"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



segunda-feira, 27 de maio de 2013

ÁLVARO DIAS: "EU CONCORDO COM JOAQUIM BARBOSA".

 
 
 
 
O senador paranaense Alvaro Dias, vice-líder do PSDB, considerou “imprópria e desnecessária a reação de parlamentares” aos comentários do presidente do STF.
Numa palestra para universitários, Joaquim Barbosa disse que “temos partidos de mentirinha” e que o Congresso brasileiro “é inteiramente dominado pelo Poder Executivo.”
Em texto veiculado no seu blog, Álvaro Dias anotou: “Com outras palavras, tenho expressado a mesma opinião tanto da tribuna do Senado quanto em palestras a universitários…
Reitero insistentemente que não temos partidos verdadeiros, com identidade programática e sim siglas para registro de candidaturas. E que o Poder Legislativo tem suas prerrogativas usurpadas pelo Executivo que o transforma em verdadeiro almoxarifado à sua disposição.”
 
O senador concluiu: “Não há como ignorar essa realidade, a menos que se queira escamotear a verdade. Por isso concordo com o presidente Joaquim Barbosa.”
 
27 de maio de 2013
Por Josias de Souza - Uol Notícias

CRIADO SOB A GUARDA LGBT E CONTRÁRIA AO "CASAMENTO" GAY

             
          Artigos - Direito 
dawnDawn Stefanowicz cresceu em uma casa onde os desejos sexuais dos adultos eram postos a frente das necessidades e do seu bem estar. Hoje ela luta pelo casamento tradicional e pelo direito da criança ter um pai e uma mãe.

A oficialização da união de casais mesmo sexo é a cause célèbre de muitos políticos e celebridades e é extensivamente abordada nos noticiários.  Enquanto aumenta o furor do debate, um aspecto central é muitas vezes esquecido segundo a autora e conferencista canadense Dawn Stefanowicz: como são afetadas as crianças que são criadas por casais do mesmo sexo?
 
Muitos estados (dos EUA) permitem casais homossexuais adotarem crianças. Essa é uma prática que será cada vez mais consolidada na lei conforme mais estados forem permitindo que casais homossexuais adotem. Além disso, alguns homossexuais têm crianças dos seus próprios relacionamentos passados com pessoas do sexo oposto. Dawn traz um ponto de vista raro na discussão pública; seu pai era ativamente envolvido no estilo de vida gay e ela se descreve como sendo “criada sob a guarda LGBT [lésbica, gay, bissexual e transgênero]”.
 
Dawn nasceu em Toronto. Seu pai se tornou um homossexual ativista já na juventude. Ele era um homem de negócios bem sucedido. Desejoso de ter crianças, ele casou e teve, além de Dawn, outros dois irmãos, sendo que um é gêmeo dela. Após Dawn e seu irmão gêmeo terem nascido, seu pai parou de ter relações sexuais com a esposa e buscou relações homossexuais em lugares conhecidos do público gay canadense e americano. Dawn foi frequentemente levada a muitos desses lugares, mesmo quando era criança. Seu pai teve muitos amantes gays e os trouxe até em casa. Aos 51 anos, ele morreu de AIDS em 1991.
 
Atualmente, Dawn vive em Ontario, Canadá. Ela é contabilista, cristã e defende abertamente que as crianças sejam criadas por casais heterossexuais casados à moda tradicional. Ela foi casada com um homem por 28 anos e teve duas crianças, que hoje são adolescentes. Em 2007 ela publicou Out From Under: The Impact of Homossexual Parenting, um livro sobre suas experiências de vida na fase de crescimento que se passaram no mundo GLBT. Por ocasião do quinto aniversário do lançamento do livro, ela falou com o Catholic World Report.
 
Por que você decidiu compartilhar suas histórias das épocas em que foi “criada sob a guarda LGBT” no seu livro e nas suas palestras?
 
Dawn Stefanowicz: Senti-me compelida. Fiz uma aparição ante a Comissão de Assuntos Legais e Constitucionais do Senado em Ottawa em 2004 pedindo para não colocarem “orientação sexual” na legislação vigente de crimes de ódio por conta das restrições à liberdade de expressão e religião. No fim daquele mês, compartilhei meu testemunho perante um conselho escolar.
Quase imediatamente, os ativistas gays que haviam comparecido — devo dizer que não gosto de usar o termo “gay”, mas como ele é muito usado hoje em dia, eu usarei — começaram gritar tanto durante meu depoimento que eu mal podia ouvir minha própria voz. Fui interrompida uma meia dúzia de vezes.
Estive preocupada com a minha segurança; então pedi ao segurança que me escoltasse até o carro. Fui para casa e comecei escrever o livro. Eu quis compartilhar minhas experiências adquiridas em um lar homossexual.
 
Uma das coisas que você enfatiza é que você não viu uma rotina de relacionamento monogâmico na sua casa enquanto você crescia.
 
Stefanowicz: Sim. Para as crianças, como eu à época, só porque nossos pais são "parceiros" não significa que eles são monógamos. A monogamia na comunidade gay significa “monogamia em série”, pois eles ficam com um mesmo parceiro por alguns meses e logo fazem a fila andar; ou senão eles estão em uma relação, mas mantêm múltiplos parceiros simultaneamente. Pesquisas mostram que a maioria dos relacionamentos homossexuais masculinos torna-se abertos já no primeiro ano.
Um artigo recente do New York Times confirma isso: 50% das uniões homossexuais masculinas tornam-se abertas a outros parceiros sexuais já no primeiro ano. Meu pai podia estar “comprometido” em um relacionamento longo, mas havia um acordo com seu parceiro para poder ter relações sexuais com outros.
 
Enquanto crescia não estive cercada por casais heterossexuais comuns. Na minha casa tinha os parceiros dos meus pais e seus amigos homens; além disso, frequentemente eu era carregada para os locais de encontro da comunidade LGBT. Eu era apenas uma criança, mas estive exposta a manifestações patentes de atividade sexual. Por exemplo, quando eu tinha nove, meu pai me levou em um sex shop do subúrbio. Ele disse que queria me expor à sexualidade para que eu não fosse hipócrita. Não havia senso de privacidade quando se tratava de sexualidade. O sexo era público; isso era parte da cultura gay.
 
Ele me levava para ver o trabalho de artistas gays cujas pinturas e esculturas continham símbolos fálicos embutidos. Ele me levava para praias de nudismo onde homens gays se encontravam. Ele queria que eu tirasse minhas roupas, mas eu não tirava. Era nesses lugares que os homens estavam envolvidos em "cruzeiros", oferecendo-se uns para os outros para fazerem sexo. Havia áreas próximas dali onde eles iam para praticar sexo. Havia uma rede, de modo que se a polícia estivesse chegando, eles avisavam uns aos outros e assim paravam de fazer sexo.
 
Isso era antes da era da internet, mas mesmo assim havia uma incrível rede na comunidade gay que mantinha uma comunicação para seus membros marcarem locais de encontro para que pudessem marcar “rapidinhas”. Podiam ser praias públicas, ginásios e até mesmo parques onde crianças brincavam por perto. Meu pai cruzava todo o Canadá e também gostava muito de vir para os Estados Unidos; dentre suas cidades favoritas estavam São Francisco, Miami e Ft. Lauderdale. Ele viajava, achava alguém em questão de minutos e ambos iam para algum lugar fazer sexo. Meu pai também mantinha próximo do seu escritório um apartamento para ele poder ter um lugar de rápido acesso para fazer sexo.
 
Uma vez, quando estava na 10ª série, eu estava animada porque meu pai havia ido assistir minha performance musical, pois ele nunca fora antes. Eu vi seus olhos se arregalarem quando ele viu todos os garotos adolescentes no palco comigo. Então eu entendi que ele não estava lá por mim, mas para pegar garotos jovens.
 
Conforme você foi ficando mais velha, teu pai te usou como “isca” para atrair homens que ele tinha interesse em fazer sexo.
 
Stefanowicz: Sim. Ele dizia para eu me vestir provocativamente e vestir este ou aquele top, e então íamos “passear”. Um homem poderia se identificar como gay, mas meu pai sabia se eles ainda gostavam de jovens garotas. Além disso, isso poderia ser um modo de atrair homens bissexuais e heterossexuais.
Meu pai gostava de homens bem vestidos e de “fino trato”, cuja idade era cerca de 10 anos a menos que a dele. Era sempre um homem mais novo, jamais um da mesma idade ou mais velho. Eu conheci muitos homens gays que tinham preferência por garotos adolescentes que haviam acabado de entrar na puberdade. Eles [os homens gays mais velhos] procuravam garotos vulneráveis cujo pai estava ausente.
 
Você não fazia objeções quanto ao modo do teu pai te usar desse jeito?
 
Stefanowicz: Eu não gostava, mas eu estava dividida. Eu queria agradá-lo e estar com ele. No fim das contas eu estava buscando o amor e a aceitação dele. Mas, ao invés disso, eu é que tive de aceitá-lo.
 
E seu pai também trouxe vários homens para casa para fazer sexo
 
Stefanowicz: Sim, isso foi parte da minha infância num ambiente homossexual. Não era seguro para as crianças. Para começar, você é exposto a várias doenças. Não sei como dizer isso, mas o sexo homossexual é asqueroso. Eu via lençóis sujos de esperma, fezes e gel lubrificante. Camisinhas não eram parte do cenário, pois não se conhecia a AIDS até então. Com efeito, anos depois, quando descrevi minha situação ao meu médico, ele encomendou os mesmos testes sanguíneos feitos em homens envolvidos em relacionamentos homossexuais.
Diferentes homens vinham viver conosco durante algum tempo nas nossas dependências. Quando meu pai tinha cerca de 30 anos, um artista de 18 anos veio viver conosco. Eles tiveram relações sexuais e saíam por aí juntos buscando outras experiências. Ocasionalmente eles traziam homens para casa para fazer sexo grupal. Meus jovens olhos viram muito. Não foi nada alegre ou colorido.
Meu irmão gêmeo viu o sexo grupal uma vez. Ele não podia entender como nosso pai beijava outros homens, mas não podia mostrar afeição ao seu próprio filho.
 
Você foi abusada sexualmente?
 
Stefanowicz: Eu tenho imagens na minha memória sendo abusada sexualmente; eu tive pesadelos com essas imagens. Minha mãe confirmou que eu fui abusada sexualmente pelo meu pai quando eu era criança; entretanto, ela não pôde confirmar as imagens na minha memória que envolviam meu pai e outros homens comigo. Outros adultos que viveram a infância em ambientes homossexuais confidenciaram a mim que foram abusados. Há um risco maior de abuso sexual em tal ambiente.
 
Os parceiros do seu pai eram gentis com você?
 
Stefanowicz: Eles até cozinhavam ocasionalmente para mim, ajudavam no dever de casa ou me levavam para alguma atividade. Mas eles não estavam ali por mim ou pelos meus irmãos; eles estavam pelo meu pai. Meus irmãos e eu sentíamos que não tínhamos importância alguma.
Além disso, embora diferentes homens viessem para viver conosco durante algum tempo, eles nunca eram como um pai ou membro da família.
 
Devo acrescentar também como mulher, que não me senti valorizada, apreciada ou amada. Era um ambiente humilhante para mim. Vi muita confusão sobre gêneros; meu pai, por exemplo, às vezes se vestia de mulher. Ou então algum dos parceiros do meu pai interpretavam um papel “pseudo-feminino”.
 
Você também viu muita morte.
 
Stefanowicz: Sim. Alguns dos amigos do meu pai cometeram suicídio. Outros morreram de AIDS. Eu vi meu próprio pai morrer de AIDS.
 
Onde estava sua mãe esse tempo todo?
 
Stefanowicz: Minha mãe estava seriamente enferma com diabetes crônica desde os 18 anos. Ela também era uma pessoa fraca. Ela estava magoada e solitária, mas não se opunha abertamente ao que estava acontecendo.
Ela via as coisas e ia embora. Por causa da sua doença e da sua passividade eu já tive muita responsabilidade desde os oito anos de idade. Eu fazia boa parte dos serviços de cozinha e limpeza.
 
Quando eles casaram, meu pai nunca teve a intenção de ser fiel a ela. Ele se casou com ela apenas porque ele queria crianças. Após meu irmão gêmeo e eu termos sidos concebidos, o relacionamento sexual deles acabou.
Ela até se igualou ao meu pai ao visitar as subculturas. Ela se envolveu com uma mulher durante a minha adolescência. Eu me lembro dos parceiros do meu pai enfeitando e penteando os cabelos dela.
 
Você odeia seu pai?
 
Stefanowicz: Não, eu sempre amei meu pai, até mesmo a despeito do estresse, solidão e pesadelos que ele causou a mim. Eu tive raiva do meu pai, pois ele colocava suas necessidades acima da minha própria pessoa. Eu senti medo de ser descartada, assim como ele descartou muitos dos seus parceiros. Eu procurava o amor dele, mas ele não podia expressar afeição por mim.
Quando ele estava morrendo, eu rezei especialmente para ele. Eu queria perdoá-lo e ficar em paz: e assim o fiz.
 
Como foram os anos finais da vida dele?
 
Stefanowicz: Ele passou por momentos árduos, o que tornou difícil para ele ser aceito nos circuitos gays. A AIDS causou manchas rochas no rosto e no corpo, de modo que ele tentava ocultá-las com cosméticos, calças e camisas de manga longa. Ele começou a perder peso e energia. Ele sabia que estava a enfrentar uma grave situação.
 
Ele estava sozinho e eu continuava a dizer a ele que eu o amava. Às vezes ele não queria nada comigo. Mas eu o venci pelo cansaço. Ele compartilhou seus conflitos internos comigo. Ele foi abusado sexualmente quando era criança; seu pai era um alcoólatra violento. Ele saiu de casa quando tinha 15 anos. Assim, ele me ajudou a entendê-lo e perdoá-lo.
 
Entretanto, eu ainda guardava ressentimento dos seus parceiros, especialmente o último. Ele e meu pai tiveram um relacionamento “aberto” de 14 anos. Minha mãe não estava lá, então era ele quem cuidava do meu pai. Meu pai tinha muitos bens e seu parceiro sabia que poderia ganhar parte disso quando meu pai morresse. Nenhum dos parceiros do meu pai tinham conduta de protetor adotivo; com efeito, fiquei ressentida que meu pai tivesse gastado tanto tempo com seus amantes ao invés de ter gastado comigo. Esse último parceiro morreu de AIDS em 1996.
 
Eu vi meu pai um dia antes de morrer: ele estava fortemente dopado e em profunda dor. Ele teve dificuldades em me reconhecer. Eu segurei a mão dele e, enquanto isso, ele disse ao seu parceiro: “Diga a ela que a amo.”
 
Também notei que meu pai mantinha uma imagem de um barco num mar tranquilo que eu comprei para ele alguns anos antes. Eu estava contente que ele havia guardado; mostrou que ele dava valor. Eu rezava para que papai tivesse aquela paz da imagem.
 
E como foi que, na idade adulta, você se recuperou das experiências negativas dos seus anos de crescimento?
 
Stefanowicz: Por volta dos 30 anos de idade eu passei por uma terapia de 13 meses. Por décadas eu tive insegurança, depressão, insônia e confusão sexual. Minha cura incluiu coisas como encarar a realidade e oferecer perdão.
 
Como foi a recepção ao seu livro?
 
Stefanowicz: Muitos apoiaram. Mais de 50 adultos que cresceram em lares de casais homossexuais me contataram para dizer o quanto se identificaram com as minhas experiências. Homens que levam um estilo de vida gay escreveram para mim procurando respostas. “Como eu posso sair da comunidade gay”, pergunta um deles, “sem o suporte que eu preciso da minha família e da comunidade como um todo?”; Eles estão buscando amor, compaixão e ajuda. Eu digo a eles para não irem pelo mesmo caminho que meu pai foi.
Esses homens disseram que nunca haviam pensado em mais ninguém quando estavam sexualmente envolvidos com outros homens. Eles não viam o quanto suas escolhas machucavam os que viviam com eles. Eles estavam simplesmente aproveitando o prazer e ignorando as consequências.
Mulheres lidando com o problema do lesbianismo frequentemente perguntavam sobre a minha mãe.
 
E o que você diz aos seus críticos?
 
Stefanowicz: Muitos foram iludidos pela aceitação cultural da homossexualidade. Eles não pensaram nisso a ponto de considerar o impacto em longo prazo nas crianças.
Se as críticas forem sórdidas eu não respondo. Se forem respeitosas eu respondo. Digo a eles como meu pai nunca encontrou a felicidade. Mostro a eles que eu me importo e que entendo as circunstâncias e tenho compaixão por eles. Digo a eles que eles precisam achar uma comunidade de apoio onde eles possam ser honestos, buscar perdão e achar a salvação através de Cristo. Quando damos o testemunho de Cristo para os outros, eles ficam atraídos para Cristo.
 
Alguns críticos argumentam que nem todos os homossexuais são promíscuos como seu pai.
 
Stefanowicz: Verdade. Mas se você se envolver com a comunidade gay, há uma grande chance de se envolver com vários parceiros sexuais. Pesquisas indicam um alto nível de promiscuidade entre homens que se relacionam com outros homens; além disso, a incidência de doenças sexualmente transmissíveis é muito alta nesse grupo. Meu pai não era o único nessa história; há muitos homens gays com energia ilimitada para aproveitar os prazeres momentâneos.
 
Você também esteve em contato com o ministério católico para pessoas com atração pelo mesmo sexo, o Coragem.
 
Stefanowicz: Sim, o co-fundador, padre John Harvey, me deu muito apoio. Ele disse que sou uma mulher corajosa por compartilhar minha história.
 
O que você pensa sobre as pressões feitas para se reconhecer a união homossexual?
 
Stefanowicz: Eu dei meu testemunho para oficiais do Canadá, Estados Unidos e outros lugares. Eu abordei brevemente minha própria história e depois disse a eles que o casamento tradicional é significante historicamente e religiosamente. É o cimento que serve de base para nossa cultura e para nossa sociedade, pois forma um cenário pelo qual as crianças são melhores criadas e ficam em ambientes mais seguros.
Há também a questão da monogamia, que eu também discuti, além da importância de a criança ter tanto um pai quanto uma mãe, assim como parentes aos quais elas sejam biologicamente relacionadas. Nossa identidade, segurança e senso de descendência ancestral vêm por meio dos nossos pais; isso é perdido nas uniões homossexuais.
 
Toda criança quer ser criada por pais biológicos que sejam fiéis entre si. As crianças não querem passar pelo tremendo estresse de ter de crescer com pais que colocam suas preferências sexuais à frente. Por três décadas da minha vida eu vi meu pai indo de um relacionamento para o outro. Essa era a prioridade dele. Uma criança não pode satisfazer suas necessidades afetivas e espirituais em um ambiente desses.
 
Conforme eu disse, eu estava dividida enquanto criança: “Será que devo fazer as coisas imorais que meu pai pede? Como honrar meu pai em um ambiente
 desses? E as minhas necessidades? Meus sentimentos não importam, mas os do parceiro importam?”
Crianças não querem saber de o mundo ser “gay” ou amigável, elas querem passar o tempo com os seus pais. Elas precisam de uma casa com um casal heterossexual estável, uma comunidade e uma escola para compartilhar seus valores em comum.  Elas também precisam de uma base religiosa. Eu sou atacada pelos ativistas por promover esse ponto de vista, mas eu não os odeio em retorno. Minha preocupação é com as crianças.
 
Eu nasci e cresci sob a guarda LGBT. Eu não escolhi isso. O caminho de saída desse ambiente foi solitário. Mas fazer isso me deu tal liberdade e alegria que eu quis compartilhar com os outros.

27 de maio de 2013
Jim Graves
Publicada no Catholic World Report.
Tradução: Leonildo Trombela Júnior

O MENOR ESPIÃO DO MUNDO

                     
          Artigos - Ciência 
robodipteraA microscópica máquina voadora podia ter entrado por uma janela em absoluto silêncio, e fotografado documentos sobre a mesa. 
Agora estão adiantados os estudos sobre uma miniaturização mais apurada de novas versões do robodiptera

A viagem de trem entre Princeton e Nova York é feita em menos de uma hora. Naquela tarde de domingo, no entanto, o trem ia quase vazio e silencioso, de modo que as duas vozes com sotaque alemão ouvidas ali impediam os poucos passageiros de ler em paz o suplemento de arte e lazer do New York Times, ou de cochilar sob o  sopro leve do ar condicionado do vagão.

Nas estações e antes do chamado estridente do  all aboard, as vozes se destacavam e uma delas falava claramente do mais perfeito espião que o FBI havia inventado no seu pouco mais de um século de vida. "Com um milhão desses agentes", dizia a voz masculina mais grave, "não haverá mais segredos no mundo". 

A outra voz, sem dúvida feminina, fazia eufórica uma pergunta: "E haverá um modo de combater esse agente?". Depois de um silêncio veio a resposta e logo em seguida explodiu no trem uma dupla risada: "Talvez um bom inseticida". 

Ecomo eles continuassem sorrindo e aparentemente querendo falar, também sorri, confessando que havia escutado alguma coisa, e passei para o assento da frente para entrar na conversa deles. Muito à maneira americana ambos se apresentaram, dizendo seus nomes e logo explicando que nada do que falavam era segredo de Estado, porque alguns jornais já haviam divulgado a notícia.
 
Confessei que era curioso e jornalista, e Ernst Bauer exclamou: "Bastava dizer que era jornalista", e rimos os três de novo. 
 
A seu lado, Gerda Klein guardava numa pasta alguns papéis que antes estivera folheando, para poder falar sem se distrair.
 
Pressenti que poderia sair dali uma pequena entrevista, e isso era tudo o que eu de fato queria. A dupla estava voltando de Princeton, onde havia feito uma palestra sobre "um inseto artificial, a robodiptera", uma invenção destinada a tirar o sono dos ditadores e dos malfeitores em geral. "Um inseto"? estranhei. Pedi que explicassem melhor.
 
Ele era da Universidade Leibniz, em Hanover, ela da Universidade de Freiburg, ambas na Alemanha, dois especialistas em nanotecnologia. "Esse é um daqueles nomes que assustam",disse Bauer no seu sotaque pesado, "mas a coisa dá para ser entendida. A nanotech estuda a manipulação da matéria em escala microscópica, molecular e até atômica". 
 
Era isso, o avanço tecnológico dera saltos espetaculares na escala do gigantesco com os grandes foguetes, e agora se voltava para o infinitamente pequeno. Esse trabalho já havia sido feito pela natureza com a adaptação biológica dos vírus e bactérias. A ciência humana estaria agora imitando o fiat lux, isto é, o "faça-se a luz" do milenar Gênesis? 
 
Ernst Bauer coçou a pequena barba branca antes de responder. "Todos os campos da atividade humana estão interessados nas novas pesquisas na área microscópica: medicina, economia, engenharia e até a segurança estratégica.
 
E é precisamente este o nosso campo agora", concluiu, apontando as pastas empilhadas num canto dos assentos. 
 
"Há apenas seis meses, no laboratório de robótica de Harvard, um inseto artificial muito menor do que um clipe, ou prendedor de papel, levantou voo e posou no braço de um funcionário", disse Bauer com um sorriso. E acrescentou: "Em seguida, bateu uma foto da área e tornou a voar até a mesa de onde havia partido". 
 
A microscópica máquina voadora podia ter entrado por uma janela em absoluto silêncio, e fotografado documentos sobre a mesa. 
 
Agora estão adiantados os estudos sobre uma miniaturização mais apurada de novas versões do robodiptera. Gerda Klein estende uma pasta amarela que tirou da pequena pilha a seu lado.
 
"Lembra-se de um filme de ficção científica, Viagem Fantástica, em que o personagem engole uma mistura de câmera e de cirurgião robotizados, que afinal vão operá-lo?", ela pergunta e não espera a resposta. "Pois é, está sendo desenvolvido o projeto de uma pílula nanotecnológica nessa base. Os diagnósticos do futuro serão feitos com robôs-cirurgiões, e isso será para o tempo de nossos filhos e netos, não depois". 
 
A revista Science publicou há pouco tempo um artigo do Dr. Robert Wood, de Harvard, explicando como estão sendo experimentadas essas moscas-robôs com fins militares e médicos. 
 
O Dr. Wood inventou um sistema elétrico miniaturizado que está imitando, cada dia mais, os movimentos de um pernilongo rondando um corpo humano em busca de sangue. Vários campos da tecnoologia colaboram no projeto.
 
Gerda folheou o calhamaço um pouco rapidamente, com receio de revelar demais. "É maravilhoso, e está tudo aqui, à espera de mais". 
 
"Pode ser admirável esse avanço, mas não deixa de ser assustador", completou Bauer, olhando pensativo pela janela do trem, "se essas maravilhas caírem em mãos erradas". 
 
Ficamos os três balançando a cabeça de leve, enquanto a paisagem de Nova Jersey desfilava lá fora, com seus campos verdes, muito pólem no ar, árvores monumentais e milhões de insetos. Todos de verdade, pelo menos por enquanto.
 
27 de maio de 2013
Carlos Lisboa é jornalista.

Publicado no Diário do Comércio.

A DESNAZIFICAÇÃO DA ALEMANHA: FATO OU FARSA? - 1a. PARTE

                  
          Artigos - Cultura 
denazificationIn looking back, I think if we had realized the confusion and chaos which existed, we would indeed have thought ours a hopeless task. (Olhando para trás, penso que se tivéssemos compreendido a confusão e o caos que existiam, pensaríamos, na verdade, que não havia esperança para o cumprimento da nossa tarefa.)
Gen. Lucius Clay
Governador Militar dos EUA na Alemanha ocupada

A nazificação da Alemanha foi de uma velocidade estonteante, como demonstrado por vários autores, entre eles Karl Mannheim (1), William Shirer (2), Victor Klemperer (3), Curzio Malaparte (4), Nicholas Goodrick-Clarke (5), Lively & Abrams (6), Steigmann-Gall (7), Richard Grunberger (8), Rohan D’O Butler (9) e muito outros. Daniel Goldhagen (10) defende que o Holocausto não foi um espetáculo de horror ao qual os alemães teriam sido obrigados a assistir, mas, na verdade, produto de ideais amplamente compartilhadas pela maioria do povo alemão durante a primeira metade do século.
 
A facilidade da nazificação pode ser explicada pela noção que guiava o povo alemão há séculos: o de volk, que não pode ser traduzido simplesmente por ‘povo’, pois não é uma mera associação de cidadãos, mas sim o de uma comunidade tribal considerada como uma nação incluindo a conotação de homogeneidade racial. Johann Gottfried von Herder substituiu a concepção tradicional político-jurídica de Estado pelo da Nação-Volk, representando um desenvolvimento histórico como orgânico, particularmente no aspecto biológico. Este organismo se completava pelo ‘espírito nacional’, o espírito volk.
Fichte perguntava:

Qual espírito possui um direito indisputável de exigir e ordenar a todos, queiram ou não, a forçar aos que resistem, arriscar tudo, inclusive sua vida? Certamente não o espírito dos cidadãos pacíficos que amam a Constituição e as Leis, mas a inflamada noção de alto patriotismo que reveste a nação como uma veste eterna (Hülle des Ewingen) pelo qual os homens de mente nobre se sacrificam graciosamente, e os ignóbeis, que só existem para a razão dos demais, devem também ser sacrificados.
 
Entende-se, portanto, que a desnazificação tenha sido um processo muito difícil e a literatura não é vasta sobre o tema. O livro de Jim Marrs, The Rise of the Fourth Reich: The Secret Societies That Threaten to Take Over America, parece muito fantasioso começando com a negação do suicídio de Hitler e Eva Braun. Baseio-me fundamentalmente no de Edwin Hartrich, The Fourth and Richest Reich: how the Germans conquered the postwar world.
 
A desnazificação foi parte de um programa maior chamado de Desteutonização da Alemanha caracterizada por quatro D’s: desmilitarização, desnazificação, desindustrialização e democratização. Este processo, no entanto, foi levado a efeito de forma diferente em cada zona ocupada.
Na Zona Soviética todos os oficiais nazistas e do Exército tiveram restaurados sua completa cidadania, com exceção dos envolvidos em crimes de guerra.
Na Zona Francesa, o General Perrin-Pelletier declarou que

Nós, os franceses, partimos no ponto de vista de que todos alemães continuavam sendo nazistas e, se não quiséssemos matar todos, teríamos que trabalhar com eles. No Saara não cometemos o erro idiota da desnazificação.
 
Na área britânica a desnazificação foi a busca e o reconhecimento dos nazistas que eram culpados de atos criminosos e aplicar a eles o Código Criminal Alemão na perseguição e condenação dos criminosos. O processo era fundamentalmente jurídico, não político, e dirigido por juízes comuns e não políticos ou militares como nas outras zonas. Restringiu-se a processar os membros das SS, SD, Gestapo e os principais líderes nazistas. Somente 10% da população civil foi envolvida no processo (22.296 julgamentos), comparado com 30% na Zona Americana (169.282).
 
Segundo Hartrich o programa de desnazificação na área Britânica foi o mais justo e efetivo nos esforços de erradicar o âmago dos elementos criminosos nazistas que tinham conseguido sobreviver ao colapso do sistema.

Notas:
1 - Diagnóstico de Nosso Tempo, Cap. Vi: A estratégia do grupo nazista
2 - Rise and Fall Of the Third Reich
3- LTI – A Linguagem do Terceiro Reich, com especial atenção para a modificação da língua. ‘O nazismo se embrenhou na carne e no sangue das massas por meio de palavras, expressões e frases impostas pela repetição milhares de vezes, e aceitas inconsciente e mecanicamente. Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico: são engolidas de maneira despercebida e parecem ser inofensivas. Passado um tempo o efeito do veneno se faz notar’.
4 - Técnica do Golpe de Estado
5 - The Occult Roots of Nazism: Secret Aryan Cults and Their Influence on Nazi Ideology
6 - The Pink Swastika
7 - O Santo Reich: concepções nazistas do Cristianismo – 1919-1945
8 - The 12-year Reich: A Social History Of Nazi Germany 1933-1945
9 - The Roots of National Socialism
10 - Os Carrascos Voluntários de Hitler - O povo alemão e o Holocausto
 
27 de maio de 2013
 Heitor De Paola

EU RECOMENDO ESSE FILME!

                       
          Internacional - Estados Unidos 
Para além das evidências de que a secretária de Estado maquiou os relatórios do serviço secreto para não comprometer a imagem do governo em plena corrida eleitoral, cresce a suspeita — levantada por um analista político e reforçada por um almirante aposentado — de um grande teatro armado pelo presidente, em conspiração com os rebeldes.

O Abuso fatal
("Treason")

Uma produção líbio-americana de 2012-2013 - sem data para acabar.
Assista ao trailer ao fim da leitura.

SINOPSE:

NUMA CIDADE MUITO LONGE, MUITO LONGE DAQUI... Dois agentes desobedecem ordens para permanecer no anexo onde estão durante um ataque terrorista ao complexo da embaixada local de seu país e arriscam a vida tentando salvar o embaixador e outros diplomatas.


Eles atiram contra os inimigos, ajudam vários oficiais a escapar, mas acabam morrendo heroicamente, junto com o embaixador e um especialista em informações. A tragédia do outro lado do mundo acontece em plena e acirrada campanha do presidente para a reeleição. Durante semanas, altos funcionários de seu governo culpam um vídeo anti-islâmico do Youtube que teria motivado o sangrento "protesto"; e — apesar de uma série de e-mails e depoimentos provar que o governo (1) já sabia das ameaças terroristas, (2) não reforçara a segurança da embaixada, (3) fora informado em tempo real que se tratava de um ato de terror e (4) negara socorro aos oficiais em perigo —, a grande mídia nacional contribui para o acobertamento do caso durante 8 meses, revelando o escândalo somente depois de 6 meses da reeleição do presidente (muito embora ainda soubesse de antemão que, para derrubar o ditador daquele país, ele fornecera armas aos mesmos grupos rebeldes nada confiáveis que agora haviam assassinado quatro cidadãos do seu).

O estouro do escândalo coincide com o de outros dois, também sintomáticos dos abusos de poder do governo: a perseguição do Fisco a grupos que se opõem às políticas do presidente e a violação do sigilo telefônico de jornalistas de duas famosas empresas de comunicação. Apesar da gravidade dos três casos, o maior mistério continua pairando sobre o ataque.

Para além das evidências de que a secretária de Estado maquiou os relatórios do serviço secreto para não comprometer a imagem do governo em plena corrida eleitoral, cresce a suspeita — levantada por um analista político e reforçada por um almirante aposentado — de um grande teatro armado pelo presidente, em conspiração com os rebeldes. O plano: encenar um falso ataque e o sequestro do embaixador para que ele pudesse negociar a liberação do suposto refém — possivelmente em troca de um prisioneiro conhecido como “O Sheik cego” — e assim, com ares humanistas de salvador da pátria, aumentar seus índices de aprovação e intenção de voto.

O teatro — que explicaria, entre outras coisas, a negligência no reforço da segurança da embaixada e as ordens para que também as forças aéreas militares próximas à região ficassem paradas, mesmo podendo chegar a tempo de intervir no massacre — teria sido estragado justamente pelo patriotismo autêntico dos dois desavisados e bravos agentes, diante de cuja reação os rebeldes, acreditando-se traídos pelo presidente, teriam torturado o embaixador e arrastado seu corpo à rua.
Se o escândalo já era considerado maior do que aquele que resultara na queda histórica de um antigo presidente, a comprovação deste teria consequências inimagináveis. A oposição exige a verdade. O presidente acusa a oposição de armar um "circo político". Ninguém sabe onde ele estava na noite do ataque. Os altos funcionários do governo e a grande mídia nacional blindam o presidente contra qualquer possibilidade de envolvimento e culpa.

Quem está conspirando contra quem? O que — e quanto tempo — será necessário para se descobrir a verdade e qual será o preço da mesma para o país? Quem deu as ordens para ninguém reagir? Quem terá nas investigações a audácia que os dois agentes mortos tiveram no ataque? Quem afinal os honrará? Essas e inúmeras outras perguntas estão por trás de uma narrativa múltipla em que realidade e ficção, ingenuidade e cinismo, heroísmo e covardia, consciência e manipulação, indignação e indiferença, democracia e ditadura, vitimismo e senso de justiça se confundem e se confrontam, numa época em que os homens se tornam cada vez mais reféns das forças políticas que ignoram.

EM CARTAZ, HOJE... nos Estados Unidos da América.

ESTRELANDO:

- Presidente: Barack Obama (indicado ao Oscar de Melhor Ator);
- (Ex-)secretária de Estado: Hillary Clinton;
- Altos funcionários: Jay Carney, Susan Rice e outros;
- Embaixador (morto): Christopher Stevens;
- Agente 1 (morto): Tyrone Woods;
- Agente 2 (morto): Glen Doherty;
- Especialista em informações (morto): Sean Smith;
- Autor do vídeo (preso): Nakoula Basseley Nakoula;
- "O Sheik cego" (muçulmano): Omar Abdel Rahman;
- Empresas violadas: Associated Press e Fox News;
- Grande Mídia (8 meses atrasada): CNN, New York Times etc.
- Analista político (possível mocinho): Kevin Dujan
- Almirante aposentado (possível mocinho, aos 85 anos): James Lyons

...e vasto elenco.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:

- Al-Qaeda
- Ansar al-Sharia

VERSÃO BRASILEIRA:
(8 meses, no mínimo, à frente da grande mídia; e 8 anos, de Hollywood...)

- Felipe Moura Brasil

TRAILER OFICIAL (de uma das possíveis tramas...):



*****

Na compra de um ingresso, você ganha a cartilha impressa:

REGRAS SUBENTENDIDAS NOS GOVERNOS DE ESQUERDA *
(* como o de Barack Hussein Obama)

Prezado funcionário,

O presidente lhe confiou este cargo (no Fisco/ no Departamento de Estado/ ou em qualquer órgão do governo) justamente porque conhecia suas ideias, seus princípios morais, seu comprometimento com as causas do Partido; e sabia que você faria o necessário para cumprir a agenda política dele.

No entanto, se (ou quando) você violar sigilos telefônicos de jornalistas, perseguir grupos conservadores inimigos, maquiar relatórios do serviço secreto ou cometer quaisquer outros tipos de crime que resultem em escândalos nacionais, NÃO OS COMUNIQUE AO PRESIDENTE em hipótese alguma! (Ou, pelo menos, não deixe qualquer rastro dessa comunicação, ok?)

Caso você seja descoberto, ele poderá alegar — sem maiores provas em contrário — ter sido informado de tudo apenas pela imprensa.

Neste caso, favor não levar para o lado pessoal os eventuais discursos do presidente repudiando seus atos (sem dúvida beneméritos), muito menos sua possível demissão ou antecipação da aposentadoria.

Saiba que se trata apenas de teatro para a TV e os jornais (e para a ingênua caipirada que neles acredita); e que, tão logo amainada a opinião pública, teremos prazer em realocá-lo em novo cargo, ou mesmo em cuidar para que nada lhe falte no decurso de sua fidelíssima vida de aposentado.

Adiantando que o não cumprimento das normas tácitas acima o torna imediatamente, aos olhos do Partido, um inimigo político da pior espécie, passível a todas as perseguições que tal designação acarreta, agradecemos desde já a sua contribuição para a nossa perpetuação no poder.

Atenciosamente,

Os chefes que não sabiam de nada


27 de maio de 2013
Felipe Moura Brasil

VADIAS PROTESTAM DIANTE DE CATEDRAL E IURD EM FLORIANÓPOLIS


          Artigos - Movimento Revolucionário 
igrejaevadias
Depois de matar 100 milhões de pessoas, a tática agora é enfiar ideologia em lugar impróprio. E com a arma mais perigosa e de fácil manuseio: a mulher mal amada.

“Sexo anal contra o capital”, dizia uma das centenas de frases pintadas nos corpos de mulheres semi-nuas que protestavam contra o “machismo e a homofobia”, contra a sexualização da mulher e o uso de seus corpos como objetos de consumo pelo capitalismo. A frase que estampou a foto divulgada pelo Diário Catarinense em sua página no Facebook ontem à tarde (25/05/13) trouxe indignação e debates acalorados nos comentários. Foi impossível não perceber a aversão que aquela imagem causou na maioria dos internautas. No entanto, surge a pergunta: quem ainda é a favor das vadias?

“Tirem seu rosário da minha vagina”, dizia outra frase claramente direcionada à Igreja Católica. Aborto, homossexualismo e uma certa liberação sexual eram os motes da manifestação.

O protesto foi iniciado na Catedral Metropolitana a partir das 10 horas da manhã de ontem, onde permaneceram até às 12h, pintando o corpo e fazendo os seus cartazes ao som de funk. Mulheres com os seios à mostra, homens vestindo calcinhas e expondo frases feministas nos corpos, todos aparentemente estudantes universitários, confirmando o que todos já estão cansados de saber: a classe universitária, especialmente dos cursos de humanas, cava fundo em direção a mais profunda degradação moral.

Diante de tudo isso, Lucas Coral, estudante de administração que assistia a tudo aquilo estarrecido, tentava falar com o padre. “Enquanto eu o tentava convencer a reagir e pregar contra essas coisas – principalmente contra o aborto – o padre, do alto de sua pusilanimidade, tentava me convencer a aceitar a modernidade, os tempos e as coisas do mundo”, conta Lucas. O grupo ficou em frente à Catedral por três horas aparentemente sentindo-se muito a vontade e sem ser incomodados, quando então partiram em direção da Igreja Universal do Reino de Deus, na rua Mauro Ramos, talvez em busca de mais agitação.
Mas na IURD não permaneceram por mais de 10 minutos, pois o pastor logo chamou a polícia. Segundo o pastor, saíram quando viram a polícia chegar.
A desinformação dos fiéis sobre este tipo de militância que os afronta, em ambas as igrejas, é evidente e aberrante. “Eles não sabem o que é Pussy Riot, Femen, ateísmo militante, comunismo, revolução…”, diz Lucas.

A contradição inerente à ideia de protestar contra o machismo e a homofobia através da nudez das mulheres e de imagens que choquem as famílias não parece incomodar os manifestantes e muito menos os alvos da manifestação, religiosos e religiosas que preferem a cômoda posição de acompanhantes do mundo, pacifistas incondicionais, mornos filisteus.

Enquanto silenciam diante do “sexo anal contra o capital”, seus filhos e filhas, nascidos e não nascidos, aguardam uma atitude que os defenda da obrigatoriedade futura da aceitação, da tolerância diante do imoral e de tudo o que há de maligno. Não é ideia do marxismo. Sodoma e Gomorra foi a antecipação de Marx. Bons tempos em que o marxismo só chegava a nós por via educacional ou midiática. Para quem o assassinato de 100 milhões de pessoas não foi suficiente para mostrar o que é o marxismo, talvez o seja a ideologia por via anal.
Veja a foto:

vadianal

Nenhuma tolerância há na Marcha das Vadias, isso é certo. Nenhum respeito muito embora a Igreja os trate com um respeito reverente. A tolerância, dizia Chesterton, é o que sobra depois que todos os valores morais já se foram, já foram ignorados e deixados de lado. Quando tudo se desmorona em imoralidade e crueldade, quando nenhuma ação ou reação mais é possível, então entra em cena a tolerância, única saída que resta dos amarrados, aprisionados. Mas ninguém está amarrado, aprisionado pelo mundo. Presos devemos estar à verdade.
Quem não luta pela verdade, perde-se escravo da mentira e da tibieza de espírito.

* * *
"Sexo anal contra o capital", escrito nas costas duma gorda semi-nua em frente à Igreja foi o que sobrou da utopia socialista? Depois de matar 100 milhões de pessoas, a tática agora é enfiar ideologia em lugar impróprio. E com a arma mais perigosa e de fácil manuseio: a mulher mal amada.


27 de maio de 2013
Cristian Derosa é jornalista

MARCHA DAS VAZIAS

            
          Artigos - Movimento Revolucionário 
 marchadasEsta mulherada (a maioria é canhão, doida que alguém lhe jogue pelo menos um gracejo na rua) faria melhor se ficasse em casa estudando, lendo, se instruindo.

Quarenta nos atrás, revolucionário de esquerda chamava 'isto' aí de decadência burguesa. Na década de 70, desbunde como a Marcha das Vadias seria visto pelo pessoal engajado como coisa de burguesinha alienada, privilegiada, desocupada e condenada à extinção (física, em muitos casos) quando florescesse e se realizasse o reino da verdadeira liberdade: o socialismo.

Quem não se lembra do escárnio com que os comunistas se referiam aos desbundados, aqueles pequenos ratos burgueses que abandonavam a luta pelo socialismo e se rendiam à alienação das drogas, do sexo livre e do rock'n roll?

Hoje, é revolucionário pedir a legalização das drogas e praticar o sexo livre (promíscuo, é a palavra). Ou seja, para a mentalidade revolucionária as idéias não têm nenhuma importância. 
Defender hoje o que combatiam ontem é mera conveniência do projeto de poder totalitário que os "guerreiros pelo socialismo" querem implantar no mundo (saibam ou não disto os 'companheiros de viagem' e inocentes (in)úteis da história).
Vamos falar claro: não são as idéias que não prestam, quem não vale nada é o próprio revolucionário. Não se pode aceitar discutir 'idéias' com qualquer um deles, seria conceder-lhes o status de interlocutores. Não o são, revolucionário é um sujeito que não defende idéias, o seu projeto é destruir o mundo. Ele não aceita a realidade, qualquer uma.

Antes, as feministas acusavam o 'sistema' de oprimir a mulher, que era obrigada a tornar-se vadia por rejeição da família e para servir de objeto sexual dos machistas chauvinistas. Agora, o must é ser vadia, prostituta virou "profissional do sexo", tem registro do Ministério do Trabalho e grife Daspu.

O que um revolucionário fala é desmentido pela realidade que está à sua frente, é negado pelo que ele está fazendo naquele momento. Não porque o revolucionário não perceba a incoerência, o desvio. Não! A intenção é exatamente esta, praticar a inversão para transformar o mundo em 'algo jamais visto', nas palavras do satânico chefe da seita, Karl Marx.


 
Quer ver? Basta olhar a Marcha das Vadias: a passeata está coalhada de crianças. Mas, convenhamos, só por delírio uma pessoa que diz defender o direito da criança à inocência e que é contra a sua exploração como objeto sexual decide levar o próprio filho (filha, em sua maioria) à Marcha das Vadias, em que mulheres com roupa, atitude e discurso de vagabundas se orgulham de serem vadias, putas e sapatonas. Mulheres de vida fácil, isto sim.

Agora, experimenta dizer a estas vagabundas (elas não se ofendem de serem assim chamadas, por supuesto)que criança pode, sim, levar palmadas dos pais, para sua educação e disciplina. Avançarão sobre quem o disser com unhas e dentes, berrando Violência! Mas consideram prova de amor pedagógico levar esta mesma criança ao circo de horrores, depravação, vulgaridade e indução à promiscuidade, exatamenteo o que é a Marcha das Vadias.

Hoje, a inversão é norma. Todo mundo sabe que mulher 'vadia' não é coisa que preste. E ficamos todas nós a gritar que somos vadias? Ninguém mais acredita nos seus próprios olhos.

É assim que funciona a mente revolucionária, Hoje e ontem, aqui e em Cuba. Quando tomou o poder, Fidel Castro pôs na cadeia e mandou para el paredón dezenas de centenas de homossexuais, porque o seu comportamento era 'anti-revolucionário'. Cinquenta anos depois, o mesmo comportamento é aceito, até louvado.

Fidel pediu desculpas: "eu errei". Lorota, ele não acha que errou, acha que estava certo lá atrás e acha que está certo agora. Se for do interesse do projeto revolucionário voltar a perseguir, encarcerar e matar homossexuais, isto será feito. Se, daqui a algum tempo, as 'vadias' não mais interessarem elas serão 'oprimidas' e 'reprimidas'.



Esta mulherada (a maioria é canhão, doida que alguém lhe jogue pelo menos um gracejo na rua) faria melhor se ficasse em casa estudando, lendo, se instruindo. Ainda nos pouparia deste espetáculo grotesco e bizarro de banhas explodindo, peitos caídos, celulite e pneus.

Uma amiga de muitos anos, mulher sensível, culta, criativa, nascida em berço aristocrático de tradicional família mineira e hoje uma distinta senhora e avó de muitos netos, cobra de mim ter mudado, de não ser a mesma pessoa que ela conheceu na juventude. Ela lamenta que eu não apóie a Marcha das Vadias.


Eu lhe perguntei se ela se orgulharia de ver suas filhas e netas ao lado de gente que porta cartazes onde se lê "A porra da buceta é minha". Ela não respondeu. Eu respondo: as minhas filhas eu quero em outras companhias.

Ter feito e defendido coisa semelhante no passado só aumenta a minha obrigação de lutar contra isto agora. Mudar é próprio de quem pensa, de quem busca a verdade. Hoje, eu prefiro ficar com as palavras de São Paulo:"Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra".

Marcha das Vadias? Eu e minhas filhas não vamos. Porque não somos.


27 de maio de 2013
Mírian Macedo é jornalista.