"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 3 de julho de 2013

PF VAI ABRIR INQUÉRITO PARA APURAR BLOQUEIOS NAS ESTRADAS

   

Em ofício encaminhado ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na manhã desta quarta, o titular dos Transportes, César Borges, disse ter obtido informações de que Nélio Botelho, representante do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), “possui contratos de transporte rodoviário com a Petrobras e estaria atuando, como empresário do setor, nas paralisações, o que poderia configurar ‘lockout’”.
 
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, afirmou que o representante do MUBC atualmente tem 39 contratos com a Petrobras, com valor mensal de 4 milhões de reais. Adams determinou que os contratos sejam averiguados.
A Polícia Rodoviária Federal foi orientada a aplicar multas para quem descumprir a lei. Nesta terça-feira, a Justiça Federal determinou o bloqueio dos bens de Nélio Botelho.
 
Rigor

Nesta quarta, a presidente Dilma Rousseff afirmou o governo não vai tolerar o bloqueio de rodovias por caminhoneiros. O Executivo, disse ela, “não ficará quieto” diante da situação. Pelo terceiro dia consecutivo, os caminhoneiros voltaram a realizar uma série de interdições em seis estados.
 
O ministro da Justiça ressaltou que o bloqueio das rodovias pode ser tipificado como atentado contra a liberdade de trabalho, crime com punição de três meses a um ano de prisão, além de multa. “O governo não vai tolerar a prática de crimes ou de abusos por quem quer que seja.
 
A Polícia Federal vai apurar com rapidez todos os fatos que foram narrados e os envolvidos sofrerão as sanções cabíveis. A sociedade brasileira não tolera o descumprimento da lei e por isso o governo vai agir, com o máximo de rigor”, disse Cardozo.
 
Já César Borges afirmou que “há interesses específicos” por trás das mobilizações e voltou a dizer que as reivindicações dos caminhoneiros não serão atendidas. “Há na pauta demandas como o não pagamento do pedágio e o subsídio ao óleo diesel, que é um combustível já subsidiado para baratear o transporte das cargas. Não há como fazer um outro subsídio uma vez que o óleo diesel serve a vários setores.”
 
03 de julho de 2013
Por Marcela Mattos, na VEJA.com

OS BOURBONS CAIPIRAS

Presidente da Câmara diz que vai pagar por voo da alegria da FAB que levou sua namorada e a parentada para assistir à final da Copa das Confederações

O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) gosta de pegar carona no calor das ruas, no alarido. Se houver gente gritando em favor disso ou daquilo, ele quer estar junto. Lembro, por exemplo, que tentou, contra a lei e o Regimento Interno da Câmara, depor o deputado Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
 
Sim, leitor, você pode não gostar de Feliciano, um monte de gente pode pensar o mesmo. Mas ele só pode ser retirado de lá na forma da lei. Alves estava tomado de espírito cívico…  
Queria ceder à gritaria para ficar bem na fita; para ganhar a simpatia da imprensa militante. Vejam bem como andam as coisas e o que as pessoas pedem por aí…
Aquele palácio onde Alves despacha já foi quase tomado de assalto, não? Sapatearam no teto.
 
Com o país pegando fogo, às vezes literalmente, o presidente da Câmara — segundo na linha sucessória, Dilma à parte — não viu mal nenhum em pedir que um avião da FAB fosse buscar no Rio Grande do Norte a sua namorada mais alguns parentes dela e dele para… assistir à final da Copa das Confederações no Rio. Ele tem uma explicação: é que tinha um almoço com o prefeito Eduardo Paes para… discutir a crise do país. E aí o clã só pegou uma carona…
 
Entendo! Alves é uma alma sensível, dá-se a rasgos poéticos. Para ele, como para Fernando Pessoa, o rio mais bonito é mesmo o da sua aldeia. Tanto é assim que, se necessário, ele usa um avião oficial para transportar o seu riacho sentimental para o Rio turístico.
Em tempos de redes sociais, os nababos de Alves ainda publicam fotos no Facebook, cheios de alegria.
Ele diz agora que vai pagar tudo. Esta é outra prática que está se generalizando entre os bacanas: se não forem pegos, tudo bem; se flagrados, eles pagam.
É uma gente que é tomada de um espírito de Suprema honestidade quando pega com a boca na botija.
 
Leiam trecho de reportagem na Folha Online. Volto depois:

*
Por Márcio Facão:

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse nesta quarta-feira (3) que errou ao permitir que sete parentes pegassem carona em um avião da Força Aérea Brasileira para assistir ao jogo da seleção no Maracanã, no fim de semana.
Eduardo Alves disse que determinou que sua assessoria avalie o mais rápido possível o valor das passagens do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro para reembolsar à União.
 
A Folha revelou que pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.
 
“Meu erro, e aqui eu reconheço, foi ter permitido que pessoas me acompanhassem pegando carona nesse voo para o Rio de Janeiro. Por esse erro, estou aqui reconhecendo e já mandei ressarcir o valor de cada passagem correspondente”, disse ao chegar na Câmara.
Alves negou que estivesse em uma agenda de turismo no Rio.
 
Segundo o deputado, ele foi recebido pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes, na residência oficial, na Gávea Pequena, para discutir o cenário político do país.
A reunião, no entanto, não foi divulgada na agenda oficial dos dois políticos. “Houve uma agenda previamente divulgada com o prefeito Eduardo Paes, que me recebeu para um almoço na Gávea Pequena, onde conversamos sábado pela manha”, disse.
 
Alves não respondeu a pergunta da Folha se a medida não provoca mais desgastes à Casa diante das manifestações que sacudiram o país nas últimas semanas.
(…)
 
Encerro

Não adianta. Também os Bourbons caipiras não aprendem nada nem esquecem nada.

03 de julho de 2013
Por Reinaldo Azevedo

EGITO - SEJA OU NÃO OFICIALMENTE DEPOSTO, MURSI JÁ ERA!

Mohamed Mursi, presidente do Egito, já era. O Exército agora dá as cartas. E com o apoio de parte considerável da população. Há, sim, risco de a coisa degenerar.

O Exército egípcio, no entanto, não é e nunca foi como o sírio ou o líbio — uma espécie de gangue armada a serviço de plutocratas. Para o bem e para o mal, é uma força onipresente na sociedade e tem o respeito de boa parte da população.
Não sei se haverá solução possível com o presidente ainda no poder. O certo é que os planos de islamização da sociedade da Irmandade Muçulmana deram com os burros n’água.
 
Consta que os militares preferem que ele caia fora mesmo. Um governo interino assumiria por um prazo de nove meses a um ano, chefiado pelo presidente do tribunal constitucional do país. Nesse tempo, far-se-ia uma nova Constituição, que garantiria a pluralidade política, submetida depois a referendo. Sob a égide da nova Carta, realizar-se-iam então novas eleições gerais.
 
Pluralidade garantida com tanques? Pois é… Coisa bem própria desses tempos em que a Irmandade Muçulmana é tratada pela imprensa ocidental como força democrática… Leiam texto na VEJA.com:

*

Pressionado pelos militares e por manifestações que pedem sua renúncia, o presidente egípcio, Mohamed Mursi, sugeriu, nesta quarta-feira, a criação de um governo de coalizão para solucionar a crise política no país.
 
A proposta foi feita por meio de um comunicado divulgado pelo Facebook e o Twitter pouco depois de esgotado o prazo de 48 horas imposto pelo Exército para que Mursi chegasse a um acordo com os manifestantes.
 
O prazo expirou às 16h30 (11h30 de Brasília). Ao mesmo tempo, dezenas de milhares de pessoas estão reunidas neste momento na Praça Tahrir, em volta dos dois palácios presidenciais no Cairo, aguardando a saída de Mursi.
 
Em seu comunicado, Mursi pede diálogo nacional e aposta na criação de um governo de transição até que sejam realizadas eleições parlamentares. No entanto, o presidente voltou a dizer que não renunciará e pediu aos egípcios que apoiem seu plano de união nacional.
 
A presença militar e de veículos blindados do Exército na capital egípcia aumenta o clima de tensão. Testemunhas disseram à agência Reuters que há centenas de soldados egípcios com tanques na principal avenida próxima aos palácios presidenciais.
 
Em sua conta no Twitter, o porta-voz da Irmandade Muçulmana, Gehad Al Haddad, disse que um golpe militar está em andamento no Egito – o Exército havia ameaçado uma intervenção militar caso Mursi não chegasse a um acordo com a oposição para partilhar poderes. “Tanques começaram a se mover nas ruas”, escreveu al Haddad.
 
Na terça-feira, o Exército anunciou que tinha planos de suspender a Constituição do país, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições presidenciais.
Os militares também declararam, em comunicado, que estavam prontos para “derramar o próprio sangue” para defender o país de “terroristas, extremistas ou ignorantes”. Era uma resposta ao discurso de Mursi, que rejeitou renunciar e disse que protegerá seu mandato com a própria vida.
 
Desde a última semana, às vésperas do aniversário de um ano da posse do presidente, milhares de pessoas foram às ruas para pedir sua renúncia. Também há registros de protestos pró-Mursi, como o desta madrugada, nos arredores da Universidade do Cairo, em que pelo menos dezesseis pessoas morreram durante uma manifestação de partidários do presidente egípcio. Mais cedo, outras sete pessoas haviam morrido em confrontos durante os protestos no país.
 
Mobilização

As manifestações atingiram o mais alto nível de participação no último domingo, quando Mursi completou um ano no poder e milhões foram às ruas para pedir sua renúncia. Há um ano, o membro da Irmandade Muçulmana assumiu o poder, que estava nas mãos de uma Junta Militar desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro de 2001.
 
No período em que os militares estavam no comando do país, os manifestantes os acusavam de minar os esforços para a construção da democracia. Mas, antes mesmo de largar o poder, a junta negociava para manter alguma relevância dentro do novo governo. Mursi assumiu a Presidência, mandou para a reserva os generais mais influentes e substituiu-os por outros simpáticos à Irmandade.
 
Quem esperava ver no poder um defensor da democracia, dos direitos humanos e das liberdades universais, acabou se deparando com um novo ditador. E, como ocorreu nos dias que antecederam a derrubada de Mubarak, o papel das Forças Armadas será determinante para traçar o futuro do país.
 
Para muitos cidadãos, os militares podem trazer a ordem que o país não encontrou ao longo de um ano marcado pela crise política e por uma cada vez mais aguda crise econômica. Não deixa de ser uma opção desoladora.
 
03 de julho de 2013
Por Reinaldo Azevedo
 

A ECONOMIA PIOROU

Aumentou o pessimismo em relação à economia brasileira. A queda da produção industrial de 2% em maio — período anterior ao início dos protestos de rua — mostra uma vez mais o resultado dos equívocos da política econômica. A resposta do governo diante dos novos desafios não faz sentido algum. As projeções para o PIB do ano estão sendo revistas para baixo.

Além disso, ronda a economia o medo da crise do grupo de Eike Batista e a dúvida sobre que empresas ou bancos podem ser afetadas pelos problemas do empresário. Para piorar, o mundo passa por novo período de mudanças e deslocamento do ativos.


O economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, acha que a produção industrial tende a encolher mais no segundo semestre:

— Vai murchar porque a venda de veículos em comparação com o ano passado estará em queda. Da ótica da demanda, o que deu errado foi o consumo das famílias, que diminuiu por causa da alta da inflação. As pessoas tiraram os outros bens do orçamento e deixaram apenas o essencial, e por isso o consumo das famílias foi de apenas 0,1% no primeiro trimestre.

A queda de 2% da produção industrial de maio vem após dois meses de alta — março e abril —, uma queda forte em fevereiro, que ocorreu depois de alta forte em janeiro. Enfim, apesar da montanha-russa, o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio, acha que a tendência é de queda.

— A política econômica aumentou o grau de incerteza na economia. As demandas por melhorias na qualidade dos serviços públicos são legítimas, mas tudo tem um custo enorme. O governo respondeu impondo aos seus parceiros uma enorme incerteza jurídica nos contratos — disse Cunha.

Cunha acha que o IPCA de junho deve ficar entre 0,3% e 0,35%, o que elevaria a inflação acumulada no ano para 6,70%. E isso porque em um terço do mês houve o efeito da redução dos preços dos transportes. No segundo semestre, há o aumento sazonal de alimentos e o efeito do dólar está afetando até os preços que cairiam no mercado externo.

José Roberto confirma isso e cita o exemplo da soja, que subiu apesar de estar em época de queda:

— O trigo já subiu 50%, a safra de arroz é pequena, o feijão está alto. Em queda, apenas o milho e café. Mas está havendo este ano uma elevação do risco climático da safra americana, apesar de ter aumentado a área plantada. Ela foi produzida numa janela climática muito pequena — entre as inundações do corn belt (cinturão do milho) — isso significa que a chuva e a estiagem têm que ocorrer nos momentos certos, do contrário, afetam grande parte da safra.

Então os preços de alimentos continuarão pressionando a inflação brasileira. Ao mesmo tempo, o ambiente de falta de confiança na economia está produzindo uma redução na produção.

— É muita surpresa negativa ao mesmo tempo e isso está afetando as expectativas dos empresários e do consumidor. Mas o que mais preocupa é a qualidade da resposta do governo à crise. O governo não pode desconhecer tão olimpicamente as críticas que têm sido feitas pelos mais diversos setores à contabilidade criativa e continuar criando truques contábeis sucessivamente — disse José Roberto.

Uma crise dessa proporção, com investidores estrangeiros fugindo da bolsa brasileira por falta de confiança na política econômica e pelo medo dos efeitos dos problemas do grupo de Eike Batista, a economia parando, a inflação ainda alta, e o governo faz novos truques para apresentar estatísticas nas quais ninguém acredita. Na política, o governo mobiliza todos os seus esforços em torno de um plebiscito que está longe de ser o centro dos problemas do país neste momento.

03 de julho de 2013
Míriam Leitão, O Globo

ENFIM, O EGITO LIVRE!

Exército Libera o Egito da Maldita Irmandade Muçulmana
E o povo festeja nas ruas a intervenção do Exército. Os fascistas da irmandade muçulmana se foderam completamente.
 
03 de julho de 2013
selva brasilis

E O FALASTRÃO CONTINUA CALADO. COM A CUMPLICIDADE DA IMPRENSA


Quando as coisas ficam ruins, Lula desaparece. Ele só sabe surfar na marolinha.
Quando bate a inflação, seu grande legado, ele se cala. E a imprensa, sempre pressurosa em ouvir o falastrão de São Bernardo, quando convém ao tiranete, não lhe pede uma entrevista. Entrevista, só a favor.
Salvo raras exceções, a imprensa é do nível de Lula. Bem que se merecem.

03 de julho de 2013 

GILMAR MENDES: "RECURSOS DO MENSALÃO DEVEM SER VOTADOS LOGO"

Supremo Tribunal Federal entrou em recesso nesta segunda-feira; para o ministro, análise dos embargos deve levar mais de um mês



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu, nesta terça-feira, que seja acelerado o julgamento dos recursos do mensalão. Pelos seus cálculos, serão necessários até trinta dias para avaliar os embargos apresentados pela defesa.

Ao ser questionado sobre a pesquisa que aponta que 74% dos brasileiros querem a prisão imediata dos mensaleiros condenados, segundo o Datafolha, Mendes defendeu maior celeridade no processo. “Nós temos de observar o devido processo legal, e é isso que temos feito. Eu tenho dito também que nós temos de acelerar o processo decisório”, afirmou durante audiência na Câmara.

Mendes citou o caso do deputado federal Natan Donadon (RO), que se arrastou por quase três anos da condenação até a prisão, para criticar a lentidão da Justiça. “O julgamento ocorreu em 2010, e aí vieram os embargos de declaração e só em 2013 o STF finalizou a sua orientação. Acredito que não só nesse caso, mas em outros, nós temos de ser mais céleres”, disse.

O magistrado prevê que a análise dos embargos de declaração apresentados pelos réus deve durar “30 dias ou talvez menos”. Nesta segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal entrou em recesso. As atividades serão retomadas somente em agosto.

Na esteira das manifestações populares, o ministro do STF afirmou que é necessário “quebrar o marasmo” e que há um descontentamento geral com a inércia e a má utilização dos serviços públicos. O próprio Judiciário foi alvo de críticas:
“A Justiça funciona muito mal, é preciso dizer isso. Veja que, sobre o Carandiru, nós chegamos a um caso de júri vinte anos depois. Nós estamos dando respostas inadequadas”, apontou.
Mendes sugere que haja um “mutirão institucional” entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para melhorar a qualidade da atuação judicial.

Plebiscito

O ministro também opinou sobre o plebiscito da reforma política, cujos temas foram enviados ao Congresso nesta manhã pela presidente Dilma Rousseff. Para o magistrado, o Congresso Nacional terá como desafio a formulação de perguntas claras na consulta à população. “A questão é saber como essas perguntas vão ser feitas em um tema tão complexo, tecnicamente tão difícil, podendo gerar até eventuais contradições”, disse.

03 de julho de 2013
Veja online
 

PERDIDA EM ECONOMIA, DILMA AMEAÇA MEXER NA FLUTUAÇÃO DO DÓLAR E INSISTE EM IMPOR AGENDA DE REFORMA POLÍTICA

Os erros primários cometidos pelo governo Dilma da Silva já comprometem a governabilidade e o futuro do Brasil. Na política, completamente refém da base aliada desde o escândalo do Mensalão (em 2005) e apavorado com a impopularidade imposta pelos gritos nas ruas, o PT apela para a absoluta ignorância institucional. Mais uma vez, insiste no erro de impor uma agenda de reformas que deveria ser pautada pelo cidadão-eleitor-contribuinte – e não por seus representantes mal escolhidos e em flagrante desgaste de imagem.
Na economia, refém do modelo dependente-colonial-entreguista, improdutivo, desperdiçador de recursos e baseado na extorsão tributária da sociedade, o partido ensaia ações que podem ser fatais. A equipe do virtualmente degolado Guido Mantega ontem à noite estudava medidas malucas para acabar com o sistema de “dólar flutuante”. A medida radical, no entanto, deverá enfrentar uma reação contrária do mercado.
Romper com toda a “lógica” de estabilização desde o Plano Real – a contestável “credibilidade” do governo vai para o saco. Além disso, como estudos revelam que a moeda brasileira sofre de uma sobrevalorização em termo real e nominal, é grande o risco que o dólar chegue, facilmente, a algo em torno de R$ 2,70 ou mais. Os efeitos altamente inflacionários e a repercussão negativa sobre a cadeia produtiva desgastarão ainda mais o (des)governo.
Dilma-Lula-Mantega-Palloci-Meirelles enfrentem outro problema imprevisto. Eles não sabem o que fazer para conter o chamado “Efeito X”. Na cúpula do PT (leia-se Lula e Dirceu) rola um desespero com a quase certa quebradeira do parceirão Eike Batista. Pior e mais grave que a queda da bolsa é o efeito cascata da derrocada do bilionário. Já está mais que exposto o risco de bancos que emprestaram dinheiro para as aventuras dele (inclusive e principalmente o BNDES).
Se as passeatas de protesto deram uma diminuída, outra ação de reivindicação, mais setorial e organizada, apavora o governo. O movimento União Brasil Caminhoneiro se aproveita do clima politicamente quente do “Inverno Brasileiro” para lutar contra problemas concretos: os pedágios absurdos, o alto preço dos combustíveis (mesmo com subsídio) e a insegurança nas estradas (a maioria muito mal conservada). O problema é o nó logístico provocado pela manifestação, afetando a distribuição e entrega de produtos.
Problemas
Por confusões técnicas em nosso sistema, a edição desta quarta sai com um atraso além do normal.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
 
03 de julho de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

UM GOVERNO FRACASSADO

A presidente Dilma finge não compreender que as manifestações tratam, basicamente, de duas questões: o fim da corrupção e o uso adequado das verbas públicas, que, por sua vez, querem dizer que o os políticos devem pensar no país, e não em seus interesses pessoais, financeiros e partidários.
 
Em vez de as propostas que fez, que dependem dos outros, poderia começar a fazer o que só depende dela, como a redução do número de ministérios e de cargos de comissão, o que nem quer ouvir falar. As suas propostas, em vez de atacar a corrupção, a estimulam.
 
Voto em lista fechada, com os caciques – sempre eles!- decidindo quem vai entrar significa que entrará quem pagar mais; proibir doações de empresas e permitir as de pessoas físicas significa que nada mudará, pois se a empresa não pode, o empresário doará, e, como sempre, cobrará depois, pois a doação nada mais é do que um corrupto investimento, a curto prazo, de um governo. E mais, muito mais!
 
Por isso, não é sem razão que seu próprio partido clama pelo “Volta Lula”, prova contundente de que seu governo é um fracasso.
 
Padrão Felipão
 
Dilma, ao estilo petista da desfaçatez, tenta se apropriar da recente popularidade do futebol brasileiro, ao afirmar que o seu governo é “padrão Felipão”! Esqueceu que o “padrão Felipão” levou o Palmeiras à 2ª divisão.
 
Ou seja, no futebol ou na política é preciso ter 11 craques, e não 39 incompetentes! Aliás, 11 é um bom número para os ministérios, antes que o Ali Babá reapareça...

03 de julho de 2013
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante reformado.

CARTA À "PRESIDENTE" DILMA


Excelentíssima Sra. Presidente da República Dilma Rousseff
Permita-me a apresentação: na minha opinião eu sou um médico; na sua um “trabalhador da saúde”. Na minha opinião, medicina é cuidar de pessoas doentes; na sua é fazer “transformação social”. Eu penso em salvar vidas; a senhora em ganhar votos. Como podemos ver, a senhora e eu, não temos muito em comum à primeira vista mas existem na minha vida alguns fatos que a senhora desconhece.
Assim como a senhora, eu já fui marxista – e dos fanáticos! Brigava com colegas da faculdade no final dos 80 e inicio dos anos 90 para ver seu projeto de poder realizado. Caminhei ao lado daquele seu amigo que gosta de uma cachacinha e costuma ser fotografado com livros de cabeça para baixo... Conversei pessoalmente com o “poeta do sêmen derramado” que agora governa o Rio Grande do Sul..
Não tinha idéia correta daquilo que havia acontecido no Brasil entre 1964 e 1985. Imaginava, como a senhora quer fazer parecer até hoje, que tudo estava indo bem até que militares malvados que não tinham nada para fazer decidiram, com ajuda dos americanos, derrubar o governo brasileiro.
Eu só me dei conta, presidente, de quem Lula, a senhora e seu Partido-religião representavam quando comecei a trabalhar com a gente de vocês aqui em Porto Alegre a partir de 98. Duvido que eu estivesse mal preparado, sabe? Eu já tinha feito 6 anos de faculdade, um ano de residência em Pediatria, um de Medicina Interna e dois de Cardiologia. Gostaria que a senhora visse em que lugar seus “cumpanheros” aqui dos pampas me colocaram para trabalhar...Imagino a senhora doente naquelas condições de segurança, higiene, espaço e administração que a ralé do PT do Rio Grande do Sul nos ofereceu.
A senhora tem idéia de como deve se sentir um médico ao ter seu estágio probatório avaliado por técnicos de enfermagem? A senhora sabe o que é receber, depois de tudo que se estudou na vida, ordens de enfermeiras, presidente? Em nome de que? Em nome de um delírio chamado “democratização da gestão”? Em nome de um absurdo chamado “controle social”??
A senhora tem alguma noção de quantas pessoas eu vi morrerem depois que esse seu partido de assassinos e mensaleiros terminaram com o resto da rede hospitalar brasileira “aparelhando” a gestão dela com uma legião de analfabetos, recalcados, alcoólatras e incompetentes que por oferecer uma parte de seu salário ao PT passaram a dar ordens a homens e mulheres com capacidade de salvar vidas ???
Mas por favor, não fique ofendida comigo presidente, de certa forma essa carta é um agradecimento, sabe? Formado há quase 20 anos, eu nunca havia visto os médicos brasileiros tão unidos quanto agora. É mais um mérito seu e desse seu partido a promover a maior humilhação que os médicos de um país sofreram até hoje! A senhora não tem vergonha de apelar para uma ditadura bananeira, para um país que mata, tortura, prende e vigia seus próprios cidadãos para fornecer médicos para o SEU povo? A senhora é brasileira, ou não, presidente Dilma??
Se não tem vergonha da medicina do seu país, tenha pelo menos do seu povo! A senhora nasceu aqui e a primeira pessoa que lhe viu foi provavelmente um médico do Brasil. Provavelmente vai ser algum colega, intensivista como eu sou hoje, quem vai estar ao seu lado no último momento e mesmo assim a senhora quer chamar médicos cubanos para enganar nossa gente pobre e doente a ponto de garantir sua reeleição? 
Quem lhe deu esse conselho, presidente Dilma? Identifique por favor, um por um, os médicos que lhe cercam e sugeriram semelhante ideia! A senhora e eu já conhecemos alguns, né?  Vamos apresentar os demais ao Conselho Federal de Medicina, ou não?
Presidente Dilma, até bandidos e prostitutas se ofendem quando tem seu território e ganha pão ameaçados. Nós somos médicos, nós salvamos vidas e não vamos permitir que uma profissão cuja origem se perde no tempo seja levada ao fundo do poço por um partido como o da senhora com o argumento de que estamos sendo corporativistas e o Brasil está sem médicos.
Deus lhe proteja na batalha que vai enfrentar conosco, presidente. Se a senhora for ferida vai precisar ser atendida por um médico – e eu duvido muito que ele fale português..

Porto Alegre, 2 de julho de 2013
Milton Simon Pires é Médico - CREMERS 20958.

"A FALSA SOLUÇÃO DO PLEBISCITO"

 
Resultado de um lance de oportunismo de alas do PT embevecidas pela “democracia direta” chavista, a Constituinte exclusiva, ideia afastada por flagrante ilegalidade ─ não pode haver constituinte para rever apenas partes da Carta ─, foi convertida em plebiscito. 
Ao vislumbrar uma brecha na crise das manifestações de rua para contrabandear este antigo sonho do partido ─ oficialmente, desde 2007, segundo documentos internos do PT ─, a legenda desembocou numa consulta popular que o governo Dilma precisa viabilizar junto ao Congresso.

A tarefa é impossível de ser cumprida, se a ideia for realizar uma consulta séria à população.
Como o tema do plebiscito, a reforma política, não pode ser traduzido em perguntas simples e objetivas, exigência de qualquer sondagem popular, a presidente Dilma tem mais um problema sério sobre a mesa para resolver.

E tudo isso para pretensamente atender a uma das reivindicações das ruas, afirmam o governo e o partido. Ora, num sentido bastante amplo, pode-se entender que as críticas aos políticos e governos em geral, feitas nas manifestações, podem ser atendidas por uma reforma política. 
É duvidoso, porém. Mais ainda quando se sabe que, entre as mudanças arquitetadas por petistas, está o voto em lista fechada, em que os candidatos são escolhidos pelos caciques partidários, em barganhas nada transparentes, distantes do povo em nome do qual se pretende fazer as mudanças. Ironia pura. 
E, enquanto o plebiscito vai tomando conta da agenda política, o governo finge não entender críticas reais feitas nas ruas: prioridades erradas nos gastos públicos, desperdícios, mais recursos para Educação e Saúde, por exemplo.
É a tradução dos ataques aos estádios para a Copa e à baixa qualidade do sistema de transporte público urbano.

Em vez de uma incerta e etérea reforma política, o Planalto deveria responder às manifestações com ações objetivas e certeiras. Como a suspensão do mirabolante e bilionário projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, com o último orçamento em mais de R$ 30 bilhões ─ cifras sempre revistas para cima ─, e a transferência do que houver de dinheiro público envolvido na empreitada para viabilizar projetos de trens suburbanos e metrôs nas duas regiões metropolitanas.

Os tais “pactos” com os quais Dilma se compromete ─ a reforma política é um deles ─ correspondem a despesas de R$ 50 bilhões. Em entrevista ao Globo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete cortes em gastos de custeio e/ou aumento de impostos a fim de compensar estas despesas. 
Chega a ser um acinte admitir aumentar a já elevada carga tributária, quando o governo gasta R$ 611 bilhões por ano ─ ou quase US$ 300 bilhões ─ para manter uma enorme máquina burocrática, com 39 ministérios, quase 1 milhão de funcionários e 22 mil servidores apaniguados, donos de cargos ditos de confiança, para os quais são nomeados por afinidades pessoais e ideológicas.
Explica-se o mau humor demonstrado nas manifestações. Vandalismo à parte.

03 de julho de 2013
Editorial d'O Globo

A HUMILHANTE RESPOSTA DO TSE AOS FEITICEIROS DO PT

Dá pra tirar Mercadante de perto da Dilma?

A resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o endosso de todos os Tribunais Regionais, ao Palácio do Planalto sobre a viabilidade do plebiscito deveria provocar uma enorme vergonha na turma, especialmente na presidente Dilma Rousseff e no seu agora fiel escudeiro, Aloizio Mercadante — a propósito: quem está a cuidar da Educação? Foi preciso lembrar que o país vive sob um ordenamento jurídico e tem uma Constituição. Foi preciso dar lição de moral aos destrambelhados. Até o poeta Carlos Drummond de Andrade foi evocado pela mineira Carmen Lúcia, que preside o TSE. Sobrou também para Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, que chegou a opinar que a legislação eleitoral poderia, sim, mudar a menos de um ano da eleição desde que essa fosse a vontade do povo. Sugeriu que essa fosse uma das perguntas do plebiscito, o que é um escárnio. Expliquei a ele aqui por que não. Ontem, foi a vez de o TSE lembrar:
 
 
Assim, elimina-se uma dúvida que já não havia. Nem o povo é soberano para mudar cláusula pétrea da Constituição. Chega a ser ridículo que isso tenha de ser reafirmado, mas fazer o quê?
O TSE precisou lembrar aos valentes qual é o sentido de um plebiscito e em que circunstâncias ele tem de se dar. Leiam este outro trecho.
 
 
Há ali um alerta importante: que sentido faz submeter a população a uma consulta que se lhe afigurará uma charada grega? Não porque seja congenitamente incapacitado para responder, mas porque não haverá tempo para os devidos esclarecimentos. O brasileiro já deu mostras de verdadeiros prodígios. Lembremo-nos de que, durante a implementação do Plano Real, tivemos de conviver com duas moedas. Houve quem previsse o caos. Não aconteceu nada. Ao contrário: deu para perceber, muito depressa, que parecia ser um bom caminho para conter a sandice inflacionária. Mas as coisas não se fizeram na base da correria e da porra-louquice, comportamento próprio de um governo que está doido para driblar os problemas reais e se entregar a diversionismos.
Prestem agora atenção a este outro trecho.
 
 
Retomo

Se o processo tivesse sido deslanchado anteontem, diz o tribunal, poder-se-ia realizar o plebiscito em 8 de setembro, ainda dentro do prazo para que eventuais mudanças vigorassem já em 2014. Mas se está muito longe disso. Nem sequer se tomaram as providências para o necessário Decreto Legislativo, que depois tem de ser aprovado nas duas Casas. De resto, far-se-ia o decreto com que conteúdo? Deputados e senadores nem mesmo terão tempo de debater que reforma querem?
E, então, foi preciso citar Drummond para cobrar, ainda que de modo lhano, uma pouco mais de responsabilidade (esses rabiscos são pedaços da rubrica dos juízes do TRE.
 
O fim do texto não poderia ser mais edificante. A Justiça Eleitoral lembra que está a serviço dos eleitores, não dos poderosos de turno.
 
Primeiro faltou sabedoria a Dilma para entender as ruas. Depois faltou prudência para entender o ordenamento constitucional.
Alguém faça o favor ao Brasil de tirar Mercadante de perto dela?
 
03 de julho de 2013
Reinaldo Azevedo

PLEBISCITO INVIÁVEL

 

Com elegância e discrição a mineira Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrou na nota oficial distribuída após a reunião com os presidentes dos TREs de todo o país os empecilhos, legais e políticos, para a realização do plebiscito sobre a reforma política, que na prática o inviabilizam.

E ainda, citando o também mineiro poeta Carlos Drummond de Andrade, advertiu para os perigos da caminhada: “Cuidado por onde andas, pois é sobre meus sonhos que caminhas".

Não foi à toa a citação do poeta, o que a ministra Cármen Lúcia queria humanizar a decisão do TSE, colocando-se em sintonia com a voz das ruas: “O sonho do povo brasileiro é a democracia plena e eficiente. O dever do juiz é garantir o caminho do eleitor para que o sonho venha a ser contado para virar a sua realidade”.

São dois os problemas básicos que a nota do TSE destaca: é preciso atentar para a data fatal de um ano antes da eleição, limite para a alteração das regras do jogo. Esse limite é uma das cláusulas pétreas da Constituição, que não podem ser alteradas. O outro problema é que não é possível consultar o povo sobre temas que exigem mudanças constitucionais para virarem realidade.

Da lista de sugestões da presidenta Dilma Rousseff para a consulta popular, encaminhada ontem ao Congresso, o tipo de sistema eleitoral, com voto proporcional ou distrital, e o fim da suplência de senador são temas que não podem entrar no plebiscito por exigirem alterações constitucionais.

Como explica a nota do TSE, “a Justiça Eleitoral não está autorizada constitucional e legalmente a submeter ao eleitorado consulta sobre cujo tema ele não possa responder”.

O prazo para alterações nas regras eleitorais se encerra no dia 5 de outubro, um ano antes da eleição de 2014. Como o Tribunal Superior Eleitoral definiu um prazo mínimo de 70 dias para a viabilização do plebiscito, a partir do momento em que o Congresso decida a sua realização, com a aprovação das perguntas a serem feitas na Câmara e no Senado, quase não sobraria tempo para que a nova legislação fosse aprovada dentro do prazo legal.

Como exemplo, a nota define o dia 1º de julho como o início do processo, e estabelece que a partir de 8 de setembro poderia se realizar o plebiscito. O Congresso teria nesse caso em torno de 20 dias para redigir a nova legislação eleitoral e aprová-la nas duas Casas.

Como já estamos no dia 3 de julho e o processo nem começou, é razoável supor-se que, se decidisse realizar o plebiscito — o que já parece fora de cogitação — o Congresso levaria várias semanas para chegar a um consenso e montar as perguntas.

O TSE adverte ainda para outra dificuldade, a de realizar o plebiscito sem que ele possa gerar consequências nas eleições imediatamente posteriores. Diz a nota que “A Justiça Eleitoral não está autorizada constitucional e legalmente a submeter ao eleitorado consulta (...) que da resposta formalmente apurada não haverá efeitos, no pleito eleitoral subsequente, o que pode ser fator de deslegitimação da chamada popular”.

Isso quer dizer que não adianta fazer um plebiscito se suas decisões não puderem ser utilizadas na eleição de 2014. Seria mobilizar uma imensa máquina pública e gastar dinheiro inutilmente, pois essas reformas não poderiam ser utilizadas a partir de 2016, como muitos sugeriram. Pelo menos não como consequência do plebiscito.

Já existe um movimento, que une pelo menos PMDB e PSB, para que o plebiscito sobre a reforma eleitoral seja realizado em 2014, juntamente com as eleições, para ser utilizado a partir da eleição de 2016. Esse pode ser o melhor momento, quando os partidos políticos e os eleitores estarão mobilizados pelas eleições.

03 de julho de 2013
Merval Pereira, O Globo

INFLAÇÃO BRASILEIRA É QUATRO VEZES MAIOR DO QUE A MÉDIA MUNDIAL

A inflação do Brasil é quatro vezes maior do que a dos 34 países desenvolvidos ou emergentes que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nestes países, a média é de 1,5%.

Aqui estamos rumando para 7%. Este é o maior sinal de que o custo de vida está fora de controle. Em nenhum lugar do mundo, quando existe crise econômica, os preços sobem com a velocidade brasileira.
 
Ao contrário. Os preços se estabilizam e até caem. Há uma grande maquiagem na condução da economia do país.
PIB baixo, indústria parada, comércio desabando, falta de investimento, falta de infraestrutura, juros subindo, consumo parando e inflação disparando é algo difícil de entender.
 
Com a palavra os economistas. Menos a Dilma e o Mantega, os responsáveis por sermos o país com a inflação mais alta entre os 34 membros da OCDE.
 
03 de julho de 2013
in coroneLeaks

A REFORMA POLÍTICA, O PLEBISCITO E UMA FUMAÇA ESTRANHA NO AR


Amigos da Dilma

 
Os protestos populares continuam se espalhando pelo país e agora as entidades que se mantiveram a distância todo esse tempo (MST, Militantes ligados ao PT e outras entidades “de esquerda”) tentam “pegar uma carona” na onda e realizam protestos reivindicando a tal “reforma política” ou simplesmente desejando sequestrar algum protagonismo que jamais possuíram.
 
Toda súbita adesão dessa corja nada mais é do que uma cortina de fumaça para fazer o que eles fazem de melhor: ganhar tempo e iludir a população que clama por melhorias reais.
 
E as maiores provas disso foram os pronunciamentos de Dilma, a fala de Lula (convocando os militantes para ir às ruas contra “à direita”) e a estranha insistência do governo (e do PT) nesse desnecessário plebiscito, na tal “reforma política” e até numa constituinte (como queriam no início).
 
Antes que você, amante do discurso bonito desses que se dizem “de esquerda”, possa querer saltar na minha jugular e espalhar todo meu sangue na sua camisa vermelha com a cara do Che; pare um instante e pense (mesmo no meio desse seu furor ideológico) se toda esse desejo de reformar nossa política é mesmo real ou mero fruto do oportunismo que eles sempre tiveram.
 
Sem partido
 
 
Use o cérebro que Deus lhe deu (e que seus pais gastaram um bom tempo e algum dinheiro para evoluir) e imagine os motivos que poderiam levar um governo que promoveu a corrupção eleitoral, o embuste partidário e achincalhou a nossa (já tão ruim) vida política de tal forma que a corrupção deixou de ser um desvio de conduta e passou a ser condição “sine qua non” para a ocupação de cargos em estatais e ministérios.
Em sã consciência você acha que alguém deste governo tem legitimidade (ou vontade) para se erguer e oferecer uma opção de reforma política que realmente vá limpar o cenário dantesco do banditismo político que experimentamos hoje?
 
Em minha humilde opinião, não. E digo mais, vejo com extremas reservas e desconfianças esse súbito adesismo do PT, das militâncias retrógradas e das forças que mantém essas oligarquias no poder a essas propostas.
 
Pois, como falar de reforma política se os mensaleiros (protegidos pelo governo que aí está e pelo PT) desfilam livremente pelo Congresso Nacional e são aplaudidos pela corja como se fossem heróis e elementos da mais alta estirpe?
 
Vejo o PT muito mais interessado em fazer emplacar o tão sonhado financiamento público de campanhas e ganhar tempo para fazer os ânimos se aplacarem e o país mergulhar no seu conformismo e bovinidade tradicional.
 
Vejo as forças que apoiam este governo farejando uma ótima oportunidade para satisfazerem suas (sempre insaciáveis) barrigas; chantageando e conseguindo ainda mais benesses, negociatas, maracutaias e favores dos petistas (eles próprios loucos e famintos pelo poder e por salvar os seus planos de se manterem vinte anos no poder e na posse dos cofres públicos para seu exclusivo deleite e prazer).
 
Vejo uma fumaça estranha no ar que fede a Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina (leia-se totalitarismo) e as mesmas técnicas usadas para assegurar a instauração do pensamento bolivariano nesses países (com os costumeiros resultados desastrosos do socialismo populista e absolutista ao longo da história) e numa clara tentativa de fazer carga para diminuir (ou mesmo caçar) as liberdades individuais e de expressão como sempre manifestaram vontade (desde que assumiram o poder).
 
Essa fumaça fica ainda muito mais densa quando vemos que elementos das FARC foram flagrados infiltrados nas manifestações com o único objetivo de manipular a população visando promover distúrbios, ataques, saques e badernas vistos por todos nós.
 
as farc estão aqui
 
Certamente, se conseguíssemos dissipar completamente essa fumaça, veríamos que junto a esses elementos das FARC há muita “gente boa” do MST, desses radicais partidos nanicos de esquerda e desses movimentos sociais que existem exclusivamente para mamar as verbas que o governo lhes repassa sem nunca realmente se interessar em representar os anseios populares.
 
Ao ver Renan Calheiros, José Sarney, Maluf, Lula, os mensaleiros, Dilma, o PT e tantos outros políticos de triste história apoiando a reforma política, o plebiscito e apregoando que agora (graças às vozes das ruas e ao empenho do governo) farão algo que, mesmo ocupando o poder há décadas, sempre se recusaram a fazer; minha consciência e minha parca inteligência dizem que, ao menos, devo desconfiar de que algo muito estranho está por trás disso tudo.
Afinal de contas; onde há fumaça, sempre há fogo.
 
Pense nisso.
 
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infográfico dos protestos - manifestações
 
 
03 de julho de 2013
arthurius maximus