"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

EM REPÚBLICA DE CANALHAS... INTERNET VENDE KIT PARA CANDIDATOS: PROJETO PRONTO

O candidato a vereador nas eleições de outubro em qualquer um dos 5.565 municípios brasileiros poderá dispensar o preparo técnico, político ou administrativo.

Se eleito, poderá deixar-se tomar pela preguiça.
Bastará dispor de R$ 19,90 para comprar pacotes de projetos de lei pela internet e os apresentar nos Legislativos municipais como sendo seus.


Pelo menos três endereços virtuais da rede mundial de computadores oferecem para as próximas eleições serviços especiais aos candidatos, com promessas de trabalho personalizado e até discursos exclusivos.

Os temas em pauta vão do esporte à educação, do meio ambiente ao lazer, da proteção ao idoso à proteção à mulher.
O serviço a R$ 19,90 é de propriedade do mineiro Manoel Amaral, no endereço

http://www.casadosmunicipios.com.br.

Nos sites também são oferecidas fórmulas para projetos que visam a criar casas de cultura, turismo, ouvidoria do povo, normas urbanísticas, ocupação e parcelamento do solo, editais de contratação de servidores por tempo determinado, regulamentos do INSS, etc.

Há ainda mais opções disponíveis. Pela internet, o candidato poderá receber um curso sobre lei orçamentária, autorização para a instalação de postos de combustíveis, plano de carreira de servidores, curso para dar estabilidade a servidores.

Enfim, temas do cotidiano das pessoas que vivem nos municípios e que vão votar nos vereadores que ocuparão as Câmaras Municipais nos próximos quatro anos.

Outro dono dos serviços oferecidos aos candidatos a vereador é o ex-vereador José Gilberto de Souza, de Campo Mourão, no Paraná.

Os preços são mais salgados.
Ele oferece pacotes com cerca de 1,5 mil projetos de lei.
O menor, com dez projetos, custa R$ 200.
O maior, com 100, sai por R$ 1,2 mil.

"Cada um escolhe o projeto conforme o seu perfil. Eu faço as adaptações de acordo com o tamanho da cidade e região", disse Souza ao Estado.

O jornalista Roberto Rech, dono do portal www.assessoriapolitica.com, do Rio Grande do Sul, oferece aos candidatos kits de atuação política, cursos para falar bem diante do público, discursos prontos e até assessoria de imprensa. Mas se recusa a vender projetos. "Isso é picaretagem", acusa. "Eu não faço projetos. Se alguém me procura, o oriento sobre o que deve fazer."

Rech se gaba de transformar os que assessora em campeões de aprovação de projetos.

Um deles é o atual deputado federal Giovani Cherini (PDT-RS). Ele afirmou ainda que propostas das quais teve participação, como as que determinaram a montagem de bibliotecas nas cidades, vêm sendo copiados pelos Estados e até no plano federal.

"Eu vendo boas ideias. Não projetos."

24 de fevereiro de 2012
JOÃO DOMINGOS O Estado de S. Paulo
JOÃO DOMINGOS O Estado de S. Paulo

FACCIOSISMO E MANIQUEÍSMO

"Comissão da Verdade? Que coisa mais incompatível com um governo recheado de mentirosos públicos."

Os presidentes dos Clubes Militares foram obrigados ontem a publicar uma nota desautorizando o texto do "manifesto interclubes" que criticava a presidente Dilma Rousseff por não censurar duas de suas ministras que defenderam a revogação da Lei da Anistia.

Logo depois, porém, tanto o comunicado original como o desmentido foram retirados do site em que foram divulgados.

Dilma não gostou do teor da nota por não aceitar, segundo assessores do Planalto, qualquer tipo de desaprovação às atitudes da comandante suprema das Forças Armadas.

A presidente convocou o ministro Celso Amorim (Defesa) para pedir explicações. Ele se reuniu com os comandantes das três Forças, que negociaram com os presidentes dos clubes da Marinha, Exército e Aeronáutica a "desautorização" da publicação do documento, divulgado no site do Clube Militar no dia 16, como revelou o Estado na terça-feira.

No dia seguinte, houve a reunião de Amorim com os comandantes das três Forças e uma conversa com a presidente. Paralelamente a essa movimentação, os comandantes telefonaram aos presidentes dos três clubes a fim de que a nota crítica a Dilma fosse suprimida.

Ontem, o "comunicado interclubes" foi retirado do site no início da tarde. Por volta das 16 horas, foi divulgado um outro texto, em que os presidentes desautorizavam o comunicado anterior.

Esse desmentido, porém, não chegou a ficar meia hora no ar.

O Clube do Exército, para tentar encerrar a polêmica, retirou a nota e o desmentido, mas a celeuma já estava criada.
Acesse : www.clubemilitar.com.br (Vejam a semana da verdade)

Críticas.
Apesar de terem sido obrigados a recuar e, com isso, não criar uma crise militar, os presidentes dos clubes não se conformam com as críticas que têm recebido e temem que a Comissão da Verdade só ouça um dos lados na hora de trabalhar.

Os presidentes dos clubes da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, e da Marinha, almirante Ricardo da Veiga Cabral, disseram que em momento algum quiseram criticar a presidente.

Para eles, a nota foi uma "precipitação", no momento em que os principais assuntos para a categoria são a defasagem salarial e a necessidade de reaparelhamento das Forças.

O almirante Veiga Cabral, no entanto, classificou como "provocação" as falas das ministras das Mulheres, Eleonora Menicucci, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Eleonora, em seu discurso de posse no início do mês, teria tecido "críticas exacerbadas aos governos militares".

Já Maria do Rosário teria incentivado, mais de uma vez, que pessoas que se considerassem atingidas por fatos ocorridos durante a ditadura poderiam ingressar com ações na Justiça.

"Não podemos ficar parados. É natural que haja uma reação porque não é possível ficarmos sendo desafiados de um lado e engolirmos sapo de outro. A vida é assim, a cada ação tem uma reação", comentou.

O almirante ressalvou que embora os militares, mesmo na reserva, estejam sujeitos ao Estatuto dos Militares, "os clubes não estão subordinados ao Poder Executivo".

Depois de ressaltar também a "independência" dos Clubes Militares, lembrando que "não é o governo nem os comandos" que mandam na instituição, o brigadeiro Baptista endossou as palavras do almirante que "estranhou" as declarações das duas ministras.

"Não quero tocar fogo, mas não podemos admitir que queiram amordaçar os clubes. Não podem e não vão conseguir fazer isso", disse.

TÂNIA MONTEIRO / O Estado de S. Paulo
Dilma intervém em crítica de militares

ACORDA, AMOR!

Sem mais o que fazer, Maria do Rosário inventou a Comissão da Verdade. É só uma coisa assim tipo boi de piranha. Corta fundo e joga no rio pra ver o que vai dar.

Na realidade, o cheiro de enrosco está no ar. O pepino é tão indigesto que a primeira-mulher-presidenta Dilma não se animou ainda a escolher os membros virís do duro organismo. Ainda que alguns zés diurceus já tenham se oferecido para a hora da revanche.

Mesmo que nunca antes na história desse país tenha havido uma oposição tão água-morna, tão pirão-sem-sal, a banda larga que está no poder já há uma década, não quer correr qualquer risco de voltar às portas de fábricas para pedir emprego. O pessoal teria que mostrar um mínimo de aptidão para ser admitido.

Então, uma comissãozinha que mexa com os brios dos militares - mesmo que já estejam de pijama - provoca uma pronta reação e, como vem acontecendo com qualquer greve, qualquer balbúrdia em complexos de favela, ou morros que ainda não desabaram, o governo chama o Exército e a Força Nacional.

Prende, arrebenta e se mantém impávido e colosso no palácio que ocupa com tamanho deslumbre e tão indescritível prazer que o pesadelo virou sonho.

Já é hora do Chico Buarque mudar a letra do "Acorda, amor!". Ao invés de "chama o ladrão, chama o ladrão!" canta aí "chama o quartel, chama o quartel"!

24 de fevereiro de 2012
sanatório da notícia

O MEDO QUE O PT TEM DO SERRA

Hoje o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão(*) publica artigo analisando a entrada de José Serra na sucessão paulistana, trazendo à tona, novamente, as “renúncias” do tucano, como se isso tivesse algum significado para o eleitor.

Na verdade, eles sabem que a derrota é certa, se o PSDB deixar de ouvir os "mil e poucos" e passar a ouvir os eleitores, que são a sua verdadeira militância. Recentemente publicamos um post que desmantela este argumento.
Serra pode ser prefeito e renunciar de novo, que mais de 50% dos paulistanos vai apoiar. Se é isto que o PT tem contra o Serra, já que não tem coragem de assumir as calúnias do livro-dossiê, vai ser muito fácil vencer o candidato do kit gay e das fraudes no Enem... Leia abaixo um trecho do que escrevemos aqui:

Em 2004, a cidade de São Paulo elegeu Serra como prefeito com 54,86% dos votos. Em 2006, após ter renunciado ao cargo para concorrer ao governo do Estado, o tucano obteve 53,08% dos votos paulistanos e venceu a eleição no primeiro turno.
Em 2010, concorrendo à presidência da República, José Serra obteve 53,64% dos votos da maior cidade do país. Nunca Serra obteve menos de 50% dos votos na cidade. E, salvo engano, 50% mais 1 continua sendo o número para ganhar eleição até mesmo contra inimigos na trincheira.
Então que babaquice é esta de que a cidade de São Paulo tem mágoa por Serra ter renunciado ao cargo de prefeito? A cidade tem é o maior orgulho do seu maior político, tanto é que continua votando nele, na mesma proporção, em qualquer eleição.

(*) segundo afirmação do Procurador Geral da República, na denúncia do Mensalão.

24 de fevereiro de 2012
coroneLeaks

MINHA AVÓ É BICICLETA

Está ficando cada vez mais claro que as versões futebolística e carnavalesca da Gaviões da Fiel tem a cara, o corpo e o espírito do "jeito PT de governar".

E, mais claro ainda está ficando que esse "Jeito PT de governar" tem a cara e o espírito do seu torcedor de camarote e muso inspirador de todo e qualquer enredo: Luiz Erário Lula da Silva.

Os laranjas luláticos já colocaram o bloco dos blindados na rua a fim de livrar a cara dos esculhambadores da Gaviões.

Mauro Marcelo, um delegado unha-e-carne com Zé Dirceu, o chefe da quadrilhas dos mensaleiros - segundo processo parado no Supremo, e ligado ao presidente de honra do PT e do Instituto dele mesmo, acaba de assumir a coordenação das “investigações” da arruaça patife dos donos das escolas de samba de São Paulo.

Mauro Marcelo, para quem quiser saber, foi diretor-geral da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) nos bons tempos do tão ínclito quanto impuro governo Lula Vivinho da Silva

Dizem, marias e clarices que ele defende a tese de que o roubo de votos foi orquestrado por um bloco de escolas de partido alto.

Com isso, ele já bota uma pedra no caminho da punição dos envolvidos. Tá na cara que é pra lá de complicado punir um monte de escolas e mais a Liga.

Quanto maior for o bolo fecal dessas escolas que estão doidinhas para serem acusadas, mais inviável ficará o rebaixamento da Casa Verde e da Gaviões da Fiel, ridícula detentora do 9° e merecido lugar em que acabou ficando, contrariando os prognósticos da agnóstica momesca dona Marisa Letícia, destaque da escola corintiana.

Ela entende tão pouco de carnaval que, no meio da empolgação, segredou para seu par no palanque alegórico; "acho que vamos ganhar". Esquecida, pobre desmemoriaada, do que é a sina de carregar um pé-frio nas costas.

De volta à marginal da passarela, necessário é dizer-se que não há nenhuma surpresa nesse tipo de comportamento rebelde e esculhambador.

Pular a cerca, roubar documentos, chutar o balde e o pau do barracão do samba foi apenas o "jeito lulático de ser e mandar fazer" que a gente já conhece desde outros carnavais.

Eles vão fazer com o carnaval o que estão fazendo com o maior e mais característico escândalo da Era Lulática: empurrar os carros alegóricos com a barriga.

Basta agora o delegado amigo alegar, na blindagem programada que “é preciso aguardar a conclusão do inquérito”. Mais tarde “esperar pela sentença transitada em julgado”.

E assim como era no princípio com os mensaleiros, será com a Gaviões e seu bloco de bandalhos, por todos os séculos, dos séculos, amém.

Se a Gaviões da Fiel - no futebol como no carnaval - não é a cara do "jeito PT de governar", minha avó é bicicleta. E não é que é?!?

Carlos Eduardo Behrensdorf
24 de fevereiro e 2012

ESPECIALISTA DO IMIL CRITICA FALTA DE CLAREZA EM NOVA POSIÇÃO DO PT EM RELAÇÃO À PRIVATIZAÇÃO

“O governo do PT, incansável crítico e combatente voraz da ‘privataria tucana’, concedeu à iniciativa privada três dos principais aeroportos do país (Guarulhos, Brasília e Viracopos) pela assustadora quantia de R$ 24,5 bilhões”. Assim escreve o advogado e especialista do Instituto Millenium, Sebastião Ventura Pereira da Paixão Jr, em no artigo “A privataria dos incoerentes“.

Para o especialista, a possbilidade de evolução e mudança de pensamento é disponível a todos “mas, na política, a retomada ou mudança de posicionamentos passados deve ser publicamente justificada, sob pena de tornar a palavra em mero joguete dos interesses momentâneos”.

O artigo destaca a mudança de discurso quanto a abertura à privatização abordada como “entreguismo estatal” pelo Partido dos Trabalhadores durante anos.

O especialista Carlos Pereira, professor titular da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EBAPE/FGV), em entrevista ao Instituto Millenium, acredita que “o fato de o governo não ter privatizado uma maior parte dos aeroportos sinaliza um conjunto de atores preconceituosos com a política de privatização”.

Para o especialista, o governo quer agradar a dois setores da sociedade: o movimento sindical e ao mercado, mas que, essa mudança pode ser um primeiro passo positivo para a privatização de outros setores, de forma mais eficiente.

Leia o artigo “A privataria dos incoerentes“, de Sebastião Ventura Pereira da Paixão Jr.
Confira: “Para Carlos Pereira, o controle do governo ainda sinaliza preconceito com a política de privatização“

24 de fevereiro de 2012
Comunicação Millenium

DOIS VÍDEOS E A MESMA HISTÓRIA...




SÓ FALTOU O TESTE DO BAFÔMETRO

O comandante-geral das UPPs - Unidades de Polícia Pacificadora, do governo Sérgio Cabral e outros tantos asseclas, foi assaltado dentro de viatura.

O coronel Rogério Seabra estava em veículo descaracterizado quando foi abordado em falsa blitz.

Tomaram tudo dele e muito mais. Os bandidos levaram junto o moral da tropa de elite. Agora o comandante já sabe como está dando certo a política de segurança pública dos cariocas.

O que não se entende nisso tudo é o olhar de incredulidade do cidadão Seabra, diante de um feito que é absolutamente normal no cotidiano do Rio de Janeiro. Só faltou um pouquinho mais de tempo para a bandidagem exigir o teste de bafômetro.

24 de fevereiro de 2012
sanatório da notícia

E NÃO COMUNICOU O NOVO ENDEREÇO...

Desconfio até do nome. Comissão da Verdade? Que coisa mais incompatível com um governo recheado de mentirosos públicos. Desde quando, senhores, a verdade se tornou instrumento da política? Talvez não exista nessa atividade algo tão seviciado e tão fracionado em metades e quartas partes. Eleitoralmente, a mentira funciona muito melhor do que a verdade.

A ideia de formar uma comissão de sete pessoas (essa conta só pode ser ato falho) designadas por uma oitava diretamente interessada nos rumos do trabalho contraria elementares princípios metodológicos. Ademais, se para escolher seus ministros, supostamente um colegiado sobre o qual incidem exigências superiores, a presidente andou na escuridão, quem lhe entregará uma boa lanterna para designar essa versão tupiniquim dos sete sábios da Grécia?

Pois é. Mas o Congresso Nacional julgou tudo muito bem pensado e aprovou sem pestanejar, com os votos do governo e muitos – valha-nos Deus! – da oposição. De fato, a racionalidade foi embora e não comunicou o novo endereço.

Não estou dizendo que seja desnecessário ou inconveniente esclarecer a situação de mortos e desaparecidos. Há famílias interessadas em tais respostas e é justo buscá-las. Mas essa questão, profundamente humana, é apenas marginal nas motivações. O que queriam mesmo, desde que se tornaram hegemônicos, era acabar com a anistia e levar a julgamento seus inimigos de então. Como o STF não deixou, criaram o próprio tribunal e, cautelosamente, reservaram a seus crimes solene indulgência plenária: “Nós fora! Lutávamos pela democracia!”.

Haverá quem acredite? Não só não eram democratas como escarneciam de quem fosse. Por outro lado, as lições de pensadores como Aristóteles, Tomás de Aquino e Francisco de Vitória sobre o direito de resistência à tirania em nada os socorrem. Faltava-lhes condição essencial de legitimidade, representada pela luta por uma causa nobre.

A causa deles, financiados e treinados pelo comunismo internacional, não tinha nobreza alguma. Mundo afora, produzia vítimas aos milhões. Era radicalmente totalitária. O povo, por isso, jamais os apoiou. É preciso ter perdido o senso de realidade para afirmar diferente. Moviam-se pelo mesmo ódio que inspirava Che Guevara, guerrilheiro modelo, quando discorria sobre o “ódio como fator de luta” para transformar o militante em “fria máquina de matar”. O mesmo que ensinava Marighella, o venerado camarada, em seu manualzinho do guerrilheiro urbano.

A anistia, com seus efeitos jurídicos e políticos, seguiu um princípio ético e político superior – o princípio do perdão. E lhes franqueou o poder. Mas quem assume o ódio como categoria do seu ser político não consegue operar sem ele.

A comissão é filha desse sentimento. Longe de mim, que fique claro, proteger torturadores de direita ou guerrilheiros e terroristas de esquerda. Suas maldades os credenciam a cantos bem quentes do inferno. O objetivo dessa comissão, já bem verbalizado, é um acerto unilateral de contas.

Não reconheceriam a verdade nem se trombassem com ela, nua e crua, numa tarde ensolarada. Mas a definirão em reunião caseira, tomando chimarrão. Estabelecerão um tribunal de exceção. Arbitrariamente e à margem do ordenamento jurídico, submeterão pessoas a linchamento moral (pena de exposição pública, sem julgamento formal nem direito de defesa). O que fará o Poder Judiciário ante uma zorra dessas?

Para concluir. Merece pouco crédito o apreço por direitos humanos de quem, periodicamente, vai a Cuba soluçar nostalgias no cangote de Fidel Castro. Aliás, se em vez de brasileiros fossem cubanos e criassem, por lá, uma comissão da verdade, iriam investigar sabem o quê? Os crimes de Fulgêncio Batista…

24 de fevereiro de 2012
Percival Puggina

QUADRILHEIROS DE LULA E DIRCEU TENTAM BLINDAR CÚMPLICES DE "GAVIÕES"

Um delegado ligado ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-presidente Lula assumiu a coordenação das “investigações” do ato de banditismo de dirigentes de escolas de samba de São Paulo. O delegado Mauro Marcelo, ex-diretor-geral da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Lula, aprecia a tese de que o roubo de votos foi orquestrado por meia dúzia de escolas.
O objetivo seria dificultar a punição dos envolvidos: afinal, ficaria muito complicado punir seis escolas e a Liga.


Cortina de fumaça

O número maior de escolas acusadas inviabilizaria o rebaixamento da Casa Verde e Gaviões da Fiel, que de fato estariam por trás do crime.

Ordem é ‘melar’

Assim como os bandidos tentaram “melar” a apuração, a ideia dos lulistas, segredada a esta coluna, é “melar” a punição dos Gaviões.

Impunidade à vista

Na blindagem, primeiro alega-se é que “é preciso aguardar a conclusão do inquérito”; depois, “aguardar a sentença transitada em julgado”.

Já o PCC...


O delegado Mauro Marcelo poderia aproveitar e investigar suspeitas de suposto envolvimento de membros da Gaviões da Fiel com o PCC.

24 de fevereiro de 2012
Claudio Humberto

A MAIOR LAVANDERIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR. A SUIÇA ESTREMECE.

Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o "segredo bancário" suíço.

O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira: a UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco.
O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada tranquilamente.

Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais! O banco protestou.
A Suíça está temerosa.
O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir?

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios. Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.

No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.

Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços.E não se trata apenas do UBS.Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras.

Os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros offshore do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental.Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos atos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular, e realizam-se em silêncio e recolhimento.

Onde pararam as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu, do Zaire; Eduardo dos Santos, de Angola; dos Barões da droga Colombiana; Papa-Doc, do Haiti; Mugabe, do Zimbabwe... e da Máfia Russa?

Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Prefeitos de Municípios, têm polpudas "gatunadas" contas na Suíça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, tornam-se impossíbilitadas de serem alcançadas pelos legítimos (!?) herdeiros ou pelos países que foram espoliados ?

Por exemplo, por que após a morte de Mobutu os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?... Tudo lá ficou para sempre e em segredo .
Agora, surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.Na mini cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.

Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário.Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas foram abortadas.
Hoje, estamos em crise. Viva a crise !!!

Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.Nos anos 30, os americanos conseguiram caçar Al Capone.Sob que pretexto? Fraude fiscal !

Para muito breve, a queda do império financeiro suíço.

Demorou....!

24 de fevereiro de 2012
Gilles Lapouge

LULA NÃO PERMITIU PRÉVIAS NO PT E SERRA BANCA A ESFINGE NO PSDB, SEM SUBMETER SEU NOME AO PARTIDO

A realização de prévias é um instrumento democrático para escolha de candidatos, não há a menor dúvida. É uma pena que políticos de renome demonstrem tamanho desprezo pelas prévias, como vem ocorrendo em São Paulo, por exemplo.

No PT, que tinha sete pré-candidatos, estava tudo certo para a realização das prévias, até que o ex-presidente Lula baixou um ato institucional, digamos assim, e fez prevalecer sua opinião pessoal, entronizando como candidato único o então ministro da Educação, Fernando Haddad, que jamais disputou uma eleição.

O caso do PSDB paulista é um pouco diferente, mas inclui o mesmo desprezo pelas prévias. O PSDB divulgou quinta-feira a cédula eletrônica que será utilizada na prévia que deve definir o candidato do partido a prefeito de São Paulo, mas dela só constam quatro pré-candidatos: os secretários Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli.

E José Serra, como fica? O governador Geraldo Alckmin prometeu que falaria com Serra no feriado de Carnaval para ter uma definição. Mas veio a quarta-feira de cinzas e se soube que não aconteceu definição alguma.

Até quando Serra vai continuar bancando a Esfinge, sem dizer se é candidato ou não? Toda eleição é a mesma coisa. Serra fica esperando ser aclamado… Deve ter algum problema, um complexo qualquer, sei lá. O que fica claro nisso tudo é o desprezo que Serra devota ao partido e aos companheiros.

24 de fevereiro de 2012
Carlos Newton

OU O BRASIL ACABA COM O "CUSTO BRASÍLIA", OU...

O brasileiro fica duas vezes mais rico assim que cruza qualquer fronteira para fora do país.

O Jornal da Globo mostrou ontem que a febre das compras no exterior dos nossos turistas chegou a tal ponto que os aviões com rotas dos Estados Unidos para o Brasil tiveram até de alterar seus cálculos de autonomia e passar a carregar mais gasolina do que costumavam fazer antes para transportar o peso extra das bagagens que não para de crescer.

E eu aqui falando dessa fronteirazinha tênue entre o Brasil estatal e o Brasil privado que se sente no próprio esqueleto ao passar das estradas para as ruas de São Paulo!

Essa volúpia de compras do brasileiro no exterior é fenômeno do mesmo departamento. É a “nova classe media”, que tem o bolso muito mais raso que o dos brasileiros que costumavam viajar antes, experimentando pela primeira vez a fascinante experiência de viver sem ser roubada.

Chega lá fora e simplesmente não acredita nos preços sem o custo Brasília que encontra para os mesmos produtos que consome aqui.



Não é que se esbalda de comprar pra torrar o que não tem. Faz isso pra economizar.

Compra as passagens da família toda, paga o hotel, passeia socegado pelas ruas à noite, monta o guarda roupa de todos para o ano inteiro e, tudo somado, ainda sai mais barato do que fazer só as compras aqui.

Por que?

Pela mesma razão que um container vem do interior da China até o Porto de Santos por US$ 2 mil, e custa os mesmos US$ 2 mil para levá-lo do Porto de Santos até São Paulo, 80 quilômetros serra acima: porque lá não tem o custo Brasília.

A gente se acostumou a olhar pra este país coberto de carrapatos e não sentir arrepios. E como aqui até o mais miserável mendigo tem o seu privilegiosinho oficial concedido por algum desses patriotas que aparecem todos os dias no “horário eleitoral gratuito”, convém a todos acreditar quando o nosso presidente nos diz que “todo mundo é assim”.



Não é não.

A prova está na nossa cara mas aqui de dentro a gente não vê. Quando põe um pé lá fora é que a coisa bate.

E o resumo é o seguinte: não dá pra sustentar Brasília e, ao mesmo tempo, uma infraestrutura minimamente competitiva. As duas coisas juntas simplesmente não cabem naquele terço que Brasília toma a cada ano da sexta maior economia do mundo.

O imposto mais alto do mundo somado à pior infraestrutura do mundo - o custo Brasília – implica o massacre da industria nacional a que vimos assistindo. Mas como o custo Brasília é imexível porque sem ele não ha mamabilidade o jeito é aumentar o “custo Mundo” na marra tacando imposto nas importações e botando a Polícia Federal pra rebolar nos aeroportos confiscando a comprinha barata do aprendiz de classe média brasileiro.

Se você tem mais de 50 anos, já viu esse filme antes. Se não tem tome tento: ou o Brasil acaba com o custo Brasília, ou o custo Brasília acaba com o Brasil.

24 de fevereiro de 2012
vespeiro
by fernaslm

DEMOCRACIA É ORDEM TAMBÉM

Artigos - Governo do PT

Um trabalho permanente, sistemático, vem sendo feito no sentido de a sociedade brasileira ir se acostumando com a falta de autoridade, de austeridade, de disciplina, de respeito às instituições. A corrupção virou fato corriqueiro; a impunidade aos baderneiros que ocupam universidades, repartições públicas e bloqueiam estradas são usuais. Ninguém pode ter segurança em casa, uma vez que as armas são reservadas aos bandidos.

O mérito para ocupar uma função de responsabilidade passa a ser item secundário. O importante é saber quem indica. O cidadão que ousa trabalhar por conta própria, dentro da lei, é perseguido – ou por impostos exagerados ou riscos trabalhistas inimagináveis ou ainda pelo simples achaque de todo tipo de funcionário público com um mínimo de poder, desde o guarda da esquina ao fiscal.

Na área rural, é mais grave ainda a perseguição para quem insiste em plantar e colher. Sem falar nos serviços públicos, deixando a desejar.

Querem deixar mal, perante a história e a população, os militares, que cumpriram com seus deveres, por ocasião da tentativa de se criar uma base no interior para uma guerra civil, com fins de implantar um regime totalitário e cruel. Nunca se tratou de democratas que enfrentavam um governo autoritário (pelas circunstâncias históricas daquele momento). E, mesmo se assim fosse, aquele jamais seria o caminho, ao
se jogar com a vida de inocentes e de iludidos.

O Brasil sabe que muito deve, e a maioria reconhece, a seus soldados. Estiveram no poder como numa missão, e logo que possível promoveram a abertura.

A crise está aí. Devemos pensar em coisas produtivas, em ensino, saúde, emprego, produção, qualidade no que fazemos. Para isso, precisamos de paz , amor, união e confiança. A paz e a união são necessárias para nós, mas muito mais para nossos filhos e netos. Não vamos nos dividir nem permitir que se jogue uns contra os outros. Seria pena jogar fora uma história de conciliação e de integração, sob todos os aspectos.

As forças vivas da nacionalidade, a começar pelos empresários, devem reagir contra os que tentam a todo custo dividir e tumultuar a vida brasileira, com invenções tipo "quilombolas", com a impunidade às ilegalidades do MST, e exagero dos ambientalistas que barram obras. Como está não pode ficar.

Aristóteles Drummond.
24 Fevereiro 2012
Publicado no Diário do Comércio.

OFICIAIS NA RESERVA FICAM PTS DA VIDA COM CENSURA DO GENERAL ENZO AO MANIFESTO INTERCLU BES MILITARES

O Núcleo que trabalha internamente contra as Forças Armadas jogou a favor de mais uma pressão anti-democrática do Governo do Crime Organizado. O comandante do Exército, Enzo Perri, deu pessoalmente a ordem para que fosse retirado do ar e “desautorizado” o teor do “Manifesto Interclubes Militares”. O texto cobrava da presidenta e chefona-em-Comando Dilma Rousseff uma manifestação democrática diante de declarações revanchistas e inconstitucionais (contra a Lei de Anistia) feitas pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e pela nova ministra da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci.

Ontem, depois da censura política imposta pelo General Enzo, no site do Clube Militar chegou a ser postada uma mensagem lacônica, logo retirada do ar: "Com relação à nota Manifesto Interclubes Militares de 16/02/2012 os presidentes dos clubes militares desautorizam o referido documento". O manifesto foi assinado por militares na reserva: os presidentes do Clube Militar, General de Exército Renato Cesar Tibau Costa, do Clube Naval, Vice-Almirante Ricardo Cabral e do Clube da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista.

O manifesto, que assustou os oficiais melancias e irritou o Palhaço do Planalto (símbolo vivo do podre poder da República Sindical-capimunista dos Petralhas), foi direto ao ponto: "Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos".

Maria do Rosário ameaçara os militares, com a tese revanchista de que a Comissão da Verdade (que investigará violações aos direitos humanos durante o regime) pode levar a punições criminais. Os militares ficaram PTs da vida com Maria do Rosário por ela ter esquecido que o Supremo Tribunal Federal já assegurou que a Lei da Anistia (de 1979) continua valendo para todos os casos.

Eleonora Menicucci, ex-companheira de prisão de Dilma e parceira dela em grupos terroristas de esquerda na década de 60-70, criticou a dita-dura em discurso. Na festinha do seu aniversário de 32 anos, o PT também provocou os militares, resolvendo que deve resgatar seu papel na retomada da democracia. A “democracia” deles, com atos de ameaças e censura inconstitucionais, só pode ser traduzida como o “governo do Demo”. Militares da reserva ficaram PTs da vida com a ordem do General Enzo que favoreceu o revanchismo petralha.

Releia a íntegra do manifesto (agora oficialmente desautorizado) aqui no Alerta Total: http://www.alertatotal.net/2012/02/manifesto-interclubes-militares.html

Exército de Verdade

Vale a pena assistir a este vídeo que mostra a verdadeira face do Exército Brasileiro na Defesa da Pátria.



Tomara que a explanação do General Villas-Boas também não seja censurada e acabe retirada do ar por ordens superiores dadas por integrantes melancias do Núcleo que parece sonhar com a “quinta estrela” (a vermelha dos petralhas).

24 de fevereiro de 2012
Por Jorge Serrão