"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 6 de abril de 2013

O RIO E A CULTURA DA DESORDEM

 

Como toda grande cidade, o Rio tem seu “lado b”. Em Nova York, a atenção policial precisa ser constante em bairros do outro lado do East River, em Paris não é aconselhável se aventurar na periferia (banlieue) etc. O Rio não é exceção.

A política de pacificação de áreas dominadas pelo crime organizado se consolida e avança, com importantes resultados na redução da violência, embora ainda haja longo percurso até a criminalidade ficar em níveis “civilizados”, compatíveis aos de outros grandes centros urbanos do mundo desenvolvido.

O ataque ao casal de turistas que apanhou uma van na Zona Sul, com estupro e agressões generalizadas, fez soar o alarme para os mais otimistas. Logo em seguida, o ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de um viaduto na Avenida Brasil, matando sete passageiros e deixando vários feridos. Não são assuntos desconexos. Pode-se encontrar nos dois dramas características comuns, deformações com as quais os cariocas convivem, e que não serão extirpadas pelas UPPs.

Se a van, registrada para fazer transporte apenas em Niterói, pôde apanhar passageiros no Rio, tripulada por bandidos, sem ser molestada pelos órgãos de fiscalização, o ônibus que se estatelou no asfalto da Avenida Brasil estava, por sua vez, com a vistoria vencida desde dezembro. Acumulava 46 multas a partir de 2008, quando começou a circular.

A ineficácia da vigilância no trânsito é cabal. A van atravessou a Ponte e estava em Copacabana quando o casal de turistas entrou nela pensando em ir para a Lapa. Nenhum agente público interveio. O ônibus, segundo relato de passageiros sobreviventes, trafegava em alta velocidade, tanto que não parou em vários pontos. Também ninguém viu.

Foto: Bruno de Lima / Frame

É possível que o motorista, André Luís Silva Oliveira, já batesse boca com o passageiro Rodrigo dos Santos Freire, estudante de física no Fundão. Rodrigo teria agredido André, a causa final do desastre. Que poderia ter sido evitado se o Estado também não tivesse falhado no campo da prevenção policial: há pelo menos dois registros contra o motorista, na delegacia da Ilha do Governador, por agredir a mulher. Já seria o suficiente para a empresa e o próprio sindicato dos motoristas considerarem André um risco, e dar-lhe algum tipo de apoio.

Para azar dos passageiros, André cruzou com Rodrigo, também com registros na mesma delegacia por brigas no condomínio em que mora. Nada é obra do acaso.

A informalidade e a descontração, a cara do Rio, com o tempo geraram uma cultura de desordem e incivilidade. A cidade tem de ser informal e descontraída, mas quando setores vitais da administração deixam de funcionar, e a população, no cotidiano, não se preocupa com regras mínimas de convívio e de respeito ao bem público — lixo nas ruas, depredações —, é porque está na hora de recolocar nos trilhos o jeito carioca de ser e de haver um efetivo choque de competência que aperfeiçoe os serviços públicos. As duas coisas também estão ligadas. Cabe ao Estado começar a acabar com o clima de “liberou geral”.

06 de abril de 2013
Editorial d'O Globo

O PROFETA GILBERTO CARVALHO

 

Crime de incentivo ao ódio – mais adequado que “fobia”, que indica apenas medo ou aversão a alguma coisa - não é seguramente o que o deputado-pastor Marco Feliciano praticou. Mas é o que a militância tem praticado contra ele.
Feliciano, por mais despropositados que se considerem os seus conceitos, não fez mais que emiti-los a título de opinião: é contra o casamento gay e considera o homossexualismo uma prática condenável do ponto de vista moral e religioso.

Crime de opinião? Ora, isso não existe em democracia, que permite que cada qual tenha a sua e a emita, seja majoritária ou não, razoável ou não. É apenas uma opinião.

Incitação ao ódio é outra coisa. E é exatamente o que a militância anti-Feliciano tem feito. Em vez de enfrentá-lo no terreno em que se sentiu desmerecida – o do debate -, optou pelo linchamento público.
Até o seu local de trabalho, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, foi invadido e ele fisicamente ameaçado, além de alvo de múltiplos impropérios.

E há ainda as redes sociais, onde o que se diz de mais ameno contra ele é que seria o próprio Satanás. Lá, sim, há abundantes incitações ao ódio e à violência física contra o deputado-pastor - e não há quem se escandalize com isso.
Isso, sim, é crime – e ultrapassa em léguas a liberdade de expressão.

Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara
 
Mas o que interessa aqui não é a figura de Feliciano. A rigor, é o que menos importa, pois ele é simplesmente a bola da vez, que já foi a blogueira cubana Yoani Sánchez e amanhã pode ser qualquer um que divirja de uma palavra de ordem da militância.

A tentativa de puni-lo põe em risco não apenas a liberdade de expressão, mas também a liberdade religiosa. As práticas que Feliciano condenou são também condenadas – e pelas mesmas razões, ainda que eventualmente emitidas com palavras mais sofisticadas – pelas três maiores religiões monoteístas do planeta: judaísmo, cristianismo e islamismo.

Por que a militância não bate às portas desses templos para transmitir o mesmo repúdio que reserva a Feliciano? Por que não prepara, para julho próximo, quando da visita ao Rio do papa Francisco, recepção equivalente, já que ele endossa os fundamentos que estão sendo rejeitados?
Simples: porque as agressões a Feliciano servem a vários propósitos colaterais – e ele, além disso, é um alvo indefeso.

Não se trata apenas de repudiar suas opiniões, que, antes do linchamento em curso, chegavam a pouca gente, mesmo dentro da comunidade evangélica.

Ele se tornou cortina de fumaça para ocultar a presença – essa, sim, escandalosa – de dois condenados em última instância pelo STF, na linha de frente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a mais importante do Legislativo: João Paulo Cunha (presidente) e José Genoíno, ambos do PT.

Na outra ponta, a militância pretende criar ambiente favorável à aprovação do projeto de lei 122, que, a pretexto de proteger minorias, pretende confinar o discurso religioso anti-homossexualismo ao interior dos templos. Inicialmente, nem isso estava permitido; posteriormente, fez-se essa concessão.

O mais grave, se tais expedientes triunfarem, é que a ação militante de tropas de ocupação irá se tornar uma instância de ação política. Basta um grupo, ainda que com escassa representatividade, se organizar, acionar as redes sociais e pôr o bloco na rua para que o Congresso, intimidado, adira.

Feliciano não tem qualquer poder para impor sua vontade na Comissão que preside, que é órgão colegiado e toma decisões por maioria. Além do mais, é uma das comissões mais inexpressivas da Câmara, sem qualquer chance de estabelecer a política nacional de direitos humanos (se é que há uma).

Por fim, convém lembrar que há um profeta pouco valorizado (o que é uma injustiça) dentro do Palácio do Planalto: o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Ano passado, ele fez duas previsões já materializadas: que, em 2013, “o bicho vai pegar” e que o PT começará a romper com os evangélicos, até aqui um de seus mais importantes redutos eleitorais. Pois é. Que novas surpresas nos reserva a agenda de 2013?

06 de abril de 2013
Ruy Fabiano é jornalista.

COMISSÕES OU BARRICADAS?

 

O deputado Marco Feliciano não é o único parlamentar no lugar errado. Ele causa escândalo na Comissão de Direitos Humanos e Minorias por razões óbvias e chama muita atenção por ser caricato e histriônico. Mas é também um despropósito o senador Blairo Maggi na Comissão de Meio Ambiente ou parlamentares réus na Comissão de Constituição e Justiça.
O que aconteceu é que as comissões deixaram de representar os interesses daqueles que deveriam estar representados e passaram a ser barricadas tomadas de assalto pelos que são contrários aos interesses defendidos.

O senador Blairo Maggi, desde que foi acusado de ser “estuprador da floresta” pela imprensa estrangeira, tem lutado contra o estigma de desmatador. No seu governo houve avanços, mas ao mesmo tempo ações do Ministério Público mostraram que ele manteve áreas de sombra. Comemore-se o avanço pragmático do senador, mas não há mágica transformista que o faça um ambientalista.

Também causa estranheza a presença na comissão dos fazendeiros Kátia Abreu e Ivo Cassol.
Por que Maggi quis ser presidente da Comissão de Meio Ambiente e os outros, integrantes? Para melhor impedir qualquer avanço ambientalista que contrarie os interesses daqueles que realmente defendem e que são o grupo ao qual pertencem: os ruralistas.

O mesmo acontece com pessoas que estão hoje respondendo a processos na Justiça, ou já são réus condenados, e querem assento na Comissão de Constituição de Justiça, como José Genoino, João Paulo Cunha, Eduardo Cunha, e o nome que parece brincadeira de mau gosto: Paulo Maluf.

O deputado Feliciano diz que os negros são amaldiçoados. Essa afirmação, pelas leis brasileiras de um estado laico, é crime de racismo. Ele deveria estar respondendo por isso. A intolerância militante que pratica contra os homossexuais faz dele uma pessoa totalmente errada para estar numa comissão cujo nome é Direitos Humanos e Minorias.

A imprensa se refere a ele como “pastor”. Há pastores e pastores. Hoje, evangélicos e protestantes são 22% da população brasileira e evidentemente só um grupo minoritário pensa como ele. Para as denominações que vieram da Reforma de Lutero, no século XVI, o posto de pastor se atinge após um difícil e longo curso de teologia nos seminários, em que as interpretações da Bíblia passam por várias disciplinas, inclusive comparações com textos antigos em grego, hebraico e latim.

As novas denominações religiosas evangélicas, pentecostais ou não, têm níveis de formação diferenciados com mais ou menos teoria. Alguns bem improvisados. Mas os que têm aparecido com mais destaque na imprensa são os grupos que cometem erros como os da exploração da fé dos mais pobres, ou os que fazem sustentações doutrinárias controversas.

Quem os iguala a todos não compreenderá o movimento da sociedade brasileira no qual o catolicismo perdeu 10 pontos percentuais de fiéis a cada década nos últimos 20 anos. Essa tendência de redução tem sido consistente desde os anos 1970. O próprio catolicismo vive imerso em ideias ultrapassadas como a da negação de controle da natalidade, mesmo por métodos de proteção da saúde, como a camisinha.

As religiões precisam se modernizar de forma geral. Mas as denominações protestantes tradicionais, e os evangélicos que não comungam com as ideias do deputado Feliciano, têm dado pouca ênfase à necessária separação entre joio e trigo.

O debate laico, que é o que interessa à coluna, deve se centrar na tomada de assalto das comissões por parlamentares que são contrários aos interesses representados. Isso é uma distorção e enfraquecerá as funções do Parlamento. Ele existe para que os debates setoriais possam ser realizados de forma democrática e com os interesses sendo representados nas comissões certas.

06 de abril de 2013
Míriam Leitão, O Globo

O FIM DO TREMA, SUCESSO DA @

 


Achei engraçadinhas as histórias antagônicas desses dois sinais gráficos.
Um, o trema, está desaparecendo; aliás, oficialmente já desapareceu. O outro, a arroba, está no auge de sua popularidade. Do primeiro recebi, enviado por um amigo, uma sentida despedida.
“Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças, por mais de 450 anos. Fui expulso pra sempre do dicionário.”

Suas queixas não poupam o cedilha, que teria sido a favor de sua expulsão — “aquele Ç cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra”. E um conformado desabafo: “A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, ‘kkk’ pra cá, ‘www’ pra lá.”

O estranho é não haver referência à arroba, muito mais em voga do que as letras citadas. Calcula-se que a @ — esse a com uma perna esticada fazendo um quase círculo — anda hoje em três bilhões de endereços eletrônicos, o que ainda é pouco, considerando que não é possível passar um e-mail sem ela.

Antes, apenas como medida, ainda tinha alguma utilidade, pelo menos para comerciantes e estivadores dos armazéns dos cais do porto, já que servia para indicar a unidade de peso equivalente a 15 quilos.


É curiosa a vertiginosa carreira de sucesso da @, que nem existia nas primeiras máquinas de escrever. Conta-se que foi em 1971, graças ao engenheiro americano Ray Tomlinson, que ela começou a ganhar destaque, e por acaso. Encarregado do projeto que seria o precursor da internet, Ray precisava de um símbolo que ligasse o usuário do correio eletrônico ao domínio. Aí, olhando para um teclado, caiu de amores pela @, depois que seu coração balançou entre o ponto de exclamação e a vírgula.

A partir dos anos 90, com a massificação da internet, a arroba passou a ser provavelmente o símbolo gráfico mais popular do universo. Os e-mails podem viver sem tremas, sem pontos de exclamação, de interrogação, til, cedilha, reticências, mas nunca sem aquele sinalzinho que aparece em cima do 2 e precisa ser acionado apertando-se a tecla Shift. E mais: além de popularidade, ganhou prestígio.

Em 2010, o Museu de Arte Moderna de Nova York adquiriu o símbolo @ para a sua coleção de design. “Uma aquisição que nos deixa orgulhosos”, anunciou o MoMA em seu site. Agora mesmo é que a @ está se achando.

Alice e eu precisamos de DR, discutir a relação — uma relação de três anos e meio. Ela anda intratável. “Me deixa sozinha, estou irritada”, disse outro dia, em mais uma crise de ciúme do irmãozinho Eric.

06 de abril de 2013
Zuenir Ventura é jornalista.

REGRAS PARA SER HUMANO

 

Pincéis e tintas
 
 
Quando você nasceu, não veio com manual do proprietário. Então, se a vida é um jogo, estas são as regras!
 
1. Você vai receber um corpo.

Pode amá-lo ou detestá-lo, mas é a única coisa que você com certeza possuirá até o fim da sua vida.
 
2. Você vai aprender lições.

Ao nascermos, somos imediatamente inscritos numa escola informal chamada “Vida no Planeta Terra”. Todas as pessoas e acontecimentos são “professores universais”.
 
3. Não existem erros, apenas lições.

Crescimento é um processo de experimentação,
no qual as “falhas” são tão parte do processo quanto os “sucessos”.
 
4. Uma lição é repetida até que seja aprendida.

Será apresentada a você em várias formas, até que você enfim entenda. Poderá, então, passar para a próxima lição.
 
5. Se não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis.

Problemas externos são o preciso reflexo do seu estado interior. Quando você limpa obstruções, seu mundo exterior muda. A dor é o jeito do universo chamar a sua atenção.
 
6. Você saberá quando aprendeu uma lição quando suas ações mudarem.

Sabedoria é prática. Um pouco de alguma coisa é melhor do que muito de nada.
 
7. “Lá” não é melhor do que “aqui”.

Quando “lá” se torna “aqui”, você vai simplesmente arranjar outro “lá”, que de novo parecerá melhor que “aqui”.
 
8. Os outros são meros espelhos de você.

Você não pode amar ou odiar alguma coisa sobre o outro a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo.
 
9. Sua vida, só você decide.

A vida dá a tela, você faz a pintura. Escolha as cores e pegue os pincéis. Tome para você o comando de sua vida ou alguém o fará.
 
10. Você sempre consegue o que quer.

Seu subconsciente determina quais energias, experiências e pessoas você atrai. Assim, o único jeito certeiro de saber o que você quer é ver o que você tem. Não existem vítimas, apenas estudantes.
 
11. Não existe certo ou errado, mas existem consequências.

Dar lição de moral não ajuda. Julgar também não. Apenas faça o melhor que puder.
 
12. Suas respostas estão dentro de você.

Crianças precisam de direção dos outros. Quando amadurecemos, confiamos em nossos corações, onde as leis universais estão escritas. Você sabe mais do que ouviu ou aprendeu. Tudo que você precisa é olhar, prestar atenção, e confiar.
 
13. Você vai esquecer tudo isso.
 
14. Mas pode lembrar sempre que quiser.
 
06 de abril de 2013
By Cherie Carter-Scott, do livro “If Life is a Game, These are the Rules”.

PT DE DILMA E PSB DO EDUARDO CAMPOS APÓIAM KIM JONG-UN. E AÉCIO NÃO PODE CHAMAR 64 DE "REVOLUÇÃO". ONDE ESTÁ A IMPRENSA?


Vejam que primor de Nota Oficial:
Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia;

A
campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real. Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável. As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:


1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia;

3. Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.

Brasília, 02 de abril de 2013.



PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista.
 
06 de abril de 2013
in coroneLeaks

O DESARMAMENTO, O COMBATE A POBREZA, A E UM PAÍS DE FAZ DE CONTA

Dilma a amiga dos pobres


Nos últimos anos, o Brasil vive um estranho fenômeno que afeta países dominados por governos populistas e sem compromisso real com o povo ou com o desenvolvimento: a distorção da verdade.
A realidade que experimentamos hoje é de tal forma distorcida que a única forma de descrevê-la em toda a sua plenitude é recorrer a um dos comerciais de televisão mais premiados da história do país. Um comercial da Folha de São Paulo, brilhantemente criado pelo publicitário Washington Olivetto.
Comercial Folha de São Paulo
É lógico que as realizações apregoadas pelo governo petista ficam ainda muito aquém das do político citado no comercial. Contudo, o espírito da peça publicitária traduz muito bem a distorção da realidade promovida pelos mecanismos de propaganda do governo em contraste com a realidade vivida pelo cidadão.
Exemplos não faltam:
Ontem (01/04) – por coincidência o Dia da Mentira – um levantamento realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) comemorou o “sucesso” do Estatuto do Desarmamento ao publicar que o referido estatuto foi responsável por uma queda de 40% na compra de armas de fogo legalizadas. Curiosamente, a divulgação do levantamento foi feita em um evento que lembrava os dois anos do massacre ocorrido em uma escola de Realengo, aqui no rio de Janeiro (promovido por um lunático de posse de armas vendidas ilegalmente).
Tudo muito bom. Tudo muito bem. Tudo lindo e maravilhoso. Mas, o que o IPEA, o seu presidente e o próprio governo parecem ter convenientemente esquecido (além de toda a imprensa e da sociedade) é que o objetivo por trás da criação do Estatuto do Desarmamento e da quase proibição absoluta da compra de armas legalizadas pelo cidadão (criou-se uma pesada barreira financeira que elevou os custos a um patamar proibitivo ao cidadão médio) era diminuir a violência e as mortes por armas de fogo no país.
Essa era a “desculpa boazinha” apresentada pelos gênios que desenvolveram o estatuto e pelo governo, sempre ávido em privar o cidadão de qualquer meio de defesa, uma vez que eram as armas legais em posse dos cidadãos que abasteceriam os criminosos e seriam responsáveis pelo alto número de homicídios no país.
No entanto, a verdade é muito mais simples e cruel: o Estatuto do Desarmamento provou-se um enorme fracasso (aliás, como já era esperado). A política demagógica de atribuir-se ao cidadão possuidor de uma arma de fogo legalizada o peso pela violência caiu por terra, derrotada pela realidade.
Já que ao compararmos o número de mortes por armas de fogo no mesmo período, observamos simplesmente uma explosão de homicídios após a implantação do estatuto (em média 50 mil por ano).
A única mudança prática, provocada pelo estatuto, foi o aumento da sanha dos criminosos. Afinal, com o cidadão proibido de manter sua arma, o criminoso está livre para matar a vontade.
Sempre bem armados, já que bandido não compra arma legalizada e não foi atingido pelo estatuto, e com a certeza de que a possibilidade de enfrentar uma reação armada é praticamente nula, o bandido hoje despreza totalmente a vida do cidadão e se entrega apenas a satisfação de seus anseios animais.
política da rendição
A divulgação distorcida do IPEA apregoa um enorme sucesso e uma conquista sem paralelo para a sociedade brasileira. A verdade, no entanto, é outra. Nunca se matou tanto no Brasil como hoje e nunca tantas armas ilegais circularam no país como atualmente.
Não é desarmar a população que diminui o crime. É aparelhar e capacitar à polícia, promover a celeridade no Judiciário, garantir penas severas e educar o cidadão. Sem que isso seja feito, tudo o que sobra é mera demagogia.
Outra “realização” do governo é o combate à pobreza.
A pergunta a ser feita é muito simples: como se combate a pobreza? Dando dignidade, trabalho, educação e renda ou simplesmente dando uma esmola?
A resposta a isso pode ser experimentada pelo cidadão comum em seu dia a dia. Quando abordado por um mendigo que lhe solicita uma esmola e ao dar essa esmola pura e simples; o cidadão garante que o mendigo continuará mendigo e estará lá amanhã lhe pedindo mais uma vez ”uma esmolinha pelo amor de Deus”.
Mas, se ao invés da “esmolinha” lhe for oferecido acesso a um tratamento que lhe ajude a enfrentar as causas que o tornaram um mendigo; oferecidos capacitação, oportunidade, apoio logístico e financeiro inicial ou alguma forma de aconselhamento empresarial ou profissional; a probabilidade de que ele continue sendo um mendigo cairá drasticamente.
É justamente isso que não faz o governo com os programas sociais.
É claro que quem tem fome exige uma ação rápida e uma solução imediatista para sanar esse terrível problema. A miséria não pode esperar meses ou anos até que o cidadão cresça lentamente e se liberte dela. Mas, um governo realmente preocupado em libertar o miserável, daria o apoio financeiro e trataria também de dar dignidade e meios de superação permanente a essas pessoas.
Tratar as raízes da miséria e as causas desse terrível mal não é simples. Exige comprometimento; recursos humanos e financeiros; muita disposição, criatividade e, além de tudo, desprendimento do governante.
Ao invés de criar uma enorme massa de mendigos profissionais e de escravos dos programas sociais, dispostos a tudo para não perder a única tábua de salvação que encontraram. Um governo sério daria capacitação, financiamento e apoio logístico para esses cidadãos e para as comunidades miseráveis como forma de garantir uma real libertação da miséria através do fomento a evolução de toda a comunidade. Ao optar por simplesmente dar “um dinheirinho” ao final do mês, o governo pretende apenas criar um cabresto eleitoral e não resolver o problema.
Esse “cabresto” fica extremamente visível quando são divulgadas essas estranhíssimas pesquisas de popularidade da presidente Dilma e se percebe (de acordo com o próprio governo) que depois de um substancial aumento dos benefícios para o nordeste (a nova Bolsa Bode); a popularidade de Dilma disparou na região.
bolsa caça voto
Portanto, como corroborar uma popularidade astronômica de um governo praticamente inerte e devastado por escândalos de corrupção cada vez mais frequentes e danosos à nação?
Como avaliar positivamente, de forma séria, um governo que nos trouxe a inflação de volta e a estagnação econômica? Mesmo a desculpa da crise mundial não pode ser usada para diminuir a responsabilidade do governo. Países como o Chile, o México e outros (teoricamente mais pobres do que nós) enfrentam a mesma crise e, contudo, cresceram muito mais do que nós.
Os hospitais enfrentam um caos total e se transformaram em máquinas de genocídio. No RJ, o Hospital Geral de Bonsucesso (Federal) simplesmente deixou crianças morrerem porque está há meses sem equipe médica para transplantes e o Ministério da Saúde nada fez para sanar o problema até que fosse tarde demais.
A política de segurança pública do governo é a da rendição. Se o crime aumenta e precisa-se de vagas no sistema penitenciário; a solução “genial” e soltar o presos perigosos ou amenizar as penas. Cartilhas são distribuídas aos cidadãos os orientando a “levar o do ladrão” para não provocar a ira dos meliantes ou “fazer cara de brava” para escapar do estuprador. No Piauí o governo garante regalias aos presidiários de uma facção criminosa como forma de “evitar complicações” nas ruas.
A educação vive “uma revolução” inacreditável em que uma nota dez é garantida numa redação de prova oficial por subverter-se a escrita correta do idioma e “enchergar” longe um hino de clube ou uma receita de miojo, mesmo que o tema proposto tenha sido completamente diferente.
Em resumo: economia estagnada, inflação de volta com força total, saúde, educação e segurança entregues às moscas e a popularidade do governo nas alturas. Como se explicar isso?
Da mesma forma que o senhor, de quem trata o comercial da Folha, quase dominou o mundo: uma boa propaganda e muita distorção da realidade.
Pense nisso.

06 de abril de 2013
Arthurius Maximus

DE VOLTA ÀS REVOLUÇÕES E ÀS REVIRAVOLTAS

200570952-001
 
Aberto o parêntese para tratar da criminalidade (e você certamente reparou que os três estupradores mencionados que agiam livremente ha meses, senão anos no Rio de Janeiro, desta vez foram presos em 24 horas apenas para inglês ver; brasileira foda-se, assim como acontece na relação de causa e efeito entre a contratação da Copa do Mundo e os turistas que vêm aí e a ocupação dos morros/UPPs), volto à questão de fundo que é a sina dos filhos das reviravoltas comparada à dos filhos da revolução.
Os ideais iluministas puderam consolidar-se nisto que conhecemos como a democracia moderna graças à concomitância de três fatores que se reuniram pela primeira vez na história da humanidade e que talvez não se repitam nunca mais:

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  1. a descoberta de um território “virgem” (as aspas são os índios) livre de um sistema de poder a ser superado;
  2. o surgimento da primeira população nacional integralmente alfabetizada;
  3. o surgimento da primeira população nacional integralmente constituída por proprietários.
Este último fator, quanto mais penso mais acredito, foi ainda mais importante que o segundo, e não apenas pelo fato da propriedade de terra ser ainda mais generalizada que a alfabetização no momento em que tudo se deu, mas porque o império da lei interessa mais para quem é proprietário do que para quem não é, ou melhor, para quem jamais poderia vir a se-lo dentro do sistema legal vigente na Europa feudal.

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Dissimular sentimentos, violar as leis e mentir não são apenas atos moralmente justificáveis para quem vive uma condição de servidão a senhores que têm sobre ele poder de vida ou morte. São um imperativo de sobrevivência e até um ato de resistência e rebeldia digno de elogios.
É esta a raiz do vício antigo de que falei no primeiro artigo desta série.

O amor ao cumprimento das regras dos americanos do Norte e a tranquilidade com que os oprimidos filhos das reviravoltas passam por cima delas têm um sentido muito prático, portanto. Está longe de ser uma questão moral, apenas.

Ela passa a ser uma questão moral à medida que a vítima vai se acomodando aos efeitos colaterais do vício de isentar-se de culpa até o ponto de apaixonar-se por ele…

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Mas voltemos à propriedade.
A Inglaterra tornou-se dona do mundo um pouco antes da hora em que fatalmente acabaria por chegar a sê-lo graças à enorme tempestade que a ajudou a destruir a “Invencível Armada” espanhola.
Por séculos a fio, graças ao senso prático dos ilhéus anglo-saxônicos comparado à parlapatice latina, os ingleses, muito objetivamente, cuidaram de manter seus reis sempre pobres em vez de tentar cercear o poder deles só com palavras.

Cada vez que precisava de dinheiro para enfrentar inimigos ameaçadores o rei tinha de vir ao Parlamento de mão estendida. E o Parlamento só soltava o dinheiro a troco de mais um direito cedido pelo rei.

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Foi assim que, já em 1688, mais de um século antes do início das revoluções contra o absolutismo no Continente, o Parlamento inglês tinha submetido completamente o rei (colocando-o “under God and under the law“) e conquistado basicamente todos os poderes que tem hoje.

No DNA da democracia está, portanto, o objetivo de opor o dinheiro ao poder político e o poder político ao dinheiro (esta parte consolidada mais tarde, já nos Estados Unidos, na memorável batalha antitruste do início do século 20). O que vale dizer que sempre que esses dois se juntam, como está voltando a acontecer vertiginosamente neste momento, a democracia está sendo pervertida e incorrendo em grave risco de desaparecer.

O primeiro grande subproduto da vitória sobre a “Invencível Armada” foi a Inglaterra herdar o imenso território onde hoje estão os Estados Unidos. Era preciso colonizá-lo mas não havia recursos no sempre magro Tesouro Real para isso.

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A solução foi entregar essa tarefa a empresas privadas.
Mas havia um problema ainda mais difícil de resolver que o da falta de dinheiro: também faltava gente.

Como atrair gente para ir tentar a sorte naquele “outro planeta” desconhecido?
Oferecendo o impossível na Europa de então para quem não tivesse nascido “nobre”: a propriedade da terra.

Os Estados Unidos foram colonizados pelo sistema do headcount no qual cada imigrante que concordasse em vir recebia 50 acres (20 hectares) de terra. “E traga a família toda e mais os amigos porque são 50 acres por cabeça.

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Constituiu-se assim, nos tempos em que em todo o território brasileiro havia 12 proprietários apenas, a primeira sociedade humana que, excluídos os escravos, era integralmente composta por pequenos proprietários que se auto-definiam como produtores, eram capazes de ler a Bíblia sozinhos e acreditavam que a virtude estava mais em acumular que em consumir.

A revolução educacional que foi o Protestantismo, cujo mote inicial era dar a cada um a condição de ler, ele próprio, a Bíblia que Gutemberg tornara acessível a todos, contribuiu mas não foi decisiva àquela altura.

Passaria a ser mais tarde, já no século 20, depois que a educação se firmou como a única condição indispensável de acesso à propriedade dos modernos meios de produção (sempre mais intelectual que de outra natureza).

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Foi a educação o instrumento que resgatou da barbárie política os países asiáticos que, longe das tradições e da cultura anglo-saxônicas, tiveram a humildade de reconhecer a superioridade do sistema democrático, copiá-lo e transformar-se em democracias plenas depois de passar por profundas revoluções educacionais que deram a cada um dos seus nacionais condições de acesso à propriedade.

Pelo meio do caminho ficamos nós, os filhos das reviravoltas, sempre muito barulhentas e sangrentas mas apenas reviravoltas, trocando constantemente de “reis” sem trocar de regime.

E ficamos em consequência do apego a uma “igualdade” conformada que é a tradução do nosso hábito de desculpar nossos próprios fracassos de preferência à esfalfante obrigação de perseguir diariamente o sucesso pelo merecimento e, pior que isso, a passar a “humilhação” de reconhecer-mo-nos, eventualmente, menos merecedores que o próximo.

O uso do cachimbo entortou-nos a boca. Mas o caminho continua aberto para quem se atrever a tomá-lo.

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06 de abril de 2013
 

MP FECHA CERCO EM TORNO DE LULA

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu ontem à Policia Federal a abertura de inquérito para investigar acusações feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério de Souza, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci.
É primeira vez que será aberto inquérito criminal para investigar se Lula atuou no mensalão.
No processo principal do escândalo, julgado no ano passado pelo Supremo, Lula não foi investigado. Ele prestou depoimento, por ofício, apenas na condição de testemunha arrolada por diferentes réus do processo.
O pedido de abertura de inquérito tem como base depoimento de Valério à Procuradoria-Geral da República em setembro, no meio do julgamento do mensalão. Entre outras acusações, Valério afirmou que Lula, Palocci e Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, negociaram repasse de US$ 7 milhões para o PT.
Segundo pessoas com acesso ao depoimento, sob sigilo, Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT.
O dinheiro seria usado em campanhas petistas e para pagar os deputados da base, segundo Valério. Horta também deverá ser investigado. O depoimento foi enviado para a primeira instância já que nenhum dos citados têm foro privilegiado. No pedido enviado ontem à PF, que é obrigada a abrir o inquérito, a Procuradoria solicitou "diligências" para averiguar até a exata data do encontro citado por Valério.
No mês passado, a Procuradoria analisou o depoimento de Valério e, a partir daí, abriu seis procedimentos criminais, além de anexar algumas das acusações a dois inquéritos já abertos.
Os seis procedimentos são preliminares e podem ou não virar inquéritos. O primeiro pedido de abertura de investigação foi feito ontem. Condenado a 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, Valério fez outras acusações no depoimento, como a de que Lula se beneficiou com recursos do esquema. O petista sempre negou. (Folha de São Paulo)
 
06 de abril de 2013
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PGR DECIDE INVESTIGAR LULA POR CRIMES DO MENSALÃO


A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu nesta sexta-feira (5) à Policia Federal a abertura de um inquérito para investigar acusações feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério de Souza, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci. É primeira vez que será aberto inquérito para investigar se Lula atuou no mensalão.

A PF terá um trâmite burocrático até a abertura oficial do inquérito, que inclui análise de competência para a investigação e quais crimes serão investigados. A polícia, no entanto, não tem atribuição de arquivar o caso sem investigar. Em depoimento em setembro, no meio do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Valério afirmou que Lula negociou com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, o repasse de US$ 7 milhões para o PT.

Segundo pessoas com acesso ao depoimento, sob sigilo, Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT. Palocci sempre negou que a reunião tenha ocorrido. O dinheiro teria sido usado em campanhas petistas, segundo Valério. Horta também deverá ser investigado quando o inquérito for aberto.

No pedido a Procuradoria pediu que sejam feitas "diligências" para averiguar até a exata data do encontro.No mês passado, a Procuradoria da República no Distrito Federal analisou o depoimento de Valério e encontrou oito fatos distintos sem ligação entre si. Tomou as seguintes medidas: abriu seis procedimentos criminais em decorrência das acusações feitas por ele e anexou outras duas a inquéritos já abertos na PF.(Folha Poder)
 
06 de abril de 2013
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PGR DECIDE INVESTIGAR LULA POR CRIMES DO MENSALÃO


A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu nesta sexta-feira (5) à Policia Federal a abertura de um inquérito para investigar acusações feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério de Souza, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci. É primeira vez que será aberto inquérito para investigar se Lula atuou no mensalão.

A PF terá um trâmite burocrático até a abertura oficial do inquérito, que inclui análise de competência para a investigação e quais crimes serão investigados. A polícia, no entanto, não tem atribuição de arquivar o caso sem investigar. Em depoimento em setembro, no meio do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Valério afirmou que Lula negociou com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, o repasse de US$ 7 milhões para o PT.

Segundo pessoas com acesso ao depoimento, sob sigilo, Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT. Palocci sempre negou que a reunião tenha ocorrido. O dinheiro teria sido usado em campanhas petistas, segundo Valério. Horta também deverá ser investigado quando o inquérito for aberto.

No pedido a Procuradoria pediu que sejam feitas "diligências" para averiguar até a exata data do encontro.No mês passado, a Procuradoria da República no Distrito Federal analisou o depoimento de Valério e encontrou oito fatos distintos sem ligação entre si. Tomou as seguintes medidas: abriu seis procedimentos criminais em decorrência das acusações feitas por ele e anexou outras duas a inquéritos já abertos na PF.(Folha Poder)
 
06 de abril de 2013
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"O ÔNIBUS E A VAN"

RUTH DE AQUINO  é colunista de ÉPOCA raquino@edglobo.com.br (Foto: ÉPOCA)

 
 

São dois crimes bem diferentes na essência: o ônibus que despencou de um viaduto, matando sete e ferindo nove, e o estupro coletivo de uma americana numa van.

Duas coisas aproximam os crimes. A primeira é o cenário: a cidade do Rio de Janeiro, um dos destinos mais na moda hoje no mundo, sonho de consumo de jovens estrangeiros.

A segunda é o caos do transporte formal e informal, a máfia de empresas legais e ilegais. O Rio costuma ser adorado pelos turistas, mas uma das críticas mais comuns é: “Os motoristas de ônibus e de van são loucos”.

Por “loucura”, entenda-se: andam em altíssima velocidade em carcaças velhas, saem costurando todo mundo, ultrapassam sinais vermelhos, aceleram nos amarelos, inclinam-se em curvas como se fossem pilotos de corrida, sobem na calçada, atropelam ciclistas e pedestres, não respeitam faixa, fecham os carros e os cruzamentos, não param nos pontos, dirigem falando ao celular, não têm paciência com passageiros idosos, trabalham irritados e cansados por horas extras e engarrafamentos.

É claro que esse não é o retrato de todos os motoristas dos 8.777 ônibus do Rio. Mas os maus motoristas são suficientes para construir uma imagem de irresponsabilidade e insegurança. No caso do ônibus emborcado abaixo do viaduto da Avenida Brasil, via de acesso ao Rio, a principal causa pode ter sido uma briga entre um passageiro universitário e o motorista. O veículo já tinha 46 multas.

As vans, muitas caindo aos pedaços e irregulares, andam de portas abertas, gritam o destino, mexem com as moças que passam, cantam os pneus gastos, param subitamente sem sinalizar em qualquer ponto da avenida, alheias ao risco de acidentes. As 6 mil vans do Rio são um penduricalho aceito para suprir as deficiências do transporte público formal.

Uma terra de ninguém sobre rodas. Isso quando não são dirigidas por bandidos, como os que violentaram a americana e algemaram seu namorado, agredindo-o com uma barra de ferro.
Os dois jovens pegaram a van em Copacabana, a princesinha do mar, para ouvir música na Lapa, um dos programas mais recomendados pelos guias oficiais. O show foi de estupro, agressão e assalto. Não esquecerão o pesadelo.

Dois crimes chocantes na semana. Na cidade que vai receber o papa e a Olimpíada, está acesa uma luz vermelha
Acabo de chegar de Nova York. Fiquei no bairro do Brooklyn e usei metrô o tempo todo, feliz da vida. Com um bilhete de viagens ilimitadas por uma semana, a um custo de US$ 29, percorri distâncias infinitas em horários mais e menos movimentados.
Misturei-me a pessoas de todas as idades, de bebês a octogenários, de todas as ascendências, cores, nacionalidades e classes sociais, que dependem do transporte público para trabalho ou lazer.
O metrô de Nova York tem pouco mais de 100 anos, pouco menos de 500 estações, espalha-se por 370 quilômetros. A média de viagens, na semana, é de 5 milhões por dia. Funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Sentada ou em pé nos vagões nova-iorquinos, antes dessas tragédias no Rio, eu já pensava na equação perversa do subdesenvolvimento:

por que os países onde há mais pobres são os que menos investem no bem-estar público? Por que despejar tantos carros particulares a mais nas ruas se não há espaço para eles?
Por que quase tudo que é público é tão ruim no Brasil, a sétima economia do mundo?
Por que maltratar quem mais precisa de transporte, educação e saúde?

Como sou carioca, falo com tristeza especificamente deste momento do Rio: a cidade está infernal, barulhenta, intransitável, poluída, malcheirosa e mal-educada. Um dos maiores motivos do estresse é a falta de um transporte público amplo, fiscalizado e decente.
É inconcebível que a rodoviária (indigna da cidade) e os aeroportos não estejam conectados com os vários bairros. Para sediar eventos internacionais com menos atropelos, o Rio precisa mesmo decretar feriado. Cria-se uma vida artificial temporária para fazer de conta que tudo funciona.

Não é só o Rio que pede socorro. Os paulistanos sabem muito bem disso, um ônibus despencou num barranco na Zona Sul na sexta-feira (“por causa da chuva”...) e motociclistas e ciclistas morrem como moscas no trânsito da capital.
Os brasilienses também sabem disso, bastou um carro inocente ser parecido com um carro roubado para um universitário acabar morto com um tiro na cabeça, disparado por PMs ignorantes ou truculentos. José Pereira, de 27 anos, saíra da faculdade em Taguatinga e ia para casa de carona com amigos.

Nenhum país e nenhuma grande cidade estão livres de tragédias, mas o noticiário no Brasil está de lascar. Ficou muito difícil assistir a um telejornal sem se deprimir. Na cidade que vai receber o papa e a Olimpíada, está acesa uma luz vermelha.

06 de abril de 2013
Ruth de Aquino, Época

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

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06 de abril de 2013

CONHEÇA OS REMÉDIOS NATURAIS MAIS EFICIENTES

 


Farmácia no quintal – Além de evitar substâncias químicas e reduzir as emissões de carbono da indústria farmacêutica, quem aposta nos remédios naturais passa a compartilhar a sabedoria das gerações passadas, e ainda pode cultivar as ervas medicinais no quintal de casa.

O uso medicinal de plantas e alimentos faz parte da cultura brasileira há muitos anos, mesmo antes da colonização dos portugueses. Da terra, brotam verdadeiros remédios que podem ser usados para combater dores, mal estar, insônia e até mesmo aumentar a imunidade do corpo das pessoas de forma natural.

Além disso, é uma alternativa mais econômica para os bolsos dos brasileiros, em especial, pelo fato do governo ter liberado um reajuste no valor dos remédios, que já passa a valer a partir desta sexta-feira. Quem precisar ir à farmácia pode constatar um aumento de até 6,31%.

Por conta disso, o CicloVivo listou uma série de plantas e alimentos fáceis de serem encontrados, e, até mesmo, plantados no quintal de casa, que podem ser a solução ideal para combater vários males:

Camomila: eficiente contra cólicas e desconforto intestinal
Calmante natural, a camomila também é responsável por melhorar cólicas e gases intestinais, uma vez que a erva relaxa as paredes do intestino, aliviando os espasmos nas paredes internas do órgão digestivo.
A erva também é um santo remédio para os bebês: um estudo realizado na Itália aponta que o chá de camomila diminuiu em 85% o tempo de choro das crianças que sofriam com as cólicas em fase de amamentação.

Boldo: remédio natural para enjoos e problemas no fígado
O boldo (foto), cultivado em toda a América do Sul, é potente contra náuseas, dores de estômago e problemas no fígado. As folhas da planta têm gosto amargo e não devem ser utilizadas por gestantes. Geralmente, o boldo é usado para fazer chá, que também alivia calafrios e melhora os sintomas das infecções urinárias.

Gengibre: ideal para gripe e dor de garganta
Originário do Oriente, o gengibre se adaptou facilmente ao clima brasileiro e pode ser misturado à comida, mas tem sua ação potencializada no chá. O gengibre ajuda a descongestionar as vias respiratórias e tem poder anti-inflamatório, sendo muito indicado para aliviar dores de garganta.
Poejo: erva de várias funções

O poejo é um remédio natural usado contra vários problemas: o chá das folhas que parecem com hortelã possui efeito expectorante, melhora a digestão e combate diarreias, principalmente aquelas que são originadas por infecções. Além disso, o poejo também pode ser queimado para afastar insetos e até mesmo matar piolhos.

Geralmente, a planta é cultivada em solos úmidos e, no dia a dia, pode ser usada para eliminar o mau hálito. O poejo não deve ser consumido por gestantes e o uso em excesso é sempre contra indicado. (Do CicloVivo com informações da revista Pais e Filhos)

06 de abril de 2013
 

CABEÇAS-DE-TOALHA NÃO QUEREM QUE PORCOS VOEM

Porco voa? Segundo Nietzsche, sim. É impossível cercar uma boa doutrina: os porcos criam asas, disse o pensador alemão. Estava antevendo a apropriação pelos nazistas de sua obra. No que depender de muçulmanos, porco não voa.

Tenho comentado seguidamente a submissão do Ocidente ao islamismo. A França, mais do que nenhum outro país, é quem mais se entrega aos bárbaros. A submissão é tal que está afetando a restauração no país. Já em 2010, José Antonio Dias Lopes, cronista gastronômico do Estadão, sempre atento ao que se come no mundo, escrevia em sua coluna que o mercado para produtos muçulmanos, que movimenta entre 5,5 bilhões e 6 bilhões de euros por ano, está fazendo com que industriais e comerciantes ofereçam produtos, sobretudo alimentos, feitos segundo os princípios do islamismo, a religião de boa parte dos consumidores.

“É o que acontece, por exemplo, com a cadeia europeia de fast food Quick, rival da americana McDonald's – diz o cronista -. No início do mês, ela anunciou que 22 dos seus 358 endereços no território francês passaram a trabalhar exclusivamente com carne halal, ou seja, certificada pela regra muçulmana. Até então, eram apenas oito. Foi o sucesso das casas pioneiras que levou a Quick a quase triplicá-las. As vendas dobraram com a adoção da carne halal. Mas a novidade provocou controvérsia. Um prefeito do norte do país acusou a cadeia de comida rápida de criar "uma espécie de apartheid". A Quick se defendeu dizendo que as lojas estavam abertas a todas as pessoas, não só aos muçulmanos.

“A carne halal não apresenta diferença das outras. Impossível descobrir, ao morder um sanduíche, se ele é recheado com a certificada ou a haram (proibida). O que difere é o modo de abate do animal. Para se tornar permitida, a carne necessita proceder de um bovino, ovino, caprino ou galiforme (frango, galinha ou galo) sacrificado conforme os preceitos do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.

"No momento do abate, o animal deve ser saudável e estar virado para a cidade de Meca, no sudoeste da Arábia Saudita. Quem o realiza tem de ser muçulmano e conhecer as regras islâmicas. O ritual acontece com faca afiada. Atinge-se a jugular o mais rápido possível, para abreviar o sofrimento e esgotar completamente o sangue, cujo consumo os muçulmanos abominam, pois acreditam abrigar a alma. Antes do abate, pronuncia-se a frase: "Em nome de Alá, o mais bondoso, o mais misericordioso". Já no caso das carnes haram - seja a de porco, cobra, cachorro, gato, tigre ou de todos os animais carnívoros - não existe possibilidade de purificá-las.

“As 22 lojas francesas da Quick que só operam com halal também aboliram os ingredientes suínos, a começar pelo bacon, trocado por lâminas de frango defumado. Os países de formação cristã sempre tiveram dificuldades de entender as proibições ao consumo de porco feitas no Alcorão e no Levítico, terceiro livro do Antigo Testamento dos judeus. Talvez aí se encontre uma das razões da polêmica causada pela Quick. Em compensação, os muçulmanos da França se sentem gratificados. Assim como os judeus, eles julgam ''imundo'' ingerir carne suína (Alcorão, Surata 6:145).”

Ano passado, Marine Le Pen provou uma polêmica na França, ao afirmar que a maior parte da carne consumida no país era halal. Para ampliar o mercado, os comerciantes já produzem carne halal direto. "Todos os matadouros da região de Paris vendem carne halal, sem excepção. Não há senão carne halal", argumentou Le Pen, em um congresso em Lille do seu partido, a Frente Nacional. E ameaçou apresentar queixas legais contra os distribuidores por “enganarem os consumidores”.

O Ministério da Alimentação negou, garantindo que a carne halal ou, para o mesmo efeito, kosher (judaica) é proveniente de “pequenos matadouros, de proximidade, que servem uma comunidade muçulmana ou uma comunidade judaica” – e não preparada e distribuída em exclusivo para toda a região. O que não impediu que, no mesmo ano, ainda pensando em reeleger-se, Sarkozy tenha declarado que deve ser “reconhecido o direito de todos a saber o que estão a comer, halal ou não. Quero ver a carne etiquetada consoante o método de matança”.

O problema não é exatamente saber se a carne é halal ou não. Halal, quando se come, não se distingue da haram - todo açougueiro sabe disso. O que os jornais não dizem é que o contribuinte francês não está gostando de pagar mulás para benzer carnes que, bem ou mal, acaba comendo. E não é só de porco, mas também de bovinos,ovinos e aves.

O Dailymail de hoje nos traz mais um exemplo de submissão do Ocidente aos muçulmanos. A empresa australiana Qantas decidiu que nenhum alimento que contenha carne de porco ou produtos suínos será servido nos vôos europeus. Salsichas de porco estão agora proibidos de vôos da Qantas pela Europa após uma fusão com a Emirates. Os menus da Qantas em vôos dentro e fora de Dubai afirmam que as refeições não contém produtos de carne de porco ou álcool. A Europa tem centenas de milhares de judeus, para quem a carne suína é não-kasher, isto é, proibida. Nem por isso impõem a companhias aéreas a proibição de qualquer alimento.

Enfim, sempre há sucedâneos para carne de porco. Mas o álcool não pode ser substituído por refrigerantes. Até hoje, as empresas aéreas forneciam qualquer comida para seus clientes e refeições especiais para quem, por motivo de religião ou saúde, não pode comer determinados produtos. Não basta para os muçulmanos.

E o Ocidente se dobra, submisso, às exigências dos cabeças-de-toalha.


06 de abril de 2013
janer cristaldo