"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

PADILHA LANÇADO COM "FORA ALCKMIN"


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi recebido aos gritos de "São Paulo! Padilha!" e "Fora Alckmin!" no Encontro do Interior que o PT promove nesta sexta (9) e no sábado (10) em Bauru (330 km de São Paulo). O evento deve servir para o lançamento informal da pré-candidatatura do ministro ao governo de São Paulo em 2014. Pela estratégia acertada entre Padilha, a cúpula petista e o ex-presidente Lula, ele ainda não se assumirá na disputa.
 
Padilha foi o penúltimo a entrar no palco, em um haras no interior paulista. Foi saudado, junto com Lula, como "duas pessoas que representam o tamanho de nosso projeto para o Estado de São Paulo".O presidente estadual do PT, Edinho Silva, fez menção indireta à candidatura de Padilha e defendeu o programa Mais Médicos, que o partido aposta que seja a vitrine eleitoral do ministro em 2014. "Essa militância está com você na defesa do Mais Médicos. Não existe saúde se não tiver médico para atender a população", disse Edinho. "Vamos vencer essa luta na opinião pública, porque você tem lutas maiores para vencer, e nós estaremos com você."
 
O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, disse que o Mais Médicos enfrenta "resistência enorme de setores interessados em manter privilégios". Faixas de apoio à candidatura foram espalhadas por todo o evento, com dizeres como "Padilha é bom para Brasil, será para São Paulo" e "Padilha 2014. Estamos com você".
 
A vice-prefeita de Bauru, a petista Estela Almagro, foi além. Ao relatar que a Prefeitura de Bauru decretou nesta quinta estado de calamidade pública na saúde, "por omissão do governador", disse que outros municípios paulistas, se pudessem, decretariam estado de calamidade na educação e na segurança pública."São Paulo está doente. E não é qualquer médico que pode tirá-lo da UTI. "Não é esse anestesista do Alckmin que vai tirar o Estado dessa situação. É de um sanitarista [especialidade de Padilha] que precisamos. Eu sou Padilha governador".
 
Do lado de fora do evento, seis pessoas estenderam faixas contrárias a Padilha, cobrando reajusta da tabela do SUS (Sistema Unico de Saúde) para as Santas Casas e melhorias na saúde pública de Bauru.
 
(Folha Poder)
 
09 de agosto de 2013
in coroneLeaks

FHC AFIRMA QUE PSDB "NÃO É FARINHA DO MESMO SACO" DE PT

 
FH defende tucanos das acusações do caso Siemens.  Declarações de Serra esclareceram para a população que o PSDB “não é farinha do mesmo saco”, avalia ex-presidente


Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa de evento no Copacabana Palace
Foto: O Globo / Ana Branco
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa de evento no Copacabana Palace O Globo / Ana Branco
 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, declarou que “não há nada de objetivo” nas denúncias de conivência de políticos do PSDB com a formação de um cartel em licitações do metrô de São Paulo. Segundo ele, que é presidente de honra do partido, as declarações do ex-governador de São Paulo, José Serra, sobre o caso “foram boas” e esclareceram a situação, evitando que população pense “que é tudo farinha do mesmo saco”.
 
— Do que eu vi, não há nada objetivo: a questão é evitar formação de cartel, esta é posição do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) – disse o ex-presidente, após evento realizado no Copacabana Palace por médicos cariocas, na manhã desta sexta-feira. – Não houve acusação de que o governo de São Paulo tivesse sido favorecido ou que algum político do PSDB tivesse se beneficiado. Há muita agitação, mas pouca coisa concreta a respeito. É preciso tomar cuidado.
 
Fernando Henrique também fez questão de defender Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin:
 
— Do que eu saiba, os governadores de São Paulo Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra são pessoas que não entram neste campo de corrupção, não têm nada a ver com isso. Quando começam a misturar as águas, não é bom. Isso pode dar a impressão de que é parecido com o que outros fizeram. Não há nada que indique isso.
 
O ex-presidente reconheceu, no entanto, que os processos de licitação pública não estão imunes à corrupção. Para evitar problemas, defendeu o aumento da transparência.
 
— No mundo inteiro há o mesmo problema: você não tem um mecanismo perfeito para evitar que os grupos se organizem com o objetivo de fraudar de alguma maneira a boa intenção de uma licitação. Mesmo assim, tem que fazer licitação, não tem jeito — afirmou, acrescentando: — Nestas áreas, há pouquíssimas empresas no mundo, acaba sendo difícil separar, mas tem que haver transparência, explicar mais claramente os fatos. As últimas declarações do governador Serra foram boas, explicam bem do que se trata. Caso contrário, a população ficaria pensando que é tudo farinha do mesmo saco. E não é.

09 de agosto de 2013
Cláudio Motta - O Globo

ARTISTAS ACUSAM MÍDIA NINJA DE ESTELIONATO, RETENÇÃO DE CACHÊ E OUTROS CRIMES

Artistas acusam grupo base da Mídia Ninja de estelionato, retenção de cachê e outros crimes.  Denúncias ao Fora do Eixo, liderado por Pablo Capilé, foram impulsionadas pelo depoimento da cineasta Beatriz Seigner

 
 
 O produtor cultural do grupo Mídia Ninja Pablo Capilé participa do programa Roda Viva, da TV Cultura, realizado na sede da emissora em São Paulo
O produtor cultural do grupo Mídia Ninja Pablo Capilé no programa Roda Viva, da TV Cultura, realizado na sede da emissora em São Paulo (Alice Vergueiro/Futura Press/Folhapress)
 
Usurpação do trabalho de artistas, retenção de cachês, utilização de mão de obra não remunerada, estelionato e até manipulação sexual são algumas das muitas acusações que despontaram na última semana relacionadas ao grupo Fora do Eixo, coletivo cultural liderado por Pablo Capilé e cerne da Mídia Ninja. As denúncias foram impulsionadas pelo depoimento da cineasta Beatriz Seigner, diretora do filme Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano, postado em sua página pessoal do Facebook na última quarta-feira.
 
O longo desabafo relata como a cineasta inicialmente se encantou com o discurso de democratização da cultura do Fora do Eixo, e como mais tarde descobriria que a prática não era assim tão coerente com a teoria. Beatriz aceitou participar de festivais em que seu filme era exibido, alguns possuíam patrocinador e cachê, porém os valores não eram repassados a ela. O descaso com seu trabalho ficou ainda mais claro quando ouviu de Capilé que artistas não mereciam pagamento, e que os mesmos eram apenas 'dutos", "os canos por onde passam o esgoto".
 
A indignação levou Beatriz a divulgar os bastidores do Fora do Eixo, o que serviu de inspiração para que outros artistas e ex-colaboradores fizessem o mesmo.  
 
Leia também:O que revela a planilha de projetos do “Fora do Eixo”, que comanda a “Mídia Ninja”
 
Ameaças e cachês simbólicos - Em atividade desde 2005, o grupo é conhecido no cenário da cultura independente e ganhou verniz com a repercussão da Mídia Ninja. Além deste, o Fora do Eixo possui outros braços como uma “universidade livre”, apoiada pela Petrobrás; um selo musical, que possui incentivo do Ministério da Cultura; o embrião de um partido político, chamado de Partido Fora do Eixo; e também casas espalhadas pelo Brasil onde vivem jovens que não pagam aluguéis e trabalham em prol do grupo sem receber salário. No entanto, recebem como remuneração uma moeda virtual chamada de Cubo Card, que pode ser utilizada em troca de serviços de parceiros do grupo.   
 
Beatriz Seigner relata que foi informada sobre a existência da tal “moeda”, porém nunca teve acesso aos serviços oferecidos. O mesmo diz Fernanda Popsonic, vocalista da banda Lucy and the Popsonics, que disse ter sido incentivada por Beatriz a contar sua história.
 
“Percebi que esse era o momento de falar, a Beatriz me disse que está recebendo ameaças do grupo, mas agora ninguém pode fazer nada conosco”, disse em entrevista ao site de VEJA. Fernanda vive em Brasília e após alguns contatos com o grupo foi convidada, em 2006, para participar do Festival Calango em Cuiabá, no Mato Grosso. O Fora do Eixo prometeu pagar as despesas de viagem como um cachê simbólico. A banda viajou, se apresentou e no fim não recebeu a ajuda de custo prometida. “Recebi um ano depois porque ‘escandalizei’ na internet”, diz Fernanda. “Os artistas independentes entendem quando o produtor não pode pagar. Mas no caso do Fora do Eixo não dá para entender como uma associação que entra em editais, que tem patrocínios de empresas diversas, que recebe dinheiro público do governo não paga os músicos? Isso é trabalho escravo.”
 
Desapontada, Fernanda deixou de fazer parcerias com o grupo e contou sua experiência para um jornalista, em 2007. Antes de a reportagem ser publicada, a artista recebeu um telefonema de um integrante do Fora do Eixo que ela prefere não identificar, avisando que se a denúncia fosse publicada, sua banda chegaria ao fim e nenhum festival ou casa de show no país os aceitaria novamente. “Liguei para o jornalista que compreendeu e não publicou minha entrevista, mas agora não tenho mais medo de falar. Não dependo do Fora do Eixo para viver.”
 
Outro artista que afirma ter sido enganado pelo grupo foi Daniel Peixoto, cantor conhecido pela música Olhos Castanhos, trilha sonora da novela Lado a Lado. Daniel se envolveu com o Fora do Eixo quando ainda fazia parte da dupla Montage, em 2007, e participou de diversos festivais organizados pelo Fora do Eixo.
 
Por cada apresentação, a banda recebia cachês simbólicos no valor de 300 reais, quantia que no fim era dividida por seis pessoas. Envolvido no discurso da organização, o cantor afirma que não se importava com o cachê baixo na época, porém se frustrou em 2011, quando lançou seu primeiro CD solo, custeado de forma independente, e mais tarde comercializado pelo Fora do Eixo, que não repassou nenhum valor ao artista.
 
“Gastei cerca de 30 mil reais na produção do CD”, conta Daniel ao site de VEJA. “Eu tinha convites para vários selos, mas topei lançar com o Fora do Eixo Discos, pois queria continuar a história que começamos. Minha grande surpresa foi quando recebi as cópias e percebi que não tinham código de barras”, diz o cantor. Segundo Daniel, cerca de mil exemplares do CD ficaram com o Fora do Eixo, e até hoje os mesmos são comercializados em banquinhas montadas nos festivais. “Fui enganado, eles me prometeram uma coisa e fizeram outra”, diz Daniel.
 
O caso é ainda mais grave pelo fato de que as músicas do álbum foram registradas pelo IRSC (código padrão internacional de fonogramas) de um selo parceiro da Fora do Eixo no nome de outras bandas, e não pelo cadastro de Daniel. Por esse motivo, o artista não é considerado o “dono” de suas canções e não recebe os direitos autorais delas, até mesmo da música que foi trilha sonora da novela global.
 
Por dentro do eixo - Enquanto os depoimentos de pessoas como Daniel, Fernanda e Beatriz começam a circular, indivíduos que apoiam a causa se manifestaram a favor do Fora do Eixo. Entre estas manifestações estão, claro, os depoimentos públicos de Pablo Capilé, que se disse aberto para o debate e para perguntas. O líder da organização chegou a postar, na última sexta-feira, um texto com links de testemunhos felizes de pessoas que são parte do Fora do Eixo. O mesmo post foi apagado por ele duas horas mais tarde. Outro envolvido com a Mídia Ninja, Bruno Torturra, defendeu a organização e o amigo, e se disse “deprimido” com o que estava vendo na rede.
 
Nem a depressão de Torturra ou a volubilidade de Capilé ao decidir o que fica ou não em seu mural do Facebook foram suficientes para abafar as diversas acusações feitas na rede, entre elas a de Lais Belini, que morou por 9 meses na Casa Fora do Eixo em São Paulo. No saldo, Laís abandonou a faculdade por causa do Fora do Eixo, chegou a trabalhar 18 horas por dia sem receber salário, era proibida de se relacionar com pessoas de fora do grupo, enfrentou situações abertas de sexismo dentro da casa, além de descobrir que uma das maneiras de “cooptar” pessoas para o trabalho era através de membros escolhidos em reuniões que deveriam se aproximar e demonstrar interesse amoroso no alvo. Lais relatou também a dificuldade que é sair do grupo e que alguns dos que conseguiram precisaram de ajuda psicológica para superar o período vivido ali. “O Fora do Eixo é uma das estruturas mais engessadas que eu conheço na minha vida, ditatorial diria eu”, diz a jovem em um trecho de seu texto.
 
A mesma opinião é compartilhada por Fernanda Popsonic, que não entende como um grupo que se diz apoiador da cultura e de uma mídia imparcial e sem laços, pode possuir um líder com vezo autoritário, ter estreito envolvimento com partidos políticos e participar de campanhas eleitorais. “Eles falam sobre serem livres de pensamento, mas não é nada disso. Os debates do Fora do Eixo possuem uma nota só. Todos tem que ter a mesma opinião. Senão você não é bem-vindo”, diz Fernanda.

09 de agosto de 2013
Raquel Carneiro  - Veja

ESQUEMA DE CAIXA 2 DO PMDB NA PETROBRAS SERVIU À ELEIÇÃO DE DILMA

 
Brasília está em chamas. Ok, exagero um pouco - mas só um pouco.
 
A revista ÉPOCA publicará amanhã uma reportagem de Diego Escosteguy sobre o esquema de corrupção do PMDB na Petrobras.
 
Levantados documentos a respeito, o repórter localizou uma espécie de Marcos Valério do partido. Que acabou contando muita coisa.
 
Em resumo, todos os contratos que passavam pela diretoria internacional da Petrobras, apadrinhada pelo PMDB, rendiam propina ao partido. Muitos deputados recebiam.
 
O esquema afeta, em maior ou menor grau, toda a linha sucessória da República.
 
Dinheiro do esquema abasteceu o caixa 2 da campanha da Dilma. Temer tinha uma "beirada", segundo o tal operador. E o presidente da Câmara também estava na partilha.

09 de agosto de 2013
Ricardo Noblat - O Globo

O PRIVILÉGIO DE COR

           
          Internacional - Estados Unidos 
Antes dos 'Atos dos Direitos Civis' em alguns estados americanos, principalmente no Sul, os negros eram legalmente discriminados. Não tinham direito de voto, suas instituições, inclusive religiosas, eram separadas, até mesmo os lugares que podiam freqüentar.
A organização terrorista Ku Klux Klan era no mínimo tolerada, embora fora da lei.

No entanto a expressão white skin privilege (privilégio da cor branca) só veio a ser cunhada e popularizada pelos Weatherman Underground, os radicais do Students for a Democratic Society (SDS) em 1970 quando começaram uma guerra contra a ‘Amerikka’, termo usado para estigmatizar os EUA como uma nação dominada pela Ku-Klux-Klan. Os grandes amigos de Obama, os terroristas Bill Ayers e sua mulher Bernardine Dohrn, clamaram para todos os brancos renunciarem a seus privilégios e se juntarem a eles na luta racial que já estava em progresso. A idéia de white skin privilege acabou se tornando um artigo de fé entre os ‘progressistas’. Nada escapa deste conceito, nem mesmo a Constituição e os Founding Fathers: Segundo a organização católica Pax Christi USA:
‘A lei nos EUA protege o privilégio da cor branca porque foram criadas pelos homens brancos proprietários de terras com a finalidade de proteger seus direitos, sua cultura e sua riqueza’.

É impressionante que isto venha ocorrendo num país que há poucos anos concluiu uma revolução sem precedentes dos direitos civis. Há revolta porque o 'Ato dos Direitos Civis' acabou com a discriminação legal, mas não levou a uma igualdade de resultados e as diferenças raciais persistem, mesmo que as barreiras institucionais e as velhas estruturas racistas, como a violência e as restrições de voto e de emprego, tenham sido demolidas. Segundo os defensores destas idéias, mesmo que os americanos não sejam mais racistas, eles são racistas! De sofisma em sofisma foi-se criando a idéia do ‘racismo institucional’: as instituições e as pessoas que as compõem continuam racistas. E isto se transformou num dogma, e como tal, irrefutável. Como contrapartida foi-se formando pouco a pouco o seu oposto: o black skin privilege. Esta noção e suas conseqüências contam com o apoio explícito de Obama, seu procurador geral, Eric Holder e brancos ‘liberais’ como Hillary Clinton, John Kerry, Nancy Pelosi e os ‘intelectuais’ da costa Leste e da California.

Black skin privilege e o linchamento dos brancosNas últimas décadas, nas mãos dos ‘progressistas’, os homens brancos vêm sendo os principais vilões ... e os principais alvos de desaprovação e culpados presumíveis (de crimes) na cultura política (americana).
David Horowiz & John Perazzo, Black Skin Privilege and the American Dream, Freedom Center

Atualmente nos campi universitários imperam os princípios sagrados da tolerância racial, da diversidade e da inclusão, porém estes princípios não se aplicam aos brancos, aos cristãos, principalmente católicos, assim como o da diversidade e tolerância sexual não se aplica aos homens brancos heterossexuais. A mídia chega a falsificar respostas às entrevistas, como a CNN fez com David Zimmerman, no Today Show. Em sua ligação para o 911 Zimmerman disse e o despachante policial respondeu:
Z: Este rapaz (se referindo a Trayvon) parece que está com más intenções. Ou está drogado ou algo assim. Está chovendo e ele está andando a esmo, olhando para os lados.
P: OK, e este rapaz – é negro, branco ou hispânico?
Z: Ele parece ser negro
A CNN publicou assim:
Z: Este rapaz parece com más intenções. Ele parece ser negro.
Note-se que na edição foi cortada a pergunta do despachante da polícia o que muda completamente a situação: Zimmerman seguia um rapaz não porque era negro, mas segundo a edição mentirosa da CNN era por isto mesmo, transformando-o num racista! E num país em rebuliço com esta morte, pode-se imaginar o efeito devastador entre os negros.

O processo acabou com o reconhecimento do erro e um pedido de desculpas aos telespectadores, não ao próprio Zimmerman!
Sean Hannity, em seu programa Media Mash na FoxNews entrevistou Brent Bozel do Media Research Center, que declarou que a CNN não cometeu um erro, mas foi sim um caso muito grave de falsificação midiática voluntária. A gravação da polícia é clara: Zimmerman só mencionou a possível cor de Trayvon após a pergunta do despachante.
Assim são tratados os brancos, não os negros.
Exemplos:

1- Quando três jogadores brancos de lacrosse [1] da Duke University foram acusados de estupro por uma prostituta negra o campus não apenas não os defendeu, mas pelo contrário, tomou-os apressadamente como culpados e os puniu como se já tivessem sido julgados e condenados. Foram expulsos, o técnico do time despedido e 88 membros da Duke publicaram uma carta aberta condenando-os.

A verdade: tudo foi uma armação de uma prostituta viciada em drogas, negra, com uma ficha policial volumosa, striper profissional paga para entreter uma festa de estudantes. Sua falta de credibilidade foi desconsiderada, apesar do testemunho de uma ‘colega’, também negra, que negou o estupro.
O rosto dos acusados, apesar de um deles ter provado que nem estava no local, foi publicado pela mídia e o dela foi protegido, inclusive seu nome. O caso foi levado a júri por um promotor que pleiteava a reeleição num distrito de maioria negra. Jesse Jackson e Al Sharpton queriam a condenação por causa ‘da longa história de homens brancos estuprando mulheres negras’. Um ano depois os três foram exonerados de culpa e o promotor demitido por acusar sem provas. Mas a ‘vítima’ mentirosa, Jackson e Sharpton nada sofreram nem pediram desculpas.

oj2- O sistema de dois pesos e duas medidas (Double Standards) vale para os dois lados: não somente brancos inocentes são condenados, como negros culpados são inocentados. O caso do jogador O. J. Simpson (foto) é bem conhecido:

Simpson matou sua mulher, Nicole Brown e Ronald Goldman. Foi defendido por um ‘dream team’ dos melhores advogados do país e o júri foi televisionado e acompanhado por toda a população. Quando um júri de maioria negra inocentou-o a maioria dos americanos ficou horrorizada, mas não os negros, que consideraram este óbvio erro judicial como justiça de ‘vingança racial’. Treze anos depois Simpson foi condenado a 33 anos de prisão em Las Vegas por assalto a mão armada no Palace Station Hotel, seqüestro e sete outras acusações.

3- Trenton, New Jersey. Na manhã de 17 de dezembro de 1992, Kristin Huggins, 22 anos, artista graduada pela Universidade de Temple, foi pegar seu carro num estacionamento quando foi cumprimentada por Ambrose Harris, 39, que estava à procura de um carro para usar num assalto. 
Kristin
Apontou uma arma e mandou que ela entrasse no porta-malas de seu carro e saiu para se encontrar com sua cúmplice Gloria Dunn, 29, e partiram para uma floresta quando mandou Kristin sair do carro e tirar a roupa. De acordo com Dunn ela se recusou e muito nervosa perguntou o que iam fazer com ela. Harris mandou-a calar a boca, chamou-a de puta. Kristin disse que era virgem e Harris disse que não se importava com isto e passou a sodomiza-la enquanto ela gritava de dor. Quando terminou Harris mandou-a calar a boca e entrar novamente no porta-malas. Pegou a arma e perguntou à cúmplice se ela queria vê-lo matar Kristin. Dunn alega ter ajudado Kristin a sair do veículo e Harris matou-a com um tiro na nuca. A seguir a enterraram e, para se certificar que ela estava mesmo morta, Harris deu-lhe outro tiro.

Harris tinha estado preso por 16 anos e estava sob custódia policial sob suspeita de outros quatro estupros. Guardou o silêncio e não disse onde se encontrava o corpo. Foi Dunn quem ‘descobriu’ o corpo através de uma trama com sua irmã, apresentada à polícia como médium com poderes ocultos para receberem a recompensa de 25 mil dólares.
harris 

Harris odiava os brancos. Disse à sua cúmplice que se o dono do carro fosse negro apenas iria amarrá-lo, se fosse branco mataria. Durante seu julgamento cuspiu no chão do tribunal, pôs o pênis para fora agressivamente e riu com a tristeza dos pais de Kristin.

4- Em 06/01/2007 em Knoxville, Tennessee, dois jovens namorados, Channon Christian, 21, e Christopher Newsom, 23, desapareceram quando iam a uma festa. O corpo de Newsom foi achado um dia depois e o de Christian dois. Tinham sido raptados, assaltados cruelmente e mortos por pessoas de raça diferente da deles. Ela tinha sido forçada a olhar enquanto seu namorado era estuprado e assassinado.

channonchristian 

O relatório da necropsia realizada pela Dra. Darinka Mileusnic-Polchan é terrível: o corpo do rapaz estava irreconhecível, mãos e pés amarrados,amordaçado e com um lenço cobrindo seus olhos, o tórax queimado, seus tornozelos carbonizados. Levou três tiros: no pescoço, nas costas e na cabeça. Seu ânus despedaçado e sangrando, tendo sido sodomizado por duas horas aproximadamente. A profundidade do ferimento indicava que não tinha sido apenas um estupro regular (com pênis) e sim penetrado com um objeto rombudo e só depois penetrado por pênis, pois havia sêmen. O exame do DNA foi inconclusivo.

O corpo de Channon Christian, encontrado numa lata de lixo, estava todo ferido e seus genitais e ânus inchados. Foi estuprada seguidas vezes pela vagina, pelo ânus e pela boca, sua vagina estava violentamente rasgada e havia água sanitária em sua boca e esôfago, provavelmente para destruir eventuais provas de DNA. (Mais detalhes são omitidos neste artigo porque até mesmo um assistente da promotoria desmaiou ao ouvir o relatório da necropsia. Quem quiser acesse aqui).

O caso foi pouco explorado pela mídia, certamente porque as vítimas eram brancas e os assaltantes negros. Se fosse ao contrário a mídia iria deitar e rolar! As atrocidades cometidas por negros não dão manchete, se fosse por brancos, sim.
A incrível conclusão da investigação foi de que ódio racial não era um dos fatores dos crimes!

Quatro suspeitos, todos negros foram presos no Estado de Kentucky e indiciados: Lemarcus Davidson, Letalvis Cobbins, George Thomas e Vanessa Coleman, namorada de Collins.

facinoras 

Da denúncia constaram estas acusações:
Lemaricus Davidson, 46 acusações: crime doloso, premeditação, roubo e seqüestro qualificados, roubo e estupro qualificados.

Letalvis Cobbins, 46 acusações: 16 de crime doloso, 2 de assassinato premeditado, 2 de latrocínio, 4 por seqüestro com agravante, 2 por roubo e 20 por estupro com agravantes.
George Thomas, 46 acusações: 16 por crime doloso, 2 por assassinato premeditado, dois por latrocínio, 2 seqüestros, 4 por rapto, 20 por estupro com agravante.

Vanessa Lynn Coleman, de 18 anos, 40 acusações: 12 por crime doloso, um por assassinato premeditado, um por roubo com agravante, 4 por rapto com agravantes, 20 por estupro com agravante e 2 por furto.

Um quinto acusado, Eric DeWayne Boyd foi sentenciado a 18 anos de prisão por uma Corte Federal como facilitador dos crimes, sem tomar parte direta e ter homiziado Davidson. (As explicações para as denúncias podem ser encontradas aqui).
Sentenças do primeiro julgamento:

Davison: morte por injeção letal
Cobbins: prisão perpétua sem possibilidade de condicional
Thomas: prisão perpétua com possibilidade de condicional
Coleman: 53 anos
Após embargos federais a Corte Suprema do Estado confirmou as sentenças, com exceção de Coleman com possibilidade de redução de 1/3 da pena.

Sentenças do segundo julgamento:
Davison: confirmada a pena de morte. Aguarda no corredor da morte da prisão de Riverbend
Cobbins: confirmada
Thomas: duas sentenças perpétuas mais 25 anos com possibilidade de condicional após 51 anos de prisão.
Coleman: 35 anos
As reações e acusações de racismo contra os criminosos serão abordadas no próximo artigo.


(Segue: 'As conseqüências do black skin privilege')

Notas:


[*] Este artigo deve ser lido como continuação do Julgamento Zimmerman.
[1] Lacrosse é um esporte de equipe de origem nativa americana jogado com uma bola de borracha pequena e sólida e um bastão de cabo longo chamado de crosse ou taco de lacrosse, jogado principalmente na costa leste dos Estados Unidos e Canadá.

09 de agosto de 2013
Heitor De Paola

OS AMIGUINHOS DOS TERRORISTAS


          Artigos - Movimento Revolucionário        

obamalandroMinhas notas recentes no Facebook - e mais algumas inéditas, como a 2 e a 3 da Parte I - sobre os miguxos do terror no Brasil e nos EUA. [Para saber do "banco imobiliário" dos ninjas ou do novo livro do Olavo de Carvalho, avance três casas.]

Parte I: EUA

1.
Da série: "Ah, se fosse o Bush!" 

Um jornalista da CNN, por incrível que pareça, resolveu fazer a última coisa que qualquer sujeito bem informado (ou seja: 0,000002% dos jornalistas brasileiros) espera que alguém faça na famigerada porta-voz do Partido Democrata: jornalismo. E justamente nesse momento, este sim histórico, os jornalistas brasileiros (99,999998%), que só traduzem os veículos obamistas como CNN e New York Times, não deram a menor pelota.

Sim, senhores: eles conseguem ser mais obamistas que os obamistas americanos. Ou mais desinformados, embora eu não devesse lhes conceder o benefício da ignorância.

Que a CNN dê uma notícia que o Blog do Pim, Olavo de Carvalho e meia dúzia de sites nos EUA já deram há quase 1 ano, já até virou um hábito, e não vai ser a simples sugestão de que o governo Obama estava armando rebeldes sírios um motivo de espanto. Mas que ela também acrescente novas informações? Aí é novidade!

A reportagem de Jake Tapper revelou que havia 35 agentes em terra no dia do ataque terrorista ao anexo da CIA em Benghazi, na Líbia, e que a CIA está submetendo MENSALMENTE ao DETECTOR DE MENTIRAS todos os sobreviventes que sabem de alguma coisa sobre o que aconteceu, para verificar que não estão vazando informações; e não é só isso: ela também muda o nome de cada um e os espalha pelo país para que não deem com a língua nos dentes à imprensa e ao Congresso. Intimidação pouca é bobagem. Néver bifór in de rístori ófi dis cáuntri... Quem vazar informações pode ser pego na mentira, perder a carreira e sabe-se lá o que mais. Uma fonte alega que até as famílias dos agentes estão sob ameaça. Sentiu o clima?
Então assista:
 
Isto porque Obama havia declarado que o caso Benghazi (o meu filme favorito, que já está merecendo até uma Parte II) era um "falso escândalo", um "circo político" criado pelos adversários republicanos... Quer dizer: nunca esteve tão em dia (mentira, sempre esteve) sua célebre frase de 21 de agosto de 2010:

"The only people who don´t want to disclose the truth are people with something to hide."

Não há a menor dúvida que Obama, o primeiro negro transparente intransparente a ocupar a presidência dos EUA, tem muito a esconder sobre o que de fato aconteceu naquele '9/11' (no Brasil, 11/9, ok?) de 2012, quando o embaixador Christopher Stevens e mais três americanos foram mortos por terroristas na Líbia.
Só não digo que ele está submetendo mensalmente a mídia brasileira inteira ao detector de mentiras, para se assegurar de que ninguém vaze informações nem mesmo por aqui, porque esta, como o Foro de São Paulo não nos deixa mentir, omite voluntariamente tudo que seja relevante.
Mas ah... Ah, se fosse o Bush!...

Nota de rodapé:
 Em maio, eu já tinha zombado de Caio Blinder, que escreveu a seguinte pérola sobre Benghazi: “Tudo é feito para maximizar a tragédia, já de olho na campanha eleitoral de 2016”. Mas agora Caio tem uma ótima desculpa para ficar calado: está de férias.

2.

O acobertamento do acobertamento
Às 17 horas do dia 11 de setembro de 2012, o presidente Barack Obama foi "brifado" cara a cara pelo secretário de defesa Leon Panetta e pelo general Martin Dempsey sobre o ataque que estava acontecendo ao Anexo da CIA em Benghazi, local que vinha sendo utilizado para o tráfico internacional de armas, sendo que um dos objetivos da Missão Especial americana atacada teria sido recuperar aquelas fabricadas pelos EUA, justamente para acobertar o fato (em pleno ano de eleição) de que elas haviam sido fornecidas pelo próprio governo Obama aos insurgentes sírios, entre os quais constavam terroristas da Al Qaeda.
[Não era, como se vê, uma missão muito tranquila, não é mesmo? Qual terrorista gosta de devolver os brinquedinhos que ganhou de presente? Há quem diga que eles ficaram um tantinho irritados com a desfeita.]
Após o "briefing", Obama foi jantar na Casa Branca e depois seguiu para uma videoconferência, que já estava marcada, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A principal assessora de Obama, Valerie Jarret, estava presente à reunião, que durou cerca de duas horas, e antes que Obama saísse de lá para até-hoje-ninguém-sabe-onde, ela teria ido diretamente para a Situation Room, a moderna e superequipada sala de reunião da Casa Branca, onde Panetta, Dempsey e outros altos oficiais americanos monitoravam o ataque na Líbia.
A misteriosa ordem para que as forças militares próximas a Benghazi permanecessem em seus lugares, em vez de tratarem de salvar os compatriotas sob ataque e matar uns tantos terroristas da aliada da Al Quaeda, Ansar Al Sharia, teria vindo justamente de Valerie Jarret, segundo informa o Conservative Report, em mais uma revelação bombástica sobre a história mais mal-explicada do governo Obama (e olha que a concorrência é imeeeeeensa!...). 
Agora: se Valerie foi ao Situation Room sob as ordens do presidente ou simplesmente porque estava com uma incontrolável vontade de assistir a Panetta e Dempsey jogando seus videogames de última geração, só Valerie e Obama poderiam esclarecer. Mas autoridade para dar aquela ordem, ainda mais passando por cima de um secretário de defesa e de um general, ela não tinha, nem tem. Quem tem é ele, claro: o primeiro negro transparente intransparente a ocupar a presidência dos EUA.
Aquele que é obrigado a acobertar as próprias operações de acobertamento.

(Leia também: '
Desperation in the Benghazi coverup', no American Spectator.

3.
Este é o brinquedinho que estava à disposição do governo Obama em Trípoli para evitar a morte de alguns de seus governados - o meu querido AC-130U Spooky: 

spooky

Ele contém armas sincronizadas com os designadores a laser dos agentes em terra. Um deles, morto no ataque, teria designado os alvos inimigos com seu próprio laser, na esperança de que o brinquedinho viesse em seguida pelos ares distribuindo umas bombinhas assim teleguiadas. Mas não veio. E o laser usado pelo agente só teria servido para revelar a sua própria localização. Muito legal deixá-lo na mão, não é mesmo?
Agora conheçam Valerie Jarret, este amor de pessoa, como aliás todas as mais próximas de Obama:

valjarret 

Traduzindo para quem não entende o verdadeiro inglês obamista:
"Vâmu pegá geral, parceiro! Tá dominado! Tá tudo dominado!"

Parte II: Brasil


1.
(Sobre a reportagem do Globo "Ninjas querem verba oficiala para sobreviver":)

Mídia Ninja é isso: gente descolada que comemora invasão, que respeita a trajetória de José Dirceu, que não vê problema em buscar dinheiro público e ainda posar de independente.
Uma Carta Capital moderninha, de laptop na mochila.
Tudo fio da mesma barba, companheiro. E o que não falta é barbudinho otário pra ir atrás.

2.

(Segue trecho da entrevista dos ninjas ao Roda Viva, da TV Cultura. Quem não tiver paciência pode pular para os meus comentários feitos em tempo real:)
Suzana Singer – O que vocês acham dos atos de vandalismo?
Bruno Torturra – Olha, eu estive presente em (sic) vários deles, a gente transmitiu ao vivo, a gente foi muito bem recebido pelo próprio Black Bloc, que não achou nada ruim que a gente transmitisse ao vivo tudo o que eles estavam fazendo…
Wilson Moherdaui – Vocês acham isso bom?
Bruno Torturra – Não é uma questão de achar bom ou de achar ruim. A minha motivação, quando estou na rua, não é a mesma do Black Bloc. Eu não me identifico com a destruição de vidraças…
Suzana Singer – Mas você condena esse tipo de ação?
Bruno Torturra – Eu acho que a discussão é um pouco mais complicada do que isso. Para a gente dizer se dá para condenar ou não uma ação do Black Bloc, a gente tem de discutir, antes, a prioridade, inclusive midiática, e o escândalo que a sociedade sente quando um vidro é quebrado, quando o patrimônio de um banco é quebrado, e a gente não tem a mesma reação, e a gente não encara da maneira escandalizada, quando o cidadão é agredido. A gente tem confundido muito. Tem gente achando que é muita violência…
Suzana Singer – Você tem de discutir a cobertura da mídia antes de discutir se e válido ou não [depredar]?
Bruno Torturra – Não, não é a cobertura da mídia; é a própria visão da sociedade em relação ao que o Black Bloc faz. O que a gente tem de entender é que são jovens que sofrem violência há muito tempo. A maioria deles não confia no estado…
Mário Sérgio Conti – Isso é apuração ou suposição sua…
Burno Torturra – Isso é apuração…
Mário Sérgio Conti – Eu não vi entrevista deles falando isso nas coisas que vocês mostraram.
Bruno Torturra – A gente transmitiu ao vivo várias delas. Por exemplo, tem um jargão do Black Bloc que deixa muito claro… Que eles falam, por exemplo, que “vândalo é o estado”. Não é o que eu necessariamente concordo (sic). Mas eu consigo entender de onde esse pensamento vem. Consigo entender que o jovem que apanha da polícia ou que respira gás lacrimogêneo, que é uma substância altamente tóxica…
Suzana Singer – E o que saqueia loja?
Bruno Torturra – O que saqueia loja, eu acho que é uma outra coisa também… Eu acho que o Black Bloc, mais do que ser um movimento, ele é uma estética, ele é uma tática internacional, que tenta quebra símbolos do capital. Eu, particularmente, não me identifico com isso. Eu vou com a minha cara, eu tenho métodos totalmente pacíficos numa manifestação, mas eu… A gente poderia até discutir o valor, se é justo ou se não é justo. Mas eu acho que se dá muito pouco espaço para a gente discutir o que levou o Black Bloc a fazer isso. E, a partir disso, a gente consegue dizer se é justo ou não. Eu, particularmente, não me identifico com quebrar banco.

(Seguem abaixo meus comentários feitos em tempo real: do item 3 ao 8.)

3.
Bruno "Mídia Ninja" Torturra, o legitimador moral do Black Bloc, é como Francisco Bosco: ele nunca disse o que disse. Mas disse.

4.
 
Pablo Capilé diz que está próximo do Black Bloc. Gente boa.
5.Lenin: "Xingue-os do que você é; acuse-os do que você faz."
Pablo Capilé: "A mídia seria mais honesta se assumisse a sua parcialidade."

6.
Quando filósofos do naipe de Bruno "Ninja" Torturra falam da "obviedade do fracasso da guerra às drogas" em um país governado por parceiros das Farc, eu penso o quão óbvio é o fracasso da "guerra" aos pirulitos em um país governado por crianças.

7.
O Brasil tem mais de 50 mil assassinatos por ano. O novo filósofo Bruno Torturra não vai falar da "obviedade do fracasso da guerra" aos assassinatos? Não vai pedir a legalização deles também?
Vamos lá, rapaz! Coragem!
Quem é ninja não tem medo de um país de 007.

8.
"Recurso público não é sinônimo de não independência."(Pablo Capilé)
"Eu me sinto completamente independente para tratar de qualquer tema."(Bruno Torturra)
"Eu não sabia de nada."(Lula)

9.
Vamos ver se vocês estão mesmo espertinhos:
1)
 Quem considerou a entrevista dos ninjas Pablo Capilé e Bruno Torturra no Roda Viva um "acontecimento histórico"?

2) 
Quem elogiou a postura "pluriperspectivista" de Torturra e a linguagem "nada subserviente" de Capilé, que "falava 'sacou', toda hora, cagando para a expectativa de certo padrão linguístico"?

3) 
Quem acha que isso tudo "é o tipo da coisa que nos mostra que o Brasil está mudando sim (e não 'sim, senhor')"?
A) Ricardo BoechatB) Eliane BrumC) Luis NassifD) Leonardo SakamotoE) Emir SaderF) Francisco BoscoG) Arnaldo JaborH) Rui Falcão
Dica do dia: a resposta é a mesma para as três perguntas.
(E está no fim deste artigo, para quem não sabe ainda poder pensar mais um pouquinho.)

10.
Bom dia. Temos um empresário assassinado no Centro de Niterói; um casal de policiais militares, o filho de 12 anos e mais dois parentes mortos a tiros na zona norte de São Paulo; e aguardamos ansiosamente o pronunciamento da turma de direitos humanos, incluindo o debate entre Marcelo Freixo e Luiz Eduardo Soares, os artigos de Francisco Bosco e Leonardo Sakamoto, a reportagem de Fernando Gabeira na Globo News, as camisas de Pablo Capilé com os dizeres "Quem matou Alex Mariano?" e a de Bruno Torturra com "Quem matou Luis Marcelo Pesseghini e família?", além de manifestações de rua com a cobertura do Mídia Ninja - este órgão independente, livre e imparcial que se interessa por cadáveres tanto de empresários e PMs quanto de pobres "Amarildos" da favela; confere, produção?
Ótimo! Sabia que podia contar com vocês.

Marcos Daniel: P
arece que o menino matou a família e se suicidou, por incrível que pareça.

Felipe Moura Brasil: 
Essa hipótese era considerada desde o começo, conforme já mostrava a reportagem indicada no link [e não foi por outro motivo que escrevi "mortos a tiros" e não assassinados, já que ao menos um deles poderia ter cometido suicídio]. Mas sabe como é: no caso Amarildo, ninguém esperou a conclusão da investigação pra chorar pela suposta morte do rapaz e se pronunciar contra a polícia. Coração de esquerdista é assim: só se comove com os cadáveres que servem à causa. De modo que, se foi o menino, vocês já sabem: a culpa terá sido das armas... 

11.
Mais um autêntico eleitor de Marcelo Freixo.

[Veja o apoio declarado aqui, na página do político do PSOL.] 

Felipe Moura Brasil Esses comentários do Latuff me lembraram o vídeo abaixo, de 25/10/2010, em que o filósofo Olavo de Carvalho, aos 6 minutos, lê um trecho do que escreveu Lobão: "O Lula não serve nem nunca serviu para ser presidente. É otário ou canalha." Em seguida, Olavo corrige e comenta: "As duas coisas, Lobão! A canalhice não é impedimento à estupidez e vice-versa. Na Bíblia, já está lá que a astúcia demoníaca é substitutivo da inteligência. Quer dizer: o Lula é burro e astuto ao mesmo tempo. Ele tem aquela astúcia de bandidinho."


A propósito: O novo livro do Olavo de Carvalho, do qual sou o organizador, já está em pré-venda nas livrarias virtuais da Travessa, da Cultura, da Saraiva, da Folha etc. Não perca: "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Trecho do texto da orelha:"(...) O pensamento de Olavo de Carvalho, corajoso, independente, original e esclarecedor, ademais costurado por uma prosa de estilo único, é aqui beneficiado pelo extraordinário trabalho de Felipe Moura Brasil, cuja organização primorosa – ao que se somam o texto de apresentação e as centenas de notas – oferece os melhores instrumentos para uma leitura que ao mesmo tempo provoca e apraz. (...)" 
 
[Para divulgar no facebook, compartilhe este post.]
12.
Em tempo: a cineasta Beatriz Seigner deu uma bela desmascarada nos métodos do ninja Pablo Capilé e de seu coletivo Fora do Eixo. O depoimento original, longuíssimo, está aqui. Reinaldo Azevedo destacou os trechos mais relevantes aqui. Só tenho uma pergunta: haverá algo mais natural e sintomático de um progressista tipo Capilé do que considerar os livros "tecnologias ultrapassadas"?
Esquerdismo é isso, ora: o progresso da incultura. 

13.
Para ter uma opinião sobre qualquer assunto, manda a honestidade intelectual que o sujeito conheça ao menos os motivos declarados pelos quais os maiores representantes da corrente adversária têm a opinião oposta.Se um amigo seu, portanto, que é a favor do aborto, do casamento gay, da legalização das drogas, das cotas raciais, do assistencialismo, do aumento do Estado ou de qualquer outro quesito do kit-esquerdista vier porventura falar mal dos conservadores, reacionários, direitistas, "caretas", "ultrapassados", "fascistas", "fanáticos" etc., pergunte caridosamente:- Mas você tem alguma ideia dos motivos de eles serem contra? Sabe repetir seus argumentos? Que obras desses autores você leu?Dito isto, não esqueçam de gravar a resposta e depois colá-la aqui para a gente se divertir mais um pouco.Bom dever de casa, crianças! ****
Resposta do item 8: letra F, é claro.
Lembra dele?


09 de agosto de 2013
Felipe Moura Brasil