"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 11 de julho de 2012

MENSALÃO: CENTRAIS RESISTEM A ENDOSSAR PRESSÃO DA CUT SOBRE SUPREMO


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As centrais sindicais não parecem dispostas a embarcar na mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a não julgar "de forma política" os réus do mensalão - suposto esquema de compra de apoio político no governo Lula.

Enquanto a União Geral dos Trabalhadores (UGT), central com grande número de filiados ao PSD, ficou em cima do muro, dirigentes da Força Sindical e Nova Central refutaram qualquer manifestação, que só tem apoio explícito da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB).

(...)
Na segunda-feira, o futuro presidente da CUT, Vagner Freitas, que toma posse amanhã, declarou ao jornal "Folha de S. Paulo" que os trabalhadores tiveram avanços importantes no governo Lula e que, se o julgamento do mensalão for político, a central irá às ruas em protesto. À noite, ele se disse mal interpretado, embora não tenha negado que a entidade pode fazer manifestações contra o que chamou de "julgamento político".

Para o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, a declaração foi "infeliz". "O julgamento não se dá assim, sob pressão. Estamos num período democrático, não na ditadura em que os tribunais serviam aos militares", afirmou. Filiado ao PDT, Juruna garante que a central não sairá às ruas para qualquer protesto referente ao mensalão. "Temos que guardar munição para as campanhas salariais."

Embora não critique a postura da CUT, o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, diz que acredita no julgamento técnico do STF, diante da importância do tema, e que "os de fora" não têm devem dar opinião. "A questão está entregue a quem tem competência para julgar. A Nova Central não irá se envolver nisso de jeito nenhum", afirmou.

O secretário-geral da UGT, Canindé Pegado, diz a central ainda não avaliou o tema e discutirá isso se perceber que a decisão do STF não será técnica. "A gente não quer julgamento político, de quem quer que seja, porque isso é uma afronta à democracia", afirmou.

Em visita à sede da UGT no fim de 2011, quando deu uma palestra sobre economia, Dirceu comentou que esperava que os sindicalistas fossem às ruas para defendê-lo, segundo integrantes da central contaram ao Valor. Pegado negou ontem que o assunto tenha sido debatido.


Raphael Di Cunto | De São Paulo Valor Econômico

11 de julho de 2012

NO MAR DE LAMA...




11 de julho de 2012

UM JUDICIÁRIO MOROSO, ENCASTELADO E DISCRIMINADOR

A educação no Brasil é um fracasso, não só a que prepara o profissional para o mercado de trabalho, mas também, pela diferença salarial entre classes. Não é admissível que um juiz inicie a carreira com salário de R$ 22 mil, um serventuário público federal R$ 4,5 mil, enquanto um médico ganha R$ 1,8 mil, o professor, R$ 1,2 mil e um servidor do Senado Federal possa ganhar R$ 26 mil por mês?
Não seriam essas disparidades uma que o governo tem se mostrado incapaz de solucionar? Esse fracasso é acompanhado por um Legislativo que ainda pensa que a quantidade, é sinônimo de qualidade. Afinal para aprovar tantas leis e códigos? Para mascarar e engessar a insegurança jurídica, reflexo de um sistema de educação superior totalmente ineficaz e que ainda acaba atrofiando o sistema dos tribunais do país, se sustentando numa cultura que privilegia poucos em detrimento de muitos.

A morosidade da Justiça é resultado de um sistema que teve inicio no período colonial, capitaneado por um sentimento de superioridade, onde apenas os nobres tinham lugar, em detrimento da maioria da população, formada por uma sociedade escravocrata, cuja economia era baseada na monocultura, no latifúndio e composto de uma população essencialmente analfabeta, sendo tudo isso fruto de um Estado absolutista e opressor.

Em 10 de Maio de 1808, D. João VI criou a “Casa de Suplicação do Brasil”, (considerado o embrião do Supremo). Isso trouxe um afago, pois foi quebrada a hierarquia historicamente existente entre órgãos jurisdicionais sediados na metrópole e aqueles localizados na colônia.

Ensinam os historiadores, a exemplo de Wolkmer, Antônio Carlos (Estados, Elites e Construção do Direito Nacional, in “Historia do Direito no Brasil”. Rio de Janeiro: Forense, 2000, p. 91. (…) “impossível deixar que passe despercebido aos olhos mais atentos – que a burocracia está no âmago da Justiça brasileira desde o seu nascimento, desde a sua criação. O sistema judicial e o sistema jurídico (com diferenças entre ambos, no que tange à semântica) herdaram uma estruturação altamente burocrática e, talvez, por isso, devido aos vários postos e cargos que engendram a máquina judiciária – no passado e hodiernamente – temos uma Justiça arcaica e lenta”.

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PRAZOS DESCUMPRIDOS

O artigo 189 do Código de Processo Civil, fixa dois dias para que o juiz profira despachos de expediente e dez dias para que prolate as decisões. Por absurdo que pareça, trata-se de prazos “impróprios”, pois o descumprimento não acarretará qualquer sanção ou uma simples penalidade contra o servidor-juiz infrator. O art. 190 da mesma Lei fixa prazos para o serventuário, dispositivo que também cai no vazio por falta de coercibilidade quando descumprido

Se cobrar esses atrasos, o advogado corre risco de retaliação e represália nos próprios autos, o que tem sido uma constante. Temos os casos nos quais as partes esperam pela expedição de um alvará, (que é a liberação de dinheiro já depositado e o processo encerrado), na maioria das vezes, o julgador passa 30, 180 dias ou até mais de um ano para dar seu despacho na petição.

O cartório também gasta exagerado tempo para expedir um simples alvará ou até mesmo para que seja consignada uma assinatura. Não podemos fixar nosso intelecto no passivo histórico, embora se assemelhe, não a estrutura, mas a personalidade dos integrantes do judiciário brasileiro, que se comportam com postura intencional superior e privilegiada.

NO MOMENTO EM QUE O BRASIL MAIS PRECISAVA DE NEY FRANCO, ELE FOI PARA O SÃO PAULO

Hulk merece ser titular da seleção principal, mas penso que a prioridade do time olímpico deveria ser mais um zagueiro ou um lateral-direito com mais de 23 anos. Além disso, Hulk ocupa a posição de Lucas. Seria uma ótima chance para o jogador do São Paulo evoluir e ganhar confiança. Tenho muitas esperanças nele. Além disso, Hulk não é nenhuma maravilha.

Nos dois últimos jogos do São Paulo sob o comando de Milton Cruz, Lucas atuou mais livre, mais pelo centro e mais próximo do centroavante, como um segundo atacante, ponta de lança. Esse é seu lugar, para aproveitar sua velocidade, sua habilidade e sua ótima finalização. Com Leão, ele atuava fixo pela direita, marcando e atacando, longe do gol.

Muitos treinadores, de todo o mundo, em vez de aproveitarem as virtudes dos atletas, tentam adaptá-los ao esquema da moda, com dois volantes, uma linha de três meias e um centroavante.
Mano Menezes deve fazer o mesmo com Neymar, mais livre e mais pelo centro, como jogou contra a Argentina. Oscar e Hulk devem atuar pelos lados, sem posições fixas. Ganso e Lucas devem ser reservas, pelo menos inicialmente.

Gosto do trabalho de Mano Menezes. Ele tenta mudar a maneira de jogar da seleção, com mais troca de passes e marcação mais à frente, sem tantos chutões, lançamentos longos para jogadores marcados e muitas jogadas aéreas, características dos times do Brasil.

O futebol brasileiro precisa de uma reformulação de conceitos, desde as categorias de base. Ney Franco era o coordenador ideal para fazer isso. Ele já tinha começado esse trabalho ao conversar com os treinadores de base dos clubes. Bastou uma boa proposta para tudo acabar. Bom para o São Paulo e ruim para nosso futebol. O presidente da CBF, amigo do tricolor paulista, apoiou sua saída.
Não estou surpreso. Os outros técnicos fariam o mesmo. Ney Franco não fez nada errado, nem vou deixar de valorizar seu trabalho. Mas estou decepcionado.

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COPA DO BRASIL

Depois dos 2 a 0, o título ficou mais perto do Palmeiras. Nada está decidido. O Coritiba, coletivamente, joga bem em todos os lugares. Em casa, faz também muitos gols.
Não tenho nada contra gols de bola parada, especialidade do Palmeiras. Todas as equipes deveriam aprimorar esses lances, até o Barcelona, sem mudar seu estilo. Uma coisa não é incompatível com a outra. Mas, quando essa passa a ser a principal jogada, obsessão dos treinadores, o futebol fica feio e medíocre, mesmo quando o time vence.

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ORGANIZAÇÃO

O estreante Victor fez duas ótimas defesas contra a Portuguesa. O Galo continua cantando alto. Isso não significa que está tudo uma maravilha. Contra a Lusa e em outras partidas, os adversários estavam melhores, e o Galo fez o primeiro gol. A partir daí, no contra-ataque, decidiu os jogos. Tudo tem dado certo.
O Atlético está com um ótimo sistema defensivo porque, quando perde a bola, defende com oito jogadores: quatro defensores, os dois volantes e mais Danilinho e Bernard. Os dois marcam ao lado dos volantes e ainda chegam à frente. Quando a equipe recupera a bola, ataca com, no mínimo, cinco jogadores, Danilinho, Bernard, Jô, Ronaldinho e mais um lateral ou um volante. É uma correria organizada.

Tostão (O Tempo, de BH)
11 de julho de 2012

SANATÓRIO DA NOTÍCIA

Médicos de Lula podem ser tucanos

Luiz Dulci, ex-ministro de Lula e diretor do Instituto que nem para fazer palestras milionárias serve mais: "Presença de Lula em campanhas depende dos médicos". Coitado dos médicos. Se não deixarem o Cara botar a voz rouca nas ruas, serão trucidados como tucanos. Entrementes, o PT como um todo, tá uma arara porque, confiando na terceirização, ninguém por lá estudou nada, muito menos medicina.


Lualelé descansando?!?
Então é assim... Eduardo Campos no jantar com Dilma Vana acusou o mensaleiro Zé Dirceu de provocar a discórdia entre o PT e o PSB.

A primeira-mulher-presidenta fez que só agora ficou sabendo que Dirceu, ao invés de reforçar as bases da aliança, foi o arquiteto das candidaturas do vampiresco Humberto Costa, em Recife, e do gracioso Wellington Dias.

Dilma Vana deu uma garfada em Zé Dirceu: disse para Dudu Campos que o Pai do Mensalão não tem força em seu governo. Ela prometeu também agendar um papo entre Campos e Lulalelé que, dizem os arautos do seu Instituto, está descansando no interior de São Paulo.

De estranho nisso tudo, nada. Absolutamente nada. Ou quase. A novidade é que, em pleno fogaréu das eleições de outubro, Lula está descansando. Inda que mal pergunte: descansando de quê?!?

Eike Batista agora é meio dono de Neymar.

Neymar assinou contrato com a IMX, de Eike Batista. A agência de gestão esportiva do Fortuna de Papel vai cuidar da carreira e gerenciar a imagem do atleta.


Só há duas coisas piores para Neymar do que andar pendurado na peruca do Eike Batista: não jogar mais com o Ganso e ser convocado pelo Mano Menezes.

Demitidos



Mari foi cortada da seleção feminina de vôlei do Brasil. Deve ter sido pela simpatia. Dela. Ou de Zé Roberto.



Árabes demitem Maradona. Deve ter sido pela simpatia. Dos árabes. Ou dele.
SAÚDE BRASILEIRA

O governo pegou no pé de 268 planos de saúde e de 37 operadoras e o ministro Padilha ainda fez questão de aparacer como o grande artífice dessa notável façanha.
Ele faz cara de quem não sabe que plano de saúde só existe no Brasil porque o seu ministério é uma droga. Padilha faz pose de que a saúde pública no Brasil está bem do jeito que Lulalelé da Cuca gosta: "à beira da perfeição". Ah, volta pra casa, Padilha.

RETALIAÇÃO É MICO

Zé Miguel Insulza, secretário-geral da OEA - Organização dos Estados Americanos garantiu que reina absoluta normalidade econômica e política no governo de Federico Franco, e recomenda não aplicar retaliações ao Paraguai por conta do impeachment de Lugo.

Assim é que o mico das relações exteriores do mês fica para o governo Dilma Vana que hoje obedece às ordens do golpista Hugo Chávez, em assuntos de Merdosul.

O ARQUIVO

Começa às 10 horas da manhã desta quarta-feira a caminhada de volta para casa do senador Demósfones Torres. Daí em diante, é um arquivo-morto ambulante. Pode atirar as fichas no ventilador. Ou comer em tranca e nem ir para a cadeia. Aí, para escapar da justiça comum, ele será um arquivo-vivo. Pra lá de vivo.

PALMAS E PALMAS

O petista que já foi arenista, Raul Filho, prefeito de Palmas no Tocantins, acabou de desmoralizar o grande feito de ONGnelo Queiroz na CPI: ofereceu quebra de sigilos.

Ele foi flagrado pelo Fantástico em um vídeo da PF em que negocia coisas e loisas com Carlinhos Cachoeira. Para o PT ele tá com lepra. E ele tá com o pé que é um leque para ir pro olho da rua. Não saiu preso da CVPI hoje à tarde, porque a oposição no Brasil é o que Lula diz que foi o Mensalão: uma fraude. De qualquer maneira, pelo que disse mas não disse na CPI, ele é que merecia palmas e não Palmas a ele.

DESAFORADO

O governador de Pernambuco e também presidente nacional socialista, Eduardo Campos depois de banquetear-se com a primeira-presidenta Dilma Vana mandou um recado tipo meio desaforo para quem é bom entendedor.

Disse que seu partido não pode ser subjugado pelos aliados. Quer dizer, o PSB não é o PMDB e nunca será sublegenda de outro partido. Mesmo que esse partido seja o governo


11 de julho de 2012

LÁ DAS BANDAS DO SANATÓRIO

BILHETES & TORPEDOS

Se o bilhete do goleiro Bruno é "um claro caso de amor com Macarrão", então o que é aquele torpedo de Vaccarezza para o Serginho Cabral: "não se preocupe você é nosso e nós somos teu"?!?

No fundo, no fundo, não é nada. Pior seria se ele torpedeasse o HaHaHaddad: "Fernandinho, nós pega os peixe"...

STF TEVE UM ACESSO

STF suspendeu a liminar que impedia a divulgação do salário de servidores.

Pronto, você já nem precisa mais entregar o nome desses caras para os sequestradores que andam rondando a sua casa. Eles já estão tomando a internet de assalto.

ASSIM COMO
Assim como Lula usou a Dilma Vana contra o Paraguai só para encaixar o Hugo Chávez no Mercosul, o PT usa a CPI para enquadrar a oposição.

NENHUM
Campanha de vereador em São Paulo pode custar até R$ 3 bilhões. E pensar que São Paulo - como o resto do Brasil - não precisa de um único deles sequer...

POR ELES
Mensalão: "pelos autos", o ínlcito presidente do PT não vê condenação de nenhum dos réus. "Pelos ministros", a gente já sabe disso há muito tempo
 
11 de julho de 2012
sanatório da notícia

SERRA DENUNCIA PT POR USO POLITIQUEIRO E ELEITORAL DA CPI DO LULA-CACHOEIRA


Serra: denunciando uso eleitoreiro da CPI

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, acusou o PT de utilizar a CPI do Cachoeira como um instrumento político contra partidos de oposição. O tucano reagiu à convocação pela comissão do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que foi diretor do departamento de estradas do Estado quando Serra era governador.
"A CPI está sendo utilizada como instrumento político. É tipicamente petista: usar um aparato de Estado para oprimir e hostilizar adversários", disse Serra.
Paulo Preto foi convocado para a CPI para depor sobre contratos entre o governo paulista e a construtora Delta. Serra afirmou que não há irregularidades em obras da empreiteira.
"Meu governo não tem nada, nada a esconder", declarou.
O candidato do PSDB também criticou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que recebeu em seu congresso na capital paulista, na segunda-feira, 9, o petista Fernando Haddad.
"A CUT é uma entidade que vive de contribuições dos trabalhadores, que tem natureza pública, fazendo campanha eleitoral de um candidato. Isso é uma evidente irregularidade", afirmou.
Como ato da campanha municipal, Serra fez uma caminhada na região do Jaraguá, zona norte da capital paulista. Lá, conversou com comerciantes, exaltou a construção de um viaduto - iniciada em sua gestão - e prometeu investimentos na iluminação pública.
"É se debruçar sobre coisas que parecem pequenas, mas têm um efeito muito grande", disse o tucano.
Do site do jornal O Estado de S. Paulo
MEU COMENTÁRIO: No site em um destaque em forma de subtítulo, o editor do Estadão afirma: "Candidato acredita que petistas querem 'oprimir e hostilizar adversários'.
Na verdade, José Serra não só acredita, mas tem absoluta certeza, com toda razão, que essa CPI fajuta é uma armação vulgar do PT para levar adiante as diretrizes comunistas do Foro de São Paulo. Mas notem como o editor coloca entre aspas a locução de Serra. Todavia não o faz com outro sentido que não ridicularizar a afirmativa do tucano. Quando a isso não há a menor dúvida.
Agora, o que José Serra não pode fazer é usar punhos de renda. Tem de dizer com todas as letras que se trata de uma armação essa CPI montada pelo PT.E mais: uma armação comunista, típica dos julgamentos ocorridos em países de regimes totalitários.
É a primeira vez na história da democracia que um partido que é poder convoca uma CPI. De cara, é pura jabuticaba.
As encrencas dos envolvidos com o bicheiros Cachoeira teriam de ser apuradas pela polícia, aberto inquérito, concluído e os autos remetidos ao Judiciário. A comissão parlamentar de inquérito tem outra dimensão.
Portanto aí está a vulgarização do instituto da CPI, erigido para ser um recurso da minoria tendo em vista encontrar um equilíbrio, já que a representação política minoritária é, obviamente, uma representação de parte substancial de eleitores.
Mas não adianta a gente explicar isso. O PT é um partido de viés comunista e, portanto, não opera dentro de critérios democráticos. O PT é um partido marginal já que seu programa partidário deseja implantar um regime socialista no Brasil.
11 de julho de 2012
in aluizio amorim

A ESPERANÇA DE UM VÔO RASANTE

 
No domingo próximo passado, exatamente dia 1 de julho de 2012, vimos com, grande alegria e esperança, a ousadia de um piloto de nossa gloriosa Força Aérea Brasileira cruzar os ares em velocidade subsônica, em um voo rasante sobre o local em que se procedia a troca do pavilhão nacional. Foi um momento de muita apreensão e surpresa em que todos se extasiaram pela ousadia do piloto do Miraje que não se intimidou em executar manobra tão precisa e tecnicamente perfeita.

Vivemos um momento no qual se avolumam as ignomínias voltadas contra os militares, numa orquestração continuada gerada por frustrados e indignos brasileiros, alheios aos anseios de moralidade e ética vilipendiados e desprezados pelos que detêm o poder, na esperança de que conseguirão curvar as nossas espinhas diante de suas atitudes arbitrárias e autocráticas.

Há muito viemos falando sobre a necessidade de se ter uma atitude capaz de mostrar aos nossos detratores que não somos instrumentos descartáveis do contexto sócio-político e econômico do País, e que a direção dos nossos destinos não pode ser conduzida por vertentes ideológicas retrógradas, que só contribuem para diluir cada vez mais, os valores sagrados de nossa nacionalidade.

Creio que o Capitão que pilotava o Miraje não tinha a consciência de que, naquele momento em que cruzava os céus estava escrevendo uma página na história do Brasil, mostrando que o poder aéreo brasileiro, tão decantadamente referenciado como inoperante, tem, nas mãos de jovens pilotos, a capacidade de honrar o compromisso de defender a Pátria contra atitudes irresponsáveis e incoerentes de corruptos travestidos de bons administradores. Dilapidação do dinheiro público é a palavra de ordem rei-nante, como também o é a investida para a desmoralização da justiça e de seus julgadores. É contra tudo isso que o senhor, Capitão, mostrou com o seu gesto.

Não venham querer justificar equívocos de manobra para tentar explicar o que aconteceu. Todos nós sabemos que essa concepção não tem como prosperar. A verdade está no coração de cada um de nós e ela nos afirma estarmos com a razão. Acredite, senhor Capitão, que a Família Militar se sente gratificada e reconhecida pela coragem e o destemor com que se conduziu nesse evento. Todos estamos orgulhosos do senhor, pela atitude que exteriorizou, e que para nós, inativos, devolveu com autoridade, a “cusparada” que recebemos ao defender a nossa parte na história do nosso País. Embora o senhor não seja um representante do nosso Corpo de Fuzileiros Navais, inconscientemente mostrou ao Pais, e quem sabe ao mundo, que o lema por eles usado nuca foi tão real como agora com a sua atitude: Ad Sumus(Aqui estamos). Foi isso que o senhor passou a todos nós e que nos encheu de orgulho e admiração e que sempre será lembrado em todo dia 1 de julho, o dia em que sinalizamos e firmamos a nossa presença no cenário nacional.

Naturalmente que o senhor deve saber a repercussão do seu gesto sobre a sua carreira, mas existem coisas que estão muito acima de nós mesmos, membros que fomos e somos das Forças Armadas. Aqueles que ousarem prejudicá-lo em sua carreira são por todos nós conhecidos; seguramente irão responder, em suas vidas, pela pusilanimidade de seus julgamentos ante a indiferença das expectativas e anseios da Família Aeronáutica.

A Confederação Nacional da Família Militar – CONFAMIL se rejubila em cumprimentá-lo, efusivamente, pela insigne oportunidade de mostrar ao País que estamos presentes e que nos respeitem em nossos valores. O senhor será sempre muito carinhosamente recebido por todos nós, em qualquer momento de sua vida. Tenha sempre em mente, senhor Capitão, que a Força Aérea Brasileira é muito maior do que todos nós, e que a têmpera com que forja o caráter de cada um dos senhores é feita com o aço de suas espadas e não com a torpeza de um dissimulado e falso comportamento público. Uma última observação gostaria de fazer ao senhor, Capitão: toda vez que tiver a oportunidade de efetuar um voo rasante, o faça numa altitude mais baixa e com velocidade supersônica.

11 DE JULHO DE 2012
Waldemar da Mouta Campello Filho - Capitão-de-Mar-e-Guerra - Presidente da CONFAMIL -Coordenador do Sistema CONFAMIL.

DEMÓSTENES TORRES CULPA A PRESSÃO AVASSALADORA DO NOTICIÁRIO PELA SUA CASSAÇÃO, HOJE

É hoje o dia. Está confirmada para esta quarta-feira a sessão em plenário para analisar o processo de cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Para o parlamentar goiano, se não tivesse havido “pressão avassaladora do noticiário”, a representação contra ele teria sido arquivada, até porque parte do material usado para fundamentá-la teria “indícios de fraudes”, segundo a linha de raciocínio defendida pelos advogados na defesa apresentada à Comissão de Ética, que obviamente não se sensibilizou com a tese.

Também a Comissão de Constituição e Justiça desprezou a argumentação da defesa e aprovou parecer favorável à perda do mandato. Desde a semana passada, já se considerava a cassação do mandato mais do que decidida.
O presidente do Senado, José Sarney, comentou a situação difícil do parlamentar, dizendo “o clima é bem desfavorável ao senador Demóstenes.”

Como se sabe, as provas eram abundantes. Em mais de 300 chamadas telefônicas flagradas pela Polícia Federal, Demóstenes troca informações com Cachoeira, comenta o recebimento de presentes pessoais e promete tentar influenciar projetos favoráveis à legalização dos jogos de azar, principal atividade da quadrilha.

É claro que Demóstenes Torres não é o único parlamentar envolvido em corrupção. Há muitos outros que usam o mandato em benefício próprio e são até piores do que ele. A única diferença é que ainda não foram flagrados, enquanto Demóstenes confiou demais na “tecnologia de ponta antigrampo” do celular presenteado por Cachoeira e acabou mostrando a todo país que era um lobo fantasiado de cordeiro, desfilando na comissão de frente dos políticos considerados “éticos” do Congresso Brasileiro.

Carlos Newton

ESPAGUETI & MACARRÃO

          Bruno e Macarrão tinham um caso, diz advogado

ANOTAÇÕES POLÍTICAS DO JORNALISTA CARLOS CHAGAS

A CUT E O PASSADO

Paulada igual raramente se vê. Fala-se do discurso do senador Pedro Simon a respeito do anúncio, pelo novo presidente da CUT, de que a entidade vai para as ruas pressionar o Supremo Tribunal Federal para absolver os réus do mensalão.

O representante do Rio Grande do Sul lembrou a importância da Central Única dos Trabalhadores nos tempos do regime militar. Com a ascensão do PT ao poder, no entanto, tanto a CUT quanto a União Nacional dos Estudantes perderam o sentido dos movimentos sociais.
Dedicam-se a defender os gays e a exigir meia passagem nos transportes coletivos. Ou a construir novas sedes. Não discutem os grandes temas nacionais e, quando procuradas, não estão em lugar algum.

Simon declarou-se impressionado com o posicionamento do novo presidente da CUT, de ficar contra o julgamento do mensalão. Disse ser uma incongruência a defesa dos réus, em especial porque a condenação de alguns, se assim entender o Supremo, representará o primeiro passo para o país acabar com a impunidade. Esse, para ele, o grande problema nacional. E contra a impunidade a CUT não faz nada. Pelo contrário, a estimula.

Conforme o senador, é essencial que o governo Dilma dê certo, superando a crise econômica, mas não será com o apoio da CUT, que agora estimula a greve dos funcionários públicos, além de pregar a absolvição dos mensaleiros.

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SISTEMA APODRECIDO

Para o senador Pedro Taques, o sistema ferroviário nacional apodreceu. Como rotina, as obras são contratadas, iniciadas e interrompidas, para as empreiteiras exigirem mais recursos. Não cumprem o prometido nas licitações e impõem o superfaturamento. Quanto o governo vem gastando e mais gastará pela falta de cumprimento dos contratos? Acresce que as obras prometidas não saem do papel. Como estão, na realidade, as ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste? Ninguém responde…

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JANGO E LUGO

Singular comparação foi feita pelo senador Roberto Requião a respeito dos ex-presidentes João Goulart e Fernando Lugo. Porque ambos chegaram ao poder através do populismo, tinham programas de desenvolvimento, desagradaram as elites e acabaram depostos.

O ex-governador do Paraná é crítico severo dos acontecimentos recentes no Paraguai, que rotula de golpe de estado. Para ele, com a ajuda fundamental da imprensa. Lá, como aqui, a mídia transformou-se num partido político, em seu entender.

Requião só escorregou uma vez. Ao dizer que só no Brasil acontecem certas coisas, no que tem razão, foi infeliz ao catalogar como exemplo o diploma universitário para jornalistas. Não é só o Brasil que estabeleceu essa exigência necessária. E ainda que fosse, estaríamos muito bem…

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DIA TRISTE MAS IMPRESCINDÍVEL

Tudo indica que quando o dia terminar Demóstenes Torres não será mais senador. A grande maioria do plenário do Senado votará pela sua cassação. Os sucessivos discursos pronunciados pelo representante de Goiás não foram suficientes para convencer seus colegas de que não havia quebrado o decoro parlamentar. É sempre um dia de tristeza assistir a degola de alguém que foi votado pelo povo, mas, no caso de Demóstenes, não havia outra alternativa. Apesar de secreta, a votação exprimirá o sentimento do Senado.

A CUT ESQUECE QUE FOI LULA QUEM DEMITIU JOSÉ DIRCEU DA CASA CIVIL

Trata-se de uma alucinação completa, inédita na política brasileira, a disposição revelada pelo atual presidente da CUT, Artur Henrique, e do que o sucede esta quinta-feira, Vagner Freitas, de tentarem mobilizar os trabalhadores, não em busca de melhores salários, mas para, nas ruas, defenderem os réus do Mensalão. Diga-se de passagem, especialmente o principal personagem, José Dirceu.

Sustentam que o escândalo que explodiu em 2005 foi direcionado para depor o presidente Lula. Mas como podem dizer isso? Esquecem o essencial: foi Lula quem o demitiu da chefia da Casa Civil. Omitem também que o ex-ministro teve seu mandato parlamentar cassado, junto com Roberto Jefferson, com o voto de parte da bancada do próprio PT na Câmara Federal.

Caso contrário, a votação foi secreta, a maioria necessária não teria sido alcançada. Os dirigentes da Central Única dos Trabalhadores devem entender que, se alguém colocou o governo da época em risco, esse alguém foi exatamente José Dirceu.

Excelente reportagem de Mariana Carneiro e Daniela Lima, Folha de São Paulo de terça-feira, destacou o tema. A foto é de Marlene Bérgamo. Acentuado ineditismo do impulso: verifica-se que a mobilização pelo menos anunciada (não creio que se concretize) volta-se tanto contra o Supremo Tribunal Federal quanto contra a presidente Dilma Rousseff.

Sem dúvida. Pois um ato de força, como aquele de 1925 desencadeado a partir de uma cervejaria de Munique, Alemanha, só pode ter como objetivo provocar um abalo no regime institucional e democrático. E só imaginar o efeito de uma concentração em Brasília, na Praça dos Três Poderes, contra a Corte Suprema do país. Pior do que isso só uma invasão do Palácio do Planalto. Tipo da que aconteceu em outubro de 1917 em Moscou.

Não faz o menor sentido. Não possui a menor lógica. Inclusive assinala uma contradição. Os que comandam a CUT sequer acreditam na hipótese de absolvição de José Dirceu. Pois se acreditassem, mesmo de forma remota, não estariam programando a pressão que tentam articular.
O julgamento será decidido pelos votos dos integrantes do Supremo. Procurando levá-los simbolicamente contra a parede assinalam publicamente seu próprio descrédito quanto ao desfecho. Um pensamento leva a outro. Uma atitude impensada conduz a outra.

Se tal marcha contra o STF tivesse sucesso, o que é impossível, do episódio sairia seriamente abalada a autoridade da presidente Dilma Rousseff. Teria sido obtida uma consequência alheia à liderança presidencial. Será que os alucinados da CUT não levam esse elenco de perspectiva em conta? É o que parece.

Afinal. tanto o PT quanto a CUT encontram-se no poder. Rematado absurdo agirem como se estivessem na oposição. Elegeram dois presidentes da República nas urnas democráticas de três eleições, e, por causa de Dirceu, desejam jogar tudo para o alto? O que ganhariam com isso? Não entendem nada. Não vêem que, ao defender o ex-ministro, estão colocando Dirceu acima de Dilma Rousseff e de Lula em matéria de importância política? Parece que não.

Encontram-se tomados pela emoção desvairada que obscurece a visão clara da realidade.
Aconteceu com o governo João Goulart, em 63 a 64. As forças sindicais estavam no poder e atuavam como se fossem da oposição. Em vez de Eros, o Tanatus freudiano, figura enigmática do derrotismo e da destruição. Em alguns casos, até a destruição de si próprio.

O contexto Eros e Tanatus pertence ao universo sensual. A CUT deseja projetá-lo na política? Como a CGT fez no período Goulart? Não é possível. Essa não.

HISTÓRIAS DO JORNALISTA SEBASTIÃO NERY

ANTIGAS E NOVAS HISTÓRIAS DE BRASÍLIA

Fernando Augusto era o diretor e locutor, em Brasília, no começo dos anos 60, da Rádio Mayrink Veiga, que comandava a pregação nacionalista de Brizola, eleito em 62 deputado federal pela Guanabara.
Veio o golpe de 64, Brizola estava em Porto Alegre, ficou clandestino lá e depois foi para o Uruguai, fardado de oficial da Brigada Militar gaúcha. No País inteiro, sobretudo aqui em Brasília e no Rio, começou a caça às bruxas.
A capital cercada, não entrava nem saía ninguém, as embaixadas lotadas de deputados, o pânico nas redações, cada dia um punhado de jornalistas presos, restaurantes e bares às moscas, ninguém saía de casa, um sufoco.
Fernando Augusto e Ronan Soares, do “Correio da Manhã”, resolveram ir uma noite à vizinha cidade de Planaltina, a alguns quilômetros de Brasília, para tomar umas, fazer uma farrinha, aliviar a alma e esquecer os militares.

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BARREIRA MILITAR

Foram no carro de Fernando Augusto. Logo na saída, uma barreira militar, a estrada fechada, soldados de fuzil na mão. Fernando gemeu:
- Ai, meu Deus, estou perdido! Como é que eu fui cair nessa?
Ronan, tranqüilo mineiro de Araxá, pegou suas carteiras de jornalista:
- Fernando, deixa comigo. Eu falo. Estou aqui com minha credencial do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto. É um passaporte.
Fernando, pálido, apavorado, parou o carro, encostou, suava como numa sauna turca. Ronan não entendia aquele medão desvairado. Conversou com o comandante da barreira, mostrou os documentos, passaram. Ronan riu:
- Está vendo, Fernando? Você estava com medo à toa. Não havia perigo.
- É porque você não sabe de nada. Olha só os documentos deste carro.
Era o carro de Brizola. No nome de Brizola.

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O RELÓGIO DA AP

José Caparelli era correspondente da agência norte-americana AP (Associated Press) em Brasília. Quando Jânio Quadros renunciou à Presidência, Caparelli deu um furo. Conseguiu a entrevista em que o marechal Denys, ministro da Guerra, vetava a posse do vice-presidente João Goulart.
Do Rio, David (leia-se “Dêvid”), diretor-geral da AP, com seu português atravessado, pior do que o de Mangabeira Unger, telefonou dando-lhe os parabéns e dizendo que ia lhe mandar um relógio. No dia seguinte, Caparelli recebeu um telex de David, muito simpático, cheio de adjetivos. Mas os dias passavam e o relógio não chegava. Caparelli reclamou, David confirmou:
- Já mandei, sim, pelo telex. Mandei um “elógio” (elogio) para você.

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MAIS DUAS DE JORNALISTA

1. – Quando o motorista de ônibus de Brasília, desesperado da vida, passou pela segurança armada, subiu a calçada do palácio, quebrou as paredes de vidro e enfiou o ônibus lá dentro, o sábio mineiro Ronan definiu:
- É como diz o Young. É o coletivo inconsciente.
2. – A TV Globo de Brasília havia dado uma notícia sobre o governador Jair Soares, da Arena do Rio Grande do Sul, que não gostou e ligou para Toninho Drummond, veterano diretor da Globo aqui, também mineiro, também de Araxá e também sábio, pedindo uma retificação.
- Pois não, governador. Vamos mandar um companheiro nosso, aí de Porto Alegre, entrevistá-lo, e o senhor fala.
- Jornalista, quanto tempo terei?
- O mínimo que o senhor quiser.

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DUAS DE JÂNIO

1. – Jânio Quadros, saindo do governo de São Paulo em 58, lançou seu secretário da Fazenda, Carvalho Pinto, para disputar o governo contra Ademar de Barros. Carvalho Pinto era um quatrocentão de colete e cabelinho arrumado, sério e sisudo. Jânio o carregava pelo Estado, mas ficava impaciente:
- O professor Carvalho Pinto tem uma certa volúpia da impopularidade.
2. – O jornalista Edísio Gomes de Matos, do “Correio Braziliense”, ficou irritado com o começo do governo de Jânio, que chegou a Brasília, em 61, atropelando todo mundo, no primeiro ano da nova capital. Queixou-se a um tio, velho sapientíssimo, prefeito lá do interior de Minas.
- Não ligue não, Edísio. Todo governo novo fica velho.
Em sete meses, Jânio envelheceu, renunciou e sumiu.

MENOS UM...


11 de julho de 2012

FHC DEVERIA FALAR AQUI DENTRO O QUE FALA LÁ FORA...

Fernando Henrique Cardoso, ao receber o prémio de U$ 1 milhão da Biblioteca do Congresso americano, pela sua contribuição como acadêmico e cientista político, emitiu uma série de opiniões da mais alta relevância e pertinência, sobre política e economia.

Criticou a visão de democracia de Lula, que não aceita a alternância de poder, transformando-se em garoto-propaganda da reeleição de Chávez. Critica a atitude do Mercosul diante do Paraguai, já que, segundo FHC, não houve quebra da constituição.
 
Da mesma forma, é duro quanto ao aceite de uma Venezuela no Mercosul, sem que essa pratique as condições alfandegárias do acordo.
Seria muito bom que o ex-presidente manifestasse aqui no Brasil os seus pensamentos, compondo com a combalida oposição.
 
No entanto, no varejinho Brasil, FHC prefere flertar com a legalização da maconha e outras bandeiras polêmicas, muitas delas viradas para a esquerda.
 
Até parece que precisa receber U$ 1 milhão para desatar a falar verdades. Um cachê caro demais para as universidades e associações locais, por onde poderia estar andando a defender o seu legado e a democracia do país.
 
10 de julho de 2012
coroneLeaks