Decálogo de Lênin, Os 10 princípios da esquerda, O tradutor de comunismo, O duplipensar do PT
O “DECÁLOGO”, escrito por LÊNIN em 1913.
Em 1913, Lênin escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.
a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência.
b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:
1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…
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DEZ PRINCÍPIOS DA ESQUERDA:
1) um esquerdista crê que não existe moral (no fundo o esquerdista crê apenas na moral que o favorece, isto é, “não roubar” para os outros mas um esquerdista pode roubar à vontade).
2) o esquerdista promove o anti-convencional, violenta os costumes e prefere a descontinuidade.
3) os esquerdistas querem derrubar tudo que seja pré-estabelecido.
4) os esquerdistas agem com imprudência e irresponsabilidade.
5) os esquerdistas desejam a uniformidade universal – (todo mundo igual, exceto eles, quando estão no poder usufruindo dos privilégios).
6) os esquerdistas não se impõem limites e acreditam que podem melhorar, aperfeiçoar e acabar com as imperfeições de tudo, inclusive do próprio ser humano (“para fazer uma omelete há que se quebrar os ovos”, eles dizem, e partem para quebrar todos os ovos mesmo que não consigam fazer omelete alguma).
7) os esquerdistas são contra a liberdade e a propriedade – preferem a escravidão, embora a chamem por outros nomes: igualdade, responsabilidade social, justiça social, etc.
8-os esquerdistas impõem coletivismo forçado.
9) o esquerdista deseja o poder desmedido e a liberação de todas as paixões humanas (marxismo clássico e marxismo cultural).
10) o pensador esquerdista não quer estabilidade – prega a revolução perpétua.
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TRADUZINDO A LINGUAGEM COMUNISTA
”Você é pretensioso = Você ousa achar que sabe algo que eu não sei, e isso é um absurdo.
Vamos decidir democraticamente = Que tal se a gente parar de discutir idéias e ao invés disso fizer um concurso de popularidade?
Precisamos melhorar a educação no Brasil = Precisamos emitir mais diplomas para mais pessoas.
Precisamos proteger o grupo XXX de discriminação = Precisamos criar a ilusão de que quem não der dinheiro para mim odeia o grupo XXX.
Precisamos regulamentar a profissão XXX = Precisamos entravar ao máximo possível o acesso à profissão XXX para aumentar os privilégios de quem tiver autorização para exercê-la.
Se eu deixar você fazer isso vou ter que deixar todo mundo = Não existe nenhum motivo coerente para esta regra existir mas eu gosto dela.
Sua opinião também é válida = Vou ignorar completamente a sua opinião.
Essas são as tendências mais modernas nos EUA e na Europa = Eu li na revista Veja que uma vez em 1976 alguém tentou isso no Canadá.
Todo mundo sabe que XXX = Eu não faço a menor idéia de por que estou defendendo que XXX seja verdade.
E, last but not least:
Há que se endurecer sem perder a ternura = Há que se perder a ternura mas sem admitir abertamente.”"‘
Trecho extraído do livro 1984
“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra “duplipensar” era necessário usar o duplipensar.“
O PT faz isto o tempo todo! Porisso é difícil combatê-lo. E a maioria dos anti petistas tratam o PT como MAIS UM PARTIDO, o que é um grande erro.
RECOMENDO A LEITURA DE “1984“, de “A Revolução dos Bichos“, a primeira parte da “Política” de Aristóteles, especialmente a parte em que ele fala da ameaça que são. os sem-terras (sic) gregos, para a democracia grega.
São livros facílimos de se encontrar e básicos! Não me parece produtivo ler livros mais recentes e com linguagem difícil sem antes ter lido o básico.
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
sábado, 12 de novembro de 2011
NÃO À DITADURA DA MINORIA
"A ainda jovem cultura democrática brasileira enseja equívocos conceituais que frequentemente a ameaçam e a desmoralizam. Não é de estranhar, dada a origem autoritária de nossa República, que emergiu de um golpe de Estado, e a escassa cultura não só de nosso povo, mas também de parte de nossa elite".
O preâmbulo vem a propósito dos acontecimentos que envolvem a discussão, no Senado, do Código Florestal. Além de não se dar ao trabalho de ler a proposta - e lhe imputar acusações absurdas -, a minoria militante que a ela se opõe, se arvora em falar em nome do povo, que não lhe deu tal delegação. Dentro desse equívoco, tratam os que de fato detêm delegação popular - os parlamentares - como intrusos e querem impor sua vontade no grito, quando não na violência.
Assim é que, nesta semana, no curso das discussões, na Comissão do Meio Ambiente, essa minoria ativista, representada por 12 (!) estudantes da Universidade de Brasília, provavelmente ressentidos ainda da acachapante derrota no DCE, invadiu o Congresso e quis impor no grito o seu ponto de vista.
Os senadores foram ofendidos e abordados com violência. Fui pessoalmente ameaçada e insultada, tendo de sair sob escolta policial. Sabemos que o Congresso é a Casa do Povo, que a ela tem acesso para se manifestar, desde que pela ordem e com respeito, como manda a lei. Não foi o que ocorreu.
O pior é que não se tratou de um episódio isolado; ao contrário, vem se tornando recorrente, quase banal em nosso país.
Assistimos, já há alguns dias, manifestação semelhante de truculência e vandalismo, na Universidade de São Paulo, onde uma minoria tenta se impor no grito, por meio de intimidação.
Os jornais informam que um punhado de estudantes -pouco mais de 70, num universo de 89 mil-, todos de classe média alta, vinculados a partidos e a organizações de esquerda, depredaram as instalações da USP, patrimônio do povo sustentado com os impostos.
Protestavam contra a presença da polícia, que reprimia o tráfico de drogas no campus. Enquanto a polícia cumpria a lei, fundamento do Estado democrático de Direito, aqueles militantes, travestidos de estudantes, promoviam o caos, impedindo que seus colegas exercessem o elementar direito/dever de estudar. "Vamos fazer a revolução", bradavam, ao mesmo tempo em que invocavam a democracia para legitimar a baderna.
E aí começa a confusão conceitual. Confunde-se liberdade com bagunça, vale-tudo. Democracia é o regime da maioria, com o reconhecimento às minorias, mas não só: é o regime da lei, sem a qual nem as maiorias nem as minorias estão seguras de nada. Sem o estrito cumprimento da lei, a democracia não sobrevive. Torna-se rito de passagem, presa fácil dos aventureiros que dela se servem para aniquilá-la.
O truque é antigo, previsto já por Lênin: usar as facilidades que a democracia oferece como meio de chegar ao poder, para então bani-la.
É o que assistimos. Há anos, o Brasil vive sob o domínio do gramscismo, estratégia de tomada do poder concebida pelo teórico italiano marxista Antonio Gramsci, que defendeu a manipulação da cultura como meio mais eficaz de promover a revolução.
Nessa engenharia maléfica, todos os polos de produção cultural - mídia, universidades, editoras, meio artístico - têm de ser dominados por um pensamento hegemônico. No caso, o socialista. Tudo o que a ele se contrapõe recebe o selo de "direita", que não significa nada, senão a maldição política e moral.
A questão ambiental, há anos, foi encampada por esses grupos, e não porque de fato os interesse. É apenas mais um meio de desestabilizar o país, enfraquecendo uma de suas maiores fontes de receita, o agronegócio, responsável pelos superavit na balança comercial do país e por um terço dos empregos.
Nem sequer conhecem o tema que abordam. Basta ver o que dizem a respeito para constatar que nem leram o projeto que será votado no Senado.
O Código Florestal não anistia ninguém nem estimula o desmatamento, muito pelo contrário. Impõe a recomposição de áreas degradadas e pune quem novamente as degradar. É inútil argumentar. São somente massa de manobra de interesses bem maiores que eles próprios desconhecem."
KÁTIA ABREU, 49, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.Publicado na Folha de São Paulo.
O preâmbulo vem a propósito dos acontecimentos que envolvem a discussão, no Senado, do Código Florestal. Além de não se dar ao trabalho de ler a proposta - e lhe imputar acusações absurdas -, a minoria militante que a ela se opõe, se arvora em falar em nome do povo, que não lhe deu tal delegação. Dentro desse equívoco, tratam os que de fato detêm delegação popular - os parlamentares - como intrusos e querem impor sua vontade no grito, quando não na violência.
Assim é que, nesta semana, no curso das discussões, na Comissão do Meio Ambiente, essa minoria ativista, representada por 12 (!) estudantes da Universidade de Brasília, provavelmente ressentidos ainda da acachapante derrota no DCE, invadiu o Congresso e quis impor no grito o seu ponto de vista.
Os senadores foram ofendidos e abordados com violência. Fui pessoalmente ameaçada e insultada, tendo de sair sob escolta policial. Sabemos que o Congresso é a Casa do Povo, que a ela tem acesso para se manifestar, desde que pela ordem e com respeito, como manda a lei. Não foi o que ocorreu.
O pior é que não se tratou de um episódio isolado; ao contrário, vem se tornando recorrente, quase banal em nosso país.
Assistimos, já há alguns dias, manifestação semelhante de truculência e vandalismo, na Universidade de São Paulo, onde uma minoria tenta se impor no grito, por meio de intimidação.
Os jornais informam que um punhado de estudantes -pouco mais de 70, num universo de 89 mil-, todos de classe média alta, vinculados a partidos e a organizações de esquerda, depredaram as instalações da USP, patrimônio do povo sustentado com os impostos.
Protestavam contra a presença da polícia, que reprimia o tráfico de drogas no campus. Enquanto a polícia cumpria a lei, fundamento do Estado democrático de Direito, aqueles militantes, travestidos de estudantes, promoviam o caos, impedindo que seus colegas exercessem o elementar direito/dever de estudar. "Vamos fazer a revolução", bradavam, ao mesmo tempo em que invocavam a democracia para legitimar a baderna.
E aí começa a confusão conceitual. Confunde-se liberdade com bagunça, vale-tudo. Democracia é o regime da maioria, com o reconhecimento às minorias, mas não só: é o regime da lei, sem a qual nem as maiorias nem as minorias estão seguras de nada. Sem o estrito cumprimento da lei, a democracia não sobrevive. Torna-se rito de passagem, presa fácil dos aventureiros que dela se servem para aniquilá-la.
O truque é antigo, previsto já por Lênin: usar as facilidades que a democracia oferece como meio de chegar ao poder, para então bani-la.
É o que assistimos. Há anos, o Brasil vive sob o domínio do gramscismo, estratégia de tomada do poder concebida pelo teórico italiano marxista Antonio Gramsci, que defendeu a manipulação da cultura como meio mais eficaz de promover a revolução.
Nessa engenharia maléfica, todos os polos de produção cultural - mídia, universidades, editoras, meio artístico - têm de ser dominados por um pensamento hegemônico. No caso, o socialista. Tudo o que a ele se contrapõe recebe o selo de "direita", que não significa nada, senão a maldição política e moral.
A questão ambiental, há anos, foi encampada por esses grupos, e não porque de fato os interesse. É apenas mais um meio de desestabilizar o país, enfraquecendo uma de suas maiores fontes de receita, o agronegócio, responsável pelos superavit na balança comercial do país e por um terço dos empregos.
Nem sequer conhecem o tema que abordam. Basta ver o que dizem a respeito para constatar que nem leram o projeto que será votado no Senado.
O Código Florestal não anistia ninguém nem estimula o desmatamento, muito pelo contrário. Impõe a recomposição de áreas degradadas e pune quem novamente as degradar. É inútil argumentar. São somente massa de manobra de interesses bem maiores que eles próprios desconhecem."
KÁTIA ABREU, 49, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.Publicado na Folha de São Paulo.
CAÇA E CAÇADORES
A cubana Yoani Sánchez está se tornando um símbolo mundial da liberdade de expressão na internet.
Proibida de ser lida em seu próprio país, de viajar para receber diversos prêmios internacionais, vigiada dia e noite, e agora sequestrada e espancada por agentes da policia política, ela continua contando em seu blog como é a vida real em Cuba — que os meios de comunicação estatais, sovieticamente controlados, escondem.
Yoani é perseguida porque revela a realidade do cotidiano cubano, desmente mitos da propaganda oficial com fatos e fotos, ironiza e debocha dos dinossauros no poder, é intolerável para qualquer ditadura. Pior, quanto mais famosa fica, mais difícil calá-la e encarcerá-la, por medo do clamor internacional. No clássico estilo oficial, é acusada de ser inimiga da revolução a soldo da CIA e do Império, embora viva modestamente e sequer tenha internet em casa, privilégio dos fiéis ao partido. Tem que fazer os seus posts de lan houses, que são proibidas aos cubanos, disfarçada de turista.
Os anticastristas fanáticos de Miami, que se nivelam em estupidez aos castristas da ilha, na tentativa de monopolizar a oposição ao regime, plantaram que Yoani fez um acordo com o governo e é usada para mostrar que há liberdade de expressão em Cuba. É ridículo: ela não pode nem ser lida na ilha.
Os velhos revolucionários nunca imaginaram enfrentar inimigo tão poderoso, a serviço do Império, por supuesto: blogs, twitters, sites, celulares, e-mails, satélites, que estão mostrando os desastres de 50 anos de revolução. Tudo que o governo cubano não tolera. Mas é um caminho que não tem mais volta, que nem armas, nem slogans e nem bravatas poderão conter.
Corajosa, logo depois da agressão, Yoani postou fotos de diversos agentes da repressão que vigiam seu apartamento e seus passos. Os arapongas foram flagrados no susto, alguns fugindo, outros cobrindo o rosto como bandidos presos, em flagrantes históricos de uma ditadura.
A caça, armada de celular, passou a caçadora. Os secretas foram expostos, suas fotos circulam pela ilha, Yoani pergunta o que eles vão dizer a suas famílias.
NELSON MOTTA é jornalista
O GLOBO 20/11/2009
Proibida de ser lida em seu próprio país, de viajar para receber diversos prêmios internacionais, vigiada dia e noite, e agora sequestrada e espancada por agentes da policia política, ela continua contando em seu blog como é a vida real em Cuba — que os meios de comunicação estatais, sovieticamente controlados, escondem.
Yoani é perseguida porque revela a realidade do cotidiano cubano, desmente mitos da propaganda oficial com fatos e fotos, ironiza e debocha dos dinossauros no poder, é intolerável para qualquer ditadura. Pior, quanto mais famosa fica, mais difícil calá-la e encarcerá-la, por medo do clamor internacional. No clássico estilo oficial, é acusada de ser inimiga da revolução a soldo da CIA e do Império, embora viva modestamente e sequer tenha internet em casa, privilégio dos fiéis ao partido. Tem que fazer os seus posts de lan houses, que são proibidas aos cubanos, disfarçada de turista.
Os anticastristas fanáticos de Miami, que se nivelam em estupidez aos castristas da ilha, na tentativa de monopolizar a oposição ao regime, plantaram que Yoani fez um acordo com o governo e é usada para mostrar que há liberdade de expressão em Cuba. É ridículo: ela não pode nem ser lida na ilha.
Os velhos revolucionários nunca imaginaram enfrentar inimigo tão poderoso, a serviço do Império, por supuesto: blogs, twitters, sites, celulares, e-mails, satélites, que estão mostrando os desastres de 50 anos de revolução. Tudo que o governo cubano não tolera. Mas é um caminho que não tem mais volta, que nem armas, nem slogans e nem bravatas poderão conter.
Corajosa, logo depois da agressão, Yoani postou fotos de diversos agentes da repressão que vigiam seu apartamento e seus passos. Os arapongas foram flagrados no susto, alguns fugindo, outros cobrindo o rosto como bandidos presos, em flagrantes históricos de uma ditadura.
A caça, armada de celular, passou a caçadora. Os secretas foram expostos, suas fotos circulam pela ilha, Yoani pergunta o que eles vão dizer a suas famílias.
NELSON MOTTA é jornalista
O GLOBO 20/11/2009
DUDA HENRIQUE MENDONÇA CARDOSO
Do Blog Trágico e Cômico, do Estadão:
Fernando Henrique Cardoso abandonou de vez as articulações políticas para se dedicar ao marketing político. Em sua primeira peça de campanha do PSDB, intitulada “Yes, We Care”, FHC promete reeleger sua amiga Dilma em 2014.
“Se o povão não entender nada, tudo bem, pois o importante é manter Serra e Aécio na oposição, para que o governo Dilma transcorra sem sobressaltos”, afirmou o ex-presidente.
Encantado com a campanha, Barack Obama demitiu toda sua equipe de marketing e agora negocia com FHC antecipar o uso do slogan já na campanha americana em 2012.
Fernando Henrique Cardoso abandonou de vez as articulações políticas para se dedicar ao marketing político. Em sua primeira peça de campanha do PSDB, intitulada “Yes, We Care”, FHC promete reeleger sua amiga Dilma em 2014.
“Se o povão não entender nada, tudo bem, pois o importante é manter Serra e Aécio na oposição, para que o governo Dilma transcorra sem sobressaltos”, afirmou o ex-presidente.
Encantado com a campanha, Barack Obama demitiu toda sua equipe de marketing e agora negocia com FHC antecipar o uso do slogan já na campanha americana em 2012.
LUPI, O REPUBLICANO DAS CAUSAS PRÓPRIAS
Lupi voou em avião pago por ONG que recebeu mais de R$ 10 milhões do MTE.
O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, terá mais uma oportunidade de mostrar que é um "osso duro de roer". Reportagem de VEJA desta semana mostra que, em dezembro de 2009, o ministro cumpriu agenda oficial usando um avião privado, alugado pelo dono de uma rede de ONGs. Pior: o dono de ONGs integrou a comitiva e, meses depois, ganhou um contrato (entre outros que já detinha, alguns deles investigados por irregularidades) para atender a projetos da pasta de Lupi na mesma região visitada com a aeronave. Como diz a reportagem, "mais uma daquelas clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte".
Em dezembro de 2009, Lupi percorreu sete municípios do Maranhão para o lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Viajou a bordo de um King-Air branco com detalhes em azul, prefixo PT-ONJ, na companhia de três pedetistas e um convidado especial. Os pedetistas eram o ex-governador do estado Jackson Lago, já morto; o então secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento; e o então assessor de Lupi e hoje deputado federal Weverton Rocha. O convidado especial era Adair Meira, que chefia uma rede de ONGs conveniadas com o ministério. Foi ele, interessado direto no périplo de Lupi, quem 'providenciou' o avião.
Como é o nome? - Na semana passada, VEJA revelou que caciques do PDT comandados por Lupi transformaram os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. As denúncias levaram o ministro a prestar esclarecimentos ao Congresso, onde afirmou desconhecer Adair: "Eu não tenho relação nenhuma com o - como é o nome? - seu Adair." Lupi afirmou também nunca viajar em aviões particulares. Mas esqueceu de combinar a versão com seus antigos assessores. A VEJA, Ezequiel Nascimento confirmou a presença de Adair nos voos e foi taxativo ao apontar quem bancou o giro pelo Maranhão: "O Adair."Procurado por VEJA, Weverton Rocha confirma que o avião foi alugado para servir à agenda oficial do ministro, mas diz que quem pagou por isso foi o PDT. Sua versão não faz sentido, dado que era uma viagem oficial do ministro. Ainda que fizesse, é um absurdo do ponto de vista ético. De resto, não explica o que Adair fazia no voo. No esquema de extorsão revelado por VEJA, Weverton é apontado o responsável por fixar os valores da propina cobrada das ONGs.
Competência - Indagado sobre o caso, Adair diz que nunca viajou no mesmo avião que Lupi, que não tem qualquer relação com o ministro e que suas ONGs são escolhidas pelo ministério por critérios de competência. Entre as ONGs de Adair estão a Fundação Pró-Cerrado e a Renapsi. Desde 2008, elas já receberam 10,4 milhões de reais do ministério. Tanta competência ainda não convenceu a Controladoria-Geral da União. Ao passar um pente-fino nos contratos, a CGU encontrou irregularidades de todo o tipo e apontou: "não foi demonstrada nenhuma providência para superação das falhas". A Procuradoria da República já pediu a devolução dos recursos embolsados pelas entidades de Adair. ( Da Veja)
O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, terá mais uma oportunidade de mostrar que é um "osso duro de roer". Reportagem de VEJA desta semana mostra que, em dezembro de 2009, o ministro cumpriu agenda oficial usando um avião privado, alugado pelo dono de uma rede de ONGs. Pior: o dono de ONGs integrou a comitiva e, meses depois, ganhou um contrato (entre outros que já detinha, alguns deles investigados por irregularidades) para atender a projetos da pasta de Lupi na mesma região visitada com a aeronave. Como diz a reportagem, "mais uma daquelas clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte".
Em dezembro de 2009, Lupi percorreu sete municípios do Maranhão para o lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Viajou a bordo de um King-Air branco com detalhes em azul, prefixo PT-ONJ, na companhia de três pedetistas e um convidado especial. Os pedetistas eram o ex-governador do estado Jackson Lago, já morto; o então secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento; e o então assessor de Lupi e hoje deputado federal Weverton Rocha. O convidado especial era Adair Meira, que chefia uma rede de ONGs conveniadas com o ministério. Foi ele, interessado direto no périplo de Lupi, quem 'providenciou' o avião.
Como é o nome? - Na semana passada, VEJA revelou que caciques do PDT comandados por Lupi transformaram os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. As denúncias levaram o ministro a prestar esclarecimentos ao Congresso, onde afirmou desconhecer Adair: "Eu não tenho relação nenhuma com o - como é o nome? - seu Adair." Lupi afirmou também nunca viajar em aviões particulares. Mas esqueceu de combinar a versão com seus antigos assessores. A VEJA, Ezequiel Nascimento confirmou a presença de Adair nos voos e foi taxativo ao apontar quem bancou o giro pelo Maranhão: "O Adair."Procurado por VEJA, Weverton Rocha confirma que o avião foi alugado para servir à agenda oficial do ministro, mas diz que quem pagou por isso foi o PDT. Sua versão não faz sentido, dado que era uma viagem oficial do ministro. Ainda que fizesse, é um absurdo do ponto de vista ético. De resto, não explica o que Adair fazia no voo. No esquema de extorsão revelado por VEJA, Weverton é apontado o responsável por fixar os valores da propina cobrada das ONGs.
Competência - Indagado sobre o caso, Adair diz que nunca viajou no mesmo avião que Lupi, que não tem qualquer relação com o ministro e que suas ONGs são escolhidas pelo ministério por critérios de competência. Entre as ONGs de Adair estão a Fundação Pró-Cerrado e a Renapsi. Desde 2008, elas já receberam 10,4 milhões de reais do ministério. Tanta competência ainda não convenceu a Controladoria-Geral da União. Ao passar um pente-fino nos contratos, a CGU encontrou irregularidades de todo o tipo e apontou: "não foi demonstrada nenhuma providência para superação das falhas". A Procuradoria da República já pediu a devolução dos recursos embolsados pelas entidades de Adair. ( Da Veja)
DOCUMENTÁRIO: ENDGAME (Fim do Jogo): o modelo para a escravidão global
Download do filme via torrent (911MB): ThePirateBay, clique aqui (vá so blog Movimento Endireitar) Torrentreactor, clique aqui. (Aprenda a baixar arquivos .torrent)
Para a Nova Ordem Mundial, um governo mundial é apenas o começo. Uma vez no poder eles planejam exterminar 80% da população do mundo e permitir a "elite" viver para sempre com o auxílio de tecnologia avançada. Pela primeira vez, o cineasta ALEX JONES revela os planos secretos de extermínio da humanidade: Operação ENDGAME (Fim do Jogo).
Jones mostra a história da sangrenta ascensão da elite mundial ao poder e revela como eles tem financiado ditadores e guerras sangrentas - a fim de criar o caos para preparar o caminho para o primeiro império mundial.
Veja como Jones e sua equipe acompanham o grupo Bilderberg para Ottawa e Istambul para documentar seus encontros secretos, permitindo-lhe testemunhar os magnatas do totalitarismo global definindo a agenda do mundo e instigando a III Guerra Mundial.
Aprenda sobre a formação da central de controle de transportes da América do Norte, que exterminará a soberania Americana para sempre.
Descubra como os profissionais da pseudo-ciência eugenista assumiram o controle dos governos a nível mundial, como um meio para realizar o despovoamento.
Veja o progresso do próximo colapso dos Estados Unidos e a formação da União Norte-Americana. [O documentário é de 2007]
Nunca antes um documentário montou todas as peças da agenda dos globalistas totalitários. A compilação de Endgame mostra as atrocidades cometidas no passado por aqueles que estão tentando dirigir o futuro e fornece informações que a mídia controlada tem meticulosamente censurado por mais de 60 anos. Revela plenamente o programa da elite para dominar a Terra e realizar o plano mais perverso de todos os tempos da história humana.
Endgame não é uma teoria conspiratória, são fatos documentados sobre a elite totalitária em suas próprias palavras.
Para a Nova Ordem Mundial, um governo mundial é apenas o começo. Uma vez no poder eles planejam exterminar 80% da população do mundo e permitir a "elite" viver para sempre com o auxílio de tecnologia avançada. Pela primeira vez, o cineasta ALEX JONES revela os planos secretos de extermínio da humanidade: Operação ENDGAME (Fim do Jogo).
Jones mostra a história da sangrenta ascensão da elite mundial ao poder e revela como eles tem financiado ditadores e guerras sangrentas - a fim de criar o caos para preparar o caminho para o primeiro império mundial.
Veja como Jones e sua equipe acompanham o grupo Bilderberg para Ottawa e Istambul para documentar seus encontros secretos, permitindo-lhe testemunhar os magnatas do totalitarismo global definindo a agenda do mundo e instigando a III Guerra Mundial.
Aprenda sobre a formação da central de controle de transportes da América do Norte, que exterminará a soberania Americana para sempre.
Descubra como os profissionais da pseudo-ciência eugenista assumiram o controle dos governos a nível mundial, como um meio para realizar o despovoamento.
Veja o progresso do próximo colapso dos Estados Unidos e a formação da União Norte-Americana. [O documentário é de 2007]
Nunca antes um documentário montou todas as peças da agenda dos globalistas totalitários. A compilação de Endgame mostra as atrocidades cometidas no passado por aqueles que estão tentando dirigir o futuro e fornece informações que a mídia controlada tem meticulosamente censurado por mais de 60 anos. Revela plenamente o programa da elite para dominar a Terra e realizar o plano mais perverso de todos os tempos da história humana.
Endgame não é uma teoria conspiratória, são fatos documentados sobre a elite totalitária em suas próprias palavras.
ENTREVISTA: GERALDO VANDRÈ CONTA A VERDADE
Comentário de Graça Salgueiro:
Vocês já assistiram a essa entrevista? Foi ao ar em 15 de março deste ano pela Globo News mas, como tudo o que se diz e faz em relação aos governos militares, é irritante o desrespeito desse bostinha (sorry!) do Geneton Moraes Neto, insistindo em colocar para os telespectadores coisas que o próprio Geraldo Vandré nega, reiteradas vezes.
Como já estava em andamento a farsa da comissão da “verdade”, era necessário pôr palavras na boca de uma pessoa que se tornou mais famosa pelo sumiço do mundo artístico do que pelas suas obras, uma vez que apenas "Caminhando" ficou conhecida e a esquerda se apropriou dela como "hino". Este infeliz do Geneton fez com Vandré o mesmo que aquele bando de comissários do povo fez com o Cabo Anselmo: um tribunal revolucionário. Só que com Vandré não colou, até porque ele desmascara a entrevista acusando que farão "cortes" e "recortes" no que ele disser.
Vocês já assistiram a essa entrevista? Foi ao ar em 15 de março deste ano pela Globo News mas, como tudo o que se diz e faz em relação aos governos militares, é irritante o desrespeito desse bostinha (sorry!) do Geneton Moraes Neto, insistindo em colocar para os telespectadores coisas que o próprio Geraldo Vandré nega, reiteradas vezes.
Como já estava em andamento a farsa da comissão da “verdade”, era necessário pôr palavras na boca de uma pessoa que se tornou mais famosa pelo sumiço do mundo artístico do que pelas suas obras, uma vez que apenas "Caminhando" ficou conhecida e a esquerda se apropriou dela como "hino". Este infeliz do Geneton fez com Vandré o mesmo que aquele bando de comissários do povo fez com o Cabo Anselmo: um tribunal revolucionário. Só que com Vandré não colou, até porque ele desmascara a entrevista acusando que farão "cortes" e "recortes" no que ele disser.
FEDERAÇÃO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR PROMOVE ABORTO POR LUCRO
Ex-diretora de clínica faz revelações
James Tillman
BRYAN, Texas, EUA, 5 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família)
Abby Johnson, a ex-diretora de uma clínica de aborto da Federação de Planejamento Familiar (FPF) que recentemente virou manchete depois de se converter para a posição pró-vida, revelou que a FPF pressiona os funcionários a atrair mulheres grávidas para abortar a fim de aumentar os lucros.
“Há sem dúvida alguma metas para alcançar clientes”, Johnson disse para WorldNetDaily. “Todo mês tínhamos uma meta de clientes de aborto e clientes de planejamento familiar”.
Abby Johnson havia trabalhado na clínica da FPF de Bryan por oito anos e havia sido sua diretora por dois quando se demitiu em 6 de outubro, perto do começo da sexta Campanha anual 40 Dias pela Vida em Bryan.
Ela disse que foi ficando incomodada com a FPF quando a orientaram a tentar atrair mais mulheres grávidas para aborto por causa das dificuldades econômicas da FPF.
“Toda reunião que tínhamos era, ‘Não temos dinheiro suficiente, não temos dinheiro suficiente — temos de continuar atraindo mulheres grávidas para aborto’”. Johnson disse numa entrevista a Fox News. “É um negócio muito lucrativo e é por isso que eles querem aumentar os números”.
O mais recente relatório financeiro da FPF, para o ano de 2006-2007, mostra que a mega-indústria de aborto aumentou o número de abortos que realizou de 264.943 em 2005 para 289.650 em 2006. O rendimento total chegou a mais de 1 bilhão de dólares, com a margem de lucros da organização — “ganhos que excedem as despesas” — subindo dos 55.7 milhões em 2005 para 112 milhões em 2006. A organização tipicamente recebe mais de 300 milhões em verbas de impostos anualmente.
Johnson diz que se envolveu com a clínica “para ajudar mulheres… e fazer a coisa certa”. A ideia de aumentar o número de abortos para aumentar os lucros foi repugnante para ela. Ela disse que idealmente a diretora da clínica forneceria “muito planejamento familiar e muita educação para que não haja necessidade de abortos”.
Mas essa ideia não foi aceita pelo resto da FPF, disse ela, porque “o aborto é a parte mais lucrativa das operações da FPF”.
“Com o setor de planejamento familiar realmente sofrendo”, disse Johnson, “eles dependem do setor de aborto para equilibrar seu orçamento, para ajudá-los a sair do buraco e ajudar a produzir lucro para a empresa”.
Ela continuou: “Eles realmente queriam aumentar o número de abortos de modo que pudessem aumentar sua renda”.
Johnson disse que a clínica da FPF realizava abortos cirúrgicos dois sábados por mês, mas começou a expandir o acesso ao aborto mediante outras designações.
“Um dos jeitos que eles acharam para aumentar o número de pacientes era fazê-las cometer abortos químicos de RU-486 na semana inteira”, disse ela.
Embora as políticas da FPF de promover o aborto não a tivessem deixado a vontade, Johnson disse que no início ela só ficava “abafando a culpa”.
“Lutei por muito tempo”, ela disse para a CBN.com. “Mas aprendemos a justificar isso de alguma forma e aprendi durante os anos e por meio dessa conversão que se estamos fazendo a coisa certa, não precisamos arrumar justificações”.
Ela disse que chegou a seu “ponto crítico depois de testemunhar um tipo específico de aborto num ultra-som”, de acordo com 40 dias pela Vida.
“Eu realmente pude ver que era um bebê de 13 semanas de gestação e pude realmente ver a silhueta do bebê no ultra-som”, disse ela. “E pude ver a cânula entrando no útero. E pude ver o bebê se afastando da cânula, tentando escapar do instrumento médico”.
“Vi o bebê se dobrar durante o procedimento, e isso mudou minha vida. Eu nunca tinha visto isso antes”.
Desde a demissão de Abby, a Federação de Planejamento Familiar retaliou entrando com uma ordem judicial de proibição contra ela. A ordem a impede, temporariamente, de divulgar informações até que ocorra uma audiência marcada para 10 de novembro no 85º tribunal regional.
Johnson disse que não sabe o motivo por que a FPF está preocupada.
“A FPF é uma organização que realmente vive do medo. Se alguém cruza o caminho deles, eles rapidamente ameaçam essa pessoa. Trabalhei para eles por um longo tempo e os vi ameaçar processos em inúmeras vezes”, disse ela.
“Não sei o que os está apavorando. Quando recebi a ordem judicial de proibição, fiquei muito surpresa. Minha reação inicial foi, o que é que eles pensam que eu sei? Do que eles estão se sentindo culpados?”
Johnson é um dos oito funcionários da indústria de aborto que deixaram seus empregos durante a campanha 40 Dias pela Vida que terminou ontem em 1 de novembro. Ela ocupava a posição mais elevada. 40 Dias pela Vida também recebeu pelo menos 534 relatos de mães que desistiram de consultas marcadas de abortos.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Director of Planned Parenthood at 40 Days for Life Birthplace Resigns after Watching Abortion Ultrasound
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09110204.html
Este artigo foi publicado com a permissão de www.c-fam.org
Traduzido por Julio Severo
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09110505.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
James Tillman
BRYAN, Texas, EUA, 5 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família)
Abby Johnson, a ex-diretora de uma clínica de aborto da Federação de Planejamento Familiar (FPF) que recentemente virou manchete depois de se converter para a posição pró-vida, revelou que a FPF pressiona os funcionários a atrair mulheres grávidas para abortar a fim de aumentar os lucros.
“Há sem dúvida alguma metas para alcançar clientes”, Johnson disse para WorldNetDaily. “Todo mês tínhamos uma meta de clientes de aborto e clientes de planejamento familiar”.
Abby Johnson havia trabalhado na clínica da FPF de Bryan por oito anos e havia sido sua diretora por dois quando se demitiu em 6 de outubro, perto do começo da sexta Campanha anual 40 Dias pela Vida em Bryan.
Ela disse que foi ficando incomodada com a FPF quando a orientaram a tentar atrair mais mulheres grávidas para aborto por causa das dificuldades econômicas da FPF.
“Toda reunião que tínhamos era, ‘Não temos dinheiro suficiente, não temos dinheiro suficiente — temos de continuar atraindo mulheres grávidas para aborto’”. Johnson disse numa entrevista a Fox News. “É um negócio muito lucrativo e é por isso que eles querem aumentar os números”.
O mais recente relatório financeiro da FPF, para o ano de 2006-2007, mostra que a mega-indústria de aborto aumentou o número de abortos que realizou de 264.943 em 2005 para 289.650 em 2006. O rendimento total chegou a mais de 1 bilhão de dólares, com a margem de lucros da organização — “ganhos que excedem as despesas” — subindo dos 55.7 milhões em 2005 para 112 milhões em 2006. A organização tipicamente recebe mais de 300 milhões em verbas de impostos anualmente.
Johnson diz que se envolveu com a clínica “para ajudar mulheres… e fazer a coisa certa”. A ideia de aumentar o número de abortos para aumentar os lucros foi repugnante para ela. Ela disse que idealmente a diretora da clínica forneceria “muito planejamento familiar e muita educação para que não haja necessidade de abortos”.
Mas essa ideia não foi aceita pelo resto da FPF, disse ela, porque “o aborto é a parte mais lucrativa das operações da FPF”.
“Com o setor de planejamento familiar realmente sofrendo”, disse Johnson, “eles dependem do setor de aborto para equilibrar seu orçamento, para ajudá-los a sair do buraco e ajudar a produzir lucro para a empresa”.
Ela continuou: “Eles realmente queriam aumentar o número de abortos de modo que pudessem aumentar sua renda”.
Johnson disse que a clínica da FPF realizava abortos cirúrgicos dois sábados por mês, mas começou a expandir o acesso ao aborto mediante outras designações.
“Um dos jeitos que eles acharam para aumentar o número de pacientes era fazê-las cometer abortos químicos de RU-486 na semana inteira”, disse ela.
Embora as políticas da FPF de promover o aborto não a tivessem deixado a vontade, Johnson disse que no início ela só ficava “abafando a culpa”.
“Lutei por muito tempo”, ela disse para a CBN.com. “Mas aprendemos a justificar isso de alguma forma e aprendi durante os anos e por meio dessa conversão que se estamos fazendo a coisa certa, não precisamos arrumar justificações”.
Ela disse que chegou a seu “ponto crítico depois de testemunhar um tipo específico de aborto num ultra-som”, de acordo com 40 dias pela Vida.
“Eu realmente pude ver que era um bebê de 13 semanas de gestação e pude realmente ver a silhueta do bebê no ultra-som”, disse ela. “E pude ver a cânula entrando no útero. E pude ver o bebê se afastando da cânula, tentando escapar do instrumento médico”.
“Vi o bebê se dobrar durante o procedimento, e isso mudou minha vida. Eu nunca tinha visto isso antes”.
Desde a demissão de Abby, a Federação de Planejamento Familiar retaliou entrando com uma ordem judicial de proibição contra ela. A ordem a impede, temporariamente, de divulgar informações até que ocorra uma audiência marcada para 10 de novembro no 85º tribunal regional.
Johnson disse que não sabe o motivo por que a FPF está preocupada.
“A FPF é uma organização que realmente vive do medo. Se alguém cruza o caminho deles, eles rapidamente ameaçam essa pessoa. Trabalhei para eles por um longo tempo e os vi ameaçar processos em inúmeras vezes”, disse ela.
“Não sei o que os está apavorando. Quando recebi a ordem judicial de proibição, fiquei muito surpresa. Minha reação inicial foi, o que é que eles pensam que eu sei? Do que eles estão se sentindo culpados?”
Johnson é um dos oito funcionários da indústria de aborto que deixaram seus empregos durante a campanha 40 Dias pela Vida que terminou ontem em 1 de novembro. Ela ocupava a posição mais elevada. 40 Dias pela Vida também recebeu pelo menos 534 relatos de mães que desistiram de consultas marcadas de abortos.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Director of Planned Parenthood at 40 Days for Life Birthplace Resigns after Watching Abortion Ultrasound
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09110204.html
Este artigo foi publicado com a permissão de www.c-fam.org
Traduzido por Julio Severo
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09110505.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
DESMASCARANDO O MODELO EMPRESARIAL DA FEDERAÇÃO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR
Os mitos sobre a Federação de Planejamento Familiar estão se espalhando como fogo no gramado. Graças a um perfeito bombardeio de eventos, essa empresa fornecedora de abortos está se arrastando para cauterizar o maior golpe de relações públicas que já sofreu. A eleição de novembro passado [nos EUA] de um Congresso esmagadoramente pró-vida, a revelação de numerosas infrações de seus funcionários e frequentes solicitações de conservadores fiscais e sociais para a cessação de todo financiamento à Federação de Planejamento Familiar estão colocando em risco o sustento dessa empresa de aborto.
O ponto principal da Federação de Planejamento Familiar são os números. E, com o aborto como seu principal meio de fazer dinheiro, isso significa implementar uma cota. Sei que isso é verdade porque trabalhei numa de suas clínicas do Texas por 8 anos, dois como a diretora da clínica.
Embora 98 por cento dos serviços da Federação de Planejamento Familiar para as mulheres grávidas sejam de aborto, a Federação de Planejamento Familiar e seus aliados políticos têm jurado totalmente que nenhum dinheiro dos cidadãos que pagam impostos está sendo usado para pagar abortos. Mas é claro que está. A Federação de Planejamento Familiar obtém um terço de seu orçamento inteiro de financiamento público e realizou mais de 650 mil abortos entre 2008 e 2009. Um aborto é caro.
Seu custo inclui pagamento para o médico, para a equipe médica de apoio, seus pacotes de benefícios de saúde e seguro contra negligência médica. Como diretora de clínica, eu via como o dinheiro que as clínicas filiais recebiam de várias fontes era combinado para uma finalidade geral, não separado para serviços específicos.
A alegação da Federação de Planejamento Familiar de que os abortos perfazem apenas 3 por cento de seus serviços é também artifício de propaganda. Esse número é realmente mais perto de 12 por cento, mas é estrategicamente torcido ao desvincular os serviços de planejamento familiar de modo que cada paciente aparece, nos registros, com um número de cinco a vinte “visitas” por encontro marcado (por exemplo, 12 pacotes de dispositivos de controle da natalidade equivalem a 12 visitas) e fazendo o oposto com as visitas de aborto, embrulhando tudo junto de modo que cada encontro marcado equivale a uma visita. A diferença resultante entre “visitas” de planejamento familiar e aborto é impressionante.
Mas essa não é a única enganação que a Federação de Planejamento Familiar (FPF) está espalhando.
A FPF também afirma que ajuda a reduzir o número de abortos. O fato é que a FPF realmente não só não faz isso, mas também sua meta pode ser o oposto. Como gerente de uma clínica de aborto da Federação de Planejamento Familiar, eu era orientada a duplicar o número de abortos que nossa clínica realizava a fim de aumentar o rendimento.
Para complementar, a sede da Federação de Planejamento Familiar recentemente lançou uma diretiva ordenando que todas as suas filiais fornecessem abortos em 2013.
A Federação de Planejamento Familiar está também gastando muito dinheiro convencendo seus principais fornecedores de rendimento — os cidadãos que pagam impostos — de que sua prioridade mais elevada é a saúde e segurança das mulheres. A coalizão Live Action e Expose Planned Parenthood (Desmascarando a Federação de Planejamento Familiar) anunciou numerosos vídeos secretos que mostram funcionários de clínicas ajudando e instigando alegados traficantes sexuais na exploração de meninas menores de idade — algumas com a idade de 14 anos.
Depois de inicialmente minimizar a importância do primeiro vídeo como fraude, a clínica da Federação de Planejamento Familiar da região central de Nova Jérsei passou a ficar sob tanta pressão que despediu a gerente da clínica que apareceu na filmagem. Paula Dow, procuradora-geral de Nova Jérsei, rapidamente pediu uma investigação, mas os problemas da Federação de Planejamento Familiar não terminam com a demissão da gerente da clínica.
Mais tarde os vídeos de Live Action revelaram uma cadeia ininterrupta de problemas similares em clínicas em todas as partes da Costa Oeste dos EUA.
A Federação de Planejamento Familiar encontrou outras maneiras de aumentar os rendimentos à custa da segurança das mulheres.
As consultas de aborto são muitas vezes feitas sem um médico na sala por meio da “telemedicina” online. O aborto é um procedimento cruelmente traumático e potencialmente perigoso. Na própria época em que houve a campanha Funcionário do Ano 2008 da Federação de Planejamento Familiar, eu vi essa agressiva promoção para se ter telemedicina mais “eficiente” como negócio perigoso.
Outro incômodo que a organização está buscando eliminar é a denúncia de abuso sexual de meninas menores de idade. A FPF tem entrado com processos para derrubar um projeto de lei que ordena denunciar abuso infantil. Esse projeto se aplica a meninas menores de 14 anos. As ações legais da FPF se baseiam no argumento de que essa lei, se aprovada, violará o “direito constitucional das meninas à privacidade”. A FPF chamou esse projeto de lei desnecessário, considerando que seus funcionários médicos já são obrigados a denunciar tais problemas e preencher relatórios adicionais só “sobrecarregará” o governo.
A FPF não quer incomodar o governo com a responsabilidade de proteger as meninas menores de idade.
A FPF também não quer incomodar o governo com a responsabilidade de dar às mulheres condições de fazerem decisões depois de receberem todas as informações necessárias. A FPF tem de forma determinada se oposto a projetos de lei em aproximadamente vinte e quatro estados que exigem que funcionários de clínicas mostrem um ultrassom para as mulheres antes de um aborto. Com todos os supostos serviços de saúde que essas clínicas fornecem, por que é que elas deveriam ter medo dos ultrassons? Porque eles reduzem sua maior fonte de renda.
Com as batalhas envolvendo aprovações de orçamento e financiamento diante de nós no Congresso, podemos, por pouco que seja, parar de fazer os cidadãos que pagam impostos perpetuarem uma cultura que coloca percentagens de rendimentos na frente da segurança das mulheres. O Congresso tem de aproveitar esta oportunidade para parar de direcionar centenas de milhões de dólares dos cidadãos que pagam impostos para organizações que os recebem e que deliberadamente enganam o público e violam a lei federal.
Entrei para a Federação de Planejamento Familiar porque eu queria ajudar as mulheres pobres com reais necessidades de saúde. Eu ainda quero ajudar — é por isso que sai da FPF. A FPF não se importa com as necessidades de saúde das mulheres. Só se importa com o aborto.
É hora de parar de financiar a Federação de Planejamento Familiar com nosso dinheiro.
Abby Johnson
Nota: Este artigo foi originalmente publicado em The Hill.
O ponto principal da Federação de Planejamento Familiar são os números. E, com o aborto como seu principal meio de fazer dinheiro, isso significa implementar uma cota. Sei que isso é verdade porque trabalhei numa de suas clínicas do Texas por 8 anos, dois como a diretora da clínica.
Embora 98 por cento dos serviços da Federação de Planejamento Familiar para as mulheres grávidas sejam de aborto, a Federação de Planejamento Familiar e seus aliados políticos têm jurado totalmente que nenhum dinheiro dos cidadãos que pagam impostos está sendo usado para pagar abortos. Mas é claro que está. A Federação de Planejamento Familiar obtém um terço de seu orçamento inteiro de financiamento público e realizou mais de 650 mil abortos entre 2008 e 2009. Um aborto é caro.
Seu custo inclui pagamento para o médico, para a equipe médica de apoio, seus pacotes de benefícios de saúde e seguro contra negligência médica. Como diretora de clínica, eu via como o dinheiro que as clínicas filiais recebiam de várias fontes era combinado para uma finalidade geral, não separado para serviços específicos.
A alegação da Federação de Planejamento Familiar de que os abortos perfazem apenas 3 por cento de seus serviços é também artifício de propaganda. Esse número é realmente mais perto de 12 por cento, mas é estrategicamente torcido ao desvincular os serviços de planejamento familiar de modo que cada paciente aparece, nos registros, com um número de cinco a vinte “visitas” por encontro marcado (por exemplo, 12 pacotes de dispositivos de controle da natalidade equivalem a 12 visitas) e fazendo o oposto com as visitas de aborto, embrulhando tudo junto de modo que cada encontro marcado equivale a uma visita. A diferença resultante entre “visitas” de planejamento familiar e aborto é impressionante.
Mas essa não é a única enganação que a Federação de Planejamento Familiar (FPF) está espalhando.
A FPF também afirma que ajuda a reduzir o número de abortos. O fato é que a FPF realmente não só não faz isso, mas também sua meta pode ser o oposto. Como gerente de uma clínica de aborto da Federação de Planejamento Familiar, eu era orientada a duplicar o número de abortos que nossa clínica realizava a fim de aumentar o rendimento.
Para complementar, a sede da Federação de Planejamento Familiar recentemente lançou uma diretiva ordenando que todas as suas filiais fornecessem abortos em 2013.
A Federação de Planejamento Familiar está também gastando muito dinheiro convencendo seus principais fornecedores de rendimento — os cidadãos que pagam impostos — de que sua prioridade mais elevada é a saúde e segurança das mulheres. A coalizão Live Action e Expose Planned Parenthood (Desmascarando a Federação de Planejamento Familiar) anunciou numerosos vídeos secretos que mostram funcionários de clínicas ajudando e instigando alegados traficantes sexuais na exploração de meninas menores de idade — algumas com a idade de 14 anos.
Depois de inicialmente minimizar a importância do primeiro vídeo como fraude, a clínica da Federação de Planejamento Familiar da região central de Nova Jérsei passou a ficar sob tanta pressão que despediu a gerente da clínica que apareceu na filmagem. Paula Dow, procuradora-geral de Nova Jérsei, rapidamente pediu uma investigação, mas os problemas da Federação de Planejamento Familiar não terminam com a demissão da gerente da clínica.
Mais tarde os vídeos de Live Action revelaram uma cadeia ininterrupta de problemas similares em clínicas em todas as partes da Costa Oeste dos EUA.
A Federação de Planejamento Familiar encontrou outras maneiras de aumentar os rendimentos à custa da segurança das mulheres.
As consultas de aborto são muitas vezes feitas sem um médico na sala por meio da “telemedicina” online. O aborto é um procedimento cruelmente traumático e potencialmente perigoso. Na própria época em que houve a campanha Funcionário do Ano 2008 da Federação de Planejamento Familiar, eu vi essa agressiva promoção para se ter telemedicina mais “eficiente” como negócio perigoso.
Outro incômodo que a organização está buscando eliminar é a denúncia de abuso sexual de meninas menores de idade. A FPF tem entrado com processos para derrubar um projeto de lei que ordena denunciar abuso infantil. Esse projeto se aplica a meninas menores de 14 anos. As ações legais da FPF se baseiam no argumento de que essa lei, se aprovada, violará o “direito constitucional das meninas à privacidade”. A FPF chamou esse projeto de lei desnecessário, considerando que seus funcionários médicos já são obrigados a denunciar tais problemas e preencher relatórios adicionais só “sobrecarregará” o governo.
A FPF não quer incomodar o governo com a responsabilidade de proteger as meninas menores de idade.
A FPF também não quer incomodar o governo com a responsabilidade de dar às mulheres condições de fazerem decisões depois de receberem todas as informações necessárias. A FPF tem de forma determinada se oposto a projetos de lei em aproximadamente vinte e quatro estados que exigem que funcionários de clínicas mostrem um ultrassom para as mulheres antes de um aborto. Com todos os supostos serviços de saúde que essas clínicas fornecem, por que é que elas deveriam ter medo dos ultrassons? Porque eles reduzem sua maior fonte de renda.
Com as batalhas envolvendo aprovações de orçamento e financiamento diante de nós no Congresso, podemos, por pouco que seja, parar de fazer os cidadãos que pagam impostos perpetuarem uma cultura que coloca percentagens de rendimentos na frente da segurança das mulheres. O Congresso tem de aproveitar esta oportunidade para parar de direcionar centenas de milhões de dólares dos cidadãos que pagam impostos para organizações que os recebem e que deliberadamente enganam o público e violam a lei federal.
Entrei para a Federação de Planejamento Familiar porque eu queria ajudar as mulheres pobres com reais necessidades de saúde. Eu ainda quero ajudar — é por isso que sai da FPF. A FPF não se importa com as necessidades de saúde das mulheres. Só se importa com o aborto.
É hora de parar de financiar a Federação de Planejamento Familiar com nosso dinheiro.
Abby Johnson
Nota: Este artigo foi originalmente publicado em The Hill.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
MARANHÃO OU SARNEYLÂNDIA?!
Quadrilha Sarney destruiu o Maranhão para construir seu patrimônio
O assunto tem uns dez dias, mas ainda vale.
Por Ricardo Froes
O assunto tem uns dez dias, mas ainda vale.
Por Ricardo Froes
TRÊS MILHÕES POR MÊS... E UMA BOLA!
Três milhões por mês para Neymar jogar no Santos? Se há quem pague, normal!
A verdadeira epidemia que hoje é o politicamente correto, chega aos píncaros da sua obscenidade quando seus adeptos começam a denunciar figuras públicas do meio artístico ou do esportivo que ganham fortunas para desempenharem seus métiers como maus exemplos que obrigatoriamente vão ser seguidos, como se fosse um crime o fato de serem destaques no que fazem ou até mesmo notórios incompetentes apenas bafejados pela sorte.
Os “certinhos” parece que vieram ao mundo para contestar a realidade, para mostrar aos outros como eles acham que tudo deveria ser. Vejam o caso das artes cênicas, onde se mostrar uma empregada doméstica que roube o patrão, um médico que faça aborto ou um jornalista que “venda” notícias, vira processo movido pelos respectivos sindicatos – que além de apelarem para a “correção política”, tentam usá-la como fonte de renda –, como se nada disso exista na vida real e, o que é pior, mesmo que não existisse, são obras de ficção, onde a imaginação do autor tem licença para ir aonde bem entender.
Anormal é termos que pagar compulsoriamente a bandidos que, sob o pretexto de governar, legislar e julgar não ganham tanto quanto o Neymar, mas roubam muito mais que isso.
Por Ricardo Froes
A verdadeira epidemia que hoje é o politicamente correto, chega aos píncaros da sua obscenidade quando seus adeptos começam a denunciar figuras públicas do meio artístico ou do esportivo que ganham fortunas para desempenharem seus métiers como maus exemplos que obrigatoriamente vão ser seguidos, como se fosse um crime o fato de serem destaques no que fazem ou até mesmo notórios incompetentes apenas bafejados pela sorte.
Os “certinhos” parece que vieram ao mundo para contestar a realidade, para mostrar aos outros como eles acham que tudo deveria ser. Vejam o caso das artes cênicas, onde se mostrar uma empregada doméstica que roube o patrão, um médico que faça aborto ou um jornalista que “venda” notícias, vira processo movido pelos respectivos sindicatos – que além de apelarem para a “correção política”, tentam usá-la como fonte de renda –, como se nada disso exista na vida real e, o que é pior, mesmo que não existisse, são obras de ficção, onde a imaginação do autor tem licença para ir aonde bem entender.
Anormal é termos que pagar compulsoriamente a bandidos que, sob o pretexto de governar, legislar e julgar não ganham tanto quanto o Neymar, mas roubam muito mais que isso.
Por Ricardo Froes
PARA DESCONTRAIR, SÓ RINDO...
UM VERDADEIRO CONSELHO MÉDICO
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.
P:Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela.
Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!
P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!
P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO?? ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?
P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
P: Chocolate faz mal?
R:Tá maluco? Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo,com um corpo atraente e bem preservado.(BOA!)
Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!
===========
PS.:
SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA!
LEMBRANDO:
COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E
VIVE 450 ANOS !!!!
"Se você não encontrar sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo e vá ser feliz!"
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.
P:Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela.
Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!
P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!
P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO?? ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?
P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
P: Chocolate faz mal?
R:Tá maluco? Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo,com um corpo atraente e bem preservado.(BOA!)
Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!
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PS.:
SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA!
LEMBRANDO:
COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E
VIVE 450 ANOS !!!!
"Se você não encontrar sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo e vá ser feliz!"
A DIVISÃO DO PARÁ: SÃO PAULO DIXIT
A propósito do artigo do professor Dalmo de Abreu Dallari (“A silenciosa cumplicidade”, neste Observatório), o jornalista Lúcio Flávio Pinto enviou de Belém texto que escreveu para o seu Jornal Pessoal em julho, quando a ideia do jurista paulista foi apresentada pela primeira vez. Acha que assim pode contribuir para o debate do tema. Lembra ainda que, depois desse seu artigo, o Supremo Tribunal Federal rejeitou a ação de Dallari, confirmando que devem votar no plebiscito apenas os habitantes do Estado onde há o movimento de emancipação, e não toda a população brasileira. Reproduzido do Jornal Pessoal nº 493, 2ª quinzena/julho de 2011; intertítulos do OI
O senador Eduardo Suplicy surpreendeu a opinião pública ao anunciar que um advogado paulista pretende obrigar o TSE a estender o plebiscito sobre a criação dos Estados de Carajás e Tapajós a toda a população brasileira. O entendimento não tem fundamento legal. Mas possui objetivos políticos – e geopolíticos.
Quando o senador Eduardo Matarazzo Suplicy vai à tribuna, tudo pode acontecer. Certa vez ele se permitiu cantar uma música completa – e longa – dos Beatles para os seus pares, divertidos por sua performance. No dia 14/7, ele anunciou que outro paulista ilustre, o jurista Dalmo de Abreu Dallari, ingressara na véspera com uma ação inédita no Tribunal Superior Eleitoral.
Dallari, respeitado constitucionalista, reivindica que toda a população brasileira, e não apenas a paraense, seja ouvida no plebiscito sobre a criação dos novos Estados de Carajás e Tapajós, no território do Pará, marcado para o dia 11 de dezembro, um domingo. É iniciativa diametralmente oposta à dos movimentos pela criação das duas novas unidades federativas: eles queriam que apenas as populações do oeste e do sul/sudeste do Pará pudessem votar. O que significava transformar o plebiscito em mera formalidade: em Carajás a adesão da população seria de 90% e no Tapajós, de 60%, segundo pesquisas cujo principal resultado tem sido anunciado, mas não o seu conteúdo e metodologia.
A Constituição Federal de 1988 se limita a estabelecer que deva ser consultada a “população diretamente interessada” na divisão de um Estado. Os emancipacionistas fizeram uma interpretação restritiva desse dispositivo, mas o TSE fixou o entendimento de que são “diretamente interessados” os habitantes do Estado inteiro, que terão seu direito de voto assegurado no plebiscito.
Cláusula pétrea
O senador do PT paulista se apresentou ao debate endossando a posição do advogado Dalmo Dallari: “Para a criação de novas unidades políticas é necessário, jurídico e justo ouvir toda a população interessada. Não há na lei nada que diga que tem de se ouvir apenas a população do Estado. A criação de novos Estados afeta os direitos políticos de todo o povo brasileiro, além de criar um ônus financeiro que também será arcado por todo o povo brasileiro”, arriscou o senador.
Em defesa do argumento da ação, está a alegação de que a mudança afetará a todos. Como ainda não terão renda própria suficiente, os novos Estados teriam que ser mantidos pela União, impondo ao tesouro federal nacional os custos da instalação do aparato administrativo, do poder judiciário e do legislativo, o que representaria “elevado ônus financeiro” ao povo, de acordo com o senador paulista.
A iniciativa é meramente política, sem qualquer fundamento jurídico. A legislação ordinária que regulamentou a norma constitucional (artigo 7º da lei 9709, de 1998), é claríssima:
“Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4º e 5º, entende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da população consultada”.
Embora ainda esteja pendente de manifestações, tanto do TSE quanto do Supremo Tribunal Federal, nada sugere que a definição estabelecida pelo tribunal eleitoral possa vir a ser modificada, por seu sólido embasamento legal. Por que, então, um jurista com o prestígio que tem Dalmo Dallari assumiu uma causa inconsistente, fazendo-a ecoar pelo Senado através da boca de Eduardo Suplicy?
A iniciativa pode ter dois objetivos. O primeiro é político: antecipar a posição que São Paulo assumirá, caso, com a aprovação do desmembramento em plebiscito, o projeto de criação do Tapajós e de Carajás voltar ao Congresso Nacional para decisão final. Os grandes Estados deverão votar contra, para não perder peso político nem participação econômica na federação brasileira. Deverão ter maioria para a rejeição da proposição.
A ação de Dallari também revela uma face do colonialismo interno. Um Estado amazônico, como, de resto, toda a região, que é fronteira de recursos naturais do país, não pode ter veleidades de autodeterminação, mesmo dentro da organização federativa nacional, cláusula pétrea da Constituição atual (e das anteriores).
Desafio à ordem
É bom não esquecer que o plebiscito de 11 de dezembro será o primeiro a ser realizado no Brasil para a criação de novos Estados. As redivisões anteriores foram feitas de cima para baixo, pelo poder central, ou através de movimento consensual das partes, como a que gerou o Estado do Tocantins a partir do fracionamento do território original de Goiás. Não foi preciso haver consulta popular nesse caso nem discussão sobre interesses conflitantes, já que eles eram convergentes.
Uma resposta majoritária por mais dois Estados brasileiros, que chegariam a 29 (ainda bem abaixo do conjunto dos Estados Unidos), não só modificaria o perfil do Pará, mas poderia exercer uma influência ativadora sobre projetos semelhantes em outros pontos do território nacional. São dois efeitos heréticos para o centro do poder no país e os defensores de um comando centralizado e forte, que sustenta, por baixo do glacê federativo, uma massa de poder unitário.
Na Amazônia, esse poder central possui também as características de uma metrópole colonial, fonte dos modelos e paradigmas que são impostos à colônia, como se ela não tivesse história nem vontade. Ou seja: a negação do passado e a manipulação do presente. Justamente por isso, os projetos de redefinição territorial do vasto Estado do Pará precisariam ter consistência e coerência, que eles não têm.
Se o plebiscito é um dado novo positivo, a contribuir para questionar o poder de mando dos Estados mais ricos, esse meio é desperdiçado por projetos elaborados às pressas e sem profundidade, que não atentam para a própria gravidade do que estão destruindo e criando, do que estão oferecendo e do que podem realmente atender.
Ao invés de representarem uma alternativa válida ao modo colonial de ocupar a Amazônia, imposto de fora para dentro, apenas fracionam o território dessa dominação. Só por ela ser arrogantemente estabelecida é que a iniciativa é entendida como um desafio à ordem estabelecida. Quem manda, não admite conceder nada. Por isso a Amazônia é o que passou a ser.
***
[Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)]
10.NOV.2011
O senador Eduardo Suplicy surpreendeu a opinião pública ao anunciar que um advogado paulista pretende obrigar o TSE a estender o plebiscito sobre a criação dos Estados de Carajás e Tapajós a toda a população brasileira. O entendimento não tem fundamento legal. Mas possui objetivos políticos – e geopolíticos.
Quando o senador Eduardo Matarazzo Suplicy vai à tribuna, tudo pode acontecer. Certa vez ele se permitiu cantar uma música completa – e longa – dos Beatles para os seus pares, divertidos por sua performance. No dia 14/7, ele anunciou que outro paulista ilustre, o jurista Dalmo de Abreu Dallari, ingressara na véspera com uma ação inédita no Tribunal Superior Eleitoral.
Dallari, respeitado constitucionalista, reivindica que toda a população brasileira, e não apenas a paraense, seja ouvida no plebiscito sobre a criação dos novos Estados de Carajás e Tapajós, no território do Pará, marcado para o dia 11 de dezembro, um domingo. É iniciativa diametralmente oposta à dos movimentos pela criação das duas novas unidades federativas: eles queriam que apenas as populações do oeste e do sul/sudeste do Pará pudessem votar. O que significava transformar o plebiscito em mera formalidade: em Carajás a adesão da população seria de 90% e no Tapajós, de 60%, segundo pesquisas cujo principal resultado tem sido anunciado, mas não o seu conteúdo e metodologia.
A Constituição Federal de 1988 se limita a estabelecer que deva ser consultada a “população diretamente interessada” na divisão de um Estado. Os emancipacionistas fizeram uma interpretação restritiva desse dispositivo, mas o TSE fixou o entendimento de que são “diretamente interessados” os habitantes do Estado inteiro, que terão seu direito de voto assegurado no plebiscito.
Cláusula pétrea
O senador do PT paulista se apresentou ao debate endossando a posição do advogado Dalmo Dallari: “Para a criação de novas unidades políticas é necessário, jurídico e justo ouvir toda a população interessada. Não há na lei nada que diga que tem de se ouvir apenas a população do Estado. A criação de novos Estados afeta os direitos políticos de todo o povo brasileiro, além de criar um ônus financeiro que também será arcado por todo o povo brasileiro”, arriscou o senador.
Em defesa do argumento da ação, está a alegação de que a mudança afetará a todos. Como ainda não terão renda própria suficiente, os novos Estados teriam que ser mantidos pela União, impondo ao tesouro federal nacional os custos da instalação do aparato administrativo, do poder judiciário e do legislativo, o que representaria “elevado ônus financeiro” ao povo, de acordo com o senador paulista.
A iniciativa é meramente política, sem qualquer fundamento jurídico. A legislação ordinária que regulamentou a norma constitucional (artigo 7º da lei 9709, de 1998), é claríssima:
“Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4º e 5º, entende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da população consultada”.
Embora ainda esteja pendente de manifestações, tanto do TSE quanto do Supremo Tribunal Federal, nada sugere que a definição estabelecida pelo tribunal eleitoral possa vir a ser modificada, por seu sólido embasamento legal. Por que, então, um jurista com o prestígio que tem Dalmo Dallari assumiu uma causa inconsistente, fazendo-a ecoar pelo Senado através da boca de Eduardo Suplicy?
A iniciativa pode ter dois objetivos. O primeiro é político: antecipar a posição que São Paulo assumirá, caso, com a aprovação do desmembramento em plebiscito, o projeto de criação do Tapajós e de Carajás voltar ao Congresso Nacional para decisão final. Os grandes Estados deverão votar contra, para não perder peso político nem participação econômica na federação brasileira. Deverão ter maioria para a rejeição da proposição.
A ação de Dallari também revela uma face do colonialismo interno. Um Estado amazônico, como, de resto, toda a região, que é fronteira de recursos naturais do país, não pode ter veleidades de autodeterminação, mesmo dentro da organização federativa nacional, cláusula pétrea da Constituição atual (e das anteriores).
Desafio à ordem
É bom não esquecer que o plebiscito de 11 de dezembro será o primeiro a ser realizado no Brasil para a criação de novos Estados. As redivisões anteriores foram feitas de cima para baixo, pelo poder central, ou através de movimento consensual das partes, como a que gerou o Estado do Tocantins a partir do fracionamento do território original de Goiás. Não foi preciso haver consulta popular nesse caso nem discussão sobre interesses conflitantes, já que eles eram convergentes.
Uma resposta majoritária por mais dois Estados brasileiros, que chegariam a 29 (ainda bem abaixo do conjunto dos Estados Unidos), não só modificaria o perfil do Pará, mas poderia exercer uma influência ativadora sobre projetos semelhantes em outros pontos do território nacional. São dois efeitos heréticos para o centro do poder no país e os defensores de um comando centralizado e forte, que sustenta, por baixo do glacê federativo, uma massa de poder unitário.
Na Amazônia, esse poder central possui também as características de uma metrópole colonial, fonte dos modelos e paradigmas que são impostos à colônia, como se ela não tivesse história nem vontade. Ou seja: a negação do passado e a manipulação do presente. Justamente por isso, os projetos de redefinição territorial do vasto Estado do Pará precisariam ter consistência e coerência, que eles não têm.
Se o plebiscito é um dado novo positivo, a contribuir para questionar o poder de mando dos Estados mais ricos, esse meio é desperdiçado por projetos elaborados às pressas e sem profundidade, que não atentam para a própria gravidade do que estão destruindo e criando, do que estão oferecendo e do que podem realmente atender.
Ao invés de representarem uma alternativa válida ao modo colonial de ocupar a Amazônia, imposto de fora para dentro, apenas fracionam o território dessa dominação. Só por ela ser arrogantemente estabelecida é que a iniciativa é entendida como um desafio à ordem estabelecida. Quem manda, não admite conceder nada. Por isso a Amazônia é o que passou a ser.
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[Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)]
10.NOV.2011
A DIVISÃO DO PARÁ
Representação ao Tribunal Superior Eleitoral
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
DALMO DE ABREU DALLARI, brasileiro, casado, Advogado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, sob nº 12589, tendo a Inscrição Eleitoral nº 60812601-67, Zona 005, Seção 0073, do Município de São Paulo, [...], vem, respeitosamente, na forma do disposto na Lei nº 9265, de 12 de Fevereiro de 1996, em seu artigo 1º, inciso III e V, e no exercício de seus direitos de cidadania, que, no presente caso, coincidem com os direitos de toda a cidadania brasileira, expor e afinal requerer o que segue.
1. Em sessão administrativa realizada no dia 30 de Junho último, essa egrégia Corte tomou conhecimento dos Decretos Legislativos nº 136/2011 e 137/2011, ambos determinando a realização de plebiscito para consulta à população sobre a criação de novos Estados mediante desmembramento de áreas do Estado do Pará. Dando execução a essas determinações, foram aprovadas instruções para a realização do plebiscito, com a fixação de datas e o estabelecimento de outras diretrizes. Ficou, então, estabelecido, como foi divulgado pela imprensa, que deverá participar do plebiscito, manifestando sua vontade, toda a população diretamente interessada e não apenas a das áreas que se pretende desmembrar.
Entretanto, na divulgação das decisões adotadas naquela sessão administrativa vem sendo atribuída a essa colenda Corte uma interpretação restritiva, evidentemente equivocada, da expressão “população diretamente interessada”, que consta do artigo 18, § 3º, da Constituição, onde está prevista a possibilidade de desmembramento dos Estados para a formação de outros, assim como do artigo 4º da Lei nº 9709, de 18 de Novembro de 1998, que regulamentou a execução do disposto no artigo 14 da Constituição, que trata dos direitos políticos. O que se tem divulgado é que na expressão “população diretamente interessada” estão compreendidas a população da área que se pretende desmembrar e, além dessa, apenas a população do restante do Estado cujo desmembramento é pretendido. Assim, estaria excluída, apesar de seu evidente interesse direto na decisão sobre o desmembramento, toda a população do restante do Brasil.
Como elemento esclarecedor, é importante rememorar que sob influência da Constituição de 1946 desenvolveu-se no Brasil intenso movimento municipalista. E em muitos Estados foram externadas propostas de distritos que pretendiam sua emancipação, convertendo-se em Municípios. E para tornar mais viável sua aspiração tentaram sustentar que bastaria uma consulta aos moradores do próprio distrito. Contra essa pretensão prevaleceu a diretriz de que deveria ser ouvida toda a população diretamente interessada, que, no caso, era a população de todo o Estado, pelas consequências que decorreriam da criação de novos Municípios. Naquela oportunidade não se cogitou da criação de novos Estados, mas tem perfeita aplicação a esta hipótese a conclusão de que para a criação de novas unidades políticas, com a inevitável conseqüência de repercussão sobre os direitos e interesses dos que residem fora do âmbito dos que pretendem a emancipação, é necessário, jurídico e justo ouvir toda a população interessada. E isso tem aplicação tanto à criação de novos Municípios quanto de novos Estados.
2. Antes de tudo, é importante assinalar que tanto na Constituição quanto na Lei nº 9709 o que consta, sem nenhuma delimitação, é a expressão “população diretamente interessada”, nada autorizando, nem pela redação dos dispositivos nem pelo significado das palavras e a intenção inerente ao seu conteúdo, que se considere população interessada apenas aquela do Estado cujo desmembramento se pretende. O que se determina é que seja ouvida a população diretamente interessada. Ora, basta considerar os aspectos principais das consequências que resultarão da criação dos dois novos Estados, que é o que se pretende em relação ao Pará e que deu ensejo à convocação do plebiscito, para que fique absolutamente claro que a população diretamente interessada é, nesse caso, toda a população brasileira.
Com efeito, não é preciso qualquer esforço interpretativo para se perceber que a criação de novos Estados na federação brasileira, pelo desmembramento de um Estado ora existente, afetará seriamente os direitos políticos, que são direitos fundamentais, de todo o povo brasileiro, além de criar pesados ônus que deverão ser suportados por todo o povo. Assim sendo, é mais do que óbvio que uma proposta para a criação de novos Estados interessa diretamente a todo o povo brasileiro e não só às pessoas que residem no Estado que se pretende desmembrar.
Como primeira advertência, é preciso lembrar que com a criação dos novos Estados, que, obviamente, ainda não terão renda, haverá, desde logo, a necessidade de que os cofres federais, ou seja, toda a população brasileira, pague a instalação do aparato governamental, ou seja, o governo do novo ou dos novos Estados com sua sede para o Poder Executivo, suas Secretarias e todas as repartições necessárias, com o indispensável equipamento, para o desempenho dos encargos que são de competência estadual. Acrescente-se a isso a necessidade de um Legislativo estadual e um Poder Judiciário, todos com instalações apropriadas para a instalação, o funcionamento e as comunicações, como também, obviamente, com os titulares ocupantes dos cargos, além do equipamento e do funcionalismo indispensáveis para o desempenho das funções e o relacionamento externo. Tudo isso representando um elevado ônus financeiro, que deverá ser suportado por todo o povo brasileiro, afetando seriamente seus interesses. Não há dúvida, portanto, de que a população diretamente interessada na decisão sobre a criação de novos Estados é toda a população brasileira.
Além dos elevados ônus econômico-financeiros que recairão sobre todo o povo brasileiro, o que, obviamente, é do interesse direto de toda a população brasileira, acrescente-se ainda que serão direta e imediatamente afetados os direitos políticos de todo o povo, pois o mesmo eleitorado do Estado do Pará, que hoje elege três Senadores, que é o número de representantes de cada Estado, passará a eleger nove Senadores, ou seja, três para cada Estado, o que, obviamente, irá aumentar o peso político daquele eleitorado, reduzindo o peso e a influência dos eleitores de todos os demais Estados. E haverá também um desequilíbrio dessa espécie na Câmara dos Deputados, pois segundo a Constituição cada Estado deverá ter um mínimo de oito Deputados federais, o que significará um aumento de, pelo menos, dezesseis deputados, sem que tenha aumentado o número de eleitores. Também sob esse aspecto é mais do que óbvio que a decisão de criar novos Estados é do interesse direto e imediato de toda a população brasileira e não apenas dos eleitores do Estado cujo desmembramento se propõe.
A par de todos esses aspectos, que envolvem relevante interesse público de amplitude nacional, é fundamental ter em conta que, segundo disposição expressa da Constituição da República, em seu artigo 18, parágrafo 3º, “os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito”. Essa é uma determinação de natureza constitucional, que nenhuma lei e nenhuma autoridade ou instituição pode ignorar ou contrariar. Pelo que acima foi exposto, toda a população brasileira é diretamente interessada numa proposta de subdivisão ou desmembramento de Estados, pois tais medidas acarretarão graves conseqüências, diretas e imediatas, sobre os direitos políticos, que são direitos fundamentais, e os interesses de toda a população do Brasil. Será, portanto, inconstitucional um plebiscito sobre proposta de desmembramento de um Estado para a criação de outros que não tenha amplitude nacional, que não dê a toda a cidadania brasileira a possibilidade de externar sua opinião.
3. Além de tudo o que foi exposto, e que já é mais do que suficiente para deixar muito evidente o interesse direto de toda a população brasileira numa decisão sobre a criação de novos Estados, existem ainda outros aspectos que devem ser lembrados, por afetarem também diretamente os interesses de toda a população brasileira: um deles é a redução da participação dos atuais Estados na distribuição de fundos federais constitucionalmente previstos e outro é o elevadíssimo custo do aumento dos cargos de representação política – Senadores e Deputados Federais dos novos Estados – nos órgãos representativos federais.
Quanto à distribuição dos recursos financeiros do fundo de participação, a Constituição, na parte referente à Tributação e ao Orçamento, inclui uma Seção especialmente dedicada à Repartição das Receitas Tributárias, na qual, entre outras coisas, está prevista a entrega de parte do que for arrecadado pela União a um Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal, prevendo-se também a distribuição aos Estados de parte da arrecadação federal proveniente de outros tributos. Obviamente, o aumento do número de Estados acarretará a redução da quota cabível a cada um dos Estados ora existentes, com a consequência óbvia de que os atuais Estados receberão quinhão menor para aplicação nos serviços de sua responsabilidade, em prejuízo de suas respectivas populações. Estas, portanto, são diretamente interessadas na decisão sobre a criação de novos Estados, também sob esse aspecto.
A par disso, é muito alto o custo da manutenção dos parlamentares federais, Senadores e Deputados, incluindo os subsídios e adicionais, o custo dos respectivos gabinetes e assessores, a manutenção de escritórios nos Estados de origem, o pagamento de viagens e de participações em eventos, tudo isso montando a muitos milhões de reais. E a cobertura dessa elevada despesa deverá ser feita com recursos federais, oriundos, obviamente, da contribuição de toda a população brasileira. Não pode haver dúvida de que também sob esse aspecto, e por essas implicações, toda a população brasileira é diretamente interessada numa decisão sobre a criação de novos Estados.
4. Conforme previsto nas instruções emanadas dessa colenda Corte sobre a realização do plebiscito, haverá uma fase prévia destinada à propaganda, durante a qual os propositores e defensores da criação dos novos Estados deverão demonstrar que é viável, conveniente e oportuna, ou mesmo necessária, tal criação. Quando da discussão da matéria no Congresso Nacional vários parlamentares abordaram essas questões, sustentando a necessidade de demonstração da viabilidade técnica, econômica e social. A par disso, foi lembrado o considerável aumento da despesa pública que resultará da criação dos novos Estados, o que demanda também uma cuidadosa ponderação, tendo em conta, entre outros fatores, que grande parte da população brasileira ainda é carente do atendimento de suas necessidades fundamentais e não tem plenamente assegurado o respeito à sua dignidade humana, que é um dos valores fundamentais da República expressos na Constituição.
A transmissão das informações básicas à população brasileira, com a demonstração dos benefícios que irão resultar da criação dos novos Estados, dará os elementos necessários para que a cidadania brasileira, diretamente interessada na decisão, como foi aqui demonstrado, manifeste sua vontade, num saudável e valioso exercício de democracia participativa.
5. Por tudo o que foi exposto, é absolutamente necessário, em respeito aos princípios inerentes à soberania popular, proclamada na Constituição brasileira como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, que toda a cidadania brasileira possa manifestar seu pensamento e externar sua vontade sobre uma proposta que tem por objetivo a mudança da organização político-institucional do Estado brasileiro, de modo a afetar os direitos e interesses de toda a população.
No artigo 14, “caput”, a Constituição diz que “a soberania popular será exercida” pelos meios que a seguir enumera e entre os instrumentos para esse exercício está expressamente referido o plebiscito, o que é mais do que suficiente para evidenciar a importância desse meio de consulta para aferição da vontade do povo. Comentando esse dispositivo, o eminente constitucionalista José Afonso da Silva observa que “a soberania popular é o princípio básico da democracia, segundo o qual “todo o poder emana do povo – princípio que revela um regime político em que o poder repousa na vontade do povo”. E mais adiante, tecendo considerações sobre o plebiscito e o referendo, observa que ambos são “consultas formuladas ao povo, para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa” (Cf. Comentário Contextual à Constituição, São Paulo, Malheiros, 2005, págs.214 e 223).
Assim, pois, a realização de um plebiscito para conhecer a vontade do povo sobre uma proposta de criação de novos Estados não é um privilégio que se concede a uma parte do povo, excluindo da participação a maioria desse mesmo povo, não tendo em conta seu interesse direto na conclusão, pelas graves consequências que dela decorrerão e que deverão ser suportadas pela totalidade do povo brasileiro. A concessão de um privilégio dessa espécie a uma parte da população brasileira, com o menosprezo dos direitos fundamentais do restante da população, seria evidentemente inconstitucional.
6. Com base em tudo quanto foi aqui exposto e demonstrado, pede-se, com todo o respeito, que esse egrégio Tribunal, no desempenho de suas altas responsabilidades, haja por bem expedir instruções, deixando claro que no plebiscito para consulta ao povo sobre o desmembramento de um Estado para a criação de novos Estados deverá ser assegurada a participação da totalidade da cidadania brasileira, uma vez que a decisão, expressão da soberania popular, é de interesse direto e relevante de toda a população do Brasil.
Assim determinando, essa colenda Corte estará dando estrito cumprimento ao disposto no artigo 18, § 3º, da Constituição e no artigo 4º da Lei nº 9709 de 1998., orientando para a aplicação correta e justa das determinações legais e assegurando o respeito às normas e aos princípios fundamentais da Constituição brasileira.
Nestes termos, pede e espera o deferimento.
São Paulo, 9 de Julho de 2011.
Dalmo de Abreu Dallari
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
DALMO DE ABREU DALLARI, brasileiro, casado, Advogado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, sob nº 12589, tendo a Inscrição Eleitoral nº 60812601-67, Zona 005, Seção 0073, do Município de São Paulo, [...], vem, respeitosamente, na forma do disposto na Lei nº 9265, de 12 de Fevereiro de 1996, em seu artigo 1º, inciso III e V, e no exercício de seus direitos de cidadania, que, no presente caso, coincidem com os direitos de toda a cidadania brasileira, expor e afinal requerer o que segue.
1. Em sessão administrativa realizada no dia 30 de Junho último, essa egrégia Corte tomou conhecimento dos Decretos Legislativos nº 136/2011 e 137/2011, ambos determinando a realização de plebiscito para consulta à população sobre a criação de novos Estados mediante desmembramento de áreas do Estado do Pará. Dando execução a essas determinações, foram aprovadas instruções para a realização do plebiscito, com a fixação de datas e o estabelecimento de outras diretrizes. Ficou, então, estabelecido, como foi divulgado pela imprensa, que deverá participar do plebiscito, manifestando sua vontade, toda a população diretamente interessada e não apenas a das áreas que se pretende desmembrar.
Entretanto, na divulgação das decisões adotadas naquela sessão administrativa vem sendo atribuída a essa colenda Corte uma interpretação restritiva, evidentemente equivocada, da expressão “população diretamente interessada”, que consta do artigo 18, § 3º, da Constituição, onde está prevista a possibilidade de desmembramento dos Estados para a formação de outros, assim como do artigo 4º da Lei nº 9709, de 18 de Novembro de 1998, que regulamentou a execução do disposto no artigo 14 da Constituição, que trata dos direitos políticos. O que se tem divulgado é que na expressão “população diretamente interessada” estão compreendidas a população da área que se pretende desmembrar e, além dessa, apenas a população do restante do Estado cujo desmembramento é pretendido. Assim, estaria excluída, apesar de seu evidente interesse direto na decisão sobre o desmembramento, toda a população do restante do Brasil.
Como elemento esclarecedor, é importante rememorar que sob influência da Constituição de 1946 desenvolveu-se no Brasil intenso movimento municipalista. E em muitos Estados foram externadas propostas de distritos que pretendiam sua emancipação, convertendo-se em Municípios. E para tornar mais viável sua aspiração tentaram sustentar que bastaria uma consulta aos moradores do próprio distrito. Contra essa pretensão prevaleceu a diretriz de que deveria ser ouvida toda a população diretamente interessada, que, no caso, era a população de todo o Estado, pelas consequências que decorreriam da criação de novos Municípios. Naquela oportunidade não se cogitou da criação de novos Estados, mas tem perfeita aplicação a esta hipótese a conclusão de que para a criação de novas unidades políticas, com a inevitável conseqüência de repercussão sobre os direitos e interesses dos que residem fora do âmbito dos que pretendem a emancipação, é necessário, jurídico e justo ouvir toda a população interessada. E isso tem aplicação tanto à criação de novos Municípios quanto de novos Estados.
2. Antes de tudo, é importante assinalar que tanto na Constituição quanto na Lei nº 9709 o que consta, sem nenhuma delimitação, é a expressão “população diretamente interessada”, nada autorizando, nem pela redação dos dispositivos nem pelo significado das palavras e a intenção inerente ao seu conteúdo, que se considere população interessada apenas aquela do Estado cujo desmembramento se pretende. O que se determina é que seja ouvida a população diretamente interessada. Ora, basta considerar os aspectos principais das consequências que resultarão da criação dos dois novos Estados, que é o que se pretende em relação ao Pará e que deu ensejo à convocação do plebiscito, para que fique absolutamente claro que a população diretamente interessada é, nesse caso, toda a população brasileira.
Com efeito, não é preciso qualquer esforço interpretativo para se perceber que a criação de novos Estados na federação brasileira, pelo desmembramento de um Estado ora existente, afetará seriamente os direitos políticos, que são direitos fundamentais, de todo o povo brasileiro, além de criar pesados ônus que deverão ser suportados por todo o povo. Assim sendo, é mais do que óbvio que uma proposta para a criação de novos Estados interessa diretamente a todo o povo brasileiro e não só às pessoas que residem no Estado que se pretende desmembrar.
Como primeira advertência, é preciso lembrar que com a criação dos novos Estados, que, obviamente, ainda não terão renda, haverá, desde logo, a necessidade de que os cofres federais, ou seja, toda a população brasileira, pague a instalação do aparato governamental, ou seja, o governo do novo ou dos novos Estados com sua sede para o Poder Executivo, suas Secretarias e todas as repartições necessárias, com o indispensável equipamento, para o desempenho dos encargos que são de competência estadual. Acrescente-se a isso a necessidade de um Legislativo estadual e um Poder Judiciário, todos com instalações apropriadas para a instalação, o funcionamento e as comunicações, como também, obviamente, com os titulares ocupantes dos cargos, além do equipamento e do funcionalismo indispensáveis para o desempenho das funções e o relacionamento externo. Tudo isso representando um elevado ônus financeiro, que deverá ser suportado por todo o povo brasileiro, afetando seriamente seus interesses. Não há dúvida, portanto, de que a população diretamente interessada na decisão sobre a criação de novos Estados é toda a população brasileira.
Além dos elevados ônus econômico-financeiros que recairão sobre todo o povo brasileiro, o que, obviamente, é do interesse direto de toda a população brasileira, acrescente-se ainda que serão direta e imediatamente afetados os direitos políticos de todo o povo, pois o mesmo eleitorado do Estado do Pará, que hoje elege três Senadores, que é o número de representantes de cada Estado, passará a eleger nove Senadores, ou seja, três para cada Estado, o que, obviamente, irá aumentar o peso político daquele eleitorado, reduzindo o peso e a influência dos eleitores de todos os demais Estados. E haverá também um desequilíbrio dessa espécie na Câmara dos Deputados, pois segundo a Constituição cada Estado deverá ter um mínimo de oito Deputados federais, o que significará um aumento de, pelo menos, dezesseis deputados, sem que tenha aumentado o número de eleitores. Também sob esse aspecto é mais do que óbvio que a decisão de criar novos Estados é do interesse direto e imediato de toda a população brasileira e não apenas dos eleitores do Estado cujo desmembramento se propõe.
A par de todos esses aspectos, que envolvem relevante interesse público de amplitude nacional, é fundamental ter em conta que, segundo disposição expressa da Constituição da República, em seu artigo 18, parágrafo 3º, “os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito”. Essa é uma determinação de natureza constitucional, que nenhuma lei e nenhuma autoridade ou instituição pode ignorar ou contrariar. Pelo que acima foi exposto, toda a população brasileira é diretamente interessada numa proposta de subdivisão ou desmembramento de Estados, pois tais medidas acarretarão graves conseqüências, diretas e imediatas, sobre os direitos políticos, que são direitos fundamentais, e os interesses de toda a população do Brasil. Será, portanto, inconstitucional um plebiscito sobre proposta de desmembramento de um Estado para a criação de outros que não tenha amplitude nacional, que não dê a toda a cidadania brasileira a possibilidade de externar sua opinião.
3. Além de tudo o que foi exposto, e que já é mais do que suficiente para deixar muito evidente o interesse direto de toda a população brasileira numa decisão sobre a criação de novos Estados, existem ainda outros aspectos que devem ser lembrados, por afetarem também diretamente os interesses de toda a população brasileira: um deles é a redução da participação dos atuais Estados na distribuição de fundos federais constitucionalmente previstos e outro é o elevadíssimo custo do aumento dos cargos de representação política – Senadores e Deputados Federais dos novos Estados – nos órgãos representativos federais.
Quanto à distribuição dos recursos financeiros do fundo de participação, a Constituição, na parte referente à Tributação e ao Orçamento, inclui uma Seção especialmente dedicada à Repartição das Receitas Tributárias, na qual, entre outras coisas, está prevista a entrega de parte do que for arrecadado pela União a um Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal, prevendo-se também a distribuição aos Estados de parte da arrecadação federal proveniente de outros tributos. Obviamente, o aumento do número de Estados acarretará a redução da quota cabível a cada um dos Estados ora existentes, com a consequência óbvia de que os atuais Estados receberão quinhão menor para aplicação nos serviços de sua responsabilidade, em prejuízo de suas respectivas populações. Estas, portanto, são diretamente interessadas na decisão sobre a criação de novos Estados, também sob esse aspecto.
A par disso, é muito alto o custo da manutenção dos parlamentares federais, Senadores e Deputados, incluindo os subsídios e adicionais, o custo dos respectivos gabinetes e assessores, a manutenção de escritórios nos Estados de origem, o pagamento de viagens e de participações em eventos, tudo isso montando a muitos milhões de reais. E a cobertura dessa elevada despesa deverá ser feita com recursos federais, oriundos, obviamente, da contribuição de toda a população brasileira. Não pode haver dúvida de que também sob esse aspecto, e por essas implicações, toda a população brasileira é diretamente interessada numa decisão sobre a criação de novos Estados.
4. Conforme previsto nas instruções emanadas dessa colenda Corte sobre a realização do plebiscito, haverá uma fase prévia destinada à propaganda, durante a qual os propositores e defensores da criação dos novos Estados deverão demonstrar que é viável, conveniente e oportuna, ou mesmo necessária, tal criação. Quando da discussão da matéria no Congresso Nacional vários parlamentares abordaram essas questões, sustentando a necessidade de demonstração da viabilidade técnica, econômica e social. A par disso, foi lembrado o considerável aumento da despesa pública que resultará da criação dos novos Estados, o que demanda também uma cuidadosa ponderação, tendo em conta, entre outros fatores, que grande parte da população brasileira ainda é carente do atendimento de suas necessidades fundamentais e não tem plenamente assegurado o respeito à sua dignidade humana, que é um dos valores fundamentais da República expressos na Constituição.
A transmissão das informações básicas à população brasileira, com a demonstração dos benefícios que irão resultar da criação dos novos Estados, dará os elementos necessários para que a cidadania brasileira, diretamente interessada na decisão, como foi aqui demonstrado, manifeste sua vontade, num saudável e valioso exercício de democracia participativa.
5. Por tudo o que foi exposto, é absolutamente necessário, em respeito aos princípios inerentes à soberania popular, proclamada na Constituição brasileira como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, que toda a cidadania brasileira possa manifestar seu pensamento e externar sua vontade sobre uma proposta que tem por objetivo a mudança da organização político-institucional do Estado brasileiro, de modo a afetar os direitos e interesses de toda a população.
No artigo 14, “caput”, a Constituição diz que “a soberania popular será exercida” pelos meios que a seguir enumera e entre os instrumentos para esse exercício está expressamente referido o plebiscito, o que é mais do que suficiente para evidenciar a importância desse meio de consulta para aferição da vontade do povo. Comentando esse dispositivo, o eminente constitucionalista José Afonso da Silva observa que “a soberania popular é o princípio básico da democracia, segundo o qual “todo o poder emana do povo – princípio que revela um regime político em que o poder repousa na vontade do povo”. E mais adiante, tecendo considerações sobre o plebiscito e o referendo, observa que ambos são “consultas formuladas ao povo, para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa” (Cf. Comentário Contextual à Constituição, São Paulo, Malheiros, 2005, págs.214 e 223).
Assim, pois, a realização de um plebiscito para conhecer a vontade do povo sobre uma proposta de criação de novos Estados não é um privilégio que se concede a uma parte do povo, excluindo da participação a maioria desse mesmo povo, não tendo em conta seu interesse direto na conclusão, pelas graves consequências que dela decorrerão e que deverão ser suportadas pela totalidade do povo brasileiro. A concessão de um privilégio dessa espécie a uma parte da população brasileira, com o menosprezo dos direitos fundamentais do restante da população, seria evidentemente inconstitucional.
6. Com base em tudo quanto foi aqui exposto e demonstrado, pede-se, com todo o respeito, que esse egrégio Tribunal, no desempenho de suas altas responsabilidades, haja por bem expedir instruções, deixando claro que no plebiscito para consulta ao povo sobre o desmembramento de um Estado para a criação de novos Estados deverá ser assegurada a participação da totalidade da cidadania brasileira, uma vez que a decisão, expressão da soberania popular, é de interesse direto e relevante de toda a população do Brasil.
Assim determinando, essa colenda Corte estará dando estrito cumprimento ao disposto no artigo 18, § 3º, da Constituição e no artigo 4º da Lei nº 9709 de 1998., orientando para a aplicação correta e justa das determinações legais e assegurando o respeito às normas e aos princípios fundamentais da Constituição brasileira.
Nestes termos, pede e espera o deferimento.
São Paulo, 9 de Julho de 2011.
Dalmo de Abreu Dallari
A DIVISÃO DO PARÁ. A SILENCIOSA CUMPLICIDADE
Algumas omissões surpreendentes da imprensa chamam mais a atenção do que muito noticiário e geralmente são reveladoras de alguma cumplicidade. Quando ocorre um fato público importante e – sem que se possa vislumbrar qualquer interesse ponderável na omissão – a imprensa silencia sobre ele, é óbvio que existe alguma razão oculta para o silêncio.
Isso vem ocorrendo em relação à pretensão da criação de dois novos estados mediante desmembramento de partes do estado do Pará. Já está marcada a data para realização de um plebiscito sobre essa proposta e obviamente muitos dos interessados estão em plena campanha. Pela relevância dessa decisão, que poderá acarretar sérias consequências políticas e financeiras para todo o Brasil, com a criação de despesas públicas que montarão a milhões de reais e serão pagas por todo o povo brasileiro, o assunto é de óbvio interesse público. E nada tem aparecido na imprensa sobre isso, sendo mais do que evidente a ocultação deliberada de fatos relevantes, como será bem fácil demonstrar.
Bilhões de reais
O jornal O Estado de S.Paulo publicou um editorial com o título “Audiência pública no TST” (5/8/2011, pág. A3). Como é óbvio, a escolha desse tema para um editorial da página onde se expressa a opinião do jornal já é uma demonstração do reconhecimento da importância do assunto.
O editorial começa informando que, “seguindo o exemplo do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu promover audiências públicas para dar publicidade aos casos mais polêmicos em julgamento, com grandes implicações sociais, econômicas e políticas”. E depois de expender considerações minuciosas sobre a audiência pública, o editorial ressalta alguns efeitos que considera muito positivos nessa inovação, ressaltando que “as questões legais serão debatidas juntamente com questões econômicas e políticas, permitindo aos ministros da Corte ouvir diretamente a opinião daqueles que serão afetados por seus julgamentos”. E conclui, com evidente entusiasmo quanto à inovação, que a audiência pública aumentará a certeza jurídica nas relações entre os interessados.
No mesmo dia da publicação desse editorial foi realizada em Brasília a primeira audiência pública do Tribunal Superior Eleitoral, reunindo pessoas e entidades interessadas na definição das condições do plebiscito que será realizado no dia 11 de dezembro, para consulta à população sobre proposta de desmembramento do estado do Pará, para a criação de dois novos estados na federação brasileira, Carajás e Tapajós.
Entre os participantes da audiência, que reuniu mais de cem pessoas, estavam ministros e desembargadores, a vice-Procuradora Geral Eleitoral Federal e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Estavam presentes também parlamentares, partidos políticos, juristas, jornalistas e entidades mais diretamente envolvidas no encaminhamento do assunto.
O número e a qualidade dos presentes decorreu da enorme importância da decisão da proposta. Em termos financeiros, além do elevado custo decorrente do aumento do número de parlamentares, haverá também o custo elevadíssimo da implantação dos novos estados, cada um com suas instalações altamente onerosas para abrigar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Para a manutenção desse aparato a população de todos os demais estados brasileiros é que irá arcar com as despesas, que no total deverão atingir alguns bilhões de reais. E até agora não foi feita qualquer demonstração ou estimativa dos efeitos sociais da criação dos novos estados, sabendo-se apenas que há grupos políticos e econômicos altamente interessados nessa criação, sendo evidente que as condições de vida da população não estão entre os motivos de sua reivindicação.
Moralista e indignada
Apesar disso tudo, e não obstante a evidente importância da audiência pública realizada no Tribunal Superior Eleitoral, a imprensa ocultou esse fato, não o noticiou antes nem publicou depois qualquer informação sobre ele.
O conhecimento do que se passou na audiência e dos efeitos que ela pode produzir é de interesse mais do que óbvio de toda a população brasileira, pois, além de tudo o mais, a criação dos novos estados acarretará despesas públicas que montarão a muitos milhões de reais e que deverão ser suportadas pelos contribuintes de todos os estados brasileiros.
Quais seriam os motivos e de quem seria o interesse, levando a imprensa a ocultar tudo isso do povo brasileiro? Onde está a imprensa moralista e sempre indignada quando se cogita de um aumento mínimo da tributação?
Está silenciosa, cúmplice da imoralidade.
***
08.NOV.2011
[Dalmo de Abreu Dallari é jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo]
Isso vem ocorrendo em relação à pretensão da criação de dois novos estados mediante desmembramento de partes do estado do Pará. Já está marcada a data para realização de um plebiscito sobre essa proposta e obviamente muitos dos interessados estão em plena campanha. Pela relevância dessa decisão, que poderá acarretar sérias consequências políticas e financeiras para todo o Brasil, com a criação de despesas públicas que montarão a milhões de reais e serão pagas por todo o povo brasileiro, o assunto é de óbvio interesse público. E nada tem aparecido na imprensa sobre isso, sendo mais do que evidente a ocultação deliberada de fatos relevantes, como será bem fácil demonstrar.
Bilhões de reais
O jornal O Estado de S.Paulo publicou um editorial com o título “Audiência pública no TST” (5/8/2011, pág. A3). Como é óbvio, a escolha desse tema para um editorial da página onde se expressa a opinião do jornal já é uma demonstração do reconhecimento da importância do assunto.
O editorial começa informando que, “seguindo o exemplo do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu promover audiências públicas para dar publicidade aos casos mais polêmicos em julgamento, com grandes implicações sociais, econômicas e políticas”. E depois de expender considerações minuciosas sobre a audiência pública, o editorial ressalta alguns efeitos que considera muito positivos nessa inovação, ressaltando que “as questões legais serão debatidas juntamente com questões econômicas e políticas, permitindo aos ministros da Corte ouvir diretamente a opinião daqueles que serão afetados por seus julgamentos”. E conclui, com evidente entusiasmo quanto à inovação, que a audiência pública aumentará a certeza jurídica nas relações entre os interessados.
No mesmo dia da publicação desse editorial foi realizada em Brasília a primeira audiência pública do Tribunal Superior Eleitoral, reunindo pessoas e entidades interessadas na definição das condições do plebiscito que será realizado no dia 11 de dezembro, para consulta à população sobre proposta de desmembramento do estado do Pará, para a criação de dois novos estados na federação brasileira, Carajás e Tapajós.
Entre os participantes da audiência, que reuniu mais de cem pessoas, estavam ministros e desembargadores, a vice-Procuradora Geral Eleitoral Federal e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Estavam presentes também parlamentares, partidos políticos, juristas, jornalistas e entidades mais diretamente envolvidas no encaminhamento do assunto.
O número e a qualidade dos presentes decorreu da enorme importância da decisão da proposta. Em termos financeiros, além do elevado custo decorrente do aumento do número de parlamentares, haverá também o custo elevadíssimo da implantação dos novos estados, cada um com suas instalações altamente onerosas para abrigar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Para a manutenção desse aparato a população de todos os demais estados brasileiros é que irá arcar com as despesas, que no total deverão atingir alguns bilhões de reais. E até agora não foi feita qualquer demonstração ou estimativa dos efeitos sociais da criação dos novos estados, sabendo-se apenas que há grupos políticos e econômicos altamente interessados nessa criação, sendo evidente que as condições de vida da população não estão entre os motivos de sua reivindicação.
Moralista e indignada
Apesar disso tudo, e não obstante a evidente importância da audiência pública realizada no Tribunal Superior Eleitoral, a imprensa ocultou esse fato, não o noticiou antes nem publicou depois qualquer informação sobre ele.
O conhecimento do que se passou na audiência e dos efeitos que ela pode produzir é de interesse mais do que óbvio de toda a população brasileira, pois, além de tudo o mais, a criação dos novos estados acarretará despesas públicas que montarão a muitos milhões de reais e que deverão ser suportadas pelos contribuintes de todos os estados brasileiros.
Quais seriam os motivos e de quem seria o interesse, levando a imprensa a ocultar tudo isso do povo brasileiro? Onde está a imprensa moralista e sempre indignada quando se cogita de um aumento mínimo da tributação?
Está silenciosa, cúmplice da imoralidade.
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08.NOV.2011
[Dalmo de Abreu Dallari é jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo]
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