Comentarista conta detalhes sobre a escolha de Carlos Lupi para o ministério, representando o PDT.
Quando Lupi foi escolhido pela Executiva do partido para ser o candidato a ministro (teria que ser aceito por Lula), ficou uma interrogação na cabeça de Miro Teixeira. Por que foi preterido? Qual o argumento que prevaleceu?
A justificativa foi de que Miro, para não ser expulso por Brizola do PDT, tinha saido e se filiado ao PT. Depois, com a morte de Brizola, voltou ao partido. Esta foi a razão de não ter sido escolhido.
A escolha ficou então entre Lupi e Manoel Dias, secretário do PDT; Lupi foi escolhido. Logo a seguir apareceu nas instâncias do governo a denúncia, não da imprensa, de que os diplomas de Lupi eram fajutos. Diziam também que Lupi era mal casado (corno) e homossexual. O governo naturalmente mandou ver nos colégios se os diplomas apresentados por Lupi eram verdadeiros. Aproveitaram para vasculhar sua vida pessoal; as denúncias não se confirmaram. Nem os diplomas eram fajutos e nem Lupi era homossexual ou corno.
Veio o segundo capítulo: Lupi queria assumir o Ministério do Trabalho sem deixar a presidência do PDT, acumulando os dois cargos. Querendo manter um pé de apoio, pela incógnita do cargo de ministro, “endureceu” dizendo que não abandonaria a presidência do PDT; fez até uma bravata. Lula já tinha pensado em “desnomeá-lo”, mas preferiu mandá-lo conversar com o ministro Sepulveda Pertence, presidente do Conselho de Ética.
O ministro foi taxativo: o senhor não pode permanecer ministro sendo presidente de partido. Sugeriu então que ele se licenciasse. Assim foi feito. Algum tempo depois estoura uma denúcia sobre o Paulinho da Força Sindical, e falavam alguma coisa sobre o Lupi.
Casualmente, passo no partido e encontro na entrada o ministro Lupi. Ao me ver, fala comigo e aproveito para dizer-lhe na frente de uns três companheiros: “Lupi acho você muito ingênuo para lidar com essa gente, cuidado que vão botar muitas cascas de banana no teu caminho. E, se você escorregar, vais levar junto o partido”.
Lupi não gostou e respondeu: “Você fala isso porque é radical, mas a política na prática não é como você pensa”.
Depois lhe escrevi carta fazendo alerta sobre o que falavam aqui no Rio de Janeiro, sugerindo algumas atitudes, e dei até um “conselho privado”. No dia 13/10/2011, Lupi veio a uma reunião no partido e falou rapidamnte comigo dizendo: “Li tua carta, mas não fica impressionado, porque a política é assim. Nem sempre o que falam é verdade. Eu estou firme”.
O terceiro capítulo é o que a mídia está escancarando. Só falta o epílogo. Façam apostas, senhores.
Antonio Santos Aquino
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
122 ANOS DE REPÚBLICA
122 anos de República, mais vices que assumiram do que presidentes “eleitos”. Nenhum presidente estadista e dois estadistas que não foram presidentes.
A pedidos de grande número de comentaristas e leitores, estamos republicando artigos de Helio Fernandes, o grande mestre do jornalismo brasileiro, como o que segue abaixo, postado em 15 de novembro de 2009 aqui no Blog da Tribuna. Quem sabe se assim o Helio se anima e volta a escrever?
***
15 DE NOVEMBRO DE 2011
Helio Fernandes
Começando com o lugar comum: “Parece que foi ontem”. Na verdade, os 122 anos contados a partir daquela trágica madrugada, mas tudo teve inicio em 1860 quando foi lançado o jornal diário, “A República”. Em Itu, não a do ditador Getulio Vargas , mas do interior de São Paulo, que tinha então mais ou menos mil habitantes.
Exatamente a população do Serro, do grande Teófilo Ottoni, (“o senador do povo”) cujo jornal, “A Sentinela do Serro”, ganhara projeção nacional, precisamente pelo fato dele ser um dos “Propagandistas da República”, que com os Abolicionistas, movimentavam o país. Que geração aquela, que teve a impressão fugaz de que chegara ao Poder em 1889. Foram marginalizados e preteridos na mesma madrugada.
A República surgiu sem povo, na escuridão de uma madrugada cheia de contradição, com dois marechais obcecados pelo Poder, que ultrapassaram todos os civis. Aristides Lobo, já Ministro da Justiça, (não podem prescindir dos civis) deu entrevista ao “Jornal do Commercio”, então o maior jornal do país. Perguntado como o povo recebera a República, respondeu, foi a manchete do jornal do dia 18: “O povo não participou de nada. Soube de tudo, BESTIALIZADO”. Deliberadamente, o grande jornalista usou essa palavra, em vez de BESTIFICADO.
A Constituinte levou 100 dias, foi rápido. Marcaram a eleição para o dia 25 de fevereiro. Articularam a candidatura de Prudente de Moraes, presidente do Senado. Lúcido, esclarecido, bem-informado, recusou sempre, até com veemência: “A República não resiste à minha candidatura”. E não aceitou mesmo.
Deodoro foi candidato único. Votaram 242 parlamentares, Deodoro teve 152 votos, Prudente que não era candidato, recebeu 90. É lógico que se fosse candidato, venceria, mas ele sabia: não tomaria posse. O presidente “eleito” foi introduzido no plenário, algumas palmas, e marcaram a eleição do vice-presidente para 1 hora depois.
Candidato único: Almirante Wandenkolk, Ministro da Marinha do próprio Deodoro. Muitos parlamentares, decepcionados, foram embora. Votaram 181. O candidato único teve apenas 29 votos, o vencedor com 152 votos, foi o marechal Floriano Peixoto, “que não era candidato”. Levado ao plenário, foi consagrado, e mais importante: mantido como Ministro da Guerra, apesar do presidente Deodoro já ter se retirado.
O desacerto era visível, a República soçobrava, foi salva porque tiveram a intuição do perigo, e colocaram na Constituição a sua manutenção como cláusula pétrea. Mas de que adiantava essa República deprimida, desajustada, desviada dos seus verdadeiros objetivos?
Em 8 meses e 8 dias, ninguém governou. Deodoro era o presidente, mandava pouco, Floriano era o vice, tinha carisma, prepotência e força. No dia 3 de novembro de 1891, desesperado, desinformado e induzido por maus conselheiros, Deodoro resolveu jogar tudo para o alto. Fechou o Congresso, o Supremo, prendeu ministros, militares, juízes, acreditava que assim, governaria. Só que não pôde atingir, nem levemente, o homem que era a causa do seu desconforto, e da impossibilidade de governar: Floriano.
O vice-presidente-ministro-da-Guerra, não fez um movimento, não apareceu em lugar algum, não sofreu baixa no seu Poder, se divertia com isso. Deodoro surpreendentemente teve seu Poder diminuído.
E no dia 22 de novembro, recebeu um emissário do vice, simples e sumário: “Amanhã, o vice assumirá a presidência”. Então, engendraram, que palavra, a farsa da RENÚNCIA. Por que o mesmo homem que dera o golpe no dia 3 iria RENUNCIAR no dia 23? Desesperado, no dia 3 tentou assumir o Poder de fato. Não conseguiu, aceitou a DEMISSÃO, 20 dias depois.
Essa foi a República quase dois anos depois de IMPLANTADA e não PROMULGADA, ao contrário do que ensinam aos meninos de todas as gerações. E continuarão a ensinar, perdão, a enganar.
Essa é a República que completa 122 anos. Quase ignorada, desprestigiada, desorientada, muitas vezes interrompida, mas com o sonho do Poder ininterrupto. Com duas ditaduras cruéis e violentas, e quase com o mesmo número de presidentes eleitos (?) e de vices que assumiram.
***
PS- Nesses 122 anos, nenhum presidente estadista. Apesar de estadistas que não foram presidente, como Rui Barbosa e Osvaldo Aranha.
PS2- O que na verdade não é o pior dos nossos males. Os EUA, completando 222 anos de República, têm apenas 4 presidentes estadistas. Nenhum golpe a não ser de bastidores, mas contraíram o hábito do assassinato. Mataram vários presidentes, e depois passaram a se antecipar, assassinaram até cidadãos que poderiam chegar à Presidência.
A pedidos de grande número de comentaristas e leitores, estamos republicando artigos de Helio Fernandes, o grande mestre do jornalismo brasileiro, como o que segue abaixo, postado em 15 de novembro de 2009 aqui no Blog da Tribuna. Quem sabe se assim o Helio se anima e volta a escrever?
***
15 DE NOVEMBRO DE 2011
Helio Fernandes
Começando com o lugar comum: “Parece que foi ontem”. Na verdade, os 122 anos contados a partir daquela trágica madrugada, mas tudo teve inicio em 1860 quando foi lançado o jornal diário, “A República”. Em Itu, não a do ditador Getulio Vargas , mas do interior de São Paulo, que tinha então mais ou menos mil habitantes.
Exatamente a população do Serro, do grande Teófilo Ottoni, (“o senador do povo”) cujo jornal, “A Sentinela do Serro”, ganhara projeção nacional, precisamente pelo fato dele ser um dos “Propagandistas da República”, que com os Abolicionistas, movimentavam o país. Que geração aquela, que teve a impressão fugaz de que chegara ao Poder em 1889. Foram marginalizados e preteridos na mesma madrugada.
A República surgiu sem povo, na escuridão de uma madrugada cheia de contradição, com dois marechais obcecados pelo Poder, que ultrapassaram todos os civis. Aristides Lobo, já Ministro da Justiça, (não podem prescindir dos civis) deu entrevista ao “Jornal do Commercio”, então o maior jornal do país. Perguntado como o povo recebera a República, respondeu, foi a manchete do jornal do dia 18: “O povo não participou de nada. Soube de tudo, BESTIALIZADO”. Deliberadamente, o grande jornalista usou essa palavra, em vez de BESTIFICADO.
A Constituinte levou 100 dias, foi rápido. Marcaram a eleição para o dia 25 de fevereiro. Articularam a candidatura de Prudente de Moraes, presidente do Senado. Lúcido, esclarecido, bem-informado, recusou sempre, até com veemência: “A República não resiste à minha candidatura”. E não aceitou mesmo.
Deodoro foi candidato único. Votaram 242 parlamentares, Deodoro teve 152 votos, Prudente que não era candidato, recebeu 90. É lógico que se fosse candidato, venceria, mas ele sabia: não tomaria posse. O presidente “eleito” foi introduzido no plenário, algumas palmas, e marcaram a eleição do vice-presidente para 1 hora depois.
Candidato único: Almirante Wandenkolk, Ministro da Marinha do próprio Deodoro. Muitos parlamentares, decepcionados, foram embora. Votaram 181. O candidato único teve apenas 29 votos, o vencedor com 152 votos, foi o marechal Floriano Peixoto, “que não era candidato”. Levado ao plenário, foi consagrado, e mais importante: mantido como Ministro da Guerra, apesar do presidente Deodoro já ter se retirado.
O desacerto era visível, a República soçobrava, foi salva porque tiveram a intuição do perigo, e colocaram na Constituição a sua manutenção como cláusula pétrea. Mas de que adiantava essa República deprimida, desajustada, desviada dos seus verdadeiros objetivos?
Em 8 meses e 8 dias, ninguém governou. Deodoro era o presidente, mandava pouco, Floriano era o vice, tinha carisma, prepotência e força. No dia 3 de novembro de 1891, desesperado, desinformado e induzido por maus conselheiros, Deodoro resolveu jogar tudo para o alto. Fechou o Congresso, o Supremo, prendeu ministros, militares, juízes, acreditava que assim, governaria. Só que não pôde atingir, nem levemente, o homem que era a causa do seu desconforto, e da impossibilidade de governar: Floriano.
O vice-presidente-ministro-da-Guerra, não fez um movimento, não apareceu em lugar algum, não sofreu baixa no seu Poder, se divertia com isso. Deodoro surpreendentemente teve seu Poder diminuído.
E no dia 22 de novembro, recebeu um emissário do vice, simples e sumário: “Amanhã, o vice assumirá a presidência”. Então, engendraram, que palavra, a farsa da RENÚNCIA. Por que o mesmo homem que dera o golpe no dia 3 iria RENUNCIAR no dia 23? Desesperado, no dia 3 tentou assumir o Poder de fato. Não conseguiu, aceitou a DEMISSÃO, 20 dias depois.
Essa foi a República quase dois anos depois de IMPLANTADA e não PROMULGADA, ao contrário do que ensinam aos meninos de todas as gerações. E continuarão a ensinar, perdão, a enganar.
Essa é a República que completa 122 anos. Quase ignorada, desprestigiada, desorientada, muitas vezes interrompida, mas com o sonho do Poder ininterrupto. Com duas ditaduras cruéis e violentas, e quase com o mesmo número de presidentes eleitos (?) e de vices que assumiram.
***
PS- Nesses 122 anos, nenhum presidente estadista. Apesar de estadistas que não foram presidente, como Rui Barbosa e Osvaldo Aranha.
PS2- O que na verdade não é o pior dos nossos males. Os EUA, completando 222 anos de República, têm apenas 4 presidentes estadistas. Nenhum golpe a não ser de bastidores, mas contraíram o hábito do assassinato. Mataram vários presidentes, e depois passaram a se antecipar, assassinaram até cidadãos que poderiam chegar à Presidência.
NAVIO FANTASMA
O Fiasco do João Cândido e a história das "5 Irmãs"
por Políbio Braga
Este navio petroleiro, o João Cândido, lançado ao mar pernambucano (Ipojuca) no tumulto do início de uma campanha pré-eleitoral, 7 de maio do ano passado, teria que ser entregue à Transpetro em agosto de 2010, mas até hoje não saiu do lugar.
É um navio fantasma de R$ 336 milhões, o dobro do valor que a Petrobrás pagaria a qualquer estaleiro da Holanda, Cingapura ou Coréia.
É dinheiro ao mar, como descreveu reportagem de página inteira a revista Veja, dia 31 de agosto.
O editor investigou e descobriu que nada mudou de lá para cá.
E isto que a EAS tem contrato para entregar outros 21 petroleiros.
O Estaleiro Atlântico Sul (Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, com o apoio da coreana Samsung Heavy Industries) não sabe o que fazer para dar explicações, mas além de demitir toda a diretoria, inclusive o presidente Ângelo Alberto Bellelis, pouco conseguiu avançar nos reparos e finalizações.
Foi mais um dos embustes do ex-presidente Lula.
Lula e seu governo andaram bem quando descobriram as enormes fortunas do Fundo de Marinha Mercante, resolveram reanimar a indústria naval brasileira e convenceram a Petrobrás a confiar boa parte de suas encomendas de petroleiros e plataformas a novos estaleiros criados sobretudo pelas "Cinco Irmãs", com as quais mantinham relações carnais há muitos anos. A última encomenda do porte, feita pela Petrobrás, foi em 1987.
O governo do PT fez aprovar novas leis para privilegiar a todo custo mão de obra e fornecedores brasileiros, desprezando a inteligência e o bom uso do dinheiro público.
O que ocorre com o navio João Cândido é a história anunciada de gente sem expertise no setor, acostumada a fazer lobby parlamentar, driblar governos e e ganhar tempo e apoio nos tribunais.
A história das "Cinco Irmãs" é a história de Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Odebrecht e OAS. Quem não entrou como estaleiro, entrou como construtor de estaleiro, para que se entenda melhor o que ficou combinado.
Estão todas também no RS.
O vídeo que você verá a seguir, explica melhor os problemas estruturais do navio João Cândito (R$ 336 milhões), que o Estaleiro Atlântico Sul (Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, os mesmos que atuam no RS) tenta entregar para a Petrobrás desde o ano passado e que Lula "inaugurou" em maio de 2010 para ajudar a campanha de Dilma Rousseff.
Os comentários a seguir acompanham a linha do tempo do video:
1. de 00 a 06s: É possível ver as soldas mal feitas, tem “chupões” e “setas” (Chupão é quando as chapas entram para o interior e setas é quando as mesmas são projetadas para fora do casco). Os dois casos são erros clássicos de soldadura.
2. Em 00:11: marcas longitudinais das cavernas.
3. Em 00:24: dois riscos horizontais na pintura do casco: são cordões de solda grotescos, fora de todo e qualquer controle de produção.
4. Em 00:29: cavernas pré-construídas e NÃO travadas – contrário do que determina a norma. A cena se aprofunda até 00:39. Pode também se observar que o procedimento da soldagem foi contínuo, também contrário a norma da AWS.
5. Em 2:19: pode-se observar a origem dos profissionais.
* Os comentários são do editor, com ajuda de consultoria da área.
Fonte: Blog do Políbio Braga
por Políbio Braga
Este navio petroleiro, o João Cândido, lançado ao mar pernambucano (Ipojuca) no tumulto do início de uma campanha pré-eleitoral, 7 de maio do ano passado, teria que ser entregue à Transpetro em agosto de 2010, mas até hoje não saiu do lugar.
É um navio fantasma de R$ 336 milhões, o dobro do valor que a Petrobrás pagaria a qualquer estaleiro da Holanda, Cingapura ou Coréia.
É dinheiro ao mar, como descreveu reportagem de página inteira a revista Veja, dia 31 de agosto.
O editor investigou e descobriu que nada mudou de lá para cá.
E isto que a EAS tem contrato para entregar outros 21 petroleiros.
O Estaleiro Atlântico Sul (Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, com o apoio da coreana Samsung Heavy Industries) não sabe o que fazer para dar explicações, mas além de demitir toda a diretoria, inclusive o presidente Ângelo Alberto Bellelis, pouco conseguiu avançar nos reparos e finalizações.
Foi mais um dos embustes do ex-presidente Lula.
Lula e seu governo andaram bem quando descobriram as enormes fortunas do Fundo de Marinha Mercante, resolveram reanimar a indústria naval brasileira e convenceram a Petrobrás a confiar boa parte de suas encomendas de petroleiros e plataformas a novos estaleiros criados sobretudo pelas "Cinco Irmãs", com as quais mantinham relações carnais há muitos anos. A última encomenda do porte, feita pela Petrobrás, foi em 1987.
O governo do PT fez aprovar novas leis para privilegiar a todo custo mão de obra e fornecedores brasileiros, desprezando a inteligência e o bom uso do dinheiro público.
O que ocorre com o navio João Cândido é a história anunciada de gente sem expertise no setor, acostumada a fazer lobby parlamentar, driblar governos e e ganhar tempo e apoio nos tribunais.
A história das "Cinco Irmãs" é a história de Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Odebrecht e OAS. Quem não entrou como estaleiro, entrou como construtor de estaleiro, para que se entenda melhor o que ficou combinado.
Estão todas também no RS.
O vídeo que você verá a seguir, explica melhor os problemas estruturais do navio João Cândito (R$ 336 milhões), que o Estaleiro Atlântico Sul (Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, os mesmos que atuam no RS) tenta entregar para a Petrobrás desde o ano passado e que Lula "inaugurou" em maio de 2010 para ajudar a campanha de Dilma Rousseff.
Os comentários a seguir acompanham a linha do tempo do video:
1. de 00 a 06s: É possível ver as soldas mal feitas, tem “chupões” e “setas” (Chupão é quando as chapas entram para o interior e setas é quando as mesmas são projetadas para fora do casco). Os dois casos são erros clássicos de soldadura.
2. Em 00:11: marcas longitudinais das cavernas.
3. Em 00:24: dois riscos horizontais na pintura do casco: são cordões de solda grotescos, fora de todo e qualquer controle de produção.
4. Em 00:29: cavernas pré-construídas e NÃO travadas – contrário do que determina a norma. A cena se aprofunda até 00:39. Pode também se observar que o procedimento da soldagem foi contínuo, também contrário a norma da AWS.
5. Em 2:19: pode-se observar a origem dos profissionais.
* Os comentários são do editor, com ajuda de consultoria da área.
Fonte: Blog do Políbio Braga
SEM "MARQUETINGUE": O BRASIL MARAVILHA "DELES E DELA" JÁ CRESCED MENOS QUE EUA E A EUROPA
Desaceleração foi além do esperado e PIB do terceiro trimestre pode ter sido negativo. Nas regiões em crise, a economia avançou até 0,6%
O Brasil já vem crescendo menos do que os Estados Unidos e a Europa, regiões que estão no centro da crise que atormenta o mundo.
Apesar de o governo insistir em um resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, a maior parte dos analistas aposta em queda da atividade — o tombo varia entre 0,1% e 0,3%.
O resultado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de dezembro.
Segundo o economista Carlos Thadeu Filho, da gestora de investimentos Franklin Templeton, de julho a setembro, a economia norte-americana avançou 0,6%. Já a da Europa deve ter crescido, no mesmo período, entre 0,2% e 0,3%.
"Ou seja, a desaceleração da economia brasileira foi muito forte. Além de o PIB ter caído no terceiro trimestre, não descarto a possibilidade de, nos últimos três meses do ano, o resultado ser novamente negativo. Se isso acontecer, o Brasil estará, tecnicamente, em recessão", disse.
Na avaliação de Thadeu Filho, foi esse quadro desanimador que levou o Banco Central a liberar, na última sexta-feira, todas as amarras para o crédito de curto prazo (com vencimento em até 60 meses).
O governo acredita que, reforçando o consumo das famílias neste fim de ano por meio do endividamento, compensará parte da retração dos investimentos produtivos e da fragilidade da indústria.
"A ordem da presidente Dilma Rousseff é fazer a economia voltar a funcionar. Para ela, não há a menor possibilidade de o país entrar em recessão", afirmou um assessor do Palácio do Planalto.
Dilma já foi avisada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, de que a crise mundial se agravará nos próximos meses, mesmo com as mudanças de governo na Itália e na Grécia.
Independentemente do comprometimento dos novos comandantes desses dois países — Mario Monti e Lucas Papademos, respectivamente — com o ajuste fiscal necessário para arrumar as finanças italianas e gregas, os resultados só aparecerão no longo prazo. Antes, portanto, a situação vai piorar — e muito —, com fortes impactos sobre o Brasil.
O governo está confiante de que, com os estímulos ao crédito agora, o aumento de 14% no salário mínimo em janeiro próximo e a retomada dos gastos públicos para investimentos em obras de infraestrutura, tanto o consumo quanto a produção retomarão o fôlego para garantir um crescimento próximo de 4% em 2012 (neste ano, a aposta em um número inferior a 3%).
A presidente Dilma também está contando com a continuidade da redução da taxa básica de juros (Selic), de forma que as empresas se sintam mais confortáveis para ampliar as fábricas, garantir mais empregos e elevar os rendimentos dos trabalhadores.
Mesmo torcendo para um corte maior da Selic na última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no fim deste mês, o Palácio do Planalto se contentará com um corte de 0,5 ponto, dos atuais 11,50% para 11%.
No mercado financeiro, quase 45% dos investidores já dão como certa a redução de 0,75 ponto, com a taxa básica fechando 2011 em 10,75%.
Os mesmos investidores admitem que a Selic poderá chegar ao fim do primeiro trimestre do próximo ano em um dígito, entre 9,5% e 9,75%.
4%
Alta do PIB estimada pelo Palácio do Planalto em 2012
10,75%
Taxa básica de juros projetada por parte do mercado para o fim deste ano
VICENTE NUNES » VERA BATISTA Correio Braziliense
O Brasil já vem crescendo menos do que os Estados Unidos e a Europa, regiões que estão no centro da crise que atormenta o mundo.
Apesar de o governo insistir em um resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, a maior parte dos analistas aposta em queda da atividade — o tombo varia entre 0,1% e 0,3%.
O resultado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de dezembro.
Segundo o economista Carlos Thadeu Filho, da gestora de investimentos Franklin Templeton, de julho a setembro, a economia norte-americana avançou 0,6%. Já a da Europa deve ter crescido, no mesmo período, entre 0,2% e 0,3%.
"Ou seja, a desaceleração da economia brasileira foi muito forte. Além de o PIB ter caído no terceiro trimestre, não descarto a possibilidade de, nos últimos três meses do ano, o resultado ser novamente negativo. Se isso acontecer, o Brasil estará, tecnicamente, em recessão", disse.
Na avaliação de Thadeu Filho, foi esse quadro desanimador que levou o Banco Central a liberar, na última sexta-feira, todas as amarras para o crédito de curto prazo (com vencimento em até 60 meses).
O governo acredita que, reforçando o consumo das famílias neste fim de ano por meio do endividamento, compensará parte da retração dos investimentos produtivos e da fragilidade da indústria.
"A ordem da presidente Dilma Rousseff é fazer a economia voltar a funcionar. Para ela, não há a menor possibilidade de o país entrar em recessão", afirmou um assessor do Palácio do Planalto.
Dilma já foi avisada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, de que a crise mundial se agravará nos próximos meses, mesmo com as mudanças de governo na Itália e na Grécia.
Independentemente do comprometimento dos novos comandantes desses dois países — Mario Monti e Lucas Papademos, respectivamente — com o ajuste fiscal necessário para arrumar as finanças italianas e gregas, os resultados só aparecerão no longo prazo. Antes, portanto, a situação vai piorar — e muito —, com fortes impactos sobre o Brasil.
O governo está confiante de que, com os estímulos ao crédito agora, o aumento de 14% no salário mínimo em janeiro próximo e a retomada dos gastos públicos para investimentos em obras de infraestrutura, tanto o consumo quanto a produção retomarão o fôlego para garantir um crescimento próximo de 4% em 2012 (neste ano, a aposta em um número inferior a 3%).
A presidente Dilma também está contando com a continuidade da redução da taxa básica de juros (Selic), de forma que as empresas se sintam mais confortáveis para ampliar as fábricas, garantir mais empregos e elevar os rendimentos dos trabalhadores.
Mesmo torcendo para um corte maior da Selic na última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no fim deste mês, o Palácio do Planalto se contentará com um corte de 0,5 ponto, dos atuais 11,50% para 11%.
No mercado financeiro, quase 45% dos investidores já dão como certa a redução de 0,75 ponto, com a taxa básica fechando 2011 em 10,75%.
Os mesmos investidores admitem que a Selic poderá chegar ao fim do primeiro trimestre do próximo ano em um dígito, entre 9,5% e 9,75%.
4%
Alta do PIB estimada pelo Palácio do Planalto em 2012
10,75%
Taxa básica de juros projetada por parte do mercado para o fim deste ano
VICENTE NUNES » VERA BATISTA Correio Braziliense
O FIM DA "SARNEYLÂNDIA"?!
Boas notícias para o Brasil decente
Em homenagem aos brasileiros que, nesta terça-feira, resolveram marchar mesmo debaixo de chuva para protestar contra a roubalheira institucionalizada, a coluna publica na seção O País quer Saber duas notícias alentadoras:
1. O fiasco do lançamento do Movimento Pró-Corrupção, fundado por José Dirceu.
2. A estreia em território maranhense do refrão que manda José Sarney para o lugar que merece.
Divirta-se.
Dirceu funda o movimento pró-corrupção e Sarney é enviado para o lugar de sempre
Em homenagem às centenas de brasileiros que, nesta terça-feira, decidiram protestar contra a roubalheira institucionalizada mesmo debaixo de chuva, a coluna publica duas notícias alentadoras:
1. O companheiro José Dirceu aproveitou a festa de aniversário de Agnelo Queiroz para reunir no dia 9, numa churrascaria em Brasília, simpatizantes do Movimento Pró-Corrupção. Nem a comida a preço de custo nem a presença do presidente do PT, Rui Falcão, evitaram o fracasso do evento. O número de participantes é insuficiente para eleger um vereador em Passa Quatro, cidade natal de Dirceu.
2. No sábado anterior, dia 5, o show do Jota Quest na Lagoa da Jansen, em São Luiz, oficializou a chegada ao Maranhão do refrão que tem homenageado o senador José Sarney desde a apresentação do Capital Inicial no Rock in Rio. A multidão mandou Madre Superiora para o lugar de sempre. Mas foi a primeira decolagem registrada em território maranhense. Confira no vídeo abaixo.
Maranhenses mandam Sarney "tomar no c..." em show do Jota Quest em São Luís nov.2011
O nome do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi alvos de vaias durante a apresentação da banda mineira Jota Quest, neste sábado, na Lagoa da Jansen, em São Luís. Tal qual como ocorreu nas apresentações das bandas Capital Inicial e Detonautas no Rock in Rio, a platéia maranhense, repetindo o ato de repúdio dos cariocas, mandou Sarney "tomar no c...".
O episódio ocorreu em determinado momento do show '15 anos na Moral' -- turnê do Jota Quest que está percorrendo o Brasil -- quando foi apresentado um vídeo que, em um trecho, abordou a época da Ditadura Militar no país, da qual Sarney apoiou e participou.
Ao aparecer no fundo a foto do senador José Sarney, acompanhada do sucesso da banda 'De Volta ao Planeta dos Macacos', a platéia não se conteve e gritou em coro: "ei, Sarney, vai tomar no c...". A mesma frase que havia sido dita por mais de 100 mil pessoas no show do Capital Inicial e do Detonautas no Rock in Rio.
O ato de protesto do público ao senador durou por vários segundos. Desta vez Sarney foi alvo do escárnio, do deboche e da chacota em um show de rock dos próprios maranhenses. Sinal de que a população não tolera mais uma oligarquia que trouxe em 50 anos de (des)governo somente atraso, miséria e opressão ao Estado.
E será que o deputado estadual Magno Bacelar (PV) vai a classificar as vaias a Sarney, como se referiu as que ocorreram no Rock in Rio, como "coisa de drogados, maconhados (sic)"?
Em homenagem aos brasileiros que, nesta terça-feira, resolveram marchar mesmo debaixo de chuva para protestar contra a roubalheira institucionalizada, a coluna publica na seção O País quer Saber duas notícias alentadoras:
1. O fiasco do lançamento do Movimento Pró-Corrupção, fundado por José Dirceu.
2. A estreia em território maranhense do refrão que manda José Sarney para o lugar que merece.
Divirta-se.
Dirceu funda o movimento pró-corrupção e Sarney é enviado para o lugar de sempre
Em homenagem às centenas de brasileiros que, nesta terça-feira, decidiram protestar contra a roubalheira institucionalizada mesmo debaixo de chuva, a coluna publica duas notícias alentadoras:
1. O companheiro José Dirceu aproveitou a festa de aniversário de Agnelo Queiroz para reunir no dia 9, numa churrascaria em Brasília, simpatizantes do Movimento Pró-Corrupção. Nem a comida a preço de custo nem a presença do presidente do PT, Rui Falcão, evitaram o fracasso do evento. O número de participantes é insuficiente para eleger um vereador em Passa Quatro, cidade natal de Dirceu.
2. No sábado anterior, dia 5, o show do Jota Quest na Lagoa da Jansen, em São Luiz, oficializou a chegada ao Maranhão do refrão que tem homenageado o senador José Sarney desde a apresentação do Capital Inicial no Rock in Rio. A multidão mandou Madre Superiora para o lugar de sempre. Mas foi a primeira decolagem registrada em território maranhense. Confira no vídeo abaixo.
Maranhenses mandam Sarney "tomar no c..." em show do Jota Quest em São Luís nov.2011
O nome do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi alvos de vaias durante a apresentação da banda mineira Jota Quest, neste sábado, na Lagoa da Jansen, em São Luís. Tal qual como ocorreu nas apresentações das bandas Capital Inicial e Detonautas no Rock in Rio, a platéia maranhense, repetindo o ato de repúdio dos cariocas, mandou Sarney "tomar no c...".
O episódio ocorreu em determinado momento do show '15 anos na Moral' -- turnê do Jota Quest que está percorrendo o Brasil -- quando foi apresentado um vídeo que, em um trecho, abordou a época da Ditadura Militar no país, da qual Sarney apoiou e participou.
Ao aparecer no fundo a foto do senador José Sarney, acompanhada do sucesso da banda 'De Volta ao Planeta dos Macacos', a platéia não se conteve e gritou em coro: "ei, Sarney, vai tomar no c...". A mesma frase que havia sido dita por mais de 100 mil pessoas no show do Capital Inicial e do Detonautas no Rock in Rio.
O ato de protesto do público ao senador durou por vários segundos. Desta vez Sarney foi alvo do escárnio, do deboche e da chacota em um show de rock dos próprios maranhenses. Sinal de que a população não tolera mais uma oligarquia que trouxe em 50 anos de (des)governo somente atraso, miséria e opressão ao Estado.
E será que o deputado estadual Magno Bacelar (PV) vai a classificar as vaias a Sarney, como se referiu as que ocorreram no Rock in Rio, como "coisa de drogados, maconhados (sic)"?
CONDOLÊNCIAS PRO LULA...
Nós paulistas, orgulhosamente estamos engajados em prestar homenangens ao Sr. Lula.
Tanto que daremos seu nome a uma das principais avenidas da cidade.
A Avenida Marginal Pinheiros, passará a chamar-se em breve:
MARGINAL LUIS INÁCIO LULA DA SILVA
Afinal, temos que homenagear aquele a quem tanto admiramos!
lilicarabina
Tanto que daremos seu nome a uma das principais avenidas da cidade.
A Avenida Marginal Pinheiros, passará a chamar-se em breve:
MARGINAL LUIS INÁCIO LULA DA SILVA
Afinal, temos que homenagear aquele a quem tanto admiramos!
lilicarabina
A CORTE DE IDELI
Um Ministério como o da Pesca cuja produção nos últimos 8 anos se manteve em 990 mil toneladas de pescado, neste mesmo período recebeu recursos aumentados em 70 vezes, passando de R$ 11 milhões para a R$803 milhões.
Entretanto, isso não significou nem um peixinho à mais na rede...mas em compensação, este ministério nada producente paga de aluguel R$575 mil por mês para ocupar um prédio de 14 andares, onde trabalham 374 servidores fazendo o quê , durante todo esse tempo, não sei, já que o setor da pesca não apresentou mudança alguma em seus resultados nos últimos anos.
Pensei que Ideli Salvatti , ministra da Pesca trabalhasse nesta casa pomposa , mas fiquei espantada quando soube que ela e sua côrte composta de 67 assessores (repito, Ideli e seus 67 assessores) preferem dar expediente num prédio da Esplanada dos Ministérios...
Enquanto as cooperativas de pesca se queixam de abandono , penúria e promessas não cumpridas , em Brasília a Côrte de Ideli se refastela em abundância ...
lilicarabina
PT PEITA DILMA CONTRA REDUÇÃO DE MINISTÉRIOS
O comando do PT fez chegar à presidente Dilma Rousseff que o partido não vê com bons olhos a fusão dos ministérios 'das minorias' em uma única pasta.
Apesar de ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma não considera necessário ter uma secretaria especial só para cuidar do gênero feminino, mas enfrenta resistências para fazer o enxugamento da máquina.
A alegação dos petistas contrários à reforma mais ampla é de que essas cadeiras representam 'conquistas' dos movimentos sociais e, além de tudo, têm baixo orçamento. Na prática, Dilma só mantém a Secretaria de Políticas para as Mulheres por seu caráter simbólico.
'Nós decidimos, no 4.º Congresso do PT, que as direções do partido, a partir de agora, terão cota de 50% para mulheres. Então, é preciso analisar tudo isso com muito cuidado', afirmou o deputado José Guimarães (CE), vice-líder do governo e vice-presidente do PT.
Em mais de uma ocasião, Dilma confidenciou o plano de incorporar as mulheres no guarda-chuva do Ministério dos Direitos Humanos, dirigido por Maria do Rosário, que também abrigaria Igualdade Racial.
Bastou a notícia 'vazar', no entanto, para que chovessem protestos por parte do PT. Contrariada, a presidente disse a auxiliares que está avaliando vários cenários e ainda não bateu o martelo sobre a fusão de ministérios na reforma prevista para o fim de janeiro ou começo de fevereiro de 2012. 'Eu não tenho intérprete', insistiu ela. (Do Estadão)
Apesar de ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma não considera necessário ter uma secretaria especial só para cuidar do gênero feminino, mas enfrenta resistências para fazer o enxugamento da máquina.
A alegação dos petistas contrários à reforma mais ampla é de que essas cadeiras representam 'conquistas' dos movimentos sociais e, além de tudo, têm baixo orçamento. Na prática, Dilma só mantém a Secretaria de Políticas para as Mulheres por seu caráter simbólico.
'Nós decidimos, no 4.º Congresso do PT, que as direções do partido, a partir de agora, terão cota de 50% para mulheres. Então, é preciso analisar tudo isso com muito cuidado', afirmou o deputado José Guimarães (CE), vice-líder do governo e vice-presidente do PT.
Em mais de uma ocasião, Dilma confidenciou o plano de incorporar as mulheres no guarda-chuva do Ministério dos Direitos Humanos, dirigido por Maria do Rosário, que também abrigaria Igualdade Racial.
Bastou a notícia 'vazar', no entanto, para que chovessem protestos por parte do PT. Contrariada, a presidente disse a auxiliares que está avaliando vários cenários e ainda não bateu o martelo sobre a fusão de ministérios na reforma prevista para o fim de janeiro ou começo de fevereiro de 2012. 'Eu não tenho intérprete', insistiu ela. (Do Estadão)
ISSO NÃO É BIOGRAFIA: É FOLHA CORRIDA.
No site do Ministério do Trabalho, na biografia de Carlos Lupi, está escrito:
Histórico defensor da educação em tempo integral, já em seu discurso de posse Lupi destacava aquelas que seriam suas grandes marcas à frente do Ministério do Trabalho e Emprego: a incansável defesa dos direitos trabalhistas e a qualificação profissional como eixo da política de geração de emprego e promoção da cidadania. Ajudou a levar cursos de capacitação aos quatro cantos do país, sempre priorizando jovens de baixa renda, propôs e conseguiu em 2008 aumentar em oito vezes os recursos do Ministério para essa área.
É justamente nos cursos de capacitação, promovidos por ONGS corruptas, que reside a grande roubalheira do ministério liderado por Carlos Lupi.
coroneLeaks
A IMPRODUTIVIDADE QUE CUSTA CARO...
NOTA AO PÉ DAS IMAGENS
Seria necessário um texto, ou as imagens, postadas pelo blog casa da mãe joana, melhor do que palavras, expressam a triste realidade do Congresso?
O país pára politicamente para que os senhores congressistas possam usufruir de "merecido" repouso, já que, denodadamente, se dedicam aos trabalhos para engavetar projetos, o que deve dar um trabalho 'danado'... E projetos da maior importância para a sociedade, não para eles, obviamente. Já estão com a vida ganha! O povo - que povo? - pode continuar esperando...
E o mais interessante, é que o povo, representado pelos prefeitos et caterva, é a base a que eles se referem... Muito engraçado!
Enquanto trabalhamos para pagar os impostos escorchantes que, anualmente, nos subtraem quatro meses de trabalho, os "denodados" homens públicos repousam em suas "bsses", a maioria a beira-mar, ou nas serras, reenergizando-se para mais um tempo de ociosidade e conchavos.
m.americo
PARA A REDE GLOBO, ABORTO LIVRE JÁ ESTÁ EM VIGOR
Media Watch - Outros
Novela “Fina Estampa” mente para o público e faz acreditar que aborto é decisão da mãe.
Alguém se lembra de um garboso Willian Bonner anunciando os “princípios editoriais” da Rede Globo?
De acordo com a emissora carioca, o histórico documento foi elaborado com o objetivo de “não somente diferenciar-se, mas facilitar o julgamento do público sobre o trabalho dos veículos, permitindo, de forma transparente, que qualquer um verifique se a prática é condizente com a crença.”
Ainda na mesma edição, foram declarados para o público os três princípios gerais que devem nortear a informação jornalística de qualidade: 1 – isenção; 2- correção e 3- agilidade.
Infelizmente, não tardou o sol se levantar no dia seguinte para que o engajamento político-ideológico acordasse, escovasse os dentes e adentrasse no Projac a passos confiantes, sorrindo e acenando para todos, aliás, como há muito tem sido sua rotina.
Pela enésima vez, trago mais uma demonstração de que o dito papelucho era só coisa “pra inglês ver”: refiro-me a uma surreal cena da novela “Fina Estampa”, na qual prospera uma discussão sobre a gravidez de Patrícia (Adriana Birolli), isto é, sobre quem tem “competência”, digamos assim, para decidir sobre a “interrupção” da mesma, ou seja, sobre o cometimento de aborto.
Abaixo transcrevo a parte essencial da cena.
Patrícia (gritando para Antenor, seu namorado): - Você não tem que resolver nada! O corpo é meu, a mãe sou eu – eu é que decido se quero tirar este filho ou não.
Antenor (Caio Castro, respondendo a Patrícia): - Eu não conto? Você decide pelos dois, estraga a minha vida?
Patrícia (gritando para Antenor): - Desaparece! Desaparece! Sai da minha frente!
René Velmont (Dalton Vigh): - Chega, Antenor! Antenor! É melhor você ir embora e no meio do caminho é bom você pensar se quer continuar estudando Medicina ou não.
Antenor: - eu não tenho nenhuma dúvida disso.
René Velmont: – mas eu tenho...porque você devia saber que a decisão de levar adiante esta gravidez ou não cabe à Patrícia...tá?
Como assim, Sr. Aguinaldo Silva? Como assim “Dona” Rede Globo? Ao que parece, a personagem Patrícia não foi estuprada e tampouco corre risco de vida... então, que estória é essa de fazer o público crer que a sua gravidez é uma questão de decisão pessoal? E desde quando a Medicina prescreve que é a mãe que decide se quer tirar o filho ou não? Cadê o Código de Ética do CFM? Mostrem ao público, por favor!
Como os leitores podem comprovar, a lei sobre o aborto que está atualmente em vigor (Código Penal, DL 002.848/1940, arts 124 a 128) foi absolutamente desprezada pelo autor Aguinaldo Silva e a equipe da produção da Rede Globo.
Antes, preferiram usar todo o charme do galã Dalton Vigh, que fazendo o papel do doce mocinho, põe-se a emplacar o adultério como fato corriqueiro e até bem justificado (até agora não houve absolutamente nenhuma cena em que o exame moral do comportamento dos personagens René e Griselda fosse debatido), bem como agora, como advogado da lei do livre aborto que... ora bolas, que não existe!
Há quem venha - até mesmo com boas intenções – arguir que os princípios editoriais tão alardeados por esta essa empresa de comunicação sejam válidos tão somente para o jornalismo, e que a novela, bem, a novela é apenas uma obra de ficção. No plano formal, isto é verdade. Entretanto, não é de hoje que as novelas e toda a grade de programação global contêm inserções com debates sobre questões de cunho social, como a própria empresa eloquente e orgulhosamente anuncia.
Neste caso, tais trechos podem muito bem ser reputados como de natureza jornalística e de opinião, e o pior, são apresentados de forma melíflua, tendenciosa e sorrateira.
Sou absolutamente contra denunciar tal pérfida manobra ao Ministério Público Federal, porque sou absolutamente contra a censura. Sou contra a censura não em favor desta rede de televisão, mas em meu próprio favor. Todavia, o que posso fazer é o que acabei de realizar, isto é, descortinar aos olhos dos meus leitores a militância nova-ordem-mundialista da Rede Globo.
Klauber Cristofen Pires, 15 Novembro 2011
Novela “Fina Estampa” mente para o público e faz acreditar que aborto é decisão da mãe.
Alguém se lembra de um garboso Willian Bonner anunciando os “princípios editoriais” da Rede Globo?
De acordo com a emissora carioca, o histórico documento foi elaborado com o objetivo de “não somente diferenciar-se, mas facilitar o julgamento do público sobre o trabalho dos veículos, permitindo, de forma transparente, que qualquer um verifique se a prática é condizente com a crença.”
Ainda na mesma edição, foram declarados para o público os três princípios gerais que devem nortear a informação jornalística de qualidade: 1 – isenção; 2- correção e 3- agilidade.
Infelizmente, não tardou o sol se levantar no dia seguinte para que o engajamento político-ideológico acordasse, escovasse os dentes e adentrasse no Projac a passos confiantes, sorrindo e acenando para todos, aliás, como há muito tem sido sua rotina.
Pela enésima vez, trago mais uma demonstração de que o dito papelucho era só coisa “pra inglês ver”: refiro-me a uma surreal cena da novela “Fina Estampa”, na qual prospera uma discussão sobre a gravidez de Patrícia (Adriana Birolli), isto é, sobre quem tem “competência”, digamos assim, para decidir sobre a “interrupção” da mesma, ou seja, sobre o cometimento de aborto.
Abaixo transcrevo a parte essencial da cena.
Patrícia (gritando para Antenor, seu namorado): - Você não tem que resolver nada! O corpo é meu, a mãe sou eu – eu é que decido se quero tirar este filho ou não.
Antenor (Caio Castro, respondendo a Patrícia): - Eu não conto? Você decide pelos dois, estraga a minha vida?
Patrícia (gritando para Antenor): - Desaparece! Desaparece! Sai da minha frente!
René Velmont (Dalton Vigh): - Chega, Antenor! Antenor! É melhor você ir embora e no meio do caminho é bom você pensar se quer continuar estudando Medicina ou não.
Antenor: - eu não tenho nenhuma dúvida disso.
René Velmont: – mas eu tenho...porque você devia saber que a decisão de levar adiante esta gravidez ou não cabe à Patrícia...tá?
Como assim, Sr. Aguinaldo Silva? Como assim “Dona” Rede Globo? Ao que parece, a personagem Patrícia não foi estuprada e tampouco corre risco de vida... então, que estória é essa de fazer o público crer que a sua gravidez é uma questão de decisão pessoal? E desde quando a Medicina prescreve que é a mãe que decide se quer tirar o filho ou não? Cadê o Código de Ética do CFM? Mostrem ao público, por favor!
Como os leitores podem comprovar, a lei sobre o aborto que está atualmente em vigor (Código Penal, DL 002.848/1940, arts 124 a 128) foi absolutamente desprezada pelo autor Aguinaldo Silva e a equipe da produção da Rede Globo.
Antes, preferiram usar todo o charme do galã Dalton Vigh, que fazendo o papel do doce mocinho, põe-se a emplacar o adultério como fato corriqueiro e até bem justificado (até agora não houve absolutamente nenhuma cena em que o exame moral do comportamento dos personagens René e Griselda fosse debatido), bem como agora, como advogado da lei do livre aborto que... ora bolas, que não existe!
Há quem venha - até mesmo com boas intenções – arguir que os princípios editoriais tão alardeados por esta essa empresa de comunicação sejam válidos tão somente para o jornalismo, e que a novela, bem, a novela é apenas uma obra de ficção. No plano formal, isto é verdade. Entretanto, não é de hoje que as novelas e toda a grade de programação global contêm inserções com debates sobre questões de cunho social, como a própria empresa eloquente e orgulhosamente anuncia.
Neste caso, tais trechos podem muito bem ser reputados como de natureza jornalística e de opinião, e o pior, são apresentados de forma melíflua, tendenciosa e sorrateira.
Sou absolutamente contra denunciar tal pérfida manobra ao Ministério Público Federal, porque sou absolutamente contra a censura. Sou contra a censura não em favor desta rede de televisão, mas em meu próprio favor. Todavia, o que posso fazer é o que acabei de realizar, isto é, descortinar aos olhos dos meus leitores a militância nova-ordem-mundialista da Rede Globo.
Klauber Cristofen Pires, 15 Novembro 2011
ADMIRÁVEL MUNDO TRANSNACIONAL PROGRESSISTA NOVO
Artigos - Globalismo
Desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar.
Os ataques de 11 de Setembro acordaram alguns americanos -- não todos -- para a ameaça representada pelas interpretações totalitárias do Islã. John Fonte, acadêmico do Hudson Institute, há muito tem se preocupado com outra ideologia que provavelmente não é menos perigosa para os povos livres.
Ela tem nomes que soam ora vagamente utópicos, como “governança global”, ora idiotas demais para gerar preocupação, como “progressismo transnacional”. Mas em seu novo livro, “Sovereignty or Submission”, Fonte explica como essa ideologia, que é amplamente aceita na Europa e, cada vez mais, dentre as elites dos Estados Unidos, está sub-repticiamente minando a democracia liberal, o autogoverno, o constitucionalismo, a liberdade individual, e até mesmo o internacionalismo tradicional - as relações entre Estados-nação soberanos. Trocando em miúdos, enquanto os jihadistas clamam por “Morte ao Ocidente!” os progressistas transnacionais estão silenciosamente promovendo o suicídio civilizacional.
Isso pode não ser o que eles pretendem. Em teoria, eles estão apenas reconhecendo a “interdependência global” e argumentam que “problemas globais requerem soluções globais”. Na prática, todavia, seu projeto é o de transferir o poder político e econômico das mãos dos cidadãos dos Estados-nação, e seus representantes eleitos, para a ONU, burocratas não-eleitos, juízes, advogados e ONGs. Essas pessoas e instituições irão deter não apenas autoridade transnacional (poder “além” das nações), mas também “autoridade supranacional” (poder “sobre” as nações).
Transnacionais não são tanto antidemocráticas, mas pós-democráticas. Eles acreditam que, no século 21, a democracia deveria ser atualizada para incluir a defesa de “princípios universais de direitos humanos” que, é claro, eles irão enumerar e definir. Eles não falam em abdicar, mas de “compartilhar” a soberania “coletivamente”. O resultado, afirmam, será uma nova era de “autoridade global” que produzirá “justiça global” sob um “Estado de Direito global”.
De fato, desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar. Uma maneira de realizar isso é elaborar um tratado e exercer pressão internacional para fazer com que o presidente dos Estados Unidos o assine e o Senado americano o ratifique. Então, juízes -- que, freqüentemente, vêm de países não-democráticos -- em cortes transnacionais interpretam o tratado para fazê-lo parecer o que quer que eles queiram. Não há cortes de apelação.
E se os Estados Unidos rejeitam o tratado ou concordam com ele apenas em parte ao emitir “ressalvas”, os transnacionais declaram que os Estados Unidos estão submetidos de qualquer maneira - sob algo que chamam de “lei internacional costumeira” e à qual, insistem, até mesmo a Constituição Americana está “subordinada”.
É sobre essa base que é construído o argumento de que os Estados Unidos estão violando a Convenção de Genebra ao se negar a classificar terroristas da Al-Qaeda como prisioneiros de guerra -- a despeito do fato de que os Estados Unidos nunca concordou em conceder status tão honorável a combatentes foras-da-lei.
Curiosa e ameaçadoramente, transnacionais têm trabalhado de mãos dadas com islamitas para atingir objetivos como a proibição global da “islamofobia” -- o que representaria um cerceamento histórico da liberdade de expressão.
John Fonte dedica um capítulo inteiro a Israel, um assunto no qual os islamitas e os transnacionais também possuem opinião compartilhada. Israel, ele escreve, tornou-se “o alvo principal de progressistas transnacionais que procuram expandir a autoridade global na determinação de leis de guerra. Se precedentes da lei internacional pudessem ser estabelecidos contra as políticas de segurança israelenses, esses precedentes poderiam ser usados mais tarde para subordinar as políticas de defesa dos Estados Unidos à lei global definida pelos transnacionalistas.”
Facções desse movimento, incluindo grandes fundações como a Fundação Ford, ONGs importantes como a Human Rights Watch, e setores da União Européia, são “cúmplices na campanha global islamita para deslegitimar Israel como um Estado de apartheid através da estratégia de ‘boicotes, desinvestimento e sanções’.” Fonte observa que Israel “é a mais vulnerável das democracias independentes do mundo, alvo constante dos defensores da governança global como um substituto para os Estados Unidos ou o Estado democrático independente em geral.”
O sonho dos progressistas transnacionais, John Fonte conclui, é que os americanos aceitem “o admirável mundo novo da governança global”, concordem voluntariamente em “compartilhar” sua soberania com os outros, e demonstrar “liderança” ao submeter-se a um “regime legal supranacional global. Com efeito, a larva americana é transformada em uma borboleta global.”
Algum dos candidatos à presidência em 2012 compreende isso? Algum deles possui as habilidades necessárias para fazer disso uma pauta – perguntar aos eleitores se eles querem preservar o que Alexis de Tocqueville chamou, admirado, da distinta “soberania do povo” da América, ou se eles preferem compartilhar sua soberania com outros ao redor do mundo, incluindo ditadores e islamitas?
Minha opinião é que a maioria dos americanos -- não todos -- não querem se submeter, não querem que o século 21 seja uma era pós-democrática e pós-americana. Mas com o ano de eleição se aproximando, agora seria uma excelente hora para começar o debate e descobrir.
Clifford D. May é presidente da Foundation for Defense of Democracies, um instituto político focado em segurança nacional e política externa.
Publicado na National Review.
Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.
Desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar.
Os ataques de 11 de Setembro acordaram alguns americanos -- não todos -- para a ameaça representada pelas interpretações totalitárias do Islã. John Fonte, acadêmico do Hudson Institute, há muito tem se preocupado com outra ideologia que provavelmente não é menos perigosa para os povos livres.
Ela tem nomes que soam ora vagamente utópicos, como “governança global”, ora idiotas demais para gerar preocupação, como “progressismo transnacional”. Mas em seu novo livro, “Sovereignty or Submission”, Fonte explica como essa ideologia, que é amplamente aceita na Europa e, cada vez mais, dentre as elites dos Estados Unidos, está sub-repticiamente minando a democracia liberal, o autogoverno, o constitucionalismo, a liberdade individual, e até mesmo o internacionalismo tradicional - as relações entre Estados-nação soberanos. Trocando em miúdos, enquanto os jihadistas clamam por “Morte ao Ocidente!” os progressistas transnacionais estão silenciosamente promovendo o suicídio civilizacional.
Isso pode não ser o que eles pretendem. Em teoria, eles estão apenas reconhecendo a “interdependência global” e argumentam que “problemas globais requerem soluções globais”. Na prática, todavia, seu projeto é o de transferir o poder político e econômico das mãos dos cidadãos dos Estados-nação, e seus representantes eleitos, para a ONU, burocratas não-eleitos, juízes, advogados e ONGs. Essas pessoas e instituições irão deter não apenas autoridade transnacional (poder “além” das nações), mas também “autoridade supranacional” (poder “sobre” as nações).
Transnacionais não são tanto antidemocráticas, mas pós-democráticas. Eles acreditam que, no século 21, a democracia deveria ser atualizada para incluir a defesa de “princípios universais de direitos humanos” que, é claro, eles irão enumerar e definir. Eles não falam em abdicar, mas de “compartilhar” a soberania “coletivamente”. O resultado, afirmam, será uma nova era de “autoridade global” que produzirá “justiça global” sob um “Estado de Direito global”.
De fato, desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar. Uma maneira de realizar isso é elaborar um tratado e exercer pressão internacional para fazer com que o presidente dos Estados Unidos o assine e o Senado americano o ratifique. Então, juízes -- que, freqüentemente, vêm de países não-democráticos -- em cortes transnacionais interpretam o tratado para fazê-lo parecer o que quer que eles queiram. Não há cortes de apelação.
E se os Estados Unidos rejeitam o tratado ou concordam com ele apenas em parte ao emitir “ressalvas”, os transnacionais declaram que os Estados Unidos estão submetidos de qualquer maneira - sob algo que chamam de “lei internacional costumeira” e à qual, insistem, até mesmo a Constituição Americana está “subordinada”.
É sobre essa base que é construído o argumento de que os Estados Unidos estão violando a Convenção de Genebra ao se negar a classificar terroristas da Al-Qaeda como prisioneiros de guerra -- a despeito do fato de que os Estados Unidos nunca concordou em conceder status tão honorável a combatentes foras-da-lei.
Curiosa e ameaçadoramente, transnacionais têm trabalhado de mãos dadas com islamitas para atingir objetivos como a proibição global da “islamofobia” -- o que representaria um cerceamento histórico da liberdade de expressão.
John Fonte dedica um capítulo inteiro a Israel, um assunto no qual os islamitas e os transnacionais também possuem opinião compartilhada. Israel, ele escreve, tornou-se “o alvo principal de progressistas transnacionais que procuram expandir a autoridade global na determinação de leis de guerra. Se precedentes da lei internacional pudessem ser estabelecidos contra as políticas de segurança israelenses, esses precedentes poderiam ser usados mais tarde para subordinar as políticas de defesa dos Estados Unidos à lei global definida pelos transnacionalistas.”
Facções desse movimento, incluindo grandes fundações como a Fundação Ford, ONGs importantes como a Human Rights Watch, e setores da União Européia, são “cúmplices na campanha global islamita para deslegitimar Israel como um Estado de apartheid através da estratégia de ‘boicotes, desinvestimento e sanções’.” Fonte observa que Israel “é a mais vulnerável das democracias independentes do mundo, alvo constante dos defensores da governança global como um substituto para os Estados Unidos ou o Estado democrático independente em geral.”
O sonho dos progressistas transnacionais, John Fonte conclui, é que os americanos aceitem “o admirável mundo novo da governança global”, concordem voluntariamente em “compartilhar” sua soberania com os outros, e demonstrar “liderança” ao submeter-se a um “regime legal supranacional global. Com efeito, a larva americana é transformada em uma borboleta global.”
Algum dos candidatos à presidência em 2012 compreende isso? Algum deles possui as habilidades necessárias para fazer disso uma pauta – perguntar aos eleitores se eles querem preservar o que Alexis de Tocqueville chamou, admirado, da distinta “soberania do povo” da América, ou se eles preferem compartilhar sua soberania com outros ao redor do mundo, incluindo ditadores e islamitas?
Minha opinião é que a maioria dos americanos -- não todos -- não querem se submeter, não querem que o século 21 seja uma era pós-democrática e pós-americana. Mas com o ano de eleição se aproximando, agora seria uma excelente hora para começar o debate e descobrir.
Clifford D. May é presidente da Foundation for Defense of Democracies, um instituto político focado em segurança nacional e política externa.
Publicado na National Review.
Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
E NO "BRASIL MARAVILHA": O QUE NÓS SOMOS, UM PAÍS EMERGENTE OU UM PAÍS RICO?
De relance, a questão parece ociosa.
As transformações em curso no mundo começam a forçar uma resposta.
Parte é por conveniência do mundo rico, que espera ratear com os emergentes, sobretudo China e Brasil, o custo do ajuste da Zona do Euro.
E parte é porque nossa política externa é ambígua, com demandas ora de potência, ora de subdesenvolvido.
Demanda típica de quem se vê muito acima do pelotão de países sem voz ativa nos fóruns internacionais e em pé de igualdade com o que é chamado de potência — basicamente EUA, China, Rússia, Inglaterra e França, únicos com lugar cativo e poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas —, é o pleito por uma vaga permanente.
Outra é por maior poder no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Sob direção da francesa Christine Lagarde, o FMI deu sinal de que está pronto para atender o desejo, começando pela inclusão do real na cesta de moedas que compõem a divisa escritural do organismo.
É o chamado Direito Especial de Saque, SDR, na sigla em inglês, hoje composto apenas pelo dólar, euro, iene e libra. Em 2015, conforme a agenda do FMI, tais critérios seriam revisados.
Em nota oficial, porém, a direção do Fundo disse sexta-feira que vai antecipá-la.
A mudança viria para flexibilizar os conceitos de moeda como meio de pagamentos e reserva de valor. Hoje, o FMI aceita apenas moedas conversíveis, o que implica ao país emissor manter portas abertas para os fluxos de capitais.
Isso pode ser mitigado.
No contexto da crise global, parece uma mudança sob medida para enquadrar o real e o renminbi, a moeda da China.
Nem um nem outro tem portas 100% escancaradas para o capital estrangeiro.
Na China, há uma fresta.
Não só. O governo chinês mantém o renminbi (ou yuan, como também é conhecido) desvalorizado para alargar a competitividade de suas exportações industriais.
Mas a China tem US$ 3,2 trilhões em caixa como reservas, e o Brasil, US$ 352 bilhões. É nisso que o FMI está de olho? A entidade, sim.
Com maiores aportes, poderá contribuir mais com os planos de resgate de dívida dos países europeus.
Mas o time podre de rico, com caixa gordo e mão fechada, como a Alemanha, na Europa, mas também os EUA, e indiretamente a própria China, anseia por algo maior: novos mercados sem restrições para suas exportações, compensando a estagnação no mundo avançado.
O risco do precedente
Se abrir o precedente, aceitando incluir o real na cesta dos SDR, o governo Dilma Rousseff acabará forçado a novas concessões, como se comprometer com volatilidade baixa do real, maior transparência das regras monetárias e cambiais, talvez não mais impedir o FMI de divulgar o seu relatório anual de auditoria das contas nacionais — o chamado Anexo 4, a que todos os países associados se submetem.
A China também.
Mas lá o FMI checa o que lhe é permitido checar. No fim, tudo isso é bom, ninguém há de criticar. Mas dificilmente o governo poderá maquiar superávit primário, como fez em 2010, apropriando parte da capitalização da Petrobras feita com o aporte do Tesouro como se fosse receita operacional.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital externo seria malvisto. No limite, seria crescente a pressão pela conversibilidade do real.
6º maior PIB; IDH, 86º
As ambiguidades se avolumam.
Somos a 6ª maior economia do mundo, por exemplo, pelo Produto Interno Bruto (PIB). Tal medida nos faz um país rico. Pela renda per capita, somos o 102º, segundo ranking do The World Factbook, da CIA, e 86º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas. Somos pobres em tais listas.
Como tais coisas se encaixam com o pleito por maior poder no FMI e o status que a entidade cogita dar ao real?
Faz nexo com o real depreciado ou cercado para não se apreciar?
O governo poderia por trava na importação de carros, como fez em setembro, ou dizer que atrasará até dezembro a liberação de guias de importação?
Aliás, como uma coisa dessas é anunciada? Não se diz, faz-se somente.
Ambiguidade do crédito
A impressão é que se vai decidindo pontualmente, sem uma visão de conjunto. Vejam a decisão do Banco Central de afrouxar as medidas prudenciais tomadas em dezembro para esfriar o crédito ao consumo e, assim, a inflação.
Foi o que o liberou da neura da Selic. Mas agora, com o governo preocupado com a forte desaceleração do PIB, o BC quer vitaminar o consumo. Como o PIB rateia pela indústria e ela pelas importações, não pelo nível do consumo em baixa, o que pode ocorrer é o oposto do pretendido.
A demanda bombada a crédito vai vazar ainda mais para fora, não ajudando a indústria e o PIB.
A complexidade é maior
A questão mal trabalhada é que a economia, a sociedade, o jogo de poder no mundo, tudo isso já estava complexo demais para um estilo de administração pouco à vontade para discutir as decisões — e com o Congresso alienado, ministros grosseiros.
Onde se viu um deles — Carlos Lupi, do Trabalho — afirmar que, para tirá-lo do cargo, "só abatido à bala", desafiando a presidente.
Depois, intimado a se retratar, ele declarou:
"Eu te amo, peço desculpas todo dia".
Foi baixaria, acentuando a apreensão sobre se setores do governo estão à altura dos desafios do mundo em transformação.
É preciso maior qualidade, quando até velhas verdades da economia não servem mais.
Ambiguidades denotam dúvidas. E voluntarismo só as agrava.
Antônio Machado/Correio Braziliense
As transformações em curso no mundo começam a forçar uma resposta.
Parte é por conveniência do mundo rico, que espera ratear com os emergentes, sobretudo China e Brasil, o custo do ajuste da Zona do Euro.
E parte é porque nossa política externa é ambígua, com demandas ora de potência, ora de subdesenvolvido.
Demanda típica de quem se vê muito acima do pelotão de países sem voz ativa nos fóruns internacionais e em pé de igualdade com o que é chamado de potência — basicamente EUA, China, Rússia, Inglaterra e França, únicos com lugar cativo e poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas —, é o pleito por uma vaga permanente.
Outra é por maior poder no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Sob direção da francesa Christine Lagarde, o FMI deu sinal de que está pronto para atender o desejo, começando pela inclusão do real na cesta de moedas que compõem a divisa escritural do organismo.
É o chamado Direito Especial de Saque, SDR, na sigla em inglês, hoje composto apenas pelo dólar, euro, iene e libra. Em 2015, conforme a agenda do FMI, tais critérios seriam revisados.
Em nota oficial, porém, a direção do Fundo disse sexta-feira que vai antecipá-la.
A mudança viria para flexibilizar os conceitos de moeda como meio de pagamentos e reserva de valor. Hoje, o FMI aceita apenas moedas conversíveis, o que implica ao país emissor manter portas abertas para os fluxos de capitais.
Isso pode ser mitigado.
No contexto da crise global, parece uma mudança sob medida para enquadrar o real e o renminbi, a moeda da China.
Nem um nem outro tem portas 100% escancaradas para o capital estrangeiro.
Na China, há uma fresta.
Não só. O governo chinês mantém o renminbi (ou yuan, como também é conhecido) desvalorizado para alargar a competitividade de suas exportações industriais.
Mas a China tem US$ 3,2 trilhões em caixa como reservas, e o Brasil, US$ 352 bilhões. É nisso que o FMI está de olho? A entidade, sim.
Com maiores aportes, poderá contribuir mais com os planos de resgate de dívida dos países europeus.
Mas o time podre de rico, com caixa gordo e mão fechada, como a Alemanha, na Europa, mas também os EUA, e indiretamente a própria China, anseia por algo maior: novos mercados sem restrições para suas exportações, compensando a estagnação no mundo avançado.
O risco do precedente
Se abrir o precedente, aceitando incluir o real na cesta dos SDR, o governo Dilma Rousseff acabará forçado a novas concessões, como se comprometer com volatilidade baixa do real, maior transparência das regras monetárias e cambiais, talvez não mais impedir o FMI de divulgar o seu relatório anual de auditoria das contas nacionais — o chamado Anexo 4, a que todos os países associados se submetem.
A China também.
Mas lá o FMI checa o que lhe é permitido checar. No fim, tudo isso é bom, ninguém há de criticar. Mas dificilmente o governo poderá maquiar superávit primário, como fez em 2010, apropriando parte da capitalização da Petrobras feita com o aporte do Tesouro como se fosse receita operacional.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital externo seria malvisto. No limite, seria crescente a pressão pela conversibilidade do real.
6º maior PIB; IDH, 86º
As ambiguidades se avolumam.
Somos a 6ª maior economia do mundo, por exemplo, pelo Produto Interno Bruto (PIB). Tal medida nos faz um país rico. Pela renda per capita, somos o 102º, segundo ranking do The World Factbook, da CIA, e 86º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas. Somos pobres em tais listas.
Como tais coisas se encaixam com o pleito por maior poder no FMI e o status que a entidade cogita dar ao real?
Faz nexo com o real depreciado ou cercado para não se apreciar?
O governo poderia por trava na importação de carros, como fez em setembro, ou dizer que atrasará até dezembro a liberação de guias de importação?
Aliás, como uma coisa dessas é anunciada? Não se diz, faz-se somente.
Ambiguidade do crédito
A impressão é que se vai decidindo pontualmente, sem uma visão de conjunto. Vejam a decisão do Banco Central de afrouxar as medidas prudenciais tomadas em dezembro para esfriar o crédito ao consumo e, assim, a inflação.
Foi o que o liberou da neura da Selic. Mas agora, com o governo preocupado com a forte desaceleração do PIB, o BC quer vitaminar o consumo. Como o PIB rateia pela indústria e ela pelas importações, não pelo nível do consumo em baixa, o que pode ocorrer é o oposto do pretendido.
A demanda bombada a crédito vai vazar ainda mais para fora, não ajudando a indústria e o PIB.
A complexidade é maior
A questão mal trabalhada é que a economia, a sociedade, o jogo de poder no mundo, tudo isso já estava complexo demais para um estilo de administração pouco à vontade para discutir as decisões — e com o Congresso alienado, ministros grosseiros.
Onde se viu um deles — Carlos Lupi, do Trabalho — afirmar que, para tirá-lo do cargo, "só abatido à bala", desafiando a presidente.
Depois, intimado a se retratar, ele declarou:
"Eu te amo, peço desculpas todo dia".
Foi baixaria, acentuando a apreensão sobre se setores do governo estão à altura dos desafios do mundo em transformação.
É preciso maior qualidade, quando até velhas verdades da economia não servem mais.
Ambiguidades denotam dúvidas. E voluntarismo só as agrava.
Antônio Machado/Correio Braziliense
PRESIDENTE DA OAB É ACUSADO DE RECEBER R$ 1,5 MI EM SALÁRIO ILEGAL
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior, é acusado de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará.
A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Um dos autores da ação, Eduardo Imbiriba de Castro, é conselheiro da seccional.
Segundo os acusadores, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos -o que não seria permitido pela legislação estadual-, mas advoga para clientes privados e empresas estatais.
Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão. Cavalcante é procurador do Estado do Pará. De acordo com os autores da ação, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA.
Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada.
O fato se repetiu em 2007, quando Cavalcante se elegeu diretor do Conselho Federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade.
Segundo os autores da ação, a lei autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. Alegam que a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores. Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício.
Elvira Lobato, na Folha
Por Reinaldo Azevedo
A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Um dos autores da ação, Eduardo Imbiriba de Castro, é conselheiro da seccional.
Segundo os acusadores, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos -o que não seria permitido pela legislação estadual-, mas advoga para clientes privados e empresas estatais.
Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão. Cavalcante é procurador do Estado do Pará. De acordo com os autores da ação, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA.
Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada.
O fato se repetiu em 2007, quando Cavalcante se elegeu diretor do Conselho Federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade.
Segundo os autores da ação, a lei autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. Alegam que a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores. Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício.
Elvira Lobato, na Folha
Por Reinaldo Azevedo
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