"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



sábado, 11 de maio de 2013

O SEGUNDO GRANDE (AS) SALTO

 

No programa partidário do PT na TV, Lula e Dilma comemoraram uma década no poder. Criador e criatura fizeram uma espécie de dueto, alternando frases estimulantes sobre seus feitos nos três mandatos consecutivos e sobre o que ainda vem por aí. “A questão básica agora é a qualidade”, anunciou Dilma. Os brasileiros certamente acordaram eufóricos no dia seguinte.

Depois de dez anos de governo, o PT tem a bondade de oferecer qualidade ao país. Agora ninguém segura. Nessa escalada virtuosa, depois da qualidade o governo popular talvez ofereça felicidade. E depois – suprema ousadia – honestidade.


Foto: Instituto Lula / Divulgação
 

Houve inclusive um ligeiro mal-entendido em torno da mensagem petista na TV. O partido prometeu ao povo, daqui para frente, “o segundo grande salto brasileiro”.

Como a mensagem é um tanto enigmática, algumas pessoas entenderam que o PT estaria anunciando o “segundo grande assalto brasileiro” – dando a entender que os autores do primeiro assalto não serão mesmo presos, e portanto estariam aptos a repetir o golpe.

Mas essa é uma conclusão precipitada. Todos sabem que o PT não depende dos réus do mensalão para reeditar a trampolinagem. Nesse quesito, o que não falta ao partido é peça de reposição.

Especialistas estão tentando decifrar o que afinal o partido quis dizer com esse tal “segundo grande salto”. Alguns acreditam que seja uma referência cifrada aos sapatos que Rosemary usava em Roma, onde os contribuintes brasileiros bancaram sua recreação na elegante embaixada brasileira.

A despachante de estimação de Lula e Dilma, especializada em tráfico de influência junto às agências reguladoras, não foi convidada pelos padrinhos para a comemoração dos dez anos no poder – uma indelicadeza, considerando seus vastos serviços prestados ao governo popular. Se bem que Dilma escalou o ministro mais importante do governo, Gilberto Carvalho (da Secretaria-Geral da Presidência) para embaralhar as investigações contra Rosemary, o que já é um presentão.

O salto alto de Rose é, sem dúvida, um símbolo do poder petista. E o “segundo grande salto” talvez seja um recado tranquilizador aos companheiros de que os negócios subterrâneos prosseguirão normalmente, mesmo sem a rainha de Roma.

Outra leitura possível – ainda na simbologia do poder feminino valorizado na era Dilma – é que o segundo grande salto seja a volta de Erenice ao Olimpo petista. A ex-ministra-chefe da Casa Civil, preparada por Dilma para ser seu braço direito no governo e derrubada pela imprensa burguesa (só porque montou um bazar de influências no palácio), ressuscitou em grande forma.

Muito bem relacionada, ela hoje opera para Dilma discretamente, na área dos grandes negócios privados que dependem de um sorriso governamental. No setor de energia, que a presidente desmonta aos poucos com suas tarifas de mentira, Erenice reina. Para quem até outro dia era investigada pela Polícia Federal, é praticamente um salto ornamental.

Se o segundo grande salto do PT no Planalto não for nenhum desses, pode ter alguma coisa a ver com os preços. O já famoso salto do tomate, no qual a inflação dos companheiros saiu finalmente do armário, foi só o começo. Apesar dos truques e esparadrapos ilusionistas, o dragão voltou com força de mil Erenices depois de dez anos de gastança pública dos progressistas.

O ministro Mantega apareceu no programa petista para prometer que continuará sendo “implacável” no setor dos preços, o que praticamente garante o segundo grande salto – restando apenas esperar para ver quem substituirá o tomate como figura símbolo. Os saudosistas preferem o chuchu, primeira grande estrela da disparada da inflação nos anos 70.

Não deixou de ser comovente, no show televisivo do PT, a euforia daquele pessoal que está há uma década defendendo com unhas e dentes seus cargos no primeiro escalão. Lá estava Fernando Pimentel, o ministro vegetativo do Desenvolvimento, que não largou o osso depois da descoberta de suas consultorias invisíveis e milionárias.

A política é uma mãe. Ser presidente da República, por exemplo, é uma excelente opção para os sem vocação, esses que ficariam vagando pelo mercado de trabalho sem possibilidades de ascensão, ganhando mal e levando bronca do chefe. Uma pessoa assim virar presidente e passar a mandar em todo mundo, com murro na mesa e tudo que tem direito, é o autêntico milagre brasileiro. Mais gostoso que isso, só anunciar ao país a triunfal chegada da “qualidade” – com teleprompter, claro, para não arriscar demais.

E a qualidade está chegando aí, para todo mundo ver, com a criação do 39º ministério do governo popular. Mais cargos, mais verbas, mais alegria – e mais qualidade de vida para o Brasil, o país de todos os que assinaram as fichas de filiação certas. Que venham os próximos dez anos, porque ainda há muito para depenar.

11 de maio de 2013
Guilherme Fiúza, O Globo

A CEGUEIRA DA GOVERNANÇA



Príncipes, Reis, Imperadores, Monarcas do Mundo: vedes a ruína dos vossos Reinos, vedes as aflições e misérias dos vossos vassalos, vedes as violências, vedes as opressões, vedes os tributos, vedes as pobrezas, vedes as fomes, vedes as guerras, vedes as mortes, vedes os cativeiros, vedes a assolação de tudo?

Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso do costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade?

Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre vosso cuidado, vedes o peso que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustiças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e gemidos de todos?

Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos.

Padre António Vieira, in "Sermões"
 
11 de maio de 2013

OS PARÂMETROS DA AUTORIDADE


O Poder do Estado é da Nação. Aqueles que o exercem são servidores públicos, cujo poder é do cargo, não se transmitindo para o titular.
Consequentemente, qualquer voluntarismo ou personalismo, no trato da coisa pública, configura usurpação do Poder do Estado ou, mesmo, abuso de poder.
Portanto, descabidos e inconstitucionais os atritos e desarmonias entre os servidores do Judiciário, do Legislativo ou do Executivo.
Todos os servidores públicos, do braçal ao Presidente da República, estão sujeitos aos parâmetros constitucionais, principalmente, ao disposto no artigo 37, que impõe os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e a eficiência, no trato da coisa pública.
A Nação, titular do poder do Estado, não está sendo servida adequadamente, pelos seus servidores públicos, que comprometem a indispensável harmonia entre os Poderes da República, com debates e bravatas pessoais. A sociedade não quer saber a opinião dos seus servidores, precisa, apenas, que cumpram seus deveres de ofício e respeitem os parâmetros constitucionais.
O parâmetro da autoridade é a legalidade. Aquilo que extrapolar é abjeto corporativismo, usurpação do Poder do Estado, sujeito a punição, com o rigor da lei.
Proclamada a República, os exércitos da nação substituíram o Imperador, no exercício do Poder Moderador. É por isso, que o artigo 142 da Constituição Federal vigente, estabelece que as “Forças Armadas, ... destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer um destes, da lei e da ordem.”
Os estéreis pessoais e corporativistas debates, entre, os servidores públicos do Legislativo Federal e do Judiciário, que quebram a harmonia constitucional entre os respectivos Poderes, estão a ensejar a intervenção do Poder Moderador das Forças Armadas, em defesa dos Poderes Constitucionais, porque os servidores públicos insurrentos, do Judiciário e do Legislativo estão tratando do Poder do Estado como se coisa sua fosse. Servidor Público não tem partido, nem opinião, seu dever é servir a Nação, nos estritos limites da legalidade (art 37 CF), cumprindo, apenas, o que a lei determina.
“Todo o poder emana do povo” e em seu nome é exercido. Qualquer corporativismo é criminosa usurpação do “Poder do Estado”, que deve ser coibida pelos herdeiros do Poder Moderador do Imperador: As Forças Armadas.
Abaixo ao corporativismo e a usurpação de servidores públicos. Democracia já!

11 de maio de 2013
Antônio José Ribas Paiva é Presidente da Associação dos Usuários de Serviços Públicos.

USTRA E AQUILO QUE A "OMISSÃO DA VERDADE" PRECISAVA OUVIR


O Estado Brasileiro, representado pelo Exército, é o único e total responsável por absolutamente tudo que aconteceu na guerra oficial ao terror e ao banditismo da guerrilha urbana e rural que tentou implantar um regime totalitário-comunista no Brasil, nas décadas de 60 e 70 do século 20.

Eis a principal e mais importante mensagem passada ontem pelo Coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade – que deveria se chamar “Omissão da Verdade”, pois só quer ouvir e aceitar as versões (muitas vezes fantasiosas e inverídicas) do lado ideológico esquerdista da História, e não dos militares ostensivamente desmoralizados por uma campanha revanchista de desconstrução de imagem.

Ustra foi bem objetivo no depoimento: “Nunca fui punido, repreendido. Recebi os melhores elogios na minha vida militar e a mais alta condecoração do Exército, a Medalha do Pacificador. Com muito orgulho digo que cumpri a minha missão. Quem deve estar aqui não é o Ustra, mas o Exército brasileiro. Não sou eu, não senhor. O Exército assumiu por ordem do presidente da República o combate ao terrorismo. E cumpri todas as ordens. Ordens legais. Nunca, como se diz, ocultei cadáver, cometi assassinato. Vou em frente nem que morra assim. Lutei, lutei e lutei”.

O Coronel Reformado deixou bem claro seu papel na História: “Lutamos contra o terrorismo. Eles atacavam quartéis, roubavam armas, incendiavam rádio patrulhas e explodiram dezenas de bombas. Enfrentei várias organizações de esquerda, entre elas quatro nas quais a atual presidente da República (Dilma Rousseff) atuou. Estávamos cientes que lutávamos para preservar a democracia e lutando contra o comunismo. Do contrário, íamos virar um Cubão”.

Autor do livro “A Verdade Sufocada”, que já está na oitava edição, inspirado no Projeto Orvil, o Coronel Ustra acrescentou: “Se não fosse nossa luta não estaria aqui hoje. Teria ido para o paredón. Não existiria democracia hoje em nosso país. Estaríamos num regime de Fidel Castro. Mas estou aqui porque nós vencemos. E nossos inimigos terroristas foram eleitos pelo voto e pela democracia que nós preservamos”.

Os membros do atual governo do crime organizado, que patrocinam as bem remuneradas atividades da (c)Omissão da Verdade, não têm compromisso com a Democracia. Bandidos políticos, que manipulam figurinhas ideológicas que se comportam como inocentes inúteis, não têm qualquer compromisso com a segurança do Direito ou com o pleno exercício da razão pública.

Os imbecis coletivistas apenas querem desmoralizar a única instituição nacional permanente com capacidade real para defender a Pátria que a esquerdalha deseja destruir, para implantar uma “Nova Ordem”. Os imbecis coletivistas – que tentam destruir a liberdade individual e a democracia – trabalham, como agentes conscientes ou inconscientes, para a Oligarquia Financeira Transnacional que não quer um Brasil livre, desenvolvido e soberano.

O que explica que os grandes bandidos que infestam o mundo da politicagem tupiniquim, seus familiares ou “laranjas” fiquem ricos da noite para o dia e se transformem, de repente, em sócios das maiores empresas e empreendimentos tocados no Brasil? O Governo do Crime Organizado é patrocinado de fora para dentro do Brasil.

A (c)omissão da verdade e mecanismos ideológicos afins cumprem apenas o papel tático de desviar a atenção dos militares para o verdadeiro papel que eles têm como legítimo poder moderador republicano, sem necessidade de intervenções ou “quarteladas” (como ironiza a esquerda pseudointelectual). Os militares – principalmente na ativa – só não podem ser coniventes com o Crime Organizado que nos governa.

Eis a verdade que não pode jamais ser omitida. Do contrário, o Brasil será fatalmente tragado pelo buraco negro da História. Antes que isto aconteça, releia o Padre Antônio Vieira...

A maioria das pessoas de bem já está ficando de saco cheio de tanta safadeza.

Sempre que isto acontece, uma hora, o rumo da História muda... Eis a verdadeira esperança...

Triste Retrato

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

11 de maio de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

SUCESSOS DA HERANÇA DESDENHADA

          
          Artigos - Governo do PT        

Mas não é que o brasileiro, embaixador Roberto Azevêdo, foi eleito para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC)? Que tal? É nós na fita, como se poderia dizer, apropriando o título do espetáculo encenado por Marcius Melhem e Leandro Assun. Como foi acontecer uma coisa dessas?
 
Pois é. Um pouco mais do mesmo. Os outros plantam, o PT atrapalha quanto pode e, depois, colhe. Durante anos ouvi os petistas dizerem que abertura ao comércio internacional era coisa maldita, neoliberal, invencionice da nefasta globalização. A bem da verdade, essa ideia, de um viés nacionalista equivocado, que transformou o Brasil numa das economias mais fechadas do mundo, era anterior ao PT. Mas ganhou militância com o petismo.
 
Nas últimas décadas do século passado, o Brasil convivia com inúmeras maldições, entre elas estas três: atraso tecnológico, precaríssimo acesso a muitos bens de consumo e preços escorchantes por mercadorias do Primeiro Mundo.
Ah, o Primeiro Mundo! O Primeiro Mundo promovia integrações e mercados comuns. Fazia tudo errado ... e ia muito bem. Bem demais, aliás, a ponto de esquecer a primeiríssima das lições, aquela que todas as donas de casa sabem: quem gasta mais do ganha se endivida e, um dia, a conta chega. Mas essa é outra história.
 
Nós, brasileiros, nos habituamos a ouvir discursos em defesa dos protecionismos a setores tecnologicamente atrasados, avessos à abertura a importações, contra privatizações, contra o pagamento da dívida externa - chave mestra para todas as dificuldades do país. Moratória já! Ianques go home! Abaixo o receituário do FMI! O Brasil, não precisaria tanto para se tornar carta fora do baralho nas relações internacionais.
 
Deus talvez não seja brasileiro. Se for, não é lá muito bairrista. Mas, felizmente, nos propiciou reação a essa didática do atraso. E o Brasil, aos poucos, foi rompendo com aquele nacionalismo fajuto, irresponsável e caloteiro. À medida que isso acontecia, revertia-se o quadro e o país granjeava credibilidade e respeito no mercado internacional. Desde o final do século 20, tornamo-nos um país que paga contas, cumpre contratos e se integra comercialmente. Sob vaias, é verdade. Quanto mais o Brasil dava certo nas relações externas, mais essa política econômica era combatida, escarrada e pisoteada. A metralhadora giratória do PT e seus consectários tinha nela seu alvo preferido.
 
Loucura ideológica não rasga dinheiro. Quando o PT chegou ao poder, sem pedir desculpas a ninguém pelas bobagens que antes defendia e pelos impropérios que proferia, tratou de preservar o que estava dando certo. Descobriu, por exemplo, que o agronegócio paga as contas da balança comercial. Mas era tudo herança antes desdenhada. Por mais que o petismo delirante pretenda atribuir esses êxitos às suas próprias investidas em novos mercados africanos, o certo é que estes representam apenas 4% dos negócios do Brasil e não têm como passar disso em médio prazo. São economias muito pequenas.
 
Portanto, a eleição de um diplomata brasileiro para presidir a OMC é expressão de um sucesso que avançou à conta dos empreendedores brasileiros e de políticas às quais o PT se opunha com humores e furores vulcânicos.
 
11 de maio de 2013
Percival Puggina

MAIS VALIA DO PCdoB: POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA COMUNISTAS POR DESVIO DE RECURSOS DO PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA


MAIS-VALIA - Os comunistas criaram empresas para lucrar com o programa de construção de casas populares.
Por definição, o comunista é inimigo do capital, da propriedade privada, da exploração do trabalho e do acúmulo de riqueza. Quando chega ao poder, porém, essas sólidas certezas se derretem no ar. É o que ocorre agora em Brasília.

Na semana passada, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar um grupo de ex-servidores do Ministério das Cidades que fraudou licitações e desviou recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida. O esquema, chefiado por um militante comunista, pode ter irrigado os cofres do PCdoB e os bolsos de camaradas com o dinheiro desviado das casas populares.

Ao melhor estilo capitalista, os militantes fundaram um conjunto de empresas de papel para lucrar sem fazer nenhum esforço. A partir de informações privilegiadas, eles fraudavam licitações e ganhavam contratos com as prefeituras.

Depois, cobravam propina para repassá-los a pequenas empreiteiras, que eram subcontratadas para construir as casas populares. Um negócio bem tramado que não continuou operando porque houve um desentendimento na hora de socializar a mais-valia dos golpes.
 
Do site da revista Veja - Reportagem completa na revista que foi às bancas neste sábado
 
11 de maio de 2013
 

FOTOS COM VAGA GARANTIDA NA GALERIA DAS IMAGENS SURPREENDENTES

 



Winston Churchill em traje de banho
 


Leon Tolstoi contando histórias para os netos (1909)
 


Fidel Castro deposita uma coroa de flores no Lincoln Memorial
 


Roy O. e Walt Disney no dia da inauguração dos estúdios Disney
 


Bill e Hillary Clinton jogando vôlei (1975)
 


Os Beatles George Harrison, com 14 anos, John Lennon, com 16, e Paul MacCartney, com 15 (1957)
 
12 de maio de 2013
 

ADVOGADO ARGENTINO APRESENTA DENÚNCIA CONTRA CRISTINA ACUSANDO-A DE ASSASSINAR SEU MARIDO NESTOR KIRCHNER. RESTOS DO TIRANETE PODEM SER EXUMADOS


Cristina Kirchner reza pelo defunto marido durante o velório
Advogado argentino, Juan Ricardo Mussa, apresentou uma denúncia contra a presidente Cristina Fernandez de Kirchner e seu filho Maximo, acusando-os, segundo noticiou o jornal argentino Perfil, de matar Nestor Kirchner. O advogado também pediu exumação do corpo para investigar a morte.

Mussa, que fez inúmeras denúncias contra K nos últimos anos, pediu ao juiz federal, que também investigue o secretário Carlos Zannini, e os empresários Lázaro Báez Kirchner, Christopher Lee e Rudy Ulloa Igor como membros de uma "associação ilítica que "encobrio" o suposto crime, de acordo com os detalhes da denúncia.

O pedido de Mussa é baseado no relato de duas testemunhas protegidas que afirmam que Kirchner foi "morto por um tiro no pescoço." Eles falam sobre uma discussão entre Cristina e Nestor em sua residência em El Calafate antes da morte.

De acordo com o laudo da Unidade Médica Presidencial, Kirchner morreu em 27 de outubro de 2010, como resultado de deficiências cardiovasculares do miocárdio.
Em 7 de fevereiro do mesmo ano, foi internado de emergência na capital e em 12 de setembro foi submetido a uma angioplastia devido a outro problema cardíaco.

EN ESPAÑOL - El mutidenunciador del kirchnerismo, Juan Ricardo Mussa, presentó una denuncia fuera de lo común en Comodoro Py contra la presidenta Cristina Fernández de Kirchner: la acusó junto a su hijo Máximo Kirchnerpor "homicidio simple" por la muerte de su esposo Néstor Kirchner el 27 de octubre de 2010.La querella recyó en manos del juez federal Julián Ercolini.
El dirigente del PJ, quien efectuónumerosas querellas contra funcionarios K en los últimos años, solicitó al juez federal que también investigue al secretario Legal y Técnico, Carlos Zannini, y los empresarios kirchneristas Lázaro Báez -imputado por lavado de dinero-, Cristóbal López y Rudy Ulloa Igor como miembros de una "asociación ilítica" que "encubrió" el supuesto crimen -según la denuncia- del fallecido ex Presidente.
 
La denuncia se basa en el relato de dos testigos reservados que mencionan que Néstor Kirchner -de acuerdo al pedido de Mussa- habría sido "asesinado de un tiro en la nuca". Mussa solicitó al juez Ercolini que se exhumen los restos del expresidente para que se determine el verdadero motivo de su deceso. 
 
Según los relatos que recoge la denuncia, Cristina y Néstor Kirchner habrían mantenido una fuerte discusión en su residencia de El Calafate antes del fallecimiento.
 
De acuerdo a los partes de los Unidad Médico Presidencial, Kirchner falleció el 27 de octubre de 2010 de un infarto como consecuencia de deficiencias cardiovasculares. El 7 de febrero de ese año había sido internado de urgencia en la Capital y el 12 de septiembre se le aplicó una angiosplastia por otro problema coronario.
 
Por lo tanto, Mussa realizó una ampliación de la denuncia en la que solicitó al juez Ercolini que cite al personal de Emergencias Médicas de El Calafate, que acudió a la residencia de los Kirchner una vez que se informó su grave estado. Do site do jornal Perfil
 
11 de maio de 2013
in aluizio amorim

POR UM "PUNHADO" DE PODER, MUITOS PERDEM O PUDOR!


 
 
Vestida de vermelho, símbolo de sua opção ideológica,Dilma ver dobrar-se, diante de si, um pseudo representante de um grupo democrático.
 
Esta é uma imagem que envergonha a qualquer pessoa que sonha com um Estado Democrático. É, sem dúvida, o resultado da política do "toma lá da cá, e deixa pra lá tua vergonha".
 
Decididamente, a oposição no Brasil carece de uma cara, coragem e decência. Sinceramente, acho até, que aqueles que se dizem oposição são impostores.
 
Aqueles tais da farsa da redemocratização do país.
Corremos o risco de nos tornar uma Venezuela, mirando-se no espelho cubano, sob a fantasia de uma falsa democracia e liberdade relativa.
 
Empresários e políticos, antes autores de um discurso moralista, dobram-se diante de um desgoverno de viés marxista, onde não há pudor quanto atropelar a ética e a verdade, e beijam a mão ou se situam passivamente diante de quem participou de grupos que ativamente promoveram ações de terrorismo, caracterizadas por assaltos, roubos e, dizem, assassinatos, e que hoje depredam o erário com a facilidade com que fabricam números e propaganda de uma pseudo administração pública..
 
É inegável que hoje, mais do que nunca, urge o surgimento de uma oposição verdadeira e organizada.
Que os verdadeiros democratas brasileiros façam todos os esforços para esclarecer a população brasileira e, principalmente, a juventude, do perigo que corremos de  mancharem nossa bandeira, e o solo pátrio, do vermelho da morte.

GENERAL DESMISTIFICA A "OMISSÃO DA VERDADE" NA TV

Quem assistiu o “Sala Debate” no Canal FUTURA, programa levado ao ar na semana,  passada, abordando o desempenho da Comissão Nacional da “Verdade” (CNV) instalada em maio do ano passado, deve ter observado como, mesmo em situação de desvantagem, o General Rocha Paiva não deixou de rebater com segurança todo o “mise en scène” armado, para colocá-lo em cheque na presença da Senhora Rosa Maria Cardoso, inclusive apelando para depoimento do Senhor Romildo Maranhão do Vale, irmão de militante da “luta armada”.

É de se perguntar: por que não se fez ouvir, também, entre outros, o depoimento de familiares do Soldado Mario Kozel Filho? Será por que a presidenta era da VAR/PALMARES, organização que lançou o carro-bomba que matou o militar?  É lamentável, a comissão não vai chamá-la!

O fato é que os ardis não conseguiram fazer baquear o militar, que, tão logo lhe foram arremessados os nomes de Vladimir Herzog e Rubens Paiva, fez o contraponto do assassinato, a sangue frio, do 1º Tenente PM/SP Alberto Mendes Júnior, encontrado com terra no estômago após a exumação de seu cadáver, levantando a suspeita de que tenha sido enterrado vivo, após ser cruelmente amarrotado por coronhadas. 

Que se diga, após anos sem respostas, os brasileiros não apreciariam uma versão oficial facciosa do que realmente aconteceu. Por que então se jogar um véu sobre os atos de terroristas, que estão hoje sendo aquinhoados com pensões polpudas pelo Estado? Onde está a compensação das 120 (cento e vinte) famílias enlutadas, que perderam seus entes queridos, assassinados nos assaltos, seqüestros e golpes de mão urdidos pelos comunoterroristas?

Alerta! Cidadão brasileiro, a nação está hoje muito mais ameaçada de ser engolfada pela onda socialista/comunista do que nos idos de 1964. O pior cego é aquele que não quer ver. As Forças Armadas não estão se dando conta de como a governança está à deriva, apostando no “revanchismo”, na desunião dos militares e no conluio internacionalista-secessionista MST/NAÇÕES INDÍGENAS/QUILOMBOLAS. A Pátria está em perigo! Que Deus tenha piedade!
                                                                                                             
11 de maio de 2013
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel na Reserva do EB

PELA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


MUDANÇA DE CAMPOS

 


A evidente mudança de atitudes do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nos últimos dias, reduzindo o ritmo quase frenético de campanha nacional que imprimira à sua agenda, tem muitas explicações, mas traz muitas dúvidas.

Diversas teorias da conspiração andam pelas bocas e cabeças dos políticos, e a que mais mexe com o imaginário é a que dá como razão para essa freada de arrumação a possibilidade de Lula vir a ser o candidato do PT em 2014.

Da mais simples à mais complicada, eis as razões que estariam por trás da mudança de Eduardo Campos. A mais banal é que Campos teria se retraído porque seus assessores detectaram uma superexposição de sua imagem que não seria boa neste momento.

Outra, mais realista, diz que ele teria detectado uma reação às suas andanças pelo país, os pernambucanos estariam se ressentindo de uma ausência do governador nas questões locais, relegadas a um segundo plano. A declaração de que poderia governar Pernambuco mesmo de longe não teria tido boa acolhida entre seus eleitores.

Problema semelhante teve o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quando saiu pelo país para criar o seu PSD.

Kassab, que até então tinha boa popularidade na cidade que governava, passou a ser visto como um prefeito ausente, e seus índices de aceitação desabaram, fazendo com que ele se tornasse um peso para a candidatura de José Serra à Presidência, que apoiou por uma questão de lealdade.

Na verdade, a ação de Kassab não mudou muito nesse período, o que mudou foi a percepção do eleitorado sobre a sua atuação.

Quando estava se preparando para lançar-se nas movimentações com vistas à campanha presidencial, Campos foi alertado pelo vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, de que isso poderia ocorrer, mas só agora estaria sentindo os efeitos nocivos de sua ausência permanente do estado que governa.

Se perder o controle do eleitorado pernambucano, seu cacife fica reduzido a quase nada para uma campanha presidencial. Não será pelos seus olhos azuis que chegará ao Planalto, embora eles possam ajudar, como o programa nacional do PSB mostrou recentemente.

Mas há outras hipóteses circulando nos meio políticos, em Brasília e em Pernambuco, todas em busca de uma explicação para a mudança de atitude do governador, que, na avaliação unânime dos políticos, já foi longe demais para desistir.

Só haveria um modo de Campos recuar de sua decisão de ser candidato a presidente sem perder a credibilidade: Lula vir a ser o candidato do PT. Segundo essa teoria, o governador teria recebido recado de Lula pedindo que ele pesasse bem os passos que estava dando, antes que fosse tarde demais.

O raciocínio de Lula, passado para Campos, seria o seguinte: Dilma é a candidata do PT hoje, mas, se houver alguma mudança que exija a presença de Lula na corrida presidencial, Campos estaria disposto a enfrentá-lo nas urnas? Para bom entendedor, meia palavra basta, e Eduardo Campos engatou a marcha a ré para reavaliar o seu campo de ação.

A mesma crise econômica que pode corroer a popularidade da presidente Dilma, abrindo espaço para as candidaturas de Campos e outros oposicionistas como Aécio Neves, pelo PSDB, e Marina Silva, pode ser também a razão para que o PT volte a pressionar Lula a concorrer no lugar de Dilma.

Essa pressão foi tão forte ano passado que a própria presidente levou Lula a lançá-la candidata à reeleição, para acabar com as especulações. À medida que a situação econômica do país vai piorando, voltam as pressões para que Lula retorne ao papel de salvador da pátria. O movimento ainda é incipiente, mas real o bastante para atuar sobre a ação de Campos.

Por fim, a mais maldosa teoria da conspiração, circulando especialmente nos meios políticos pernambucanos: Eduardo Campos estaria fazendo toda essa movimentação combinado com o ex-presidente, justamente para enfraquecer a candidatura de Dilma à reeleição e favorecer a volta de Lula como candidato.

No meio de todo esse tiroteio, a notícia de que Campos convidou a ex-prefeita Luizianne Lins para entrar no PSB do Ceará, enfraquecendo assim os irmãos Gomes, é sinal de que ele continua atuando como candidato a candidato, organizando seus palanques para a batalha eleitoral.

11 de maio de 2013
Merval Pereira, O Globo

O BRASIL TEM JEITO?

Não se deve temer a verdade. É bíblico. “A Verdade vos libertará!”. Não é assim?

Mas qual é a verdade dos homens? Sei quais não são. Do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra jamais será. A argumentação do assassino demonstra que continua acreditando na mentira.

Não foi ele quem impediu a implantação de um regime de extrema esquerda no Brasil. Foi o povo nas ruas. A derrubada de uma ditadura de extrema direita ensinou que toda e qualquer quebra da legalidade deve ser execrada. E assim aprendemos que deveríamos impedir que outra – de extrema-esquerda – fosse imposta ao Brasil.

A nós, nas ruas, não importava a cor do porco. O essencial era impedir a continuidade da barbárie cometida em nome do Estado e com o uso do mesmo. Sempre quisemos liberdade, dignidade e democracia.

De onde o famigerado Ustra tira a conclusão de que ele seria um “defensor” de nossos direitos, como afirmou no depoimento patético na Comissão da Verdade?

É um anistiado. E em nome do que foi possível ser feito, à época, para dar fim ao pesadelo. Seria salutar que o Brasil passasse a respeitar os compromissos com a história assumidos pelo povo. Ou em nosso nome.

Não propugno a prisão de quem foi anistiado. Anistia é perdão. Foi negociada e não imposta. Foi uma conquista que os que estão agora no poder (e naquela época, onde estavam?) teimam em tentar desprezar, sem entender que desprezam a NOSSA luta.

Mas a Verdade tem que ser dita. Demonstrada e exposta, como antídoto. Ustra foi (e parece continuar a ser) um monstro. Alguém com um grave desvio de conduta. É daqueles que se compraziam com a dor imposta a outros. Com o poder infinito sobre a vida de terceiros.

Acha que quem deveria estar sentado na Comissão da Verdade é o Exército. Precisa explicar melhor o que diz e identificar os alvos que está mirando.

Nada que é erguido sobre mentiras tem a mais remota chance de prosperar. Como a ditadura não prosperou. Foi por isso que as ditaduras — todas — não prosperam. É por isso que democracias centenárias esbanjam saúde.

As democracias são eternas. As ditaduras são acidente de percurso, dolorosos e desnecessários. Estes novos tempos pós-ditadura são diferentes dos anos de chumbo.

O que há em comum entre o que vivemos hoje e o que sofremos ontem é a mentira oficial. É indispensável a demonização dos adversários. Se antes éramos os “comunistas” – nunca fui! – hoje somos os “raivosos direitistas”. Nunca fui!

A ferocidade de um Ustra não tem parentesco estreito com a imbecilidade patética de um Delúbio Soares, a arrogância idiota de um José Genoino, a mitomania de um Dirceu ou a megalomania de um Lula. São males distintos. Um é uma besta humana. Os outros são delirantes corruptos.

Mas há como ver nos dias de hoje as mesmas sementes que germinaram no pântano de 1964. A tentativa de censurar a imprensa, por exemplo. O Brasil que se deve amar ou deixar.
A idolatria que substituiu generais por sindicalistas. A procissáo de programas nunca executados: antes a Transamazônica, agora o PAC. A compra de apoios da dita classe (desclassificada) política.
O emprego de asseclas (antes os milicos, hoje os companheiros). A alteração da história como instrumento de permanência no poder (antes o perigo vermelho, hoje o desprezo pelo que outros fizeram. Pelo que nós fizemos.)

Ideologicamente, cada vez mais o hoje se parece com o ontem.
Sem Ustras, pois isso seria repetir a barbárie! Com a troca da violência física pela violência moral.
Os lulopetistas somente aprimoraram o método.

11 de maio de 2013
REYNALDO ROCHA

"VAMOS TOCAR CAXIROLA, IRMÃO"

Na economia, a galinha pousou e ainda cacareja com estridência, sob o impulso do contato com o solo. Na política, o edifício dominante começa a mostrar suas rachaduras. O PSB, por meio de Eduardo Campos, parte para a carreira solo; dentro do governo, tremem os alicerces da fraternidade.

Alguns petistas acham que Dilma Rousseff, com os olhos verdes desenhados para a nova temporada, protege Erenice Guerra, seu ex-braço direito, e o ministro Fernando Pimentel. Em contrapartida, Dilma, segundo eles, persegue Rosemary Noronha e mantém certa frieza ante os condenados pelo mensalão. É um delicado tipo de fissura.
Os acusados amigos de Lula são tratados com rigor, os acusados amigos de Dilma seguem sua trajetória milionária. Erenice é um pouco, no governo Dilma, o que foi José Dirceu no governo Lula: ela articula inúmeros negócios na área de eletricidade, representa poderosos grupos estrangeiros.

A essência dessa intrincada luta interna não é estranha à História do Brasil: ou todos se locupletam ou restaure-se a moralidade. O ideal é de que todos se locupletem, não exista nenhuma distinção entre trambiqueiros da cota de Lula e da cota de Dilma. São todos irmãos, bro.

Como se não bastassem os ácidos humores internos, a aliança do governo embarcou numa aventura contraditória. O PT quer se vingar do Supremo Tribunal Federal (STF). O PMDB pede paz. Por que tanta briga, se podemos continuar comendo de mansinho?

O embate contra o STF era previsível. E não só pelas tintas bolivarianas que ainda colorem os sonhos da esquerda no poder.
A tese de que o mensalão nunca existiu não deixa margem de manobra. É preciso desarticular o Poder que escreveu a narrativa do episódio. O edifício está condenado pela Defesa Civil. No entanto, a experiência das andanças pelas áreas de risco mostra que um edifício condenado nem sempre cai ou é abandonado pelos ocupantes.

Surge aí o papel da oposição. Será capaz de se unir, apresentar uma alternativa, enfrentar a dura luta cotidiana contra um esquema que estendeu seus braços como um polvo, abraçando tudo o que lhe oferece ainda alguma resistência?

Vamos tocar caxirola, irmão. Chegamos aos grandes eventos esportivos, uma aventura do novo Brasil mostrando ao mundo sua capacidade de organização, sua pujança. O edifício vizinho, o da cúpula esportiva, está literalmente ruindo. João Havelange deixou a presidência da honra da Fifa, em segredo.
Ricardo Teixeira gasta seus dólares em Miami. Sobrou apenas José Maria Marin, enrolado com gravações em que estigmatiza Vladimir Herzog e prega em defesa da família brasileira.

Alguns patriotas que defendem a família costumam pintar os cabelos e beliscar a bunda das secretárias, em Brasília. Marin só pinta os cabelos e rouba medalhinhas em eventos esportivos. É inútil esperar que as tribos de cabelo acaju e negro como as asas da graúna entrem em conflito mortal, numa batalha que tinja a verde grama da Esplanada.

Vamos tocar caxirola! Soldados vestidos com capa de chuva protegerão nossa sinfonia na seca de Brasília, em estádio que nos custou os olhos da cara.

A aventura política parte do mito de que somos os melhores no futebol. Os alemães, entre outros, têm mostrado como o nosso esporte precisa de uma renovação de craques, técnicos e dirigentes. Quando o edifício da cúpula esportiva cair, e com ele o mito de que somos os maiorais, vamos jogar caxirola, irmão. O impacto se fará sentir no outro edifício condenado.

A caxirola é uma granada de plástico que explode no chão fazendo ploft. Toda uma tentativa de driblar a História, de transitar pelo atalho do consumo na economia, de trilhar os caminhos revoltantes do cinismo na política será reduzida à sua verdadeira dimensão.

O Rio de Janeiro tem três prédios conhecidos como “balança, mas não cai”. Estão ali para lembrar que as previsões só se podem cumprir se houver uma vontade ampla de achar outros rumos para o País.
O edifício pode não cair no próximo teste. Nosso único consolo será ver a presidenta do Brasil tocando de novo sua caxirola, símbolo de uma visão de mundo, de povo, de festa: caxirola, cartolas, a base do governo, tudo com mordomos a R$ 18 mil e garçons a R$ 15 mil por mês. E concluir, resignadamente: venceram, mas da próxima não escapam.

A caxirola passa, o Brasil segue em frente. No momento, a política aparece como uma espetáculo distante e ridículo. Não por caso os programas humorísticos montaram tenda no Congresso. Mas o ano eleitoral necessariamente trará um debate sobre os rumos do País. Já devia ter começado, no momento surgem apenas alguns slogans.

Eleições podem ser uma armadilha. Cortinas de fumaça costumam dar mais votos do que argumentos sérios. Quase ninguém lê programa. Debates na TV, entrevistas ajudam a conhecer as perspectivas dos candidatos, mas ensinam um pouco também sobre o que as pessoas estão pensando sobre o País. Mas as eleições serão uma excelente oportunidade para tomarmos o pulso do Brasil, esperando constatar, como na canção, que o pulso ainda pulsa.

Vivemos grandes alianças ao longo do processo de democratização: a luta pelas diretas, o impeachment de Collor. Depois foi a vez dos dois grandes partidos experimentarem o poder. O governo Fernando Henrique Cardoso construiu as bases para a estabilidade econômica e a bonança internacional inspirou o PT a dinamizar o consumo.

Em 2008 a crise internacional instalou-se para lembrar que as coisas não seriam mais como antes. E nos colheu ainda com uma educação medíocre, uma infraestrutura tosca e uma gigantesca e dispendiosa máquina administrativa. Para agravar nossos custos, a imensa corrupção, vendida como um mal necessário, uma pequena taxa no banquete do consumo.
 
Isso já era realidade em 2010. Dilma Rousseff pegou o bonde andando e manteve o rumo, indiferente ao fim da linha. Ela troca com regularidade a cor dos olhos. Mas não consegue ver outro caminho.

11 de maio de 2013
Fernando Gabeira, Estadão