Por Andréia Sadi, na Folha Online:
O diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), Elias Fernandes, pediu demissão nesta quinta-feira (26) após relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) apontar irregularidades em sua gestão.
A decisão foi tomada após conversa entre Fernandes e o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), seu padrinho político. Segundo a Folha apurou, a saída foi pedida pelo Planalto e acontece após Alves desafiar o Planalto a demitir o apadrinhado da legenda. Hoje cedo, Fernando Bezerra (Integração Nacional) e a ministra Gleisi Hoffman (Casa Civil) conversaram com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e avaliaram que a situação de Fernandes estava insustentável.
Temer conversou com Alves, que encaminhou a demissão junto com Fernandes. Ficou acertado que o líder do PMDB indicará o substituto no Dnocs. Por meio do Twitter, Alves diz ter sido comunicado pelo próprio Fernandes da sua demissão. “Elias acaba de me dizer q entendeu e agradeceu conversa leal do Min Fernando [Bezerra], que reafirmou absoluta confiança no trabalho realizado.” Em nota, o ministério afirmou que o secretário Nacional de Irrigação, Ramon Rodrigues, assume interinamente o cargo.
SUSPEITAS
O agora ex-diretor-geral passa por uma crise no órgão após relatório da CGU apontar desvio de R$ 192 milhões em obras tocadas pela autarquia. O Dnocs é vinculado à pasta da Integração Nacional, comandada pelo ministro Fernando Bezerra, do PSB, que enfrenta suspeitas de favorecimento político na distribuição de verbas do ministério.
(…)
26/01/2012
Por Andréia Sadi, na Folha Online
Reinaldo Azevedo
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A QUEDA NO DNOCS E O GOVERNO DILMA, QUE É CADA VEZ MELHOR PORQUE É RUIM!
Caiu o diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), Elias Fernandes (ver post anterior).
Dnocs!!! Isso é uma fábrica de escândalos faz tempo! É um padrão no Brasil: raramente se rouba tanto quanto nos órgãos destinados a fazer o dito “trabalho social”. Se a pobreza existe, então tudo é permitido, entendem? O dinheiro rola solto e fácil, e a rataiada aproveita. Mas o que me interessa é outro aspecto.
A cobertura que está sendo dispensada ao caso contribui, mais uma vez e contra os fatos, para a mitificação da presidente Dilma Rousseff (e para a mistificação política!) — e isso explica, em parte ao menos, o seu crescente prestígio junto à opinião pública. O tratamento dado é o seguinte: “Vejam que governo corajoso! É cada vez melhor porque é ruim!”. Explico-me.
Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, havia dado uma declaração que poderia ser assim sintetizada, em face dos problemas no Dnocs — e, na verdade, no Ministério da Integração, de Fernando Bezerra, que do PSB: “O diretor do Dnocs fica porque a presidente não quer problema com o PMDB”. Huuummm…
Ora, das duas uma: ou é Dilma quem manda no governo, ou é o PMDB, certo? Não cabia à presidente, mesmo a contragosto, outra decisão que não demitir Elias Fernandes.
Isso não é ato de coragem nem ne altivez: é só uma obviedade. No mundo da lógica, um subordinado pode ser altivo diante do chefe. A altivez do chefe diante do subordinado ou é uma impossibilidade dada pelos próprios termos ou é só arrogância.
Mas quê!!! MAIS UMA VEZ, A PRESIDENTE É TRATADA COMO OMBUDSMAN E GERENTE DA PRÓPRIA GESTÃO.
Parece que Dilma veio de Marte e caiu no Palácio do Planalto.
Seu partido, suas alianças políticas, a tradicional divisão de poder com aliados… Ela não teria relação com nada disso! È aquela que chegou pura ao topo da máquina e agora faz, então, o tal trabalho da “faxina”. Assim, lemos agora que ela “exigiu” a demissão do diretor do Dnocs!
Oposição
Outro dia, um grande jornal dava em manchete que Dilma fazia de tudo para evitar cortes no Orçamento. Boa, presidente!!! Ah, sim: se houver, fiquem tranqüilo: não será no social!!! Que bom! Ficamos todos felizes em saber que há alguém no governo Dilma que zela e vela por nós.
Quem? Ora, Dilma! Abaixo dela, todos admitem, há uma certa esculhambação…
Significativa nessa queda é que ela se dá sob o silêncio do principal partido de oposição, o PSDB. É que, sabem, o partido não quer arrumar confusão com o PMDB — nem com o PSB, do protegido Fernando Bezerra — porque, no choque de interesses entre essas legendas e o PT, quem sabe sobrem alguns benefícios políticos para os tucanos rumo a 2014…
Então seria melhor não turvar o ambiente.
Esse, vamos dizer, arcabouço político e jornalístico explica o fato de o governo Dilma ser tão ruim — porque inoperante —, mas tão bom! A oposição fica esperando Godot, e Dilma é tratada como um agente externo, moralizador da política.
Para ela, é o melhor dos mundos. Não para a administração, como se vê. Ou melhor: COMO NÃO SE VÊ.
26/01/2012
Reinaldo Azevedo
Dnocs!!! Isso é uma fábrica de escândalos faz tempo! É um padrão no Brasil: raramente se rouba tanto quanto nos órgãos destinados a fazer o dito “trabalho social”. Se a pobreza existe, então tudo é permitido, entendem? O dinheiro rola solto e fácil, e a rataiada aproveita. Mas o que me interessa é outro aspecto.
A cobertura que está sendo dispensada ao caso contribui, mais uma vez e contra os fatos, para a mitificação da presidente Dilma Rousseff (e para a mistificação política!) — e isso explica, em parte ao menos, o seu crescente prestígio junto à opinião pública. O tratamento dado é o seguinte: “Vejam que governo corajoso! É cada vez melhor porque é ruim!”. Explico-me.
Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, havia dado uma declaração que poderia ser assim sintetizada, em face dos problemas no Dnocs — e, na verdade, no Ministério da Integração, de Fernando Bezerra, que do PSB: “O diretor do Dnocs fica porque a presidente não quer problema com o PMDB”. Huuummm…
Ora, das duas uma: ou é Dilma quem manda no governo, ou é o PMDB, certo? Não cabia à presidente, mesmo a contragosto, outra decisão que não demitir Elias Fernandes.
Isso não é ato de coragem nem ne altivez: é só uma obviedade. No mundo da lógica, um subordinado pode ser altivo diante do chefe. A altivez do chefe diante do subordinado ou é uma impossibilidade dada pelos próprios termos ou é só arrogância.
Mas quê!!! MAIS UMA VEZ, A PRESIDENTE É TRATADA COMO OMBUDSMAN E GERENTE DA PRÓPRIA GESTÃO.
Parece que Dilma veio de Marte e caiu no Palácio do Planalto.
Seu partido, suas alianças políticas, a tradicional divisão de poder com aliados… Ela não teria relação com nada disso! È aquela que chegou pura ao topo da máquina e agora faz, então, o tal trabalho da “faxina”. Assim, lemos agora que ela “exigiu” a demissão do diretor do Dnocs!
Oposição
Outro dia, um grande jornal dava em manchete que Dilma fazia de tudo para evitar cortes no Orçamento. Boa, presidente!!! Ah, sim: se houver, fiquem tranqüilo: não será no social!!! Que bom! Ficamos todos felizes em saber que há alguém no governo Dilma que zela e vela por nós.
Quem? Ora, Dilma! Abaixo dela, todos admitem, há uma certa esculhambação…
Significativa nessa queda é que ela se dá sob o silêncio do principal partido de oposição, o PSDB. É que, sabem, o partido não quer arrumar confusão com o PMDB — nem com o PSB, do protegido Fernando Bezerra — porque, no choque de interesses entre essas legendas e o PT, quem sabe sobrem alguns benefícios políticos para os tucanos rumo a 2014…
Então seria melhor não turvar o ambiente.
Esse, vamos dizer, arcabouço político e jornalístico explica o fato de o governo Dilma ser tão ruim — porque inoperante —, mas tão bom! A oposição fica esperando Godot, e Dilma é tratada como um agente externo, moralizador da política.
Para ela, é o melhor dos mundos. Não para a administração, como se vê. Ou melhor: COMO NÃO SE VÊ.
26/01/2012
Reinaldo Azevedo
A PERGUNTA QUE BATTISTI NÃO RESPONDEU NA RÁDIO GUAÍBA
'Como você se sente por ter estourado a cabeça do pai na frente do filho infante?'
A conversa a seguir ocorreu entre os jornalistas Rogério Mendelsky e Juremir Machado, quarta-feira de manhã, quando ambos participavam do programa “Agora”, da Rádio Guaíba:
Juremir – No meu programa desta tarde, ouvirei Cesare Battisti. Ele já confirmou a entrevista.
Rogério – Eu gostaria que fizesses uma única pergunta a ele, em meu nome.
Juremir – Ah, é? E qual é a tua pergunta ?
Rogério – Pergunta como é que ele se sentiu ao estourar a cabeça do pai, diante do próprio filho menor de idade.
Não saiu a entrevista de Juremir Machado com Cesare Battisti, mas se saísse, ele poderia oferecer a mesma resposta de qualquer outro psicopata assassino:
- Não senti nada.
Esse fugitivo, covarde, canalha e frio assassino italiano, condenado á prisão perpétua, virou personalidade do Fórum Social Mundial que acontece em Porto Alegre e foi recebido com as honras de estilo pelo governador Tarso Genro, seu benefactor, que franqueou-lhe as portas do Palácio Piratini.
26 de janeiro de 2012
(Transcrito de www.polibiobraga.blogspot.com)
A conversa a seguir ocorreu entre os jornalistas Rogério Mendelsky e Juremir Machado, quarta-feira de manhã, quando ambos participavam do programa “Agora”, da Rádio Guaíba:
Juremir – No meu programa desta tarde, ouvirei Cesare Battisti. Ele já confirmou a entrevista.
Rogério – Eu gostaria que fizesses uma única pergunta a ele, em meu nome.
Juremir – Ah, é? E qual é a tua pergunta ?
Rogério – Pergunta como é que ele se sentiu ao estourar a cabeça do pai, diante do próprio filho menor de idade.
Não saiu a entrevista de Juremir Machado com Cesare Battisti, mas se saísse, ele poderia oferecer a mesma resposta de qualquer outro psicopata assassino:
- Não senti nada.
Esse fugitivo, covarde, canalha e frio assassino italiano, condenado á prisão perpétua, virou personalidade do Fórum Social Mundial que acontece em Porto Alegre e foi recebido com as honras de estilo pelo governador Tarso Genro, seu benefactor, que franqueou-lhe as portas do Palácio Piratini.
26 de janeiro de 2012
(Transcrito de www.polibiobraga.blogspot.com)
HADDAD: REPROVADO NO ENEM
26 de janeiro de 2012
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso precisava de um instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano para subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas para o ensino fundamental e o universitário. Nada mais adequado que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.
O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar as universidades a levarem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições já faziam isso.
Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula manteve-o sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação (MEC) anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que "acabaria com a angústia" de milhões de estudantes ao pôr fim aos vestibulares tradicionais. A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.
O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso - ou peneira - para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para "extinguir os vestibulares" e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro Fernando Haddad, cresceu, em vez de diminuir. E por quê? Porque a um engano grave se juntou à inépcia.
Vamos ao engano. Em 2009 o Enem passou a usar a chamada Teoria da Resposta ao Item (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados "vestibulandos". Mas se recorreu à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Sabe) desde 1995, prova que não seleciona candidatos - pretende mostrar o nível em que se encontra a educação, comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.
Como o Enem virou prova classificatória, o uso da TRI, que não confere pontos aos alunos segundo o número de acertos (Teoria Clássica dos Testes), renovou a "angústia". O "candidato" não tem ideia de que pontuação lhe vão atribuir porque desconhece os critérios do examinador. Uma coisa é empregar a TRI para avaliar o nível dos jovens; outra, diferente, é fazer dela um mistério que decide seu destino. Na verdade, o "novo" Enem passou a usar a TRI para, simultaneamente, selecionar alunos, avaliar o desempenho das escolas, criar rankings, certificar jovens e adultos que não completaram o ensino médio e orientar o currículo desse ciclo. Não há exame no mundo com tantas finalidade discrepantes.
A Teoria Clássica dos Testes não distingue o acerto derivado do "chute" do decorrente da sabedoria. A TRI pode ser mais apropriada como forma de avaliar o nível da educação, mas como critério de seleção vira um enigma para os candidatos. Os vestibulares "tradicionais", como a Fuvest, costumam fazer sua seleção em duas etapas: uma primeira rodada com testes e uma segunda com respostas dissertativas - que não comportam o chute.
O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio. O País inteiro soube de um aluno, em São Paulo, que recorreu à Justiça e sua nota, de "anulada", passou para 880 pontos - o máximo é mil. Outro, ao receber uma explicação de seus pontos, constatou um erro de soma que lhe roubava 20 pontos. Outros 127 estudantes conseguiram ter suas notas corrigidas. Atentem para a barbeiragem técnica: nos testes, recorre-se à TRI para que o "chute" não tenha o mesmo peso do acerto consciente, mas o candidato fica à mercê de uma correção marcada pelo subjetivismo e pelo arbítrio.
É conhecida também a sucessão de outros problemas e trapalhadas: quebra do sigilo em 2009, provas defeituosas em 2010 e nova quebra de sigilo em 2011. Além disso, os estudantes que, via Justiça, cobram os critérios de correção das redações costumam receber mensagens com erros grotescos de português. Todos nós podemos escorregar aqui e ali no emprego da norma culta. Quando, porém, um candidato questiona a sua nota de redação e recebe do próprio examinador um texto cheio de erros, algo de muito errado está em curso.
Se o MEC queria acabar com os vestibulares, não poderia ter criado "o" vestibular. Se o Enem deve ser também uma prova de acesso à universidade, não pode ser realizado apenas uma vez por ano - prometem-se duas jornadas só a partir de 2013. A verdade é que o governo não criou as condições técnicas necessárias para que a prova tivesse esse caráter. A quebra de sigilo em 2011 se deu porque questões usadas como pré-testes foram parar na prova oficial. O banco de questões do Enem não suporta a demanda. O PT esqueceu-se de cuidar desse particular no afã de "mostrar serviço" - um péssimo serviço!
O ex-ministro Haddad, antes de deixar o cargo, fingiu confundir a crítica que fizeram a seu desempenho com críticas ao próprio Enem, o que é falso. Talvez seu papel fosse mesmo investir na confusão para tentar apagar as pegadas que deixou. O nosso papel é investir no esclarecimento.
26 de janeiro de 2012
José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo
O Estado de S.Paulo
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso precisava de um instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano para subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas para o ensino fundamental e o universitário. Nada mais adequado que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.
O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar as universidades a levarem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições já faziam isso.
Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula manteve-o sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação (MEC) anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que "acabaria com a angústia" de milhões de estudantes ao pôr fim aos vestibulares tradicionais. A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.
O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso - ou peneira - para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para "extinguir os vestibulares" e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro Fernando Haddad, cresceu, em vez de diminuir. E por quê? Porque a um engano grave se juntou à inépcia.
Vamos ao engano. Em 2009 o Enem passou a usar a chamada Teoria da Resposta ao Item (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados "vestibulandos". Mas se recorreu à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Sabe) desde 1995, prova que não seleciona candidatos - pretende mostrar o nível em que se encontra a educação, comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.
Como o Enem virou prova classificatória, o uso da TRI, que não confere pontos aos alunos segundo o número de acertos (Teoria Clássica dos Testes), renovou a "angústia". O "candidato" não tem ideia de que pontuação lhe vão atribuir porque desconhece os critérios do examinador. Uma coisa é empregar a TRI para avaliar o nível dos jovens; outra, diferente, é fazer dela um mistério que decide seu destino. Na verdade, o "novo" Enem passou a usar a TRI para, simultaneamente, selecionar alunos, avaliar o desempenho das escolas, criar rankings, certificar jovens e adultos que não completaram o ensino médio e orientar o currículo desse ciclo. Não há exame no mundo com tantas finalidade discrepantes.
A Teoria Clássica dos Testes não distingue o acerto derivado do "chute" do decorrente da sabedoria. A TRI pode ser mais apropriada como forma de avaliar o nível da educação, mas como critério de seleção vira um enigma para os candidatos. Os vestibulares "tradicionais", como a Fuvest, costumam fazer sua seleção em duas etapas: uma primeira rodada com testes e uma segunda com respostas dissertativas - que não comportam o chute.
O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio. O País inteiro soube de um aluno, em São Paulo, que recorreu à Justiça e sua nota, de "anulada", passou para 880 pontos - o máximo é mil. Outro, ao receber uma explicação de seus pontos, constatou um erro de soma que lhe roubava 20 pontos. Outros 127 estudantes conseguiram ter suas notas corrigidas. Atentem para a barbeiragem técnica: nos testes, recorre-se à TRI para que o "chute" não tenha o mesmo peso do acerto consciente, mas o candidato fica à mercê de uma correção marcada pelo subjetivismo e pelo arbítrio.
É conhecida também a sucessão de outros problemas e trapalhadas: quebra do sigilo em 2009, provas defeituosas em 2010 e nova quebra de sigilo em 2011. Além disso, os estudantes que, via Justiça, cobram os critérios de correção das redações costumam receber mensagens com erros grotescos de português. Todos nós podemos escorregar aqui e ali no emprego da norma culta. Quando, porém, um candidato questiona a sua nota de redação e recebe do próprio examinador um texto cheio de erros, algo de muito errado está em curso.
Se o MEC queria acabar com os vestibulares, não poderia ter criado "o" vestibular. Se o Enem deve ser também uma prova de acesso à universidade, não pode ser realizado apenas uma vez por ano - prometem-se duas jornadas só a partir de 2013. A verdade é que o governo não criou as condições técnicas necessárias para que a prova tivesse esse caráter. A quebra de sigilo em 2011 se deu porque questões usadas como pré-testes foram parar na prova oficial. O banco de questões do Enem não suporta a demanda. O PT esqueceu-se de cuidar desse particular no afã de "mostrar serviço" - um péssimo serviço!
O ex-ministro Haddad, antes de deixar o cargo, fingiu confundir a crítica que fizeram a seu desempenho com críticas ao próprio Enem, o que é falso. Talvez seu papel fosse mesmo investir na confusão para tentar apagar as pegadas que deixou. O nosso papel é investir no esclarecimento.
26 de janeiro de 2012
José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo
O Estado de S.Paulo
COMISSÃO DA MENTIRA
Uma avaliação da Lei da Comissão da Verdade - CV (Lei Nº 12.528, sancionada em 18/11/2011) revela sua falsa imparcialidade. Na Lei, os objetivos da CV exalam facciosismo e maniqueísmo.
Um deles é “promover o esclarecimento (---) de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres”. Por que não “promover o esclarecimento”, também, de atentados terroristas, sequestros de pessoas e aviões e justiçamentos, crimes típicos da luta armada, alguns não elucidados? É falso dizer que todos ex-guerrilheiros são conhecidos, cumpriram suas penas e, por isso, não precisam ser ouvidos. Alguns nunca foram presos e muitos foram libertados em troca da vida de gente sequestrada.
Outro objetivo é “identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos (---) e (---) eventuais ramificações nos (---) aparelhos estatais e na sociedade”. Por que não “identificar e tornar públicos”, também, os locais de cativeiro de sequestrados, de atentados terroristas e execuções, cometidos pela guerrilha, e os covis de homizio e conspiração de partidos, então ilegais, e de grupos armados, para implantar uma ditadura como as da URSS, China e Cuba?
A Lei estabelece que “as atividades da [CV] não terão caráter jurisdicional ou persecutório”. Porém, o contexto político atual e as perspectivas futuras indicam o contrário. O Ministro Ayres Brito do STF reconheceu, em parecer, o direito das vítimas moverem ações civis indenizatórias contra ex-agentes do Estado à revelia da Lei de Anistia, quando é o Estado - concessor do perdão - quem deve assumir tais indenizações. A OAB, apesar de o STF ter confirmado a abrangência da anistia, insiste na submissão do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que não a reconhece para ex-agentes do Estado.
Posição insustentável, pois o Brasil aderiu à Corte para violações após 1998. A Presidente Dilma, quando Chefe da Casa Civil, defendia a revisão da anistia e a investigação pela CV para punir apenas os ex-agentes do Estado, tendo endossado, para sanção do então Presidente Lula, as propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos neste sentido. Em tão pouco tempo, mudou de posição por convicção ou recuou só por pragmatismo?
Setores nacionais e estrangeiros e autoridades dos três Poderes pressionam pela punição de ex-agentes do Estado. Em 2014, tudo indica que um relatório unilateral e maniqueísta da CV, um STF renovado à feição do Governo e a contínua pressão interna e internacional ampliarão as possibilidades de êxito da campanha de revisão da Lei de Anistia. Como a CV está autorizada a “convocar (---) pessoas que possam guardar (---) relação com os fatos (---) examinados”, os ex-agentes ouvidos arriscarão produzir provas contra si próprios. Anistia relativizada, insegurança jurídica decretada.
Se a intenção fosse revelar a verdade e não uma versão facciosa, a CV teria de apresentar quem planejou e executou assassinatos, sequestros e atentados, ou atuou na logística, bem como os participantes de tribunais de justiçamento de guerrilheiros que abandonavam a luta armada. Todos deveriam ser expostos à Nação como o serão os ex-agentes do Estado. Afinal, se outro objetivo na Lei da CV é “a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, (---) para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações”, é imprescindível que as cometidas pela luta armada sejam, também, esclarecidas.
Eis aí um dilema! E se uma autoridade atual, seja ela quem for (inclusive a Presidente), tiver participado direta ou indiretamente, portanto co-responsável, de um crime com vítimas? Estas precisarão conhecer os responsáveis por suas sequelas, para mover-lhes ações civis indenizatórias à revelia da anistia, conforme o parecer do Ministro Ayres Brito, ou serem indenizadas pelo Estado. A justiça não pode ser parcial!
A Lei da CV reza ainda que: seu funcionamento será na Casa Civil; caberá à Presidente da República a designação de seus membros; não poderão integrá-la pessoas que “não tenham condições de atuar com imparcialidade”; e que seu propósito é “(---) esclarecer as graves violações de direitos humanos (---) a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica (---) e promover a reconciliação nacional”. Tudo encenação a camuflar o revanchismo.
A CV não será autônoma, pois funcionará no Executivo onde há forte influência da esquerda radical. A Presidente Dilma, ex-guerrilheira, não é isenta nem tem autonomia, de fato, para escolher os seus membros. A maioria será, no mínimo, simpática à investigação unilateral, pois é ilusão crer em imparcialidade onde há ideologia. A CV tinha de ter representantes dos dois lados investigados e em igual efetivo. Onde houvesse impasse, as duas versões constariam do relatório para que cada cidadão avaliasse de per si.
Direito à memória e à verdade histórica? O Brasil nunca precisou de CV para conhecer sua História, bastando o trabalho de historiadores. Reconciliação nacional? Não há cisão social oriunda do regime militar ou as Forças Armadas não estariam entre as instituições de maior credibilidade no País. A anistia não visou pacificar a sociedade, mas sim grupos radicais, à esquerda e à direita, que dificultariam a redemocratização. A Nação apoiou o Estado contra a esquerda revolucionária, que não foi reconhecida por nenhuma democracia, nem pela ONU ou pela OEA, como representante do povo brasileiro ou defensora da liberdade. Seu apoio vinha das ditaduras comunistas soviética, cubana e chinesa, responsáveis pelas maiores violações aos direitos humanos.
O Legislativo fisiológico, submisso ao Governo e carente de senso de justiça foi conivente ao não corrigir as distorções do Projeto de Lei da CV, comprometendo sua autonomia, imparcialidade e confiabilidade. A versão facciosa e maniqueísta dessa Comissão chapa branca será uma estória oficial, nunca a verdade.
26 de janeiro de 2012
*Luiz Eduardo Rocha Paiva, General de Divisão na Reserva do EB
Um deles é “promover o esclarecimento (---) de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres”. Por que não “promover o esclarecimento”, também, de atentados terroristas, sequestros de pessoas e aviões e justiçamentos, crimes típicos da luta armada, alguns não elucidados? É falso dizer que todos ex-guerrilheiros são conhecidos, cumpriram suas penas e, por isso, não precisam ser ouvidos. Alguns nunca foram presos e muitos foram libertados em troca da vida de gente sequestrada.
Outro objetivo é “identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos (---) e (---) eventuais ramificações nos (---) aparelhos estatais e na sociedade”. Por que não “identificar e tornar públicos”, também, os locais de cativeiro de sequestrados, de atentados terroristas e execuções, cometidos pela guerrilha, e os covis de homizio e conspiração de partidos, então ilegais, e de grupos armados, para implantar uma ditadura como as da URSS, China e Cuba?
A Lei estabelece que “as atividades da [CV] não terão caráter jurisdicional ou persecutório”. Porém, o contexto político atual e as perspectivas futuras indicam o contrário. O Ministro Ayres Brito do STF reconheceu, em parecer, o direito das vítimas moverem ações civis indenizatórias contra ex-agentes do Estado à revelia da Lei de Anistia, quando é o Estado - concessor do perdão - quem deve assumir tais indenizações. A OAB, apesar de o STF ter confirmado a abrangência da anistia, insiste na submissão do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que não a reconhece para ex-agentes do Estado.
Posição insustentável, pois o Brasil aderiu à Corte para violações após 1998. A Presidente Dilma, quando Chefe da Casa Civil, defendia a revisão da anistia e a investigação pela CV para punir apenas os ex-agentes do Estado, tendo endossado, para sanção do então Presidente Lula, as propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos neste sentido. Em tão pouco tempo, mudou de posição por convicção ou recuou só por pragmatismo?
Setores nacionais e estrangeiros e autoridades dos três Poderes pressionam pela punição de ex-agentes do Estado. Em 2014, tudo indica que um relatório unilateral e maniqueísta da CV, um STF renovado à feição do Governo e a contínua pressão interna e internacional ampliarão as possibilidades de êxito da campanha de revisão da Lei de Anistia. Como a CV está autorizada a “convocar (---) pessoas que possam guardar (---) relação com os fatos (---) examinados”, os ex-agentes ouvidos arriscarão produzir provas contra si próprios. Anistia relativizada, insegurança jurídica decretada.
Se a intenção fosse revelar a verdade e não uma versão facciosa, a CV teria de apresentar quem planejou e executou assassinatos, sequestros e atentados, ou atuou na logística, bem como os participantes de tribunais de justiçamento de guerrilheiros que abandonavam a luta armada. Todos deveriam ser expostos à Nação como o serão os ex-agentes do Estado. Afinal, se outro objetivo na Lei da CV é “a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, (---) para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações”, é imprescindível que as cometidas pela luta armada sejam, também, esclarecidas.
Eis aí um dilema! E se uma autoridade atual, seja ela quem for (inclusive a Presidente), tiver participado direta ou indiretamente, portanto co-responsável, de um crime com vítimas? Estas precisarão conhecer os responsáveis por suas sequelas, para mover-lhes ações civis indenizatórias à revelia da anistia, conforme o parecer do Ministro Ayres Brito, ou serem indenizadas pelo Estado. A justiça não pode ser parcial!
A Lei da CV reza ainda que: seu funcionamento será na Casa Civil; caberá à Presidente da República a designação de seus membros; não poderão integrá-la pessoas que “não tenham condições de atuar com imparcialidade”; e que seu propósito é “(---) esclarecer as graves violações de direitos humanos (---) a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica (---) e promover a reconciliação nacional”. Tudo encenação a camuflar o revanchismo.
A CV não será autônoma, pois funcionará no Executivo onde há forte influência da esquerda radical. A Presidente Dilma, ex-guerrilheira, não é isenta nem tem autonomia, de fato, para escolher os seus membros. A maioria será, no mínimo, simpática à investigação unilateral, pois é ilusão crer em imparcialidade onde há ideologia. A CV tinha de ter representantes dos dois lados investigados e em igual efetivo. Onde houvesse impasse, as duas versões constariam do relatório para que cada cidadão avaliasse de per si.
Direito à memória e à verdade histórica? O Brasil nunca precisou de CV para conhecer sua História, bastando o trabalho de historiadores. Reconciliação nacional? Não há cisão social oriunda do regime militar ou as Forças Armadas não estariam entre as instituições de maior credibilidade no País. A anistia não visou pacificar a sociedade, mas sim grupos radicais, à esquerda e à direita, que dificultariam a redemocratização. A Nação apoiou o Estado contra a esquerda revolucionária, que não foi reconhecida por nenhuma democracia, nem pela ONU ou pela OEA, como representante do povo brasileiro ou defensora da liberdade. Seu apoio vinha das ditaduras comunistas soviética, cubana e chinesa, responsáveis pelas maiores violações aos direitos humanos.
O Legislativo fisiológico, submisso ao Governo e carente de senso de justiça foi conivente ao não corrigir as distorções do Projeto de Lei da CV, comprometendo sua autonomia, imparcialidade e confiabilidade. A versão facciosa e maniqueísta dessa Comissão chapa branca será uma estória oficial, nunca a verdade.
26 de janeiro de 2012
*Luiz Eduardo Rocha Paiva, General de Divisão na Reserva do EB
CADA MACACO NO SEU GALHO
Não sei quantos oficiais, aviadores ou não; infantes ou não; dos mares ou não. Não sei quantos coronéis, generais, brigadeiros; não sei quantos sargentos, cabos, soldados estão apoiando o governo da dona Dilma. Ou fingindo que apoiam... Não é nada fácil explicar claramente o que pensamos, principalmente quando nos separam culturas, gerações, religiões, inteligências, escolas diferentes. Mas não custa nada tentar...
Ninguém, nesses tempos modernos e nesses países ditos “desenvolvidos” - ninguém há de ver nenhum general americano, japonês, sueco, francês ameaçando àquelas firmes democracias! - Lá, cada macaco no seu galho. - Por quê? – Ora, porque naqueles países, devido às suas fortes origens culturais; países onde seus ancestrais, seu passado; seus pais, avôs, avós, tios, sobrinhos foram, são e serão os premiados com “Prêmios Nóbeis”. – Países de professores satisfeitos e bem remunerados; onde jovens americanos, japoneses, suecos, franceses, ingleses cursam universidades famosas; estudantes que frequentam universidades para estudar e não para aprenderem politicagem, nem fumar maconha, como na USP, por exemplo... Enfim, são cidadãos que conhecem seus direitos e seus deveres; que não são presas fáceis do primeiro discurso de políticos profissionais, como acontece no Brasil, onde noventa por cento de brasileirinhos são analfabetos, ou mais que analfabetos... - Quantos? – Tudo isso? - Um pouco mais, um pouco menos, pois sabemos de inúmeros políticos, governadores, presidentes, advogados, médicos, jornalistas, donos de jornais, desembargadores, juízes que são verdadeiros analfabetos de “pai e mãe”... Não sabem interpretar o que estão lendo; não sabem nem o significado dos seus diplomas... São analfabetíssimos...
Naqueles países qualquer um pode subir num banco da praça e falar o que quiser; falar de suas ideologias, sonhos e aventuras. Mas não são todos os que vão acreditar nas suas “aventuras”, nem nas suas ideologias. Lá, quando um político é pego roubando ou praticando qualquer tipo de ato criminoso, renuncia, “haraquiriza-se” ou são assassinados... - E no Brasil? - No Brasil, não! - No Brasil quanto mais corruptos mais eles sobem na escala social; elegem-se senadores; são escolhidos para juízes dos nossos mais importantes tribunais. Diretores de grandes empresas. Diretores da Petrobrás. São sessenta milhões de brasileirinhos que se deixaram facilmente enganar, criando-se um enorme curral eleitoral, prontos a elegerem e reelegerem essas cambadas de sanguessugas.
Então faz-se necessário que, infelizmente e vez em quando, haja intervenções tipo 64. São intervenções cíclicas, típicas de países subdesenvolvidos, como o Brasil e outros dessa analfabeta “sulamérica”, onde campeiam Hugos, Fidélis, Dirceus, Lulas e outros bichos e bichas...
Ou não devemos interferir? - Devemos deixar o barco correr à vontade, como acontece agora neste Brasil transformado num antro de corrupção, vícios e orgias com nosso dinheiro? – Ou não deveremos mais continuar nesta luta sem tréguas contra esses políticos oportunistas e falsos patriotas? - Um Brasil aonde nenhum corrupto vai para cadeia. - Onde assassinos como o Cesare Battisti ri, gozando na cara dos brasileiros e manifestando sua gratidão a Tarso Genro, governador de todos os gaúchos, que o acolheu quando era ministro da Justiça do governo Lula, no período em que a Itália pedia ao Brasil a extradição do perigoso assassino ativista. - Que país é este, dona Dilma?! - Aliás, dona Dilma, aproveitando a deixa, explica pra gente bem direitinho como foi mesmo o assassinato do Celso Daniel, sim? - Ou a senhora não sabe de nada?... rsrsr.
Não é fácil desalojar, “defenestrar”, esses políticos profissionais que se apossaram do Brasil. Tentamos em 64, e quase conseguimos... Mas, como não soubemos “o serviço” direito, deixamos que muitos ratos escapassem...
Pois é, coronel! - Macaco que não sabe pular de galho em galho quando cai, cai de bunda... - Por isso que eu digo, e volto a repetir: - Na próxima revolução que já se aproxima (fique fria, dona Dilma: são sonhos; sonhos, nada mais rsrsr...) aprendam - caros generais, almirantes e brigadeiros. - Aprendam! - Nada de ficar passando panos quentes nas bundas de terroristas, para depois ficarem chorando o leite derramado...
26 de janeiro de 2012
VELHA ÁGUIA
Coronel Maciel
Ninguém, nesses tempos modernos e nesses países ditos “desenvolvidos” - ninguém há de ver nenhum general americano, japonês, sueco, francês ameaçando àquelas firmes democracias! - Lá, cada macaco no seu galho. - Por quê? – Ora, porque naqueles países, devido às suas fortes origens culturais; países onde seus ancestrais, seu passado; seus pais, avôs, avós, tios, sobrinhos foram, são e serão os premiados com “Prêmios Nóbeis”. – Países de professores satisfeitos e bem remunerados; onde jovens americanos, japoneses, suecos, franceses, ingleses cursam universidades famosas; estudantes que frequentam universidades para estudar e não para aprenderem politicagem, nem fumar maconha, como na USP, por exemplo... Enfim, são cidadãos que conhecem seus direitos e seus deveres; que não são presas fáceis do primeiro discurso de políticos profissionais, como acontece no Brasil, onde noventa por cento de brasileirinhos são analfabetos, ou mais que analfabetos... - Quantos? – Tudo isso? - Um pouco mais, um pouco menos, pois sabemos de inúmeros políticos, governadores, presidentes, advogados, médicos, jornalistas, donos de jornais, desembargadores, juízes que são verdadeiros analfabetos de “pai e mãe”... Não sabem interpretar o que estão lendo; não sabem nem o significado dos seus diplomas... São analfabetíssimos...
Naqueles países qualquer um pode subir num banco da praça e falar o que quiser; falar de suas ideologias, sonhos e aventuras. Mas não são todos os que vão acreditar nas suas “aventuras”, nem nas suas ideologias. Lá, quando um político é pego roubando ou praticando qualquer tipo de ato criminoso, renuncia, “haraquiriza-se” ou são assassinados... - E no Brasil? - No Brasil, não! - No Brasil quanto mais corruptos mais eles sobem na escala social; elegem-se senadores; são escolhidos para juízes dos nossos mais importantes tribunais. Diretores de grandes empresas. Diretores da Petrobrás. São sessenta milhões de brasileirinhos que se deixaram facilmente enganar, criando-se um enorme curral eleitoral, prontos a elegerem e reelegerem essas cambadas de sanguessugas.
Então faz-se necessário que, infelizmente e vez em quando, haja intervenções tipo 64. São intervenções cíclicas, típicas de países subdesenvolvidos, como o Brasil e outros dessa analfabeta “sulamérica”, onde campeiam Hugos, Fidélis, Dirceus, Lulas e outros bichos e bichas...
Ou não devemos interferir? - Devemos deixar o barco correr à vontade, como acontece agora neste Brasil transformado num antro de corrupção, vícios e orgias com nosso dinheiro? – Ou não deveremos mais continuar nesta luta sem tréguas contra esses políticos oportunistas e falsos patriotas? - Um Brasil aonde nenhum corrupto vai para cadeia. - Onde assassinos como o Cesare Battisti ri, gozando na cara dos brasileiros e manifestando sua gratidão a Tarso Genro, governador de todos os gaúchos, que o acolheu quando era ministro da Justiça do governo Lula, no período em que a Itália pedia ao Brasil a extradição do perigoso assassino ativista. - Que país é este, dona Dilma?! - Aliás, dona Dilma, aproveitando a deixa, explica pra gente bem direitinho como foi mesmo o assassinato do Celso Daniel, sim? - Ou a senhora não sabe de nada?... rsrsr.
Não é fácil desalojar, “defenestrar”, esses políticos profissionais que se apossaram do Brasil. Tentamos em 64, e quase conseguimos... Mas, como não soubemos “o serviço” direito, deixamos que muitos ratos escapassem...
Pois é, coronel! - Macaco que não sabe pular de galho em galho quando cai, cai de bunda... - Por isso que eu digo, e volto a repetir: - Na próxima revolução que já se aproxima (fique fria, dona Dilma: são sonhos; sonhos, nada mais rsrsr...) aprendam - caros generais, almirantes e brigadeiros. - Aprendam! - Nada de ficar passando panos quentes nas bundas de terroristas, para depois ficarem chorando o leite derramado...
26 de janeiro de 2012
VELHA ÁGUIA
Coronel Maciel
O CÂNCER FASHION
Por que Lula tem de arrastar seu fotógrafo oficial para sessões de radioterapia? Ou: Que outro ex-presidente no mundo tem fotógrafo oficial? Ou ainda: O câncer fashion
É claro que eu poderia me abster deste comentário porque há sempre estúpidos incapazes de ler o que está escrito e dispostos a me acusar por aquilo que não escrevi. Ocorre que esses tontos não são meus juízes. Então escrevo. Vejam esta foto
Foi feita por Ricardo Stuckert, do Instituto Lula. O Apedeuta faz tratamento de radioterapia no hospital Sírio-Libanês, onde Reynaldo Gianecchini também se trata.
O ex-presidente decidiu visitar o ator. Até aí, bem! Mas o que faz junto o seu fotógrafo oficial? Aliás, desconheço outro político no mundo, já fora do poder, que tenha um “fotógrafo oficial”!!! Isso é coisa daqueles bilionários das arábias…
Já notaram que jamais se estranhou isso na imprensa? Os leitores muito jovens — e os tenho aos montes, felizmente — talvez não se lembrem, mas uma das críticas em que a imprensa se fartava era a tal “vaidade” de FHC… A acusação era sempre ressentida, meio bucéfala, tentando demonstrar que era uma ilusão ele se achar superior aos demais políticos só porque era intelectual.
Ele jamais havia se declarado assim, mas e daí? Imaginem se o tucano carregasse um fotógrafo pra cima e pra baixo… Ao contrário: FHC já declarou que gosta é de privacidade.
Não Lula! Com ele, até o câncer tem de ser um espetáculo e de render flashes.
VOCÊS JÁ SE DERAM CONTA DO ABSURDO QUE É CARREGAR FOTÓGRAFO EM SESSÃO DE QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA???
Pra quê? Por quê? A única resposta possível é esta: POLÍTICA! Luiz Inácio Apedeuta da Silva usa o câncer para reforçar a mitologia. Se puder aparecer ao lado de um ator querido por muitos, que também leva adiante uma batalha e tanto, melhor!
Alguns tolinhos da sociologia de fancaria vêm com aquela bobagem de que, assim, ele ajuda a desmistificar a doença etc e tal. Uma ova! Ajudaria caso se portasse como um homem comum — ainda que homem comum tratado no Sírio-Libanês. Levando junto um aparato, vivendo vida de artista, ele faz é o contrário. Não serve de exemplo, mas de exceção. Os demais pacientes não podem fazer essa glamorização da doença.
Eu detesto ter de escrever este texto, se querem saber. Acho que as enfermidades têm de ser tratadas com decoro. Jamais permiti, e não permitirei, neste blog, abordagens desrespeitosas com doentes — pode ser até o Chávez. É claro que as moléstias não tornam bons e decentes indivíduos maus e indecentes. Mas não é uma categoria de pensamento e uma categoria política. Ademais, queridos, não tem jeito — sou quem sou! —, acho que a compaixão é um bom sentimento.
Por isso mesmo eu me constranjo com a espetacularização a que Lula submete a própria doença. Stuckert deveria começar a divulgar as fotos dos encontros políticos do chefe, já que ele está articulando as eleições de 2012. Se é para acabar com o preconceito, que se mostre o petista cuidando das relações de poder, sem essa abordagem fashion.
Trata-se de uma cara politização barata da doença.
PS - Pior sorte teve Mário Covas. Doente de câncer, tomou bandeiradas na cabeça dos petistas, até sangrar.
26/01/2012
Por Reinaldo Azevedo
É claro que eu poderia me abster deste comentário porque há sempre estúpidos incapazes de ler o que está escrito e dispostos a me acusar por aquilo que não escrevi. Ocorre que esses tontos não são meus juízes. Então escrevo. Vejam esta foto
Foi feita por Ricardo Stuckert, do Instituto Lula. O Apedeuta faz tratamento de radioterapia no hospital Sírio-Libanês, onde Reynaldo Gianecchini também se trata.
O ex-presidente decidiu visitar o ator. Até aí, bem! Mas o que faz junto o seu fotógrafo oficial? Aliás, desconheço outro político no mundo, já fora do poder, que tenha um “fotógrafo oficial”!!! Isso é coisa daqueles bilionários das arábias…
Já notaram que jamais se estranhou isso na imprensa? Os leitores muito jovens — e os tenho aos montes, felizmente — talvez não se lembrem, mas uma das críticas em que a imprensa se fartava era a tal “vaidade” de FHC… A acusação era sempre ressentida, meio bucéfala, tentando demonstrar que era uma ilusão ele se achar superior aos demais políticos só porque era intelectual.
Ele jamais havia se declarado assim, mas e daí? Imaginem se o tucano carregasse um fotógrafo pra cima e pra baixo… Ao contrário: FHC já declarou que gosta é de privacidade.
Não Lula! Com ele, até o câncer tem de ser um espetáculo e de render flashes.
VOCÊS JÁ SE DERAM CONTA DO ABSURDO QUE É CARREGAR FOTÓGRAFO EM SESSÃO DE QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA???
Pra quê? Por quê? A única resposta possível é esta: POLÍTICA! Luiz Inácio Apedeuta da Silva usa o câncer para reforçar a mitologia. Se puder aparecer ao lado de um ator querido por muitos, que também leva adiante uma batalha e tanto, melhor!
Alguns tolinhos da sociologia de fancaria vêm com aquela bobagem de que, assim, ele ajuda a desmistificar a doença etc e tal. Uma ova! Ajudaria caso se portasse como um homem comum — ainda que homem comum tratado no Sírio-Libanês. Levando junto um aparato, vivendo vida de artista, ele faz é o contrário. Não serve de exemplo, mas de exceção. Os demais pacientes não podem fazer essa glamorização da doença.
Eu detesto ter de escrever este texto, se querem saber. Acho que as enfermidades têm de ser tratadas com decoro. Jamais permiti, e não permitirei, neste blog, abordagens desrespeitosas com doentes — pode ser até o Chávez. É claro que as moléstias não tornam bons e decentes indivíduos maus e indecentes. Mas não é uma categoria de pensamento e uma categoria política. Ademais, queridos, não tem jeito — sou quem sou! —, acho que a compaixão é um bom sentimento.
Por isso mesmo eu me constranjo com a espetacularização a que Lula submete a própria doença. Stuckert deveria começar a divulgar as fotos dos encontros políticos do chefe, já que ele está articulando as eleições de 2012. Se é para acabar com o preconceito, que se mostre o petista cuidando das relações de poder, sem essa abordagem fashion.
Trata-se de uma cara politização barata da doença.
PS - Pior sorte teve Mário Covas. Doente de câncer, tomou bandeiradas na cabeça dos petistas, até sangrar.
26/01/2012
Por Reinaldo Azevedo
JABOR CRITICA LENIÊNCIA PETISTA COM DITADURA CUBANA E PEDE QUE DILMA NÃO PEGUE CARONA NO COMETA LULA
Nas vésperas de ir a Cuba fazer negócios que interessam à turma de seu assessor-invisível José Dirceu, a presidenta Dilma Rousseff leva uma sutil palmada editorial das Organizações Globo. O cronista e cineasta Arnaldo Jabor usou ontem à noite sua coluna no “Jornal da Globo”, da Rede Globo, para alertar que “Dilma não deve ir a Cuba de carona no rabo do cometa Lula”.
Jabor cobrou que Dilma tenha a coragem de tocar na grave questão da violação dos direitos humanos na Ilha, depois da recente morte de mais um dissidente político em um dos infectos presídios de Havana. “Ela é a presidente de um grande país democrático e não pode somente bater cabeça pras saudades da ilha romântica de nossa juventude. Ela precisa demonstrar sua livre opinião, como fez com o Irã. Será?”.
Dilma visitará Cuba na próxima semana (dias 30 e 31). O foco principal do passeio é fechar negócios. O Brasil oferece a Cuba tecnologia de cana-de-açúcar e 200 milhões de dólares em crédito para que pequenos agricultores adquiram tratores e equipamentos de colheita e irrigação. Dissidentes cubanos cobram um encontro e uma posição de Dilma sobre a democracia dos irmãos Castro. Mas ela deve ignorá-los. Não deve encontrar com os descontentes. E, se falar de “direitos humanos”, só o fará nas conversinhas privadas com os ditadores Castro
No editorial televisivo de ontem, Jabor aproveitou para dar uma pancadinha no ex-presidente que luta contra o câncer. Lembrou que Lula cometeu duas espantosas gafes quando foi a Cuba, após a morte do dissidente político Orlando Zapata. Segundo Jabor, Lula comentou que não podia se meter naquilo e comparou o mártir da resistência contra a ditadura dos irmãos Fidel a criminosos brasileiros. Jabor recordou a alegação de Lula - uma pérola de cinismo: “Imagina se todos os presos de São Paulo pedissem liberdade...”.
Jabor frisou que a gafe inesquecível e eterna de Extalinácio foi: “Eu lamento que um preso tenha se deixado morrer por uma greve de fome”. Na crítica ácida de Jabor, Lula culpou o dissidente morto por sua própria morte, e nada falou sobre a violenta a repressão a dirigentes na Ilha onde José Dirceu costuma fazer bons negócios.
Arnaldo Jabor mandou pesado: “Lula sempre se dizia uma metamorfose ambulante, que dizia qualquer coisa para não comprometer sua imagem. Depois de nossos sonhos românticos nos anos 60, Cuba acabou se revelando incompetente. Fracassou econômica e socialmente. Criou uma burocracia stalinista, uma nova classe de privilegiados e perseguiu dissidentes, de gays a democratas, todos chamados de ´usanos´ (vermes). Mesmo assim, ainda é um símbolo que ilude a esquerda nostálgica".
Jabor deu uma ironizada final: "É claro que não podemos exigir da presidente (Dilma) uma intrusão diplomática na Ilha. Mas Dilma não pode ir apenas de carona na cauda do cometa Lula. Ela a presidente de um grande país democrático e não pode somente bater cabeça pras saudades da ilha romântica de nossa juventude. Ela precisa demonstrar sua livre opinião, como fez com o Irã. Será?”
26 de janeiro de 2012
Por Jorge Serrão
Jabor cobrou que Dilma tenha a coragem de tocar na grave questão da violação dos direitos humanos na Ilha, depois da recente morte de mais um dissidente político em um dos infectos presídios de Havana. “Ela é a presidente de um grande país democrático e não pode somente bater cabeça pras saudades da ilha romântica de nossa juventude. Ela precisa demonstrar sua livre opinião, como fez com o Irã. Será?”.
Dilma visitará Cuba na próxima semana (dias 30 e 31). O foco principal do passeio é fechar negócios. O Brasil oferece a Cuba tecnologia de cana-de-açúcar e 200 milhões de dólares em crédito para que pequenos agricultores adquiram tratores e equipamentos de colheita e irrigação. Dissidentes cubanos cobram um encontro e uma posição de Dilma sobre a democracia dos irmãos Castro. Mas ela deve ignorá-los. Não deve encontrar com os descontentes. E, se falar de “direitos humanos”, só o fará nas conversinhas privadas com os ditadores Castro
No editorial televisivo de ontem, Jabor aproveitou para dar uma pancadinha no ex-presidente que luta contra o câncer. Lembrou que Lula cometeu duas espantosas gafes quando foi a Cuba, após a morte do dissidente político Orlando Zapata. Segundo Jabor, Lula comentou que não podia se meter naquilo e comparou o mártir da resistência contra a ditadura dos irmãos Fidel a criminosos brasileiros. Jabor recordou a alegação de Lula - uma pérola de cinismo: “Imagina se todos os presos de São Paulo pedissem liberdade...”.
Jabor frisou que a gafe inesquecível e eterna de Extalinácio foi: “Eu lamento que um preso tenha se deixado morrer por uma greve de fome”. Na crítica ácida de Jabor, Lula culpou o dissidente morto por sua própria morte, e nada falou sobre a violenta a repressão a dirigentes na Ilha onde José Dirceu costuma fazer bons negócios.
Arnaldo Jabor mandou pesado: “Lula sempre se dizia uma metamorfose ambulante, que dizia qualquer coisa para não comprometer sua imagem. Depois de nossos sonhos românticos nos anos 60, Cuba acabou se revelando incompetente. Fracassou econômica e socialmente. Criou uma burocracia stalinista, uma nova classe de privilegiados e perseguiu dissidentes, de gays a democratas, todos chamados de ´usanos´ (vermes). Mesmo assim, ainda é um símbolo que ilude a esquerda nostálgica".
Jabor deu uma ironizada final: "É claro que não podemos exigir da presidente (Dilma) uma intrusão diplomática na Ilha. Mas Dilma não pode ir apenas de carona na cauda do cometa Lula. Ela a presidente de um grande país democrático e não pode somente bater cabeça pras saudades da ilha romântica de nossa juventude. Ela precisa demonstrar sua livre opinião, como fez com o Irã. Será?”
26 de janeiro de 2012
Por Jorge Serrão
PT DÁ INÍCIO DA CAMPANHA PELA PREFEITURA DE SP NA BASE DO QUEBRA-QUEBRA. É O ESTILO CONSAGRADO POR LULA E SEUS SEQUAZES.
Cena da campanha do PT em São Paulo: retrato do Brasil do PT.
No post que está abaixo deste e sem ver as fotos dos arruaceiros acertei em tudo no título. Como se vê, esses esbirros do PT e seus satélites iniciaram a campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.
O mais estranho de tudo isso é que o Fernando Henrique Cardoso, na já célebre entrevista que concedeu à revista The Economist, acenou com uma aliança de tucanos com petralhas.
Há pouco mais de uma semana, Gilberto Kassab visitou Lula no hospital onde recebe doses de radioterapia para debelar o tumor maligno que se instalou na tireóide.
Foi nessa oportunidade que Kassab sugeriu também ao Lula uma aliança com PT-PSD, uma espécie do já conhecido acordo caracu.
O veículo acima sendo chutado pelos bate-paus do PT é o carro oficial da prefeitura de São Paulo que conduz o Prefeito Kassab.
Dito isto, creio que não precisa acrescentar mais nada.
25 de janeiro de 2012
aluizio amorim
Cena da campanha do PT em São Paulo: retrato do Brasil do PT.
No post que está abaixo deste e sem ver as fotos dos arruaceiros acertei em tudo no título. Como se vê, esses esbirros do PT e seus satélites iniciaram a campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.
O mais estranho de tudo isso é que o Fernando Henrique Cardoso, na já célebre entrevista que concedeu à revista The Economist, acenou com uma aliança de tucanos com petralhas.
Há pouco mais de uma semana, Gilberto Kassab visitou Lula no hospital onde recebe doses de radioterapia para debelar o tumor maligno que se instalou na tireóide.
Foi nessa oportunidade que Kassab sugeriu também ao Lula uma aliança com PT-PSD, uma espécie do já conhecido acordo caracu.
O veículo acima sendo chutado pelos bate-paus do PT é o carro oficial da prefeitura de São Paulo que conduz o Prefeito Kassab.
Dito isto, creio que não precisa acrescentar mais nada.
25 de janeiro de 2012
aluizio amorim
LONGE DA ABSURDA SELIC, TAXAS DE JURO DOS CARTÕES DE CRÉDITO CHEGAM A 400% AO ANO
Entre as tantas plataformas eleitorais que garantiram a vitória de Dilma Rousseff na corrida presidencial de 2010, a chegada de 39 milhões de consumidores à classe média, foi a mais explorada. Esse movimento sócio-econômico se deu sob o manto do consumismo e do crédito fácil, o que levou milhões de brasileiros ao endividamento recorde e à inadimplência.
Cenário da mais alta taxa de juro do planeta, o Brasil continua sendo o paraíso dos banqueiros, que faturam alto às custas do suado dinheiro do trabalhador.
Enquanto as autoridades federais instaladas na Esplanada dos Ministérios comemoram a decisão do Banco Central de reduzir a Selic, que desde a semana passada está fixada em 10,5% ao ano, o brasileiro continua refém das altas taxas de juro.
Um leitor do ucho.info contatou a redação para externar o seu inconformismo com as taxas de juro cobradas pelas administradoras dos cartões de crédito. Para quem opta pelo pagamento do valor mínimo (15%) da fatura do cartão de crédito (Circular nº 3563 do Banco Central), o juro mensal é de 13,66%, conforme consta de extrato enviado pelo Banco do Brasil. No período de doze meses, a taxa de juro sobe para absurdos 364,82%. Acrescida do IOF, a taxa pula para 407,67%.
Enquanto isso, a caderneta de poupança continua proporcionando rendimentos miseráveis.
Diante desse cenário de números que beiram a criminalidade hedionda é fácil concluir que não passou de fanfarrice o slogan adotado por Luiz Inácio da Silva durante os oito anos em que esteve no poder – Brasil, um país de todos –, assim como é ufanista o adotado por Dilma Rousseff, “País rico é país sem pobreza”.
Até porque, com taxas de juro na casa dos 400% ao ano nenhum país é de todos, assim como qualquer país está fadado à miséria.
26 de janeiro de 2012
(Transcrito de ufo.info)
Cenário da mais alta taxa de juro do planeta, o Brasil continua sendo o paraíso dos banqueiros, que faturam alto às custas do suado dinheiro do trabalhador.
Enquanto as autoridades federais instaladas na Esplanada dos Ministérios comemoram a decisão do Banco Central de reduzir a Selic, que desde a semana passada está fixada em 10,5% ao ano, o brasileiro continua refém das altas taxas de juro.
Um leitor do ucho.info contatou a redação para externar o seu inconformismo com as taxas de juro cobradas pelas administradoras dos cartões de crédito. Para quem opta pelo pagamento do valor mínimo (15%) da fatura do cartão de crédito (Circular nº 3563 do Banco Central), o juro mensal é de 13,66%, conforme consta de extrato enviado pelo Banco do Brasil. No período de doze meses, a taxa de juro sobe para absurdos 364,82%. Acrescida do IOF, a taxa pula para 407,67%.
Enquanto isso, a caderneta de poupança continua proporcionando rendimentos miseráveis.
Diante desse cenário de números que beiram a criminalidade hedionda é fácil concluir que não passou de fanfarrice o slogan adotado por Luiz Inácio da Silva durante os oito anos em que esteve no poder – Brasil, um país de todos –, assim como é ufanista o adotado por Dilma Rousseff, “País rico é país sem pobreza”.
Até porque, com taxas de juro na casa dos 400% ao ano nenhum país é de todos, assim como qualquer país está fadado à miséria.
26 de janeiro de 2012
(Transcrito de ufo.info)
A INDÚSTRIA DA SECA
Infelizmente, o semiárido continua a impulsionar uma indústria de escândalos nos órgãos federais.
O da vez envolve o centenário Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Novamente, um braço do Estado é usado para produzir benefícios privados e dividendos político-partidários. Repete-se lá uma tônica disseminada na gestão petista.
Ontem, O Globo divulgou os resultados de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) apontando prejuízo de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e em contratações irregulares feitas pelo órgão, subordinado ao Ministério da Integração Nacional.
"O relatório de 252 páginas revela uma sucessão de pagamentos superfaturados, contratos com preços superestimados e 'inércia' da direção do órgão para sanar irregularidades que prosperaram ao longo da última década", informou o jornal. As contas do Dnocs de 2008, 2009 e 2010 também foram consideradas irregulares.
Repetindo o mesmo vício do ministro da Integração, o chefe do Dnocs também privilegiou um estado em detrimento dos demais na liberação de verbas. Se Fernando Bezerra desequilibrou os repasses em favor de Pernambuco, o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, superfaturou os recursos para o Rio Grande do Norte de seu padrinho político, o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.
De 47 convênios firmados com municípios para ações de defesa civil, 37 contemplaram prefeituras potiguares, que ficaram com 43% dos recursos liberados. Segundo a Folha de S.Paulo, 20 dessas cidades no RN são administradas pelo PMDB.
A maior parte dos contratos (23) tem irregularidades, envolvendo empresas de fachada, conforme aponta a CGU.Um diretor do Dnocs já caiu e o chefe-geral equilibra-se no cargo.
O noticiário político de hoje diz que os atritos produzidos na área detonaram uma rusga brava entre o PSB do ministro Bezerra e o PMDB dos apadrinhados de órgãos ligados à Integração Nacional - que incluem ainda Sudene e Codevasf, agora também sujeitos ao crivo do escovão.
É de indignar ver comandantes de instituições que deveriam se dedicar a buscar saídas para o semiárido engalfinhando-se em torno de cargos e não de propostas, programas e soluções para problemas que ainda afligem milhões de brasileiros.
O episódio atual não destoa, no entanto, da parca atenção efetiva que a gestão petista tem dado ao Nordeste. Há muita propaganda e oba-oba em torno de feitos supostamente "históricos" para a superação dos atrasos da região, mas a dura realidade difere bem disso.
Obras espetaculares como a transposição do rio São Francisco e a construção da Transnordestina serviram muito bem para abrilhantar os programas de TV da então candidata a presidente da República. Mas até hoje não produziram um benefício efetivo sequer para a população nordestina.
A mais longeva obra inconclusa do Nordeste, a ferrovia foi prometida para o fim do governo Lula.
Hoje apenas 10% de seus 1.728 km estão prontos, mas, mesmo assim, só são utilizados para transportar material para a construção da própria Transnordestina. Se tudo correr bem, com pelo menos quatro anos de atraso a promessa será cumprida.
Outra promessa lulista, a transposição do São Francisco já encareceu 40% e sequer ficará pronta no governo atual. Parte da estrutura já feita, construída às pressas para figurar na campanha eleitoral de Dilma, hoje apodrece sob o sol inclemente. Nenhuma gota d'água chegou ao sertão.
O Nordeste vem apresentando taxas chinesas de crescimento nos últimos anos.
Muito se deve ao empreendedorismo e ao esforço próprio de seu povo.
O governo central pouco ajuda neste processo de superação.
A região quer emancipação e progresso, e não continuar a servir de subterfúgio para que a política miúda siga produzindo escândalos em série.
Janeiro 25, 2012
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
O da vez envolve o centenário Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Novamente, um braço do Estado é usado para produzir benefícios privados e dividendos político-partidários. Repete-se lá uma tônica disseminada na gestão petista.
Ontem, O Globo divulgou os resultados de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) apontando prejuízo de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e em contratações irregulares feitas pelo órgão, subordinado ao Ministério da Integração Nacional.
"O relatório de 252 páginas revela uma sucessão de pagamentos superfaturados, contratos com preços superestimados e 'inércia' da direção do órgão para sanar irregularidades que prosperaram ao longo da última década", informou o jornal. As contas do Dnocs de 2008, 2009 e 2010 também foram consideradas irregulares.
Repetindo o mesmo vício do ministro da Integração, o chefe do Dnocs também privilegiou um estado em detrimento dos demais na liberação de verbas. Se Fernando Bezerra desequilibrou os repasses em favor de Pernambuco, o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, superfaturou os recursos para o Rio Grande do Norte de seu padrinho político, o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.
De 47 convênios firmados com municípios para ações de defesa civil, 37 contemplaram prefeituras potiguares, que ficaram com 43% dos recursos liberados. Segundo a Folha de S.Paulo, 20 dessas cidades no RN são administradas pelo PMDB.
A maior parte dos contratos (23) tem irregularidades, envolvendo empresas de fachada, conforme aponta a CGU.Um diretor do Dnocs já caiu e o chefe-geral equilibra-se no cargo.
O noticiário político de hoje diz que os atritos produzidos na área detonaram uma rusga brava entre o PSB do ministro Bezerra e o PMDB dos apadrinhados de órgãos ligados à Integração Nacional - que incluem ainda Sudene e Codevasf, agora também sujeitos ao crivo do escovão.
É de indignar ver comandantes de instituições que deveriam se dedicar a buscar saídas para o semiárido engalfinhando-se em torno de cargos e não de propostas, programas e soluções para problemas que ainda afligem milhões de brasileiros.
O episódio atual não destoa, no entanto, da parca atenção efetiva que a gestão petista tem dado ao Nordeste. Há muita propaganda e oba-oba em torno de feitos supostamente "históricos" para a superação dos atrasos da região, mas a dura realidade difere bem disso.
Obras espetaculares como a transposição do rio São Francisco e a construção da Transnordestina serviram muito bem para abrilhantar os programas de TV da então candidata a presidente da República. Mas até hoje não produziram um benefício efetivo sequer para a população nordestina.
A mais longeva obra inconclusa do Nordeste, a ferrovia foi prometida para o fim do governo Lula.
Hoje apenas 10% de seus 1.728 km estão prontos, mas, mesmo assim, só são utilizados para transportar material para a construção da própria Transnordestina. Se tudo correr bem, com pelo menos quatro anos de atraso a promessa será cumprida.
Outra promessa lulista, a transposição do São Francisco já encareceu 40% e sequer ficará pronta no governo atual. Parte da estrutura já feita, construída às pressas para figurar na campanha eleitoral de Dilma, hoje apodrece sob o sol inclemente. Nenhuma gota d'água chegou ao sertão.
O Nordeste vem apresentando taxas chinesas de crescimento nos últimos anos.
Muito se deve ao empreendedorismo e ao esforço próprio de seu povo.
O governo central pouco ajuda neste processo de superação.
A região quer emancipação e progresso, e não continuar a servir de subterfúgio para que a política miúda siga produzindo escândalos em série.
Janeiro 25, 2012
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
A "RES PUBLICA" PRIVADA...
BRASIL ASSENHOREADO E SAQUEADO POR VELHACOS! O CACHACEIRO ASQUEROSO O FILHO...DO BRASIL TRANSFORMOU A REP. NUM COVIL. VAGABUNDAGEM POLÍTICA ENRAIZADA
Verba do Dnocs é para o RN, mas a seca é no RS
O Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) pagou R$ 9,3 milhões por serviços de uma consultoria de engenharia, que, de acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), teria apenas repetido informações que a autarquia já dispunha.
Os pagamentos à Hydras Engenharia e Planejamento Ltda, com sede em Salvador, foram feitos entre 2008 e 2010 e, segundo a diretoria do Dnocs, R$ 800 mil estão retidos por suspeitas de irregularidades.
Em documento oficial, a diretoria- geral do Dnocs afirma que a direção de infraestrutura hídrica, comandada até 2011 por Cristina Peleteiro, uma engenheira indicada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), pressionava pela efetivação dos pagamentos e teria se negado a calcular o tamanho do prejuízo.
O relatório da CGU diz que os pagamentos de R$ 9,3 milhões foram superfaturados. E aponta que a consultoria atuou em duas obras de grande porte: a Barragem Figueiredo (CE) e o projeto de Irrigação Tabuleiros Litorâneos (PI), incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento.
Entretanto, tal acompanhamento já estaria em curso pelos responsáveis por serviços de supervisão. "Todos os dados referentes à execução físico- financeira do contrato de construção constavam em ambos os relatórios.
(...)
Foi evidenciada, assim, superposição de atividades entre o contrato de consultoria e aqueles de supervisão".
Em agosto de 2011, a direção do Dnocs teria tomado ciência das irregularidades. Só em novembro o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, teria determinado a abertura de sindicância, "inércia" criticada pelos auditores.
Em novembro de 2011, por meio de ofício, a diretoria do órgão afirma que não pode ser considerada omissa porque "a atuação do departamento tem sido dificultada quando necessária a atuação junto à diretoria de Infraestrutura Hídrica, comandada até junho de 2011 pela engenheira Cristina Peleteiro, indicada pelo ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima".
Ainda afirma que a diretoria "incessantemente" pugna pelo pagamento das faturas pendentes.O ex-ministro Geddel Vieira Lima disse ontem que desconhece o caso da Hydras Engenharia e Planejamento.
Ele contou que foi ele quem pediu uma auditoria da CGU. Sobre a diretora de Infraestrutura, Cristina Peleteiro, foi só elogios. Disse que é uma pessoa "da maior seriedade" e confirmou que foi ele quem a nomeou .
A Hydras não se manifestou.
Por meio de nota, a direção do Dnocs limitou-se a dizer que "está analisando os argumentos da empresa". "Cautelarmente, o Dnocs reteve o pagamento da empresa até que seja concluída a análise".
Janeiro 26, 2012
Roberto Maltchik O Globo
postado por camuflados
Verba do Dnocs é para o RN, mas a seca é no RS
O Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) pagou R$ 9,3 milhões por serviços de uma consultoria de engenharia, que, de acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), teria apenas repetido informações que a autarquia já dispunha.
Os pagamentos à Hydras Engenharia e Planejamento Ltda, com sede em Salvador, foram feitos entre 2008 e 2010 e, segundo a diretoria do Dnocs, R$ 800 mil estão retidos por suspeitas de irregularidades.
Em documento oficial, a diretoria- geral do Dnocs afirma que a direção de infraestrutura hídrica, comandada até 2011 por Cristina Peleteiro, uma engenheira indicada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), pressionava pela efetivação dos pagamentos e teria se negado a calcular o tamanho do prejuízo.
O relatório da CGU diz que os pagamentos de R$ 9,3 milhões foram superfaturados. E aponta que a consultoria atuou em duas obras de grande porte: a Barragem Figueiredo (CE) e o projeto de Irrigação Tabuleiros Litorâneos (PI), incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento.
Entretanto, tal acompanhamento já estaria em curso pelos responsáveis por serviços de supervisão. "Todos os dados referentes à execução físico- financeira do contrato de construção constavam em ambos os relatórios.
(...)
Foi evidenciada, assim, superposição de atividades entre o contrato de consultoria e aqueles de supervisão".
Em agosto de 2011, a direção do Dnocs teria tomado ciência das irregularidades. Só em novembro o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, teria determinado a abertura de sindicância, "inércia" criticada pelos auditores.
Em novembro de 2011, por meio de ofício, a diretoria do órgão afirma que não pode ser considerada omissa porque "a atuação do departamento tem sido dificultada quando necessária a atuação junto à diretoria de Infraestrutura Hídrica, comandada até junho de 2011 pela engenheira Cristina Peleteiro, indicada pelo ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima".
Ainda afirma que a diretoria "incessantemente" pugna pelo pagamento das faturas pendentes.O ex-ministro Geddel Vieira Lima disse ontem que desconhece o caso da Hydras Engenharia e Planejamento.
Ele contou que foi ele quem pediu uma auditoria da CGU. Sobre a diretora de Infraestrutura, Cristina Peleteiro, foi só elogios. Disse que é uma pessoa "da maior seriedade" e confirmou que foi ele quem a nomeou .
A Hydras não se manifestou.
Por meio de nota, a direção do Dnocs limitou-se a dizer que "está analisando os argumentos da empresa". "Cautelarmente, o Dnocs reteve o pagamento da empresa até que seja concluída a análise".
Janeiro 26, 2012
Roberto Maltchik O Globo
postado por camuflados
TUDO POR DINHEIRO. DILMA x HENRIQUE EDUARDO ALVES
Tudo por dinheiro. Vamos ver quem pode mais: a presidente Dilma ou o líder do PMDB Henrique Eduardo Alves.
Era só o que faltava. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), desafiou o Palácio do Planalto e condicionou, pelo Twitter, a saída de seu afilhado, Elias Fernandes Neto, à comprovação de irregularidades no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). Como se sabe, Elias Fernandes (é ou era, depende de Dilma) o diretor-geral do Dnocs.
Alves argumentou que é preciso a palavra final do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) revelado pelo GLOBO com prejuízos na ordem de R$ 312 milhões no órgão. Além disso, imitou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e privilegiou seu Estado, o Rio Grande do Norte.
No Twitter, o lider Henrique Eduardo Alves disse o seguinte: “Com respeito aos que me pediam explicações . Dou essa palavra inicial. Aguardo sereno o julgamento do TCU sobre atuação do Dnocs. Apenas isso”.
Ainda no Twitter, o líder peemedebista negou que haja ‘fogo amigo’ no caso.
“Não há fogo amigo nenhum. A CGU é um órgão de assessoramento do governo, que respeito . Mas pode se equivocar também . Vamos às provas”, postou Henrique Alves, que questiona o prejulgamento do atual diretor-geral.
Na noite de terça-feira, em conversa com o vice-presidente, Michel Temer, o líder foi enfático ao afirmar que Elias só deixará o cargo se fosse comprovada a irregularidade em sua gestão no Dnocs. Temer foi escalado pelo Planalto para conter a crise e conduzir o processo de substituição do comando do órgão.
Na quarta-feira, porém, o Ministério da Integração emitiu uma nota oficial sobre as futuras mudanças nas empresas vinculadas à pasta, mas o fato é que o protegido do líder do PMDB permanece no cargo.
Carlos Newton
26 de janeiro de 2012
Era só o que faltava. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), desafiou o Palácio do Planalto e condicionou, pelo Twitter, a saída de seu afilhado, Elias Fernandes Neto, à comprovação de irregularidades no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). Como se sabe, Elias Fernandes (é ou era, depende de Dilma) o diretor-geral do Dnocs.
Alves argumentou que é preciso a palavra final do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) revelado pelo GLOBO com prejuízos na ordem de R$ 312 milhões no órgão. Além disso, imitou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e privilegiou seu Estado, o Rio Grande do Norte.
No Twitter, o lider Henrique Eduardo Alves disse o seguinte: “Com respeito aos que me pediam explicações . Dou essa palavra inicial. Aguardo sereno o julgamento do TCU sobre atuação do Dnocs. Apenas isso”.
Ainda no Twitter, o líder peemedebista negou que haja ‘fogo amigo’ no caso.
“Não há fogo amigo nenhum. A CGU é um órgão de assessoramento do governo, que respeito . Mas pode se equivocar também . Vamos às provas”, postou Henrique Alves, que questiona o prejulgamento do atual diretor-geral.
Na noite de terça-feira, em conversa com o vice-presidente, Michel Temer, o líder foi enfático ao afirmar que Elias só deixará o cargo se fosse comprovada a irregularidade em sua gestão no Dnocs. Temer foi escalado pelo Planalto para conter a crise e conduzir o processo de substituição do comando do órgão.
Na quarta-feira, porém, o Ministério da Integração emitiu uma nota oficial sobre as futuras mudanças nas empresas vinculadas à pasta, mas o fato é que o protegido do líder do PMDB permanece no cargo.
Carlos Newton
26 de janeiro de 2012
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