"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



terça-feira, 16 de abril de 2013

CARTA DO ZÉ COCHILO (DO CAMPO) PARA SEU COLEGA LUIZ (DA CIDADE)


Prezado Luiz, quanto tempo...

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão e que por isso o sapato sujava.
 
Se não lembrou ainda, eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra, né Luis?
 
Pois é. Estou pensando em mudar para viver aí na cidade que nem vocês. Não que seja ruím o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
 
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro de uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
 
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou, deve ser verdade, né Luís?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ), contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.
 
Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana, aí não param de fazer leite. Ô, os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
 
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra, né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
 
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
 
Depois que o Juca saiu, eu e Marina (lembra dela, né? Casei) tiramos o leite às 5 e meia, aí eu levo o leite de carroça até a beira da estrada, onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
 
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.
 
Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos, as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.
 
O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não vai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luís, aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande, né?
 
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luís? Quem será?
 
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora! Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
 
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vir fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo, aí eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
 
Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foram os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
 
Tô preocupado, Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, aí tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
 
Eu vou morar aí com vocês, Luís. Mas fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Aí é bom que vocês é só abrir a geladeira que tem tudo.
 
Nem dá trabalho, nem plantar, nem cuidar de galinha, nem porco, nem vaca, é só abrir a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luis.
 
Ah, desculpe, Luís, não pude mandar a carta com papel reciclado, pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

16 de abril de 2013
O texto foi originalmente escrito por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia. Foi adaptado por Barbosa Melo.
in alerta total

A CORRUPÇÃO, O EURO E A LAVANDERIA

Jatinho que levou Lula em recente viagem a Londres transportou duas malas com 1,7 milhão de Euros
 

 
Exclusivo – Pelo menos uma das cinco “tendências” dentro da Polícia Federal vai investigar a informação vazada por cambistas de que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou 1 milhão e 700 mil Euros em sua recente viagem bate-e-volta a Londres, na última terça-feira, dia 9 de abril.
 
De acordo com a revelação, as duas maletas 20x20 cm foram transportadas com o status de “bagagem diplomática”, livre de inspeção alfandegária, no jatinho bancado pela empreiteira Andrade Gutierres para atender Lula – que nunca viaja em voo comercial e recorre ao patrocínio de grandes empresas, como Odebrecht, OAS e EBX para seus deslocamentos pelo Brasil e para o exterior.

O cambista também vazou que duas pessoas foram especialmente escaladas para tomar conta das maletas. Foram os dois “seguranças” (não identificados) quem fizeram o depósito dos Euros em um banco da Inglaterra.
Oficialmente, Lula foi ao Reino Unido para participar da abertura da exposição “Um Caçador de Luz” - do consagrado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, no Museu de História de Londres.
Lula também teve um encontro de uma hora com o roqueiro irlandês Bono Vox, da Banda U2, com quem tratou da criação de um “Bolsa Família Mundial” – um programa de transferência de renda para os pobres do mundo.

Certamente, o montante de 1 milhão e 700 mil euros (a maior parte em notas de 500 Euros) deve ter sido destinado ao tal programa mundial de beneficência. Com certeza, se o montante pertencia a Luiz Inácio da Silva, tudo deve ter sido declarado à Receita Federal, já que um ex-Presidente da República Federativa do Brasil jamais cometeria uma ilegalidade e muito menos um crime de evasão de divisas (usando moeda estrangeira).
Como a bagagem tinha imunidade diplomática, ninguém pode ser culpado, na PF ou na Receita, de não saber que conteúdo era transportado. Portanto, nem se pode afirmar, levianamente, que o dinheiro pertença a Lula.

Curioso é que, nas revelações extraoficiais do Rosegate, houve uma denúncia parecida. O deputado federal Antony Garotinho denunciou que, numa viagem de Lula a Portugal, a Doutora Rosemary Nóvoa Noronha teria levado, na mala diplomática, 25 milhões de Euros. O valor, que teria sido declarado à receita portuguesa, seguiu em carro forte para depósito na agência central do Banco Espírito Santo, na cidade do Porto. Os documentos sobre tal operação estariam arquivados na Aduana do Aeroporto Internacional Francisco de Sá Carneiro. Segundo o informe, Rose teria mandado fazer o depósito em nome de Luiz Inácio Lula da Silva como possível beneficiário de um seguro feito para evitar "algum sinistro" durante o transporte de tanto dinheiro.
 
Um outro informe militar revelou que Rosemary utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Lula.
Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares.

Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior para "passeios de negócios". O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para a Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos aconteceram de navio - segundo informe da inteligência militar brasileira.

Curiosamente, tais informações sigilosas não aparecem no inquérito da Operação Porto Seguro - que anda em banho-maria, sem transparência e cercado de segredos inexplicáveis, como se tudo estivesse sendo preparado para dar em nada, apenas porque envolve a melhor amiga do ex-Presidente da República Sindicalista do Brasil...

Farra dos Jatinhos

No Brasil, falta uma fiscalização eficiente no tráfego de jatinhos particulares para o exterior.

Alugando-se um táxi aéreo pela média de US$ 150 mil, um “traficante de valores” consegue levar ao exterior, sem risco de ser pego, milhões de dólares, euros, ouro e pedras preciosas – sem falar que o mesmo esquema pode também transportar drogas...

Pelo menos 20 a 30 voos mensais partindo do Brasil para fora prestam tal “serviço” – sem que ocorra uma fiscalização mais intensa da Polícia Federal, da Receita Federal, da Infraero ou das Forças Armadas (principalmente da FAB).


Jogadas com o Euro

Um cambista de moeda estrangeira confirma que o fluxo de Euros no Brasil é cada vez mais alto.

Uma curiosidade é que os principais compradores da moeda europeia são alguns governadores, muitos deputados federais e estaduais e centenas de prefeitos e vereadores das maiores cidades do Brasil.

Alguns transformam Reais em Euros e mandam o dinheiro principalmente para Portugal e França.

Aqueles que não têm articulações lá fora, guardam os milhares ou milhões de Euros em cofres ou malas bem escondidas em suas próprias residências.

Conexão parisiense

Em Portugal, os políticos usam parentes como laranjas para fazer os depósitos do dinheiro.

Já na França, os políticos brasileiros preferem guardar o dinheiro em caixas de segurança – em vez de abrir contas em bancos de Paris, o que os tornaria alvos de investigações alfandegárias.

Uma parte dos Euros também é investida em jóias – principalmente diamantes brutos e pedras preciosas já lapidadas – facilmente negociáveis no mercado de Amsterdã.

O engraçado é como a Polícia Federal ou a Receita Federal não sabem de tais operações feitas por políticos corruptos tupiniquins...


Comodidade do Euro

O cambista explica que políticos preferem lavar o dinheiro da corrupção em Euros pela facilidade de transporte de grandes valores em pequenos volumes da moeda europeia.

Em uma mala 20x20cm, por exemplo, cabe, com facilidade, 1 milhão de Euros.

O milagre é operado pela nota de 500 Euros – a mais requisitada e muito dificil de conseguir no mercado brasileiro.

Apenas duas mil notas de 500 Euros completam um milhão...

Dólar sem prestígio?

Os grandes políticos usam os caríssimos serviços de pessoas especializadas em levar e lavar dinheiro ao e no exterior.

O cambista revela que a maioria das comissões pagas em esquemas de corrupção no Brasil utilizam o Euro – e não o dólar – como “moeda oficial”.

Segundo o “eureiro” (que prefere não ser mais chamado de doleiro), o dólar hoje é mais empregado em esquemas de compra e venda de drogas, já que a moeda norte-americana circula com mais facilidade na América Latrina.
Mercado aceita tudo

A crise econômica na Europa beneficiou a pilantragem no Brasil.

A União Europeia quer receber depósitos em seus bancos, para ter mais liquidez, não se importando com quem faz o depósito.

A fiscalização é bem mais flexível e os depósitos em grandes volumes são tolerados – desde que tal grana não seja oriunda de tráfico de drogas ou armas.
 

Divina Comédia da Corrupção

Conta-se em uma piada que um fervoroso religioso petralha teve um encontro secreto com o Papa Francisco.

O hermano jesuíta, com atitudes franciscanas, teria ficado muito feliz ao saber que, no Brasil, os políticos são muito católicos.

No que o cardeal petralha completou:

“Claro, santo padre. Inclusive, em todos os negócios que fazemos, levamos um terço”...

O Grande Injustiçado
 

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.



16 de abril de 2013

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

DERROTA MORAL


A vitória por menos de 2% dos votos não apenas dá margem à desconfiança sobre a lisura do resultado na Venezuela como garante ao candidato oficial Nicolás Maduro apenas os primeiros três anos de mandato, e olhe lá. Isso porque no meio do mandato há a possibilidade de convocação de um “referendo revogatório” que pode tirá-lo do poder, caso o governo não esteja agradando à maioria dos venezuelanos.

Sem a presença física de Chávez, não tendo surtido efeito o anúncio de que ele reencarnara em um passarinho, a revolução bolivariana, apesar de controlar os meios de comunicação e as instituições oficiais que organizam a eleição, perdeu, pelos números oficiais, cerca de 700 mil eleitores, enquanto o candidato oposicionista Henrique Capriles recebeu cerca de 600 mil votos a mais do que na última eleição presidencial, quando Chávez venceu o mesmo Capriles com uma vantagem de 12% dos votos.

Maduro venceu em 16 estados, e Capriles em apenas 8, mas, como a diferença entre os dois ficou abaixo dos 2%, isso indica que o oposicionista venceu nos estados mais populosos. Mesmo os chavistas mais ferrenhos admitem que parte de seu eleitorado absteve-se de votar, e outros passaram para a oposição.


Foto: Rodrigo Abd / AP
 
O resultado mostra que Chávez já governava na base da retórica revolucionária e que sem o seu carisma não foi possível impedir a explicitação de um descontentamento não apenas com os métodos revolucionários do chavismo, mas com os resultados do governo, vendidos como expressivos por seus áulicos, mas na verdade insuficientes para manter eternamente a população atrelada aos interesses do governo.

Se é verdade que a desigualdade foi reduzida e a pobreza combatida através das missões chavistas, também é verdade que a economia venezuelana sofre as consequências de uma política populista que é incapaz de manter os gastos sociais sem provocar efeitos colaterais terríveis como a altíssima inflação — cerca de 30% ao ano —, desabastecimento, déficit público e uma violência descontrolada nas grandes cidades, especialmente Caracas.

Além de sustentar as políticas assistencialistas, a estatal de petróleo PDVSA também garante uma política de subsídio do preço da gasolina que consome 10% do PIB, isso em uma empresa que sofre com o aparelhamento governista que lhe tira a competitividade e reduz a sua produção, que caiu 25% em relação ao que produzia há 14 anos, quando Chávez assumiu o poder.

A gasolina quase de graça fez com que o consumo tenha aumentado mais de 60% no período, o que obriga a Venezuela a importar o combustível, mesmo tendo uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

A escassez de mercadorias nos supermercados e a falta de energia elétrica e de água ora são atribuídas a um boicote das oligarquias, ora a atentados terroristas, quando não surge uma visão cor de rosa que “culpa” o aumento do poder aquisitivo dos mais pobres. Na verdade, trata-se de uma economia disfuncional.

Como a base de sua pregação política é não fazer acordos com a oligarquia, seguindo os passos de seu chefe, Nicolás Maduro vai ter dificuldade de montar um governo eficiente, ainda mais que enfrentará dissidências dentro da própria aliança chavista.

Ele queria vencer por uma diferença maior que a que Chávez conseguiu na última eleição para se impor a seus adversários internos, mas obteve nas urnas uma derrota moral que o prejudicará tanto em relação à oposição, que sai fortalecida do confronto, quanto a seu próprio grupo político.

Assim como aconteceu entre a ausência de Chávez e o anúncio oficial de sua morte, Maduro governará sendo tutelado por um conjunto de forças no qual se destacam os militares.
E a derrota moral do chavismo terá repercussões em toda a América Latina, onde o socialismo bolivariano estava deitando raízes.
Não é à toa que foram esses os primeiros governos a acatar os resultados oficiais da Venezuela, inclusive o brasileiro.

16 de abril de 2013
Merval Pereira, O Globo

NINGUÉM CONSEGUE INTIMAR ROSE DO LULA. ELA FOGE DO OFICIAL DE JUSTIÇA.


A Comissão de Ética da Presidência enfrenta dificuldade para intimar alvos da Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal para apurar esquema de corrupção e tráfico de influência no governo.
 
O presidente da comissão, Américo Lacombe, disse que o caso não será julgado na próxima reunião porque nem todos os investigados foram localizados.
Lacombe não revela quem "foge" da Comissão de Ética. Limitou-se a dizer que somente um dos quatro investigados entregou explicações.
 
Em março, foram enviados ofícios com novos pedidos de esclarecimentos à ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, ao ex-advogado-adjunto da União José Weber Holanda e aos irmãos Rubens e Paulo Vieira.
 
(Folha de São Paulo)
 
16 de abril de 2013
in coroneLeaks

DILMA RESRESPEITA 50% DOS VENEZUELANOS QUE EXIGEM RECONTAGEM DE VOTOS EM ELEIÇÕES COM SUSPEITA DE FRAUDE


Monumental "cacerolazo" na Venezuela, na noite de hoje
A presidente Dilma Rousseff telefonou na tarde desta segunda-feira para cumprimentar o recém-eleito presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e manifestar sua satisfação com o clima de normalidade na votação de domingo, afirmou o Palácio do Planalto. De acordo com comunicado, Dilma também disse estar pronta para trabalhar com o novo governo venezuelano. Maduro respondeu, segundo o Planalto, que foi uma disputa acirrada, que demonstrou a vitalidade das instituições e da democracia venezuelana.
Herdeiro político de Hugo Chávez, Maduro foi eleito no domingo com 50,7 por cento dos votos, derrotando o candidato da oposição, Henrique Capriles, que obteve 49,1 por cento, uma disputa mais apertada que o previsto.Apesar de Maduro ter sido proclamado oficialmente presidente eleito, a oposição venezuelana disse que só reconhecerá o resultado das eleições após uma contagem "voto a voto".
Mais cedo, o chanceler Antonio Patriota afirmou que a eleição de Maduro foi uma "vitória da democracia" e reiterou a intenção do Brasil de estreitar as relações com o país vizinho. "Em nossa região, consideramos a plena vigência da democracia como um ingrediente essencial para a integração regional e para o aprofundamento das relações em todos os níveis entre o Brasil e os países vizinhos", afirmou Patriota, após encontro com o chanceler da Guatemala, Luis Fernando Carrera Castro, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Patriota disse que a Venezuela é um país estratégico e reafirmou a intenção dos dois países de dialogar sobre investimentos de cooperação em áreas como agricultura, gestão pública, projetos de infraestrutura e comércio.
(Folha Poder)
 
16 de abril de 2013
in coroneLeaks

VITÓRIA APERTADA DE MADURO SINALIZA FIM DE CICLO POLÍTICO DA VENEZUELA


 
Maduro celebra vitória em palanque em frente ao Palácio Miraflores Foto: TOMAS BRAVO / REUTERSMaduro celebra vitória em palanque em frente ao Palácio Miraflores TOMAS BRAVO / REUTERS

A diferença de apenas 200 mil votos, inédita e absolutamente surpreendente para os chavistas, não só garante um mandato presidencial de seis anos para Nicolás Maduro como sinaliza o fim de um ciclo na política da Venezuela.


Por década e meia, o falecido Hugo Chávez cultivou o confronto e uso intensivo da máquina governamental como armas eleitorais. O "filho de Chávez", como Maduro se apresenta, tentou repetir a fórmula.

Maduro foi à luta. Fez denúncias diárias de conspirações patrocinadas pelo "Império do capitalismo" - e promete mais uma para hoje. Dispôs em média de 40 minutos diários da televisão estatal contra os quatro minutos por dia que o juízo eleitoral hegemonicamente chavista permitiu ao adversário Henrique Caprilles (na véspera da votação, Maduro chegou a fazer um comício de quatro horas, a pretexto de inaugurar mais um canal de televisão estatal).
E até subordinou a máquina governista às milícias criadas por Chávez, que fizeram o transporte de eleitores em todas as regiões.

O governo esperava uma vitória com uma diferença mínima de oito pontos de vantagem. Assustou-se e, por isso, o anúncio do resultado baseado em "tendência irreversível", como é regra do órgão eleitoral, acabou adiado em mais de duas horas.

Restou-lhe a submissão ao inevitável: a vitória sem brilho, com uma margem tão estreita (200 mil votos no eleitorado de 11,5 milhões que foi às urnas), o levou a anunciar em público um "acordo" com o adversário para uma autoria sobre cada voto registrado (a oposição insiste na ilegitimidade da vitória de Maduro até a recontagem de cada um dos votos)

O mapa de votação de Maduro e Caprilles só deve ser divulgado hoje. Mas a totalização já indica um encolhimento expressivo do chavismo na Venezuela, aparentemente por fadiga de material.
Isso começara a ser perceptível ainda com Chávez vivo e na sua perene luta pelo poder.

O chavismo começou a oscilar na boca de urna em 2006, quando Chávez obteve 7,3 milhões de votos. Enfrentou seu pior momento no ano seguinte, durante referendo para mudanças
constitucionais, quando viu seu apoio encolher para 4,3 milhões de eleitores. O líder recuperou-se em 2008, com 5,6 milhões de votos. Avançou para 6,3 milhões em 2009. Mas no ano seguinte recuou, com 5,4 milhões.

Chávez chegou ao ápice em outubro passado, em meio à doença que o matou, com 8,1 milhões de votos. Ontem, Maduro cravou 7,5 milhões - 600 mil votos a menos.

Seria ótima marca para um coadjuvante em início de carreira, se a oposição não confirmasse a tendência de crescimento gradual e sustentado.

Ela saiu de 4,5 milhões de votos, em 2006. Passou a 5,3 milhões no ano seguinte, subiu a 5,7 milhões, depois foi a 5,8 milhões e chegou à inédita marca de 6,5 milhões em outubro passado. Ontem, foi a 7,3 milhões, depois de 10 dias de campanha.

Detalhe relevante: o oposicionista Henrique Caprilles já havia superado Chávez em algumas das regiões mais pobres de Caracas em outubro do ano passado. É exemplar o caso de Sucre, município de grande concentração de pobreza. Ali, Caprilles avançou de 46,5% (em 2010) para 52,8% dos votos (2012).

A nação chavista pode ter motivos para festejar a vitória do sucessor de Chávez. É certo, porém, que a margem tão estreita quanto inesperada indica o fim de uma etapa do jogo político. A divisão extremada do eleitorado, consolidada ontem, indica o fracasso da ideia de hegemonia do modelo vigente há década e meia.

Nada será como antes na Venezuela. A nova etapa começa com elevado grau de incerteza com a recontagem de 100% dos votos reivindicada pela oposição a partir de hoje.

16 de abril de 2013
José Casado - O Globo

SEM GRAÇA, MAS LINDO... ACHA GRAÇA.

Foster diz que "acha lindo engarrafamento" e descarta aumento
 
A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou em entrevista ao jornal gaúcho "Zero Hora", publicada neste domingo (14), que não há previsão de novo aumento de diesel e gasolina em 2013.

"Olhando hoje para o quadro do Brent [tipo de petróleo negociado no mercado de Londres] e para a taxa de apreciação do real, para o câmbio, não há previsão de aumento de combustível", disse ela à publicação.

Questionada sobre as parcerias da Petrobras com o grupo do empresário Eike Batista, a executiva afirmou que discute oportunidades de negócios com a empresa desde setembro.

"O grupo X tem uma infraestrutura muito grande e estamos trabalhando projeto a projeto com eles", disse.

"Tem navios que ganharam licitações e outros assuntos que estamos discutindo. Mas tudo será alvo de licitação."

CONGESTIONAMENTO

Na entrevista, Graça ainda afirmou "achar lindo engarrafamento", pois "o meu negócio é vender combustível".

"Acho lindo carro na rua, estou faturando", disse. Mas ponderou: "Só entendo que deveríamos ter sempre planos diretores para orientar o fluxo de carros a favor da sociedade."

A assessoria de imprensa da Petrobras não foi localizada na tarde deste domingo para comentar as declarações de Graça.

16 de abril de 2013
FOLHA DE SÃO PAULO

É MAIS FÁCIL LEVAR MILHO PARA A CHINA DO QUE PARA RECIFE

Com o apagão logístico, faltam caminhões para levar o produto da região Centro-Oeste para o Nordeste para alimentar os rebanhos



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Com a safra de soja à plena carga e estradas em péssimas condições, caminhoneiros se recusam a levar o milho até as cidades nordestinas (fOTO DIVULGAÇÃO) 
Enquanto o Nordeste vê parte de seu rebanho ser aniquilada por falta de comida, numa das piores secas da região, o Brasil se transforma no maior exportador de milho do mundo. A situação, que à primeira vista pode parecer um contrassenso, é mais um efeito devastador do caos logístico que assola o País. Produto há. O que não tem é transporte para levar o milho do Centro-Oeste para o Nordeste.
Hoje, apesar dos enormes congestionamentos nos portos, tem sido mais fácil atravessar 17 mil km de oceano até a China do que transpor 3,5 mil km entre Sorriso (MT) e Recife (PE), por exemplo. Com a safra de soja à plena carga e estradas em péssimas condições, os caminhoneiros se recusam a levar o milho até as cidades nordestinas. Quando raramente aceitam, o preço do frete dobra o valor do produto.
Uma das justificativas, além das deficiências da malha rodoviária, é que no transporte até os portos, o caminhão vai com soja e volta com fertilizantes, por exemplo. Para o Nordeste, além de gastar entre 8 e 10 dias (dependendo da cidade) de viagem, a carreta sobe cheia, com milho, e volta vazia. "Junta-se a isso a nova lei dos caminhoneiros, que reduziu a carga horária dos profissionais e, consequentemente, diminuiu a frota de veículos disponível para o transporte no Brasil", afirma o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho.
Para tentar resolver o problema no Nordeste, a Conab, do Ministério da Agricultura, decidiu fazer três leilões para aquisição do produto, com cláusulas que obrigam o vendedor a entregar o produto na região. No primeiro, realizado no fim de março, o governo comprou 50 mil toneladas de milho por R$ 43 a saca – em Campinas, uma das referências nacionais, o preço é de R$ 25.
Na quarta-feira, a Conab promove outro certame para 103 mil toneladas de milho, que deverão ser entregues nos portos do Nordeste. A expectativa é usar a cabotagem para fazer o transporte. "Neste caso, vamos fazer uma doação aos Estados que poderão vender o produto a R$ 18,12 a saca", afirma o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo de Araújo Melo. Ele completa que ainda haverá outro leilão para compra de mais 70 mil toneladas nos moldes da primeira disputa. "O governo está sendo ágil. Agora precisamos rezar para chover."
Mais caminhões. Na opinião dos produtores locais, será preciso muito mais para resolver os problemas. "Só entre os pequenos produtores a demanda é de 300 mil toneladas de milho", afirma o presidente da Associação Cearense de Avicultura, João Jorge Reis. Para ele, a situação tende a piorar daqui para frente, se não chover na região. Com a produção de soja sendo escoada para os portos e o início da safra de açúcar, a demanda por caminhões vai aumentar. "Seremos duplamente sacrificados, ou pelo aumento do preço do frete ou pela falta do produto."
Ele explica que durante muitos anos o Nordeste foi abastecido pela importação de milho da Argentina, de 15 em 15 dias. A partir de 1995, a compra foi suspensa e os produtores passaram a adquirir milho do Centro-Oeste. Em 2007, essa parceria terminou. "O governo parou de comprar milho e fazer estoque. Agora estamos nessa situação." A solução apresentada por Reis e por Ramalho, da SRB, é voltar a importar milho do país vizinho, apesar de os produtores de grãos terem o produto estocado.
"Não temos condições de transportar o produto dentro do Brasil por caminhões nem levar pelos portos. Na Argentina, os terminais não estão sob tanta pressão. Será mais fácil e barato (trazer o milho)", diz Ramalho. Mas a decisão não é bem aceita pelo governo, já que representaria um desgaste político muito grande explicar por que importar um produto que o Brasil tem em estoque.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, defende a adoção de políticas públicas que permitam o aumento da produção do grão no Nordeste para reduzir a dependência da região de outros Estados. "Já apresentamos sugestão completa para o Ministério da Agricultura. Hoje o Mato Grosso produz cerca de metade da safra nacional."
16 de abril de 2013
Renée Pereira - O Estado de S. Paulo
 

INFLAÇÃO E VOTO

 
De cada 100 brasileiros aptos a comparecer às urnas em outubro do ano que vem, 40 tinham menos de 16 anos ou nem haviam nascido quando o Plano Real liquidou a superinflação. Para essa fatia do eleitorado, é fraca a memória de preços galopantes, corridas aos supermercados no dia do pagamento e estresse cotidiano com o valor do dinheiro no banco.
 
Em meados dos anos 1990, o Brasil aproveitou-se tardiamente de uma onda mundial que, desde o início da década anterior, vinha reprimindo a inflação. O feito propiciou ao consórcio liderado por Fernando Henrique Cardoso oito anos de domínio da Presidência da República.
 
Os pressupostos da política econômica sob FHC foram mantidos pelo PT nos seis anos seguintes. Até que apareceu a crise financeira no final de 2008. Três décadas depois, os parâmetros que haviam baixado a inflação no mundo e inaugurado uma era de frenética finança global estavam de pernas para o ar.
 
Para quem gosta de fixar-se a padrões algo misteriosos, talvez haja ciclos longos, de 25 a 30 anos, alternando-se no capitalismo mundial. Estaríamos agora de novo entrando num período de maior tolerância com a inflação?
 
Na vizinhança, Argentina e Venezuela já reabriram a caixa de Pandora inflacionária. O efeito indesejável, para seus governantes, é o potencial político desestabilizador dessas variações abruptas no poder de compra das famílias.
 
Logo após o chamado milagre econômico da ditadura militar brasileira, a "carestia" animou a primeira vitória eleitoral da oposição, o MDB, em 1974. A inflação costuma oferecer aos adversários de quem está no governo uma plataforma imediata e poderosa de contestação.
A oposição ao PT no Brasil já entendeu esse jogo. Por isso, elevar os juros e evitar a escalada dos preços passou a ser crucial para a reeleição de Dilma Rousseff.
 
16 de abril de 2013
Vinícius Mota, FOLHA DE SÃO PAULO

TERROR VOLTA AOS EUA. EXPLOSÕES DEIXAM TRÊS MORTOS EM MARATONA DE BOSTON

FBI considera o ataque como terrorista; número de feridos pode passar de cem. Fontes policiais confirmaram que dois outros explosivos foram desativados; há informações desencontradas sobre terceira explosão

 
BOSTON — Pelo menos três pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas após duas explosões na Maratona de Boston na tarde desta segunda-feira, três horas depois de os vencedores cruzarem a linha de chegada. Segundo o jornal local “Boston Globe”, uma das vítimas é uma criança de 8 anos e pelo menos 130 pessoas ficaram feridas, algumas com órgãos amputados.

O FBI informou que considera o ataque como terrorista. Fontes policiais também confirmaram que dois outros explosivos foram encontrados e desativados e há informações desencontradas sobre uma terceira explosão na Biblioteca Pública John F. Kennedy. A FAA, autoridade de aviação civil americana, ordenou a suspensão do tráfego aéreo na área das explosões. Todos os voos de Boston foram cancelados.


Embora algumas agências tenham confirmado uma explosão na biblioteca pública de Boston, o diretor do local afirmou que um incêndio horas antes não teria aparentemente qualquer ligação com o ocorrido. Pouco depois, a polícia de Boston confirmou que o incidente parece ter se originado com um incêndio, e não com uma explosão.

Ao lado do governador do Massachusetts, Deval Patrick, o comissário da polícia de Boston recomendou que os moradores não saiam de casa e evitem locais com aglomeração de pessoas.

- A população deve ficar calma, mas precisamos entender que estes eventos ainda estão se desenrolando. A polícia de Boston criou uma linha telefônica exclusiva para receber informações de testemunhas - disse durante uma coletiva de imprensa.

As explosões ocorreram no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edição da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897, e com cerca de 27 mil participantes. Além da concentração de atletas e espectadores devido à prova, a biblioteca pública de Boston e hotéis de 4 e 5 estrelas ficam localizados no mesmo perímetro.

A organização da Maratona de Boston se pronunciou via Facebook, confirmando o incidente:

“Duas bombas explodiram perto da linha de chegada na maratona de hoje. Estamos trabalhando com o poder público para entender o que aconteceu exatamente.”

Imagens mostraram muita fumaça saindo de uma calçada e as pessoas correndo. Um produtor da CNN que participava da corrida disse que a segunda explosão aconteceu 10 segundos depois da primeira.

Obama: ‘Ainda não temos respostas’

Algumas horas após a explosão, o presidente Barack Obama informou que ainda não há respostas sobre a causa do incidente. Em coletiva de imprensa, ele afirmou que as pessoas não devem chegar a conclusões precipitadas e confirmou ainda uma reunião com o FBI.

Pouco após o incidente, a Casa Branca declarou que Obama tinha sido informado do caso e iria fornecer toda a assistência necessária. Segundo a Fox News, Obama ligou pessoalmente para o prefeito de Boston, Tom Menino, e para o governador de Massachusetts, Deval Patrick, para expressar sua preocupação e oferecer ajuda do governo federal. O governo de Nova York mobilizou unidades antiterroristas para proteger seus monumentos.

O vice-presidente Joe Biden, em uma conferência telefônica sobre as propostas para reforçar as leis sobre armas, ofereceu suas orações ao reagir a imagens de televisão vindas de Boston.

- Enquanto eu estou falando, eles ligaram a televisão aqui no meu escritório. Aparentemente foi uma bomba. Não conheço nenhum detalhe sobre o que causou isso, sobre quem fez isso. Mas nossas orações estão com as pessoas em Boston que sofreram ferimentos.

16 de abril de 2013
O GLOBO com agências internacionais

CONTA DE LUZ FICA 12,23% MAIS CARA NO RJ. OUTRO TRAMBIQUE DE DILMA.

Com o reajuste da Ampla Energia, aprovado pela Aneel na semana passada e homologado neste segunda-feira, as residências sentirão a conta 12,02% mais alta, enquanto a indústria terá aumento de 12,43% na tarifa



Torres de alta tensão
A Ampla atende a 66 municípios do estado do Rio de Janeiro (Sean Gallup/Getty Images)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta segunda-feira o reajuste médio de 12,23% nas tarifas da Ampla Energia e Serviços S/A, aprovado na semana passada pelo órgão. A Ampla atende 66 municípios do estado do Rio de Janeiro, que representam 73% do território do estado, entre eles a Região Metropolitana de Niterói e São Gonçalo e os municípios de Itaboraí e Magé, que concentram a maior parte dos clientes da distribuidora. Ao todo, sete milhões de pessoas são atendidas pela concessionária de energia.

Por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União, a Aneel informa que o aumento entra em vigor a partir desta segunda-feira. As residências terão aumento de 12,02%, enquanto a indústria sentirá a conta de luz 12,43% mais alta. Os demais consumidores do Rio de Janeiro são atendidos pela Light, concessionária controlada pela Cemig, e passarão pela fase de reajuste em novembro deste ano, segundo o calendário da Aneel.

Minas Gerais - Há duas semanas, a agência aprovou também a proposta de terceiro ciclo de revisão tarifária para a Cemig, distribuidora mineira, com aumento médio de 2,99%. Enquanto as indústrias sentirão uma queda de 4,83% em suas contas, as residências terão aumento de 4,99%. As novas tarifas já valem desde o dia 8. A empresa atende 7 milhões de unidades consumidoras em 805 municípios de Minas Gerais. Os números aprovados foram menos impactantes para as famílias do que a proposta apresentada pela companhia, que pediu à Aneel aumento de 11,23% para as residências e queda de 2,51% para as indústrias.

A revisão tarifária, prevista nos contratos de concessão, é feita, em média, a cada quatro anos. Os reajustes, como o da Ampla, são anuais. Os valores da conta podem aumentar ou diminuir a depender da eficiência e dos custos com o serviço e a infraestrutura de cada distribuidor. O objetivo, segundo a Aneel, é preservar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Contudo, essas alterações nas tarifas se sobrepõem ao desconto dado pelo governo na conta de luz, ou seja, as contas podem ficar mais caras ou baratas.

16 de abril de 2013
Veja Online
(com Estadão Conteúdo)

CÍNICA, DILMA VÊ INFLAÇÃO SOB CONTROLE E CRITICA "PESSIMISTAS ESPECIALIZADOS"

Presidente vai a Minas, reduto de Aécio, e afirma que ‘aqueles que fizeram racionamento em 2001 torcem para o Brasil dar errado’


Fustigada por críticas à condução da economia, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 15, que o Brasil tem “pessimistas especializados” em criar ambiente negativo. Em evento do PT em Minas Gerais, reduto eleitoral do senador Aécio Neves, pré-candidato tucano ao Planalto, disse que aqueles que “fizeram racionamento em 2001 torcem para o Brasil dar errado”.
Dilma e Lula no evento do PT: economia dominou discursos - Pedro Vilela/Agência I7
Pedro Vilela/Agência I7
Dilma e Lula no evento do PT: economia dominou discursos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fiador da presidente e do governo, disse que Dilma “não deixará que o tomate” - expoente máximo da inflação - “venha a quebrar a força da economia”.

A presidente assegurou que “a inflação está sob controle” e repetiu que o governo “não faz concessão” sobre a questão. Ela sustentou que pretende manter o nível de emprego e o aumento de renda da população. “Não fazemos concessão à inflação e sempre combatemos e combateremos a inflação, principalmente pelo mal que causa para trabalhadores e empresários. Corrói as rendas. Não abriremos mão desse controle”, afirmou Dilma, durante seminário sobre os dez anos de governo do PT no País.

No partido há um temor de que o aumento de preços possa vir a se transformar num problema eleitoral para o projeto de reeleição da presidente. “Repito: não fazemos concessão à inflação, mas para nós estabilidade não se confunde com recessão e nem desemprego, não se confunde com perda de direito dos trabalhadores. A construção da estabilidade fica mais forte com investimento e ampliação do consumo. Esse modelo é um modelo vitorioso”, disse ela.

A expectativa no mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central eleve os juros na sua próxima reunião como forma de combater a alta dos preços. Aécio, em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, sustentou que a presidente é “leniente” com a inflação.

Dilma afirmou que há “pessimistas especializados” em “criar ambiente para aqueles que se beneficiam da incerteza e enriquecem no desequilíbrio”. Embora sem citá-los, referiu-se aos tucanos, justificando seus argumentos com base no racionamento de energia que o Brasil viveu em 2001.

“Esses pessimistas especializados fizeram um racionamento de energia em 2001 e 2002. Eles vêm querendo que a gente passe por isso. Aliás, vêm querendo desde 2005. Essa é uma visão errada que torce pro Brasil dar errado. Porque o Brasil não deu certo quando eles eram dirigentes, e agora deu certo e dará certo.”
Para Dilma, trata-se de gente “mais triste, menos lutadora”. Ela assegurou que “embora estejam querendo transformar os alimentos no tomate”, o índice de inflação da comida “está em queda”.

Título. Lula recebeu em BH o título de cidadão mineiro da Assembleia Legislativa. No evento que precedeu o encontro do PT, o ex-presidente afirmou que “o povo de Minas sabe mais do que ninguém por que e como sua vida melhorou”. Disse que os investimentos do governo federal no Estado desde 2003 foram “excepcionais”.

Segundo ele, “os investimentos produtivos, as obras de infraestrutura e os programas sociais que o governo federal realizou em Minas contribuíram e muito para tornar mais digna a vida dos mineiros”.
Lula sustentou ainda que a presidente Dilma - que nasceu em Belo Horizonte - está fazendo “mais e muito melhor”. Dilma, que havia agendado presença, acabou não comparecendo à homenagem ao padrinho e antecessor.

Na maior parte do discurso, o petista fez um histórico de sua relação com Minas.

16 de abril de 2013
Fernando Gallo e Aline Reskalla