“A revolução trará ao país o equivalente a 50 milhões de rolos de papel higiênico!”
(Alejandro Fleming, ministro do Comércio da Venezuela)
O socialismo bolivariano nos brindou, recentemente, com essa insólita fanfarronada, bem ao estilo da esquerda, que revela, cabalmente, a escassez de itens no mercado, característica típica do sistema socialista/comunista.
Há, nos manuais, conceituações que diferenciam a esquerda (socialista/comunista) da direita (capitalista); entre as muitas, as esquerdas, advogam a economia de comando, a reserva de mercado, a estatização, a regulamentação, a apropriação pública da produção, o aumento dos gastos públicos, a eficiência, etc, enquanto que a direita, a economia de mercado, a abertura de mercado, a privatização, a desregulamentação, a apropriação privada da produção, a redução dos gastos públicos, a ineficiência, etc.
Os de esquerda, cientes de que só podem ter o poder pelo voto, simplificaram a teoria, para cativar as classes mais pobres, a maioria no país. Eles são bondosos, a favor dos pobres, das minorias, da diversidade, dos desvalidos, da igualdade de todos, da coletividade, dos direitos humanos, os que são pacíficos e tolerantes, não punem, não matam, querem a terra para todos, não aceitam reduzir a maioridade penal, flexibilizam a lei, não querem a pena de morte, são politicamente corretos (menor é apreendido, e não preso!!!), ... são Deus!
Os de direita são maus, desrespeitam os direitos humanos, são individualistas, elitistas, abominam a diversidade, agressivos e intolerantes, são os policiais que matam, os militares que torturam, os empresários que espoliam o trabalhador, que detestam as minorias e os pobres, são os donos do campo, querem leis mais rigorosas só para punir o pobres... são o Diabo!
O mais grave é que intelectuais de esquerda ainda acreditem nessa fracassada utopia, nem mais professada nem mesmo no país de seus criadores, a ex-URSS, só vigendo, por força de sistema ditatorial, em Cuba e na Coreia do Norte, com as evidentes provas de falta de individualidade e de liberdade, miséria e infelicidade.
Nem conseguem enxergar, fora dos manuais e da ideologia, as provas concretas dessa perversão, como o Muro de Berlim, a Primavera de Praga, o paredón de Castro e os boat people, cubanos fugindo em barcos frágeis, preferindo arrostar o mar e tubarões, a ficar em Cuba.
Desconhecem a realidade, por seu livre arbítrio, no estado democrático de direito, enquanto que coreanos e cubanos, prisioneiros em seu próprio país, por imposição da força!
Em Cuba, faltam sabonetes. Na Venezuela, papel. O povo, doente e sofrido, já não tem como se limpar! E eles, caminhando para o passado, têm o desplante de se considerar progressistas!! Quanta desfaçatez!!!
“O que marca a falência do comunismo não é a queda do Muro de Berlim em 1989, mas a sua construção em 1961” ( Jean –François Revel)
21 de maio de 2013
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante reformado
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