de fevereiro de 2012
Traduzido, adaptado e editado por Julio Severo
16 de janeiro de 2009
Ann Coulter
Fonte: WND
A Família Natural: Um Manifesto
Até 1996, 70 por cento dos presos nos centros de detenção juvenis estatais cumprindo sentenças de longo prazo haviam sido criados por mães solteiras. Setenta por cento dos nascimentos entre adolescentes, evasão escolar, suicídios, fuga de casa, delinqüência juvenil e assassinatos de crianças envolvem filhos criados por mães solteiras. Meninas criadas sem pais são mais sexualmente promíscuas e têm mais probabilidade de acabar se divorciando.
Um estudo de 1990 do Instituto de Políticas Progressistas, de linha esquerdista, mostrou que, depois de avaliar o fator das mães solteiras, desaparecia a diferença criminal entre brancos e negros.
Vários estudos apresentam números levemente diferentes, mas todos os cálculos são alarmantes. Um estudo citado na revista ultra-esquerdistaVillage Voice revelou que crianças criadas em lares de mães solteiras “têm probabilidade cinco vezes maior de cometer suicídio, nove vezes maior de abandonar o colégio, 10 vezes maior de usar drogas, 14 vezes maior de cometer estupro (para os meninos), 20 vezes maior de acabar na prisão e 32 vezes maior de fugir de casa”.
Com mais crianças nascendo, fugindo de casa, abandonando o colégio e cometendo assassinatos anualmente, estamos analisando um problema que não pára de aumentar. Mas, por mais que calculemos os números, a situação das mães solteiras é uma bomba nuclear na sociedade.
Muitos desses estudos, por exemplo, são da década de 1990, quando a percentagem de adolescentes criados por mães solteiras era mais baixa do que é hoje. Em 1990, 28 por cento das crianças abaixo de 18 anos estavam sendo criadas em lares onde havia só a mãe ou só o pai, quer divorciados ou nunca casados. Já em 2005, mais de um terço de todos os bebês nascidos nos EUA eram ilegítimos.
Isso representa imensos problemas sociais que ainda vão explodir com o tempo.
Mesmo assim, os liberais adoram a desintegração do casamento tradicional e a situação das mães não casadas ou divorciadas.
15 de fevereiro de 2012
Traduzido, adaptado e editado por Julio Severo
16 de janeiro de 2009
Ann Coulter
Fonte: WND
A Família Natural: Um Manifesto
MIUÇALHAS DO NOSSO COTIDIANO POLÍTICO. ALERTA TOTAL
“Oposição” ameaça pressionar para que Gilberto Carvalho explique sua relação com advogada da Máfia do DF
Não deve ser para valer, como de costume. Mas a oposição ensaia mais um ataque ao centro nervoso do governo DilmaRousseff-Lula da Silva. Líderes da “oposição” na Câmara e no Senado ameaçam cobrar explicações do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, sobre seu suposto envolvimento com a "Máfia do Distrito Federal" e as ações criminosas de Durval Barbosa, autor de vídeos de pagamento de propina para politicagem do Distrito Federal – naquele esquema que queimou o governador José Roberto Arruda.
Gilberto Carvalho deverá ser alvo de uma representação no Ministério Público Federal. Também pode ser investigado, a pedido da oposição, pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Reportagem de capa da revista Veja revelou que Carvalho manteve “relações de amizade” com uma bela e sedutora advogada alagoana que prestava serviços para o cabeça da chamada "Máfia do DF", desarticulada pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal em 2009. Naquele tempo, o “Sacristão do Palácio do Planalto” (como opositores o chamam) era o todo-poderoso chefe de gabinete do chefão Luiz Inácio Lula da Silva.
A sempre contida “oposição” sabe que bater no Carvalho significa acertar diretamente em Lula. O Cardeal Carvalho é o articulador e fiel guardião de todos os segredos do chefão Extalinácio, desde casos rumurosos, como o seqüestro, tortura e bárbaro assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, de quem Carvalho era assessor direto. Por enquanto, o caso da Advogada corrupta com Carvalho recebe, da mídia amestrada, o mais discreto tratamento – sempre seguindo a regra de abafar más notícias que comprometam a cúpula petralha.
Mantega na maior m...
A “oposição” no Senado sacramentou uma representação contra o ministro Guido Mantega amparada em "indícios da prática de atos de improbidade administrativa", em razão de sua omissão quanto a fatos ocorridos na Casa da Moeda.
Os senadores alegam que Mantega fora conivente com o "esquema de corrupção comandado pelo presidente daquela empresa pública, vinculada ao ministério da Fazenda, e seu consequente enriquecimento ilícito".
A representação afirma que Guido Mantega, inicialmente "sabia das acusações contra o chefe da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, ou seja, mesmo após ter sido alertado oficialmente de que ele estava sendo investigado pela Receita e pela Polícia Federal e, logo, que existiam robustos indícios de corrupção, o ministro manteve Denucci no comando da Casa da Moeda, com isso dando causa à continuidade dos atos lesivos ao interesse público".
O Crime compensa
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, conhecido como o operador do mensalão, foi condenado a nove anos de prisão pela prática dos crimes de sonegação fiscal e falsificação de documentos públicos.
Em novembro do ano passado, Valério havia sido condenado a seis anos de prisão por prestar informações falsas ao Banco Central.
Como responde a tudo, recorrendo em liberdade, as duas condenações são mais um exemplo de como os poderosos e bem articulados politicamente escapam de punição no Brasil das impunidades.
Vai dar am alguma coisa?
Marcos Valério é réu no processo principal do "mensalão mineiro", que envolve a participação de políticos tucanos e seus aliados em Minas, corre no âmbito da primeira instância da Justiça estadual e ainda está em fase de tomada de depoimentos de testemunhas.
Também é réu no processo principal do mensalão petista está em fase mais avançada e tramita no Superior Tribunal Federal, podendo até ser julgado este ano.
Já pensou o que pode acontecer se Valério for o único culpado em todas essas histórias de corrupção?
O fugitivo
O senador Demóstenes Torres (GO) ironizou ontem a resistência da base governista em aprovar o convite para que o ministro Fernando Pimentel preste esclarecimentos ao Congresso Nacional:
No Senado, o ministro é considerado um fugitivo. Sugiro que como Cesare Battisti (ex-ativista político acusado de assassinato que ganhou refúgio político no Brasil) peça refúgio no Palácio do Planalto.
A Comissão de Ética Pública da Presidência deve analisar a representação da oposição questionando a conduta de Pimentel a frente do ministério.
Punição?
Por 12 votos a dois, o Conselho Nacional de Justiça puniu com aposentadoria compulsória, a pena máxima em um processo disciplinar, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Roberto Wider.
Ele foi condenado por ter nomeado para comandar cartórios do Rio dois advogados sem a necessidade de aprovação em concurso público.
Wider, que foi corregedor geral de Justiça do Rio, está afastado de suas funções desde janeiro de 2010, quando o CNJ abriu o processo administrativo contra ele.
Absolvido
O Conselho Nacional de Justiça julgou improcedente o processo administrativo disciplinar 0004057-42.2010.2.00.0000, contra o desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Amazonas (TRE-AM).
Moutinho era acusado de agir com parcialidade no julgamento de processos que envolviam interesses econômicos e políticos de seus familiares.
O magistrado teria inclusive pressionado um juiz de primeiro grau a decidir em favor de seus interesses. Entretanto, o magistrado negou a acusação.
Pode ou não pode?
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, insiste em baixar uma resolução para limitar a participação de magistrados em congressos e eventos patrocinados por entidades privadas.
O receio é de que haja incompatibilidade ética com a atividade do profissional, já que muitas vezes o patrocinador responde a processo no mesmo tribunal onde o juiz trabalha.
Os demais membros do CNJ, divididos, concordaram em submeter a proposta a consulta pública na Internet.
Só em dois meses eles decidirão se aceitam ou não a ideia.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
15 de fevereiro de 2012
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
Não deve ser para valer, como de costume. Mas a oposição ensaia mais um ataque ao centro nervoso do governo DilmaRousseff-Lula da Silva. Líderes da “oposição” na Câmara e no Senado ameaçam cobrar explicações do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, sobre seu suposto envolvimento com a "Máfia do Distrito Federal" e as ações criminosas de Durval Barbosa, autor de vídeos de pagamento de propina para politicagem do Distrito Federal – naquele esquema que queimou o governador José Roberto Arruda.
Gilberto Carvalho deverá ser alvo de uma representação no Ministério Público Federal. Também pode ser investigado, a pedido da oposição, pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Reportagem de capa da revista Veja revelou que Carvalho manteve “relações de amizade” com uma bela e sedutora advogada alagoana que prestava serviços para o cabeça da chamada "Máfia do DF", desarticulada pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal em 2009. Naquele tempo, o “Sacristão do Palácio do Planalto” (como opositores o chamam) era o todo-poderoso chefe de gabinete do chefão Luiz Inácio Lula da Silva.
A sempre contida “oposição” sabe que bater no Carvalho significa acertar diretamente em Lula. O Cardeal Carvalho é o articulador e fiel guardião de todos os segredos do chefão Extalinácio, desde casos rumurosos, como o seqüestro, tortura e bárbaro assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, de quem Carvalho era assessor direto. Por enquanto, o caso da Advogada corrupta com Carvalho recebe, da mídia amestrada, o mais discreto tratamento – sempre seguindo a regra de abafar más notícias que comprometam a cúpula petralha.
Mantega na maior m...
A “oposição” no Senado sacramentou uma representação contra o ministro Guido Mantega amparada em "indícios da prática de atos de improbidade administrativa", em razão de sua omissão quanto a fatos ocorridos na Casa da Moeda.
Os senadores alegam que Mantega fora conivente com o "esquema de corrupção comandado pelo presidente daquela empresa pública, vinculada ao ministério da Fazenda, e seu consequente enriquecimento ilícito".
A representação afirma que Guido Mantega, inicialmente "sabia das acusações contra o chefe da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, ou seja, mesmo após ter sido alertado oficialmente de que ele estava sendo investigado pela Receita e pela Polícia Federal e, logo, que existiam robustos indícios de corrupção, o ministro manteve Denucci no comando da Casa da Moeda, com isso dando causa à continuidade dos atos lesivos ao interesse público".
O Crime compensa
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, conhecido como o operador do mensalão, foi condenado a nove anos de prisão pela prática dos crimes de sonegação fiscal e falsificação de documentos públicos.
Em novembro do ano passado, Valério havia sido condenado a seis anos de prisão por prestar informações falsas ao Banco Central.
Como responde a tudo, recorrendo em liberdade, as duas condenações são mais um exemplo de como os poderosos e bem articulados politicamente escapam de punição no Brasil das impunidades.
Vai dar am alguma coisa?
Marcos Valério é réu no processo principal do "mensalão mineiro", que envolve a participação de políticos tucanos e seus aliados em Minas, corre no âmbito da primeira instância da Justiça estadual e ainda está em fase de tomada de depoimentos de testemunhas.
Também é réu no processo principal do mensalão petista está em fase mais avançada e tramita no Superior Tribunal Federal, podendo até ser julgado este ano.
Já pensou o que pode acontecer se Valério for o único culpado em todas essas histórias de corrupção?
O fugitivo
O senador Demóstenes Torres (GO) ironizou ontem a resistência da base governista em aprovar o convite para que o ministro Fernando Pimentel preste esclarecimentos ao Congresso Nacional:
No Senado, o ministro é considerado um fugitivo. Sugiro que como Cesare Battisti (ex-ativista político acusado de assassinato que ganhou refúgio político no Brasil) peça refúgio no Palácio do Planalto.
A Comissão de Ética Pública da Presidência deve analisar a representação da oposição questionando a conduta de Pimentel a frente do ministério.
Punição?
Por 12 votos a dois, o Conselho Nacional de Justiça puniu com aposentadoria compulsória, a pena máxima em um processo disciplinar, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Roberto Wider.
Ele foi condenado por ter nomeado para comandar cartórios do Rio dois advogados sem a necessidade de aprovação em concurso público.
Wider, que foi corregedor geral de Justiça do Rio, está afastado de suas funções desde janeiro de 2010, quando o CNJ abriu o processo administrativo contra ele.
Absolvido
O Conselho Nacional de Justiça julgou improcedente o processo administrativo disciplinar 0004057-42.2010.2.00.0000, contra o desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Amazonas (TRE-AM).
Moutinho era acusado de agir com parcialidade no julgamento de processos que envolviam interesses econômicos e políticos de seus familiares.
O magistrado teria inclusive pressionado um juiz de primeiro grau a decidir em favor de seus interesses. Entretanto, o magistrado negou a acusação.
Pode ou não pode?
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, insiste em baixar uma resolução para limitar a participação de magistrados em congressos e eventos patrocinados por entidades privadas.
O receio é de que haja incompatibilidade ética com a atividade do profissional, já que muitas vezes o patrocinador responde a processo no mesmo tribunal onde o juiz trabalha.
Os demais membros do CNJ, divididos, concordaram em submeter a proposta a consulta pública na Internet.
Só em dois meses eles decidirão se aceitam ou não a ideia.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
15 de fevereiro de 2012
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
FAMÍLIA HADDAD FEZ VIAGENS EM JATINHOS OFICIAIS
O pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, usou jatinhos da FAB (Força Aérea Brasileira) para transportar a mulher e a filha de Brasília para São Paulo enquanto ocupava o cargo de ministro da Educação.
Foram 129 deslocamentos em aeronaves oficiais, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011 --pelo menos uma viagem de ida e volta por semana.
Em 97 voos, estavam juntos o então ministro, a mulher, Ana Estela, e a filha menor, além de outras autoridades e servidores públicos.
Foram 48 voos exclusivos, sem outros ministros, de Haddad para São Paulo. Em 15, estavam só ele, a mulher e a filha. Em 33, assessores também.
OUTRO LADO
Haddad afirmou não ver problema no transporte de seus familiares em jatos do governo. Disse que, a partir de 2008, passou a ir quase todos os finais de semana para São Paulo porque o filho, que tinha 15 anos, passou a morar lá. "A minha menina tinha sete, e eu não iria deixar os dois sem convivência."
Ele afirmou ainda que a maioria dos voos teria sido compartilhada: "Em quase todos, com raras exceções, eu estava vindo com outro ministro. E, quando pedia carona, eu perguntava se tinha três lugares: para mim, a Estela e a Carolina, que eu não ia deixar em Brasília sozinha".
A FAB informou que não fiscaliza quem está nos voos que realiza, sendo essa uma responsabilidade do ministério que solicita o transporte.
13 de fevereiro de 2012
Fonte: Folha de S.Paulo
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Quer saber? Eu também não vejo problema algum. O jatinho não é do governo? Então, gente?! PÔ!!! Foram só 129 viagens!!! E pense bem: se é do governo, é do PT e já está privatizado - privatizadíssimo! - por aquele povo. Não tem mais aquela história de 'res publica'! Agora é 'res privada'. E privada mesmo, no bom sentido da palavra e do uso.
Acredito mesmo que esse turismo com o suado dinheirinho dos impostos nossos de cada dia, toda semana para São Paulo - que sem sombra de dúvida, tem os melhores restaurantes, cinemas e teatros, além de outras atrações culturais, o que deve ser extremamente importante para 'curriculum' de um ministro da (des) educação - principalmente porque seu 'garoto' de apenas 15 aninhos mora lá, e basta isso para justificar o amor paterno do 'paipai', e suas idas e vindas, merece respeito... Acrescente-se, ainda, que o imperador Lula lá está, e além da vassalagem, há também a necessidade das articulações políticas e dos sábios conselhos do grão mestre petista.
Porque se considerarmos que pior do que essas viagens é esse cidadão ser ministro, chegamos a conclusão de que é um mal menor. O pior nós já admitimos, de cambulhada com outros tantos males.
E pior mesmo será vê-lo coroado Prefeito de São Paulo, quando então o filho irá morar em Paris e toda semana - por amor paternal, novamente, os Haddads estarão dando um pulinho lá toda semana... A cidade-luz aguarda ansiosamente os Haddads.
m.americo
Foram 129 deslocamentos em aeronaves oficiais, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011 --pelo menos uma viagem de ida e volta por semana.
Em 97 voos, estavam juntos o então ministro, a mulher, Ana Estela, e a filha menor, além de outras autoridades e servidores públicos.
Foram 48 voos exclusivos, sem outros ministros, de Haddad para São Paulo. Em 15, estavam só ele, a mulher e a filha. Em 33, assessores também.
OUTRO LADO
Haddad afirmou não ver problema no transporte de seus familiares em jatos do governo. Disse que, a partir de 2008, passou a ir quase todos os finais de semana para São Paulo porque o filho, que tinha 15 anos, passou a morar lá. "A minha menina tinha sete, e eu não iria deixar os dois sem convivência."
Ele afirmou ainda que a maioria dos voos teria sido compartilhada: "Em quase todos, com raras exceções, eu estava vindo com outro ministro. E, quando pedia carona, eu perguntava se tinha três lugares: para mim, a Estela e a Carolina, que eu não ia deixar em Brasília sozinha".
A FAB informou que não fiscaliza quem está nos voos que realiza, sendo essa uma responsabilidade do ministério que solicita o transporte.
13 de fevereiro de 2012
Fonte: Folha de S.Paulo
NOTA AO PÉ DO TEXTO
Quer saber? Eu também não vejo problema algum. O jatinho não é do governo? Então, gente?! PÔ!!! Foram só 129 viagens!!! E pense bem: se é do governo, é do PT e já está privatizado - privatizadíssimo! - por aquele povo. Não tem mais aquela história de 'res publica'! Agora é 'res privada'. E privada mesmo, no bom sentido da palavra e do uso.
Acredito mesmo que esse turismo com o suado dinheirinho dos impostos nossos de cada dia, toda semana para São Paulo - que sem sombra de dúvida, tem os melhores restaurantes, cinemas e teatros, além de outras atrações culturais, o que deve ser extremamente importante para 'curriculum' de um ministro da (des) educação - principalmente porque seu 'garoto' de apenas 15 aninhos mora lá, e basta isso para justificar o amor paterno do 'paipai', e suas idas e vindas, merece respeito... Acrescente-se, ainda, que o imperador Lula lá está, e além da vassalagem, há também a necessidade das articulações políticas e dos sábios conselhos do grão mestre petista.
Porque se considerarmos que pior do que essas viagens é esse cidadão ser ministro, chegamos a conclusão de que é um mal menor. O pior nós já admitimos, de cambulhada com outros tantos males.
E pior mesmo será vê-lo coroado Prefeito de São Paulo, quando então o filho irá morar em Paris e toda semana - por amor paternal, novamente, os Haddads estarão dando um pulinho lá toda semana... A cidade-luz aguarda ansiosamente os Haddads.
m.americo
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