"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

UMA LEI PARA A INTERNET - 2

 

Difundiu-se, irresponsavelmente , que na web, desde que você não apareça, estará anônimo. E pior: uma infinidade de pessoas acredita nisso. Trata-se de um grande engano na internet. Nesse novo mundo tecnológico, você plugou, está monitorado. Ligou o telefone, o celular, o computador, a televisão, acionou a geladeira com internet, o automóvel, entrou no e-mail, na rede social, navegou para ver sua conta bancária, sua conta de milhas ou de viagens ou uma simples entrada para olhar seus e-mails estará devidamente identificada. Não existe anonimato na internet. Todos os seus passos, absolutamente todos, estão devidamente monitorados por provedores e empresas de serviços. E os governos, quando querem, têm fácil acesso a esses dados através deles. Tudo pode ser monitorado. A não ser que você esteja disposto a pagar uma nota preta por um programa criptografado. Eles saberão mesmo assim que você entrou na rede, a hora e o local. Mas não identificarão o conteúdo. É algo assim como embaralhar tudo que você escreve e fala e tornar ininteligível para os outros. Mas custa caro isso. Muito caro.
Mais as pessoas acreditam na história de editar perfil falso, ou criar endereços estéreis ou acessar a partir de computadores distantes de suas bases na convicção de que ninguém irá descobrir. Ledo engano. Os pobres mortais não descobrirão mesmo, mas as autoridades e os provedores sim. Não se engane. Mas é baseado nessa crença que bandidos virtuais invadem e-mails, sites e contas alheias. Praticam roubos, enxovalham reputações e promovem difamações e calúnias contra pessoas e entidades.
 
O que não difundem é que as autoridades podem ir atrás e descobrir os autores e que os provedores possuem os dados de todo mundo que navega na rede. Como é muita gente e os bandidos virtuais são milhares, ou milhões, os custos para monitorá-los também são estratosféricos. Como ninguém quer assumir a despesa e como ninguém obriga, nem leis existem para isso, por hora esses bandidos virtuais agem quase que livrementes. E aqueles que se sentem prejudicados, atingidos, agredidos, devem se preparar para gastar um bom dinheiro com advogados e uma considerável perda de tempo para ir atrás de um modelo de encontrar o culpado e buscar as devidas reparações pelos danos.
 
O ato de bisbilhotar, e invadir a vida digital das pessoas com roubos, calúnias e difamações está cada vez mais comum no mundo virtual. Segundo a revista The Economist, edição de julho de 2012, no ano de 2011 a empresa Google Corporation recebeu 12.711 pedidos de dados do governo americano e atendeu a quase todos. Informa ainda que as empresas de telefonia móvel americanas receberam mais 1,3 milhões de pedidos semelhantes. Um pedido específico do governo americano requereu a revelação de números de telefones de todos – suspeitos ou não- dentro da área de cobertura de uma torre de telefone celular em um dado período, numa determinada cidade do país.
 
Na mesa matéria a Economist informa ainda que a taxa de pedidos de dados do governo americano tem crescido: a Verizon, a maior empresa de serviços de telefone celular do país revelou à revista que tais pedidos aumentaram em 15 por cento em cada um dos últimos cinco anos. Ela descobriu ainda, em território americano, que grandes empresas de telefonia celular hoje em dia contam com uma equipe de funcionários que não faz nada além de atender a pedidos de dados do governo.
 
A revista nesta mesma matéria chama a atenção para o fato que isso está acontecendo em parte porque a tecnologia facilita a bisbilhotice, e em parte porque as leis ainda não alcançaram a tecnologia. Lembra que no mundo off line, os governos em geral precisam de um juiz que assine um mandado para que um grampo seja instalado, o mesmo que se aplica à inspeção física de propriedades pela polícia. Na matéria a revista arremata lembrando que no mundo online, a maior parte dos dados relacionados a quem ligou ou enviou e-mail para alguém, ou visitou um site- ainda que o conteúdo da comunicação continue preservado- é entregue sem qualquer supervisão jurídica.
 
A Economist diz ainda existir bons argumentos a favor de conceder esses poderes aos governos. Os criminosos- lembra ela- bem como agências policiais, fazem um uso efetivo das comunicações digitais, de modo que os estados precisam ter a capacidade de responder no mesmo nível. Serviços de resgate às vezes precisam de dados de telefone para localizar alguém que precisa de ajuda urgente, tais informações deve ser fornecidas nos casos em que fazê-lo pode ajudar a pegar criminosos.
 
Mas existe também a turma com argumentos contrários que defendem uma restrição ainda maior ao acesso aos dados particulares. Diz a revista que a tecnologia da comunicação hoje em dia pode comprometer mais ainda a privacidade das pessoas do que costumava ser no passado, ao lembrar que os registros de ligações de telefones celulares podem revelar onde as pessoas estavam, quais sites elas visitaram, no que elas estão interessadas e o que compraram. As Agencias policias não deveriam ter acesso irrestrito a esses retratos tão completos e invasivos das vidas das pessoas, defende ela.
 
Ao finalizar a reportagem sobre o assunto a revista defende que um bom princípio geral seria conferir aos dados armazenados em uma conta de e-mail a mesma proteção concedida a carta guardadas em gaveta trancada de uma escrivaninha, isto é, agencias policiais precisariam de uma mandado para dar uma olhada neles.

Defende também a Economist que empresas de internet e de telefonia móvel, e as agências que requerem dados destas, devem ser submetidas a protocolos de operações claros. Finaliza com esse argumento exemplar:
 
as pessoas só poderão julgar se os benefício de segurança ocasionados pelo estado de vigilância superam a enorme perda de privacidade caso saibam com mais clareza quais informações estão sendo coletadas a respeito de quem e quais usos estão sendo feitos das mesmas.

A Economist , para quem não sabe, é uma revista que pertence a uma empresa editorial inglesa. Lá também está localizado o maior banco de dados, econômicos, sobre a terra. E ela está falando neste capítulo sobre os Estados Unidos e a Inglaterra.
 
Nós brasileiros, também devemos também buscar um caminho, e urgente.
 
07 de novembro de 2012
Aleluia Hildeberto

E NO PAÍS DOS HIPÓCRITAS


Aos idiotas políticamente corretos que estão em luta para tirar as obras de Monteiro Lobato das escolas públicas do país. Pergunto:
Por qual motivo enxergam racismo nos textos de Lobato e não com fazem com Ariano Suassuna, autor de O auto da compadecida, que coloca um Jesus negro em sua obra?
Mas nada contra o Jesus negro, o que me pergunto é que os zelosos vigilantes raciais não enxergaram preconceito na obra nem mesmo quando João Grilo, surpreso com a aparência de Jesus, diz: "a cor pode não ser das melhores".
Em outras palavras, Jesus é Jesus, mas a cor não é lá essas coisas.
Onde será que andam os zelosos vigilantes raciais que ainda não foram apedrejar Suassuna em sua casa?
Ou será que atacar Monteiro Lobato é mais fácil, uma vez que o autor está morto há décadas e não pode se defender?
A hipocrisia que tomou conta do assunto racial após a divisão do Brasil por raça e não por cidadania, tem dessas coisas.
Os negros, "os eternos ofendidos", enxergam racismo em tudo à sua frente, mas nem sempre entendem o significado das palavras ou das obras.
Vamos ver quem tem peito de querer proibir esta obra literária também.
Não esqueçam que muitas ditaduras andaram queimando livros dos que pensavam diferente, e quando os livros acabaram começaram a perseguir pessoas.

E no mais...
 
07 de novembro de 2012
omascate

PT NÃO É MAIS AQUELE


Ontem o PT capitulou diante do PMDB. Entregou Câmara, Senado e o posto de vice para 2014. Poderia ser diferente? Não!
Os "cumpanhêro" não tem mais o PSB do Eduardo Campos. O PR do Alfredo Nascimento também bateu asas. PDT não perdoa a demissão do Lupi e a nomeação goela abaixo do Brizolinha. PTB continua sem ministério. Em suma, a base está esfrangalhada. Ninguém gosta do PT. Ninguém aguenta o PT.
Nem mesmo a Dilma, que aceitou todas as exigências de Temer, sem piscar. Só mesmo o PSD do Kassab para abanar o rabinho, desrespeitando as suas bases e a metade dos seus parlamentares. Quando é que vai cair a ficha da base para que entendam que o PT é menos de 20% do Parlamento?
 
07 de novembro de 2012
in coroneLeaks

E TOME CARRO! MAS GASOLINA E ESTRADAS...


Esta está ha alguns dias aqui no bloquinho de anotações mas ainda vale um registro.
Depois de reduzir os juros, oferecer nova rodada de negociação de dívidas, manter o preço dos combustíveis num nível que derrubou a Petrobras a metade do seu valor, abrir largamente as portas do Tesouro Nacional para sustentar a festa do financiamento ao consumo da “nova classe média” via Banco do Brasil, Caixa e BNDES e “reduzir drasticamente o preço da energia” ao custo do desabamento do valor das elétricas em R$ 38 bilhões em um único pregão da Bolsa e da armação de um rolo que começa agora e deve terminar numa crise brava tal é o nó cego que deram na regulamentação do setor, dona Dilma, a 4 dias da eleição, anunciou mais uma prorrogação da redução do IPI para carros.

Assim, ha meses que batemos recorde sobre recorde de venda de automóveis num país já atravancado de carros.
Fechadas as urnas, os jornais começam a mostrar o outro lado dessa moeda.

Em 4 de novembro saiu no Valor que a importação de gasolina está chegando a 20% do consumo nacional e o governo “esta traçando às pressas um plano de emergência que envolve a ampliação da capacidade de transporte e armazenamento” porque “há uma grande preocupação com o curto prazo e será necessário um forte ajuste entre Petrobras e distribuidoras para que não ocorram problemas no fim do ano”, sendo as regiões mais ameaçadas “o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas Gerais e o Rio Grande do Sul” (e o que é que sobra?).


Ha um consumo recorde de gasolina em 2012 mas falta capacidade interna de produção e ha problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição. Não ha caminhões tanque nem tanques de armazenagem suficientes. As refinarias nacionais já atingiram 98% da capacidade e até setembro, a Petrobras já tinha importado 2,4 bilhões de litros, o triplo do mesmo período de 2011”, reporta a Folha.
E não é só.

Informações divulgadas no dia seguinte pelo Sistema de Administração Financeira (Siafi) do governo federal dão conta de que os investimentos no setor de transportes, este ano, não saíram do papel. É a pior execução em anos.

Dos R$ 13,661 bilhões autorizados para rodovias em 2012, apenas R$ 2,543 bilhões (18,6%) foram executados até maio, sendo que desse total, apenas 7% ou R$ 197,4 milhões dizem respeito ao orçamento deste ano. Os demais 93% são “restos a pagar” do orçamento de 2011.

No setor ferroviário o quadro é pior. De R$ 2,77 bilhões de gastos autorizados só R$ 238,7 milhões (8%) foram executados, apenas 6% dos quais referentes a contratos deste ano.


No setor aéreo gastou-se 85% da verba autorizada (e viva o futebol!) de R$ 222,8 milhões. Mas em hidrovias está o pior desastre. Gastou-se R$ 3,84 milhões dos R$ 820,8 milhões separados no orçamento.

Em 2011, a verba federal para transportes tinha sido 6,4% menor que no ano anterior. E neste ano, o que foi executado está 31% abaixo de 2011, embora transportes seja a 2a prioridade do PAC filho da Dilma, atrás apenas do setor de energia, ora afundado no caos da “redução drástica de tarifas” de véspera de eleição que deixou os produtores em estado de coma.

No Brasil, país de tolos do PT, ha, portanto, carro pra todo mundo (porque carro é gringo que faz e gringo sabe fazer) mas não tem estradas nem gasolina para faze-los rodar.
Ou seja: o PT é bom mesmo pra correr atrás dos votos dos trouxas que, desde já e cada vez mais, terão tempo de sobra para pensar no que fizeram parados nos engarrafamentos e nas filas da gasolina no meio da escuridão que vêm vindo por aí.



07 de novembro de 2012
vespeiro

A DECISÃO DE 2012 E A ECONOMIA

 

É um fato histórico inegável o perigo que o governo representa tanto para liberdade quanto para a prosperidade. Mesmo os freios e contrapesos (checks and balances) do nossos sistema político nem sempre são suficientes para conter o avanço da mão estatizante do governo. Até a Constituição dos Estados Unidos parece, neste momento, um instrumento totalmente desguarnecido para previnir a negação dos direitos de propriedade ou a aprovação de leis arbitrárias.
 
E agora que os Estados Unidos estão muito próximos de uma grande eleição, alguns de nós estremecemos ante a visão do panorama vindouro. Dado que todas as percepções tradicionais da Constituição estão se corroendo e desaparecendo e a intervenção do governo no setor financeiro tornou-se difusa, não podemos supor que o sistema tem muito tempo de sobra.
 
No livro Liberalismo segundo a tradição clássica, o economista austríaco Ludwig von Mises escreveu: “Todos aqueles que detenham posição de poder político, todos os governos, todos os reis e todas as autoridades republicanas têm sempre encarado, com desconfiança, a propriedade privada. Há, em todo poder governamental, uma tendência inerente de não reconhecer limitações ao seu campo de ação, e de estender, o mais possível, a esfera de seus domínios”.
 
E precisamos addmitir que o governo dos Estados Unidos, sob os dois grandes partidos, tem movido continuamente em direção à violação dos direitos de propriedade. Muitas das crises que ocorrem hoje foram causadas ou exacerbadas pela intervenção governamental – da bolha no mercado de imóveis à crise do débito.
Mas quanto o governo é responsável? É verificável que a cada rodada de acontecimentos o governo ganha mais poder ao fim de uma crise enquanto a liberdade de mercado é cada vez mais desrespeitada. A justificativa oficial é que a economia ficou descontrolada e algo deve ser feito para previnir esse colapso total.
 
Na verdade é o governo que ficou descontrolado e a mutilação econômica que vemos nos dias de hoje é um reflexo disso. É um reflexo das muitas regras, taxações e demasiada intervenção. “Se ao menos a propriedade privada não estivesse no caminho!” escreveu sarcasticamente Mises sobre a mentalidade intervencionista.
 
Quais são os males associados à propriedade privada? Simples, é o fato da propriedade privada significar um santuário ao qual o indivíduo é livre do controle dos funcionários do governo. Aqui a casa de um homem é sacrossanta. Seu negócio é sacrossanto. Suas relações econômicas são sacrossantas. É nisso que reside o maior obstáculo para o poder absoluto.
Quanto aborrecimento isso causa àqueles que não possuem nada que seja inviolável, cuja arrogância pretende controlar tudo e todos; pessoas que ardorosamente acreditam, sem o mínimo de humildade, que sabem o que é melhor. Com tais pessoas em volta, a propriedade privada deve, inevitavelmente, ser demonizada. E assim por diante.
 
A eleição de 2012 é às vezes apresentada como uma disputa entre duas ideias divergentes de governo. De um lado, há o suposto Partido do Capitalismo. Do outro há o Partido do Socialismo.
Talvez a verdade seja melhor dita dessa maneira: ambos os partidos estão atendendo às demandas mais baixas para uma população que está cada vez mais cheia de direitos e narcisista. Os dois candidatos prometem benefícios para os eleitores – benefícios comprados e pagos à custa de empréstimos e desvalorização da moeda ou pela taxação que nos levará à uma nova Idade das Trevas.
 
Não se preocupe, se tudo entrar em colapso, o governo salvará você. Mas o governo tem causado o colapso, e deste modo, ele não pode salvar-se de si mesmo. No caso da moeda inflacionar ou nossa intimidação nuclear falhar, nossos sistema pode colapsar. O que o governo fará então? E como o governo vai pagar por ter feito isso?

Escrito por Jeffrey Nyquist

RÉQUIEM PARA UMA CIVILIZAÇÃO CRISTÃ

                  ADEUS, CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL!
 
A vitória de Hussein Obama não surpreende. Já se Mitt Romney fosse o vencedor poder-se-ia creditar a ele o protagonismo de uma inaudita façanha, pois teria derrotado não apenas o Obama, mas toda a grande mídia internacional. Teria derrotado a idiotia polilticamente correta na sua incessante luta em prol da destruição da civilização ocidental. Desse ponto de vista, Romney não venceria apenas uma eleição presidencial americana, seria um herói.

E não estou dizendo tudo isso por acreditar nas virtudes de Mitt Romney, e que pudesse ser um líder capaz de reverter esse quadro de degenerescência que fervilha contra o Ocidente e seus dois pilares de sustentação: os Estados Unidos e Israel.

Em troca, a derrota de Hussein Obama é que teria um peso importante no âmbito simbólico, locus sobre o qual se estruturam os valores, representados no norte moral, ético e político que se sedimentou ao longo dos séculos para dar origem àquilo que conhecemos sob o conceito de "civilização ocidental": estado laico, democracia, liberdades civis, religiosa, liberdade de imprensa, alternância do poder, crença na ciência e, sobretudo, no cultivo do ceticismo que, aliás, é apanágio do próprio pensamento científico e filosófico. Esse conjunto de valores pode ser reunido numa só palavra: liberdade. Assim, a derrota de Hussein Obama poderia estimular uma reação ao assaque de que é vítima o Ocidente.

Em troca, a vitória de Hussein Obama reforça o imaginário pautado pelo pensamento politicamente correto que reputo como o maior flagelo do século XXI, uma espécie de câncer virtual que acomete o cérebro da maioria da população do planeta e a leva a condescender com as piores iniquidades e à deletéria inversão de valores.

Ao longo de seus quatro anos de mandato Hussein Obama jamais fustigou com as tiranias que se instalaram, por exemplo, no continente sul-americano. Pelo contrário, enalteceu-as, quando referiu-se a Lula como "o cara". A sua vitória, portanto, não deixa de ser a vitória de tiranetes como Hugo Chávez, Cristina Kirchner, Evo Morales, Tupamaro marconheiro uruguaio, os sandinistas de Daniel Ortega na Nicarágua e, como não poderia deixar de ser, aumenta sem nenhuma dúvida o poder e a influência do Foro de São Paulo, entidade fundada por Lula e seus sequazes, que comanda e organiza os regimes comunistas latino-americanos. Incluindo, é claro, o Brasil. A rigor o Brasil já vive sob uma ditadura comunista, basta que cada cidadão brasileiro faça uma conta simples: quanto já perdeu de sua liberdade individual?

No plano internacional, mormente no que se refere ao Oriente Médio, Irã e Israel, a vitória de Obama aumenta de forma perigosa a vulnerabilidade do Estado Judeu, cercado de inimigos assassinos que o querem varrido do mapa, como quer o Irã dos aiatolás atômicos.

Sem querer passar de jornalista para futurólogo, minha intuição, que torço para que esteja completamente errada, sinaliza para o curto prazo:

- Todos os tiranetes lograrão manter-se no poder através de pantomimas eleitorais, como ocorreu agora há pouco na Venezuela.

- O índio cocaleiro da Bolívia será reeleito por tempo indeterminado

- Cristina Kirschner será a ditadora da Argentina e imporá a censura total à imprensa e as reações serão esmagadas com apoio das massas insufladas pela luta de classes. Agitarão bandeirinhas como agitaram nesta madrugada os eleitores de Obama quando a tropa de choque a bruxa argentina incendiar a sede do Clarin.

- Dilma Rousseff será reeleita derrotando Aécio Neves por uma avanlanche de votos jamais vista na história deste país, como diria o vulgo Apedeuta.

- Na Colômbia, sucederá Manuel Santos, um dos líderes do grupo narco-comunista-terrorista FARC, que será eleito com folgada margem de votos e amplo apoio popular.

- No Uruguai, o Zé Mugica e seus maconheiros continuarão no poder curtindo adoidados um eterno barato.

- No Paraguai, o bispo comunista deverá ser reconduzido ao poder, com direito a instalar um lupanar anexo à sede do governo.

- O PT no Brasil terá um grande crescimento nas próximas eleições e abocanhará o governo do Estado de São Paulo.

- No embalo da performance da Dilma, o PT ou seus satélites como o PSB, PDT, PCdoB, PSOL e demais nanicos se agigantarão e vencerão eleições para os governos dos principais Estados do Brasil.

- Lula será o candidato vencedor ao governo de São Paulo. Em seu discurso de posse reafirmará que o mensalão jamais existiu e que nunca passou de uma piada de salão, o que arrancará gargalhadas da platéia.

- Todas as drogas serão liberadas em todo o Ocidente.

- Todos os cristãos serão obrigados a seguir a Teologia da Libertação.

- As maternidade terão duas alas. Uma para nascimento e outra para o aborto.

- A disseminação drogas, então completamente livres, será a pá de cal a ser atirada sobre a civilização ocidental. A ciência definhará, pois todos estarão entregues ao ócio em função da maconha, da cocaína, heroína e do álcool. O trabalho se reduzirá e os alimentos sumirão.

- O tabaco será proibido definitivamente. Quem insistir no uso do fumo será preso. No Estado de New York e Califórnia, os fumante serão condenados à morte na forca em praça pública.

- Israel será destruído não pelas bombas atômicas do Irã, mas corroído por dentro, pelos judeus traidores que, como boa parte dos americanos, conspiram contra seu próprio país.

- O projeto de construção de um centro islâmico com mesquita e madraçais a uma quadra do Marco Zero em New York será retomada pelo prefeito Michael Bloomgerg, que anunciará a decisão com um turbante muçulmano na cabeça e o braço erguido com os dedos esticados num V de vitória!
Para concluir rogo aos deuses que minha intuição esteja completamente errada e que Hussein Obama seja o grande líder restaurador dos mais caros valores da civilização ocidental...
 
07 de novembro de 2012
in aluizio amorim

LUTA DE JOAQUIM BARBOSA AGORA É PARA EVITAR QUE MENSALEIROS GANHEM PENA MÍNIMA

 

Na sessão de retomada do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o ministro relator Joaquim Barbosa retomou sua luta e afirmou que, pela gravidade dos crimes que cometeram, os 25 réus condenados não merecem a pena mínima.



“Há anos generalizou-se um hábito de impor os castigos nos limites mínimos. Entretanto, pena-base não é sinônimo de pena mínima. Com a indiscriminada imposição das penas mínimas, vem se tratando de modo igual situações distintas”, disse. “Estamos falando de corrupção de parlamentares”, disse o relator, destacando a gravidade da montagem de um esquema de desvio de recursos públicos que, misturados a empréstimos fictícios, foram utilizados na compra de apoio político no Congresso pelo governo Lula.

A primeira discussão de Barbosa foi com o ministro Marco Aurélio Mello, que comentou os critérios pelo relator para aumentar a pena do empresário Marcos Valério, como se ele fosse o líder da quadrilha do mensalão. O ministro também questionou se o mesmo crime cometido diversas vezes deve ser considerado agravante.

O segundo entrevero foi com o revisor Ricardo Lewandowski, que alegou o fato de o Código Penal apontar diversas circunstâncias que consistem na personalidade e na conduta social do réu para a definição da penas. “Os advogados testemunham a respeito da vida pregressa dos réus que precisa ser levada em consideração”.

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CORRUPÇÃO

Lewandowski alegou também que “a corrupção de um magistrado, de um policial, qualquer que seja a hierarquia é igualmente grave, e faz parte da pena.
Mas Barbosa imediatamente questionou a alegação: “Corromper um guarda da esquina é o mesmo de corromper um parlamentar?”

Durante a discussão, Barbosa disse que Lewandowski estava “transformando réu em anjo”. Irritado, o revisor afirmou: “Não crie frases de efeitos. É inadmissível. Estamos num julgamento sério. Não admito que vossa excelência faça frases de efeito em detrimento da minha pessoa”, disse. “Não é admissível esse papel”.

O relator então disse que “a lei procura claramente separar o joio do trigo, recomendando o aumento da pena de modo proporcional aos efeitos dos crimes”.

Traduzindo: o relator Joaquim Barbosa está entrando no jogo de Lewandowski. Ao fustigar o ministro relator, Barbosa permite que Lewandowski se faça de vítima e ganhe a solidariedade de outros ministros, como Marco Aurelio, Carmen Lúcia e Rosa Weber.
Com a eterna adesão de Dias Toffoli, o placar então fica 5 a 5, e os réus serão beneficiados pelo empate. Barbosa precisa ter mais frieza e malandragem.
 
Na sessão de retomada do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o ministro relator Joaquim Barbosa retomou sua luta e afirmou que, pela gravidade dos crimes que cometeram, os 25 réus condenados não merecem a pena mínima.

07 de novembro de 2012
Carlos Newton
 

SUPREMO RETOMA JULGAMENTO DO MENSALÃO EM CLIMA DE SUSPENSE. AFINAL, VALÉRIO VAI FALAR OU NÃO?

 

Depois de quase duas semanas de intervalo, devido à ausência do ministro relator Joaquim Barbosa, que esteve na Alemanha para tratamento médico, o Supremo Tribunal Federal retoma esta quarta-feira o julgamento do processo do mensalão (a Ação Penal 470).


Até agora, só foi fixada a pena do publicitário Marcos Valério, condenado a 40 anos de cadeia e multa de quase R$ 2,8 milhões. Na verdade, os ministros estão na fase inicial da escolha das penas para cada um dos réus, de acordo com as condenações que já foram definidas na etapa anterior.

Atualmente, o plenário está fixando a pena de Ramon Hollerbach, ex-sócio de Valério em agências de publicidade. Hollerbach já foi condenado a mais de 14 anos de prisão e R$ 1,6 milhões em multa por cinco crimes, mas ainda restam três crimes para ser analisados.

Os ministros alertam que as penas já fixadas podem mudar, porque os ministros estão divergindo sobre critérios de condenação e não encontram equilíbrio entre as punições severas de Barbosa e as mais amenas do revisor Ricardo Lewandowski.

O julgamento do mensalão completou três meses na última sexta-feira (2) e ainda não tem data para terminar. O processo veio a plenário no dia 2 de agosto, com solução de questões preliminares – como o pedido de desmembramento do processo – e a apresentação das teses de acusação e de defesa nos dias seguintes.

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VALÉRIO AMEAÇA FALAR

A defesa de Marcos Valério insiste em requerer que ele seja considerado réu colaborador, para que suas penas sejam diminuídas. E
m setembro, ele chegou a pedir a delação premiada, mas esse benefício não é concedido depois do julgamento iniciado. Valério diz que poderá dar detalhes do esquema do mensalão e de outros casos, como a morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, mas até agora ficou apenas na ameaça.

A fase de condenações e absolvições começou no dia 16 de agosto. Dos 37 réus, 25 foram considerados culpados, a maioria por mais de um crime, e 12 foram inocentados. A terceira e última etapa, da fixação das penas, começou no dia 23 de outubro, e não há previsão de término.

Já é certo que o presidente Ayres Britto não participará do final do julgamento – são apenas quatro sessões até a aposentadoria compulsória do ministro, dia 14 de novembro .
A partir de então, a presidência interina ficará com Barbosa até a posse no dia 22 de novembro. Barbosa já declarou que não vê impeditivo no fato de presidir o Tribunal e relatar o processo do mensalão ao mesmo tempo.

07 de novembro de 2012
Carlos Newton

REFLEXÕES SOBRE GONZAGÃO, OS MÚSICOS E AS BIOGRAFIAS

 

Participei por dois anos da vida do Rei do Baião. Cheguei a ter o costume de viajar ao lado dele nos aviões em que íamos de capital em capital fazer shows com o (duvidoso) filho Gonzaguinha.

Chegamos a nos estranhar numa dessas, eu e o Velho, quando da questão criada pelo padre Vito Miracapillo, que se negou a rezar missa num 7 de setembro alegando que os trabalhadores que ele assistia não viviam um estado de independência, mas de escravidão.

O prefeito da cidade de Ribeirão, Pe, onde rolava essa confa, denunciou o padre ao Abi Ackel, que encaminhou o caso ao Supremo, que por sua vez decidiu por 11 a zero pela expulsão do Brasil deste que “afrontou” a ditadura, e foi aquele blablablá de subversão, desrespeito a instituições e tal.

O Velho não gostou de eu dizer, enquanto, voando entre capitais do Nordeste e curtindo o serviço de bordo, incluindo jornais, que apoiava o posicionamento do padre Vito. Virou bicho, até perdeu a linha, foi ridículo. Todos sabíamos que o Rei do Baião era Arena, apoiava os home.

Sabíamos, os poucos pensadores da comitiva, uns três, que o Velho era reaça e ignorante, mas o tínhamos em alta conta por seu trabalho musical, um Louis Armstrong brasileiro.
Ele ficou uma onça comigo, e eu relevei, claro, até considerando a já possível ranzinzice que o acometia naqueles dias, sem contar que era “bode preto”, que todos – ou quase todos – sabem o que vem a ser.

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O FILME…

Saiu esse filme aí sobre pai e filho, e o diretor nem tchuns para os que trabalharam duro por sete anos com o Gonzaguinha e dois com pai e filho. Isso é divertido quando se observa não a descartabilidade dos músicos que conviveram anos batalhando duro com os intérpretes, mas a “eliminabilidade” de seres e de contribuições praticada como lei das multinacionais para dar aos cantores-intérpretes da MPB, estilo de época patrocinado pelo capital estrangeiro agindo livre entre nós, que priorizava de forma absoluta os gogós e esmagava fria e implacavelmente os instrumentistas sem os quais as canções não teriam corpo e perfil visível, não seriam vendáveis, não aconteceriam como PRODUTO, vejam só!

Também com o Raul aconteceu isso: o filme não mostra quem vestiu, botou e dirigiu Raul no palco em sua primeira apresentação em um festival de rock, em BH, 1973: um músico instrumentista; o diretor nem sabe disso, e parece que teria raiva de alguém saber. Coisas dessa Banânia, todos enfrentamos isso.

O “complexo de vira-lata”, expressão hilariante para definir a mente coletiva de hoje, manda e desmanda por aí. O negócio é ir diluindo tudo, fazendo triunfarem nulidades o mais possível, e ir soterrando o que temos de mais substancial cultural e artisticamente falando.
É assim que se depreda um país, e esse é o objetivo do poder invisível que nos vai empurrando dia a dia, diuturnamente, para o abismo, para que jamais sonhemos com entrar definitivamente em nossa própria história. “Mamãe não dêssa”, quaquaquá!

Em tempo: quando do centenário de Villa Lobos, considerado mundialmente um monstro sagrado do século XX, não rolou aqui NENHUMA homenagem ao grande mestre.
Nos EUA, parece que no Metropolitan de NY, rolou uma semana INTEIRA de concertos, da manhã de segunda à noite do domingo, direto, de nove da manhã à meia-noite. Eis aí nosso complexo de vira-lata explodindo nas fuças de todos, um ultraje a Deus.

LIVRE PENSAR É SÓ PENSAR (MILLÔR FERNANDES)

 


POR QUE SOU A FAVOR DAS FAVELAS?

 

Não sou propriamente um imbecil, pelo menos no sentido de ter evoluído alguma coisa, desde que meus antepassados distantes resolveram largar as árvores e seus galhos para galgar as savanas. E também porque, sendo semirracional, de vez em quando costumo raciocinar. E colher informações (por exemplo, sei que o Universo não mais é conhecido assim com este nome, mas como Multiverso, tendo o mamífero humano descoberto que o cosmo nada tem de uno).

Posto isso, declaro que sou a favor das favelas. Sustento que as empresas de exploração imobiliária vão buscar operários em plagas distantes, como por exemplo no Nordeste. Claro, não para lhes dar oportunidade de trabalho digno com digna morada e média distância dos canteiros de obras. Vão buscá-los para explorá-los com salário infame, péssimas condições de vida e nenhuma possibilidade de sustentar sua pequena família, inclusive dar educação a seus filhos.

O que buscam é mão de obra barata com o objetivo de tirar vantagem do trabalhador, para venderem os imóveis a preços astronômicos no Rio e em São Paulo, os mais caros do planeta. Isto acontece também em relação às obras públicas, linhas férreas e estações do metrô e a qualquer atividade que demande presença de trabalhadores.

Terminada as obras, é claro que eles não retornam para o local de onde sairam. Afinal, já fizeram sua revolução, saindo do agreste, migrando para a metrópole e adquirindo um celular. Seus filhos, porém, vendo a exploração a que os pais são submetidos, se recusam a serem trabalhadores, preferindo até as atividades ilícitas e rentáveis.

De sorte que sou a favor da favela, como preço que a burguesia (e a pequena burguesia) têm que pagar. Só isto. Simples assim. E nem adiantaria ser contra, já que é exatamente isso o que acontece.
Não sei se vai ter jeito, pois tem gente que nunca aprende.


Galbraith: “A favela é um avanço”

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quando esteve pela primeira vez no Brasil, na década de 80, o genial economista John Kenneth Galbraith fez uma declaração que espantou os intelectuais brasileiros. Elogiou as favelas, por considerá-las um avanço em relação à situação anterior de seus moradores. Justificou-se dizendo que, na favelas, os pobres estão mais próximos do trabalho, dos hospitais e das escolas, uma realidade inquestionável.
Lembro bem dele, saltando de um fusca táxi. Era um gigante em todos os sentidos, com quase 2 m de altura. Jamais entendi por que ele não ganhou o Nobel. Foi entrevistado por meu amigo Claudio Bojunga na TVE, a única emissora que se interessou em ouvir Galbraith. Depois, Bojunga e eu fomos tomar um chope e conversar sobre as declarações do professor de Harvard. Bons tempos…
07 de novembro de 2012
Paulo Solon

ELEIÇÕES AMERICANAS

 

OU O BRASIL FORMA UM CONSENSO ANTIPOBREZA OU SEREMOS A DINAMÁLIA, A MISTURA DA DINAMARCA COM A SOMÁLIA'

 

Nos anos 1980, o economista Edmar Bacha cunhou uma palavra brilhante para designar o Brasil: Belíndia. Éramos uma mistura de Bélgica com Índia, em parte avançados como os belgas, em parte pobres como os indianos.




Trinta anos se passaram, e nem a Bélgica é mais modelo de avanço e nem a Índia de miséria. Mas o Brasil continua a ser um país de chocante contrastes e de abjeta iniquidade.

As estatísticas mostram melhoras no combate à pobreza, sobretudo nos últimos dez anos. Mas, longe dos números, os olhos dos brasileiros continuam a ser agredidos com imagens de uma pobreza inaceitável para a sexta economia do mundo.

Você anda por São Paulo e não escapa da visão aterradora de favelas. Como uma cidade tão rica pôde deixar que habitantes seus levem uma vida tão degradante?

O mesmo tipo de cena se repete, ainda com mais intensidade, em Salvador, para onde vim em viagem de negócios. A divisão consagrada pelo Movimento Ocupe Wall Street – 1% da população na opulência, 99% na penúria – parece se encaixar à perfeição em Salvador.

Como isso pôde acontecer em São Paulo, em Salvador, enfim em todo o Brasil? Sucessivos governos centrais e estaduais foram cegos? Ou foram, de alguma forma, sequestrados pelo “1%” ?
A mídia, que deveria fiscalizar presumivelmente os governantes, não se deu conta do país absurdamente injusto que estava sendo construído ao mesmo tempo em que ela se dedicava, e se dedica ainda, a nhenhenhéns intermináveis?

Onde o interesse público? Alguém achava que a sociedade brasileira era sustentável quando tão poucos desfrutavam de tanto e tantos de tão pouco? Ninguém imaginou que da Belíndia resultariam altos índices de criminalidade, e por fim uma minoria bem de vida cercada de muros e apavorada diante de riscos como o banal ato de andar nas ruas das cidades?

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DESIGUALDADE

Os historiadores poderão responder a tais questões com mais profundidade. A mim, aqui e agora, olhando para trás, parece que o Brasil da Belíndia merecia governantes melhores e uma mídia melhor.
No mundo todo, a questão da desigualdade ocupa a prioridade nos debates dos homens públicos. É hora de o Brasil, como um todo, discutir a sério isso.

Se for formado um consenso em torno da questão da justiça social, o Brasil pode tornar muito mais veloz, e menos traumática, a marcha contra a miséria.

Na Escandinávia, com seu admirável sistema econômico em que o capitalismo aberto e competitivo recebeu o contraponto do igualitarismo social, as coisas não aconteceram por sorte.

Formou-se, lá, um consenso pelo qual a sociedade entendeu que, para ser harmoniosa, as grandes empresas e os milionários tinham que dar sua justa contribuição à comunidade, a começar pelo imposto de renda.
Por trás do consenso escandinavo estava uma geração de economistas brilhantes, como o Nobel Gunnar Myrdal. Myrdal e seus pares perceberam que o capitalismo nórdico tinha que ser protegido de capitalistas predadores, ávidos por transformar o Estado em babás deles.

No Brasil, nunca houve um consenso dessa natureza. Mas pode ser a hora. Os fatos gritam.
É chocante que um partido como o PSDB não tenha feito – anos atrás — da redução da desigualdade uma bandeira. Dada a força do partido, isso teria apressado o consenso.
O PSDB, ao cometer um erro tão monstruoso, condenou-se a ser hoje o reduto dos reacionários mais obtusos do país, sob a égide de José Serra, o homem do kit gay e da fixação quase homoerótica por José Dirceu.

Varrido (presumivelmente) Serra, as chances de um consenso antidesigualdade voltam a ser viáveis.
Que ele se torne realidade, e rapidamente – ou então de Belíndia passaremos a Dinamália, a mistura da Dinamarca com a Somália.

FLU SABE O CAMINHO

 




Diferentemente do Atlético, que não joga bem fora de casa, por depender demais da pressão da torcida e de acuar o adversário, o Fluminense, pelo estilo e a serenidade, atua bem e do mesmo jeito em qualquer estádio.

O Fluminense aprendeu com o Corinthians da Libertadores, que aprendeu com os melhores times europeus, como se arma um sistema defensivo, com oito a nove jogadores atrás da linha da bola, e como se diminui os espaços entre os setores. No domingo, Lucas e Oswaldo tentavam driblar em velocidade e perdiam a bola. Havia sempre um jogador na cobertura.

Essa maneira de marcar não é nenhuma novidade. Os ingleses faziam isso em 1966; o Brasil, na Copa de 1994; o Boca Juniors ganhou vários títulos no Brasil jogando assim; e o Chelsea eliminou o Bayern e o Barcelona com essa estratégia.

Essa forma de marcar sempre foi vista no Brasil como uma retranca. Hoje, é uma evolução tática, desde que o time, quando recuperar a bola longe do outro gol, saiba discernir o momento de trocar passes, de ficar com a bola e de contra-atacar com velocidade. Há, no Brasil, um excesso de passes longos para o companheiro marcado. A bola vai e volta. É irritante.

Os times brasileiros, especialmente o Corinthians, e quase todos os grandes da Europa utilizam também, em certos momentos da partida, a marcação por pressão.

O desenho tático atual, 4-2-3-1, muito usado em todo o mundo, é uma variação do tradicional 4-4-2, ou melhor, do 4-4-1-1. Em todas essas formações, há um meia de cada lado, que marca e ataca, e um meia pelo centro, que volta para receber a bola e se aproxima do centroavante. As coisas vão e voltam com nomes diferentes e com o marketing de moderno.

Muitos confundem mudanças normais de posição, por causa da mobilidade dos jogadores, com alterações táticas determinadas pelos treinadores.

A seleção brasileira também utiliza o 4-2-3-1, porém, agora, sem centroavante fixo. Além de ficar com mais mobilidade e menos previsível, evita que Neymar volte para marcar o lateral pela esquerda, como teria de fazer se o time tivesse um outro e típico centroavante. Mano Menezes, com razão, quer Neymar mais próximo do gol.

Quem volta para marcar o lateral, pela esquerda, é Kaká ou, às vezes, Oscar. Kaká, pelas características, é mais reserva do atacante Cristiano Ronaldo, no Real Madri, do que do armador Özil. Isso é péssimo para Kaká. Será sempre reserva.

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APLAUSOS

Os aplausos da torcida cruzeirense para Neymar foram uma homenagem à exuberância de seu talento e, ao mesmo tempo, um protesto contra jogadores, técnico e dirigentes do Cruzeiro. Sentimentos diferentes e, às vezes, contraditórios coincidem, com frequência, no ser humano.

O fato foi diferente dos aplausos recebidos por Ronaldinho da torcida do Real Madrid quando ele jogava pelo Barcelona. Eram dois grandes rivais. Seria como se o torcedor do Cruzeiro aplaudisse Ronaldinho, do Atlético.

Uma coisa é certa. Celso Roth não vai ficar no Cruzeiro. Além dos maus resultados, esperados pela fraca qualidade individual, o técnico, como é frequente, não criou empatia com o torcedor. Está na hora de um novo treinador começar, pelo menos, a planejar o próximo ano. O Cruzeiro não pode ter uma equipe tão fraca.

07 de novembro de 2012
Tostão (O Tempo)

BRASIL ACOMPANHA A ELEIÇÃO DOS EUA

 




07 de novembro de 2012