"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

COCOZINHO & CAGALHÃO


Naquela cidade do planalto, que tem o interessante nome de Brasilia e, acidentalmente, dizem que é a capital do Reino do Brasil e Adjacências, existe um bar muito famoso, que funciona diuturnamente, cujo nome é Pretório Excelso.

O nome já deu muita confusão por lá mas, como não houve registro da expressão no INPI, o dono tem o direito de usá-lo. Apesar das grandes pressões colaterais.

O curioso é que, ultimamente, vem se apresentando lá uma nova dupla caipira, que usa o nome de Cocozinho e Cagalhão. Vieram de uma das cidades satélites, provavelmente, Luisiânia, onde já faziam sucesso.

O Serapião, dono do bar, que conheço de outras vidas, não conta qual é a cidade mas, explicou que estava naquelas paragens e, quando foi tomar uma num buteco de “táubas”, ouviu-os e resolveu contratá-los.

O melhor de tudo é que ultimamente a dupla vem cantarolando uma nova canção, que já tem letra. Falta musicá-la. Tem até nome: Prova Cabal!

Depois de uma boa conversa, Serapião concordou em repassar a história da letra, que é a seguinte:
Marido desconfia que sua esposa o trai. Um dia, segue-a na rua. Vê quando ela e o amante se encontram. Segue-a, e ao amante, quando eles se dirigem ao motel.
Entra no motel disfarçadamente e, pelo buraco da fechadura, vê quando os dois se abraçam, se beijam e começam a se despir. Loucamente, a mulher tira a roupa e joga a calcinha para o lado.
A calcinha se enrosca na maçaneta da porta e bloqueia-lhe a visão.
Pronto, não há mais prova cabal de que a esposa cometeu adultério!
Serapião tem certeza que vai fazer muito sucesso, a dupla e a música.


17 de outubro de 2012
Giulio Sanmartini
 

"O STF SEGUE FIRME E FORTE"

 
Engana-se quem imagina que a absolvição dos publicitários Duda Mendonça, marqueteiro da campanha de Lula de 2002, e sua sócia Zilmar Fernandes, das acusações de lavagem de dinheiro e evasão divisas, significa um arrefecimento da "tendência condenatória" do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Penal 470.

Em primeiro lugar, porque não existe nenhuma "tendência" predominante a conduzir o comportamento dos magistrados, que até agora, e mais uma vez, proferiram seus votos com base no entendimento judicante de cada um, sempre claramente explicitado, a respeito do conjunto probatório existente nos autos.

Em segundo lugar, mas não menos importante, a inclusão de Duda Mendonça e de sua sócia no processo do mensalão foi um flagrante equívoco técnico do Ministério Público, que os ministros do Supremo trataram de corrigir.


Seu contrato com o PT, para prestação de serviços de marqueteiro na eleição presidencial de 2002, evidentemente nada tinha a ver com os "contratos" de compra de votos para apoio ao governo eleito naquele ano que já produziram tantas condenações no julgamento da Ação Penal 470 do STF.

É natural que um grande número de cidadãos brasileiros, em proporção certamente inédita para o julgamento de uma ação penal, esteja acompanhando atentamente as sessões da Suprema Corte e, para usar a expressão apropriada, comemorando a condenação dos principais réus.

Não porque estes estejam vinculados a esta ou aquela corrente política ou facção partidária, mas pelo simples fato de que, pela primeira vez na história brasileira, um grande grupo de criminosos de colarinho-branco, integrado por destacados líderes políticos e prósperos empresários - "uma grande organização criminosa que se posiciona à sombra do poder", nas palavras do decano ministro Celso de Mello -, é levado às barras de um tribunal para aprender que a Justiça trata igualmente a todos os cidadãos e, nesse sentido, não hesita em acabar com a impunidade dos poderosos.

É compreensível, portanto, que os petistas, à frente o Grande Chefe, não se conformem com a decisão da Suprema Corte e não se inibam, os mais afoitos, na insensatez de tentar desqualificar o julgamento, com base nos mais despropositados argumentos: desde o delírio conspiratório, que atribui tudo o que os contraria ao conluio das "elites" com a "mídia conservadora", até o patético apelo à pieguice que verte lágrimas pelo "passado de lutas" de alguns dos condenados.

Um colegiado que tem 7 de seus atuais 10 membros nomeados por governos petistas não pode, obviamente, ser acusado de tendencioso contra o PT. Mas os petistas reclamam que a condenação de José Dirceu, por exemplo, baseou-se em elementos "fora dos autos", uma vez que no processo não haveria prova documental de que o ex-número dois tenha tido alguma coisa a ver com o mensalão.

Mas os mesmos petistas, o número dois inclusive, não hesitam em apresentar como argumento em defesa de Dirceu e de Genoino a história de lutas, prisões e torturas vivida por ambos no combate à ditadura militar e a favor da redemocratização do País.

Ou seja: os ministros deveriam julgar Dirceu e Genoino fora dos autos, em homenagem a seu passado de lutas.

O principal argumento de Lula e seus comandados, implícito em suas manifestações, é o de que os fins justificam os meios e assim, considerando tudo o que nos últimos 10 anos tem sido feito a favor dos oprimidos pelas elites, o mensalão deve ser considerado, no máximo, um malfeito perfeitamente desculpável, porque colocado a serviço de uma causa muito maior: a redenção do povo brasileiro.

Colocada nesses termos, essa pode parecer uma caricatura da posição petista. Mas foi exatamente o que afirmou dias atrás o ministro Gilberto Carvalho, ao minimizar a influência do mensalão nas eleições municipais: "A população tem muita sabedoria para julgar e entender que o que vale é a prática de um projeto que está mudando o País, diminuindo a pobreza".

Quer dizer: o mensalão não vale. Não tem a menor importância. Não significa coisa alguma. O que vale é o PT no poder.

17 de outubro de 2012
Editorial do Estadão

"A RÉPÚBLICA E A AÇÃO PENAL 470"

 
O Rubicão foi atravessado à vista de todos e, na nova margem em que nos encontramos, não há mais caminho de volta. Estamos, agora, em pleno território da República - não mais a de fachada, velha conhecida -, compelidos a devassar uma terra ignota, ainda envoltos na névoa deixada por décadas de surtos de modernização, cada qual em estilo adequado às conjunturas que os viram nascer, mas sempre sob a lógica afeita aos principados a exercitar verticalmente sua vontade sobre uma sociedade como base passiva.
 
O julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF) - que se investiu da pesada toga de um Senado romano desde a leitura em plenário do introito à denúncia do procurador-geral da República - pretendeu ser um julgamento político da História de uma sociedade submetida à discrição do poder político da administração, em nome dos valores e das instituições consagradas na Carta Magna de 1988, que tardam em se fazer reconhecer.

O passado, tal qual o conhecemos, não deve mais iluminar o futuro, pois, a esta altura do século, por maiores que tenham sido os seus méritos na construção da identidade nacional, de uma cultura pluralista e de um enérgico sistema produtivo, a hipoteca que nos deixou é a de uma sociedade rebaixada diante do Estado e enredada em suas malhas. Se ele, sem dúvida, foi eficaz em nos trazer a modernização, somente o foi ao alto preço de ter sacrificado em favor dela o moderno e os seus valores.

O nome próprio do moderno é o da autonomia que se exprime no exercício da livre manifestação de vontade da cidadania, a partir de uma vida associativa e de partidos políticos que extraiam sua seiva de um mundo da vida descontaminado do poder administrativo e do poder sistêmico da economia, para usar a linguagem, incontornável na cena contemporânea, de Jürgen Habermas.

O Supremo Tribunal Federal, nesse sentido, sem se limitar à avaliação de comportamentos ilícitos na esfera da vida privada - os personagens dos bancos e das empresas envolvidas -, privilegiou a perspectiva da esfera pública, os atentados ao sistema de representação política e aos procedimentos democráticos, identificando a necessidade de limpeza dos filtros que levam a essa esfera a manifestação de vontade do cidadão. Vale dizer, delitos cometidos contra a República e suas instituições.

Em alguns votos contundentes, em que personagens clássicos da Roma republicana foram evocados, ministros da Suprema Corte demonstravam estar conscientes de que anunciavam um novo começo para a democracia brasileira sob a égide de uma ética republicana. E não poucos mencionaram a Lei da Ficha Limpa - na origem, uma lei de iniciativa popular - como instrumento de proteção ao sistema da representação política, considerada como bem maior a ser defendido. Provavelmente, ecoaram nesse tribunal os argumentos de maior alcance pedagógico já registrado entre nós em favor da democracia representativa.

A fixação dos votos dos ministros do STF no tema dos procedimentos, tendo em vista guarnecer a todos com um direito igual em suas manifestações de vontade - "núcleo dogmático" de validade universal nos sistemas jurídicos das modernas democracias ocidentais -, execrando a tentativa de colonização da representação popular por parte da administração e do poder do dinheiro, deixa no vazio as insinuações de que essa Ação Penal 470 seria mais um episódio da judicialização da política entre nós, que, por definição, gravita em torno de matéria substantiva.

A democracia de massas, que se amplifica com as poderosas mudanças sociais de que o País é hoje um laboratório aberto, não pode desconhecer a República e as suas instituições, sob pena de se ver dominada pelos interesses políticos e sistêmicos estabelecidos. No mais, não há uma Muralha da China a separar a democracia social da democracia política, desde que essa esteja aberta a uma competição que não crie obstáculos às legítimas pretensões dos agentes, partidos, sindicatos e organizações sociais que nela atuem, visando a realizar seus interesses e valores.

O seminário com público de massas em que se converteu o julgamento da Ação Penal 470, por sua vez, expôs a nu as fragilidades do sistema político vigente, em particular a modalidade sui generis com que aqui se pratica o presidencialismo de coalizão, indiferente a programas políticos e cruamente orientado para ações estratégicas com vista à conquista do voto e à reprodução eleitoral das legendas coligadas. Nesse processo, os partidos migram da órbita da sociedade civil para a do Estado, quando passam a ser criaturas dele.

Por causa da natureza fragmentária do quadro partidário e da dispersão dos votos dela resultante, o governante vê-se tangido, em nome da governabilidade, a reter insulado o cerne do programa com que foi eleito - que nunca sai ileso dessa operação - e a facultar o acesso à máquina estatal e às suas agências a aliados de ocasião com o objetivo de obter maioria parlamentar. O cimento notório dessas coligações deriva do loteamento entre elas de posições no interior da administração pública, tornando-a vulnerável às pressões privatistas exercidas em favor de financiadores de campanhas e de apoiadores políticos.

Nada de novo no diagnóstico, para cujos males há remédios conhecidos em vários bons projetos em andamento no Parlamento, entre os quais o que prevê financiamento público das campanhas eleitorais e a extinção das coalizões partidárias nas eleições proporcionais. O laissez-faire em política não é menos deletério do que em economia, e desde Maquiavel se sabe que as Repúblicas que fizeram História começaram com a ação virtuosa de um legislador.

17 de outubro de 2012
Luiz Werneck Vianna
O Estado de São Paulo

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

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17 de outubro de 2012

E MAIS UMA VEZ O PSDB VEM FAZER DE CONTA NA ELEIÇÃO...


Como eu já havia escrito aqui mesmo neste humilde Blog nas época da campanha eleitoral de 2010. O PSDBosta vem mais uma vez para perder a eleição.
É nítida a falta de tudo dos Tucanos, a impressão que fica é que o acordo já está fechado e o PT vai levar SP também. Assim como foi na eleição para presidência.


Não é possível o partido que nas últimas eleições majoritárias levou mais de 40 milhões de votos se comportar dessa maneira.

O Serra já era faz tempo, ele não deveria sair candidato à prefeitura de SP. O PSDBosta deveria ter nomes em seus quadros que alavancassem uma mudança e dessem esperança aos eleitores que não votam no PT nem para salvar a própria vida.

Mas o PSDBosta mais uma vez vem com aquela campanha chinfrim, com aquele comportamento de falso moralista, querendo passar ares de bons moços. O que eles não percebem, ou não querem perceber, é que a eleição está polarizada entre eles e o PT, e quando se trata de PT em eleição, o que importa é ganhar, nem que para isso eles tenham que matar as próprias mães. Não existe ética nem debate de idéias na campanha vermelha, existe apenas o atropelar o adversário para levar a eleição.

Com o mensalão bombando na TV, com os "CAPOS" PTralhas sendo condenados por corrupção e até formação de quadrilha, o PSDBosta que deveria bater neles sem parar, fica fazendo campanha bonitinha e ética, e levando uma trolha gigantesca em SP.

Falta oposição no Brasil, o PSDBosta já provou que deveria ser extirpado da vida política Tupiniquim, pois, eles são mais falsos que os PTralhas.
Ao menos as Ratazanas Vermelhas vem para cima cuspindo merda nos adversários, já que eles sabem que é disso que o povão gosta, Barraco.
E os Tucanos fazendo campanha para Lord Inglês.

Com a munição do mensalão nas mãos era para arrasar com os Ratos Vermelhos, mas em vez disso, os Tucanos ficam brigando com a imprensa e deixando colar todas as mentiras lançadas contra eles pela direção da campanha vermelha.

E o povo de SP tem mais é que se phoder mesmo, pois, votar em Tucano bunda mole, ou em PTralha vagabundo dá tudo na mesma, quem sempre acaba se phodendo é o povão.

Mais uma vez o PSDBosta mostra incomPTência eleitoral, falta de combatividade, covardia extrema e estelionato lógico. Eles apenas vem para a campanha para dar a "lisura" democrática nas vitórias PTistas, ou servem apenas de aval para justificar o injustificável.
Na verdade são farinha do mesmo saco.

E de nada adianta a justiça via STF derrubar os mandantes do PT, se a oposição não aproveita o momento para virar a mesa. Cadê as representações na mesa da câmara para que sejam cassados os deputados já condenados pelo STF?
Falta no Brasil um partido de direita de verdade, alguém com "cojones" para enfrentar essa camarilha que está no poder. Gente com ética e moralidade suficiente para dar um basta nos desmandos e um fim ao poder absoluto dos baderneiros.

Desde o fim da ditadura, parece que ser de direita não é mais ideologia ou posicionamento político. Ser de direita virou sinônimo de reacionário e totalitário, bandido, ou ditador.

E o que ninguém percebe, é que todos esses adjetivos dados contra a direita, são amplamente usados no dia a dia da esquerda, mas isso o povão nem percebe.

Estamos atravessando um momento péssimo para a sociedade Brasuca, os jovens cooptados pelas drogas ou pelo canto de sereia da esquerda festiva, os negros se sentindo os eternos ofendidos, e a população em geral alienada pela bola ou pelas novelas à espera de um milagre que nunca virá.

Uma vez que nenhum dos que estão no poder querem mudar porra nenhuma na sociedade, educação nem pensar, já que um povo educado e culto acaba virando cidadão, e cidadania arrepia os cabelos de todos os que estão na política da pocilga.

E lá vai a Carminha vai fazendo as presepadas dela alienando os menos avisados. O futebol Canarinho goleando seleções de quinta categoria, e ninguém se preocupando com o futuro da nação.
Depois da Copa vamos pensar nisso.
Mas aí poderá ser tarde demais...

E o PSDBosta faz de conta que é oposição, e nós fazendo de conta que acreditamos.
 
17 de outubro de 2012
omascate

DILMA x CARMINHA: PT EXIBE NOVELA EM COMÍCIO

 

Não bastassem as maldades do STF, o PT tornou-se vítima involuntária das vilanias de Carminha. O partido programara um par de comícios para a noite de sexta-feira. Ambos com Dilma Rousseff de chamariz.
Mas se deu conta de que a novela é mais popular do que a presidente e seus candidatos.

Assim, após adiar para sábado o comício de Fernando Haddad, em São Paulo, o PT ajustou a programação do palanque de Nelson Pelegrino, em Salvador, ao relógio da TV Globo.

Decidiu antecipar o horário dos discursos. E vai instalar um telão para saciar a curiosidade da militância, atiçada pelo capítulo final de ‘Avenida Brasil’.

Líder do PT no Senado, o baiano Walter Pinheiro resumiu as providências adotadas para evitar que o drama da ficção se converta em comédia partidária:

“O comício vai começar 19h30m. Dilma fala, depois fala Pelegrino e 20h30m já acabou tudo. A gente ainda bota um telão para o povo ver a novela. Depois de Dilma, Carminha. Mesmo porque Dilma também quer ver Carminha.”

A presidente cogita voar de volta para Brasília ainda na noite de sexta. A novela começa às 21h30. Com avião privativo e um bom equipamento de gravação, pode assistir ao final infeliz de Carminha no aconchego do Alvorada. Se deixar Pelegrino falando sozinho pode até dispensar a gravação.

A ideia do telão não elimina o risco de esvaziamento do comício. Em casa, a tela é menor. Mas a poltrona é mais confortável. O deputado João Leão (PT-BA) saiu-se com uma ideia inusitada:

“Vamos levar o Nilo para o palanque.”

O diabo é que Nilo, representado na novela pelo ator petista José de Abreu, morreu no capítulo desta terça-feira (16). E todo mundo já sabe quem matou.
Nilo foi intoxicado com uma dose cavalar de cocaína, diluída numa garrafa de uísque provida pelo neovilão Santiago, o pai de Carminha. A pergunta que hipnotiza a audiência é outra: quem matou o Max? Os discursos de palanque, por previsíveis, não são páreo para o desfecho que João Emanuel Carneiro preparou para sua trama.

Ator principal do PT, Lula também encenará mais uma de suas performances em Salvador. Mas não nesta sexta. A data está por ser marcada. É provável que a aparição se dê na próxima terça. O petismo baiano aposta em suas duas estrelas para tentar prevalecer na disputa contra o antagonista ACM Neto (DEM).

Adversário do PT na capital baiana, o PMDB de Geddel Vieira Lima assosiou-se ao neto de ACM. Porém, embora seja velho amigo de Michel Temer, Geddel não cogita recorrer ao vice-presidente da República para se contrapor aos protagonistas do PT. No primero turno, Temer levou o rosto à propaganda do candidato do partido, Mário Kertész, agora um aliado de Pelegrino. Mas a associação com ACM Neto, um deputado que Lula traz atravessado na traquéia, não lhe cairia bem.

Ex-ministro de Lula e vice-presidente da Caixa Econômica Federal sob Dilma, Geddel enxerga limites no potencial eleitoral da dupla. Avalia que os efeitos já foram contabilizados no primeiro turno. “É uma munição já gasta”, diz ele, “assim como o vídeo da surra de Neto [gravação do discurso em que o candidato do DEM ameaçou dar uma sova no presidente] e a ajuda dos 600 e tantos candidatos a vereador que pediram voto para Pelegrino. Com tudo isso, ele ainda terminou atrás do adversário.”

Geddel ironiza as críticas que vem recebendo na propaganda eleitoral do PT: “Após a eleição do primeiro turno, Pelegrino passou uma hora sentado no sofá da sala da casa do meu pai [Afrísio Vieira Lima], pedindo a Lúcio [Vieira Lima, irmão de Geddel e presidente do PMDB-BA] que nosso partido o apoiasse. Nós optamos pelo outro candidato, democraticamente. E agora somos ruins para o PT.” Como se vê, Geddel torce pela audiência de Carminha.

17 de outubro de 2012
josias de souza

FIM DE UMA ERA NO BRASIL?

O lulo-petismo parece estar tendo seus últimos dias. Ele ainda sobrevive na memória de milhões de pessoas. Mas até essas pessoas um dia ficam sabendo o que aconteceu nos últimos vinte anos, como isso se deu, porque o PT subiu e caiu.

Na era Collor em 1992 o PT alcançou a hegemonia que anos depois lhe daria a vitória eleitoral e, com ela, o poder. Em 2012 se tornou possível ao PT o poder, o direito de usar a caneta que assina ordens e documentos, a posse da chave do Tesouro e o Diário Oficial da União; tudo ao seu dispor para oficializar sua vontade.

Já em janeiro de 2003, primeiro mês de poder do governo Lula, começaram a acontecer os depósitos e saques de dinheiro que aos poucos foi aumentando até ao ponto de ser atingida a casa de centenas de milhões de reais. Hoje, no Julgamento do Século, se sabe que a dinheirama tinha origem pública, isto é, ela era do povo brasileiro.


O PT assaltou o povo brasileiro para conseguir iniciar seu propósito de nunca mais sair do governo. Sem oposição política ou da mídia conseguiu esconder o escandaloso caso dos mensaleiros até 2005.
Durante 3 anos o PT roubou, deitou e rolou com o nosso dinheiro. Isso não teria sido possível se o PT não tivesse conquistado antes a HEGEMONIA (o controle da sociedade e o aparelhamento do Estado) em árduo trabalho de décadas.

O PT também controlou os outros partidos. Os comprou e não com muito dinheiro. Esse controle se deu pela facilidade com que as idéias de esquerda venceram no Brasil. A introdução do PT ao poder se deu suavemente e até com simpatia da esquerda do PSDB. De fato, Fernando Henrique Cardoso passou o bastão do poder ao Lula com grande simpatia graças ao esquerdismo comum a ambos.
 
Hoje, 2012 os processos judiciais que sofrem os mensaleiros (criados pelo PT), atingem a cúpula do poder, e até Lula. Cabeças vão rolar. No mínimo ficarão inelegíveis. Muitos já estão condenados e passarão alguns anos na cadeia, inicialmente em poucos anos de regime fechado, e, depois, o resto da pena em regime semi-aberto, o que permite ficar solto durante o dia. O Brasil ainda não está sendo informado disso. E você, está?
 
A Revista Veja apresenta um gráfico com os acusados (réus) Clique nas imagens para conhecê-los. Fique sabendo de tudo.
http://veja.abril.com.br/o-julgamento-do-mensalao/crime-castigo/
Hoje saiu um sentença condenatória contra José Genoíno e Delúbio Soares de 4 anos de prisão por falsidade ideológica no caso dos falsos empréstimos junto ao Banco de Minas Gerais, o BMG (que está em várias camisetas de futebol de muitos clubes). Os donos do banco também foram condenados a 7 anos de prisão.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1169942-justica-federal-de-mg-condena-genoino-e-delubio-por-falsidade.shtml

http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2012/08/provas-contra-o-bmg.html

Lula ajudou o BMG enriquecer 20 vezes. Por isso responde na Ação Penal 420 por improbidade administrativa. Se condenado fica inelegível por 10 anos e terá que pagar quase 10 milhões de reais.
Lula sabia de tudo. Se aliou ao banqueiros desonestos como ele e ficou rico também. Alguns bilhões de dólares estão no exterior com titularidade dividida entre "companheiros". A grande imprensa não lhe conta isso. Somente os blogs veiculam informações preciosas sobre o que está acontecendo na ruína petista e lulista. A casa está desabando. O Rei esta nú!
 
17 de agosto de 2012
charles london

A ÚLTIMA DE PORTUGAL, PROMETO...

 

Como não poderia deixar de ser, nesse meu passeio por Portugal eu tinha que achar uma, digamos, “portuguesada”.
Como todos sabem, o português é muito queixo-duro, meio “explicadinho” demais. Lembro até de Sarney em sua viagem à Lisboa quando era presidente, passeando pelas ruas com seu séquito e, ao deparar-se com um sebo de livros pergunta a um vendedor se a loja fechava aos domingos. Resposta: “Não, aos domingos nós não abrimos!”
Posto isto, vejam só a ficha de inscrição do Roteiro Gastronómico de Portugal.
 
Embaixo diz que os campos assinalados com * são obrigatórios. Acontece que todos os campos são assinalados com *...
17 de outubro de 2012

GRUTTER E BAKKE


Em minha crônica de ontem sobre a escalada do apartheid, retomei dados de 2001. Nada melhor que um leitor atento. Bruno Bolson Lauda me atualiza:

Janer,

o caso Grutter é de 2003, na Suprema Corte americana. Foi decidido em favor da manutenção da política de levar a raça em consideração na admissão. Não foi decidido de forma unânime. Quatro juízes votaram contra. Um deles, o único negro da Corte, Justice Clarence Thomas, votou contra. E bem contra, diga-se.

O caso a que você realmente se refere é Regents of University of California v. Bakke, de 1978. Neste caso, a USSC (United States Supreme Court) decidiu contra a constitucionalidade da política de cotas, isto é, de reserva de vagas para pessoas de uma determinada raça.

A diferença entre os dois é a seguinte (estou sendo breve e falando en passant de propósito): em Bakke, foi decidido que a política de cotas é inconstitucional, por ferir a Equal Protection Clause, isto é, a 14th Amendment, que estabelece a igualdade de proteção perante a lei nos EUA para todos os cidadãos americanos. No entanto, em Grutter, foi decidido que raça pode ser levada em consideração para determinar se alguém vai ou não ser admitido na universidade; só não pode ser o único fator.

No Direito americano, você deve saber, os juízes fazem lei. O sistema do common law é assim. Nele, os precedentes têm valor de lei. Especialmente quando se trata de um precedente da USSC. No entanto, às vezes não é possível aplicar um precedente "friamente", isto é, de maneira direta, devendo o juiz interpretar o caso presente e verificar se os fatos e as razões que levaram à decisão no precedente se repetem no caso presente.

O judge Bernard, nesse caso que você citou - ele é um juiz federal de primeiro nível - tentou fazer precisamente isso: ele partiu do precedente Bakke para decidir o caso que tinha em mãos, Grutter. Ocorreu, porém, que a USSC decidiu, depois, em recurso, que não há identidade entre os dois casos, podendo e devendo Grutter ser decidido de forma diferente. Por quê? Porque em Grutter o caso não era de uma política de reserva de cotas na universidade (que havia sido declarada inconstitucional), mas sim de uma política de admissão que levava em consideração a raça do candidato entre outros fatores em uma escola profissional (faculdade de Direito).

Estão, aos poucos, trazendo o Common Law para o Brasil. No entanto, a maioria dos profissionais do Direito brasileiros não sabem nada sobre o Common Law além do que leram em manuais e livros...escritos por brasileiros!

Aí, o raciocínio sofisticado e o trabalho de interpretação que fazem os tribunais americanos passam completamente despercebidos. Fica-se com a impressão de que o juiz pode decidir de forma arbitrária. Saímos de uma adaptação do sistema francês bouche de la loi para um anarquismo jurídico, em que juízes podem declarar leis inconstitucionais sem levar em consideração absolutamente nada, nem a lei e nem a opinião da Suprema Corte.


17 de outubro de 2012
janer cristaldo

A ESCALADA DO APARTHEID


Nos albores deste século, escrevi que, ao defender os sistemas de cotas na universidade, os negros caíram em uma tosca armadilha. Podem hoje ter facilidades na obtenção de um diploma. Mas quem, amanhã, irá contratar os serviços de profissional que entrou na universidade pela porta dos fundos?

A resposta era simples: cria-se cotas no serviço público. E se ninguém protestar, até nas empresas privadas. Não demorou dez anos e as cotas para escapar da armadilha aí estão.

Começou em maio do ano passado, quando o governador Sérgio Cabral anunciou que, a partir daquela data, os concursos públicos para o Estado do Rio de Janeiro deveriam contar com reserva de vagas para a população negra. No dia 07 de junho, o Diário Oficial publicava o decreto nº 43.007, que reservava 20% das vagas para negros e índios em concursos públicos no Estado.

Mas os privilégios reservados aos não-brancos não fica aí. A nomeação dos aprovados também obedece à classificação geral do concurso, mas a cada cinco candidatos aprovados, a quinta vaga fica destinada a um negro ou índio. Se houver desistência do cotista, essa vaga será preenchida por outro candidato negro ou índio, respeitada a ordem de classificação da lista específica.

A escalada do apartheid continuou em março deste ano quando o governador gaúcho Tarso Genro assinou parecer da Procuradoria Geral do Estado reforçando a política afirmativa de cotas raciais no serviço público estadual, embora estas já estivessem garantidas em lei estadual (13.694/2011) e federal (12.288/2010). Para Tarso, as políticas afirmativas devem ser um direito transitório.

“O fato de políticas como estas, que foram aplicadas na década de 60 nos EUA, ainda causarem surpresa no Brasil, mostra que a nossa elite está muito atrasada. Estas decisões, que vêm sendo implantadas com força desde a Constituição de 88 e adquiriram potencial com o governo Lula, devem ser transitórias. Uma sociedade verdadeiramente avançada e que respeita os direitos civis de forma uniforme para todas as classes sociais, sem diferença de ricos e pobres, não precisa de políticas afirmativas como esta”, falou.

Conversa para boi dormir. Quem viu alguém renunciar a um privilégio? Os Estados Unidos só conseguiram abolir as cotas por decisão judicial. Quando o juiz federal Bernard Friedman determinou o fim da política de ação afirmativa da faculdade de Direito da Universidade de Michigan, os americanos começaram a perceber que a política de cotas era uma péssima idéia. Em 1997, a estudante branca Barbara Grutter abriu processo depois de não ter sido aceita pela faculdade de Direito.

Para Friedman, levar em consideração a raça dos estudantes como fator para decidir se os aceita ou não é inconstitucional. Segundo o juiz, a política de ação afirmativa da faculdade assemelha-se ao sistema de cotas, que determina que uma certa porcentagem de estudantes pertença a grupos minoritários. Ao ordenar que a faculdade deixe de praticar essa política, escreveu: “Aproximadamente 10% das vagas em cada turma são reservadas para membros de uma raça específica, e essas vagas são retiradas da competição”.

Em abril, foi a vez de a suprema corte judiciária do país oficializar, por unanimidade, o racismo no Brasil. No dia 26 daquele mês, o STF revogou, com a tranqüilidade dos justos, o art 5º da Constituição Federal, segundo o qual todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. A partir de então, oficializou-se a prática perversa instituída por várias universidades, de considerar que negros valem mais do que um branco na hora do vestibular. Parafraseando Pessoa: constituições são papéis pintados com tinta. Que podem ser rasgados ao sabor das ideologias.

A escalada teve seu penúltimo ato no início deste mês, quando Marta Suplicy, ministra da Cultura, anunciou que lançará editais para beneficiar apenas produtores e criadores negros. "É para negros serem prestigiados na criação, e não apenas na temática. É para premiar o criador negro, seja como ator, seja como diretor ou como dançarino", disse a ministra à Folha de São Paulo.

O nó de tope foi dado ontem, quando o Palácio do Planalto anunciou para novembro deste ano um amplo pacote de ações afirmativas que inclui a adoção de cotas para negros no funcionalismo federal. A medida, defendida pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, atingiria tanto os cargos comissionados quanto os concursados.

Segundo a Folha, que teve acesso às propostas, a cota no funcionalismo público federal propõe piso de 30% para negros nas vagas criadas a partir da aprovação da legislação. Hoje, o Executivo tem cerca de 574 mil funcionários civis.

Existe também a idéia de criar incentivos fiscais para a iniciativa privada fixar metas de preenchimento de vagas de trabalho por negros. Ou seja, o empresário não ficaria obrigado a contratar ninguém, mas seria financeiramente recompensado se optasse por seguir a política racial do governo federal.

Mérito ou capacitação profissional não mais interessam. O que interessa, definitivamente, é a cor da pele. A medida pode fixar um novo marco nas relações sociais, diz a Folha.

Sem dúvida. Dona Dilma terá a honra de instaurar oficialmente o apartheid no Brasil.


17 de outubro de 2012
janer cristaldo

LUIZ INÁCIO, O EX-LULA E SEUS SEQUAZES VOLTAM À CARGA CONTRA A LIBERDADE DE IMPRENSA.

PARTIDO DO MENSALÃO QUER CONTROLAR A MÍDIA, VEJAM SÓ!
 
Imprenssa ideal do PT: sob o controle total do partido mensaleiro.
 
O encerramento das eleições deste ano vai marcar a volta de uma antiga obsessão do PT: o controle dos meios de comunicação. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário de Comunicação do Partido, deputado André Vargas, afirmou que o debate sobre a regulação do setor de comunicação no país- termo utilizado pelos petistas para mascarar uma intenção bastante clara: controlar o que é veiculado pela imprensa brasileira – será retomado após o segundo turno dos pleitos municipais. "É uma agenda do PT e das esquerdas. O debate vai ser retomado", afirmou.

Não é de hoje que o partido se esforça para censurar a imprensa - afinal, os meios de comunicação se transformaram no principal alvo de um partido que enfrenta uma oposição cada vez mais enfraquecida. Em setembro do ano passado, no Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado em Brasília, o partido aprovou proposta que trata da regulamentação da imprensa.
 
Diz o texto: “A crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no país”.
Desde então, o partido vinha pressionando o governo a aprovar o projeto de lei sobre o marco regulatório das comunicações - que traz na raiz o embrião autoritário da censura. A pressão perdeu força diante da rejeição da presidente Dilma Rousseff. Mas será retomada assim que encerradas as eleições.

Os petistas, que insistem no tema do controle social da mídia, consideram que os meios de comunicação exageram no volume de informações publicadas a respeito da condenação da cúpula do partido durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na última semana, os ex-presidentes do PT José Dirceu e José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares foram condenados por corrupção ativa no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Ou seja, diante das claras evidências de que os sucessivos achaques ao Supremo Tribunal Federal e os ataques à imprensa livre não foram suficientes para que tivesse êxito a ofensiva lulopetista lançada para desmontar a "farsa do mensalão" - maior escândalo de corrupção da história política do Brasil -, o partido agora endurece a retórica. O presidente do partido, Rui Falcão, chegou até mesmo a tratar as condenações de petistas no STF como um "golpe" contra o PT. Como é de praxe no partido, Falcão culpou a "elite" e a "mídia". Segundo ele, tudo não passou de uma armação dos opositores que exercem controle sobre o Judiciário e sobre a imprensa.

Vale lembrar que foram justamente os petistas, liderados por Lula, que tentaram controlar os rumos do julgamento no Supremo. A estratégia incluiu, até mesmo, uma clara chantagem ao ministro Gilmar Mendes, que denunciou a ação de Lula.
A mais alta corte do país, contudo, resistiu às pressões, numa demonstração de que instituições republicanas não se curvam às vontades imperiais de políticos recordistas de popularidade. No partido, há críticas também sobre a transmissão ao vivo das sessões do Supremo Tribunal Federal do julgamento do mensalão. "O Brasil é o único país do mundo que transmite sessão do STF ao vivo", criticou Vargas. Do site da revista Veja
 
17 de outubro de 2012
in aluizio amorim

TEM UM POUCO DE FALSTAFF NO BRASIL?

       
          Artigos - Cultura 
       
falstaffNa segunda tetralogia de dramas históricos de Shakespeare composta pelas peças Ricardo II, Henrique IV (partes I e II) e Henrique V, surge na segunda, terceira e quarta partes um personagem que salta às vistas (principalmente nas peças de Henrique IV): John Falstaff.

Glutão, hedonista, bufão e moralmente questionável, Falstaff foi o responsável por tentar levar o príncipe Hal – o então jovem filho de Henrique IV, que mais tarde se tornaria Henrique V – para os mais baixos caminhos da vida: roubo, orgias, bebedeiras, etc.
 
Talvez tenhamos nele um bom exemplo para nós brasileiros. Não se engane, não somos a figura do nobre príncipe sendo corrompida por um maldizente canalha. Não, a verdade é que nós somos Falstaff.
Declamamos nossas desgraças e delas fazemos muletas para corromper todos aqueles que aspiram, senão a salvação da alma humana, pelo menos a firme pavimentação em direção a ela – nomeadamente a Bondade, a Verdade e a Beleza.
 
Nossa vida brasileira é uma alusão a Falstaff. É insuportável ver algo superior, digno, sublime. Aos pouquíssimos que querem isso, as chacotas. “É mentalidade de colonizado”, dizemos a esses. Ah, quantos príncipes já aviltamos!
O dito país com mais católicos no mundo teve de espremer até a última gota para tirar um único Santo desse caldo. Evidentemente existem os santos anônimos, mas imagine quantos potenciais ‘célebres príncipes’ já foram aviltados por nós… coisa de Falstaff.
Justiça seja feita, há também de se dizer que Falstaff tem lá seus momentos bons.
Ele não é um puro vilão. Ele é um ser humano – uma alma –, mesmo que corrompida e corruptora, ele ainda é um ser humano em toda a sua inteireza; por esse e outros aspectos eu aludi ele ao ‘éthos’ brasileiro.
Ele não é uma personificação do mal como Macbeth, mas é aquele pequeno mal vindo em pequenas doses diárias.
Deste modo, como sabemos qual Falstaff somos, saibamos de antemão que há neste país qualquer coisa de incorruptível em um pequeno grupo de ilustres sujeitos, e esses são igual ao príncipe Hal, que surpreendentemente diz na cena II, Ato I (Henrique IV, parte I), de si para si:
 
Eu vos conheço, e quero, por um tempo, / prestar-me ao vosso humor vadio e infrene. / Com isso, imitarei o sol radioso / que consente que nuvens desprezíveis, / ante o mundo, a beleza lhe atenuem, / por que, quando lhe apraz ser ele próprio, / faça o anelo crescer a admiração. [...] Assim, mal eu me dispa desta vida / desregrada que levo, e me disponha / a pagar até mesmo o que não devo, / serei tanto melhor do que prometo, / quanto mais enganar a expectativa / do mundo inteiro. / Como metal brilhante em fundo escuro / há de minha reforma sobre os erros / resplandecer, mostrando-se mais bela / de ver e mais atraente, que a virtude / cujo brilho nenhum contraste exalta. / Serei assim, pelo erro convertido, / quando todos me derem por perdido.
 
Pois sim, o príncipe em toda sua nobreza está apenas jogando o jogo de Falstaff, mas não é refém dele. As cartas foram dadas já no começo do jogo. Só o vil bufão acha que tem o controle sobre o príncipe. Mal sabe ele que, no final da segunda parte de Henrique IV – quando o Quinto se coroa após a morte do pai –, a verdade se revelará a ele como uma cegante explosão de luz.
 
Falstaff, após saber da coroação do seu ‘garoto prodígio’, vai às pressas colher os louros da coroa, então eis que o recém-empossado e esplêndido Henrique V manda-lhe o petardo:
 
Não te conheço, velho; vai rezar. / Como vão mal as cãs num galhofeiro! / Muito tempo sonhei com um homem destes, / profano e velho, inchado pela orgia; / mas, desperto, renego do meu sonho. / Diminui teu corpo, aumenta a graça, / deixa a gula; compreende que o sepulcro/ vai abrir a boca três vezes / maior que para os outros. [...] não presumas que eu seja o que já fui, / pois Deus bem sabe – e o mundo há de nota-lo – / que me livrei da minha antiga forma [...] Quando ouvires dizer que eu sou o que fui, / volta para tornares-te o que foste: / tutor e incitador de meus excessos. (tradução de Carlos Alberto Nunes).
 
Após isso, Falstaff e seus companheiros são desterrados para longe da companhia do rei para morrer uma anônima e insignificante morte, cujo consolo era apenas a mesada do próprio Henrique, dada a eles como prova da caridade digna de um grande rei.
 
O exemplo está aí nessa tetralogia, principalmente nas duas partes de Henrique IV. A vida de Falstaff é uma indispensável lição para este decadente povo que nos tornamos nos últimos 40 anos.
Algo temos a aprender com Shakespeare, pois ele falou diretamente para a alma humana e eterna. Poucos conseguiram isso. A pergunta que resta após a lição é: quem queremos ser?
Leonildo Trombela Júnior é jornalista e estudante de filosofia.
Publicado no site da revista Vila Nova.

TERRORISTA HOLANDESA FARÁ PROPAGANDA PRÓ-FARC EM OSLO

    
          Notícias Faltantes - Foro de São Paulo 
Hoje as FARC acabam de fazer um golaço com a proposta de levar a terrorista holandesa para legitimar sua existência ante o velho continente.

Os fatos são irrefutáveis. Desde há três décadas as FARC, o Partido Comunista e os “movimentos sociais e políticos” com coincidência programática com os narcoterroristas, têm sido os porta-vozes da paz. Porém, não de qualquer paz nem da que desejam todos os colombianos, sem terroristas nem perturbação de grupos armados ilegais, senão a paz de Chávez, de Correa, de Dilma, de Fidel, de Teodora e de todos os sócios de Timochenko, aqueles que a interpretam como o eventual e único governo dos comunistas armados e desarmados adeptos do socialismo do século XXI, em conseqüência com o pleno extraordinário do Partido Comunista em 1991 e o Movimento Bolivariano de Alfonso Cano.

Nessa ordem de idéias, a Telesur se encarregou de desvelar o segredo de alcova das conversações de paz, uma vez mais manipuladas pelas FARC e seus cúmplices apadrinhadas por Chávez e Fidel, e previstas para dilatar, enganar, mentir, buscar o reconhecimento internacional do grupo terrorista como movimento político e o óbvio fortalecimento do “movimento político independente de esquerda” recentemente lançado como suposta representação popular, que no fundo é um circo de marionetes das FARC e de seu braço político.

À habilidosa manobra estratégica de colocar o governo colombiano para negociar com um grupo terrorista debilitado no campo armado mas com padrinhos na arena política internacional, as FARC somaram uma ingente atividade tático-propagandística com coletivas de imprensa apoiadas pela ditadura cubana, a solicitação de ter Simón Trinidad na mesa, promessas calculadas, dilatação dos nomes dos terroristas que se sentarão para manipular as conversações a seu bel prazer, promoção de atividades de protesto em todo o país, e a venda permanente da idéia de que a Colombia necessita de paz perdoando todos os delitos e atrocidades das FARC que, além disso só deixariam as armas depois que o governo colombiano ceda a todas as suas pretensões, quer dizer, nunca.

A mais recente audácia fariana é a proposta de levar a terrorista holandesa Tanja Niemeijer como assessora dos terroristas em Oslo e Havana. A embrulhada neste assunto é grande, pois esta delinqüente não é colombiana e sim européia, onde com sofismas de Chávez e Fidel montou-se a primeira intriga para passear como toureiros experientes aos despreparados negociadores oficiais que, além disso, chegam sem plano estratégico e sem agenda coerente, com a única idéia de respaldar uma farsa populista do presidente e um marco legal para a paz aprovado por um vergonhoso congresso da República, que dias antes havia aprovado a mais espúria de todas as reformas da Justiça colombiana ao longo de sua história.

A presença de Tanja na Europa foi prevista por Chávez, Fidel, Timochenko e Márquez, para fazer um espetáculo midiático internacional incalculável às FARC, demonstrar que não são terroristas ao extremo, de que uma poliglota holandesa se uniu a eles, “comovida pelas injustiças”, além de ser uma “combatente heróica que sobreviveu a dois bombardeios nos quais primeiro se salvou Lozada e depois caiu Jojoy”, etc., etc.

O grave do assunto não é que as FARC joguem este tipo de ases político-estratégicos em seu intento de ganhar reconhecimento político nacional e internacional, conseguir embaixadas em Caracas, Quito, Havana e Manágua, ao mesmo tempo com a legitimação de seu movimento político para o qual exigem todas as garantias, mas que o Estado colombiano não tenha estratégia conjunta para ganhar as partidas que há tempo iniciaram.

É inaceitável que em seu afã de não aparecer ante os meios de comunicação como a representação legal de todos os colombianos, o governo nacional tenha se limitado a assumir, como seus antecessores, posições de complexo de inferioridade, permitir as fanfarronices publicitárias de Chávez e das FARC, tolerar a existência de um movimento político afim às FARC e acreditar que em um breve lapso de tempo vai concretizar uma agenda de cinco pontos, em que pese a que descaradamente as FARC exigem a presença de milhares de pessoas em Cuba custeadas pelo fisco colombiano, em mesas paralelas de comitês temáticos sem que isto se tenha limitado desde o princípio.

A emboscada está montada. O horizonte imediato mostra uns negociadores sem preparação nem coerência, e as FARC estruturadas em seus objetivos com base em um plano estratégico apadrinhado por Cuba e Venezuela, com o aval estúpido dos demais que estão chegando como convidados de pedra.

Não se viu por nenhum lado a exigência de reparação às vítimas do narcoterrorismo comunista, nem a responsabilidade penal e política do Partido Comunista, gestor e guia ideológico das FARC, nem as responsabilidades penais dos cabeças das FARC pelos milhares de crimes cometidos contra seus próprios criminosos ou contra a população civil que não os aceita, nem a imersão das quadrilhas das FARC no narcotráfico, nem o desmascaramento na Colômbia dos personagens públicos que ante a imprensa posam de pacifistas mas que na realidade militam no Partido Comunista Clandestino das FARC, no Movimento Bolivariano das FARC ou nas Milícias Bolivarianas das FARC.

Muito menos o governo foi claro acerca do que vai acontecer com as Forças Militares, pois dada a sinuosidade e lassidão costumeira dos dirigentes políticos colombianos, na hora de assumir responsabilidades penais ou políticas todos os altos governantes da Colômbia lavaram as mãos e transferiram a responsabilidade às tropas.

Exemplos abundam aos montões: fuga de Escobar do cárcere em La Catedral, recuperação do Palácio da Justiça, crimes da UP (União Patriótica), execuções extra-judiciais, nexos com os mal chamados paramilitares, etc., etc. Em todos os casos, os dirigentes políticos tiraram o corpo de sua total responsabilidade e transferiram aos militares. Por isso estamos como estamos.

Hoje as FARC acabam de fazer um golaço com a proposta de levar a terrorista holandesa para legitimar sua existência ante o velho continente, enquanto o governo Santos só atina ao egocentrismo triplo de reeleição, Prêmio Nobel da Paz ou Secretaria Geral da ONU ou, pelo menos, duas das três opções.

A diferença é básica e elementar: as FARC têm estratégia construída desde há vários anos por uma equipe conjunta, e utilizam a propaganda para lucro coletivo. O Estado colombiano carece de estratégia político-estratégica, vai atrás das propostas das FARC e utiliza a propaganda para exaltar a imagem do presidente de turno, neste caso, com obsessiva reiteração pela imagem vaidosa de Juan Manuel Santos.
 
Escrito por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido
Tradução: Graça Salgueiro

A PERSEGUIÇÃO DO CAPITAL

    
          Artigos - Economia 
       
Com a degradação das altas esferas da educação e o profundo ativismo dos ambientalistas, o futuro não pode mais ser facilmente delineado.

Pouco mais de cem anos atrás, Gustave Le Bon escreveu: “Um líder raramente segue a opinião pública; quase sempre ele se abraça a todos seus erros”.
Nos dias de hoje, nossos líderes cada vez mais seguem pesquisas em vez de princípios. De certo modo eles não são tão líderes como são aqueles citados anteriormente. Foi o escritor dinamarquês Søren Kierkegaard quem fez uma objeção do “público” como conceito. Ele denominou-o como uma espécie de fantasma, “uma abstração...”. Na realidade, a política é o objetivo de algumas minorias que simulam a fala “do povo”. E algumas dessas minorias se especializam na perseguição ao capital.


Como Le Bon explicou, “capital é trabalho – seja material ou intelectual – acumulado”. Mais adiante ele afirmou: “É o capital que livrou o homem da escravidão da Idade Média, e sobretudo, da escravidão da natureza e ele constitui nos dias de hoje a base fundamental de toda a civilização”.
De qualquer modo, é o capital intelectual da modernidade que merece boa parte dos créditos. Mesmo assim, o capital e os capitalistas são sempre aqueles que sempre são culpados quando algo dá errado. Nos disseram que o capital não vale o quinhão que lhe é atribuído. Mesmo assim, devemos perguntar se haveria qualquer quinhão para distribuir se não fosse pelo capital.

O ataque ao capital – e consequentemente à própria civilização – agora se encampa nas boas agências e departamentos da “democracia”. Por conta dos princípios do livre mercado serem difíceis de compreender para um cidadão médio, como um eleitorado composto de homens médios evitará o chamado da sirene para linchar os capitalistas e saquear seus capitais? Pode-se ganhar centenas de eleições em favor do capital, mas para o desastre se materializar, basta apenas uma eleição contra o capital. Além disso, não devemos esquecer da possibilidade da “morte pelos mil cortes”.

O perigo real da democracia, escreveu Le Bon, reside nos inevitáveis excessos orcamentários. Assim, Le Bon explicou em seu livro Psychology of Socialism que a “...democracia está destinada a tornar-se o mais caro de todos os sistemas de governo”.
A prodigalidade do governo democrático agora é famosa e irrefutável. De acordo com Le Bon, o voto universal sempre tende a resultar em: “desastrosas promessas de subsídios; criação de empregos supérfluos e o desmedido crescimento do setor público […] No Parlamento, eles retribuem a generosidade prometida, ocupando-se por beneficiar seu eleitorado, à custa do orçamento...”

Talvez o exemplo mais notável disso esteja na Califórnia, a maior economia dentre os 50 estados. De acordo com uma notícia no site Breitbart.com, “Êxodo: Carga tributária na Califórnia atinge 22%”, o “Estado de Ouro” (Golden State) está matando a galinha que botou os ovos de ouro. As mentes medíocres que governam a Califórnia estão agora propondo o aumento dos impostos para compensar a queda na arrecadação (veja Jerry Brown’s California Tax Increase Initiative para mais detalhes). Eles não entendem que a alta tributação pode matar milhares de negócios. E isso é exatamente o que está acontecendo na Califórnia.

Como observado pela California Taxpayers Association, “a Califórnia é um estado de alta carga tributária, com uma das mais altas taxas sobre vendas, ganhos pessoais e empresas de toda a nação”. O estado tem a maior tributação sobre vendas do país inteiro (7, 25%); a segunda maior tributação sobre a gasolina de todo o país (48,6% por galão); a segunda maior tributação sobre ganhos pessoais com 10,3%; a maior taxa sobre ganhos corporativos de todo o Oeste; e apesar da Proposição 13, as taxas sobre propriedade na Califórnia posicionam o estado no 14º lugar.

Como consequência dessa tributação e por conta de outras regulamentações, o estado da Califórnia perdeu 4.600 empresas no ano passado e é o pior gerador de empregos entre os 50 estados. Após a Bing Energy sair de Chino na Califórnia para a Flórida, o prefeito da cidade californiana foi citado no Los Angeles Times dizendo: “Eu entendo completamente porquê eles saíram. Com um governador Democrata eleito, além de todas as restrições ambientais, banco de horas e folgas dos trabalhadores, impostos sobre vendas e taxas sobre licenciamento de veículos... As companhias estão saindo aos montes...”.

Quanto ao investimento na Califórnia, considere a matéria de Wendell Cox para o Wall Street Journal Online, ‘Califórnia declara guerra à classe suburbana’. Wendell explica porque a Califórnia está em direção a um penhasco fiscal. Os políticos daquele estado declararam guerra às famílias com casa própria “tudo em nome da salvação do planeta”.
O custo da regulamentação ambiental representa uma taxa oculta de força de destruição incalculável.

O ambientalismo é uma arma com a qual se golpeia o empreendedorismo no seu cerne. Considere, por exemplo, o Global Warming Solutions Act assinado pelo ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. É uma guerra declarada ao consumidor, corporações e indústrias, pois é contra a energia barata e a sólida economia. E tudo isso tornou-se inevitável – ou até mesmo imparável – por conta de um eleitorado que foi persuadido a cometer suicídio por causa de uma falsa teoria.

Com a degradação das altas esferas da educação e o profundo ativismo dos ambientalistas, o futuro não pode mais ser facilmente delineado. Com uma economia já estagnada, frágil e pouco disposta à recuperação, colocou-se a tarefa de resolver problemas sociais e ambientais que ou não existem ou não podem ser solucionados pelo governo. O que está sendo completamente negado é o serviço provido pelos capitalistas que reduzem o custo de produção e beneficiam a humanidade nesse processo. “Perseguir o capital”, disse Le Bon, “é forçá-lo a desaparecer ou se esconder e, ao mesmo tempo (e na mesma tacada), matar a indústria, de modo que ela não aguentaria mais se sustentar, suprimindo assim os investimentos.”

Atualmente podemos ver que estão matando o setor industrial, os investimentos estão sendo suprimidos e o capital está sumindo ou se escondendo. Se quisermos reverter essa tendência, devemos nos opor à perseguição ao capital. Ao contrário, devemos defender o capital e a liberdade necessária para acumulá-lo.
Publicado no Financial Sense.
Escrito por Jeffrey Nyquist