"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A INTERLOCUTORES E LEITORES

Senhores Avraham Zajac, André Cardon, Sérgio Kalmus, senhora Marcella Becker e rabinos do Colel Iavne; meu caro Olavo de Carvalho; leitores que me escrevem dos Estados Unidos, Israel e Brasil:
Honrado por receber resposta de tão ilustres interlocutores e de tão digno colegiado.

Espanta-me, no entanto, ser considerado anti-semita. Logo eu, que já fui considerado sionista por condenar Arafat e a intifada, por condenar as pretensões árabes a Jerusalém e por defender, em meus artigos sobre o Oriente Médio, a política de Israel.

Em 1989, fui o único jornalista gaúcho a protestar contra o estande da OLP na 2ª Bienal do Livro no Rio de Janeiro. O estande da OLP – entidade que nada tem a ver com livros e muito tem a ver com fuzis e metralhadoras – tinha mais posters e camisetas de Arafat do que livros, e mantinha um vídeo reproduzindo permanentemente cenas da intifada. O mesmo estande esteve na Bienal do Livro de São Paulo, no ano anterior, e não vi jornalista algum falar em antisemitismo.

Não é justo, senhores, desqualificar-me com a pecha de anti-semita. Ao longo de minha vida errante, cultivei e ainda cultivo não poucas amigas e amigos judeus, pelos quais tenho grande apreço. Diga-se de passagem, admiro duas características na comunidade judia: são pessoas sempre cultas e não fazem proselitismo. Há ainda dois ou três meses, em uma entrevista no Orkut, eu declarava:

A recente retirada dos judeus dos territórios ocupados é uma rara demonstração de bom senso de Israel. Mas de pouco ou nada servirá para conter o ódio muçulmano. Os muçulmanos fundamentalistas têm por objetivo o fim de Israel e jamais cederão em seus propósitos.

O muro que ora está sendo construído me parece ser, infelizmente, outra solução sensata. Tampouco vai resolver o problema, já que os dois povos estão profundamente entremesclados, mas impede em parte os ataques terroristas.

Uma pergunta se impõe: porque os vizinhos árabes, de área bem mais extensa que Israel, não oferecem território aos palestinos? Os palestinos lembram um pouco o MST. Eles não querem apenas terra, querem o poder. Terras, os palestinos já as têm. Por que continuam na miséria? Por que não conseguem a prosperidade de Israel?

Há ódios eternos. Eu suponho que daqui a mil anos os muçulmanos ainda estarão em guerra com Israel. É difícil encarar uma democracia triunfante –a única do Oriente Médio – no pátio do vizinho. Os árabes teriam de chegar ao século XXI para se pensar em algum tipo de paz permanente. Mas eles correm com 400 anos de atraso.

Em 2002, Marilene Felinto, então cronista da Folha de São Paulo, glorificou as palestinas terroristas que se explodiam em Israel: “As mulheres-bombas muçulmanas são a glorificação do suicídio pelo estoicismo, pelo auto-sacrifício - elas agem no intuito de que a justa defesa do bem público prevaleça sobre o direito do agressor ao corpo e à vida”. O único jornalista brasileiro a denunciar a cumplicidade da colunista com o terror fui eu.

Em meu artigo, “Terror explode Ventres”, publicado em 05/04/2002, escrevi:
“Gerar mortes, ao longo da história, sempre foi ofício masculino. Gerar vida, por natureza e definição, é atributo feminino. Os terroristas palestinos, em sua insânia, passaram a usar ventres como bombas. Até aí, nada de espantar. Terror não tem ética nem limites. O que causa espécie, em um jornal que se pretende defensor dos direitos humanos, é ouvir uma
jornalista glorificando o terror. Logo agora que o terror passou a explodir mulheres”.

Isso sem falar no artigo citado pelos senhores e publicado no De Olho na Mídia, onde manifesto minha condenação ao terrorismo palestino que fustiga Israel. Causa espécie a meus interlocutores que o mesmo articulista que escreveu “Mídia canoniza Nobel terrorista”, a propósito de Arafat, tenha escrito a crônica “Sobre Maimônides”. Posso assegurar-lhes, senhores, que o articulista é o mesmo. Continua condenando o terrorismo de Arafat, ao mesmo tempo em que não aceita as proposições de Maimônides. Ou da Torá,
como quisermos.

Deixo os ataques pessoais de lado e vou ao cerne da questão, os hábitos da comunidade judaica de Higienópolis e os preceitos de Maimônides. Escrevem meus contestadores: “O articulista do Mídia critica os judeus por não apertarem botões aos sábados, e por andarem de capas de chuva “vagabundas”, ao invés de guarda-chuvas.
Se sente incomodado por eles não darem mãos a mulheres em público e por andarem de tênis no dia mais santo judaico, o Dia do Perdão, o Yom Kipur”. (...) “Agora são apontados e menosprezados por usarem ‘capas de chuva vagabundas’ e ‘tênis em lugar de sapato’”

Ora, em momento algum critiquei os judeus por não apertarem botões nem declarei sentirme incomodado por não darem as mãos às suas mulheres. Em momento algum menosprezei alguém por usar capas de chuva ou tênis. Tênis é calçado que uso quase diariamente. Como cidadão do Ocidente, apenas manifestei minha estranheza em relação a tais comportamentos (por exemplo, usar tênis com terno e gravata), e nada mais que isso.

Considerei-os obsoletos, e não me parece que considerar obsoletas determinadas práticas possa constituir anti-semitismo. Considero estratégia mesquinha colocar palavras ou intenções na boca de um interlocutor para melhor atacá-lo. “Um homem, mesmo tendo 100% de certeza de que uma mulher não está menstruada – escrevem meus contestadores – e ainda que seja sua esposa; mesmo assim, pelas leis mais estritas judaicas, não pode cumprimentá-la em público. E porque? Por questão de recato.
Para preservar carinhos e troca de afagos para os momentos íntimos e particulares com a sua amada”.

Ora, não vejo nenhuma falta ao recato em dar a mão a uma mulher. Assim fosse, todos os cristãos deste país seriam despudorados irremediáveis. Meus interlocutores parecem não ter lido a Torá.
Lá está, em Levítico 15:19-24: “E mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo da sua carne for de cor sangüínea, sete dias ficará separada na sua impureza; e todo aquele que tocar nela será impuro até a tarde.
E tudo sobre o que se deitar na sua impureza será impuro, e tudo sobre o que ela se sentar será impuro. E todo que tocar no seu leito, lavará suas vestes, se banhará em água e será impuro até a tarde. E quem tocar sobre o leito ou sobre o objeto em que ela está sentada, tocando neles, será impuro até a tarde. E se um homem deitar com ela, a sua impureza passará sobre ele, e ficará impuro sete dias; e toda cama em que ele se deitar, se fará impura”. Ora, para mim, cidadão ocidental e vivendo neste século, soa muito estranho considerar impura uma mulher em seus dias de menstruação.

Como não quero estender-me em uma discussão que já se arrasta por demasiado tempo, vou ater-me apenas a dois tópicos mais. Segundo meus interlocutores, não mencionei que a “cidade apóstata era um local onde o assassinato e o roubo eram institucionalizados, e onde 100% dos habitantes eram idólatras, que faziam sacrifícios humanos, de crianças e virgens
para seus deuses?”.

Logo após afirmam: “o Talmud diz que nunca houve uma cidade apóstata no mundo, onde 100% das pessoas eram idólatras, ficando o preceito válido apenas como norma dissuasória, e não para aplicação na prática”. Assim sendo, o preceito 186 era ocioso e não precisava ter sido escrito.
Para concluir, meus interlocutores afirmam: “Curioso é notar, que na verdade, os ataques do articulista não são contra o rabino, como ele faz parecer. São contra a bíblia em si, já que tudo que Maimônides fez foi compilar estas leis”. Bingo! Descobriram a América. Ora, desde meus 17 anos venho expondo minhas objeções à Bíblia e, neste nosso mundo ocidental, por enquanto pelo menos, não é crime tecer críticas à Bíblia.

Afinal, não vivemos em sociedades como a islâmica, onde a menor crítica ao Corão é respondida com uma fatwa. E já que da Bíblia se trata, quero transcrever este momento que encontro em minha Torá, em Deut. 7:1-5: "Quando te levar o Eterno, teu Deus, à terra à qual tu vais para herdála, e lançar fora muitas nações de diante de ti: o Hiteu, o Guirgasheu, o Emoreu, o Cananeu, o Periseu, o Hiveu e Jebuseu - sete nações numerosas e mais fortes do que tu -, e as dará o Eterno, teu Deus, diante de ti e tu as ferirás; tu as destruirás totalmente, não farás aliança alguma com elas e não lhes darás pousada na terra. (...) Mas assim fareis com elas: seus altares derrubareis, suas Matsevot quebrareis, suas árvores idolatradas cortareis e seus ídolos queimareis no fogo".

Minha pergunta: por que destruir as cidades dos heteus, dos gergeseus, dos amorreus, dos cananeus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus? Por que derrubar seus altares, quebrar suas Matsevot, cortar suas árvores idolatradas e queimar seus ídolos?

Há alguma diferença entre este propósito e as declarações do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, do dia 26 de outubro passado: “O Estado sionista ocupante de Jerusalém deve ser varrido do mapa”?
Pelas mesmas razões que não aceito os propósitos de Ahmadinejad não posso aceitar estas prescrições da Torá.
Last but not least, em seu último artigo, Olavo de Carvalho escreve: “nós aqui assumimos a plena responsabilidade moral do que publicamos, e não nos sentimos isentos de culpa pelo que Janer Cristaldo escreveu.
Ao contrário, assumimos essa culpa”. Ora, caro editor, não precisa assumir. Ao pé de cada artigo do MSM está escrito: “Os artigos publicados com assinaturas no MSM são de responsabilidade exclusiva de seus autores”.

janer cristaldo
10 de janeiro de 2006

SOBRE MAINÔNIDES

Vivo em Higienópolis, bairro judeu, cujos costumes e rituais me soam bastante estranhos.

Aos sábados, quando chove, senhores e senhoras elegantes se cobrem com capinhas vagabundas de plástico, dessas que se compra a cinco reais nas bancas de revista. Casais nunca se dão as mãos. Em um determinado dia do ano, homens engravatados e bem postos não usam sapatos, apenas tênis. Aos poucos, comecei a descobrir as firulas da ortodoxia judaica. Usam capas no sábado, porque no sábado um judeu não pode portar um guardachuva.

A rigor, não pode nem apertar um botão de elevador. O que faz com que
apartamentos de primeiro andar sejam muito valorizados. Há inclusive no bairro um prédio com um elevador casher: aos sábados, ele pára em todos os andares sem que nenhum botão precise ser acionado.

Judeu não dá a mão a uma mulher porque ela pode estar impura, isto é, menstruada. Neste sentido, no ano passado, quando ainda prefeita, Marta Suplicy pagou uma gafe monumental. Num encontro com rabinos, foi logo estendendo a mão. Que restou inútil, balançando no ar. Henry Sobel, mais diplomático, ousou responder ao gesto da pustulenta.

Quanto ao uso de tênis, ocorre no Yom Kipur, quando um judeu não pode usar sapatos de couro.
Com essa moda de espalhar vacas em fibra de vidro pela cidade, uma delas esteve plantada frente à praça Buenos Aires, tendo no corpo o desenho dos cortes casher da carne.
Olhando-a mais detidamente, vi que nela não existiam filé nem picanha. Consultei amiga entendida nesta estranha gastronomia, que rejeita o melhor do boi. Não pode, me disse ela.
São carnes que ficam perto do nervo ciático. Como palavra puxa palavra, fiquei sabendo ainda que judeu não come crustáceos. Nada de lagosta, camarão, ostras ou mexilhões. Nem mesmo polvos. Vá lá se entender por quê. À ortodoxia, o bem bom sempre soa como pecaminoso.

Vivendo e aprendendo. Estes senhores hebreus, que parecem tão modernos e civilizados, no fundo não se distinguem muito, em suas práticas, de seus primos muçulmanos e obsoletos.

Enfim, para entender a estirpe, consultei amiga judia. Que me recomendou ler Maimônides, um dos rabinos e teóricos mais prestigiados da história do judaísmo. Médico sefardita, conhecido entre os muçulmanos como Abu Imram Musa ben Maimun Ibn Abdala, Maimônides nasceu em Córdoba, em 1135 e morreu em 1204. Também conhecido como

Rambam, escreveu vários ensaios, médicos e religiosos, desde um tratado sobre as hemorróidas até o que é considerado sua obra maior, o Guia dos Perplexos. Mas um de seus livros me atraiu de cara: Os 613 Mandamentos. Só o título já intriga. Se lembrar dez já é às vezes difícil para muito cristão, imagine lembrar 613.

São 248 preceitos positivos e 365 negativos. Suponho que o judeu temente ao Enaltecido deve andar sempre com um no bolso, para consultar o que pode ou não pode fazer. Colho algumas pérolas entre as 365, para deleite dos leitores goyin.

Começo pelos preceitos positivos.

185 - Destruir todo tipo de idolatria na terra de Israel
Por este preceito somos ordenados a destruir todo tipo de idolatria e seus templos por todas as maneiras possíveis de destruição e aniquilação: quebrar, queimar, demolir e rasgar, usando, para cada objeto, o meio apropriado para que a destruição seja feita o mais completa e rapidamente possível, pois a intenção é que não reste nem traço dele. Isso está
expresso em Suas palavras, enaltecido seja Ele, "Certamente destruíreis dos lugares"
(Deuteronômio, 12:2), em "Mas assim fareis com elas: seus altares derrubareis etc." (Ibid. 7:5) e novamente em "Porém seus altares derrubareis" (Êxodo, 34:13).

186 - A lei da Cidade Apóstata
Por este preceito somos ordenados a matar todos os habitantes de uma Cidade Apóstata e a queimá-la com tudo que houver nela. Esta é a Lei da Cidade Apóstata, e ela está expressa em Suas palavras, enaltecido seja Ele, "E queimarás no fogo, a cidade e todo o seu despojo, inteiramente" (Deuteronômio, 13:17). As normas deste preceito estão explicadas no Tratado Sanhedrin.

187 - A guerra contra as Sete Nações hereges
Por este preceito somos ordenados a exterminar as Sete Nações que habitavam a terra de Canaã, porque eles constituíram a raiz e primeiro fundamento da idolatria. Este preceito
está expresso em Suas palavras, Enaltecido seja Ele, "Mas destrui-los-ás". (Deuteronômio 20:17). Está explicado em vários textos que o objetivo disso era evitar que imitássemos sua heresia. Há vários trechos nas Escrituras que nos incitam e insistem veementemente para que os exterminemos, e a guerra contra eles é obrigatória.

190 – A lei da guerra não obrigatória
Por este preceito somos ordenados quanto a guerras não obrigatórias contra nações. Caso entremos em guerra contra eles, somos obrigados a fazer um acordo com eles para poupar suas vidas se eles fizerem as pazes conosco e nos entregarem suas terras, e nesse caso eles deverão nos pagar tributos e ser nossos súditos. Este preceito está expresso em Suas palavras, enaltecido seja Ele, “Te será tributário ou te servirá” (Deuteronômio 20:11).
A esse respeito, diz o Sifrei: “Se eles disserem ‘nós concordamos com os tributos mas recusamos a servidão’, ou ‘concordamos com a servidão, mas nos recusamos a pagar os tributos’, não devemos concordar: eles devem aceitar as duas condições” (...) Contudo, se eles não fizerem a paz conosco, somos ordenados a matar toda a população masculina, jovens e velhos, e a tomar tudo que lhes pertence, inclusive suas mulheres. Este preceito está expresso em Suas palavras, enaltecido seja Ele.

235 – A lei sobre o escravo cananeu
Por este preceito somos ordenados quanto à lei sobre um escravo cananeu; ela diz que ele deve ser escravo para sempre e que não pode adquirir sua liberdade a não ser por causa de um dente ou um olho (se o dono do escravo lhe causar a perda de um dente ou de um olho), ou por causa de qualquer outro órgão do corpo que não torne a crescer, de acordo com a interpretação tradicional. Este preceito está expresso em Suas palavras “Perpetuamente vos farei servir deles” (Levítico 25:46) e, “E quando ferir um homem o olho de seu escravo etc.” (Êxodo 21:26).

Vejamos alguns preceitos negativos.

49 - Não poupar a vida de um homem das Sete Nações Idólatras
Por esta proibição somos proibidos de poupar a vida de qualquer homem que pertença a uma das Sete Nações para evitar que eles corrompam as pessoas e as levem para o caminho errôneo da idolatria. Esta proibição está expressa em Suas palavras, enaltecido seja Ele, "Não deixarás com vida todo que tiver alma" (Deuteronômio, 20:16). Matá-los constitui um preceito positivo, como explicamos ao tratar do preceito positivo 187.

Todo aquele que transgredir esta proibição, deixando de matar todo aquele que ele poderia ter morto estará infringindo um preceito negativo.

257 – Não utilizar um servo hebreu para executar tarefas degradantes
Por esta proibição somos proibidos de utilizar um escravo hebreu para executar tarefas domésticas degradantes, como as que são executadas pelos escravos cananeus. Ela está expressa em Suas palavras, enaltecido seja Ele, “Não o farás servir com serviço de escravo”
(Levítico 25:39).

Curiosamente, mais adiante lemos:

289 – Não matar um ser humano
Por esta proibição somos proibidos de matar-nos uns aos outros. Ela está expressa em Suas Palavra “Não matarás” (Êxodo 20:13), e todo aquele que violar este preceito negativo será decapitado. O Enaltecido diz: “Do meu altar o tirarás, para que morra” (Ibid., 21:14)
O sábio rabino parecia ser curto de memória. Vejamos outro preceito, logo adiante:

310 – Não deixar viver um feiticeiro
Por esta proibição somos proibidos de permitir que um feiticeiro viva. Ela está expressa em Suas palavras “Feiticeira não deixarás viver” (Êxodo 22:17), Permiti-lo é quebrar um preceito negativo, e não somente um preceito positivo, como no caso de perdoar um malfeitor que esteja sujeito à morte por sentença judicial.

E por aí vai. Grande humanista, o santo e sábio Maimônides. Que o Enaltecido o tenha em sua glória. Verdade que não é muito original. Estes preceitos sanguinolentos emanam dos livros da Torá, sempre citada pelo magnânimo rabino. E depois os judeus se queixam de ser uma raça perseguida.

janer cristaldo
12 de dezembro de 2005

A NOVA ORDEM MUNDIAL ESTÁ SE DESINTEGRANDO


A Nova Ordem Mundial está em apuros. A subdivisão europeia está visivelmente em processo de desintegração.

É fácil perceber quando um importante arranjo da NOM entrou em crise. Os representantes da grande mídia perguntam repetidamente aos porta-vozes do alto escalão: "Os atuais eventos ameaçam seus planos?" E eles respondem: "Não, trata-se apenas de uma anormalidade temporária". E esse mantra é repetido incessantemente. Enquanto isso, os eventos que geraram a pergunta seguem irreprimíveis, tornando-se cada vez mais ameaçadores.
Outro sinal de que há uma verdadeira crise é quando os líderes políticos mundiais fazem sucessivas reuniões em um curto espaço de tempo, algo chamado 'reunião de cúpula' ou 'encontro de líderes'.

Uma cúpula significa "o topo do monte". Os burocratas do mais alto escalão se encontram em privado, mas a reunião é visível para toda a mídia.
Os jornalistas adoram uma reunião de cúpula porque tais encontros sempre ocorrem em hotéis elegantes e em localidades pomposas. Afinal, quem levaria a sério uma reunião ocorrida em, sei lá, Hoboken, Nova Jersey? Ninguém. Por isso, os líderes se encontram apenas em locais extremamente caros e sofisticados. Os jornalistas designados para cobrir o evento se deliciam às expensas de seus jornais. E todos os envolvidos se divertem bastante.

O problema com essa estratégia é que sempre aparecem alguns manifestantes, e eles quase nunca são importunados. Eles não se hospedam no mesmo hotel luxuoso. A mídia jamais relata onde exatamente eles se hospedam. De alguma forma um tanto estranha, milhares deles possuem dinheiro sobrando para gastar com passagens aéreas. Eles provavelmente encontram abrigo em algum subsolo de alguma loja a preços camaradas. E então eles saem para se manifestar em frente ao hotel, carregando cartazes e fazendo muita balbúrdia. "Chega disso! Chega daquilo! Chega disso! Chega daquilo!". Alguns até carregam um cartaz escrito "Libertem Mumia!". E tudo segue inalterado até o fim do encontro.

Algumas vezes, as coisas ficam um pouco violentas, e alguns manifestantes são presos.
Os membros da cúpula nunca se manifestam publicamente sobre os protestos. E a mídia educadamente jamais faz perguntas a respeito.
Findado o encontro, os líderes soltam um comunicado à imprensa assegurando ao mundo que a reunião foi repleta de discussões francas. E que novas discussões francas serão mantidas por membros de um comitê permanente que foi criado com a missão de examinar as questões com mais profundidade. Os participantes então se reúnem para uma foto do grupo. E assim termina o encontro.

E Mumia continua preso.
Reuniões seguidas

Quando o grupo se reúne novamente em menos de dois meses para analisar O Problema, podemos ter a certeza de que as pessoas do topo do monte — e aqui me refiro ao topo verdadeiro, aos poderosos que jamais aparecem na mídia, e não aos seus meros representantes eleitos — estão com sérios problemas. O encontro anterior de seus porta-vozes não acalmou a situação. A crise só fez piorar.
Assim, uma ordem é emitida do Alto Escalão para os Líderes Oficiais: é melhor agendar outra reunião de cúpula. O comunicado à imprensa emitido pela última reunião não funcionou.
Ato contínuo, os Líderes Oficiais pedem às suas assistentes para agendarem uma reserva em outro hotel garboso. Eles fazem as malas, juntam seu séquito, acionam as turbinas de seus jatos exclusivos para Líderes Oficiais, e voam para outra cidade de prestígio, onde será realizado o próximo encontro.
Eles se reúnem em privado, mas desta vez permitem que os fotógrafos da mídia adentrem o recinto para tirar algumas fotos, as quais devem retratar uma ostentosa discussão franca entre os dois mais proeminentes Líderes Oficiais — uma alemã e um francês (ou, o que é mais raro, os três principais, ao qual se inclui um italiano). A fotografia mostra os Líderes sentados em cadeiras de $2.500 e com um semblante de muita preocupação.

E então o grupo solta outro comunicado à imprensa anunciando a criação de uma estrutura permanente para futuras discussões sobre O Problema.
As bolsas de valores ao redor do mundo sobem acentuadamente por um dia. E então, no dia seguinte, elas caem de volta para o nível em que estavam no dia anterior ao comunicado à imprensa.

Eis uma regra inquebrável: se houver uma terceira reunião de cúpula em um período de três meses, é porque o sistema bancário está realmente com sérios problemas. Se, entre a segunda e a terceira reunião, houver algumas falências de bancos ou de corretoras dos quais o público jamais ouviu falar, mas os quais revelaram possuir ativos de dezenas de bilhões de dólares, então o pessoal do topo do monte estará em pânico.

Eles estarão se perguntando, "Quem será o próximo?" Cada um deles irá pensar, "Talvez seja o meu banco". Mas é claro que eles irão mencionar entre si apenas algum grande banco que vem tentando há anos entrar nesse círculo de privilegiados, mas que ainda não logrou êxito.
Múltiplas e seguidas reuniões de cúpula que discutem exatamente o mesmo problema são um sinal de que se trata de um problema que eles não estão conseguindo resolver. O problema só faz piorar.

Reuniões de fim de semana

Uma reunião de cúpula sempre começa em uma sexta-feira e acaba no domingo. O encontro sempre começa após as bolsas de valores localizadas no mesmo fuso horário do hotel elegante já terem encerrado o pregão do dia. Desta forma, o mercado de ações dessa região não irá despencar, o que mandaria um sinal negativo para os outros mercados ainda em funcionamento nas outras zonas horárias.

A reunião de sábado é aquela na qual os líderes decidem quais questões serão abrangidas pelo comunicado à imprensa de domingo. As principais áreas de discussão são as seguintes:

Qual a quantia de dinheiro de impostos o comunicado à imprensa irá mencionar?

Quais países ou quais organizações internacionais mais perderão com esse arranjo coletivo? Em que quantia?

Quanto tempo irá levar para se conseguir o dinheiro emprestado, e de quem?
Quanto tempo até que a quantia necessária de dinheiro seja coletada?

Quem irá telefonar para o primeiro-ministro chinês implorando por novas rodadas de compra de títulos?

As discussões são muito francas. "Nem pensem em jogar esse problema pra mim! Quantas vezes vocês acham que eu posso ir aos meus eleitores pedindo compreensão? Minha coalizão já está prestes a se esfacelar!" "Como vamos convencer os eleitores de que não estamos jogando o dinheiro deles no esgoto?" "Qual país cujos três maiores bancos irão necessitar de uma nova rodada de injeção de fundos?" "Qual país cujos bancos poderão vir ao nosso auxílio fornecendo os empréstimos necessários caso ofereçamos algumas garantias?" E por aí vai.

E então chega o domingo. Ninguém da reunião vai à igreja. Como eles não participam de cultos religiosos em seu país natal, qualquer indicação de que estão necessitados de intervenção divina poderia mandar um sinal errado para os mercados na segunda-feira.

No domingo à tarde, eles emitem o comunicado à imprensa.
Se eles esperarem até o final da tarde de domingo, os mercados abrirão na segunda com uma queda de 1%.
Se eles não anunciarem nenhuma decisão, os mercados irão abrir em queda de 3%.

O comunicado à imprensa deve passar a impressão de que está dizendo alguma coisa nova. Haverá um novo arcabouço para as futuras discussões. O grupo prometeu um total de [X] bilhões de euros, a ser pago ao governo de [Y]. Isso significa que os bancos que emprestaram 4X euros a Y não irão à bancarrota. Por enquanto.

O problema enfrentado pela reunião de cúpula deveria ser óbvio. Dado que os grandes bancos fizeram empréstimos estúpidos — baseando-se em informações contábeis falsas fornecidas pelo último governo do país em questão —, ninguém sabe ao certo quais bancos possuem a classificação de crédito e o capital líquido suficiente para fazer os empréstimos prometidos à agência intereuropeia de resgate.

Toda a estrutura do sistema bancário está à beira do abismo. Se dois ou três bancos anunciarem que estão quebrados, como aconteceu recentemente com o MF Global e com o Dexia, haverá uma corrida em manada dos hedge funds para realocar seus fundos remanescentes para aqueles bancos que todos julgam ainda estarem saudáveis. Quais bancos seriam esses? Ninguém sabe. "Façam suas apostas. O guichê já vai fechar."

As reuniões anuais do G-20

O G-20 é uma organização especializada em soltar comunicados anuais à imprensa dizendo que as condições financeiras mundiais estão sempre melhores do que estavam quando da ocasião imediatamente anterior à última reunião. O último encontro agendado ocorreu na França, nos dias 14 e 15 de outubro. Houve uma reunião de emergência na semana passada.
Nunca é demais analisar o website oficial de qualquer organização do alto escalão da Nova Ordem Mundial. Tal tarefa requer uma tradução à parte, para desemaranhar todo aquele palavreado aparentemente inócuo.

O G-20 foi estabelecido em 1999, logo após a Crise Financeira Asiática de 1997, para reunir as principais economias desenvolvidas e emergentes em um esforço de estabilizar o mercado financeiro global. Desde sua criação, o G20 realiza encontros anuais entre ministros das finanças e presidentes de bancos centrais para discutir medidas de promoção da estabilidade financeira mundial e de desenvolvimento e crescimento econômico sustentável.

Tradução: O G-20 foi criado para lidar com a primeira grande ameaça aos planos da Nova Ordem Mundial de lançar o euro em 2000, medida essa que representa o primeiro passo para a criação de uma moeda gerenciável em nível mundial.

Para atacar a crise financeira e econômica que se alastrou por todo o globo em 2008, os membros do G-20 foram chamados a fortalecer ainda mais a cooperação internacional. Consequentemente, as reuniões de cúpula do G-20 ocorreram em Washington em 2008, em Londres e Pittsburgh em 2009, e em Toronto e Seul em 2010.

Tradução: o socorro à Ásia em 1998 manteve o sistema funcionando como deveria, principalmente porque os asiáticos estavam vivenciando um crescimento econômico. Isso tirou os bancos do buraco. Porém, em 2008, uma cepa diferente do vírus da "gripe asiática" contaminou o Ocidente. Isso vem exigindo encontros anuais para tentar manter contidos os eminentes sinais de um colapso.

As ações coordenadas e decisivas do G-20, com sua equilibrada participação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, ajudou o mundo a lidar de maneira eficaz com a crise financeira e econômica, de modo que o G-20 já apresentou um número de resultados concretos e significativos:
Tradução: quando uma reunião — da qual participam chefes de estado que entram e saem de seus respectivos cargos em formato de rodízio (no Japão, vários em apenas um ano) — diz solucionar os problemas financeiros mundiais em um encontro de fim-de-semana que ocorre apenas uma vez a cada ano, e do qual só se produz um comunicado à imprensa, pode estar certo de que há várias coisas ocorrendo por trás dos panos entre um encontro e outro.
Dentre as quais:
Primeiro, o escopo da regulamentação financeira tem sido enormemente ampliado, e a supervisão e regulamentação prudencial dos bancos tem sido intensificada. Houve também um enorme progresso na coordenação política graças à criação de um arcabouço que permite um crescimento robusto, sustentável e equilibrado, criado para aprimorar a cooperação macroeconômica entre os membros do G-20 e, por conseguinte, mitigar o impacto da crise.

Finalmente, a governança global tem sido dramaticamente aprimorada para levar em consideração com mais eficiência o papel e as necessidades de países em desenvolvimento, especialmente por meio de reformas ambiciosas da governança do FMI e do Banco Mundial.

Tradução: a automática solução keynesiana para todos os problemas é uma só: mais regulamentações. Em outros círculos, isso é conhecido como trancar a porta do estábulo após o cavalo já ter fugido.
O G-20 possui um arcabouço para um crescimento equilibrado, cuja oferta tem sido escassa desde 2008. O FMI, por sua vez, se endividou pesadamente para poder conceder empréstimos vultosos a ditadores do Terceiro Mundo, os quais utilizaram esse dinheiro para aditivar suas contas bancárias na Suíça.

Baseando-se nos resultados destes importantes progressos, o G-20 tem agora de se adaptar a um novo ambiente econômico. Ele deve comprovar ser capaz de coordenar as políticas econômicas das principais economias mundiais, de modo contínuo.

Tradução: o novo ambiente econômico é este: todo o sistema bancário de reservas fracionárias está se esfacelando, e será necessário um pouco mais do que meros comunicados à imprensa para mantê-lo operante. Por trás do pano, cada governante está tentando jogar as responsabilidades para os outros governantes. "Nossos bancos estão em piores condições do que os seus bancos!"

2011 será a ocasião para se aproveitar os recentes sucessos do G-20 e assegurar uma ativa continuação dos processos já iniciados. Será também o momento para abordar outras questões essenciais que são cruciais para a estabilidade global, como a reforma do sistema monetário internacional e a volatilidade dos preços das commodities.

Tradução: "Estamos penando para conseguir manter o sistema coeso em decorrência de inúmeras quebras. Isso é o máximo de sucesso que podemos apresentar no momento. Enquanto isso, os mercados estão tão voláteis que estão chamando a atenção para o fato de que a combinação de inflação e recessão está se tornando visivelmente perturbadora."

Realmente acreditamos que os principais desafios econômicos da atualidade requerem uma ação coletiva e ambiciosa, a qual o G-20 é capaz de impulsionar.
Tradução: não sei o que "capaz de impulsionar" significa. Desculpe.

Volatilidade revela instabilidade

As bolsas de valores este ano refletiram a presença de pessimismos relacionados (1) à iminente saída da Grécia da zona do euro, (2) à crescente probabilidade da Grécia dar um calote em suas dívidas baseadas em euro, (3) aos prejuízos de centenas de bilhões de euros sofridos pelos grandes bancos europeus, (4) à ameaça de quebras bancárias na Itália após o governo grego dar seu calote, (5) às trôpegas condições dos bancos portugueses e espanhóis, (6) à crescente probabilidade de uma recessão mundial em 2012, e (7) ao medo de um evento 'cisne preto' resultante de algum colapso à la Dexia.

As bolsas de valores também refletiram otimismos relacionados (1) ao poder relaxante dos comunicados à imprensa emitidos pelas reuniões de cúpula, (2) à esperança de que o banco central da China ainda continuará inflacionando sua moeda para poder comprar títulos lastreados em euro (com isso mantendo sua moeda desvalorizada e estimulando as exportações), (3) à esperança de que o Federal Reserve irá fazer algo novo que, de alguma maneira, irá reverter as coisas, (4) à esperança de que empresas com dinheiro em caixa irão anunciar programas de recompra de ações com o intuito de fazer com que as compras de opções sejam lucrativas para seus altos executivos.

As bolsas de valores hoje estão mais voláteis do que jamais estiveram em épocas recentes. Quem aplica em bolsa já sentiu: ninguém sabe o que está acontecendo. Para o cidadão comum, as coisas não estão melhorando. As girações das bolsas de valores são apenas ruídos. Ele está preocupado com seu emprego — e por uma boa razão.

Conclusão

Os Detentores do Poder estão enfrentando problemas que não desaparecerão. O núcleo do controle deles é o sistema bancário de reservas fracionárias e o mercado para títulos governamentais (dívida soberana). Ambos estão sob enorme pressão. Ambos estão mostrando sinais inéditos de vulnerabilidade.
As reuniões de cúpula do euro estão se transformando em reality shows.

Qual time será o dos Sobreviventes? Merkel-Sarkozy? Papandreou-Berlusconi?

Enquanto isso, a Estônia é a única nação no Ocidente que não está com problemas fiscais.
E há também a Islândia.
A Islândia, cujos bancos deram um calote de $85 bilhões em 2008, completou em agosto um programa de 33 meses do Fundo Monetário Internacional. O Fundo projeta que a economia da Islândia irá crescer mais do que a média da zona do euro neste ano e no ano seguinte. De acordo com o mercado de derivativos da dívida, é mais barato fazer seguro contra um calote islandês do que fazer hedge contra um evento qualquer no bloco monetário único europeu.

Islândia e Estônia nunca foram convidadas para as reuniões de cúpula europeias. Ambas não estão no G-20. Há uma lição aí.


IMB
Postado por Stenio Guilherme Vernasque da Silva

POR QUE DILMA TEME TANTO O PDT?

O PDT tem apenas 26 deputados federais. Isso é menos de 5% da Câmara Federal. Entre eles, no mínimo 10 gostariam de ver Carlos Lupi voar do Ministério do Trabalho. Dos mais coroados da legenda, desde um Miro Teixeira, passando por um Reguffe, chegando ao Brizola Neto, um notório puxa-saco de Dilma e do PT, que sonha em ocupar a pasta do demitido, baseado no sobrenome e na sua atuação na esgotosfera. No Senado, também não haverá problema.
Dos 5 senadores, ao que parece nenhum come pela mão de Lupi, sendo que três deles só terão que renovar mandato em 2019. Portanto, basta que Dilma negocie com as bancadas na Câmara e no Senado a indicação do substituto de Lupi e estará tudo resolvido.
O único problema é o tempo de TV do PDT em 2012 e 2014. Mas com corruptos é só acertar o preço, na hora certa. Por isso, considerando-se a matéria abaixo publicada hoje no Estadão (clique para ampliar e ler) deve haver algum outro motivo para que Dilma tema o PDT, de onde veio. Qual será?
coroneLeaks

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DIREITA VERSUS ESQUERDA


- Quando uma pessoa de direita não gosta de armas, não as compra.

- Quando uma pessoa de esquerda não gosta das armas, proíbe que você as possua.

- Quando uma pessoa de direita é vegetariana, não come carne.

- Quando uma pessoa de esquerda é vegetariana, faz campanha contra os produtos à base de proteínas animais.

- Quando uma pessoa de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.

- Quando uma pessoa de esquerda é homossexual, faz um movimento com alarde para que todos também se tornem homossexuais e os respeitem.

- Quando uma pessoa de direita é prejudicada no trabalho, reflete sobre a forma de sair dessa situação e age em conformidade.

- Quando uma pessoa de esquerda é prejudicada no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo e vai à Justiça do Trabalho pedir indenização por dano moral (e o pior: ganha!).

- Quando uma pessoa de direita não gosta de um debate transmitido pela televisão, desliga a televisão ou muda de canal.

- Quando uma pessoa de esquerda não gosta de um debate transmitido pela televisão, quer entrar na justiça contra os sacanas que dizem essas sandices. Se for o caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda.

- Quando uma pessoa de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga e nem à mesquita.

- Quando uma pessoa de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública, exceto para o Islã (com medo de retaliações provavelmente).

- Quando uma pessoa de direita, mesmo sem dinheiro disponível, tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e, a seguir, compra os medicamentos receitados.

- Quando uma pessoa de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à solidariedade nacional.

- Quando a economia vai mal, a pessoa de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.

- Quando a economia vai mal, a pessoa de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e punem o país.

Fonte : LIBERTATUM

QUEM SÃO E O QUE PENSAM OS JOVENS MILITANTES DE DIREITA


Eles são monarquistas, anticomunistas, contrários ao aborto e à homossexualidade, defensores do porte de arma - e alunos de mesma universidade, famosa pela sua militância de esquerda. Conheça a União Conservadora Cristã (UCC), o lado direitista da USP VIDA URBANA

POR IGOR RIBEIRO

Alto, magro, de olhos claros e cabelos cacheados, Arthur Pittarello poderia se orgulhar de sua juventude. Mas o estudante de ciências sociais da USP parece não ligar para a própria idade. “Aí você me pegou. Tenho 22 ou 23…”, diz. Sua hesitação é reveladora: Pittarello é um cara tradicional.
Monarquista e religioso, é presidente da União Conservadora Cristã (UCC). A entidade nasceu num ambiente naturalmente hostil: entre os estudantes da USP, famosos por sua histórica militância de esquerda.
Mais curioso é que ele sobreviva sem o apadrinhamento de nenhum partido político de centro ou de direita. Mesmo assim, cerca de 20 jovens como ­Pittarello (23 anos confirmados) integram o UCC.

A entidade surgiu há dois anos para disputar o Diretório Central dos Estudantes da USP. Conseguiu o apoio de 217 pessoas e ficou em sexto lugar.
Sem chance de vencer, a chapa chamou a atenção. Em maio, voltou a ser notícia ao participar da Contra-­Marcha da Maconha, questionando os argumentos pró-legalização da droga. O episódio rendeu à UCC a pecha de extremadireita, prontamente recusada.

Por saber que defendem ideias controvertidas no âmbito acadêmico, seus integrantes costumam ser avessos à exposição. Relutaram em falar com a reportagem de Época SÃO PAULO.
Alguns não quiseram fornecer seus nomes reais e apenas um quis mostrar o rosto: o rapaz em primeiro plano na foto à direita, Saulo Mega ­Soares, de 21 anos. “Eu era trotskista quando cheguei à faculdade”, diz ele, hoje no quarto ano de Direito.
“Estudei e debati muito até perceber que a filosofia marxista é equivocada. O século XX foi a completa negação de tudo o que Marx previu.” Além de ser articulado e denotar erudição, Soares joga futebol e vai à academia. “Além da leitura, gosto muito da atividade física.”

Cada um tem suas razões para estar na entidade. Catarina (nome fictício), de 20 anos, cresceu numa família católica do interior paulista. Tímida, retraída e claudicante nas palavras, ela diz que sempre cultivou um sentimento anticomunista.
“A busca pela verdade é o que me move”, afirma ela, que também estuda na faculdade do Largo São Francisco. Seu colega, Pedro Henrique Barreto, de 21 anos, entrou em depressão ao procurar respostas sobre a questão do aborto – diz que a reflexão político-religiosa o salvou.
“Somos movidos pela castidade. Deus nos mandou ser assim”, diz o estudante, que namora uma conservadora como ele. Sexo, só depois do casamento.
Barreto gosta de jazz, música clássica e do filme Cidadão Kane, o clássico de Orson Welles. Catarina prefere rock, como AC/DC e Titãs. Um de seus filmes preferidos é Tropa de elite, o mesmo de Soares, que ouve Skank e Jota Quest.

De gostos diferentes, se irmanam na ideologia. São todos monarquistas, reprovam o aborto e a homossexualidade – e defendem o porte de arma. Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, eles preenchem uma lacuna real na militância universitária.
“Os grupos de esquerda atuais não defendem mais objetivos ideológicos, como justiça social”, diz o professor de ética e filosofia política da USP. Isso favoreceria a defesa de causas opostas.
“Acho saudável que exista alguma reação como a UCC”, diz o filósofo Olavo de Carvalho. Espécie de guru do conservadorismo brasileiro, ele lamenta a ausência de oposição ao que chama de “hegemonia da esquerda”.
Mas acha que a militância jovem não terá força fora das universidades. “Politicamente, não vai dar em nada”, diz. Segundo Carvalho, figuras como o falecido doutor Enéas Carneiro e o deputado Jair Bolsonaro são expoentes “patológicos e excêntricos”. Para ele, não existe uma direita intelectualmente respeitável no Brasil.

Pittarello concorda: “A situação política de hoje não dá espaço a um conservador. Não temos um projeto de poder”. É nesse vazio que a UCC se mobiliza para estudar, discutir e promover eventos sobre os temas que defende, seja na USP, seja na Unicamp, onde também conta com adeptos. “Não vamos nos reduzir à mera divulgação política”, diz Barreto. “A gente também quer estudar, quer saber, quer aprender.”

AS BASES DE UM CONSERVADOR

O filósofo Olavo de Carvalho elaborou a lista ao lado para ajudar a diferenciar conservadores de revolucionários

TRADIÇÃO

O conservador preza a experiência passada como forma de pensar o presente, em contra-ponto ao revolucionário, que entende o presente com base num futuro hipotético

PROVIDÊNCIA

O povo não deve sofrer os efeitos das escolhas de gerações anteriores. Os políticos têm o direito de experimentar e aprender com a experiência, mas não o de testar práticas ­arriscadas de longo prazo

REFORMA

Governos não têm o direito de fazer algo que os seguintes não possam desfazer. Ne­nhuma ordem social do passado foi tão ruim a ponto de bloquear a mera possibilidade de uma nova ordem

DEMOCRACIA

A revogabilidade das medidas de governo é um princípio democrático essencial, mas propostas revolucionárias tendem a concentrar o poder e a excluir para sempre as propostas alternativas

EQUILÍBRIO

A mentalidade revolucionária não é um traço permanente da natureza humana e deve ser erradicada como condição essencial para a sobrevivência da liberdade no mundo.

IGOR RIBEIRO, Época

PAÍSES AFRICANOS ANTI-HOMOSSEXUALIDADE


“Que eles cortem toda assistência”: países africanos se revoltam contra ameaça da Inglaterra de cortar assistência por causa da homossexualidade.
Peter Baklinski

África, 8 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — O presidente de Gana está liderando a investida enquanto vários países africanos estão assumindo posturas contra a ameaça da Inglaterra para que eles legalizem os atos homossexuais ou sejam excluídos de receber assistência financeira.
John Evans Atta Mills, presidente de Gana
“Eu, como presidente desta nação, nunca iniciarei nem apoiarei tentativa alguma de legalizar a homossexualidade em Gana”, disse o presidente John Evans Atta Mills numa declaração oficial para o governo da Inglaterra sob o primeiro-ministro David Cameron na quarta-feira passada.
Na Reunião de Chefes de Governo da Comunidade Britânica de Nações em Perth, Austrália no final de outubro, na qual o primeiro-ministro Cameron esteve presente, a questão da homossexualidade nos países em desenvolvimento foi levantada num relatório interno que recomendava que todos os países da Comunidade eliminassem as leis que proibiam a atividade homossexual, conforme disse uma reportagem da BBC.
Cameron, falando no programa de televisão The Andrew Marr Show em Perth durante sua estada na Austrália, disse: “A assistência britânica deveria ter mais obrigações específicas”.
“A Inglaterra é agora uma das nações que mais dão assistência no mundo. Queremos ver os países que recebem nossa assistência respeitando direitos humanos específicos, e isso inclui o modo como as pessoas tratam os indivíduos gays e lésbicos”, continuou Cameron.
“Estamos dizendo que esta é uma das coisas que determinarão nossa política de assistência”, disse ele, acrescentando que “esses países [africanos] estão todos num percurso [para superar a discriminação] e cabe a nós ajudá-los ao longo desse percurso”.
Entretanto, o presidente Mills respondeu rapidamente que a Inglaterra não tem o direito de decretar ou anular os valores culturais e morais de Gana.
“Ninguém pode negar ao primeiro-ministro Cameron seu direito de fazer políticas, adotar iniciativas ou fazer declarações que reflitam as normas e ideais de sua sociedade. Mas, ele não tem o direito de dirigir outras nações soberanas quanto ao que devem fazer, principalmente em áreas em que as normas e ideais de suas sociedades são diferentes das normas e ideais que existem na sociedade do primeiro-ministro Cameron”.
“Embora agradeçamos toda a assistência financeira e toda a ajuda que nos foi dada por nossos parceiros de desenvolvimento, não aceitaremos nenhuma assistência que venha acompanhada de ‘imposição de condições’ se essa ajuda não beneficiar nossos interesses, ou se a implementação — ou a utilização — dessa ajuda com condições impostas particularmente piorasse nossa difícil situação como nação, ou destruísse a própria sociedade onde queremos usar o dinheiro para trazer melhorias”.
Malaui
Antes das declarações de Mills, Patricia Kaliati, porta-voz do governo de Malaui, disse que era “deplorável” que a Inglaterra estivesse considerando “condições pró-homossexualismo” para dar assistência, acrescentando que os atos homossexuais são ilegais em Malaui. Ela comentou que tais leis são um legado do governo britânico, conforme disse reportagem do jornal Nyasa Times.
Uganda
Igualmente em 31 de outubro, John Nagenda, conselheiro presidencial de Uganda, fez uma declaração forte para a BBC, dizendo que os ugandenses estavam “cansados desses sermões” e não deveriam ser tratados “como crianças”, acrescentando que a “mentalidade de truculência” de Cameron é “muito errada”.
“Uganda, se você recorda, é um Estado soberano e estamos cansados de pessoas que nos passam esses sermões”.
“Se eles querem levar seu dinheiro, que assim seja”, concluiu ele.
Tanzânia
Depois das declarações de Mill, a Tanzânia se adicionou à crescente lista de países africanos que estão dizendo que não farão concessões com seus valores culturais e morais, ainda que isso signifique perder o apoio financeiro da Inglaterra.
“A Tanzânia jamais aceitará a proposta de Cameron porque temos nossos próprios valores morais. A homossexualidade não é parte da nossa cultura e jamais a legalizaremos”, disse Bernard Membe, ministro das relações exteriores, de acordo com o jornal Guardian da Tanzânia.
“A Tanzânia está pronta para terminar suas relações diplomáticas com a Inglaterra se o governo inglês impuser condições na assistência que dá para pressionar em favor da aceitação de leis que reconhecem a homossexualidade”.
“Somos guiados por nossa tradição. Temos famílias compostas por uma mãe, um pai e filhos. O que Cameron está fazendo pode levar ao colapso da Comunidade Britânica de Nações”.
Zanzibar
Zanzibar, o arquipélago semiautônomo da Tanzânia, também se manifestou publicamente contra a assistência britânica acompanhada de condições impostas.
“Temos uma forte cultura zanzibar e islâmica que detesta as atividades gays e lésbicas, e para qualquer um que nos disser que a assistência de desenvolvimento está ligada à aceitação da homossexualidade, vamos dizer ‘não”, disse Ali Mohamed Shein, presidente do Zanzibar, para jornalistas na última sexta-feira.
“Não podemos fazer concessões desonrosas com relação à nossa cultura profundamente enraizada nem permitir algo que é completamente contra nossa religião. Que eles cortem sua assistência [para nós]”.
Os atos homossexuais são ilegais, em maior ou menor grau, em 40 dos 53 países africanos, de acordo com um levantamento feito pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas.

Julio Severo

A MORTE DO REPÓRTER DA BAND

Quem matou o repórter da Band Gelson Domingos foi a Portaria nº 18, de 19/12/2006, do Ministério da Defesa

Não, não foi um tiro de fuzil que matou o repórter da Band. Quem matou Gelson Domingos foi a Portaria n° 18, de 19/12/2006, do Ministério da Defesa.
Peguem as gravações da notícia da morte dele, ouçam de novo. Observem que, sempre que a notícia diz que ele estava usando um colete à prova de balas, a notícia diz que ele “estava usando um colete à prova de balas de uso permitido“.
Agora vamos ler as entrelinhas do que está sendo dito para o povo.
Sabem o que significa isso que a mídia desarmamentista está noticiando? Que existem coletes à prova de bala de uso restrito.
Não por coincidência, os coletes à prova de balas de uso permitido agüentam um tiro de pistola mas não resistem a um tiro de fuzil.
Já os coletes à prova de balas de uso restrito agüentam com facilidade um tiro de pistola e também resistem a um tiro de fuzil.

E por que existem coletes à prova de balas de uso permitido e coletes à prova de balas de uso restrito?
Simples: porque o Estado brasileiro não quer que os cidadãos brasileiros possam se defender dos tiros que pela legislação só as Forças Armadas brasileiras podem desferir.

Interessante, não é?
O Estado brasileiro não se contenta em desarmar os cidadãos honestos, ele também exige que os cidadãos honestos permaneçam indefesos ao poder de fogo que ele resguarda legalmente apenas para si. Noutras palavras, o Estado brasileiro reserva para si o direito ser o único ente capaz de matar seus cidadãos honestos com facilidade. O único furo neste raciocínio é que os bandidos não acham uma boa idéia que só o Estado possa matar os cidadãos honestos, eles querem poder fazer o mesmo e por isso usam cada vez mais armas de uso “restrito”.
Vejamos o que diz a Portaria n° 18 do Ministério da Defesa:

Art. 2o Coletes à prova de balas são produtos controlados pelo Exército, relacionados sob os números de ordem 1090 e 1100 e incluídos na Categoria de Controle no “3” e “5”, respectivamente.
Art. 3o Os coletes à prova de balas são testados e classificados quanto ao nível de proteção segundo a Norma “NIJ” Standard 0101.04, do Instituto Nacional de Justiça dos Estados Unidos da América.
Art. 4o Os coletes à prova de balas são classificados quanto ao grau de restrição, conforme art. 18 do Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105), em:
I – uso permitido: os coletes à prova de balas que possuem níveis de proteção I, II-A, II e III-A; e
II – uso restrito: os coletes à prova de balas que possuem níveis de proteção III e IV.

Eis a classificação segundo a norma NIJ Standart 0101.04 acima citada:

Type I (22 LR; 380 ACP)
Type IIA (9 mm; 40 S&W)
Type II (9 mm; 357 Magnum)
Type IIIA (High Velocity 9 mm; 44 Magnum)
Type III (Rifles)
Type IV (Armor Piercing Rifle)

Ou seja, para mim, para você e para o cidadão honesto em geral, o Estado brasileiro diz com todas as letras o seguinte: “vocês cidadãos honestos só podem se defender de tiros de pistolas; vocês cidadãos honestos não tem o direito de se defender dos tiros que só as Forças Armadas brasileiras podem disparar“.
O repórter da Band Gelson Domingos não era agente do Estado brasileiro, portanto não tinha o direito de defender sua vida de um tiro de fuzil. E, por não ter o direito de defender sua vida usando um colete à prova de balas com a proteção adequada para resistir a um tiro de fuzil, foi morto por cumprir a lei.
Esse é o país em que vivemos.

Wilton Valadas Júnior
Fonte : Vindo dos Pampas

domingo, 13 de novembro de 2011

A USP E A FOLHA

Artigos - Cultura

O jovem radical ególatra, presunçoso e insolente, a quem todos os crimes são permitidos sob pretextos cada vez mais charmosos, tornou-se o modelo e juiz da conduta humana, a autoridade moral suprema a quem o próprio consenso da mídia e do establishment não ousa contrariar.

Nos anos 1930-1940, quando a USP ainda estava se constituindo administrativamente e o espírito dessa comunidade se condensava na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, a luta dos estudantes contra a ditadura getulista expressa o anseio de uma ordem constitucional democrática, como viria a ser proposta consensualmente em 1945 pelas duas alas da UDN, o conservadorismo cristão e a esquerda democrática.

O suicídio de Getulio Vargas e o recrudescimento espetacular do getulismo na década seguinte afetam profundamente a mentalidade uspiana, que, num giro de 180 graus, adere ao discurso nacional-progressista, em que a ênfase já não cai no culto das liberdades democráticas, mas nos programas sociais nominalmente destinados a erradicar a pobreza, ainda que ao custo do intervencionismo estatal crescente.

Surge nessa época o mito da "camada mais esclarecida da população", que, se conferia aos estudantes o estatuto de guias iluminados da massa ignara, ao menos lhes infundia algum senso de gratidão e de responsabilidade.

Nos anos 1960, o nacional-progressismo uspiano transmuta-se em marxismo explícito, com a adesão maciça do estudantado à revolução continental orquestrada em Cuba.

As correntes liberais e democráticas desaparecem, só restando, como simulacro de pluralismo, as divisões internas do movimento comunista: stalinistas, trotskistas, maoístas etc.

Nas duas décadas seguintes, a esquerda internacional, sob a inspiração da "New Left" americana (herdeira da Escola de Frankfurt), vai abandonando as formulações marxistas dogmáticas para ampliar a base social do movimento, absorvendo como forças revolucionárias todas as insatisfações subjetivas de ordem racial, familiar, sexual etc., muitas das quais a alta hierarquia comunista condenava como irracionalistas e pequeno-burguesas.

Ao mesmo tempo, no Brasil, a derrota das guerrilhas abre caminho à adoção da estratégia gramsciana, que integra como instrumentos de guerra cultural o "sex lib", a apologia das drogas e a legitimação da criminalidade como expressão do "grito dos oprimidos".

O fracasso do modelo soviético acentua ainda a flexibilização do movimento revolucionário, com o abandono da hierarquia vertical e a adoção do modelo organizacional em "redes".

Bilionários globalistas passam a patrocinar movimentos esquerdistas por toda parte, de modo que rapidamente o discurso agora chamado "politicamente correto" se erige em opinião dominante, inibindo e marginalizando toda oposição conservadora ou religiosa, que se refugia em grupos minoritários cada vez mais desnorteados ou entre as camadas sociais mais pobres, desprovidas de canais de expressão.

Os efeitos desse processo na alma uspiana foram profundos e avassaladores: consagrados como representantes máximos do novo ethos global, os estudantes já não têm satisfações a prestar senão a seus próprios impulsos e desejos.

O jovem radical ególatra, presunçoso e insolente, a quem todos os crimes são permitidos sob pretextos cada vez mais charmosos, tornou-se o modelo e juiz da conduta humana, a autoridade moral suprema a quem o próprio consenso da mídia e do establishment não ousa contrariar de frente, sob pena de se autocondenar como reacionário, fascista, assassino de gays, negros e mulheres etc. etc. etc.

Há quem reclame dos "excessos" cometidos por aqueles jovens, mas a expressão mesma denota a queixa puramente quantitativa, a timidez mortal de contestar na base uma ideologia de fundo que é, em essência, a mesma de deputados e senadores, professores e reitores, ministros de Estado e empresários de mídia -a ideologia de todo o establishment, de todas as pessoas chiques.

A ideologia, em suma, da própria Folha de S.Paulo.

Publicado na Folha de São Paulo.

Escrito por Olavo de Carvalho, 13 Novembro 2011

O CASO INVASÃO DA REITORIA DA USP

Balanço da invasão da Reitoria da USP: a PM continua no campus, mas os panetones dos funcionários sumiram

Está certo que os invasores disfarçados de alunos que depredaram a Reitoria da USP não são muito fãs do capitalismo, mas começar a revolução socialista justamente pelos panetones dos funcionários é covardia. É isso mesmo: os panetones guardados na Reitoria desapareceram durante a invasão. Outros tiveram pendrives e até um “cobertor” roubados. Mas quem será que pode ter sido, hein? Lenin?

Bem, se a investigação a respeito do sumiço de produtos e de objetos pessoais dos proletários (queremos dizer, funcionários) durante a invasão dos burgueses (queremos dizer, revolucionários) “alunos” da USP seguir o ritmo habitual da justiça no Brasil, ninguém jamais será responsabilizado pelos panetones. Afinal, é difícil deixar recibo de furto no local do crime. São “suspeitas”, nada além. Melhor deixar para lá (http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,fflch-faz-mocao-por-furto-de-objetos-de-funcionarios-em-invasao,797587,0.htm).

CLICAR SOBRE A IMAGEM

Seria interessante, entretanto, que em alguma das próximas invasões levadas a cabo por “movimentos sociais” (na verdade, grupelhos de extrema esquerda) compostos por universitários, sindicalistas, sem-tetos, sem-terras, sem-empregos, etc., os responsáveis por tais ações cívicas e altamente democráticas deixassem os lugares invadidos mais providos de riqueza, mais limpos, e não depenados e vandalizados, como tem sido regra (por que será que, sempre que um grupo de sem-teto deixa um prédio invadido, por exemplo, por estar supostamente abandonado, o local está em condições ainda piores do que quando eles chegaram?).

Ou pelo menos que não roubem a sobremesa dos trabalhadores do lugar.

Mídia@Mais

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR...

“Eu quero ser o primeiro paciente
dessa UPA aqui”.




O presidente Lula, em inauguração de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, elogiou as instalações e disse que queria ficar doente para receber atendimento no local.


Por que o Presidente não foi atendido na UPA???

POLÍTIDOS PROFISSIONAIS BANDIDOS

Vivemos uma farsa de democracia em que as raízes da discordância e dos protestos são podadas pelo assistencialismo aos ignorantes e o suborno dos canalhas esclarecidos.


Como livrar nossos filhos e suas famílias do caminho da prostituição moral ou física pela influência das cartilhas do petismo que estão sendo distribuídas por toda a sociedade a partir das escolas e universidades públicas?

Durante a Fraude da Abertura Democrática nossa sociedade foi gradualmente dominada pela classe dos políticos profissionais que fazem de uma carreira para servir a quem os elege e que paga seus absurdos salários e mordomias, um projeto de poder desonesto, visando, em sua maioria, a prática do ilícito moral e financeiro que tem feito milionários sem parar - os corruptos e seus cúmplices.

De estelionato em estelionato nos pleitos eleitorais, uma classe cada vez maior de corruptos, subornadores, subornados, prevaricadores e seus assemelhados, foram se afirmando como vereadores, deputados, senadores e presidentes da República, com uma sólida base de apoio nas relações públicas e privadas corrupto-corporativistas, para que as oligarquias e as burguesias de ladrões fizessem do poder público um covil de bandidos, e a política se transformasse em um instrumento do processo de absurda degeneração moral da sociedade.

Esse projeto criminoso e genocida assumiu contornos mais nítidos, de um caminho talvez sem volta, durante a Fraude da Abertura Democrática em que milhares de ratos da corrupção deixassem os porões mais escondidos em que estavam durante o Regime Militar e viessem à luz do dia iniciar um lento, mas persistente processo de destruição do país, através de suas infiltrações no meio jornalístico, acadêmico, estudantil e no meio artístico.

Infelizmente o DNA da formação social do país, desde o seu descobrimento, tem feito prevalecer o imoral, o aético, a leviandade, a mentira, a falsidade e todos os correlatos da canalhice dos esclarecidos, desgastando durante toda a nossa história o esforço e as tentativas feitas por poucos para evitar que o país chegasse ao ponto de se tornar um Paraíso de Patifes.

Após transformarem o poder público em um covil de bandidos a canalha da corrupção, simultaneamente, tratou de unir os podres Poderes da República com o Poder Executivo no comando direto ou indireto de gangues, que através da prostituição da política transformaram a capital do país em um bunker de bandidos da corrupção, que irradia sem controle suas teias de influência degenerativa das relações públicas e privadas pelo resto do país.

Vivemos uma farsa de democracia em que as raízes da discordância e dos protestos são podadas pelo assistencialismo aos ignorantes e o suborno dos canalhas esclarecidos.

Temos liberdade, menos a de lutar nas ruas, de maneira dura e organizada, para que o poder público não continue sendo um preferencial empregador – temporário ou efetivo – dos maiores canalhas que se tem notícia na história do país, um verdadeiro covil de bandidos próximo de garantir a impunidade da gangue dos quarenta e um, os bandidos que fizeram da casa do povo – o Congresso Nacional – um refém e aliado dos pulhas da política profissional que toma conta do país, e que recebem ordens de centenas de “disfarçados” emissários do Poder Executivo.

Estamos reféns dessa gente sórdida que continua humilhando as Forças Armadas – com o suborno moral ou financeiro já pautando inexplicáveis e inaceitáveis posturas de comandantes – e transformando a Justiça do país, principalmente através de seus Tribunais Superiores, em um instrumento de absurda impunidade dos que controlam ou trabalham para o covil de bandidos em que foi transformado o poder público.

Temos somente uma saída: a união patriótica de militares e civis com as bandas boas da polícia civil, militar e federal, para reverter a procriação dos filhotes do comuno sindicalismo corrupto que nos legou essa corruptocracia fascista civil que bate já às nossas portas, destruindo nossos sonhos de vivermos em um país decente, com um poder público que não seja mais um covil de bandidos, mas sim de homens e mulheres que cumpram com honestidade, ética e dignidade seus verdadeiros objetivos perante a sociedade que os sustentam.

As forças policiais e militares que estão invadindo guetos e favelas, prendendo ou matando as vítimas de uma sociedade feita covarde, corrupta e sem vergonha pela Fraude da Abertura Democrática, deveriam cercar Brasília para prender ou matar os verdadeiros bandidos, políticos profissionais e seus cúmplices, todos responsáveis diretos por milhares de mortes durante a Fraude da Abertura Democrática que ainda persiste.

O serviço sujo do petismo está quase completo a partir do fato de que as antigas caras-pintadas, que fingiam lutar contra a corrupção, hoje querem fazer dos campos universitários centros de livre consumo de drogas, além de palco para a prostituição de valores em todos os sentidos.

Com uma Justiça que garante a impunidade dos corruptos e seus cúmplices, sem promover o cerco a Brasília talvez não tenha nada mais a ser feito, além do que esperar o resultado final da invasão dos bárbaros do PT, e depois reconstruir, dos escombros de um sórdido e genocida projeto de poder, nossos sonhos de liberdade, justiça social e de uma verdadeira democracia.

Por Geraldo Almendra

O COCALEIRO EVO MORALES, AMIGO DE LULA: A LEGALIZAÇÃO DO CRIME

Nova lei da nacionalização visa regularizar 128 mil veículos que circulam sem documentos na Bolívia. Boa parte, carros roubados no Brasil

O taxista boliviano Juan Pedro de Jesus ao lado de seu Uno, roubado no Brasil: ele reclama que corre o risco de perder o carro (Aiuri Rebello)

Quando descobriu que suas duas vans Mercedez-Benz Splinter tinham sido furtadas da garagem da casa onde mora, em Corumbá (MS), o empresário Vilson de Souza Vilalva deduziu imediatamente que os veículos já estavam do outro lado da fronteira com a Bolívia. Depois de relatar o caso às autoridades bolivianas e contratar quatro policiais do país vizinho para acompanhá-lo na expedição – arcando com os custos de alimentação, combustível e hospedagem de todos durante a jornada – Vilalva encontrou os carros, pagou 12 000 reais por cada um e os levou de volta para o Brasil.

Foi para coibir casos como esse e, principalmente, para aumentar a arrecadação de impostos, que o presidente boliviano Evo Morales lançou, em junho deste ano, um controverso projeto de nacionalização dos veículos estrangeiros que circulam pela Bolívia sem documentos ou com a documentação irregular. O prazo para a legalização dos automóveis venceu na última segunda-feira, dia 7, quando havia 128.000 veículos inscritos no programa (o governo esperava 10.000). Desses, pelo menos 4.000 são brasileiros, a grande maioria roubado. Segundo a Polícia Federal, o número pode muito maior: até agosto, a PF havia analisado as informações referentes a apenas 30.000 veículos da lista. Faltavam 98.000.

Na sua maioria, os carros brasileiros circulam nas regiões de Puerto Quijarro, Puerto Suarez e Arroyo Concepción, cidades que fazem parte da principal fronteira boliviana com o Brasil, na região de Corumbá. A cidade, no meio do Pantanal, é a porta de entrada dos veículos brasileiros roubados que são vendidos no país vizinho.

“Um carro brasileiro na Bolívia, novo ou usado, vale menos da metade do que no Brasil”, explica o delegado Alexandre do Nascimento, titular da Polícia Federal em Corumbá. “Então, a quem interessa vender um veículo do lado de lá da fronteira? Só a um ladrão ou a alguém que esteja dando um golpe na seguradora, o que também é bastante comum”. Muitas vezes, os veículos são utilizados como moeda de troca na aquisição de drogas por traficantes.

O baixo preço dos carros na Bolívia se deve ao fato de o país não ter montadoras. Toda a frota que circula por lá é importada e os impostos sobre veículos automotores sempre foram pequenos. O governo de La Paz – ao contrário do governo do Brasil e da Argentina, por exemplo – permite a importação de carros velhos e usados, que chegam principalmente do Japão, da Coréia do Sul e da China. Como em seus países de origem esses veículos valem muito pouco, chegam à Bolívia a preços irrisórios depois de entrarem no continente pelos portos chilenos.

Tentativa de moralização - O governo boliviano sempre teve pouquíssimo controle sobre a frota do país. A nacionalização tenta corrigir essa situação. Até este ano, cada prefeitura tinha o poder de conceder placas municipais para os veículos, bastava que o cidadão apresentasse um documento qualquer de compra e venda, preenchesse alguns formulários, levasse o carro para inspeção, pagasse uma taxa e pronto, o carro estava emplacado. A única condição era a de que o veículo não circulasse fora da província (o equivalente a estado no Brasil) onde estava registrado. Com a nova lei, os municípios ficam proibidos de fazer o emplacamento. O governo federal, que já fazia esse tipo de trabalho para veículos que fossem rodar por todo o país – e para os que entravam na Bolívia legalmente – passa a centralizar as informações e a controlar a arrecadação dos impostos.

Aparentemente, a medida é benéfica para o Brasil. O governo boliviano anunciou a criação de um banco de dados com informações enviadas pelas polícias dos países vizinhos e garantiu que só vai nacionalizar carros que não tenham problemas na Justiça. Teoricamente, a Bolívia promete devolver todos os carros roubados. Na prática, existem quase 200 carros brasileiros roubados, apreendidos durante a nacionalização, estacionados num pátio próximo à fronteira com Corumbá. Apenas um foi devolvido ao Brasil.

“Não adianta criar uma lei nova se não houver fiscalização”, diz o delegado Gustavo Vieira, titular da delegacia de Polícia Civil em Corumbá. “Temos que esperar para ver se muda alguma coisa. Se tomarmos o montante de carros brasileiros irregulares que rodam por lá e o que já foi devolvido até agora, não adianta ficar muito animado”.

Não existe controle nos postos fronteiriços para fiscalizar a passagem de veículos entre o Brasil e a Bolívia por Corumbá. Basta pagar 1 real de pedágio e cruzar a fronteira. A pé, a passagem é gratuita. Além disso, inúmeras estradas vicinais de terra ligam os dois países. Do lado de lá da fronteira, é comum ver carros brasileiros – com placas do Brasil, dos municípios bolivianos, ou mesmo sem placa nenhuma – circulando livremente.

Convivência difícil - O advogado Marcio Toufic Baruki, radicado em Corumbá desde os anos 1970, já perdeu a conta do número de clientes que o procuraram em busca de ajuda para recuperar os veículos do outro lado da fronteira. A fórmula do sucesso é semelhante a usada por Vilson de Souza Vilalva. “Na Bolívia, ou você paga propina ou não tem acordo, não interessa qual o assunto ou problema”, afirma o advogado. Há quatro anos, ele viveu na pele a experiência.

“Comecei a rastrear o carro com a ajuda da polícia”, conta. “Quando encontrei, entrei na Justiça para consegui-lo de volta. Foi o primeiro carro roubado no Brasil devolvido pela Bolívia legalmente, via ordem judicial, antes da nacionalização”, comemora o advogado, antes de contar que, paralelamente, foi obrigado a distribuir propinas para todo mundo, do promotor ao juiz responsável pelo caso.

“Nós não temos culpa” - Do lado de lá da fronteira, os bolivianos estão indignados. Os comitês cívicos de Puerto Quijarro, Puerto Suarez e Arroyo Concepcíon chegaram a fechar a fronteira com o Brasil duas vezes – uma por mais de 12 horas – em protesto contra a medida. “Nós não temos culpa se alguém rouba um carro no Brasil e vende aqui”, argumenta José Luís Santander, presidente do Comitê Cívico de Puerto Suarez. Na Lei boliviana, não existe a figura do receptador de mercadoria roubada. Assim, quem compra algo roubado não está cometendo crime. Os bolivianos protestam principalmente contra o valor dos impostos pagos para conseguir a nacionalização.

“Um Toyota Corolla 1998, por exemplo, que na Bolívia custa 2 000 dólares, tem que pagar 3 200 dólares para ser nacionalizado”, explica Santander. “O emplacamento do mesmo carro no município custava cerca de 300 dólares. A diferença é muito grande e a maioria das pessoas não tem condições de pagar isso”.

Outro ponto que revolta os bolivianos é a apreensão dos carros roubados. “Várias pessoas compraram carros brasileiros e regularizaram os veículos nas prefeituras, com placa e tudo”, afirma Santander. “Ninguém disse que o carro tinha problemas. Agora, chegam no posto de nacionalização e o carro é apreendido porque foi roubado em outro país. Que culpa temos se antes estes carros era considerados legais?”.

O taxista boliviano Juan Pedro de Jesus, de 48 anos, reclama que vai perder seu carro brasileiro, um Uno Mile 2002 branco, por causa da nacionalização. “Até sabia que o carro era roubado quando comprei, mas isso não era problema para rodar por aqui”, justifica. “Se eu levar meu Uno no posto de nacionalização, ele vai ser apreendido. Se não levar, vai ser apreendido na rua pela polícia”. Daquele lado da fronteira, os comitês cívicos prometeram novos protestos e ameaçam incendiar os veículos apreendidos.

Desde 1993, a Bolívia decretou oito anistias similares, que também tinham o objetivo de apreender os carros estrangeiros flagrados com documentação irregular ou sem placas. Nenhuma deu certo. Por enquanto, os bolivianos podem continuar sossegados. Pelo menos nesta primeira semana em que vigorou plenamente, nenhum veículo que circulou ilegalmente na região da fronteira entre os dois países foi autuado com base na mais nova versão da lei da nacionalização.

Aiuri Rebello - VEJA

BANDIDAÇO

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Dirceuzinho Beira-Mar. ( blog do Coturno Noturno)
Não é de surpreender que José Dirceu tenha saído do Naoum, juntado a petezada e garantido o aval do governo e do partido para bancar as falcatruas de Agnelo Queiroz, governador petista do DF. De quebra, ainda botou um amigo a mandar no dinheiro, indicando o diretor do Banco de Brasília. José Dirceu jamais deixou de ser o chefe da "sofisticada organização criminosa", conforme está na denúncia pública feita por um Procurador Geral da República. Fernandinho Beira-Mar é, no ramo do tráfico de drogas e do crime organizado, o espelho de José Dirceu na política. Está lá, preso em instalação de segurança máxima, mas continua comandando toda a quadrilha. É assim que funciona no governo e no PT, conduzidos pela mão de ferro de um clandestino sem mandato e com um processo enorme de corrupção nas costas. Portanto, não se surpreendam com nada: ele é o Dirceuzinho Beira-Mar no jogo da corrupção na política.

O CAPO

O chefe da quadrilha do governo Lula, critica o combate moralista contra a corrupção


Dirceu critica 'luta moralista contra corrupção'

Ele foi homenageado em congresso da Juventude do PT com uma camiseta em que aparece sua imagem e a palavra 'inocente'

Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

Discursando para uma plateia de centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e réu no processo do mensalão José Dirceu criticou o que chamou de "luta moralista contra a corrupção". Ele foi homenageado pelos organizadores com uma camiseta em que aparece sua imagem, a frase "contra o golpe das elites" e a palavra "inocente". O julgamento do processo do mensalão pode acontecer no próximo ano.

Veja também - Presidente do PT sai em defesa de Lupi e Agnelo

Para criticar os movimentos que tem cobrado combate à corrupção, o ex-ministro afirmou que ações semelhantes levaram às eleições de Jânio Quadros e Fernando Collor para a presidência da República. "Nossa luta tem que remontar o passado. Nas duas vezes em que houve lutas moralistas contra a corrupção deu no Jânio e no Collor, um renunciou e o outro sofreu impeachment".

Para ele, a intenção das denúncias é somente atacar o governo. "Nesse momento o que pretende construir é isso, a pretexto de combater a corrupção". Na visão de Dirceu, a pressão que é feita sobre os ministros não é a mesma em relação a escândalos em São Paulo, onde o PSDB está a frente da administração. "Quando dizem que tem de responsabilizar o ministro e o partido por problemas no ministério, então tem que se responsabilizar o PSDB, o Geraldo Alckmin e o José Serra pelo escândalo das emendas em São Paulo".

Logo no início de sua exposição, de cerca de 30 minutos, Dirceu falou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em tratamento de um câncer na laringe. "Vamos enviar energia e força para o companheiro Lula para que ele saiba que estamos ao lado dele e ele está conosco".

O ex-ministro valorizou as ações do governo Dilma Rousseff como a aprovação da Comissão da Verdade e do fim do sigilo eterno de documentos, mas destacou que é preciso avançar nas áreas de transporte público, cultura e educação. "Enquanto professores e professoras ganharem R$ 1,2 mil de salário, alguma coisa está muito errada no Brasil". Segundo ele, as eleições ganhas pelo PT foram "sem o apoio das elites e dos meios de comunicação". Afirmou que cabe ao PT discutir a regulamentação da mídia e as reformas políticas e tributárias. Disse ainda que os que reclamam da política de alianças do governo precisam trabalhar para fortalecer os partidos de esquerda no país.

Já no fim de sua fala, Dirceu fez questão de mencionar o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, que deixou a função em meio a denúncias de desvios de recursos na pasta. Enviou uma mensagem de "ânimo, força e afeto" ao ex-ministro que, na visão de Dirceu, representava muito bem a juventude no governo

movimento da ordem vigilia contra corrupção