"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 28 de janeiro de 2012

ANOTAÇÕES POLÍTICAS DO JORNALISTA CARLOS CHAGAS

Não adianta trocar o seis pelo meia-dúzia

Depois de mandar demitir na hora o diretor-geral do DNOCS, assim que tomou conhecimento do desafio do líder Henrique Eduardo Alves, do PMDB, não haverá como justificar que a presidente Dilma venha a pedir ao deputado potiguar a indicação do substituto.

Se isso acontecer, como espera o próprio vice-presidente Michel Temer, o governo terá repetido às avessas a máxima de Joseph Stalin, para quem o comunismo dava dois passos à frente e um atrás. No caso da substituição de Elias Fernandes, envolvido em denúncias de corrupção, por outro indicado de Henrique Eduardo Alves, a presidente terá dado um passo à frente e dois atrás.

O simbolismo da exoneração meteórica do diretor-geral do DNOCS está no grito de independência de Dilma diante da ditadura dos partidos que sufocam seu governo. Parece, até prova em contrário, estar terminando o ciclo do loteamento do ministério e penduricalhos, que a presidente precisou engolir ao tomar posse.

Se agora ela cede e conserva o mesmo modelo, não haverá como pensar que o processo mudou. Em especial se o seis for substituído pelo meia-dúzia. Espera-se a nomeação de um técnico, de alguém capacitado a enfrentar as mazelas da seca no Nordeste, mesmo sem vinculação partidária.

Mas se vier um político ligado aos grupos fisiológicos que dominam o PMDB e parte do governo, terá a emenda ficado senão pior, ao menos igual ao soneto. Como o próximo capítulo dessa novela de horror ficou para ser encenado depois do retorno da presidente de Cuba e do Haiti, haverá tempo para meditações.

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DUAS AGRESSÕES

Existem dúvidas, entre os líderes dos partidos que apóiam o governo, sobre qual das duas agressões mais despertou a indignação de Dilma Rousseff: se o desafio do líder Henrique Eduardo Alves, de que ela não tinha coragem para demitir o diretor-geral do DNOCS, ou a queixa dos caciques do PMDB, conhecida ontem, sobre a presidente blindar os amigos dela e passar a caneta em outros acusados de malfeitos.

Porque não deixa de ser comentário maldoso, tanto quanto um pouco verdadeiro, sobre Dilma não ter demitido Fernando Pimentel e Fernando Bezerra, ao tempo em que não poupou indicados pelo PMDB. Afinal, os dois ministros foram alvo de denúncias de irregularidades graves, e tiveram fôlego e apoio para defender-se e permanecer no Desenvolvimento Industrial e na Integração Nacional.

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VEXAME

De todos os episódios envolvendo o PMDB e sua ânsia fisiológica, surge uma conclusão inevitável: está posta em frangalhos a legenda um dia responsável pela queda da ditadura no país. Nem é preciso fulanizar os atuais comandantes do partido se comparados com Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, os autênticos e tantos outros guerreiros da democracia.

Dirão os céticos que as coisas começaram a mudar quando o partido foi para o poder. Afinal, José Sarney passava mal toda vez que recebia Ulisses Guimarães em seu gabinete, sempre com exigências de nomeações e ocupação de espaços no governo. O problema é que, naqueles idos, o PMDB vinha de estrondosa vitória eleitoral, detendo todos os governos estaduais, menos um, e maioria indiscutível na Câmara e no Senado. Agora, reduzido em sua força, oferece vexame em cima de vexame.

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NÃO ESTÃO NEM AÍ

Enquanto Fernando Henrique vibra tacape e borduna em José Serra e o ninho dos tucanos assemelha-se a um buraco de tatu, não apareceu um único de seus caciques para contraditar as palavras de Dilma Rousseff no Fórum Social Mundial. Porque critica maior não houve aos tempos em que o PSDB mandou no país.

Vale como exemplo citar um trecho do discurso da presidente em Porto Alegre, quando criticou “receitas fracassadas que levaram à recessão, preconceitos ideológicos e políticos, modelo conservador que aprofundou a pobreza, a exclusão social e o desemprego”.

Será que o sociólogo prefere ficar aos sorrisos e elogios quando encontra a chefe do governo, em vez de rebater com veemência o diagnóstico dela? Diz o mote popular que “quem cala, consente”.

Carlos Chagas
28 de janeiro de 2012

OS PODRES PODERES NÃO DEIXAM...


NOTA AO PÉ DA CHARGE

Essa história de otimismo e pessimismo, que separa as pessoas em dois grupos - de um lado, claro, os otimistas, para quem o mundo é cor-de-rosa; e do outro, os pessimistas, que enxergam o mundo em preto e branco - sempre me vem à lembrança, aquela anedota dos irmãos.
Um otimista, e o outro pessimista.
Dois irmãos. Natal. Abertura dos presentes. O pessimista ganha uma bicicleta moderna, com todos os acessórios... Maravilha! E fica pensativo. O pai, preocupado, pergunta se ele não gostou da bicicleta. O menino pessimista responde. Gostei! Mas quando eu for dar minhas pedaladas, a turma da zona norte vai me derrubar, me dar umas porradas, quebrar o farol, tirar as ferramentes... Vai ser um sufoco... E fica triste.
Nisso o otimista, que ganhara uma lata, ao abri-la verifica que está cheia de bosta. Ele dá um salto de alegria e grita:
- Puxa!!! Vocês viram o meu cavalo por aí?

NO PAÍS DA IMPUNIDADE, AS PRÓPRIAS AUTORIDADES NÃO CUMPREM A LEI. E NINGUÉM TOMA PROVIDÊNCIAS.

O Brasil é um país verdadeiramente formidável. Seus quatro poderes estão inteiramente apodrecidos – Executivo, Legislativo, Judiciário e Imprensa disputam para ver qual é o mais corrupto, o mais leniente, o mais incompetente. E o quinto poder (as Forças Armadas) está completamente desmobilizado e sucateado. Mesmo assim, anarquicamente o país segue crescendo e mostra sua pujança, quando os políticos não atrapalham.

Em meio a esse quadro, é desalentador constatar que o governo da presidente Dilma Rousseff mantém a tendência da gestão de Lula de priorizar gastos públicos feitos sem licitação, usando brechas na lei, apesar das restrições colocadas pelos órgãos de controle interno, porque essa prática limita a competição entre fornecedores.

A assinatura de contratos com empresas escolhidas sem concorrência nos dez primeiros meses de gestão de Dilma atingiu 47,84% do total, quase metade do orçamento dessas despesas, a maior fatia desde 2006. No último ano de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2010), as compras sem licitação corresponderam a 45,25% do total.

Portanto, segundo os dados mais recentes do Ministério do Planejamento, as compras e contratações de serviços com dispensa ou inexigibilidade de licitação cresceram 8% em 2011, atingindo R$ 13,7 bilhões na administração federal, autarquias e fundações.

É uma verdadeira festa, que joga no lixo da famosa Lei de Licitações. Desde o início do segundo mandato de Lula, a dispensa e inexigibilidade de licitação vêm crescendo mais do que outras modalidades de gastos. Para se ter uma idéia, no primeiro ano do governo Dilma, os gastos feitos sem procedimento licitatório foram 94% maiores do que em 2007.

Ao mesmo tempo, o governo de Dilma reduziu o uso de outras modalidades previstas na Lei de Licitações que permitiriam maior competição, como a tomada de preços e a concorrência, por exemplo.

A dispensa e a inexigibilidade de licitação estão previstas na Lei de Licitações, de 1993. Hipoteticamente, o governo pode descartar a concorrência quando o valor for tão baixo que se gastaria mais com o próprio o processo licitatório. Já a inexigibilidade ocorre quando somente um fornecedor pode apresentar o serviço ou o produto, como medicamentos patenteados.

Também há dispensa de licitação em contratações emergenciais, quando não há tempo de realizar todo o processo de concorrência pública, como obras de reparação após desastres naturais, como consertos de pontes e rodovias, por exemplo. É a modalidade preferida para beneficiar empreiteiras. Aqui no Estado do Rio, no governo Sergio Cabral, tem sido um festival, com a construtora Delta à frente, para beneficiar o amigo dele, Fernando Cavendish.

A prática de dispensa de licitação também contamina a Esplanada dos Ministérios no governo Dilma. Dados do Ministério do Planejamento mostram que o Ministério da Cultura (Ana de Holanda) aumentou em 83% a dispensa e inexigibilidade de licitação no ano passado. Também apresentaram forte aumento desta modalidade as pastas de Minas e Energia (Edson Lobão, com 63%, Trabalho (Carlos Lupi) 58%, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Fernando Pimentel) 45%.

No governo federal, o controle dos gastos é feito pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Para o ministro José Jorge, do TCU, o menor uso de licitações favorece o descontrole de gastos, além de irregularidades em contratações, como o conluio entre empresas.

“É preocupante, porque o grande fator de controle, tanto de preços quanto da qualidade, é a licitação. Toda vez que se foge dela, a probabilidade de haver problemas é maior”, afirmou José Jorge, acrescentando que os contratos sem licitação exigem mais fiscalização do tribunal.

Traduzindo tudo isso: o governo faz o que bem entende, e estamos conversados.
Carlos Newton
28 de janeiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O SUSPEITO SISTEMA ELEITORAL DA VENEZUELA

EXTRA! VÍDEO LEVANTA SUSPEITA QUE SISTEMA ELEITORAL DA VENEZUELA É TOTALMENTE CONTROLADO PELO REGIME CHAVISTA E SUSCETÍVEL DE FRAUDE EM GRANDE ESCALA!



Documentário veiculado no YouTube denuncia que o sistema eleitoral venezuelano é totalmente controlado pelo regime comunista de Hugo Chávez, dito bolivariano. Os especialistas consideram que tal sistema impede que seja feita uma auditoria independente e não oferece qualquer segurança, já que todas as instâncias do processo são controladas pelo regime chavista. O último órgão de controle foi desativado por uma lei editada por Chávez.

Isto quer dizer que o sistema eleitoral venezuelano permite a fraude em ampla escala. Os especialistas que editaram o vídeo fazem inclusive a comparação com as eleições que eram feitas na Alemanha Comunista, antes da queda do muro.

O vídeo que está em espanhol mas dá para ter uma idéia de como funciona todo o sistema eleitoral bolivariano.

27 de janeiro de 2012
aluizio amorim

NOTÍCIAS DO PIRÃO CARIOCA

Paralisação por fraude e má gestão em obras de hospitais federais no RJ azeda relação de Dilma com Cabralzinho

Tal como um prédio com problemas estruturais, começa a implodir a partir de hoje a ligação pessoal entre a Presidenta Dilma Rousseff e o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, um dos mais queridos do ex Luiz Inácio Lula da Silva. A relação entre os dois azeda perigosamente, com repercussões para a luta por cargos entre o PT e o PMDB na reforminha ministerial, com a decisão apoiada por Dilma de parar com obras suspeitas de corrupção em hospitais federais no Rio de Janeiro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, suspende hoje 37 obras nos seis hospitais federais no Estado. O Tribunal de Contas da União encontrou indícios de fraude e má gestão nos trabalhos. O problema é ratificado por um outro relatório de inspeções produzido pela Controladoria Geral da União, em setembro. A paralisação das empreitadas afeta diretamente a relação de Dilma com Cabral porque a maioria das construtoras que tocam as obras tem ligações umbilicais com o governador. Os dirigentes são seus amigos ou colaboram no caixinha de campanha do PMDB.

Cabralzinho pode ter mais problemas à vista e a curto prazo. Uma das maiores beneficiadas por obras federais é a Delta Construções. A empresa pertence a Fernando Cavendish um dos melhores amigos de Serginho Cabral.
A Delta é uma das campeãs de obras no PAC (o Programa de Alavancagem da Companheirada, tradução mais apropriada que Programa de Aceleração do Crescimento). Só nos últimos cinco anos, a Delta recebeu do governo federal R$ 2,8 bilhões. Os números são do site Contas Abertas.

Caso se sinta prejudicado, de alguma forma, na briga entre Dilma e Cabralzinho, Lula deve se meter nela, na vã tentativa de conciliar. Aí é que o pirão pode desandar de vez...

Vada a bordo, Cabralzinho

Como de costume, sempre que ocorre alguma grande tragédia no Rio de Janeiro o governador Serginho Cabral Filho demora um pouco além do normal para se pronunciar.

Na queda dos três edifícios no centro da Cidade Maravilhosa não foi diferente, e Cabralzinho só falou sobre o assunto 17 horas depois do ocorrido.

Por isso, foi alvo fácil de internautas nas redes sociais – que o compararam até ao capitão que abandonou o navio em pleno naufrágio.

Cidadão parisiense

Sérgio Cabral voou para Paris pela TAM no último dia 19.
E retornou ao Brasil no dia 24 - também pela TAM.
Será que ele anda arrumando alguma boquinha para o PMDB lá na França?
Tem dúvida?

O que será que Cabral fará quando afundar de vez a relação entre Dilma e a cúpula de negociantes e fisiológicos do PMDB?

A presidenta já mandou avisar, pela mídia amestrada, que não aceitará as ameaças do PMDB na reforminha ministerial.
Dilma vai indicar e mexer em quem ela quiser, e o aliado terá de aceitar sem muito reclamar publicamente.

Botando banca

José Sérgio Gabrieli, que Dilma tirou da Presidência da Petrobrás só porque fofocou para o companheiro José Dirceu uma conversa privada, está botando banca.

Mesmo perdendo o empregão na estatal de economia mista, o futuro candidato ao governo da Bahia está calçado com um assento no Conselho de Administração da holding do Itaú-Unibanco.

Assim dá para esperar, com segurança, até a eleição de 2014...

Indicação pegando

Dez grandes investidores europeus e norte-americanos enviaram uma cartinha nada educada ao presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, o também ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Como investidores minoritários estrangeiros da Petrobrás, eles exigem que tenham o direito de indicar, sem interferências do governo, na próxima Assembléia Geral deste ano, o nome de quem vai representá-los.

Os gringos reclamam que foram forçados a nomear para o cargo, sem conhecer direito, Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas e filho do falecido vice-presidente José Alencar.

Candidato apenas a vereador

O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) garante não haver “nenhuma chance” de ser candidato novamente nas próximas eleições, em outubro, ao cargo que ocupou por três mandatos.

Quem especula é o deputado federal Anthony Garotinho, ex-governador, que defende o nome de Cesar Maia como cabeça de chapa da aliança entre o DEM e o PR.

Garotinho acha essa seria a maneira de garantir a disputa para o segundo turno contra o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tentará a reeleição.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

Jorge Serrão
27 de janeiro de 2012

GOVERNO FEDERAL JÁ TEM 22 MIL CARGOS DE CONFIANÇA

O Globo destaca que folha de pessoal do Executivo federal vai passar dos R$ 203 bilhões. Já O Estado de S. Paulo mostra que desembargadores querem reduzir os poderes do Coaf.

Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$ 203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada. Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem.

Em 2003, primeiro ano do governo Lula, foi registrada uma queda no total de cargos de confiança, dos 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte.

Mas, depois, o número só cresceu. No final de 2011, foi de 21.870 para 22 mil — cifra que, apesar de pequena, contraria o princípio do rigor fiscal do primeiro ano de Dilma.


O governo se defende: diz que hoje mais de 70% dos DAS são ocupados por servidores públicos de carreira, que as nomeações políticas são minoria e que há um esforço de “profissionalização” do serviço público.

Os cargos de confiança com livre provimento, ou seja, de pessoas de fora do serviço público, são os DAS-6, categoria mais alta, e costumam ser ocupados por indicações políticas. Eles têm remuneração média de R$ 21,7 mil e, em 2011, somaram 217 vagas, contra 209 de 2010.

O Globo
por Mario Coelho, 23/01/2012

HORROR DO HOLOCAUSTO EM 45 FOTOGRAFIAS

Clique sobre as fotos para vê-las ampliadas.
E aqui, para ver mais fotos

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com.br/2012/11/horro-do-holocausto-em-45-fotografias.html
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Um dos termos mais terríveis da história foi usado pela Alemanha nazista para designar os seres humanos, cujas vidas foram sem importância, ou aqueles que deveriam ser mortos liminarmente: Lebensunwertes Leben, ou vida indigna de vida.
Pela primeira vez aplicada para o deficiente mental, mais tarde para os considerados racialmente inferiores, ou sexualmente desviantes, ou simplesmente inimigos do estado interno e externo.
Desde muito cedo na guerra, parte da política nazista foi assassinar civis em massa, visando principalmente judeus - que, mais tarde na guerra, tornou-se a solução final de Adolf Hitler, o completo extermínio dos judeus. Começando com Einsatzgruppen, os esquadrões da morte, matando cerca de 1.000.000 pessoas em inúmeros massacres, mais tarde, em campos de concentração onde prisioneiros foram negados ativamente alimentação adequada e cuidados de saúde, e terminando com a construção de campos de extermínio - instalações do governo cuja finalidade única foi o assassinato sistemático e a eliminação de um número enorme de pessoas.
Em 1945, as tropas aliadas à medida que avançavam começaram a descobrir muitos campos, eles encontraram os resultados destas políticas: centenas de milhares de prisioneiros doentes e famintos e milhares de cadáveres.
Provas de câmaras de gás, crematórios, milhares de valas, documentação de experimentação médica terrível e muito mais. Os nazistas mataram mais de 10 milhões de pessoas dessa maneira, incluindo 6 milhões de judeus. Do site The Atlantics em tradução livre o inglês onde vocês poderão ver cerca de 50 fotos chocantes do Holocausto
Hoje, dia 27 de janeiro, é a data consagrada à memória das Vítimas do Holocausto. PARA NUNCA MAIS ESQUECER!

SENADOR É SUSPEITO DE DESVIAR VERBAS

O senador Mário Couto (PSDB-PA) foi denunciado, em ação civil pública, sob acusação de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa do Pará entre 2003 e 2007, período em que foi presidente da Casa. O Ministério Público do Pará, que ajuizou a ação nesta quinta (26), pede o bloqueio dos bens do senador e que ele e outros 15 acusados devolvam R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. O suposto esquema consistia em fraude na folha de pagamento do Legislativo, com a contratação de servidores-fantasmas.

27 de janeiro de 2012
Informação do jornal Folha de São Paulo.

HOJE É O DIA DA MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO, UMA DAS MAIORE.S ATROCIDADES QUE A HUMANIDADE JÁ VIU

Mais de 6 milhões de judeus foram mortos entre mulheres, crianças, idosos e que foram assassinados a sangue frio e em câmaras de gás única , exclusivamente, por apenas serem judeus. Que esse tipo de coisa nunca mais aconteça com qualquer que seja o povo. (Lígia Ramos -Facebook).

É bom lembrar que sempre estamos correndo perigo. O monstro estará intrínseco na alma de alguns canalhas sanguinário da "política brasileira". Leia abaixo.

Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] - O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Texto Completo


OS HOMENS ADMIRÁVEIS DE LULA DA SILVA


Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 4:49

Publiquei ontem alguns trechos da entrevista de Lula à revista Playboy em julho de 1979 e fiz uma pequena provocação intelectual: “O sindicalista é o pai do homem”. Acho que há mais trechos que os eleitores têm o direito de ler. Sacrifico-me por vocês. Como não está na Internet, tenho de digitá-los. Mas não me importo. Tudo pelo esclarecimento.

Os trechos que vocês lerão em vermelho são fortes, sim. Não fosse o Brasil, hoje, amigo de todas as ditaduras que há no planeta; não tivesse o governo Lula estendido o tapete vermelho para o um delinqüente como Mahamoud Ahmadinejad, censurado na ONU uma semana depois, com os votos de Rússia e China, mas sem o voto do Brasil; não tivesse flertado o Itaramaty, por vias oblíquas, até com o terrorismo das Farc, e a fala de Lula de 30 anos atrás não teria relevância. Mas, infelizmente, tem. Vamos lá.

(…)Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] -
O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy – E entre os vivos?

Lula [pensando]
– O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy – Mais.

Lula – Khomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.
(…)
Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gene, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

Voltei

Que coisa, não? O único do grupo que não é um facínora, um assassino contumaz, um homicida frio, é Gandhi. Mas Gandhi, convenham, é a Portuguesa de Desportos das figuras ilustres da humanidade. Se a Portuguesa está em campo, e o adversário não é o nosso time, a gente torce pra quem?
Os outros… A referência a Hitler se presta a uma ironia sinistra: “O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”. Sem dúvida, o homem era o senhor do fogo…

Lula mudou? Digamos que alguns facínoras foram acrescentados à sua galeria: Ahmadinejad, Khadafi, Omar Hassan Ahmad al-Bashir (o genocida do Sudão)… Fidel, bem…, a múmia, rejeitada até pelo diabo, continua objeto de culto…

De todas as admirações, esta que diz pouco se importar com ideologia é, sem dúvida, a mais perigosa. Afinal, 30 anos depois daquela entrevista, indagado se não se incomodava em receber Ahmadinejad, que nega o holocausto dos judeus, promovido por Hitler – aquele que “tinha o fogo de se propor a fazer alguma coisa”, Lula respondeu:“Muito pelo contrário. Não estou preocupado com judeus nem com árabes. Estou preocupado com a relação do estado brasileiro com o estado iraniano. Temos uma relação comercial, queremos ter uma relação política”.
O sindicalista, como se vê, era mesmo o pai do presidente.

Se você ainda não leu, leia também:

- LULA, O SEXO, OS ANIMAIS E AS VIÚVAS

- Lula e as mulheres: “O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…”

LULA, O SEXO, OS ANIMAIS E AS VIÚVAS
2 de dezembro de 2009

Vocês sabem: fim de ano é hora de jogar fora papel velho, livros de auto-ajuda que lhe mandam na suposição de que você precise deles, jornais e revistas que vão ficando pelo caminho. Regra geral: “Conteúdo que já estiver na Internet vai pro lixo, excetuando-se algumas edições históricas de momentos históricos”. Há algumas coisas aqui: o fim do AI-5, os grandes comícios das diretas, afastamento de Fernando Collor, atentados de 2001, mensalão… Não jogo essas coisas, não, ainda que uma ou outra possam estar na rede. E eis que me deparo com algo tornado também histórico: a entrevista de Lula à revista Playboy em 1979. TRINTA ANOS ESTA TARDE!
Pena não ser possível digitar tudo. Sabem aquela máxima de Wordsworth que vivo citando aqui, “o menino é o pai do homem” (depois “popularizada” por Machado de Assis)? Pois é… O sindicalista era o pai do presidente. Vou brindá-los com alguns trechos que revelam o, digamos, espírito do homem por dentro daquela figura pública mítica que começava a se plasmar ali.

Lula tinha, então, 34 anos e era visto por parte da esquerda como a grande novidade da política — uma liderança genuinamente operária. Outra parte torcia o nariz e rejeitava o que lhe parecia individualismo excessivo, falta de “consciência de classe” (risos), despolitização, flerte com o populismo etc. Eu tinha 18 anos à época, militava numa organização trotskista e o considerava um verdadeiro violador dos princípios da classe operária… Bem, já contei para vocês como eu e o mito Lula nunca nos demos: antes, eu era esquerdista demais para suportá-lo; depois, acho que virei democrata demais…
Na entrevista, como não poderia deixar de ser, Lula fala sobre sexo também.

Destaco um trecho:

Playboy - Com que idade você teve sua primeira experiência sexual?

Lula - Com 16 anos.

Playboy - Foi com mulher ou com homem?

Lula (surpreso) - Com mulher, claro! Mas, naquele tempo, a sacanagem era muito maior do que hoje. Um moleque, naquele tempo, com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais… A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre…

Comento

Evito comentar. Não considero o trecho propriamente político. Apenas relevo que, dada a pergunta, a resposta-síntese é esta: “Nem com mulher nem com homem”. Vamos a outro trecho. Este, com efeito, apela a algumas instâncias um tanto mais graves da vida pública.
Referindo-se a seu passado, Lula conta que já era viúvo e costumava sair da casa de uma namorada no começo da madrugada. Andava de táxi (!!!). Sempre o mesmo. O motorista lhe contara que o filho fora assassinado ainda muito jovem e que sua nora prometera jamais se casar. Pressuroso e solidário, Lula pensava — segundo ele próprio confessa: “Qualquer dia eu vou papar a nora desse velho…”. Agora sigo com Lula, entre aspas:

“Nessa época, a Mariza apareceu no sindicato. Ela foi procurar um atestado de dependência econômica para internar o irmão. Eu tinha dito ao Luisinho, que trabalhava comigo no sindicato, que me avisasse sempre que aparecesse uma viúva bonitinha. Quando a Marisa apareceu, ele foi me chamar”.

Comento

Entendeu, leitor amigo? Era morrer um representante da “craçe trabaiadora”, Lula estava ali, preparado, para “papar” a carente mulher do defunto. Se eu fosse esquerdista, construiria aqui um raciocínio demonstrando que Lula cresceu sobre os cadáveres da classe operária. Mas eu não sou. A abordagem que me interessa é a do caráter dos indivíduos. Então afirmo que Lula abusava de sua posição institucional, política, para obter uma vantagem que era, convenham, absolutamente individual. E isso expõe a diferença entre individualismo e oportunismo.

Que outro brasileiro teria sobrevivido politicamente à confissão de que usava o sindicato para “papar” a mulher de companheiros mortos? Lula sobreviveu. E se tornou um mito. Não sei se o filme mostra todo o seu empenho em conquistar as viúvas. A turma da hagiografia vai dizer que ele fizera aquele pedido porque estava em busca de uma “esposa”. O seu pensamento enquanto o taxista contava as suas agruras diz tudo: “Qualquer dia eu vou papar a nora desse velho…”

Na vida de Lula, tudo termina em filme. A “nora do velho” que ele prometera “papar” era, o que ele só soube depois, justamente… Marisa! Não é demais? Sua antevisão se consumou. Só que, consta, ele casou primeiro e “papou” depois. Mirian Cordeiro, tornada a bruxa nacional pelos adoradores de Lula, é desse período. Ele próprio já confessou que a abandonou grávida. Papou e largou. Nem todas as filhas e mulheres da classe operária que cruzaram com Lula tiveram a mesma sorte…
Ainda comentarei por estes dias outros aspectos da entrevista. Uma coisa é certa: o mito estava em construção — e a excelente entrevista feita pela Playboy — 13 páginas — não deixa de ser parte dessa construção. Mas que se releve: embora seja simpática a Lula e o trate sempre com admiração (e alguma benevolência), revela de modo indubitável que o sindicalista era o pai do presidente. Tudo estava devidamente anunciado ali.

Lula e as mulheres: “O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…”
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 17:50

Os petralhas estão injuriados com a transcrição de trechos da entrevista que Lula concedeu em 1979 à Playboy. Dizem que isso é “golpe baixo”. Desde quando usar as palavras do líder supremo deles, do aiatolula, é “golpe baixo”?
Nem transcrevi ainda tudo o que há lá de interessante. Lula expressou, por exemplo, um juízo sobre as mulheres e sua, como direi?, resistência. Marisa está contando que estava entre dois pretendentes - um deles era Lula:

MARISA - Um tinha boa intenção, outro, intenção ruim. E acabei conquistada pelo que tinha intenção ruim. Mas ele era gamado, viu? Vivia dependurado no telefone [gargalhada de Lula]. Eu só fugia, dizia que estava ocupada, que tinha de trabalhar, mas, no fim, acabava atendendo.

LULA - Charminho dela… O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…

HOJE É O DIA INTERNACIONAL DO HOLOCAUSTO. JAMAIS SERÁ ESQUECIDO ESSE HORROR CONTRA A HUMANIDADE



São cúmplices dos criminosos, dos psicopatas, dos prevaricadores,dos corruptos, dos articuladores e tiranos, todos que manifestam admiração pelos monstros da humanidade.

ONDE ESTÃO OS QUE GOVERNAM O PAÍS QUE NÃO OUVEM A VOZ DO POVO?

A respeito dos juros de 400% ao ano, cobrados nos cartões de crédito pelos bancos privados e estatais aos brasileiros, onde estão os que governam o País que não ouvem a voz do povo? Estão como no passado: nos palácios, cuidando dos seus interesses. E o povo, continua como sempre sendo assaltado todo dia pelos banqueiros inescrupulosos. Essa história quem não conhece?

Lembremos então do cobrador de impostos, Zaqueu, citado na Bíblia Sagrada. Ele vivia em função do Estado e para ele. Por isso tinha a proteção para agir e fazer o que fazia com o povo, mesmo que o povo o odiasse de morte.

Hoje os bancos cobram taxas de cartão de crédito de 13,80% ao mês, chegando a 400% ao ano. Mas o povo pobre não tem como se defender e o governo, que poderia fazer alguma coisa em prol dessa gente, não faz nada. Pior do que isso é saber que os banqueiros usam o próprio dinheiro do trabalhador que está na poupança com juros de 0,80% ao mês. Como mudar essa realidade? Apelando para o governo? Não. Ele não fará nada para mudar essa situação.

Voltemos para a história do cobrador de impostos. Certo dia o Senhor Jesus o encontrou e disse que iria almoçar em sua casa. A multidão não entendia porque Jesus escolheu almoçar na casa de um ladrão. O que a multidão não sabia é que o ladrão iria ser transformado naquele dia. Essa transformação só foi possível porque Zaqueu sentiu a necessidade de conhecer a Jesus. Assim acontecerá com os ladrões desse nosso País. Pois o dinheiro não pode mudar a natureza humana, mas escravizá-la.

Essa é a razão de termos tanta gente passando fome, morrendo por falta de leitos e remédios nos hospitais públicos. Porque o escravo não se governa, porém é governado pelo seu senhor, o dinheiro. Esses homens fazem tudo por ele: matam, roubam, vendem, corrompem… E no final serão destruídos sem nada. Pois nus vieram ao mundo e nus voltarão. O que poderiam levar como resultado por terem sido escolhidos para estarem aqui, seria o seu caráter. Mas já não os têm, venderam por nada. Mas antes não tivessem nascido.

José Rosario Muniz
27 de janeiro de 2012

FÁBRICA DE RACISMO

Um artigo de Rosa Montero, colunista de El País, publicado em maio de 2005, sabe-se lá por que internéticas razões, ressuscitou com força na Web. Terça-feira passada constava em primeiro lugar na lista “Lo más visto” em elpais.com

Vamos ao caso, conforme relata a colunista. Pelo que me lembre, a imprensa brasileira não o comentou. Em um comedor universitário na Alemanha, uma estudante pega uma bandeja de comida do selfservice e senta-se em uma mesa. Nota que esqueceu os talheres e vai buscá-los. Ao voltar, vê com surpresa que um jovem negro está comendo em sua bandeja. Duvida um momento, mas por fim, condescendente, senta-se para dividir sua comida com o intruso, que se mostra amigável e sorridente. Quando terminam de comer, o rapaz vai embora e, ao levasntar-se, ela se dá conta de que sua bandeja está intacta, junto a seu abrigo, na mesa ao lado.

Comovente, não? A alemã racista acha que o negro apoderou-se de sua bandeja. Em um laivo de condescendência, consente em reparti-la com o negro. O bom negrinho nada objeta, apesar de a bandeja ser sua. A arrogância e o racismo europeus confrontam-se com a humildade e a generosidade africanas. Dá vontade de chorar.

Ao final do artigo, Rosa Montero alertava: “Dedico esta historia deliciosa, que además es auténtica...”. Deliciosa, pode ser. Mas não era autêntica. Mais ainda, era plágio de ficções. Constava do livro Galletitas, de Jorge Bucay. Outros situam sua origem em uma narrativa do escritor britânico Douglas Adams, publicado no final dos 70. Ou ainda a um conto juvenil da escritora Federica de Cesco – adorável suissesse que tive a honra de conhecer em meus dias de Estocolmo – intitulado Spaghetti für zwei.

“A lenda teve muitos avatares” – diz Rosa Montero, que agora reconhece seu equívoco -. “É um desses relatos fascinantes que, por alguma misteriosa razão que tem a ver com o inconsciente coletivo, tem uma grande capacidade de sobreviver”.

Essas histórias edificantes, por demais óbvias, jamais me convenceram. Como em toda história edificante, sempre há um detalhe que não bate. É de supor-se que ambos os protagonistas não tivessem as mesmas preferências alimentares. Será que a alemã não notou que a comida que dividia com o africano não era a mesma que havia escolhido?

Por que fascinante? Porque acusa a Alemanha de racismo? Qual misteriosa razão? Não há razão misteriosa alguma. É apenas o desejo das esquerdas que detestam a Europa de acusar o branco europeu de racismo.

Em meu ensaio Como ler jornais (2006), relatei vários desses casos. Como sempre é bom refrescar a memória das gentes, vou retomar alguns. Apenas alguns.

Um dos casos mais perturbadores de manipulação dos fatos ocorreu no verão europeu de 93, na Holanda. A reunião de pauta da Folha de S. Paulo foi excitada naquele dia. Uma menina marroquina, Naima Quaghmiri, nove anos, morrera ao cair em um lago em Roterdã. Duzentas pessoas teriam assistido seu afogamento, sem prestar-lhe socorro. O pauteiro brandia o telex com fúria. A idéia era produzir uma manchete como

RACISTAS HOLANDESES DEIXAM MORRER FILHA DE IMIGRANTES

A notícia era absurda. Duas centenas de pessoas não observam, passivamente, uma criança se afogando. O lago, uma espécie de açude, como mostrava a foto, era raso. No meio dele, havia um bombeiro com água pela cintura. Dois dias depois, novo despacho retificava o anterior. Não havia uma menina se afogando e duzentos holandeses assistindo. Naima se afogara horas antes. Policiais e bombeiros haviam pedido aos veranistas que formassem um semicírculo, de mãos dadas, e percorressem o lago em busca do cadáver. Os veranistas se recusaram.

Perguntei ao editor se a reportagem seria retificada. "Não precisa" — disse — “Amanhã ninguém mais lembra disso”. Mas jornalismo é o registro da história, é nos arquivos do passado que os pesquisadores do alegado amanhã buscam dados para seus ensaios, aleguei. "O que de fato acontece" — disse o editor — "só vamos saber meses depois. Jornalismo é assim mesmo".

Se não há agressão alguma, cria-se pelo menos atos criminosos por omissão. Foi o que aconteceu em Sebnitz, na Alemanha, em dezembro de 2000. O Estadão titulou com gosto:

MORTE DE CRIANÇA POR NEONAZISTAS ENVERGONHA ALEMANHA

Vamos à notícia:

Berlim — No dia seguinte à revelação do assassinato do garoto Joseph, de seis anos, do qual um grupo neonazista é o principal suspeito, surgiram vozes em toda a Alemanha pedindo justiça. Enquanto isso, no local do crime, o povoado de Sebnitz, na Saxônia, vivem-se momentos de vergonha após a cumplicidade silenciosa de seus habitantes. O jornal Bild denunciou a história de Joseph, filho de pai iraquiano e mãe alemã, que, perante a indiferença de 300 banhistas, foi espancado, torturado e afogado por um grupo de neonazistas em uma piscina pública. Na época, o caso foi encerrado como um acidente normal e, graças apenas à tenacidade da mãe da criança, a promotoria reabriu agora o caso. A história da morte do menino ocupou, hoje, a capa de todos os principais jornais do país e o Bild reproduziu, também na primeira página, uma fotografia do garoto morto, junto com a mãe.

Esta é a notícia. Mesmo fractal do episódio em Roterdã: filho de imigrante se afogando, uma multidão de banhistas assistindo. Se a notícia sai no ano 2000, é bom lembrar que o fato teria ocorrido em 1997. Detalhes novos: criança espancada, torturada e assassinada. Os banhistas, desta vez são trezentos. Este tipo de notícia tende a aumentar nos próximos anos. É fácil acusar uma multidão. Como ninguém é acusado individualmente, ninguém reclama. Mais difícil é acusar uma ou duas pessoas. Pode dar processo.

Vamos aos fatos, em tudo semelhantes ao episódio de Roterdã. No dia 13 de junho de 1997, uma criança de 6 anos, Joseph Abdulla, morrera afogada numa piscina pública cheia de gente. Quando bombeiros e médicos chegaram, era tarde demais: o corpo boiava há dez minutos sem vida. A polícia fez um inquérito e concluiu que tudo foi um lamentável acidente. O caso foi arquivado e esquecido. Ocorre que a mãe, a farmacêutica Renate Kantelberg-Abdulla, se convenceu de que Joseph fora morto por neonazis por ser filho de um iraquiano. Os assassinos tê-lo-iam previamente drogado e depois lançado à água.

Para comprovar esta tese, foi contratado um dos advogados mais conhecido da Alemanha, Rolf Bossi. Renate conseguiu também o testemunho de 23 pessoas, adultos e crianças, cujas versões levavam a pensar que poderia não se ter tratado de um acidente. O Bild do dia 23 de novembro recoseu a matéria com o título Neonazis afogam criança. Sebnitz passou para a primeira página da imprensa internacional e foi invadida pela televisão. A família teve de fugir para a Baviera e trancou-se em casa de familiares. Kurt Biedenkopf, o ministro presidente da Saxónia, foi a Sebnitz participar numa cerimônia religiosa em memória da «vítima». Edmund Stoiber; ministro presidente da Baviera, se disse horrorizados. «Não apetece viver num país onde uma criança de seis anos é assassinada por criminosos, por causa de motivos políticos, e onde ninguém mexe um dedo para impedir o crime», escreveu o jornal Tagesspiegel, de Berlim.

Soube-se depois que Renate dera dinheiro às 23 testemunhas para influenciar as suas versões. Uma das crianças interrogadas confessou ter dito “aquilo que a senhora queria ouvir, para ela me deixar voltar para casa». Tampouco foram confirmadas as ligações com grupos neonazis. O próprio Bossi, advogado de Renate, escrevera uma carta à sua cliente, duvidando da tese de uma conspiração racista e dizendo-lhe que ela «insistia em travar uma luta contra o resto do mundo».

E muitos outros casos compilei. Como a luta de classes está fora de moda, o racismo tornou-se o novo motor da história. Multidões serão novamente denunciadas por crimes que não foram cometidos nem podem ser provados. Mesmo desmentidos, comunidades e países inteiros herdarão a pecha de racistas. O alvo é a Europa. Como o fantasma do comunismo não conseguiu dobrá-la, como previa Marx já no Manifesto, suas viúvas brandem um outro, o da luta racial.

É a fábrica de racismo funcionando a todo vapor.

27 de janeiro de 2012
janer cristaldo

FGV / SENADO VERBA SEM FIM PARA NADA. DESDE 1995

SARNEY SEGUE, SEGUINDO...

Mais de um ano após a crise do Senado e sem ter seu projeto colocado em prática, a FGV(Fundação Getúlio Vargas) acaba de apresentar uma nova proposta de reforma administrativa para a Casa alvo de escândalos em 2009. Desta vez, porém, o preço é mais salgado: R$ 800 mil.

Segundo o iG apurou, a proposta foi levada ao conhecimento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na semana passada. Ele foi orientado por assessores a não aceitá-la caso contrário enfrentará críticas da opinião pública.

Em entrevista ao iG pouco antes de entrar no plenário para presidir a sessão nesta terça-feira, Sarney disse que não vai se envolver na reforma administrativa. “Agora esse assunto é com a comissão escolhida para tratar do tema”, disse.

Em fevereiro deste ano, o CCJ do Senado criou uma subcomissão para analisar o projeto de reforma administrativa apresentado no fim de 2009. O texto final teve como origem um documento produzido pela FGV em março do ano passado, ao custo de R$ 250 mil.

FGV pede mais R$ 800 mil para concluir reforma

Maio 05, 2010
Adriano Ceolin, iG Brasília

E NA CASA DA OBSCURIDADE, OCIOSIDADE E CÍRCULOS VICIOSOS: SENADO VOLTA A CONTRATAR FGV SEM LICITAÇÃO PARA REALIZAR CONCURSO

Contratada sem licitação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) deve arrecadar cerca de R$ 15 milhões com as inscrições para o concurso do Senado.

A alegação do Senado é que a contratação direta da entidade se deve à necessidade de "reposição imediata" de parte das 650 aposentadorias ocorridas desde 2008.

Serão preenchidas 246 vagas, além das que estão ocupadas por 3.174 servidores efetivos, 3053 comissionados e os 3 mil terceirizados. O valor total das inscrições será da FGV.

Chega-se aos R$ 15 milhões, pela estimativa da Casa de que 80 mil pessoas se inscreverão pagando os seguintes preços: os que disputarem as 104 vagas do nível médio, com salário inicial de R$ 13.833,64, pagarão R$ 180.


Os concorrentes das 133 vagas de nível superior de analista legislativo, salário de R$ 18.440,64, pagarão a inscrição no valor de R$ 190. E é de R$ 200 o preço da inscrição na disputa do maior salário, de R$ 23.826,57, para as 9 vagas de consultor.

Procurados, Senado e FGV não quiseram se manifestar. A entidade não retornou a ligação e na Casa prevalece a informação de que somente o presidente da comissão responsável pelo concurso, Davi Anjos Paiva, pode falar do assunto.

Com um detalhe: o órgão de imprensa tem de aguardar a ligação de Paiva, o que não ocorreu.

As provas serão realizadas dia 11 de março, podendo o candidato fazer as provas para os cargos de ensino médio é a de consultor pela manhã e a de analista à tarde, o que deve aumentar a arrecadação da FGV.


Até agora, a Diretoria-Geral do Senado publicou sete retificações aos editais do concurso sobre a mudança de termos ou de normas.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) pediu esclarecimentos sobre vários pontos do concurso, entre eles o valor da inscrição que considerou "elevada" e a dispensa de licitação. Ela considerou "vagas" as respostas prestadas por Davi Paiva.

Ele afirma que o valor da inscrição foi calculado "levando-se em consideração os altos custos provenientes da realização do certame em todas as capitais". Diz ainda que "candidatos hipossuficientes" (carentes) podem se escreve gratuitamente.


Sobre a contratação direta da FGV, informa que com a "realização do processo licitatório, além da demora, corria-se o risco de contratar instituição sem a tarimba necessária para prestar o serviço, o que poderia ser prejudicial ao Senado".

É praxe no Senado contratar a FGV sem licitação. Em 1995, na primeira gestão do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa, a FGV foi contratada por R$ 882 mil - o que equivaleria hoje pela atualização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) R$ 2,87 milhões - para fazer uma reforma administrativa na Casa.

O dinheiro foi pago em quatro parcelas, mas não houve sinal de execução da tal reforma. Em 2009, novamente com Sarney, a FGV voltou a ser contratada para fazer outra reforma, mas a proposta apresentada não agradou.


E o texto que propõe mudanças na estrutura da Casa, e que será votado em fevereiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi feito por servidores da Casa.
27 de janeiro de 2012
camuflados

O PODER PÚBLICO É MUITO CRIATIVO EM BUSCAR NOVAS FONTES DE FATURAMENTO. MAS EM ADMINISTRAR, CONTINUA UM FRACASSO.

O poder público é muito criativo em buscar novas fontes de faturamento. Mas em administrar, continua um fracasso.

É realmente extraordinária a criatividade das autoridades, que vivem a inventar novas modalidades de faturamento e exploração do cidadão-contribuinte-eleitor, como diz genialmente o jornalista Helio Fernandes.

Outro dia, O Globo publicou uma interessante notícia, que dizia o seguinte: “Não bastasse o caos no trânsito das grandes cidades, a falta de vagas em estacionamentos públicos, ruas estreitas e mal conservadas, além de sinalização precária, a população ainda pode ser surpreendida com uma novidade que atingirá diretamente o bolso do contribuinte: a instalação de pedágios urbanos”.

A crítica realmente se justificava, porque no último dia 3 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que entra em vigor em abril, cem dias após a publicação.

Fundamentada no artigo 21 da Constituição Federal, que atribui à União a responsabilidade de instruir as diretrizes da política de desenvolvimento e de transportes urbanos, a lei garante aos prefeitos, entre outras coisas, o direito de instalar pedágios onde bem entenderem nas cidades – e sem que haja uma consulta prévia.

A nova política prevê que União, estados e municípios poderão restringir e controlar o acesso e a circulação, mesmo temporária, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados. As prefeituras também poderão cobrar tributos para a utilização da infraestrutura urbana – desde que os recursos obtidos sejam aplicados na melhoria da estrutura viária, na qualificação do transporte público ou no financiamento de subsídio de tarifas nos meios de transporte nas cidades, como se os tribunais de contas fossem se preocupar com isso.

Traduzindo: o direito constitucional de ir e vir foi mesmo para o espaço. Aqui no Rio de Janeiro, já tinha ido há muito tempo, desde que o então prefeito Cesar Maia abriu a Linha Vermelha e uma “concessionária” passou a cobrar pedágio.

Aí a gente lembra de Leonel Brizola, que fez a Linha Vermelha e nunca se cobrou nada de quem trafega por lá. Saudades do Brizola.
Carlos Newton
27 de janeiro de 2012