O Brasil que presta derrota Dilma e Lupi: mais um corrupto cai fora do governo.
Graças à coragem da imprensa independente e à indignação dos brasileiros honestos, o país acaba de livrar-se de Carlos Lupi. É
É o sexto ministro despejado por corrupção em menos de um ano de governo Dilma Rousseff. Se dependesse da presidente, os seis continuariam no emprego. A faxineira de araque não sabe viver longe do lixo.
De novo, fez o que pôde para preservar a sujeira no primeiro escalão. De novo, acabou se rendendo à evidência de que os inquilinos do Planalto podem muito, mas não podem tudo.
Além de Dilma, enlaçada pelo abraço de afogado do parceiro gatuno, foram derrotados o ex-presidente Lula, que instalou um vigarista no Ministério do Trabalho, e todos os comparsas do fanfarrão fora-da-lei.
Perderam os blogueiros estatizados, os velhotes velhacos da imprensa oficial, os jornalistas precocemente aposentados pela idiotia, os bucaneiros trapalhões de José Dirceu, os milicianos do PT, os parceiros da base alugada e o resto dos sócios do grande clube dos cafajestes.
“Não ajo sob pressão”, disse o general-presidente Ernesto Geisel num episódio em que foi instado pela oposição a fazer o que não desejava.
“Eu só ajo sob pressão”, ensinou-lhe o deputado Ulysses Guimarães.
Primeiro para não parecer “refém da imprensa”, depois para não parecer subordinada à Comissão de Ética, Dilma tentou percorrer a trilha sonhada por Geisel. Tropeçou na lição de Ulysses.
Talvez comece a desconfiar que não tem força para resistir à indignação dos decentes.
A luta contra a corrupção institucionalizada pela Era da Mediocridade será demorada. A roubalheira que assumiu dimensões amazônicas não vai acabar tão cedo. Mas seis ministros fora-da-lei foram expelidos, em pouco mais de seis meses, contra a vontade da presidente.
Está cada vez mais difícil manter no cargo um bandido de estimação pilhado soterrado pelo prontuário. Num país em avançada decomposição moral, não é pouca coisa.
Oficialmente, Lupi pediu demissão. Os fatos informam que foi demitido pelo Brasil que presta. Como Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais e Orlando Silva, caiu fora do governo por corrupção.
Como os cinco que o precederam no regresso involuntário à planície, tem contas a acertar com a Justiça. Como os outros, tem de devolver o dinheiro que embolsou.
marcos lourenço wanz
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
CINEMA: UM CONTO CHINÊS
Quando o cinema perde a pretensão
Sabe toda aquela pretensão que eu crítico em 90% dos filmes brasileiros? Aquela mania de tentar explicar a vida, o universo e o embate social com dois teoremas de Pitágoras por cima? Então, os argentinos parecem não sofrer muito desse mal.
Comprove vendo “Um Conto Chinês”, filme dirigidfo pelo argentino Sebastián Borensztein (larga a mão de ser bairrista) que ainda esta passando em alguns cinemas do país. Se não der para ver em tela grande, alugue o DVD (prometido para este mês). Mas veja. O trailer dá uma ideia de como o filme vale a pena.
Um Conto Chinês consegue ser uma comédia divertida e sensível. Fala de tolerância, vida, solidão e toca em feridas nacionais (Guerra das Malvinas) sem fazer discurso. O que por aqui é uma raridade. Salvo poucas exceções, comédia nacional tem que ter Bruno Mazzeo, Ingrid Guimarães e um travesti caricato, senão ninguém lança. Ou então é um manifesto sem graça de alguém querendo impressionar os amigos do curso de cinema.
Quando é que a geração Daniel Filho vai aprender?
walter carrilho
Sabe toda aquela pretensão que eu crítico em 90% dos filmes brasileiros? Aquela mania de tentar explicar a vida, o universo e o embate social com dois teoremas de Pitágoras por cima? Então, os argentinos parecem não sofrer muito desse mal.
Comprove vendo “Um Conto Chinês”, filme dirigidfo pelo argentino Sebastián Borensztein (larga a mão de ser bairrista) que ainda esta passando em alguns cinemas do país. Se não der para ver em tela grande, alugue o DVD (prometido para este mês). Mas veja. O trailer dá uma ideia de como o filme vale a pena.
Um Conto Chinês consegue ser uma comédia divertida e sensível. Fala de tolerância, vida, solidão e toca em feridas nacionais (Guerra das Malvinas) sem fazer discurso. O que por aqui é uma raridade. Salvo poucas exceções, comédia nacional tem que ter Bruno Mazzeo, Ingrid Guimarães e um travesti caricato, senão ninguém lança. Ou então é um manifesto sem graça de alguém querendo impressionar os amigos do curso de cinema.
Quando é que a geração Daniel Filho vai aprender?
walter carrilho
CHÁVEZ REPATRIA OURO VENEZUELANO
Presidente decretou que Grã-Bretanha, EUA, França e Suíça não são mais lugares seguros para manter suas reservas do precioso metal.
Se você anda querendo armazenar grandes quantidades de barras de ouro, pode ter dado sorte: o Banco da Inglaterra logo terá lugar para cerca de mais 100 toneladas, graças ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Em agosto Chávez decretou que a Grã-Bretanha – junto com os Estados Unidos, França e Suíça – não era mais um lugar seguro para manter as reservas de ouro do seu país.
Ao contrário de muitos dos seus planos que são anunciados com alarde apenas para ser imediatamente esquecidos, o presidente dessa vez falou sério: em 25 de novembro o primeiro carregamento de lingotes repatriados chegou a Caracas, a capital.
Ao todo, a Venezuela pretende deslocar 160 toneladas do precioso metal desses países para os cofres do seu próprio banco central, assim como transferir 6,3 bilhões de dólares em reservas em moeda estrangeira de bancos nos Estados Unidos e Europa para a Rússia, China, Brasil e outras economias emergentes.
O governo diz que mudar as reservas de ouro de lugar é uma questão de soberania. Quanto a operações cambiais, seus representantes argumentam que as turbulências econômicas que têm ocorrido nos países ricos tornam prudente a diversificação dos dólares e euros.
Já que o capitalismo está em declínio irreversível, eles garantem, as reservas da Venezuela estarão mais seguras com seus aliados em Moscou, Pequim e outros lugares, que vão dominar a nova ordem mundial.
A proposta preparada pela equipe de finanças do presidente, que vazou para um legislador da oposição, mostrava uma perspectiva bem diferente. Os conselheiros de Chávez o alertaram que a Venezuela podia estar vulnerável à apreensão de bens como a que aconteceu a Muammar Khadafi e sua família no início das rebeliões na Líbia.
O país enfrenta dezenas de processos de arbitragem no tribunal de resolução de litígios do Banco Mundial e pode ter que arcar com decisões judiciais desfavoráveis no valor de quase 20 bilhões de dólares.
Ambos os argumentos parecem de certa forma improváveis. Rússia, China e Brasil estão claramente ainda apostando no capitalismo, e mantêm grande parte de suas reservas em dólares nos mesmos bancos que os venezuelanos estão planejando abandonar.
E o Banco de Pagamentos Internacionais na Suíça, onde a maioria do dinheiro é depositado, tem imunidade legal a apreensão de bens.
As propriedades podem muito bem estar sob riscos maiores nos países para os quais estão sendo transferidas, dos quais todos já emprestaram dinheiro para a Venezuela.
A razão mais provável para a decisão é a necessidade de dinheiro do governo.
The Economist, 6/12/2011
Se você anda querendo armazenar grandes quantidades de barras de ouro, pode ter dado sorte: o Banco da Inglaterra logo terá lugar para cerca de mais 100 toneladas, graças ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Em agosto Chávez decretou que a Grã-Bretanha – junto com os Estados Unidos, França e Suíça – não era mais um lugar seguro para manter as reservas de ouro do seu país.
Ao contrário de muitos dos seus planos que são anunciados com alarde apenas para ser imediatamente esquecidos, o presidente dessa vez falou sério: em 25 de novembro o primeiro carregamento de lingotes repatriados chegou a Caracas, a capital.
Ao todo, a Venezuela pretende deslocar 160 toneladas do precioso metal desses países para os cofres do seu próprio banco central, assim como transferir 6,3 bilhões de dólares em reservas em moeda estrangeira de bancos nos Estados Unidos e Europa para a Rússia, China, Brasil e outras economias emergentes.
O governo diz que mudar as reservas de ouro de lugar é uma questão de soberania. Quanto a operações cambiais, seus representantes argumentam que as turbulências econômicas que têm ocorrido nos países ricos tornam prudente a diversificação dos dólares e euros.
Já que o capitalismo está em declínio irreversível, eles garantem, as reservas da Venezuela estarão mais seguras com seus aliados em Moscou, Pequim e outros lugares, que vão dominar a nova ordem mundial.
A proposta preparada pela equipe de finanças do presidente, que vazou para um legislador da oposição, mostrava uma perspectiva bem diferente. Os conselheiros de Chávez o alertaram que a Venezuela podia estar vulnerável à apreensão de bens como a que aconteceu a Muammar Khadafi e sua família no início das rebeliões na Líbia.
O país enfrenta dezenas de processos de arbitragem no tribunal de resolução de litígios do Banco Mundial e pode ter que arcar com decisões judiciais desfavoráveis no valor de quase 20 bilhões de dólares.
Ambos os argumentos parecem de certa forma improváveis. Rússia, China e Brasil estão claramente ainda apostando no capitalismo, e mantêm grande parte de suas reservas em dólares nos mesmos bancos que os venezuelanos estão planejando abandonar.
E o Banco de Pagamentos Internacionais na Suíça, onde a maioria do dinheiro é depositado, tem imunidade legal a apreensão de bens.
As propriedades podem muito bem estar sob riscos maiores nos países para os quais estão sendo transferidas, dos quais todos já emprestaram dinheiro para a Venezuela.
A razão mais provável para a decisão é a necessidade de dinheiro do governo.
The Economist, 6/12/2011
DIA 6 DE DEZEMBRO A COLÔMBIA GRITA: "NÃO MAIS FARC!"
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo
O Notalatina ficou muito tempo sem atualização num período crucial, onde incontáveis fatos ocorreram na Colômbia após o abate de Alfonso Cano, e entre Colômbia e Venezuela, em decorrência de problemas de ordem pessoal que ainda não acabaram. Entretanto, sempre estive conectada com amigos e correspondentes colombianos, além dos jornais e informativos daquele país que sempre me deixaram atualizadíssima, embora sem registrar nada aqui. Em decorrência disto, hoje eu não podia me furtar a fazer esta edição porque amanhã a Colômbia inteira, e os colombianos que vivem no exterior, estão programando uma mega passeata para reiterar, mais uma vez, que repudiam as FARC, repudiam seus incontáveis crimes e terrorismo, que só aceitam sua rendição completa e a devida condenação, que culminou com o brutal assassinato a sangue frio de quatro membros das Forças de Segurança (3 da Polícia e 1 do Exército) que estavam seqüestrados entre 12 e 14 anos.
Na última edição, em que anunciei que o chefe máximo das FARC fora abatido, ainda não se sabia quem o iria substituir mas arrisquei uma opinião, baseada nos estudos que faço há 12 anos daquele bando terrorista, e dias depois minha suposição se confirmou: o mais novo líder das FARC é Rodrigo Londoño Echeverri, cognome “Timoleón Giménez”, “Timochenko” ou “Timo”. Esse terrorista sempre manteve um baixo perfil, e foi revelado que sua nomeação como o novo líder deu-se automaticamente, por ser o mais antigo do Secretariado. Mas ele não queria, pois sabe que será caçado como os outros, ou então, se quiser salvar a pele, que se entregue, coisa que não fará.
“Timochenko” foi um dos gestores do PC3 (Partido Comunista Clandestino Colombiano) em 2000 e do Movimento Bolivariano, que prega a combinação de todas as formas de luta, copiado posteriormente por Chávez na Venezuela e que hoje tem tentáculos espalhados por toda a América Latina, inclusive o Brasil. Como todo comunista que se preze, “Timochenko” gosta de festas, bebidas caras e cigarrilhas. Faz parte do Secretariado Maior Geral das FARC desde 1993, como comandante do Bloco Magadalena Medio, e é (ou era) encarregado de coordenar suas distintas unidades para realizar ações terroristas contra a Força Pública e do narcotráfico.
Como a quase totalidade dos comandantes das FARC, “Timochenko” começou sua vida de bandido na Juventude Comunista (ala jovem do Partido Comunista) e em 1970 ingressou nas FARC. Em 1982 já era cabeça da Frente 9, depois foi estudar em Cuba a tática da guerra irregular. Voltou em 1986 como cabeça da Frente 16 e em abril desse mesmo ano foi designado o quinto cabeça (são sete no total) do Estado Maior Central. Depois estudou trabalhos de adestramento político na Rússia e em 1988 foi nomeado o cabeça do Bloco Oriental, estando desde 1993 sob o comando do Bloco Magdalena Medio.
Esse bloco é importante porque tem como zona de influência a fronteira com a Venezuela, onde se refugia no estado Zulia, daí que não se tenha dúvidas de que ele se move com facilidade entre os dois países, considerando o apadrinhamento que Chávez sempre deu a estes terroristas em seu país. Sobre “Timochenko” pesam 117 ordens de captura pelos delitos de terrorismo, seqüestro, rebelião, homicídio agravado, desaparecimento forçado e uma Circular Vermelha da Interpol emitida em 26 de janeiro de 2010.
Pois bem, logo após a operação que deu baixa em Alfonso Cano, a porta-voz das FARC, “Teodora de Bolívar”, cognome nas FARC da ex-senadora Piedad Córdoba, fez um pronunciamento dizendo que aquele “assassinato” iria pôr abaixo as negociações que vinham fazendo para libertar alguns seqüestrados, que “poderia haver retaliação” mas, na verdade, o que ela quis mesmo foi mandar um recado de que as FARC assassinassem os seqüestrados como forma de vingar a morte do líder. E no dia 26 de novembro teve-se a notícia do bárbaro assassinato que comoveu o país inteiro, principalmente pelo sargento Libio José Martínez que foi seqüestrado aos 21 anos, deixando sua esposa grávida. Ele nunca pôde conhecer o filho que hoje está próximo de fazer 14 anos e que nasceu e cresceu esperando, implorando às FARC e sonhando com sua libertação.
Depois desse brutal assassinato a sangue frio e pelas costas, em que os reféns estavam totalmente indefesos, desarmados, doentes e vulneráveis emocionalmente, as FARC emitiram um comunicado cínico e miserável em que “lamentam” a morte dos quatro militares e jogam a culpa no Exército e no Governo, exatamente como fizeram no assassinato dos 14 deputados do Valle del Cauca, que chocou a Colômbia inteira e que essa maldita guerrilha só admitiu ser de sua autoria, depois que encontrou-se as conversações sobre o fato nos computadores de Raúl Reyes. E lá havia o dedo imundo de “Teodora de Bolívar” dando “sugestões” sobre o que dizer a respeito dos assassinatos dos deputados.
Leiam um trecho desse cínico comunicado das FARC:
“As FARC-EP lamentamos profundamente o trágico desenlace da demencial tentativa de resgate ordenada pelo governo colombiano no dia 26 de novembro no estado do Caquetá. Ao tempo em que estendemos nosso sentimento de pesar às famílias do sargento Libio José Martínez, do coronel Edgar Yesid Duarte, do major Elkin Hernández e do intendente Álvaro Moreno, denunciamos ante a opinião nacional e mundial que tal fato obedeceu ao afã do Presidente Santos e do alto comando militar por impedir sua iminente libertação unilateral”. Logo a imprensa servil ao comunismo fez coro a essa mentira infame e passou a vigorar a informação de que os seqüestrados foram assassinados porque militares do Exército “atacaram” o acampamento numa “tentativa de resgate”.
Infâmia! Mentira torpe e miserável porque JAMAIS as Forças Militares da Colômbia agiram com tanto amadorismo, tanta irresponsabilidade e tanta imperícia como querem acusá-los, as FARC e seus seguidores. Jamais! E esta infâmia fica comprovada através dos depoimentos de uma das guerrilheiras que estava nesse acampamento e resolveu se entregar, e do sargento Luis Alberto Erazo que escapou porque quando ouviu os disparos correu para dentro da selva, ao contrários dos seus amigos de farda e infortúnio que buscaram refúgio com os carcereiros.
Sargento Luis Alberto Erazo - Símbolo de coragem e fé, em Deus e no
seu glorioso Exército Nacional.
No áudio da entrevista que ofereceu à Caracol Radio, o sargento Erazo é taxativo:
“O Exército não chegou ao lugar, foi a guarda da guerrilha quem disparou nos seqüestrados. (...) nesse momento eu corri para salvar minha vida, enquanto mataram meus companheiros a queima-roupa e sem aventurar-se a nenhum risco. (...) São uns mentirosos. Dias anteriores o comandante Arturo nos disse que ante disparos não deveríamos correr para fora mas para dentro, para que eles nos protegessem!”. E finaliza com um recado duro e firme: “A ‘Timochenko’ esteja onde estiver, lá lhe vai cair a Força Pública. A Força Pública chega até nos infernos!”. Ouçam abaixo o áudio dessa magnífica entrevista:
*****
A ‘Timochenko’, donde esté, le caerá la Fuerza Pública: Sargento Erazo [Caracol, Noviembre 28 de 2011]
El sargento Luis Alberto Erazo narró cómo fue ese momento en que corrió para salvar su vida mientras a "mis compañeros los mataron a mansalva y sobre seguro".
Señaló que inicialmente los guerrilleros les habían dicho que no iban a salir de marcha y luego cambiaron y les dijeron que debían estar en alistamiento de primer grado.
“Alisté los checheres a las 9:15 del sábado, yo estaba doblando una toalla y escuché un disparo a 30 metros y se viene la granizada de disparos y luego vienen los disparos en la cara y en el cuello. Lo único que se me ocurrió es irme al monte y se me pegaron dos guerrilleros y luego los perdí”, relató el uniformado en diálogo con Caracol Radio.
Explicó que el Ejército no llego al lugar, sino que fue el guardia de la guerrilla quién disparó a los secuestrados.
“Son unos mentirosos en días anteriores el comandante Arturo nos dijo que ante disparos no debíamos correr hacia afuera sino hacia adentro, para que ellos nos protegieran”, dijo Erazo.
Sostuvo que a la hora de los disparos “se me olvidó la consigna y yo corro y mis compañeros sí lo hacen hacia adentro… eso fue lo que a mí se me olvidó y mis compañeros se fueron hacia allá y los asesinaron”.
Dijo que fue tan despiadada la forma como fueron asesinados, que el capitán Duarte venía enfermo de un pie y no podía caminar.
El uniformado cuenta que aproximadamente 42 guerrilleros se encontraban en el lugar.
"A dos o tres metros, estaban tres guardias. Luego una escuadra de reacción, más los comandantes... Llevábamos apenas un día en ese campamento. Llegamos el día anterior a las 2 de la tarde y como a las 6 nos encadenaron".
Reveló que siempre estuvieron al sur de Caquetá y hacia el oriente del río y que los guerrilleros se dieron cuenta que la Fuerza Pública hacia frecuentes patrullajes y por esto tomaron la remesa y la orden era caminar hacia el sur buscando el río Caquetá.
El sargento Erazo dijo que los guerrilleros no conocen la selva, pero que se sirven de la tecnología y se guían por elementos como el GPS y la brújula y llegan a cualquier sitio que quieran.
“A nosotros nos trataron con amabilidad nos decían que no nos iba a pasar nada, para ellos hacer de las suyas”, afirmo.
El uniformado dijo que tras estar escondido, salió y caminó media hora. Dijo que al llegar al río escuchó ruidos extraños y miró, porque en el selva cualquiera puede ser guerrillero o del Ejército, y cuando vio que unos uniformados trabajaban con una acudió a ellos.
“Mi cara y mi cuello estaban llenos de sangre me la protegí para evitar que se me enguzanara, pues en el monte cualquier herida llegan los moscos”, relató.
Sostuvo que en sus caminatas siempre pensó en la forma de camuflarse y esconderse en caso de poder escapar, pero que no lo puede decir cómo fue por sus compañeros que aún se encuentra secuestrados.
Sobre las cadenas dijo que en una época se ponían muy estrictos y otras de buen genio, a veces permitían hacer canestenia para evitar calambres.
De la posibilidad de fugarse, dijo que siempre el secuestrado lo duda mucho “de pronto los guerrilleros se van con cuchillo o fusil, pero no coronan, los alcanzan y les hacen consejo de guerra y los asesinan”.
En relación con la muerte de Cano, dijo que los guerrilleros la recibieron como un acto de guerra e incluso manifestaron que “ uno se va y otro llega” y que ante los comandantes guerrilleros no tuvo trascendencia el hecho.
Sobre la guerrillera capturada, comentó al parecer es de la guardia que estaba en la periferia del campamento y “muy seguramente ella estuvo donde se presentó el combate”.
Al referirse a los guerrilleros, indicó que “ellos viven aburridos y se tratan de fugar ya que cada uno es dueño de su miedo”.
Dijo que una desmovilización podría darse entre un comandante y varios guerrilleros, pero “uno solo no porque es muy peligroso, es como decir fusíleme”.
Dijo que la relación con sus compañeros siempre fue buena y aseguró que su familia está muy bien.
“Mi familia está contenta, están bien y yo también estoy contento, de todas formas yo les agradezco a ustedes agradezco a Caracol a Herbin Hoyos y a todas las voces de solidaridad de su equipo”, dijo el uniformado.
Aseguró que no ha escuchado nada de alias ‘Timochenko’, nuevo jefe de las Farc, y concluyó la entrevista advirtiendo la Fuerza Pública llega hasta el infierno.
“A Timochenko, a donde esté, allá le va a caer la fuerza pública. La fuerza pública llega hasta los infiernos”, puntualizó.
*****
Detalhe: o sargento Erazo afirmou que rezava pelos guerrilheiros. Será que a oração não teve “nada a ver” com a sua liberdade são e salvo?
Esses últimos crimes foram a gota d’água que transbordou a taça da paciência dos colombianos que já estão demasiadamente fartos de tanto crime impune, de tanta crueldade com pessoas inocentes mas, sobretudo, de perder seus melhores filhos, seus heróis nacionais, ou assassinados pela guerrilha que sobrevivem com o apoio dos governos comunistas da América Latina e da Europa, ou então presos injustamente por crimes que são cometidos por esses bandos terroristas como FARC e ELN.
Leiam este brilhante artigo do Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu amigo pessoal, que esclarece cabalmente tudo o que está acontecendo em relação ao poder desses bandidos sobre a vida dos cidadãos e do país, e este outro do Eduardo Mackenzie, outro querido amigo jornalista colombiano a respeito da importância do dia de amanhã que citei no início desta edição.
E para tanto, o país inteiro está mobilizado para a grande marcha intitulada “NÃO MAIS FARC!!!” à qual deveríamos nos unir porque isto tem a ver conosco SIM! Eu digo e repito e não canso de denunciar que o Brasil é responsável e afetado pela existência desse maldito bando narco-terrorista, na medida em que o governo se recusa a chamá-los pelo que são - TERRORISTAS -, dá refúgio político aos criminosos desse bando que procuram abrigo aqui, e porque são sócios através do Foro de São Paulo não só o PT mas o PSOL, o PCdoB, o PSB, o MR-8 e o PPS, além dos narcotraficantes do PCC, CV, ADA e assemelhados que assassinam milhares de nossos jovens todos os anos com a aquiescência da sociedade que não se informa, não se importa, não quer saber e continua repetindo que isso é “um problema da Colômbia”.
E para encerrar esta edição, ilustro com dois vídeos (curtinhos) feitos pelos organizadores das marchas na Colômbia, para que os brasileiros entendam que esse mal pode futuramente nos atingir de forma tão violenta como é hoje ha Colômbia. Fiquem com Deus e até a próxima!
Graça Salgueiro, 06 Dezembro 2011
Traduções e comentários: G. Salgueiro
O Notalatina ficou muito tempo sem atualização num período crucial, onde incontáveis fatos ocorreram na Colômbia após o abate de Alfonso Cano, e entre Colômbia e Venezuela, em decorrência de problemas de ordem pessoal que ainda não acabaram. Entretanto, sempre estive conectada com amigos e correspondentes colombianos, além dos jornais e informativos daquele país que sempre me deixaram atualizadíssima, embora sem registrar nada aqui. Em decorrência disto, hoje eu não podia me furtar a fazer esta edição porque amanhã a Colômbia inteira, e os colombianos que vivem no exterior, estão programando uma mega passeata para reiterar, mais uma vez, que repudiam as FARC, repudiam seus incontáveis crimes e terrorismo, que só aceitam sua rendição completa e a devida condenação, que culminou com o brutal assassinato a sangue frio de quatro membros das Forças de Segurança (3 da Polícia e 1 do Exército) que estavam seqüestrados entre 12 e 14 anos.
Na última edição, em que anunciei que o chefe máximo das FARC fora abatido, ainda não se sabia quem o iria substituir mas arrisquei uma opinião, baseada nos estudos que faço há 12 anos daquele bando terrorista, e dias depois minha suposição se confirmou: o mais novo líder das FARC é Rodrigo Londoño Echeverri, cognome “Timoleón Giménez”, “Timochenko” ou “Timo”. Esse terrorista sempre manteve um baixo perfil, e foi revelado que sua nomeação como o novo líder deu-se automaticamente, por ser o mais antigo do Secretariado. Mas ele não queria, pois sabe que será caçado como os outros, ou então, se quiser salvar a pele, que se entregue, coisa que não fará.
“Timochenko” foi um dos gestores do PC3 (Partido Comunista Clandestino Colombiano) em 2000 e do Movimento Bolivariano, que prega a combinação de todas as formas de luta, copiado posteriormente por Chávez na Venezuela e que hoje tem tentáculos espalhados por toda a América Latina, inclusive o Brasil. Como todo comunista que se preze, “Timochenko” gosta de festas, bebidas caras e cigarrilhas. Faz parte do Secretariado Maior Geral das FARC desde 1993, como comandante do Bloco Magadalena Medio, e é (ou era) encarregado de coordenar suas distintas unidades para realizar ações terroristas contra a Força Pública e do narcotráfico.
Como a quase totalidade dos comandantes das FARC, “Timochenko” começou sua vida de bandido na Juventude Comunista (ala jovem do Partido Comunista) e em 1970 ingressou nas FARC. Em 1982 já era cabeça da Frente 9, depois foi estudar em Cuba a tática da guerra irregular. Voltou em 1986 como cabeça da Frente 16 e em abril desse mesmo ano foi designado o quinto cabeça (são sete no total) do Estado Maior Central. Depois estudou trabalhos de adestramento político na Rússia e em 1988 foi nomeado o cabeça do Bloco Oriental, estando desde 1993 sob o comando do Bloco Magdalena Medio.
Esse bloco é importante porque tem como zona de influência a fronteira com a Venezuela, onde se refugia no estado Zulia, daí que não se tenha dúvidas de que ele se move com facilidade entre os dois países, considerando o apadrinhamento que Chávez sempre deu a estes terroristas em seu país. Sobre “Timochenko” pesam 117 ordens de captura pelos delitos de terrorismo, seqüestro, rebelião, homicídio agravado, desaparecimento forçado e uma Circular Vermelha da Interpol emitida em 26 de janeiro de 2010.
Pois bem, logo após a operação que deu baixa em Alfonso Cano, a porta-voz das FARC, “Teodora de Bolívar”, cognome nas FARC da ex-senadora Piedad Córdoba, fez um pronunciamento dizendo que aquele “assassinato” iria pôr abaixo as negociações que vinham fazendo para libertar alguns seqüestrados, que “poderia haver retaliação” mas, na verdade, o que ela quis mesmo foi mandar um recado de que as FARC assassinassem os seqüestrados como forma de vingar a morte do líder. E no dia 26 de novembro teve-se a notícia do bárbaro assassinato que comoveu o país inteiro, principalmente pelo sargento Libio José Martínez que foi seqüestrado aos 21 anos, deixando sua esposa grávida. Ele nunca pôde conhecer o filho que hoje está próximo de fazer 14 anos e que nasceu e cresceu esperando, implorando às FARC e sonhando com sua libertação.
Depois desse brutal assassinato a sangue frio e pelas costas, em que os reféns estavam totalmente indefesos, desarmados, doentes e vulneráveis emocionalmente, as FARC emitiram um comunicado cínico e miserável em que “lamentam” a morte dos quatro militares e jogam a culpa no Exército e no Governo, exatamente como fizeram no assassinato dos 14 deputados do Valle del Cauca, que chocou a Colômbia inteira e que essa maldita guerrilha só admitiu ser de sua autoria, depois que encontrou-se as conversações sobre o fato nos computadores de Raúl Reyes. E lá havia o dedo imundo de “Teodora de Bolívar” dando “sugestões” sobre o que dizer a respeito dos assassinatos dos deputados.
Leiam um trecho desse cínico comunicado das FARC:
“As FARC-EP lamentamos profundamente o trágico desenlace da demencial tentativa de resgate ordenada pelo governo colombiano no dia 26 de novembro no estado do Caquetá. Ao tempo em que estendemos nosso sentimento de pesar às famílias do sargento Libio José Martínez, do coronel Edgar Yesid Duarte, do major Elkin Hernández e do intendente Álvaro Moreno, denunciamos ante a opinião nacional e mundial que tal fato obedeceu ao afã do Presidente Santos e do alto comando militar por impedir sua iminente libertação unilateral”. Logo a imprensa servil ao comunismo fez coro a essa mentira infame e passou a vigorar a informação de que os seqüestrados foram assassinados porque militares do Exército “atacaram” o acampamento numa “tentativa de resgate”.
Infâmia! Mentira torpe e miserável porque JAMAIS as Forças Militares da Colômbia agiram com tanto amadorismo, tanta irresponsabilidade e tanta imperícia como querem acusá-los, as FARC e seus seguidores. Jamais! E esta infâmia fica comprovada através dos depoimentos de uma das guerrilheiras que estava nesse acampamento e resolveu se entregar, e do sargento Luis Alberto Erazo que escapou porque quando ouviu os disparos correu para dentro da selva, ao contrários dos seus amigos de farda e infortúnio que buscaram refúgio com os carcereiros.
Sargento Luis Alberto Erazo - Símbolo de coragem e fé, em Deus e no
seu glorioso Exército Nacional.
No áudio da entrevista que ofereceu à Caracol Radio, o sargento Erazo é taxativo:
“O Exército não chegou ao lugar, foi a guarda da guerrilha quem disparou nos seqüestrados. (...) nesse momento eu corri para salvar minha vida, enquanto mataram meus companheiros a queima-roupa e sem aventurar-se a nenhum risco. (...) São uns mentirosos. Dias anteriores o comandante Arturo nos disse que ante disparos não deveríamos correr para fora mas para dentro, para que eles nos protegessem!”. E finaliza com um recado duro e firme: “A ‘Timochenko’ esteja onde estiver, lá lhe vai cair a Força Pública. A Força Pública chega até nos infernos!”. Ouçam abaixo o áudio dessa magnífica entrevista:
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A ‘Timochenko’, donde esté, le caerá la Fuerza Pública: Sargento Erazo [Caracol, Noviembre 28 de 2011]
El sargento Luis Alberto Erazo narró cómo fue ese momento en que corrió para salvar su vida mientras a "mis compañeros los mataron a mansalva y sobre seguro".
Señaló que inicialmente los guerrilleros les habían dicho que no iban a salir de marcha y luego cambiaron y les dijeron que debían estar en alistamiento de primer grado.
“Alisté los checheres a las 9:15 del sábado, yo estaba doblando una toalla y escuché un disparo a 30 metros y se viene la granizada de disparos y luego vienen los disparos en la cara y en el cuello. Lo único que se me ocurrió es irme al monte y se me pegaron dos guerrilleros y luego los perdí”, relató el uniformado en diálogo con Caracol Radio.
Explicó que el Ejército no llego al lugar, sino que fue el guardia de la guerrilla quién disparó a los secuestrados.
“Son unos mentirosos en días anteriores el comandante Arturo nos dijo que ante disparos no debíamos correr hacia afuera sino hacia adentro, para que ellos nos protegieran”, dijo Erazo.
Sostuvo que a la hora de los disparos “se me olvidó la consigna y yo corro y mis compañeros sí lo hacen hacia adentro… eso fue lo que a mí se me olvidó y mis compañeros se fueron hacia allá y los asesinaron”.
Dijo que fue tan despiadada la forma como fueron asesinados, que el capitán Duarte venía enfermo de un pie y no podía caminar.
El uniformado cuenta que aproximadamente 42 guerrilleros se encontraban en el lugar.
"A dos o tres metros, estaban tres guardias. Luego una escuadra de reacción, más los comandantes... Llevábamos apenas un día en ese campamento. Llegamos el día anterior a las 2 de la tarde y como a las 6 nos encadenaron".
Reveló que siempre estuvieron al sur de Caquetá y hacia el oriente del río y que los guerrilleros se dieron cuenta que la Fuerza Pública hacia frecuentes patrullajes y por esto tomaron la remesa y la orden era caminar hacia el sur buscando el río Caquetá.
El sargento Erazo dijo que los guerrilleros no conocen la selva, pero que se sirven de la tecnología y se guían por elementos como el GPS y la brújula y llegan a cualquier sitio que quieran.
“A nosotros nos trataron con amabilidad nos decían que no nos iba a pasar nada, para ellos hacer de las suyas”, afirmo.
El uniformado dijo que tras estar escondido, salió y caminó media hora. Dijo que al llegar al río escuchó ruidos extraños y miró, porque en el selva cualquiera puede ser guerrillero o del Ejército, y cuando vio que unos uniformados trabajaban con una acudió a ellos.
“Mi cara y mi cuello estaban llenos de sangre me la protegí para evitar que se me enguzanara, pues en el monte cualquier herida llegan los moscos”, relató.
Sostuvo que en sus caminatas siempre pensó en la forma de camuflarse y esconderse en caso de poder escapar, pero que no lo puede decir cómo fue por sus compañeros que aún se encuentra secuestrados.
Sobre las cadenas dijo que en una época se ponían muy estrictos y otras de buen genio, a veces permitían hacer canestenia para evitar calambres.
De la posibilidad de fugarse, dijo que siempre el secuestrado lo duda mucho “de pronto los guerrilleros se van con cuchillo o fusil, pero no coronan, los alcanzan y les hacen consejo de guerra y los asesinan”.
En relación con la muerte de Cano, dijo que los guerrilleros la recibieron como un acto de guerra e incluso manifestaron que “ uno se va y otro llega” y que ante los comandantes guerrilleros no tuvo trascendencia el hecho.
Sobre la guerrillera capturada, comentó al parecer es de la guardia que estaba en la periferia del campamento y “muy seguramente ella estuvo donde se presentó el combate”.
Al referirse a los guerrilleros, indicó que “ellos viven aburridos y se tratan de fugar ya que cada uno es dueño de su miedo”.
Dijo que una desmovilización podría darse entre un comandante y varios guerrilleros, pero “uno solo no porque es muy peligroso, es como decir fusíleme”.
Dijo que la relación con sus compañeros siempre fue buena y aseguró que su familia está muy bien.
“Mi familia está contenta, están bien y yo también estoy contento, de todas formas yo les agradezco a ustedes agradezco a Caracol a Herbin Hoyos y a todas las voces de solidaridad de su equipo”, dijo el uniformado.
Aseguró que no ha escuchado nada de alias ‘Timochenko’, nuevo jefe de las Farc, y concluyó la entrevista advirtiendo la Fuerza Pública llega hasta el infierno.
“A Timochenko, a donde esté, allá le va a caer la fuerza pública. La fuerza pública llega hasta los infiernos”, puntualizó.
*****
Detalhe: o sargento Erazo afirmou que rezava pelos guerrilheiros. Será que a oração não teve “nada a ver” com a sua liberdade são e salvo?
Esses últimos crimes foram a gota d’água que transbordou a taça da paciência dos colombianos que já estão demasiadamente fartos de tanto crime impune, de tanta crueldade com pessoas inocentes mas, sobretudo, de perder seus melhores filhos, seus heróis nacionais, ou assassinados pela guerrilha que sobrevivem com o apoio dos governos comunistas da América Latina e da Europa, ou então presos injustamente por crimes que são cometidos por esses bandos terroristas como FARC e ELN.
Leiam este brilhante artigo do Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu amigo pessoal, que esclarece cabalmente tudo o que está acontecendo em relação ao poder desses bandidos sobre a vida dos cidadãos e do país, e este outro do Eduardo Mackenzie, outro querido amigo jornalista colombiano a respeito da importância do dia de amanhã que citei no início desta edição.
E para tanto, o país inteiro está mobilizado para a grande marcha intitulada “NÃO MAIS FARC!!!” à qual deveríamos nos unir porque isto tem a ver conosco SIM! Eu digo e repito e não canso de denunciar que o Brasil é responsável e afetado pela existência desse maldito bando narco-terrorista, na medida em que o governo se recusa a chamá-los pelo que são - TERRORISTAS -, dá refúgio político aos criminosos desse bando que procuram abrigo aqui, e porque são sócios através do Foro de São Paulo não só o PT mas o PSOL, o PCdoB, o PSB, o MR-8 e o PPS, além dos narcotraficantes do PCC, CV, ADA e assemelhados que assassinam milhares de nossos jovens todos os anos com a aquiescência da sociedade que não se informa, não se importa, não quer saber e continua repetindo que isso é “um problema da Colômbia”.
E para encerrar esta edição, ilustro com dois vídeos (curtinhos) feitos pelos organizadores das marchas na Colômbia, para que os brasileiros entendam que esse mal pode futuramente nos atingir de forma tão violenta como é hoje ha Colômbia. Fiquem com Deus e até a próxima!
Graça Salgueiro, 06 Dezembro 2011
Traduções e comentários: G. Salgueiro
TODO ES IGUAL, NADA ES PEOR...
Artigos - Cultura
Se a contagem é proibida, é tão culpado quem cometeu um crime quanto o que não cometeu nenhum. Abolir a importância das quantidades torna impossível, também, distinguir entre delitos mais graves e menos graves.
Quando um criminoso graúdo não consegue passar por inocente, ele procura ao menos dar a impressão de que não é tão criminoso assim, de que seus delitos não foram maiores que os de um ladrão de galinhas, de um bolinador de moças ou de um surrupiador de chicletes. Quanto mais graves e numerosos os seus crimes, tanto mais compulsiva sua necessidade de atenuá-los.
Ninguém sente mais intensamente essa necessidade do que os comunistas, que mataram mais gente que duas guerras mundiais somadas. Mataram até mesmo mais comunistas do que todas as ditaduras reacionárias juntas.
A imensidão de seus feitos macabros é tal, que a única maneira de conservarem alguma tranqüilidade de consciência é amputar radicalmente uma parte dela, deformando sua percepção da realidade e apegando-se tenazmente, desesperadamente, a uma falsa imagem de si mesmos.
É inevitável que essa manobra antinatural espalhe efeitos colaterais indesejados, bloqueando o funcionamento da inteligência e da memória em domínios bem afastados da área inicialmente visada, culminando naquele fenômeno de auto-estupidificação grupal que documentei em O Imbecil Coletivo.
Várias são as maneiras pelas quais a operação se realiza: negar obstinadamente os fatos (episódio Kravchenco), culpar as vítimas (Che Guevara choramingando), parir do nada equivalências postiças (Livro Negro do Capitalismo, v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/05272002globo.htm), até mesmo explodir as pontes entre linguagem e realidade (desconstrucionismo). Mas um dos métodos mais infames é negar importância ao fator "quantidade", abolindo o senso das proporções e proibindo enxergar a diferença entre o maior e o menor.
Ainda recentemente, indignadíssima com um editorial da Folha de S. Paulo segundo o qual o regime militar brasileiro fôra um mal menor em comparação com a violência mais vasta, sistemática e permanente das ditaduras comunistas, Dona Maria Vitória Benevides (professora da USP, de onde mais poderia ser?) saiu exclamando: "Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar 'importâncias' e estatísticas."
Que, para uma autora notoriamente marxista, negar a diferença entre crimes maiores e menores em nome de um amor histriônico à dignidade humana fosse um suicídio intelectual completo, é algo que não lhe passou pela cabeça, ou, se passou, lhe pareceu um sacrifício aceitável em vista da urgência de fugir a comparações deprimentes.
De um lado, implicava renunciar, de um só lance, ao esforço de séculos com que a tradição materialista vem tentando reduzir as qualidades a quantidades. De outro, resultava em negar um dos princípios básicos do marxismo, a transmutação do acúmulo de quantidades em "salto qualitativo" (ou "salto dialético"). Mas quem vai ligar para sutilezas doutrinais quando se trata de limpar às pressas a reputação do comunismo ante um público geral que ignora tudo da doutrina marxista?
Mais que infringir um dogma do marxismo, no entanto, o rompante de Dona Benevides ia contra os requisitos básicos de funcionamento da inteligência humana e do senso moral. Ao proclamar que em matéria de direitos humanos as quantidades não importam, que um crime é tão ruim quanto milhões de crimes, a referida se mostrou incapaz de apreender sequer a diferença entre zero e um.
Que é que distingue, afinal, um inocente de um culpado senão o número de seus crimes, zero e um (ou mais de um) respectivamente? Se a contagem é proibida, é tão culpado quem cometeu um crime quanto o que não cometeu nenhum. Abolir a importância das quantidades torna impossível, também, distinguir entre delitos mais graves e menos graves.
Toda a jurisprudência universal depende dessa distinção. Se você esmurra um sujeito por dois minutos, é crime de agressão. Se o faz seguidamente por meia hora, é tentativa de homicídio.
Se continua batendo até o desgraçado morrer, já não é mais tentativa: é homicídio. Suprima o fator "quantidade", e essas diferenças desaparecem.
Todas as leis penais do universo, bem como os julgamentos morais com sentido penal – e condenar a violação de direitos humanos é claramente um deles –, têm como base a proporcionalidade dos delitos e das penas, o que implica não somente a avaliação da gravidade relativa dos crimes, mas também, e incontornavelmente, a soma do número deles.
Sem o fator quantidade, não se pode distinguir entre "crime", "crime continuado" e "concurso de crimes" tornando-se impossível graduar as penas correspondentes. É a abolição completa da justiça, portanto também a dos direitos humanos. A proibição de somar resulta em abolir as noções mesmas de genocídio e de crimes contra a humanidade. Se Hitler tivesse matado uma dúzia de judeus em vez de seis milhões, poderia ser acusado de homicídio contumaz, mas não da tentativa sistemática de eliminar toda uma comunidade étnica. Para Dona Benevides, isso não faz diferença.
Resta o fato de que toda sociedade pode suportar até uma determinada quantidade de crimes, mesmo cometidos pelo Estado, sem sofrer abalo em seu sistema de valores. Mas, quando o número de vítimas da violência estatal chega aos setenta milhões, como na China comunista, não há ordem moral que subsista. Na degradação geral, os sobreviventes tornam-se vítimas tanto quanto os mortos. A explosão de ira de Dona Benevides contra comparações necessárias, incontornáveis e moralmente obrigatórias é um sintoma da frivolidade criminosa com que os comunistas se esquivam de um confronto com suas próprias culpas, maiores que as de qualquer outro grupo humano ao longo da História.
Olavo de Carvalho, 06 Dezembro 2011
Publicado no Diário do Comércio.
Se a contagem é proibida, é tão culpado quem cometeu um crime quanto o que não cometeu nenhum. Abolir a importância das quantidades torna impossível, também, distinguir entre delitos mais graves e menos graves.
Quando um criminoso graúdo não consegue passar por inocente, ele procura ao menos dar a impressão de que não é tão criminoso assim, de que seus delitos não foram maiores que os de um ladrão de galinhas, de um bolinador de moças ou de um surrupiador de chicletes. Quanto mais graves e numerosos os seus crimes, tanto mais compulsiva sua necessidade de atenuá-los.
Ninguém sente mais intensamente essa necessidade do que os comunistas, que mataram mais gente que duas guerras mundiais somadas. Mataram até mesmo mais comunistas do que todas as ditaduras reacionárias juntas.
A imensidão de seus feitos macabros é tal, que a única maneira de conservarem alguma tranqüilidade de consciência é amputar radicalmente uma parte dela, deformando sua percepção da realidade e apegando-se tenazmente, desesperadamente, a uma falsa imagem de si mesmos.
É inevitável que essa manobra antinatural espalhe efeitos colaterais indesejados, bloqueando o funcionamento da inteligência e da memória em domínios bem afastados da área inicialmente visada, culminando naquele fenômeno de auto-estupidificação grupal que documentei em O Imbecil Coletivo.
Várias são as maneiras pelas quais a operação se realiza: negar obstinadamente os fatos (episódio Kravchenco), culpar as vítimas (Che Guevara choramingando), parir do nada equivalências postiças (Livro Negro do Capitalismo, v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/05272002globo.htm), até mesmo explodir as pontes entre linguagem e realidade (desconstrucionismo). Mas um dos métodos mais infames é negar importância ao fator "quantidade", abolindo o senso das proporções e proibindo enxergar a diferença entre o maior e o menor.
Ainda recentemente, indignadíssima com um editorial da Folha de S. Paulo segundo o qual o regime militar brasileiro fôra um mal menor em comparação com a violência mais vasta, sistemática e permanente das ditaduras comunistas, Dona Maria Vitória Benevides (professora da USP, de onde mais poderia ser?) saiu exclamando: "Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar 'importâncias' e estatísticas."
Que, para uma autora notoriamente marxista, negar a diferença entre crimes maiores e menores em nome de um amor histriônico à dignidade humana fosse um suicídio intelectual completo, é algo que não lhe passou pela cabeça, ou, se passou, lhe pareceu um sacrifício aceitável em vista da urgência de fugir a comparações deprimentes.
De um lado, implicava renunciar, de um só lance, ao esforço de séculos com que a tradição materialista vem tentando reduzir as qualidades a quantidades. De outro, resultava em negar um dos princípios básicos do marxismo, a transmutação do acúmulo de quantidades em "salto qualitativo" (ou "salto dialético"). Mas quem vai ligar para sutilezas doutrinais quando se trata de limpar às pressas a reputação do comunismo ante um público geral que ignora tudo da doutrina marxista?
Mais que infringir um dogma do marxismo, no entanto, o rompante de Dona Benevides ia contra os requisitos básicos de funcionamento da inteligência humana e do senso moral. Ao proclamar que em matéria de direitos humanos as quantidades não importam, que um crime é tão ruim quanto milhões de crimes, a referida se mostrou incapaz de apreender sequer a diferença entre zero e um.
Que é que distingue, afinal, um inocente de um culpado senão o número de seus crimes, zero e um (ou mais de um) respectivamente? Se a contagem é proibida, é tão culpado quem cometeu um crime quanto o que não cometeu nenhum. Abolir a importância das quantidades torna impossível, também, distinguir entre delitos mais graves e menos graves.
Toda a jurisprudência universal depende dessa distinção. Se você esmurra um sujeito por dois minutos, é crime de agressão. Se o faz seguidamente por meia hora, é tentativa de homicídio.
Se continua batendo até o desgraçado morrer, já não é mais tentativa: é homicídio. Suprima o fator "quantidade", e essas diferenças desaparecem.
Todas as leis penais do universo, bem como os julgamentos morais com sentido penal – e condenar a violação de direitos humanos é claramente um deles –, têm como base a proporcionalidade dos delitos e das penas, o que implica não somente a avaliação da gravidade relativa dos crimes, mas também, e incontornavelmente, a soma do número deles.
Sem o fator quantidade, não se pode distinguir entre "crime", "crime continuado" e "concurso de crimes" tornando-se impossível graduar as penas correspondentes. É a abolição completa da justiça, portanto também a dos direitos humanos. A proibição de somar resulta em abolir as noções mesmas de genocídio e de crimes contra a humanidade. Se Hitler tivesse matado uma dúzia de judeus em vez de seis milhões, poderia ser acusado de homicídio contumaz, mas não da tentativa sistemática de eliminar toda uma comunidade étnica. Para Dona Benevides, isso não faz diferença.
Resta o fato de que toda sociedade pode suportar até uma determinada quantidade de crimes, mesmo cometidos pelo Estado, sem sofrer abalo em seu sistema de valores. Mas, quando o número de vítimas da violência estatal chega aos setenta milhões, como na China comunista, não há ordem moral que subsista. Na degradação geral, os sobreviventes tornam-se vítimas tanto quanto os mortos. A explosão de ira de Dona Benevides contra comparações necessárias, incontornáveis e moralmente obrigatórias é um sintoma da frivolidade criminosa com que os comunistas se esquivam de um confronto com suas próprias culpas, maiores que as de qualquer outro grupo humano ao longo da História.
Olavo de Carvalho, 06 Dezembro 2011
Publicado no Diário do Comércio.
COVARDIA: COERÇÃO ESTATAL E GAYZISTAS CONTRA UMA EX-LÉSBICA E SUA FILHA
Artigos - Direito
Essa tragédia se tornou possível apenas porque uniões civis homossexuais foram permitidas em Vermont. E quando o “casamento” homossexual é permitido, a agenda gay e o Estado se unem num “casamento” profano, onde liberdades e direitos especiais são concedidos àqueles que estão nas pegadas de Sodoma.
O Rev. Timothy David “Timo” Miller, que agiu corajosamente ao defender uma criança perseguida e sua mãe, fez agora um acordo com promotores federais dos Estados Unidos, os quais estão querendo sequestrar Isabella Miller de sua mãe (foto) e entregá-la a uma lésbica que não tem nenhum parentesco com ela. Ninguém sabe exatamente qual foi o acordo, mas os promotores parecem estar satisfeitos com os resultados.
O caso dele é perturbante: Ele foi preso na primavera passada ao chegar aos Estados Unidos vindo da Nicarágua, onde ele trabalhava como missionário. Ele foi acusado de ajudar Lisa Miller, que não tem nenhum parentesco com ele, a fugir dos EUA com Isabella, sua filha de 9 anos de idade.
Mais perturbante ainda é o fato de que um tribunal de Vermont deu a custódia de Isabella para Janet Jenkins, uma ativista lésbica e ex-parceira sexual de Lisa Miller.
Jenkins e Miller haviam se unido numa união civil homossexual no estado de Vermont em 2000 e, dois anos mais tarde, Miller deu a luz sua filha Isabella, concebida por meio de inseminação artificial. A união lésbica terminou em 2003, com Miller aceitando Jesus Cristo em sua vida e renunciando à homossexualidade. Ela se tornou batista e então menonita.
Mas Jenkins, sua ex-parceira e dona de uma uma creche de crianças, jamais renunciou à sua homossexualidade ou a seu ativismo. Ainda que ela não tenha nenhuma ligação biológica com Isabella e tivesse escolhido não registrar seu nome como “pai” da menina na certidão de nascimento, Jenkins, provavelmente sob a inspiração ideológica de outros gayzistas, começou uma batalha de custódia, tendo inicialmente obtido o “direito” de ter a menina para visitas. Uma das consequências dessas visitas sem supervisão e ordenadas pelo tribunal foi que a própria Isabella se queixou de ser forçada a tomar banho pelada com Jenkins. A menina estava ficando traumatizada com os primeiros passos para forçá-la ao estilo de vida lésbico.
Janet Jenkins, lésbica ativista e dona de uma creche.
“Isabella sofre de distúrbios de sono e pesadelos, tendo dificuldade para dormir a noite inteira”, Gwen Corley, assistente social, disse ao tribunal em setembro de 2007. Antes das visitas impostas pelo tribunal, a menina era uma criança bem ajustada e se desenvolvendo bem, de acordo com um depoimento juramentado feito em junho de 2007 por Sylvia Haydash, terapeuta clínica que teve sessões clínicas com Isabella.
Miller tentou proteger Isabella dessas visitas moralmente prejudiciais, mas então uma ordem do tribunal concedeu custódia total para Jenkins, que pôde, com suas conexões homossexuais, convocar todo o aparato judicial e policial para ajudá-la.
Para proteger sua filha biológica de mais traumas de uma ativista lésbica obcecada, sua mãe biológica tomou a difícil decisão de fugir de seu próprio país. Neste cenário desesperado entra o Rev. Timothy Miller, que só queria ajudar. Como missionário na Nicarágua, ele trouxe esperança para uma mãe e filha solitárias. fazendo todos os arranjos para que elas ficassem num local escondido entre os menonitas dessa nação centro-americana.
Talvez o Rev. Miller não estivesse esperando ser preso ou ver o próprio FBI, que é a polícia federal americana, envolvida no caso, acusando-o de cooperar com um “sequestro”.
Mas nessa altura ele ficou profundamente consciente de que a agenda gay é vastamente maior do que o que ele havia pensado antes. Aliás, o movimento homossexual tem apoio em massa de tribunais e órgãos policiais.
Presumivelmente com ameaças de prisão, os promotores federais acabaram garantindo a cooperação do pastor. Eles sabem que Lisa Miller e Isabella viajaram para a Nicarágua em setembro de 2009, onde um grupo de missionários menonitas havia ajudado a escondê-las. Eles também sabem que mãe e filha foram vistas pela última vez na Nicarágua na primavera de 2010.
No começo deste ano, um pastor menonita na Nicarágua disse para a Associated Press que “nossos irmãos na Nicarágua sentiram que era certo e bom ajudar Lisa não só a se livrar do tão chamado casamento civil homossexual e do estilo de vida lésbico, mas também especialmente proteger sua filha de 9 anos de idade de ser raptada e entregue a uma a uma lésbica ativa e uma ativista extremamente radical”.
O Rev. Miller está agora livre das nefastas garras do FBI, que num sistema legal são perseguiria bandidões e terroristas. Mas Lisa e Isabella não estão livres: O FBI está atrás delas. A qualquer momento, elas poderão ser capturadas. A qualquer momento, Isabella poderá ser sequestrada pelo FBI e sua mãe poderá ser presa.
Os Estados Unidos estão ressuscitando Sodoma com vingança, apoiados pelo descomunal poder do Estado. Enquanto os serviços sociais cristãos nos EUA estão perdendo seu direito tradicional de ajudar crianças por recusarem as ordens estatais de entregar crianças em adoção para duplas homossexuais, a ativista lésbica Janet Jenkins está livre para dirigir uma creche. E por causa do radical ativismo de Janet, Isabella e sua mãe não estão livres ou seguras de perseguição estatal em massa. Perseguição por sua fé e por sua recusa de fazer concessões ao mal.
Essa tragédia se tornou possível apenas porque uniões civis homossexuais foram permitidas em Vermont. E quando o “casamento” homossexual é permitido, a agenda gay e o Estado se unem num “casamento” profano, onde liberdades e direitos especiais são concedidos àqueles que estão nas pegadas de Sodoma. Esse “casamento” profano possibilita que ativistas homossexuais oprimam e persigam pessoas que renunciam à perversão homossexual, com a assistência do FBI, que — pelo menos no caso Jenkins-Miller — se tornou efetivamente uma Gaystapo.
O Rev. Miller tentou se opor a esse “casamento” profano e suas ameaças contra Lisa e Isabella, mas esse casamento demonstrou ser forte demais para ele. Consequentemente, ele foi preso. Somente mediante uma concessão ele foi solto da prisão. Em troca do testemunho dele em futuras ações judiciais contra a mãe de Isabella, os promotores federais abandonaram todas as acusações criminais contra ele.
É uma grande vergonha para os Estados Unidos que uma indefesa mãe e sua filha seriam deixadas sozinhas para enfrentar sozinhas valentões do Estado a serviço dos interesses da agenda homossexual.
Onde estão os homens e mulheres honrados dos EUA e do mundo que confrontarão essa covardia gayzista sancionada pelo Estado?
O que você pode fazer:
Ore para que Deus conduza Lisa e Isabella em sua graça, misericórdia e poder.
Ore para que o FBI e outras autoridades trabalhando pelas trevas e malignidade sejam cobertos de confusão e vergonha.
Ore para que Deus traga cegueira para aqueles que estão planejando prender e raptar Lisa e Isabella (veja 2 Reis 6:18).
Ore para que no final de tudo o nome de Jesus Cristo seja honrado.
Julio Severo, 06 Dezembro 2011
Com informações da Associated Press e LifeSiteNews.
Divulgação: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/blog/cowardice-the-state-and-homosexualist-powers-against-a-former-lesbian-and-h
Essa tragédia se tornou possível apenas porque uniões civis homossexuais foram permitidas em Vermont. E quando o “casamento” homossexual é permitido, a agenda gay e o Estado se unem num “casamento” profano, onde liberdades e direitos especiais são concedidos àqueles que estão nas pegadas de Sodoma.
O Rev. Timothy David “Timo” Miller, que agiu corajosamente ao defender uma criança perseguida e sua mãe, fez agora um acordo com promotores federais dos Estados Unidos, os quais estão querendo sequestrar Isabella Miller de sua mãe (foto) e entregá-la a uma lésbica que não tem nenhum parentesco com ela. Ninguém sabe exatamente qual foi o acordo, mas os promotores parecem estar satisfeitos com os resultados.
O caso dele é perturbante: Ele foi preso na primavera passada ao chegar aos Estados Unidos vindo da Nicarágua, onde ele trabalhava como missionário. Ele foi acusado de ajudar Lisa Miller, que não tem nenhum parentesco com ele, a fugir dos EUA com Isabella, sua filha de 9 anos de idade.
Mais perturbante ainda é o fato de que um tribunal de Vermont deu a custódia de Isabella para Janet Jenkins, uma ativista lésbica e ex-parceira sexual de Lisa Miller.
Jenkins e Miller haviam se unido numa união civil homossexual no estado de Vermont em 2000 e, dois anos mais tarde, Miller deu a luz sua filha Isabella, concebida por meio de inseminação artificial. A união lésbica terminou em 2003, com Miller aceitando Jesus Cristo em sua vida e renunciando à homossexualidade. Ela se tornou batista e então menonita.
Mas Jenkins, sua ex-parceira e dona de uma uma creche de crianças, jamais renunciou à sua homossexualidade ou a seu ativismo. Ainda que ela não tenha nenhuma ligação biológica com Isabella e tivesse escolhido não registrar seu nome como “pai” da menina na certidão de nascimento, Jenkins, provavelmente sob a inspiração ideológica de outros gayzistas, começou uma batalha de custódia, tendo inicialmente obtido o “direito” de ter a menina para visitas. Uma das consequências dessas visitas sem supervisão e ordenadas pelo tribunal foi que a própria Isabella se queixou de ser forçada a tomar banho pelada com Jenkins. A menina estava ficando traumatizada com os primeiros passos para forçá-la ao estilo de vida lésbico.
Janet Jenkins, lésbica ativista e dona de uma creche.
“Isabella sofre de distúrbios de sono e pesadelos, tendo dificuldade para dormir a noite inteira”, Gwen Corley, assistente social, disse ao tribunal em setembro de 2007. Antes das visitas impostas pelo tribunal, a menina era uma criança bem ajustada e se desenvolvendo bem, de acordo com um depoimento juramentado feito em junho de 2007 por Sylvia Haydash, terapeuta clínica que teve sessões clínicas com Isabella.
Miller tentou proteger Isabella dessas visitas moralmente prejudiciais, mas então uma ordem do tribunal concedeu custódia total para Jenkins, que pôde, com suas conexões homossexuais, convocar todo o aparato judicial e policial para ajudá-la.
Para proteger sua filha biológica de mais traumas de uma ativista lésbica obcecada, sua mãe biológica tomou a difícil decisão de fugir de seu próprio país. Neste cenário desesperado entra o Rev. Timothy Miller, que só queria ajudar. Como missionário na Nicarágua, ele trouxe esperança para uma mãe e filha solitárias. fazendo todos os arranjos para que elas ficassem num local escondido entre os menonitas dessa nação centro-americana.
Talvez o Rev. Miller não estivesse esperando ser preso ou ver o próprio FBI, que é a polícia federal americana, envolvida no caso, acusando-o de cooperar com um “sequestro”.
Mas nessa altura ele ficou profundamente consciente de que a agenda gay é vastamente maior do que o que ele havia pensado antes. Aliás, o movimento homossexual tem apoio em massa de tribunais e órgãos policiais.
Presumivelmente com ameaças de prisão, os promotores federais acabaram garantindo a cooperação do pastor. Eles sabem que Lisa Miller e Isabella viajaram para a Nicarágua em setembro de 2009, onde um grupo de missionários menonitas havia ajudado a escondê-las. Eles também sabem que mãe e filha foram vistas pela última vez na Nicarágua na primavera de 2010.
No começo deste ano, um pastor menonita na Nicarágua disse para a Associated Press que “nossos irmãos na Nicarágua sentiram que era certo e bom ajudar Lisa não só a se livrar do tão chamado casamento civil homossexual e do estilo de vida lésbico, mas também especialmente proteger sua filha de 9 anos de idade de ser raptada e entregue a uma a uma lésbica ativa e uma ativista extremamente radical”.
O Rev. Miller está agora livre das nefastas garras do FBI, que num sistema legal são perseguiria bandidões e terroristas. Mas Lisa e Isabella não estão livres: O FBI está atrás delas. A qualquer momento, elas poderão ser capturadas. A qualquer momento, Isabella poderá ser sequestrada pelo FBI e sua mãe poderá ser presa.
Os Estados Unidos estão ressuscitando Sodoma com vingança, apoiados pelo descomunal poder do Estado. Enquanto os serviços sociais cristãos nos EUA estão perdendo seu direito tradicional de ajudar crianças por recusarem as ordens estatais de entregar crianças em adoção para duplas homossexuais, a ativista lésbica Janet Jenkins está livre para dirigir uma creche. E por causa do radical ativismo de Janet, Isabella e sua mãe não estão livres ou seguras de perseguição estatal em massa. Perseguição por sua fé e por sua recusa de fazer concessões ao mal.
Essa tragédia se tornou possível apenas porque uniões civis homossexuais foram permitidas em Vermont. E quando o “casamento” homossexual é permitido, a agenda gay e o Estado se unem num “casamento” profano, onde liberdades e direitos especiais são concedidos àqueles que estão nas pegadas de Sodoma. Esse “casamento” profano possibilita que ativistas homossexuais oprimam e persigam pessoas que renunciam à perversão homossexual, com a assistência do FBI, que — pelo menos no caso Jenkins-Miller — se tornou efetivamente uma Gaystapo.
O Rev. Miller tentou se opor a esse “casamento” profano e suas ameaças contra Lisa e Isabella, mas esse casamento demonstrou ser forte demais para ele. Consequentemente, ele foi preso. Somente mediante uma concessão ele foi solto da prisão. Em troca do testemunho dele em futuras ações judiciais contra a mãe de Isabella, os promotores federais abandonaram todas as acusações criminais contra ele.
É uma grande vergonha para os Estados Unidos que uma indefesa mãe e sua filha seriam deixadas sozinhas para enfrentar sozinhas valentões do Estado a serviço dos interesses da agenda homossexual.
Onde estão os homens e mulheres honrados dos EUA e do mundo que confrontarão essa covardia gayzista sancionada pelo Estado?
O que você pode fazer:
Ore para que Deus conduza Lisa e Isabella em sua graça, misericórdia e poder.
Ore para que o FBI e outras autoridades trabalhando pelas trevas e malignidade sejam cobertos de confusão e vergonha.
Ore para que Deus traga cegueira para aqueles que estão planejando prender e raptar Lisa e Isabella (veja 2 Reis 6:18).
Ore para que no final de tudo o nome de Jesus Cristo seja honrado.
Julio Severo, 06 Dezembro 2011
Com informações da Associated Press e LifeSiteNews.
Divulgação: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/blog/cowardice-the-state-and-homosexualist-powers-against-a-former-lesbian-and-h
A VOZ DA MINORIA
O nome é feio de doer — tag along — e não tem tradução para o português. Mas esse mecanismo pode jogar água fria na fervura de um dos principais negócios anunciados nos últimos meses no Brasil.
Conforme reportagem de Denise Carvalho, publicada na edição de ontem do “Brasil Econômico”, a Previ (o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) pretende reivindicar seus direitos de acionista minoritário e recorrer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A ideia é contestar a venda de quase 28% das ações ordinárias da Usiminas ao grupo argentino Techint. Conforme o tag along, o investidor que adquirir ações do grupo de controle de uma sociedade anônima tem algumas obrigações a cumprir para com os donos de participações menores.
Entre elas está a de pagar pelas ações dos minoritários 80% do preço oferecido pelos papéis que pretendam adquirir do bloco de controle.
A intenção desse mecanismo (relativamente novo no mercado mobiliário brasileiro) é dar aos minoritários o direito de decidir se querem ou não querem conservar sua participação numa empresa que mudou de mãos.
Faz sentido: afinal, faz parte das regras de um mercado civilizado dar aos investidores o direito de escolher de quem desejam ser sócios.
O tag along, bem como a certeza de que ele será acionado em caso de necessidade, é importantíssimo.
Ainda mais num momento em que a bolsa de valores se esforça para ampliar seu papel e reforçar sua imagem pública como espaço para negócios relevantes. Negócios na Bolsa são como a mulher de César. Não basta que sejam sérios. Têm que parecer sérios.
Ao fazer sua oferta pelas ações, os argentinos da Techint deram a entender que o tag along não se aplicava àquela transação. Se a CVM entender que não é bem assim, pode haver uma reviravolta na venda.
Na prática, a Techint pode ser obrigada a gastar mais do que pretendia pelo controle da Usiminas – ou, no limite, abrir mão de um negócio que faz sentido sob o ponto de vista estratégico e foi muito bem recebido no interior da siderúrgica mineira. Mas não foi bem-visto pela Previ e pelos outros minoritários.
Até o momento, a Previ não anunciou o caminho que pretende seguir – mesmo porque, seus movimentos precisam se guiar pelas regras da CVM, que cobra discrição dos envolvidos. Mas dá a entender que alguma providência será adotada.
Em nota distribuída ontem, limitou-se a afirmar que “pautará eventuais posicionamentos tendo como base a defesa de seus direitos e a preservação dos recursos de seus participantes”.
Como um sinal de que o movimento foi bem recebido no mercado, as ações da Usiminas tiveram alta expressiva no pregão de ontem, superior a 10%. O sinal de que o mercado tem regras e que elas devem ser seguidas por todos é, com certeza, tão positivo para o investidor estrangeiro que pretenda por dinheiro no país quanto a decisão anunciada ontem pelo governo de reduzir o IOF sobre operações dessa natureza.
Nos próximos dias, parte dos investidores que hoje procuram um lugar para seu dinheiro certamente verão no mercado mobiliário brasileiro um ponto promissor. E o tag along, por mais estranho que seja esse nome, será responsável por parte desse interesse.
Ricardo Galuppo
Fonte: Brasil Econômico, 02/12/2011
Conforme reportagem de Denise Carvalho, publicada na edição de ontem do “Brasil Econômico”, a Previ (o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) pretende reivindicar seus direitos de acionista minoritário e recorrer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A ideia é contestar a venda de quase 28% das ações ordinárias da Usiminas ao grupo argentino Techint. Conforme o tag along, o investidor que adquirir ações do grupo de controle de uma sociedade anônima tem algumas obrigações a cumprir para com os donos de participações menores.
Entre elas está a de pagar pelas ações dos minoritários 80% do preço oferecido pelos papéis que pretendam adquirir do bloco de controle.
A intenção desse mecanismo (relativamente novo no mercado mobiliário brasileiro) é dar aos minoritários o direito de decidir se querem ou não querem conservar sua participação numa empresa que mudou de mãos.
Faz sentido: afinal, faz parte das regras de um mercado civilizado dar aos investidores o direito de escolher de quem desejam ser sócios.
O tag along, bem como a certeza de que ele será acionado em caso de necessidade, é importantíssimo.
Ainda mais num momento em que a bolsa de valores se esforça para ampliar seu papel e reforçar sua imagem pública como espaço para negócios relevantes. Negócios na Bolsa são como a mulher de César. Não basta que sejam sérios. Têm que parecer sérios.
Ao fazer sua oferta pelas ações, os argentinos da Techint deram a entender que o tag along não se aplicava àquela transação. Se a CVM entender que não é bem assim, pode haver uma reviravolta na venda.
Na prática, a Techint pode ser obrigada a gastar mais do que pretendia pelo controle da Usiminas – ou, no limite, abrir mão de um negócio que faz sentido sob o ponto de vista estratégico e foi muito bem recebido no interior da siderúrgica mineira. Mas não foi bem-visto pela Previ e pelos outros minoritários.
Até o momento, a Previ não anunciou o caminho que pretende seguir – mesmo porque, seus movimentos precisam se guiar pelas regras da CVM, que cobra discrição dos envolvidos. Mas dá a entender que alguma providência será adotada.
Em nota distribuída ontem, limitou-se a afirmar que “pautará eventuais posicionamentos tendo como base a defesa de seus direitos e a preservação dos recursos de seus participantes”.
Como um sinal de que o movimento foi bem recebido no mercado, as ações da Usiminas tiveram alta expressiva no pregão de ontem, superior a 10%. O sinal de que o mercado tem regras e que elas devem ser seguidas por todos é, com certeza, tão positivo para o investidor estrangeiro que pretenda por dinheiro no país quanto a decisão anunciada ontem pelo governo de reduzir o IOF sobre operações dessa natureza.
Nos próximos dias, parte dos investidores que hoje procuram um lugar para seu dinheiro certamente verão no mercado mobiliário brasileiro um ponto promissor. E o tag along, por mais estranho que seja esse nome, será responsável por parte desse interesse.
Ricardo Galuppo
Fonte: Brasil Econômico, 02/12/2011
FALTA TRANSPARÊNCIA
Operadoras de planos de saúde privados devem deixar o ‘juridiquês’ e o ‘segurês’ de lado e melhorar a forma de comunicação para facilitar o entendimento dos clientes
Faz poucos dias o desembargador Alceu Penteado, doTribunal de Justiça de São Paulo, com longa prática no trato com leis e contratos de todos os tipos,me telefonou pedindo se eu poderia auxiliá-lo com uma correspondência recebida de uma operadora de plano de saúde privado.
Solicitei a ele que me enviasse a correspondência e, não porque ela fosse clara, mas por conta de muitos anos de prática profissional lidando com os planos de saúde privados, entendi que se tratava de uma proposta de adequação de um plano antigo às disposições da Lei 8656/98, que regulamentou a matéria e padronizou os atendimentos mínimos a serem oferecidos pelas operadoras de planos de saúde aos seus clientes.
A Lei dos Planos de Saúde Privados é uma lei ruim, que vai sendo melhorada, dentro da capacidade normativa infralegal da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), visando a efetiva proteção do consumidor de um produto que se tornou indispensável para o equilíbriodaspolíticas sociais brasileiras. Por conta disto, ao longo do tempo, com erros e acertos, a ANS tem baixado normas para a operacionalização do sistema, dando parâmetros mínimos dentro dos quais as operadoras devem atuar.
Agora mesmo está para entrar em vigor regra para a manutenção de funcionários que deixam a antiga empregadora em plano de saúde similar, na operadora do plano de saúde para o qual ele, como funcionário da estipulante do plano, contribuía.
Ao longo do ano, a ANS baixou várias outras regras que exigiram a comunicação entre a operadora do plano de saúde e sua massa de clientes. É exatamente aí que, com base na correspondência encaminhada ao desembargador Alceu Penteado, fica claro que está faltando clareza nas informações prestadas por pelo menos algumas operadoras para os seus consumidores.
Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo é alguém familiarizado com termos técnico/jurídicos e com contratos em geral. Quando um deles– para ser exato, o próximo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo – não entende o que está escrito numa correspondência, que deveria ser a mais simples possível, propondo modificar parcialmente as condições de um plano de saúde,é porque,com certeza, o texto está mal redigido.
Nada que não aconteça regularmente nos mais variados campos da vida nacional, a começar pelas leis que nos regem e que invariavelmente têm uma redação no mínimo dúbia,quando não absolutamente contraditória.
O problema é que os planos de saúde privados atendem mais de 50 milhões de brasileiros, a imensa maioria deles sem a formação jurídica ou o conhecimento do idioma de um tarimbado desembargador. Se ele tem dificuldade para entender o que a operadora do plano de saúde está propondo, imagine o que acontece com os outros milhares e milhares de brasileiros que também possuem planos de saúde na mesma situação. A não compreensão de uma proposta desta natureza pode ter consequências muito sérias. Antes de tudo, no caso específico,era indispensável a comparação entre as coberturas do plano antigo e as oferecidas para sua adequação às regras da lei.
Como a correspondência realmente não apresentava as mudanças sugeridas de forma transparente, através da comparação de como o produto era e como ficava, telefonei para o desembargador e fiz uma série de perguntas sobre o plano antigo. Com base nelas, por eu conhecer a lei e a normatização específica para o caso, chegamos à conclusão de que a adaptação, ainda que encarecendo o plano, era interessante.
Mas há situações em que, por uma série de razões, é melhor ficar com o plano antigo. Então, para que eventuais mudanças de coberturas e preço, em nome de regulamentações da ANS, não acabem gerando problemas ou divergências ruins para todos, é indispensável que as operadoras de planos de saúde privados deixem o “juridiquês” e o “segurês” de lado. A melhor forma de comunicação é a simples e direta e mesmo ela nem sempre fica clara.
Antonio P. Mendonca
O Estado de S. Paulo, 06/12/2011
Faz poucos dias o desembargador Alceu Penteado, doTribunal de Justiça de São Paulo, com longa prática no trato com leis e contratos de todos os tipos,me telefonou pedindo se eu poderia auxiliá-lo com uma correspondência recebida de uma operadora de plano de saúde privado.
Solicitei a ele que me enviasse a correspondência e, não porque ela fosse clara, mas por conta de muitos anos de prática profissional lidando com os planos de saúde privados, entendi que se tratava de uma proposta de adequação de um plano antigo às disposições da Lei 8656/98, que regulamentou a matéria e padronizou os atendimentos mínimos a serem oferecidos pelas operadoras de planos de saúde aos seus clientes.
A Lei dos Planos de Saúde Privados é uma lei ruim, que vai sendo melhorada, dentro da capacidade normativa infralegal da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), visando a efetiva proteção do consumidor de um produto que se tornou indispensável para o equilíbriodaspolíticas sociais brasileiras. Por conta disto, ao longo do tempo, com erros e acertos, a ANS tem baixado normas para a operacionalização do sistema, dando parâmetros mínimos dentro dos quais as operadoras devem atuar.
Agora mesmo está para entrar em vigor regra para a manutenção de funcionários que deixam a antiga empregadora em plano de saúde similar, na operadora do plano de saúde para o qual ele, como funcionário da estipulante do plano, contribuía.
Ao longo do ano, a ANS baixou várias outras regras que exigiram a comunicação entre a operadora do plano de saúde e sua massa de clientes. É exatamente aí que, com base na correspondência encaminhada ao desembargador Alceu Penteado, fica claro que está faltando clareza nas informações prestadas por pelo menos algumas operadoras para os seus consumidores.
Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo é alguém familiarizado com termos técnico/jurídicos e com contratos em geral. Quando um deles– para ser exato, o próximo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo – não entende o que está escrito numa correspondência, que deveria ser a mais simples possível, propondo modificar parcialmente as condições de um plano de saúde,é porque,com certeza, o texto está mal redigido.
Nada que não aconteça regularmente nos mais variados campos da vida nacional, a começar pelas leis que nos regem e que invariavelmente têm uma redação no mínimo dúbia,quando não absolutamente contraditória.
O problema é que os planos de saúde privados atendem mais de 50 milhões de brasileiros, a imensa maioria deles sem a formação jurídica ou o conhecimento do idioma de um tarimbado desembargador. Se ele tem dificuldade para entender o que a operadora do plano de saúde está propondo, imagine o que acontece com os outros milhares e milhares de brasileiros que também possuem planos de saúde na mesma situação. A não compreensão de uma proposta desta natureza pode ter consequências muito sérias. Antes de tudo, no caso específico,era indispensável a comparação entre as coberturas do plano antigo e as oferecidas para sua adequação às regras da lei.
Como a correspondência realmente não apresentava as mudanças sugeridas de forma transparente, através da comparação de como o produto era e como ficava, telefonei para o desembargador e fiz uma série de perguntas sobre o plano antigo. Com base nelas, por eu conhecer a lei e a normatização específica para o caso, chegamos à conclusão de que a adaptação, ainda que encarecendo o plano, era interessante.
Mas há situações em que, por uma série de razões, é melhor ficar com o plano antigo. Então, para que eventuais mudanças de coberturas e preço, em nome de regulamentações da ANS, não acabem gerando problemas ou divergências ruins para todos, é indispensável que as operadoras de planos de saúde privados deixem o “juridiquês” e o “segurês” de lado. A melhor forma de comunicação é a simples e direta e mesmo ela nem sempre fica clara.
Antonio P. Mendonca
O Estado de S. Paulo, 06/12/2011
O DEVER DA CLAREZA
O filólogo Celso Cunha, responsável pela revisão do texto da Constituição de 1988, renunciou à tarefa, desapontado com a imprecisão e o barroquismo das proposições.
Em discurso pronunciado na Assembleia Constituinte em 20 de setembro de 1988, salientou:
“Estilisticamente, é uma Constituição sui generis, que parece duvidar da eficácia da lei. Deveria ser escrita na língua culta normal dos brasileiros – culta sem ser preciosa, normal sem ser vulgar”. Arrematou, parodiando o que Ortega y Gasset afirmara em relação à filosofia: “Clareza é a cortesia do legislador para com seu povo”.
Predicado do bom estilo, clareza é o que não contrapõe obstáculo ao pensamento, sem tomar em conta a complexidade e a sutileza do tema.
O que é claro não necessariamente é simples ou trivial, como assinala André Comte-Sponville, mas é uma indispensável cortesia aos que leem. Quando a clareza do enunciado implica repercussões sobre direitos e obrigações, então ela se torna crucial, assumindo caráter de dever para os que respondem pela enunciação.
A legislação tributária brasileira, muitas vezes, não prima pela clareza, em virtude da pretensão de confundir, ignorância ou falta de polidez do legislador.
Uma pérola da obscura linguagem tributária brasileira, como bem assinalaram os professores Eurico Di Santi e Isaías Coelho, é retratada no art. 150, § 1.º da Constituição:
“A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I; 153, I, II, IV e V; e 154, II; e à vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I; 153, I, II, III e V; e 154, II; nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I”.
O significado dessa norma é relativamente simples para os profissionais da área tributária, mas sua construção é um primor de hermetismo, com proliferação de remissões cruzadas, pontos e vírgulas – quase uma linguagem de máquina, para usar um vocabulário da informática.
A linguagem obscura se torna mais iníqua quando se inscreve no contexto de uma profusão de normas, decorrente de uma fúria legiferante que, no propósito de tudo controlar, nada controla. Serve bem, todavia, ao arbítrio, à prepotência e, não raro, à corrupção.
O Código Tributário Nacional (CTN) estabelece, no art. 212, que as administrações fiscais da União, dos Estados e municípios deverão consolidar, anualmente, as respectivas legislações tributárias. Os Fiscos, porém, desconhecem solenemente essa obrigação, no entendimento insubsistente de que se trata de norma meramente programática. Essa descortesia merece ser corrigida, por alteração no CTN, instituindo-se sanções, em caso de inobservância da regra.
As dúvidas dos contribuintes, ao menos em tese, deveriam ser respondidas prontamente pela administração fiscal. Mas não é assim que tem ocorrido. Consultas têm tido respostas lentas e, muitas vezes, pouco qualificadas, sem falar da abusiva alegação de ineficácia. Conheço casos tão estarrecedores, que poderiam ser incluídos em edição atualizada de O Processo, de Kafka.
Há rumores críveis de que se pretende tornar mais restritivo o instituto da consulta. Caso sejam procedentes, trata-se de verdadeiro atentado à dignidade do contribuinte, correspondendo a uma compensação torpe à ineficiência do Estado.
A combinação da abundância de normas, nem sequer consolidadas, com a inépcia no esclarecimento das dúvidas dos contribuintes representa um verdadeiro abuso de autoridade, por omissão.
Há também outra espécie de omissão que produz uma zona cinzenta, onde tudo é possível. É a que se opera no campo das leis com baixa densidade normativa, a exemplo da legislação aplicável a ágio e a dissimulação. Em ambos os casos, é tempo de rever a legislação, procedendo-se à eliminação das brechas fiscais e do potencial de litigiosidade.
As regras tributárias relativas a ágio foram construídas num momento histórico em que se pretendia incentivar a privatização de serviços de infraestrutura, sem que existissem muitos atrativos para inversões estrangeiras. Hoje, o contexto é completamente diferente, ainda que a privatização de determinados serviços públicos seja um processo inconcluso. Ao longo do tempo, essas regras se converteram tão somente em repulsivo instrumento de planejamento tributário abusivo.
Ainda que pendente de disciplinamento por lei ordinária, a regra estabelecida no art. 116, parágrafo único, do CTN, produziu um lamentável campo de batalhas entre o Fisco e o contribuinte. Institutos do Código Civil, como a fraude à lei ou abuso de forma, são transpostos para os procedimentos de fiscalização, sem que se reconheça a barreira fixada por aquela norma. É o pior dos mundos possíveis, em que se abrigam a arbitrariedade e a insegurança jurídica.
Legislações obscuras, omissões na divulgação de normas ou silêncio como resposta a consultas são vícios deploráveis, que demandam tipificação como infrações administrativas. Clareza, em verdade, integra o conceito de moralidade do Estado.
Everardo Maciel
6 de dezembro de 2011
Fonte: Valor Econômico
Em discurso pronunciado na Assembleia Constituinte em 20 de setembro de 1988, salientou:
“Estilisticamente, é uma Constituição sui generis, que parece duvidar da eficácia da lei. Deveria ser escrita na língua culta normal dos brasileiros – culta sem ser preciosa, normal sem ser vulgar”. Arrematou, parodiando o que Ortega y Gasset afirmara em relação à filosofia: “Clareza é a cortesia do legislador para com seu povo”.
Predicado do bom estilo, clareza é o que não contrapõe obstáculo ao pensamento, sem tomar em conta a complexidade e a sutileza do tema.
O que é claro não necessariamente é simples ou trivial, como assinala André Comte-Sponville, mas é uma indispensável cortesia aos que leem. Quando a clareza do enunciado implica repercussões sobre direitos e obrigações, então ela se torna crucial, assumindo caráter de dever para os que respondem pela enunciação.
A legislação tributária brasileira, muitas vezes, não prima pela clareza, em virtude da pretensão de confundir, ignorância ou falta de polidez do legislador.
Uma pérola da obscura linguagem tributária brasileira, como bem assinalaram os professores Eurico Di Santi e Isaías Coelho, é retratada no art. 150, § 1.º da Constituição:
“A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I; 153, I, II, IV e V; e 154, II; e à vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I; 153, I, II, III e V; e 154, II; nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I”.
O significado dessa norma é relativamente simples para os profissionais da área tributária, mas sua construção é um primor de hermetismo, com proliferação de remissões cruzadas, pontos e vírgulas – quase uma linguagem de máquina, para usar um vocabulário da informática.
A linguagem obscura se torna mais iníqua quando se inscreve no contexto de uma profusão de normas, decorrente de uma fúria legiferante que, no propósito de tudo controlar, nada controla. Serve bem, todavia, ao arbítrio, à prepotência e, não raro, à corrupção.
O Código Tributário Nacional (CTN) estabelece, no art. 212, que as administrações fiscais da União, dos Estados e municípios deverão consolidar, anualmente, as respectivas legislações tributárias. Os Fiscos, porém, desconhecem solenemente essa obrigação, no entendimento insubsistente de que se trata de norma meramente programática. Essa descortesia merece ser corrigida, por alteração no CTN, instituindo-se sanções, em caso de inobservância da regra.
As dúvidas dos contribuintes, ao menos em tese, deveriam ser respondidas prontamente pela administração fiscal. Mas não é assim que tem ocorrido. Consultas têm tido respostas lentas e, muitas vezes, pouco qualificadas, sem falar da abusiva alegação de ineficácia. Conheço casos tão estarrecedores, que poderiam ser incluídos em edição atualizada de O Processo, de Kafka.
Há rumores críveis de que se pretende tornar mais restritivo o instituto da consulta. Caso sejam procedentes, trata-se de verdadeiro atentado à dignidade do contribuinte, correspondendo a uma compensação torpe à ineficiência do Estado.
A combinação da abundância de normas, nem sequer consolidadas, com a inépcia no esclarecimento das dúvidas dos contribuintes representa um verdadeiro abuso de autoridade, por omissão.
Há também outra espécie de omissão que produz uma zona cinzenta, onde tudo é possível. É a que se opera no campo das leis com baixa densidade normativa, a exemplo da legislação aplicável a ágio e a dissimulação. Em ambos os casos, é tempo de rever a legislação, procedendo-se à eliminação das brechas fiscais e do potencial de litigiosidade.
As regras tributárias relativas a ágio foram construídas num momento histórico em que se pretendia incentivar a privatização de serviços de infraestrutura, sem que existissem muitos atrativos para inversões estrangeiras. Hoje, o contexto é completamente diferente, ainda que a privatização de determinados serviços públicos seja um processo inconcluso. Ao longo do tempo, essas regras se converteram tão somente em repulsivo instrumento de planejamento tributário abusivo.
Ainda que pendente de disciplinamento por lei ordinária, a regra estabelecida no art. 116, parágrafo único, do CTN, produziu um lamentável campo de batalhas entre o Fisco e o contribuinte. Institutos do Código Civil, como a fraude à lei ou abuso de forma, são transpostos para os procedimentos de fiscalização, sem que se reconheça a barreira fixada por aquela norma. É o pior dos mundos possíveis, em que se abrigam a arbitrariedade e a insegurança jurídica.
Legislações obscuras, omissões na divulgação de normas ou silêncio como resposta a consultas são vícios deploráveis, que demandam tipificação como infrações administrativas. Clareza, em verdade, integra o conceito de moralidade do Estado.
Everardo Maciel
6 de dezembro de 2011
Fonte: Valor Econômico
O QUE MOSTRA A PESQUISA GPP-DEM NACIONAL ? DÊ A SUA OPINIÃO!
RESUMO DA PESQUISA GPP-DEM NACIONAL, REALIZADA NOS DIAS 20 e 21 DE AGOSTO DE 2011, COM 2.000 ENTREVISTADOS DE TODAS AS REGIÕES DO BRASIL.
1. Otimismo
O clima ainda é de otimismo, herdado do final do governo Lula. Em 2007, eram 31,1% os que diziam “vivem hoje muito melhor que seus pais”. Agora são 43,4%. O mesmo em relação ao futuro. Em 2007 eram 39,6% que diziam que seus filhos “vão viver melhor que eles hoje”. Agora são 49,6%.
2. Pensando em você e sua família, qual seu medo em relação ao futuro?
39,1% Violência e Drogas
9,6% Desemprego
8,5% Problemas econômicos (inflação, endividamento…)
5,2% Corrupção e desonestidade
4,8% Miséria e pobreza
3. Pensando no futuro, você diria que o Brasil:
Está no caminho certo – 47,8%
Está no caminho errado – 36,3%
Não sabe – 15,9%
Esses 36% mostram que há mais otimismo pessoal que em relação ao país. As razões que fazem acreditar que o país está no caminho errado são:
Corrupção – 39,2%
Violência – 17,7%
Maus governantes – 14,9%
Pobreza – 8,3%
Saúde – 7,9%
4. Internet.
57,4% dizem que têm computador em casa. 41% acessam a internet em casa (lembre que às vezes o computador é do filho e a pessoa entrevistada não acessa). 62,5% daqueles que costumam acessar a internet o fazem todo dia ou quase todos os dias. Ou seja, 26% dos eleitores têm computador em casa e acessa todos os dias. De todos os que costumam acessar a internet em qualquer lugar, ou 53,6%, são 79,3% os que participam de redes sociais, ou 42,5%. Só 12,1% discutiram sobre o voto na eleição de 2010. Esse número parece baixo, mas na verdade os que participam desse debate sempre, fora das eleições, não estão incluídos nesses 12,1%.
5. Valores
51,2% são contra casamento de pessoas do mesmo sexo (Em 2007 eram 56,8%)
77,2% são contra a legalização do aborto (eram 73,3%);
81,4% são contra a liberação da maconha (eram 80%)
45,4% são contra a pena de morte e 49,5% contra
90% são a favor de reduzir idade penal para 16 anos
79,7% são a favor de aula de religião nas escolas públicas
70,6% são contra o governo controlar a imprensa
69,5% são a favor da liberdade total de imprensa
36,8% são contra cotas nas universidades (3,6% são a favor para negros e 50,3% são a favor para pobres independente da cor)
6. Estado e Mercado: o Governo deve reestatizar a Vale e Telecomunicações?
45,2% a favor
39,2% contra
Privatização de mais empresas públicas: contra 48,7% e a favor 37,1%
Governo intervir o menos possível na sociedade: a favor 40,1% e contra 45,9%.
7. Assim, o “Partido Político” do eleitor brasileiro é aquele que defende Valores Conservadores e quer mais Estado na economia.
8. Governo. Avaliações de Dilma antes de tratar dos problemas e das funções de governo:
Governo Dilma está no caminho certo – 55,3%
Governo Dilma está no caminho errado – 25,3%
Avaliação Dilma – ótimo/bom: 42,7%
62,7% acham que governo Dilma ainda vai melhorar
17,9% acham que vai piorar
66,3% têm imagem positiva de Dilma e 24,3% negativa
61,7% acham que Lula acertou na escolha de Dilma e 26,9% que errou
9. Avaliação das funções do governo Dilma.
Os Institutos de Pesquisa perguntam sempre sobre as funções de governo. Mas as perguntas vêm soltas sem vinculação. O GPP vinculou as perguntas a Dilma. Dando nota de 0 a 10. “Como você avalia o GOVERNO DILMA na área de ____?”
Em seguida apenas as notas de 7 a 10, o que significa bom/ótimo:
Economia 29,7%
Saúde 13,6%
Educação 18,3%
Segurança 10,8%
Programas para os mais pobres 35,3%
Estradas, portos e aeroportos 17,1%
Combate a Corrupção 17,5%
Combate a Inflação 18,2%
10. Depois dessas respostas se refez a pergunta de avaliação de Dilma. A porcentagem de bom/ótimo foi de 33%. No início a pergunta foi solta, desvinculada, e Dilma teve 42%.
11. “Se o governo Dilma vier a ser um fracasso, você diria que o maior responsável seria”:
Dilma e sua equipe – 39,6%
Ex-presidente Lula, que a indicou – 12%
PT e sua forma de governar – 13,9%
Partidos da base aliada do governo – 12,2%
Partidos de oposição ao governo – 10,4%
12. “Como você avalia o nível de corrupção no governo Dilma. Você diria que está”:
Muito alto/alto – 44,5%
Moderado – 39,4%
Baixo – 7,3%
Não existe corrupção – 1,3%
Só para quem respondeu muito alto/alto: “Quem é, na sua opinião, o maior responsável por tanta corrupção?”
Dilma e sua equipe – 11,6%
Herdando do governo Lula – 8,7%
PT e sua forma de governar – 9%
Somando os três temos – 29,3%
Partidos da base aliada do governo – 7,8%
Políticos em geral – 58,8%
13. Esquerda/Centro/Direita
Praticamente metade do eleitorado não sabe localizar os partidos entre esquerda, centro e direita. Só o PT fica abaixo dos 50% dos que não sabem responder. Mas, assim mesmo, com 39,1%. Porcentagem dos que avaliaram os partidos como de Direita:
PT 18,2%
PSDB 18,7%
DEM 18,2%
PMDB 21,7%
PDT 13,9%
PSB 13,5%
Esquerda:
PT 29,3%
PDT 18,4%
PSB 17,2%
PSDB 15,1%
DEM 14,5%
PMDB 13,6%.
14. Escândalo político que o deixou mais indignado:
Não lembram\não responderam – 34,8%
Mensalão – 27,1%
Corrupção no governo, transportes… – 7,1%
Dinheiro na cueca – 5,7%
Governo Collor (confisco da poupança)- 5,2%
Palocci – 4,2%
15. Das opções listadas o que impede o Brasil de crescer:
Corrupção e impunidade – 41,3%
Impostos altos – 28,5%
Aumento da Inflação – 8,1%
Falta de obras públicas – 8%
Falta de mão de obra qualificada – 6,6%
16. Partidos 1. Não conhece ou não sabe avaliar o:
PT – 27,4%
PMDB – 45,3%
PSDB – 50%
PSB – 69%
DEM – 73,4%
PP – 77,7%
17. Partidos 2.
77,6% acham que os partidos políticos são importantes para o país
20% acham que não
Na hora de votar você leva em conta:
O candidato – 38,2%
O candidato e o partido – 33,3%
Mais o candidato e pouco o partido – 17,6%
Mais o partido e pouco o candidato – 5,4%
Somente o partido – 2,7%
18. Partidos 3.
91,4% não são filiados a partido político
5,8% são filiados
2,8% pensam em se filiar
Desses 5,8% que são filiados:
30,1% PT
18,3% PMDB
10,7% PSDB
9,3% PC do B
5,6% PSB
2,9% DEM
Dos 2,8% que pensam em se filiar num partido:
46,5% pensam no PT
17% no PSDB
16,6% no PMDB
0,8% no DEM
10,4% sabem que o antigo nome do DEM era PFL
19. Temas:
92,1% nunca ouviram falar na Emenda 29 e só 1,6% é a favor
19,2% são beneficiários do bolsa família.
20. Auto-Percepção social
4,3% se dizem de classe alta
36,7% de classe-média
34,2% de classe média-baixa
22,7% de classe baixa.
21. Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para presidente da república?
Dilma – 42,8%
Um candidato da oposição – 42,5%
1. Otimismo
O clima ainda é de otimismo, herdado do final do governo Lula. Em 2007, eram 31,1% os que diziam “vivem hoje muito melhor que seus pais”. Agora são 43,4%. O mesmo em relação ao futuro. Em 2007 eram 39,6% que diziam que seus filhos “vão viver melhor que eles hoje”. Agora são 49,6%.
2. Pensando em você e sua família, qual seu medo em relação ao futuro?
39,1% Violência e Drogas
9,6% Desemprego
8,5% Problemas econômicos (inflação, endividamento…)
5,2% Corrupção e desonestidade
4,8% Miséria e pobreza
3. Pensando no futuro, você diria que o Brasil:
Está no caminho certo – 47,8%
Está no caminho errado – 36,3%
Não sabe – 15,9%
Esses 36% mostram que há mais otimismo pessoal que em relação ao país. As razões que fazem acreditar que o país está no caminho errado são:
Corrupção – 39,2%
Violência – 17,7%
Maus governantes – 14,9%
Pobreza – 8,3%
Saúde – 7,9%
4. Internet.
57,4% dizem que têm computador em casa. 41% acessam a internet em casa (lembre que às vezes o computador é do filho e a pessoa entrevistada não acessa). 62,5% daqueles que costumam acessar a internet o fazem todo dia ou quase todos os dias. Ou seja, 26% dos eleitores têm computador em casa e acessa todos os dias. De todos os que costumam acessar a internet em qualquer lugar, ou 53,6%, são 79,3% os que participam de redes sociais, ou 42,5%. Só 12,1% discutiram sobre o voto na eleição de 2010. Esse número parece baixo, mas na verdade os que participam desse debate sempre, fora das eleições, não estão incluídos nesses 12,1%.
5. Valores
51,2% são contra casamento de pessoas do mesmo sexo (Em 2007 eram 56,8%)
77,2% são contra a legalização do aborto (eram 73,3%);
81,4% são contra a liberação da maconha (eram 80%)
45,4% são contra a pena de morte e 49,5% contra
90% são a favor de reduzir idade penal para 16 anos
79,7% são a favor de aula de religião nas escolas públicas
70,6% são contra o governo controlar a imprensa
69,5% são a favor da liberdade total de imprensa
36,8% são contra cotas nas universidades (3,6% são a favor para negros e 50,3% são a favor para pobres independente da cor)
6. Estado e Mercado: o Governo deve reestatizar a Vale e Telecomunicações?
45,2% a favor
39,2% contra
Privatização de mais empresas públicas: contra 48,7% e a favor 37,1%
Governo intervir o menos possível na sociedade: a favor 40,1% e contra 45,9%.
7. Assim, o “Partido Político” do eleitor brasileiro é aquele que defende Valores Conservadores e quer mais Estado na economia.
8. Governo. Avaliações de Dilma antes de tratar dos problemas e das funções de governo:
Governo Dilma está no caminho certo – 55,3%
Governo Dilma está no caminho errado – 25,3%
Avaliação Dilma – ótimo/bom: 42,7%
62,7% acham que governo Dilma ainda vai melhorar
17,9% acham que vai piorar
66,3% têm imagem positiva de Dilma e 24,3% negativa
61,7% acham que Lula acertou na escolha de Dilma e 26,9% que errou
9. Avaliação das funções do governo Dilma.
Os Institutos de Pesquisa perguntam sempre sobre as funções de governo. Mas as perguntas vêm soltas sem vinculação. O GPP vinculou as perguntas a Dilma. Dando nota de 0 a 10. “Como você avalia o GOVERNO DILMA na área de ____?”
Em seguida apenas as notas de 7 a 10, o que significa bom/ótimo:
Economia 29,7%
Saúde 13,6%
Educação 18,3%
Segurança 10,8%
Programas para os mais pobres 35,3%
Estradas, portos e aeroportos 17,1%
Combate a Corrupção 17,5%
Combate a Inflação 18,2%
10. Depois dessas respostas se refez a pergunta de avaliação de Dilma. A porcentagem de bom/ótimo foi de 33%. No início a pergunta foi solta, desvinculada, e Dilma teve 42%.
11. “Se o governo Dilma vier a ser um fracasso, você diria que o maior responsável seria”:
Dilma e sua equipe – 39,6%
Ex-presidente Lula, que a indicou – 12%
PT e sua forma de governar – 13,9%
Partidos da base aliada do governo – 12,2%
Partidos de oposição ao governo – 10,4%
12. “Como você avalia o nível de corrupção no governo Dilma. Você diria que está”:
Muito alto/alto – 44,5%
Moderado – 39,4%
Baixo – 7,3%
Não existe corrupção – 1,3%
Só para quem respondeu muito alto/alto: “Quem é, na sua opinião, o maior responsável por tanta corrupção?”
Dilma e sua equipe – 11,6%
Herdando do governo Lula – 8,7%
PT e sua forma de governar – 9%
Somando os três temos – 29,3%
Partidos da base aliada do governo – 7,8%
Políticos em geral – 58,8%
13. Esquerda/Centro/Direita
Praticamente metade do eleitorado não sabe localizar os partidos entre esquerda, centro e direita. Só o PT fica abaixo dos 50% dos que não sabem responder. Mas, assim mesmo, com 39,1%. Porcentagem dos que avaliaram os partidos como de Direita:
PT 18,2%
PSDB 18,7%
DEM 18,2%
PMDB 21,7%
PDT 13,9%
PSB 13,5%
Esquerda:
PT 29,3%
PDT 18,4%
PSB 17,2%
PSDB 15,1%
DEM 14,5%
PMDB 13,6%.
14. Escândalo político que o deixou mais indignado:
Não lembram\não responderam – 34,8%
Mensalão – 27,1%
Corrupção no governo, transportes… – 7,1%
Dinheiro na cueca – 5,7%
Governo Collor (confisco da poupança)- 5,2%
Palocci – 4,2%
15. Das opções listadas o que impede o Brasil de crescer:
Corrupção e impunidade – 41,3%
Impostos altos – 28,5%
Aumento da Inflação – 8,1%
Falta de obras públicas – 8%
Falta de mão de obra qualificada – 6,6%
16. Partidos 1. Não conhece ou não sabe avaliar o:
PT – 27,4%
PMDB – 45,3%
PSDB – 50%
PSB – 69%
DEM – 73,4%
PP – 77,7%
17. Partidos 2.
77,6% acham que os partidos políticos são importantes para o país
20% acham que não
Na hora de votar você leva em conta:
O candidato – 38,2%
O candidato e o partido – 33,3%
Mais o candidato e pouco o partido – 17,6%
Mais o partido e pouco o candidato – 5,4%
Somente o partido – 2,7%
18. Partidos 3.
91,4% não são filiados a partido político
5,8% são filiados
2,8% pensam em se filiar
Desses 5,8% que são filiados:
30,1% PT
18,3% PMDB
10,7% PSDB
9,3% PC do B
5,6% PSB
2,9% DEM
Dos 2,8% que pensam em se filiar num partido:
46,5% pensam no PT
17% no PSDB
16,6% no PMDB
0,8% no DEM
10,4% sabem que o antigo nome do DEM era PFL
19. Temas:
92,1% nunca ouviram falar na Emenda 29 e só 1,6% é a favor
19,2% são beneficiários do bolsa família.
20. Auto-Percepção social
4,3% se dizem de classe alta
36,7% de classe-média
34,2% de classe média-baixa
22,7% de classe baixa.
21. Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para presidente da república?
Dilma – 42,8%
Um candidato da oposição – 42,5%
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
ESCÂNDALO NO PANAMERICANO RONDA O MINISTRO MANTEGA
Emails em poder da PF revelam pressão do ministro da Fazenda para indicar um preposto no banco; nota numa coluna política revela que o homem mais poderoso de Brasília pode deixar o governo; há sinais de fumaça na área econômica
Foto: CELSO JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO_Divulgação
Até agora, a faxina ministerial da presidente Dilma Rousseff já fez sete vítimas – Antônio Palocci, Alfredo Nascimento, Nelson Jobim, Pedro Novais, Wagner Rossi, Orlando Silva e Carlos Lupi.
Todos esses foram substituídos sem maiores tremores.
Só que, nos últimos dias, começaram a surgir sinais de fumaça na área mais estratégica do governo: o Ministério da Fazenda. Sim, o ministro Guido Mantega, também pode estar ameaçado. Basta juntar alguns fatos recentes para identificar que há algo estranho no ar.
A eles:
(1) A Folha de S. Paulo que chega às bancas neste domingo, mais uma vez, revela a interferência de Mantega na operação que fez com que a Caixa Econômica Federal investisse R$ 739,3 milhões na compra do Panamericano.
A operação foi conduzida pelo braço de Mantega na Caixa, o vice-presidente Marcio Percival.
E segundo um email publicado pela Folha, Mantega pressionou o Panamericano para que seu pupilo Demian Fiocca fosse indicado para o banco.
Fiocca foi um nome levado por Mantega para a presidência do BNDES, no governo Lula, e também para uma diretoria da Vale.
De acordo com a reportagem da Folha, a Caixa soube dos problemas do Panamericano antes de comprá-lo.
E um email em poder da PF, dirigido por Rafael Palladino, ex-presidente do Panamericano, a Luiz Sandoval, que era braço direito de Silvio Santos, revela a pressão por Fiocca.
(2) Na sexta-feira, o jornalista Claudio Humberto, um dos mais influentes de Brasília, com uma coluna reproduzida em mais de uma dezena de jornais, informou que o ministro Guido Mantega vive um dilema.
Pensa em sair do governo em janeiro, porque sua esposa estaria enfrentando graves problemas de saúde.
Quem leu, entendeu de outra maneira. Foi uma mensagem cifrada para que Guido saia do governo pela porta da frente – e não pela porta dos fundos.
(3) Aqui mesmo, no 247, nosso colunista Arthur Virgílio publicou um artigo sobre o temor do mercado financeiro em relação a algum possível escândalo que atinja uma figura proeminente da área econômica. Essa figura se chama Guido Mantega.
Guido Mantega está na alça de mira dos adversários por uma série de razões.
Num governo centralizador e sem um núcleo duro, ele foi ocupando espaços, embora seja visto, erroneamente, como um ministro sem ambições.
Guido hoje tem grande influência no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, no BNDES e no Banco do Nordeste.
É o “fraco” mais forte que o Brasil já conheceu.
Além disso, a queda do ministro Antonio Palocci deixou sequelas. A ala paloccista do PT atribui ao chefe da Fazenda as denúncias que derrubaram o ex-ministro da Casa Civil – o que envolveu até uma quebra de sigilo fiscal.
O ponto mais sensível para o ministro Mantega talvez seja o caso Panamericano.
A Caixa Econômica Federal alega que foi vítima de uma fraude.
Mas o fato concreto é que o governo socorreu duplamente o banco de Sílvio Santos –primeiro por meio da Caixa, depois com o Fundo Garantidor de Crédito.
Dois executivos indicados por Mantega, Marcio Percival e Marcos Vasconcelos, egressos da Unicamp, já foram convocados pela Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados para explicar o caso Panamericano.
Agora, terão também de dizer porque a Caixa investiu R$ 739 milhões no banco já tendo ciência de problemas internos.
05 de Dezembro de 2011
Foto: CELSO JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO_Divulgação
Até agora, a faxina ministerial da presidente Dilma Rousseff já fez sete vítimas – Antônio Palocci, Alfredo Nascimento, Nelson Jobim, Pedro Novais, Wagner Rossi, Orlando Silva e Carlos Lupi.
Todos esses foram substituídos sem maiores tremores.
Só que, nos últimos dias, começaram a surgir sinais de fumaça na área mais estratégica do governo: o Ministério da Fazenda. Sim, o ministro Guido Mantega, também pode estar ameaçado. Basta juntar alguns fatos recentes para identificar que há algo estranho no ar.
A eles:
(1) A Folha de S. Paulo que chega às bancas neste domingo, mais uma vez, revela a interferência de Mantega na operação que fez com que a Caixa Econômica Federal investisse R$ 739,3 milhões na compra do Panamericano.
A operação foi conduzida pelo braço de Mantega na Caixa, o vice-presidente Marcio Percival.
E segundo um email publicado pela Folha, Mantega pressionou o Panamericano para que seu pupilo Demian Fiocca fosse indicado para o banco.
Fiocca foi um nome levado por Mantega para a presidência do BNDES, no governo Lula, e também para uma diretoria da Vale.
De acordo com a reportagem da Folha, a Caixa soube dos problemas do Panamericano antes de comprá-lo.
E um email em poder da PF, dirigido por Rafael Palladino, ex-presidente do Panamericano, a Luiz Sandoval, que era braço direito de Silvio Santos, revela a pressão por Fiocca.
(2) Na sexta-feira, o jornalista Claudio Humberto, um dos mais influentes de Brasília, com uma coluna reproduzida em mais de uma dezena de jornais, informou que o ministro Guido Mantega vive um dilema.
Pensa em sair do governo em janeiro, porque sua esposa estaria enfrentando graves problemas de saúde.
Quem leu, entendeu de outra maneira. Foi uma mensagem cifrada para que Guido saia do governo pela porta da frente – e não pela porta dos fundos.
(3) Aqui mesmo, no 247, nosso colunista Arthur Virgílio publicou um artigo sobre o temor do mercado financeiro em relação a algum possível escândalo que atinja uma figura proeminente da área econômica. Essa figura se chama Guido Mantega.
Guido Mantega está na alça de mira dos adversários por uma série de razões.
Num governo centralizador e sem um núcleo duro, ele foi ocupando espaços, embora seja visto, erroneamente, como um ministro sem ambições.
Guido hoje tem grande influência no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, no BNDES e no Banco do Nordeste.
É o “fraco” mais forte que o Brasil já conheceu.
Além disso, a queda do ministro Antonio Palocci deixou sequelas. A ala paloccista do PT atribui ao chefe da Fazenda as denúncias que derrubaram o ex-ministro da Casa Civil – o que envolveu até uma quebra de sigilo fiscal.
O ponto mais sensível para o ministro Mantega talvez seja o caso Panamericano.
A Caixa Econômica Federal alega que foi vítima de uma fraude.
Mas o fato concreto é que o governo socorreu duplamente o banco de Sílvio Santos –primeiro por meio da Caixa, depois com o Fundo Garantidor de Crédito.
Dois executivos indicados por Mantega, Marcio Percival e Marcos Vasconcelos, egressos da Unicamp, já foram convocados pela Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados para explicar o caso Panamericano.
Agora, terão também de dizer porque a Caixa investiu R$ 739 milhões no banco já tendo ciência de problemas internos.
05 de Dezembro de 2011
PULO DO GATO NA CABEÇA DO CACHORRO
Uma combinação inteligente de energia solar e pequenas hidrelétricas ajudaria a estratégica região amazônica no desafio da defesa nacional
Fernando Gabeira, SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AM
Presença armada. Exército e FAB patrulham a área, mas conexão de internet não existe e jovens vão às lan houses só para jogos virtuais
A Cabeça do Cachorro, uma região do extremo noroeste do Brasil, tem esse nome por causa de sua forma no mapa. Com 200 quilômetros quadrados, duas fronteiras (Colômbia e Venezuela), 23 etnias e quatro idiomas, é uma complexa área da selva amazônica diante da qual uma frase nos conforta: o Exército e a FAB cuidam.
Quem se arrisca a verificar in loco, pagando o equivalente a uma viagem à Europa, descobre algo que o Complexo do Alemão, no Rio, e as favelas de Porto Príncipe revelam: a realidade é complexa demais para se resolver apenas com soldados armados.
Ao chegar a São Gabriel da Cachoeira (AM), a cidade mais importante da região, quem tentar usar os banheiros do aeroporto, recua diante do cheiro insuportável. Quem administra esse aeroporto?, é a pergunta que vem à cabeça. Ninguém, responde o agente da PF que faz plantão em dias de voo. Aeronáutica, Infraero e prefeitura disputam a primazia. Como ninguém venceu, ninguém se instalou.
O cenário é deslumbrante. Banhada pelo Rio Negro, principal personagem da Cabeça do Cachorro, São Gabriel, com praias de branquíssimas areias, poderia ser um polo turístico. Mas os vários pontos de deságue do esgoto no Rio Negro mostram que ainda se está muito longe desse sonho.
Com 40 mil habitantes, sede da Brigada de Infantaria de Selva, São Gabriel não se comunica. A conexão de internet não existe, embora as lan houses estejam sempre cheias de adolescentes. Elas servem apenas para os jogos virtuais e são envoltas numa penumbra de inferninho.
A única conexão telefônica é pela Tim, assim mesmo, de vez em quando, em certos lugares. É precisamente nessa peleja para se comunicar que o visitante descobre uma realidade maior: o apagão.
Energia e conexão não se resolvem com a presença armada. O Brasil gastou R$ 1,4 bilhão para instalar o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), baseado num supercomputador, radares e aviões de patrulha. Mas de que adianta esse aparato no ar se, no solo, não há conexão?
Sede da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, transferida de Niterói para a Amazônia, São Gabriel não é uma ilha isolada. Os militares se comunicam e os telefones fixos funcionam. Mas é muito pouco para a mais importante cidade de uma região de floresta que faz fronteira com dois países, um deles a Colômbia, que vive, ao mesmo tempo, uma luta contra a guerrilha das Farc e o tráfico de drogas - e os dois juntos em algumas regiões.
D. Marta, cozinheira do pequeno restaurante Íris, na beira do Negro, encerra seu expediente às 15 horas, religiosamente. Ela não pode faltar às aulas de informática que começam quando fecha o restaurante. Assim como ela, centenas de pessoas em São Gabriel aprendem a informática para usá-la na chegada da plena conexão.
A posição estratégica e a vontade das pessoas justificam a transformação de São Gabriel numa cidade inteligente, o primeiro pulo do gato que o século 21 oferece a uma região que precisa não só crescer, mas responder com eficácia às necessidades de defesa nacional.
Um projeto de informatização da Cabeça do Cachorro não custa mais que a reforma do Maracanã. E mesmo se ultrapassar R$ 1 bilhão, seus ganhos a longo prazo são muito maiores. O único, e, por enquanto, intransponível, obstáculo é político. Que candidato teria condições, diante das massas metropolitanas, de afirmar a primazia do controle da Amazônia sobre a Copa do Mundo?
Ainda assim, existe um outro obstáculo, quando se pensa na alternativa de cooperação estrangeira: o argumento da soberania nacional. Mas o próprio Sivam, comprado com muito custo, dependeu da tecnologia estrangeira.
O Brasil tem sete postos de fronteira na região da Cabeça do Cachorro. De um modo geral, são comandados por um tenente e mantêm boas relações com as comunidades indígenas. Acontece que a presença do Exército o tornou uma espécie de símbolo do governo. Há momentos em que os postos não podem compartilhar a energia com os índios.
São os mais difíceis. A comunidade indígena trata o Exército como se tivesse falhado na tarefa de levar melhorias para aquela área do Brasil. Nem sempre é possível produzir energia excedente nos postos. Além disso, a FAB não transporta botijões de gás.
Eles sobem em barcos o Rio Negro e, em certos percursos, precisam superar nove cachoeiras para alcançar seu destino. O motor é destacado do barco e ambos são carregados nas costas por trilhas na selva. É outro ponto frágil não só da economia como da própria segurança.
O século 21 oferece o segundo pulo do gato para a Cabeça do Cachorro: uma combinação de energia solar com pequenas hidrelétricas. Há algumas experiências com energia solar na região. Não foram bem porque não se pensou em treinar gente para manutenção. Há chuva diária e a Cabeça do Cachorro é uma região de muitos raios. Mas não é algo intransponível em termos técnicos.
De novo, a questão dos recursos. Quem veio de Pequim após a reunião dos emergentes em novembro constatou que a China deu passos gigantescos na energia solar. O adjetivo não se refere à quantidade, porque na China tudo se faz com grandes números. É que os chineses conseguem produzir uma energia solar muito mais barata do que nos primórdios do uso dessa fonte.
Soja por energia solar seria uma boa barganha.
Mas ainda assim, os problemas da Cabeça do Cachorro, não estariam de todo resolvidos. A saúde vive um caos, apesar da presença de um hospital administrado pelo Exército, em São Gabriel. Já o visitei em viagem oficial. Desta vez, cheguei sem comunicar com antecedência.
É limpo, relativamente bem equipado e eficaz. No entanto, faltam especialistas e uma remoção de emergência custa R$ 30 mil. Quem pagaria isso? Na hora da emergência, há um jogo de empurra. A prefeitura de São Gabriel vive numa inadimplência radical.
Segundo os moradores, o prefeito Pedro Garcia (PT-AM) não tem crédito nem para viajar de barco para Manaus. O hospital não opera cabeça ou coração. A existência de uma boa conexão de internet e um treinamento de seus cirurgiões poderiam abrir novas perspectivas, de intervenções monitoradas a distância.
Noventa por cento dos moradores de São Gabriel são indígenas. Têm grandes dificuldades de sobrevivência. O Rio Negro é bonito, mas suas águas são ácidas. A agricultura, basicamente centrada na mandioca, é pobre. Há poucos peixes e eles se refugiam nos igapós, florestas alagadas que lhes dão alimentos. Abundantes, para comer, só as formigas, bastante valorizadas nos pratos típicos.
As várias etnias da região conseguiram fundar uma Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Com o Instituto Socioambiental (ISA) e com uma pequena ajuda da Noruega e da Áustria, montaram uma rede de desenvolvimento sustentável ao longo do rio.
Não são boas as lembranças históricas. Os índios eram capturados pelos colonizadores e forçados a descer o rio desde o século 18. No período da exploração da borracha, de novo, foram capturados como mão de obra. Hoje, cerca de 4 mil famílias, mais de 10% da população, recebem o Bolsa Família. Mas o dinheiro adianta pouco, pois se gasta tudo numa viagem de barco à cidade para receber o benefício.
Os aposentados costumam se unir para reduzir os custos de viagem. Ainda assim há comerciantes que têm uma caixa de sapato cheia de cartões do Bolsa Família. É a forma que as pessoas têm para comprar algo, suprimindo o preço da viagem de barco.
Uma saída econômica para a região não é fácil. Mas o século 21 também oferece um pulo do gato: a biotecnologia. O nível de pesquisa brasileira na região é muito pequeno. Uma linguista que estuda os principais idiomas falados no Rio Negro fez um longo artigo sobre o tema e entregou à revista da Funai. Passaram-se quatro anos e ela não viu seu artigo impresso. Hoje escreve direto em inglês e publica no exterior.
Soldados índios
O Exército brasileiro é forte na região porque soube combinar a ciência militar clássica com o conhecimento local dos nativos. Os soldados, na maioria, são índios.
De um ponto de vista de guerra de guerrilha, o País está pronto. Mas hoje, com os recursos disponíveis, a própria guerra de guerrilha se tornou muito mais sofisticada. Um soldado do Rio de Janeiro que serviu dois anos em Cucuí, onde o Rio Negro divide Brasil, Colômbia e Venezuela, revelou como é difícil a luta contra o tráfico de drogas:
“Temos uns óculos especiais para monitorar o rio de noite.
Quem passa com mais de 200 litros de gasolina, o limite permitido por pessoa, de um modo geral trabalha para as refinarias de coca. Mas quem passa com a droga sabe onde estamos, desembarca, abre uma trilha na selva e embarca de novo, um ou dois quilômetros abaixo”.
Os soldados venezuelanos têm uma boa relação com o posto. De vez em quando aparecem para usar a geladeira dos brasileiros, que, dentro de casa, têm um conforto razoável para a região.
Mas o que impressionou o soldado carioca foi a superioridade em equipamentos do Exército colombiano. Isso se deve a dois fatores: a presença das Farc e a ajuda americana.
“Quando os soldados colombianos descem o rio nas suas voadeiras” - relata o soldado carioca -“eu pergunto: o que é isso, meu irmão? São barcos incríveis, com metralhadoras Magnum apontadas para as margens do rio. Sempre tocam uma sirene avisando que sua missão é de paz.”
Não era preciso vir à Cabeça do Cachorro para compreender que soldados armados não bastam. A Amazônia, no momento, é o ponto escolhido dos haitianos para se refugiar depois do terremoto de janeiro de 2010. Entram em Brasileia, no Acre, Tabatinga, no Amazonas, sempre pelas fronteiras do Peru e da Bolívia.
Hoje há tantos haitianos na Amazônia quanto soldados brasileiros em Porto Príncipe. Ironicamente, os problemas que as armas não resolvem lá acabam se transferindo para a Amazônia, onde o mesmo enigma nos desafia: problemas muito amplos para resolver apenas com armas.
O ESTADO DE SÃO PAULO/montedo.com
(Colaborou: Kerencya)
Fernando Gabeira, SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AM
Presença armada. Exército e FAB patrulham a área, mas conexão de internet não existe e jovens vão às lan houses só para jogos virtuais
A Cabeça do Cachorro, uma região do extremo noroeste do Brasil, tem esse nome por causa de sua forma no mapa. Com 200 quilômetros quadrados, duas fronteiras (Colômbia e Venezuela), 23 etnias e quatro idiomas, é uma complexa área da selva amazônica diante da qual uma frase nos conforta: o Exército e a FAB cuidam.
Quem se arrisca a verificar in loco, pagando o equivalente a uma viagem à Europa, descobre algo que o Complexo do Alemão, no Rio, e as favelas de Porto Príncipe revelam: a realidade é complexa demais para se resolver apenas com soldados armados.
Ao chegar a São Gabriel da Cachoeira (AM), a cidade mais importante da região, quem tentar usar os banheiros do aeroporto, recua diante do cheiro insuportável. Quem administra esse aeroporto?, é a pergunta que vem à cabeça. Ninguém, responde o agente da PF que faz plantão em dias de voo. Aeronáutica, Infraero e prefeitura disputam a primazia. Como ninguém venceu, ninguém se instalou.
O cenário é deslumbrante. Banhada pelo Rio Negro, principal personagem da Cabeça do Cachorro, São Gabriel, com praias de branquíssimas areias, poderia ser um polo turístico. Mas os vários pontos de deságue do esgoto no Rio Negro mostram que ainda se está muito longe desse sonho.
Com 40 mil habitantes, sede da Brigada de Infantaria de Selva, São Gabriel não se comunica. A conexão de internet não existe, embora as lan houses estejam sempre cheias de adolescentes. Elas servem apenas para os jogos virtuais e são envoltas numa penumbra de inferninho.
A única conexão telefônica é pela Tim, assim mesmo, de vez em quando, em certos lugares. É precisamente nessa peleja para se comunicar que o visitante descobre uma realidade maior: o apagão.
Energia e conexão não se resolvem com a presença armada. O Brasil gastou R$ 1,4 bilhão para instalar o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), baseado num supercomputador, radares e aviões de patrulha. Mas de que adianta esse aparato no ar se, no solo, não há conexão?
Sede da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, transferida de Niterói para a Amazônia, São Gabriel não é uma ilha isolada. Os militares se comunicam e os telefones fixos funcionam. Mas é muito pouco para a mais importante cidade de uma região de floresta que faz fronteira com dois países, um deles a Colômbia, que vive, ao mesmo tempo, uma luta contra a guerrilha das Farc e o tráfico de drogas - e os dois juntos em algumas regiões.
D. Marta, cozinheira do pequeno restaurante Íris, na beira do Negro, encerra seu expediente às 15 horas, religiosamente. Ela não pode faltar às aulas de informática que começam quando fecha o restaurante. Assim como ela, centenas de pessoas em São Gabriel aprendem a informática para usá-la na chegada da plena conexão.
A posição estratégica e a vontade das pessoas justificam a transformação de São Gabriel numa cidade inteligente, o primeiro pulo do gato que o século 21 oferece a uma região que precisa não só crescer, mas responder com eficácia às necessidades de defesa nacional.
Um projeto de informatização da Cabeça do Cachorro não custa mais que a reforma do Maracanã. E mesmo se ultrapassar R$ 1 bilhão, seus ganhos a longo prazo são muito maiores. O único, e, por enquanto, intransponível, obstáculo é político. Que candidato teria condições, diante das massas metropolitanas, de afirmar a primazia do controle da Amazônia sobre a Copa do Mundo?
Ainda assim, existe um outro obstáculo, quando se pensa na alternativa de cooperação estrangeira: o argumento da soberania nacional. Mas o próprio Sivam, comprado com muito custo, dependeu da tecnologia estrangeira.
O Brasil tem sete postos de fronteira na região da Cabeça do Cachorro. De um modo geral, são comandados por um tenente e mantêm boas relações com as comunidades indígenas. Acontece que a presença do Exército o tornou uma espécie de símbolo do governo. Há momentos em que os postos não podem compartilhar a energia com os índios.
São os mais difíceis. A comunidade indígena trata o Exército como se tivesse falhado na tarefa de levar melhorias para aquela área do Brasil. Nem sempre é possível produzir energia excedente nos postos. Além disso, a FAB não transporta botijões de gás.
Eles sobem em barcos o Rio Negro e, em certos percursos, precisam superar nove cachoeiras para alcançar seu destino. O motor é destacado do barco e ambos são carregados nas costas por trilhas na selva. É outro ponto frágil não só da economia como da própria segurança.
O século 21 oferece o segundo pulo do gato para a Cabeça do Cachorro: uma combinação de energia solar com pequenas hidrelétricas. Há algumas experiências com energia solar na região. Não foram bem porque não se pensou em treinar gente para manutenção. Há chuva diária e a Cabeça do Cachorro é uma região de muitos raios. Mas não é algo intransponível em termos técnicos.
De novo, a questão dos recursos. Quem veio de Pequim após a reunião dos emergentes em novembro constatou que a China deu passos gigantescos na energia solar. O adjetivo não se refere à quantidade, porque na China tudo se faz com grandes números. É que os chineses conseguem produzir uma energia solar muito mais barata do que nos primórdios do uso dessa fonte.
Soja por energia solar seria uma boa barganha.
Mas ainda assim, os problemas da Cabeça do Cachorro, não estariam de todo resolvidos. A saúde vive um caos, apesar da presença de um hospital administrado pelo Exército, em São Gabriel. Já o visitei em viagem oficial. Desta vez, cheguei sem comunicar com antecedência.
É limpo, relativamente bem equipado e eficaz. No entanto, faltam especialistas e uma remoção de emergência custa R$ 30 mil. Quem pagaria isso? Na hora da emergência, há um jogo de empurra. A prefeitura de São Gabriel vive numa inadimplência radical.
Segundo os moradores, o prefeito Pedro Garcia (PT-AM) não tem crédito nem para viajar de barco para Manaus. O hospital não opera cabeça ou coração. A existência de uma boa conexão de internet e um treinamento de seus cirurgiões poderiam abrir novas perspectivas, de intervenções monitoradas a distância.
Noventa por cento dos moradores de São Gabriel são indígenas. Têm grandes dificuldades de sobrevivência. O Rio Negro é bonito, mas suas águas são ácidas. A agricultura, basicamente centrada na mandioca, é pobre. Há poucos peixes e eles se refugiam nos igapós, florestas alagadas que lhes dão alimentos. Abundantes, para comer, só as formigas, bastante valorizadas nos pratos típicos.
As várias etnias da região conseguiram fundar uma Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Com o Instituto Socioambiental (ISA) e com uma pequena ajuda da Noruega e da Áustria, montaram uma rede de desenvolvimento sustentável ao longo do rio.
Não são boas as lembranças históricas. Os índios eram capturados pelos colonizadores e forçados a descer o rio desde o século 18. No período da exploração da borracha, de novo, foram capturados como mão de obra. Hoje, cerca de 4 mil famílias, mais de 10% da população, recebem o Bolsa Família. Mas o dinheiro adianta pouco, pois se gasta tudo numa viagem de barco à cidade para receber o benefício.
Os aposentados costumam se unir para reduzir os custos de viagem. Ainda assim há comerciantes que têm uma caixa de sapato cheia de cartões do Bolsa Família. É a forma que as pessoas têm para comprar algo, suprimindo o preço da viagem de barco.
Uma saída econômica para a região não é fácil. Mas o século 21 também oferece um pulo do gato: a biotecnologia. O nível de pesquisa brasileira na região é muito pequeno. Uma linguista que estuda os principais idiomas falados no Rio Negro fez um longo artigo sobre o tema e entregou à revista da Funai. Passaram-se quatro anos e ela não viu seu artigo impresso. Hoje escreve direto em inglês e publica no exterior.
Soldados índios
O Exército brasileiro é forte na região porque soube combinar a ciência militar clássica com o conhecimento local dos nativos. Os soldados, na maioria, são índios.
De um ponto de vista de guerra de guerrilha, o País está pronto. Mas hoje, com os recursos disponíveis, a própria guerra de guerrilha se tornou muito mais sofisticada. Um soldado do Rio de Janeiro que serviu dois anos em Cucuí, onde o Rio Negro divide Brasil, Colômbia e Venezuela, revelou como é difícil a luta contra o tráfico de drogas:
“Temos uns óculos especiais para monitorar o rio de noite.
Quem passa com mais de 200 litros de gasolina, o limite permitido por pessoa, de um modo geral trabalha para as refinarias de coca. Mas quem passa com a droga sabe onde estamos, desembarca, abre uma trilha na selva e embarca de novo, um ou dois quilômetros abaixo”.
Os soldados venezuelanos têm uma boa relação com o posto. De vez em quando aparecem para usar a geladeira dos brasileiros, que, dentro de casa, têm um conforto razoável para a região.
Mas o que impressionou o soldado carioca foi a superioridade em equipamentos do Exército colombiano. Isso se deve a dois fatores: a presença das Farc e a ajuda americana.
“Quando os soldados colombianos descem o rio nas suas voadeiras” - relata o soldado carioca -“eu pergunto: o que é isso, meu irmão? São barcos incríveis, com metralhadoras Magnum apontadas para as margens do rio. Sempre tocam uma sirene avisando que sua missão é de paz.”
Não era preciso vir à Cabeça do Cachorro para compreender que soldados armados não bastam. A Amazônia, no momento, é o ponto escolhido dos haitianos para se refugiar depois do terremoto de janeiro de 2010. Entram em Brasileia, no Acre, Tabatinga, no Amazonas, sempre pelas fronteiras do Peru e da Bolívia.
Hoje há tantos haitianos na Amazônia quanto soldados brasileiros em Porto Príncipe. Ironicamente, os problemas que as armas não resolvem lá acabam se transferindo para a Amazônia, onde o mesmo enigma nos desafia: problemas muito amplos para resolver apenas com armas.
O ESTADO DE SÃO PAULO/montedo.com
(Colaborou: Kerencya)
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