"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO


Um crime que precisa ser mostrado. E ainda tem idiotas que defendem este patife e sua corja de ladrões corruptos.
O custo? Impossível dizer ao certo, mas certamente metade do valor está nos cofres e contas bancárias da corja.
O meio ambiente ao redor foi destruído, tudo está parado e abandonado.
E as empreiteiras e construtoras "contratadas" já levaram a sua parte!
Temos que divulgar ao máximo a falta de vergonha e de cuidados mínimos com os recursos públicos, vamos mostrar ao mundo como é a verdade neste país da hipocrisia e da mentira.
 
Enquanto as verbas para escolas, hospitais, estradas são escassas e desviadas pelos corruptos. As grandes empresas jornalísticas escamoteiam o descalabro que destrói o país, compradas pelas "verbas de comunicação social", classificadas como sigilosas para não mostrar a compra da verdade, feita de maneira sórdida, com o dinheiro que deveria ser destinado a melhorias para a sociedade.
Onde foi parar o dinheiro? Nos bolsos de quem? Terá sido no bolso dos salafrários de sempre que aumentam milhões de vezes seu patrimônio usando cargos públicos como alavanca para subtrair verbas para si e seus afilhados e afilhadas?
Acertou quem disse sim.
 
Isto é o Brasil do PT. Mentiras, roubalheiras, destruição do meio ambiente, e muita, muita corrupção.
Estas imagens são apenas uma pequena parte do descaso e da destruição do meio ambiente ao redor do belo rio São Francisco.
Mas onde está a ONU neste momento? Onde estão os canalhas que dizem se preocupar com o meio ambiente, o super aquecimento da nossa terra e a destruição clara das nossas maiores riquezas?
Tudo lorota, todos querem apenas a sua fatia de grana.
 
E andam lançando "balões de ensaio" sobre o lançamento do patife à Presidência da República em 2014.
Essa turma de calhordas só tem um remédio: o paredão!
 
11 de dezembro de 2012
mujahdin cucaracha

MARCOS VALÉRIO AGORA AVISA QUE NÃO VAI DAR NOVOS DEPOIMENTOS





Como no jogo de xadrez, o empresário Marcos Valério, conde-\ nado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão como operador do men­salão, agora manda um recado: não quer mais prestar novos de­poimentos porque se considera "absolutamente convencido que é inútil colaborar com a Justiça".

Pelo criminalista Marcelo Leo­nardo, seu advogado de defesa desde antes do mensalão, ele se revelando inútil", afirmou Leo­nardo, veterano criminalista es­tabelecido em Belo Horizonte.

Os argumentos do operador do mensalão indicam que sua meta, quando fez a delação ao Ministério Público Federal, era mesmo alcançar redução de pe­na no processo do mensalão ou até o perdão judicial - em 24 de setembro já tinha sido condena­do pelo Supremo Tribunal Fede­ral, mas o tamanho da pena a ele imposta ainda não havia sido estabelecida. Tais benefícios são concedidos ao réu que colabora com a Justiça, apontando parti­cipações e atos de outros inte­grantes de uma organização cri­minosa.

"Ele não tem nenhuma dispo­sição de colaborar com a Justiça porque entende que é inútil", rei­tera o advogado. "Na Ação Penal 470 (mensalão) colaborou com as investigações desde o início, foi ele quem fez referência a em­préstimos, quem forneceu uma lista com os nomes de todas as pessoas beneficiárias do esque­ma, esclareceu datas, valores e formas de recebimento e, apesar disso, apesar de ter colaborado tão intensamente, foi quem rece­beu a maior condenação."

Marcelo Leonardo afirma que seu cliente não teve nenhuma vantagem por ter contribuído com a Justiça e o Ministério Pú­blico no processo do mensalão. "Nada ele obteve, nenhum bene­fício de redução da pena. Daí sua avaliação de que é inútil conti­nuar colaborando com a Justiça. Não tem nenhuma disposição de prestar quaisquer outras de­clarações a quem quer que seja."

"Se for chamado por autori­dade que tenha poder de convo­car ele comparecerá, como tem comparecido a todos os luga­res onde foi formalmente inti­mado ao longo dos últimos 7 anos. Ainda recentemente (Marcos Valério) já prestou ou­tras declarações a diferentes autoridades."

O Estado de S. Paulo
12 de dezembro de 2012

REPÚBLICA TORPE = RAPINAGEM!

Banco do Brasil cobrava pedágio para o PT, afirma Marcos Valério




Condenado a mais de 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, o publicitário Marcos Valério, no mesmo depoimento ao Ministério Público Federal em que disse ter pago despesas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também afirmou que dirigentes do Banco do Brasil cobraram, desde 2003, um pedágio das agências de publicidade contratadas pelo banco.

Segundo o depoimento, publicado nesta quarta-feira pelo jornal Estado de São Paulo, 2% de todos
os contratos eram repassados para o caixa do PT.

Segundo o Estado de S.Paulo, em dois anos, os repasses do Banco do Brasil às cinco agências de publicidade com quem mantinha contrato superaram R$ 400 milhões - uma delas era a DNA Propaganda, de Valério.

O suposto esquema de desvio de dinheiro público que teria de ir para a publicidade foi criado por Henrique Pizzolato, ex-diretor do BB, e Ivan Guimarães, ex-presidente do Banco Popular do Brasil, que integra a estrutura do Banco do Brasil, de acordo com o depoimento de Valério.
O ex-diretor do Banco do Brasil negou nesta terça-feira que tenha cobrado pedágio das agências de publicidade. Guimarães não foi localizado pela reportagem.


Já condenado pelo STF a mais de 40 anos de prisão, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter despesas pessoais pagas pelo esquema do mensalão em 2003. A informação, publicada nesta terça-feira pelo jornal Estado de S. Paulo, faz parte do depoimento prestado por Valério ao Ministério Público após a condenação pelo Supremo. Em Paris, onde participa de evento com a presidente Dilma,

Além de ter afirmado que o ex-presidente teve despesas pessoais pagas pelo esquema do mensalão, Valério também disse aos procuradores que Lula foi informado, em reunião no Palácio do Planalto, das operações financeiras para pagar propina a deputados da base governista e deu ok. No depoimento, o operador do mensalão afirmou ter sido ameaçado de morte por Paulo Okamotto, hoje diretor do instituto de Lula. E disse ainda que os R$ 4 milhões pedidos por seus advogados foram pagos pelo PT. Segundo o depoimento do publicitário, o pagamento foi "a contrapartida" pela participação dele no esquema.

Sobre os repasses ao ex-presidente, Valério afirmou que foram feitos dois pagamentos, mas só detalhou um deles, no valor de R$ 98.500, em janeiro de 2003, quando Lula já havia assumido a presidência. O pagamento foi feito à empresa de segurança Caso, do ex-assessor da Presidência Freud Godoy, classificado pelo jornal como faz-tudo de Lula. Valério disse que o ex-presidente era o destinatário do dinheiro, que seria usado para despesas pessoais, mas também não especificou que gastos seriam esses.

Em viagem à capital francesa, o ex-presidente negou o conteúdo das declarações do publicitário Marcos Valério, Lula fez um único comentário sobre o depoimento de Valério, que o acusa de envolvimento no esquema do mensalão:


É uma mentira disse a jornalistas, que faziam a cobertura do evento.

A presidente Dilma Rousseff, que assim como Lula está em Paris, saiu em defesa do ex-presidente. Ela afirmou que se trata de tentativas de desgastar a imagem do presidente Lula.

O Globo
12 de dezembro de 2012

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE



12 de dezembro de 2012

BOAS VINDAS NO "LE MONDE"... CORRUPÇÃO!

Corruption : l'un des condamnés du procès du "mensalao" implique CACHACEIRO



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjSKRnIvZuRj1qdcikfjiYKofYCVGZxd2lMNsTTTCNhcd2WOeDnpRhW4Fe4mdfDPKUfPJU4WamonkX0L91euPnDfkaQIGikwjX6aQDeiGgEu7K3RcI-oEkiaHsE7ot1LxyIRQvz1Wb0-KE/s1600/monde.png

Marcos Valério, um publicitário condenado a 40 anos de prisão em conexão com o julgamento(mensalão) que começou no início de agosto, antes do Supremo Tribunal Federal, disse que transferiu US $ 50 000 para "despesas pessoais" Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, através da conta bancária de uma equipe de Lula.

O jornal francês cita Valério como um dos pivôs do escândalo

 
12 de dezembro de 2012

PERDA DE MANDATO: MINISTROS DO STF DEFENDEM CUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE FOR TOMADA HOJE

 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello defendem o cumprimento imediato da decisão da Corte caso decrete a perda de mandato de parlamentares condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. O Tribunal deve decidir a questão esta quarta-feira, na retomada do julgamento. Até o momento, o placar está empatado em 4 a 4.


\“A decisão tem de ser respeitada”

Marco Aurélio comentou as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), indicando que pode não acatar decisão do Supremo, se definir pela cassação do mandato. “Porque não se está em uma época de exceção e é incompreensível essa reação, que jamais foi entendida por qualquer integrante [do STF] como intimidativa”, disse o ministro.

Segundo Marco Aurélio, a decisão do STF deve ser respeitada porque somente a Corte tem responsabilidade de fazer valer a Constituição. “O dia que uma decisão da Suprema Corte não for observada, nós estaremos muito mal”.
O ministro acredita que é possível uma sanção caso a Câmara descumpra decisão do STF, que pode ser sugerida pelo relator do processo e presidente do Tribunal, ministro Joaquim Barbosa.

O ministro Gilmar Mendes lembrou que, caso tivessem qualquer desconfiança sobre o processo, os parlamentares poderiam tê-lo suspendido quando a denúncia foi aceita, em 2007. Desde 2001, uma emenda na Constituição garante às Casas Legislativas, por maioria de votos, suspender processo contra parlamentar, o que garante equilíbrio entre os Poderes.

11 de dezembro de 2012
Débora Zampier (Agência Brasil)

UMA DÚVIDA... A PRESIDENTE DILMA REALMENTE EXTINGUIU O GABINETE QUE LULA CRIOU PARA AGRADAR A COMPANHEIRA ROSEMARY NORONHA?


Sobre a Operação Porto Seguro e o romance secreto envolvendo o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, surgem várias perguntas que exigiriam resposta num país mais sério, onde as normas da legislação e a ética realmente fossem respeitadas pelos governantes.

Por exemplo: os jornais noticiaram que a presidente Dilma Rousseff, assim que irrompeu o escândalo, teria mandado demitir Rose e extinguir o Gabinete da Presidência da República em São Paulo, por ser desnecessário. Mas isso aconteceu mesmo?

No site da presidência da República, até hoje nada consta sobre a extinção do Gabinete. Ao contrário: o site diz que continua em vigor o Decreto 6.188, baixado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 17 de agosto de 2007. Este decreto (ainda não revogado) dispõe sobre a existência de Gabinetes da Presidência em três capitais: São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

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ANENCÉFALO E ACÉFALO


Com a demissão de Rose, portanto, o Gabinete de São Paulo está acéfalo (antes, era anencéfalo). E o Gabinete de Porto Alegre, segundo o jornal Zero Hora, também está acéfalo e nunca funcionou, pois até o imóvel já vem sendo ocupado por outra repartição.

Já o Gabinete de Belo Horizonte continua funcionando, ocupado por Sônia Lacerda Macedo, que vem a ser uma amiga de infância e companheira de luta armada de Dilma Rousseff. As duas entraram juntas para o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

"Fui para o Rio, ela para São Paulo. Ela ficou presa em São Paulo, eu no Rio. Perdemos o contato desde a clandestinidade. Quando Dilma foi solta, veio a Belo Horizonte, nos reencontramos", conta. E não se largaram mais. Sônia trabalhou no Ministério da Casa Civil até julho de 2010, participou da campanha e agora mudou de mala e cuia para a cidade onde ambas nasceram.

Então, surgem várias perguntas. A presidente Dilma vai ou não vai extinguir os Gabinetes? Se os Escritórios de São Paulo e Porto Alegre estão acéfalos e não existem órgãos semelhantes em outras grandes capitais, como Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza ou Manaus, por que esse privilégio para beneficiar exclusivamente a amiga de infância e companheira de lutas? Qual é a explicação?

12 de dezembro de 2012
 Carlos Newton

CASO MARCOS VALÉRIO: AINDA NÃO É TARDE

 

Há uma boa forma de avaliar o peso do depoimento concedido em setembro pelo empresário Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República. Basta pensar no que teria acontecido se tais declarações tivessem sido dadas em 2005.

Há sete anos, Marcos Valério e todos os envolvidos tinham algo em comum: preservavam, de alguma maneira, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Agora, condenado a mais de 40 anos de prisão, Valério resolveu falar, como mostraram ontem em detalhes os repórteres Alana Rizzo, Fausto Macedo e Felipe Recondo. Revelou ao Ministério Público que teria se encontrado com Lula uma vez dentro do Palácio do Planalto.
Que tratou com José Dirceu diretamente do sistema de empréstimos fraudulentos que irrigaram o mensalão. Afirmou ainda, em meio ao seu destampatório, que dinheiro do esquema serviu até para bancar despesas do então presidente da República.

É muita coisa. Essas acusações todas em 2005 poderiam ter precipitado um pedido de impeachment de Lula durante as investigações.

Procurados, os envolvidos ou citados repeliram as novas acusações de Marcos Valério, ou negaram-se a comentá-las. No petismo, a estratégia foi desqualificar a fonte. Como acreditar em um condenado a mais de 40 anos de cadeia?

O PT tem razão. As afirmações de Marcos Valério devem ser matizadas. Assim como deveriam ter sido tomadas com cautela em 2005, época em que o empresário preferia proteger a reputação de Lula. À época, como se sabe, o petista se dizia traído, mas nunca apontou o traidor.

Uma investigação formal, hoje, sobre esse episódio poderá esclarecer pontos obscuros do mensalão. Atestará a inocência de Lula ou provará o seu envolvimento no esquema. Ainda não é tarde para tudo ser explicado aos eleitores brasileiros.

(Artigo transcrito da Folha)
12 de dezembro de 2012
Fernando Rodrigues

FALTA DE DIÁLOGO ENTRE O BOQUIRROTO E O RANZINZA


É coisa para os doutos de vasto saber jurídico e de ampla experiência política discutir sobre quem tem razão no confronto entre o Supremo Tribunal Federal e a Câmara dos Deputados. Aqui na planície, apesar de morarmos no Planalto Central, resta verificar, de início, que falta razão à Constituição, quer dizer, os culpados pela crise atual são os constituintes de 1988.

Afinal, como inseriram no texto dois artigos conflitantes? Ou os condenados por sentença transitada em julgado, a pena de reclusão superior a quatro anos, e que são deputados, perdem automaticamente seus mandatos, ou os mandatos só podem ser cassados depois de votação secreta e por maioria absoluta da Câmara e do Senado.

Fica demonstrada a impossibilidade de convivência entre os dois dispositivos. Ou o Supremo pode cassar ou essa é prerrogativa exclusiva do Congresso. A vigência da contradição só poderia dar no que deu: impasse caracterizado por conta do mensalão, 24 anos depois de promulgada a Constituição.

Ficaram de braços cruzados todo esse tempo o Judiciário, ao qual cabe interpretar a Constituição, e o Legislativo, que poderia ter usado o poder constituinte derivado para dirimir a duvida. Agora, sofrem ambos.

A falta de bom-senso por parte de Marco Maia, presidente da Câmara, põe mais gasolina no fogo. Não poderia ter convocado a imprensa para dizer que vai desobedecer a decisão do Supremo, aliás, a ser confirmada hoje com o voto do ministro Celso de Mello. Afinal, no plano das possibilidades, quem garante que o plenário da Câmara degolará os três deputados mensaleiros?
A votação é secreta e eles poderão estar agindo para demonstrar inocência, por mais incrível que pareça. Não sendo cassados, mas já condenados pela mais alta corte nacional de Justiça, exercerão seus mandatos na cadeia? Os condenados a prisão aberta sairão do plenário às 18 horas para recolher-se ao cárcere?

A desmoralização de nossas instituições está a um passo de ser formalizada, quando tudo poderia ter-se resolvido pelo diálogo entre os presidentes Marco Maia e Joaquim Barbosa. Como um é boquirroto e outro, ranzinza, aí está a consequência.

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A LEI E OS LENÇÓIS


Ninguém está acima da lei, mesmo estando debaixo dos lençóis. Dona Rosemary Noronha está indiciada pela Polícia Federal pela prática de formação de quadrilha, tráfico de influência, nepotismo, participação na venda de pareceres administrativos e outros crimes. Ainda que sob a proteção do PT, poderá parar na cadeia, até preventivamente. Suas relações íntimas com o ex-presidente Lula não a eximem de responder perante a lei. Mesmo escondida sob lençóis…

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BARRO NO VENTILADOR


Ontem foi dia de barro no ventilador, esgotando-se em poucas horas a edição de O Estado de S. Paulo, com revelações de estarrecer. É reproduzido o depoimento de Marcos Valério à Procuradoria Geral da República, em setembro, envolvendo o ex-presidente Lula, José Dirceu, Delúbio Soares, Antônio Palocci e outros.

Ninguém é obrigado a acreditar nas denúncias do operador do mensalão, que procura livrar-se da pesada sentença de 40 anos de reclusão. Seu relato, porém, tem começo, meio e fim, ainda que se tenha referido apenas a uns poucos episódios do escândalo. Terá o esquema criminoso de recolhimento de recursos ilegais contribuído para pagar despesas pessoais do Lula, ainda que com a modesta quantia de cem mil reais, quando os mensaleiros amealharam centenas de milhões?

O que dizer da chantagem que um empresário de Santo André teria desenvolvido contra o ex-presidente, contra José Dirceu e outros auxiliares, em torno do assassinato do prefeito Celso Daniel? Dá para acreditar que Valério, no gabinete presidencial do palácio do Planalto, tenha ouvido do Lula estímulos aos empréstimos do Banco Rural ao PT? Ou que o ex-presidente tenha atuado para pedir à Portugal-Telecom a liberação de milhões para o partido dos companheiros, através de seus fornecedores? Por último, terá mesmo Valério sido ameaçado de morte pelo mais chegado assessor do Lula, Paulo Okamoto, caso não se comportasse e mantivesse o bico calado?

São gravíssimas as acusações, ainda que o acusador deva comprová-las. Mesmo assim, falta uma palavra dos acusados. Não adiantará mais botar a culpa na imprensa ou na oposição. O país inteiro aguarda a palavra que salva ou o gesto que mata.

12 de dezembro de 2012
Carlos Chagas

CÚPULA DO PT PREPARA ESTRATÉGIA PARA IMPEDIR DEPOIMENTO DE VALÉRIO

 

Integrantes da cúpula do PT na Câmara dos Deputados já preparam estratégia para impedir a ida do empresário Marco Valério à Casa para prestar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento do ex-presidente Lula com o esquema do mensalão operado pelo empresário.



Valério afirmou à Procuradoria-Geral da República que pagou despesas pessoais de Lula em 2003, por meio de depósitos na conta de uma empresa do ex-assessor pessoal de Lula, Freud Godoy, segundo revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

O líder do PSDB na Casa, Bruno Araújo (PE), informou no início da tarde desta terça-feira que irá apresentar requerimentos em comissões técnicas para que Valério apresente e detalhe as informações que prestou no Ministério Público Federal.

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BLINDAGEM

Segundo o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), o partido vai trabalhar para derrubar todos os requerimentos. A mesma estratégia foi adotada na semana passada quando todos os requerimentos convidando os servidores citados na Operação Porto Seguro foram derrotados nas comissões temáticas da Câmara.

“Se depender de nós do PT, de jeito nenhum. Não tem o porquê. O Marco Valério tem que estar preocupado com as condições da cadeia e não vir aqui prestar depoimento”, disse Tatto.

O petista se referia ao fato de que o empresário foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão, além do pagamento de R$ 2,7 milhões em multa. Além de Valério também foram condenados o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro José Dirceu.

Tatto desclassificou ainda o depoimento de Valério ao Ministério Público Federal.
“Quem faz esse tipo de depoimento depois de anos é porque é uma medida de desespero e não tem mais credibilidade, se é que teve um dia, para poder falar do presidente Lula.”

Ainda de acordo com a reportagem, Valério também relatou que Lula avalizou pessoalmente, em encontro no seu gabinete, no Palácio do Planalto, os empréstimos contraídos junto ao Banco Rural para alimentar o esquema de compra de apoio parlamentar. Segundo Valério, suas despesas com advogado são pagas pelo PT.

Ao longo de mais de quatro meses de julgamento, o STF definiu que o mensalão foi um esquema de desvio de recursos públicos e empréstimos fictícios para a compra de apoio de político no Congresso no início do governo Lula (2003-2010).

As falas de Valério foram recebidas com cautela pelo Ministério Público Federal, uma vez que a declaração poderia ser uma movimentação para se livrar da condenação.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já chegou a chamar o empresário de “jogador”.

12 de dezembro de 2012
 

BARBOSA DEFENDE INVESTIGAÇÃO DE DECLARAÇÕES DE MARCOS VALÉRIO DENUNCIANDO LULA

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje que declarações atribuídas ao publicitário Marcos Valério e divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo precisam ser apuradas pelo Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com reportagem do jornal, Valério disse em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do esquema do mensalão e que se beneficiou dele.


Barbosa quer apuração

Barbosa falou brevemente durante o intervalo da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também preside. Perguntado por jornalistas sobre a necessidade de investigações, ele disse: “Eu creio que sim”. O ministro ainda informou que tomou “conhecimento oficioso, não oficial” sobre o assunto.

De acordo com o jornal paulista, Valério disse no depoimento, em setembro passado, que Lula autorizou empréstimos dos bancos Rural e BMG para o PT com objetivo de viabilizar o esquema de pagamento de propina a parlamentares, apurado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

O depoimento ocorreu quando Valério já havia sido condenado pelo Supremo a mais de 40 anos de prisão pelos crimes de corrupção, peculato, evasão de divisas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro na Ação Penal 470.

A PGR informou hoje que o procurador-geral, Roberto Gurgel, não vai se pronunciar sobre o assunto até a conclusão do julgamento do mensalão, prevista para os próximos dias.

Quando as primeiras informações sobre o depoimento vieram à tona, no início de novembro, Gurgel explicou que as revelações de Valério tinham que ser analisadas com cuidado e não poderiam ser usadas em seu próprio benefício na ação do mensalão.

Por outro lado, poderiam motivar novas investigações, inclusive em instâncias inferiores, uma vez que os envolvidos podem não ter mais prerrogativa de foro.

12 de dezembro de 2012
Débora Zampier (Agência Brasil)

ARMAS QUÍMICAS SÃO UM PRETEXTO PARA A OTAN ENTRAR NO CONFLITO NA SÍRIA

 

Bill Van Auken informou que Obama havia declarado – sem apresentar nenhuma evidência – que tinha sido informado a respeito de movimentos de armas químicas na Síria, país onde o governo dos EUA apóia muito concretamente “os rebeldes” – leia-se, os terroristas financiados e treinados por eles mesmos.


  Igualzinho ao Iraque…

Esses terroristas vêm da Líbia, Iraque, Líbano, Jordânia, assim como do norte, sul, centro, leste e oeste da África. A maioria desses são Islamitas extremistas, trabalhando em estreita cooperação com a Al-Qaeda. A intenção conjunta desses terroristas e a administração de Obama é então a derrubada do regime secular de Bashar Assad.

Ressalta-se aqui que o regime de Bashar Assad na Síria, além d
e secular também poderia ser especificado como social-inclusivo. O atual regime da Síria dessa maneira teria então muitos pontos em comum com o regime do Iraque de Saddan Hussein, e da Líbia de Kaddafi. O Iraque e a Líbia estão já hoje em ruínas e desmembrados por conta das brutais, assim como ilegais, guerras perpetradas contra eles pelas mesmíssimas constelações que agora se alinham contra a Síria.

A destruição da Síria como estado independente e soberano já se mostra a bom caminho.
Os interesses econômicos-político-militares da hegemonia ocidental em parceria com os interesses de alguns países da região, estão agora se alinhando para apresentar um novo-velho pretexto, o mesmo pretexto que também foi usado contra o Iraque – o pretexto das armas químicas.

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“POVO SÍRIO”…

Estão agora acusando, em unisono, Bashar Al Assad de estar a caminho de usar armas químicas “contra seu próprio povo”. De povo sírio os terroristas na Síria têm é muito pouco, chegados há poucos meses, ou mesmo semanas ou dias, vindo da Líbia, Iraque, Líbano, Jordânia, África como especificado acima, e até ainda de outras regiões do globo.
Esses chegam à Síria depois de terem sido fortemente armados e treinados pelos representes dos interesses ocidentais e dos com eles sincronizados.

Obama, apoiado pelo eco da mídia institucionalizada servil dos Estados Unidos, promove agora o velho pretexto das armas químicas de destruição para avançar com ainda mais uma guerra de agressão. Exatamente como foi feito no caso do Iraque.
Depois de tantos anos, já tivemos até reconhecimentos oficiais de que tudo não tinha passado de uma mentira, muito conscientemente lançada pela Casa Branca e apoiada pela Inglaterra.

Essa mentira consciente e criminosa acabou matando mais de 1 milhão de iraquianos. Os objetivos econômicos de rapinagem foram obtidos por eles e os mortos, feridos, presos ou torturados, que não se contem. Por conta dessa mentira, da qual não se arrependem, até hoje temos mortos por cada dia que passa, e inúmeras vítimas ainda nos dias de hoje sendo torturadas diariamente de forma brutal e desumana.

Ressalta-se que uma análise baseada nas declarações da administração de Obama, e do que foi reportado pela mídia, mostra claramente que estamos frente a mais um pretexto levando a conseqüências – essas sim – de mortes em massa.
Tudo indica que a história é novamente simplesmente inventada, pois não há nem sombra de qualquer evidencia que pelo menos possa ser apresentada como indício credível.

Nada de nada, nem menos uma indicação de alguma atividade fora do quotidiano, ou mesmo de algum possível transporte de qualquer coisa que pudesse ser interpretada nesse sentido. Nada além de alguém, não se sabe quem, ter dito que assim o era.
Isso é muito pouco para alguém que, como Obama, se apresenta como o presidente dos Estados Unidos da América.

Nesse contexto não houve nenhum responsável na administração de Obama que tivesse se mostrado preocupado pelo fato de que armas químicas pudessem então cair nas mãos dos terroristas da Al Qaeda que lá estão lutando para a derrubada de Bashar Al Assad, apoiados pelo núcleo da hegemonia ocidental, das monarquias do Golfo, assim como da Turquia.

Esse fato por si mesmo já deveria nos pôr a todos muito desconfiados e alarmados. Se estivessem tão preocupados com o fato que Bashar Assad pudesse usar armas químicas a ponto de iniciar uma grande guerra sem esperar por nenhuma evidência, porque então nem lhes passaria pela cabeça que os terroristas também poderiam se apoderar das armas e usá-las para seus objetivos? Afinal, não foi pouco o que esses terroristas já demonstraram poder fazer dentro da Síria.

A conclusão se dá por si mesma. Eles sabem do que estão falando, pois devem ter certeza de que os terroristas tão generosamente financiados por eles mesmos não se meteriam a pôr as mãos pelos pés, pelo menos não aqui e não agora.

12 de dezembro de 2012
Anna Malm (Correspondente de Pátria Latina na Europa)

TRAGICÔMICO PERSONAGEM A PROCURA DE UM FIM INGLÓRIO

Drama mensaleiro: petista chorou muitas vezes e pensou em se matar.
Em alguns momentos quando ficou claro que seria condenado no julgamento do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pensou em cometer suicídio.
"Todo mundo pensa como saída a morte", diz ele. "Chorei muitas vezes", relata o petista, que diz não considerar justa a pena que recebeu de nove anos e quatro meses de prisão.
Pretende recorrer para não ir preso e manter o mandato na Câmara. Não renunciará.
 
João Paulo recebeu a Folha e o UOL ontem em sua casa, em Osasco, na Grande São Paulo. Concedeu sua primeira entrevista formal depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Apesar do momento de angústia, o petista de 54 anos não demonstra desânimo agora. Diz estar confiante sobre alguma redução da pena na fase dos recursos do processo - algo improvável. Fez duras críticas ao STF. Uma delas, contra Joaquim Barbosa, presidente da Corte:
 
"O ministro Joaquim Barbosa, no meu caso, não é que ele não teve prova. Eu produzi prova que me absolvia. E ele foi contra as provas. A ponto de, nos últimos dias, não só ter ido contra as provas, como tem sido irresponsável. De ter dito coisas, que não estão nos autos, da sua boca. O juiz não pode dizer quando não tem prova".
Informado da declaração de Cunha, Joaquim Barbosa preferiu não se manifestar.
 
Meticuloso, João Paulo diz ter cronometrado os minutos que reportagens da TV Globo dedicaram ao caso do mensalão. Pelas suas contas, em agosto, foram cinco horas. "Só no meu caso, uma hora e 15 minutos. Não há juiz que resista à uma pressão dessa."
 
A mídia, segundo o ex-presidente da Câmara no biênio 2003-04, não se contentaria em ver alguns petistas condenados. "Querem é que o PT sangre mais. O que eles querem é chegar na liderança máxima do PT, que é o Lula".
João Paulo também foi multado em R$ 370 mil. Seu patrimônio declarado à Justiça eleitoral é de R$ 376 mil. Vive na mesma casa, em Osasco, há 21 anos.
No momento, está lendo o romance "Barba ensopada de sangue", de Daniel Galera.
(Folha de São Paulo)
 
12 de dezembro de 2012
in coroneLeaks

HOJE, O EMOCIONANTE FIM DA NOVELA "OS MENSALEIROS", PARA ALGUNS PERSONAGENS. QUANDO CHEGARÃO OS NOVOS PERSONAGENS?


'STF decide cassação dos mensaleiros. Petista que preside a Câmara age para proteger bandidos.
Comentário: não há crise entre poderes. Se há uma, é a crise ética é a Câmara dos Deputados tentar proteger bandidos que roubaram os cofres públicos, pela quadrilha que comandava o PT, partido que, hoje, comanda a casa.

O Supremo Tribunal Federal deve concluir hoje a votação pela perda ou não de mandato dos três deputados federais condenados no processo do mensalão: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Para o revisor da ação, Ricardo Lewandowski, mesmo que se confirme a tendência de a Corte pedir a cassação dos parlamentares, a decisão será provisória, precária e não terá efeitos no curto prazo.

A previsão do ministro se deve ao fato de o placar da questão estar em 4 a 4. Falta apenas o ministro Celso Mello votar. Quando há aperto na votação, abre-se a possibilidade de a defesa entrar com um recurso chamado embargo de infringência, solicitando uma nova avaliação do plenário. "Ao que tudo indica a posição do Supremo será no sentido de suprimir essa prerrogativa do Congresso Nacional (de decidir sobre a perda dos mandatos)", disse ontem Lewandowski, que é vice-presidente do STF. "Mas é uma decisão que será tomada por uma maioria relativa e será também uma decisão provisória. Contra ela caberão embargos."

Lewandowski afirmou que, justamente por causa disso, não haverá efeitos práticos de imediato, já que os recursos da defesa serão analisados só após a publicação do acórdão do julgamento - o que só deve ocorrer no ano que vem. "No curto prazo, não vejo nenhuma consequência prática", afirmou o revisor.Hoje, o tribunal julga o processo do mensalão com 9 dos seus 11 membros - dois se aposentaram compulsoriamente aos 70 anos durante o julgamento, que começou em 2 agosto. Teori Zavascki tomou posse no final de novembro, mas como o caso já estava em curso, não participa das votações. O 11º. ministro do Supremo deverá ser indicado em breve pela presidente Dilma Rousseff.

"Os novos ministros evidentemente participarão do julgamento dos embargos. E essa decisão (de declarar a perda dos mandatos), como eu disse, de maioria relativa e, portanto, precária, porque cabem ainda embargos infringentes, poderá ser revista pelos novos ministros que integrarão a Corte", disse. "Nós só podemos falar em efeito prático quando e se forem julgados os embargos infringentes."

O ministro Gilmar Mendes discorda do colega. "Aqui a gente tem mais do que uma maioria eventual. Temos uma instituição que está decidindo", afirmou. Mendes reafirmou que do ponto de vista lógico é difícil viabilizar o exercício do mandato de alguém condenado à prisão. Na segunda-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-SP), tinha comparado a possibilidade de o STF cassar os mandatos dos deputados com medidas de exceção da época da ditadura.

Mendes disse que não há no Brasil a tradição de o Legislativo desrespeitar decisões do Judiciário. O ministro Marco Aurélio Mello contestou a comparação de Maia. "Por não se estar em uma época de exceção é que é incompreensível essa reação. O dia que uma decisão da Suprema Corte não for observada nós estaremos muito mal", afirmou. (Estadão)
 
12 de dezembro de 2012
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A NOVELA "OS MENSALEIROS": MUITOS PERSONAGENS E CAPÍTULOS INTERMINÁVEIS... ATÉ O SANEAMENTO!!

Oposição quer que o verdadeiro chefe do Mensalão seja investigado.
A oposição vai pedir hoje investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovou ontem requerimento para convocar o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para ir ao Congresso dar explicações sobre seu depoimento à Procuradoria. Pré-candidato tucano à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) ironizou as declarações feitas por Valério: "Está difícil até para a gente acompanhar. Estávamos nos articulando diante das denúncias da semana passada [Operação Porto Seguro] e agora mais essas denúncias".

Para Rubens Bueno, do PPS, a acusação de Marcos Valério "agrava a situação do ex-presidente", uma vez que ele já estava "complicado" com o caso da ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Rosemary Noronha -indiciada pela Polícia Federal sob a acusação de formação de quadrilha em um suposto esquema de tráfico de influência e corrupção.

"Agora vem à tona a confirmação do que já sabíamos: ele era o verdadeiro chefe do mensalão. O lamentável é que, em vez de se explicar à nação, Lula se esconde no exterior", afirma. Protocolado ontem, o requerimento de convocação de Valério só deverá ser apreciado na comissão na semana que vem. Para evitar que a bancada governista derrube o requerimento, o PSDB vai apresentar um convite para que Valério dê explicações em uma reunião aberta da liderança do partido.(Folha de São Paulo)
Como no jogo de xadrez, o empresário Marcos Valério, condenado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão como operador do mensalão, agora manda um recado: não quer mais prestar novos depoimentos porque se considera "absolutamente convencido que é inútil colaborar com a Justiça". Pelo criminalista Marcelo Leonardo, seu advogado de defesa desde antes do mensalão, ele se declarou "absolutamente surpreso com o vazamento" de seu primeiro relato, a 24 de setembro, perante a Procuradoria-Geral da República, quando informou que dinheiro do esquema que operou serviu também para bancar despesas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nesse momento, prestar quaisquer outros depoimentos ele ainda vai avaliar, se não é o caso de ficar em silêncio já que colaborar com a Justiça está se revelando inútil", afirmou Leonardo, veterano criminalista estabelecido em Belo Horizonte. Os argumentos do operador do mensalão indicam que sua meta, quando fez a delação ao Ministério Público Federal, era mesmo alcançar redução de pena no processo do mensalão ou até o perdão judicial - em 24 de setembro já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal, mas o tamanho da pena a ele imposta ainda não havia sido estabelecida. Tais benefícios são concedidos ao réu que colabora com a Justiça, apontando participações e atos de outros integrantes de uma organização criminosa.

"Ele não tem nenhuma disposição de colaborar com a Justiça porque entende que é inútil", reitera o advogado. "Na Ação Penal 470 (mensalão) colaborou com as investigações desde o início, foi ele quem fez referência a empréstimos, quem forneceu uma lista com os nomes de todas as pessoas beneficiárias do esquema, esclareceu datas, valores e formas de recebimento e, apesar disso, apesar de ter colaborado tão intensamente, foi quem recebeu a maior condenação."

Marcelo Leonardo afirma que seu cliente não teve nenhuma vantagem por ter contribuído com a Justiça e o Ministério Público no processo do mensalão. "Nada ele obteve, nenhum benefício de redução da pena. Daí sua avaliação de que é inútil continuar colaborando com a Justiça. Não tem nenhuma disposição de prestar quaisquer outras declarações a quem quer que seja." "Se for chamado por autoridade que tenha poder de convocar ele comparecerá, como tem comparecido a todos os lugares onde foi formalmente intimado ao longo dos últimos 7 anos. Ainda recentemente (Marcos Valério) já prestou outras declarações a diferentes autoridades.(Estadão)
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou ontem que vai esperar a conclusão do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal para anunciar qual encaminhamento dará ao novo depoimento do empresário Marcos Valério. O documento não faz parte de nenhum processo e Gurgel terá de decidir se vai apurar a acusação, enviá-la a instâncias inferiores ou arquivá-la.

No depoimento, Valério afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu o "ok" para o mensalão e teve despesas pessoais pagas pelo esquema. O ex-presidente teria se reunido com a direção da empresa Portugal Telecom para negociar uma remessa de R$ 7 milhões para o PT.

Como Lula é ex-presidente e não tem mais foro privilegiado, uma possibilidade levantada dentro do Ministério Público seria a de remeter o caso à primeira instância. Se adotar esse caminho, Gurgel cuidaria somente da acusação contra o senador Humberto Costa (PT-PE), que teria sido beneficiado pelo valerioduto. A presença do senador abre uma porta para que o procurador-geral fique com toda a investigação. Assim, a cúpula do MP teria o controle da investigação.

Gurgel pode ainda enviar informações para processos que são desmembramentos da ação principal do mensalão. Um deles, que trata de empréstimos feitos no banco BMG, tramita no STF.
O procurador-geral também pode abrir um procedimento interno, numa espécie de investigação prévia. Outra opção é Gurgel entender que não há novos dados e arquivar o depoimento. (Estadão)
 

STF quer que Lula seja investigado.

O presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, defendeu ontem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja investigado pelo Ministério Público. Barbosa confirmou que teve acesso às 13 páginas do depoimento prestado por Marcos Valério em setembro à Procuradoria-Geral da República.

No depoimento, Valério acusou Lula de receber recursos do esquema para pagar despesas pessoais e de ter dado o "ok" para a tomada de empréstimos bancários fraudulentos que constituíram a fachada financeira que bancou o mensalão. Barbosa afirmou que conhecia o depoimento. "Tomei conhecimento oficioso, não oficial", disse. O ministro preferiu não fazer juízo de valor sobre a gravidade das denúncias feitas por Valério, mas disse que o Ministério Público deve abrir uma investigação sobre os fatos. Ao ser perguntado se o ex-presidente deveria ser investigado, afirmou: "Creio que sim".

Dias depois de Valério prestar o novo depoimento, a íntegra foi remetida para o Supremo. Mas Barbosa, relator do processo, devolveu o depoimento para o Ministério Público. De acordo com integrantes da Corte, Barbosa e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não quiseram misturar as novas declarações com o julgamento da ação penal do mensalão. Por isso, o depoimento não foi anexado ao processo.

Os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello também defenderam uma nova investigação sobre as declarações do empresário. "Isso aí, se procedente, é muito grave", disse Marco Aurélio sobre a afirmação de Valério de que dinheiro do mensalão pagou despesas pessoais de Lula.

Ambos disseram que eventuais suspeitas contra o ex-presidente não podem ser incluídas no processo que está em fase final de julgamento pelo STF. Mas as investigações poderiam tramitar perante a Justiça Federal em um inquérito autônomo ou ainda poderiam ser incluídas em outros procedimentos já em andamento no Judiciário. "Sabemos que o que está aqui (no STF) é um porcentual muito pouco significativo do que se fez", afirmou Mendes. Para o ministro, um eventual inquérito para apurar suspeitas contra Lula não tramitará no STF. "Ele não detém prerrogativa de foro", disse.

Segundo os ministros, o depoimento de Valério não afeta o processo em julgamento no Supremo, mas pode influenciar os procedimentos abertos na Justiça Federal, como o que apura suspeitas de irregularidades em empréstimos concedidos pelo BMG.

Para os ministros, o fato de Valério ter dado a declaração lançando suspeitas sobre Lula não garante ao empresário o benefício da delação premiada no caso do mensalão. "Se tivesse feito isso lá no início, quando o inquérito estava tramitando, aí ele poderia ser tido como delator", disse Marco Aurélio. Considerado o operador do esquema, Valério foi condenado a mais de 40 anos de prisão. (Estadão)
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza afirmou no depoimento prestado em 24 de setembro à Procuradoria-Geral da República que dirigentes do Banco do Brasil estipularam, a partir de 2003, uma espécie de "pedágio" às agências de publicidade que prestavam serviços para a instituição financeira pública: 2% de todos os contratos eram enviados para o caixa do PT, acusou o homem apontado como o operador do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal.

Em dois anos, os repasses do Banco do Brasil às cinco agências de publicidade com as quais mantinha contrato superaram R$ 400 milhões - uma delas era a DNA Propaganda, de Valério. Ou seja, segundo o empresário disse à Procuradoria-Geral da República em setembro, os desvios dos cofres públicos que abasteceram o mensalão podem ter sido maiores do que os que levaram o Supremo Tribunal Federal a condenar Valério e o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Segundo concluiu a Corte no julgamento que está prestes a se encerrar, R$ 2,9 milhões foram desviados do contrato da DNA com o Banco do Brasil para o mensalão. Outros R$ 74 milhões foram desviados do contrato da DNA com o Fundo Visanet, do qual o BB fazia parte. O Estado revelou ontem que, neste mesmo depoimento de três horas e meia, dado à subprocuradora da República Cláudia Sampaio e à procuradora da República Raquel Branquinho, o empresário mineiro afirmou que dinheiro do esquema que pagou parlamentares do Congresso Nacional entre 2003 e 2005 também serviu para bancar "despesas pessoais" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dinheiro foi depositado, disse Valério, na conta de uma empresa de Freud Godoy, que foi assessor pessoal de Lula.

O empresário mineiro afirmou ainda, entre uma série de novas acusações, que o ex-presidente deu "ok" para os empréstimos com os bancos BMG e Rural que viriam a irrigar o mensalão. Na ocasião do depoimento, Valério, além de fazer novas revelações, afirmou que tinha mais a dizer sobre o caso. Queria, em troca, proteção policial e redução da sua pena - ele viria a ser condenado a mais de 40 anos pelo Supremo por sua participação no mensalão. Valério responde ainda a outros processos, como o do mensalão mineiro, no qual políticos são acusados de desviar dinheiro público do governo de Minas Gerais a fim de abastecer, no ano de 1998, a campanha à reeleição do então governador tucano Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB e hoje deputado federal.

Segundo Valério disse no depoimento, o suposto esquema de desvio de dinheiro público que teria de ir para a publicidade foi criado por Pizzolato e Ivan Guimarães, ex-presidente do Banco Popular do Brasil, que integra a estrutura do Banco do Brasil. O ex-diretor do Banco do Brasil negou ontem que tenha cobrado "pedágio" das agências de publicidade. Guimarães não foi localizado pela reportagem. No período de operação plena do mensalão, entre 2003 e 2004, quando uma série de parlamentares fez saques das contas das empresas de Valério, o Banco do Brasil pagou, segundo dados CPI dos Correios, pelo menos R$ 434 milhões a agências de publicidade. Ao longo desse período de dois anos, a agência DNA, uma das empresas de Valério, que detinha um dos contratos com o Banco do Brasil, aumentou sua participação nos acordos enquanto o bolo recebido pelas demais agências declinava aos poucos.

Ainda no primeiro ano de governo do ex-presidente Lula, em 2003, a DNA, que já trabalhava com o Banco do Brasil durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conseguiu renovar o contrato com a instituição financeira pública.

O valor estimado dos gastos anuais de publicidade com a DNA era de R$ 152,8 milhões, segundo informações do Ministério Público Federal. A renovação teria rendido a Pizzolato mais de R$ 300 mil de contrapartida, segundo dados usados pelos ministros do Supremo para condenar o ex-diretor do banco corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, com pena de 12 anos e sete meses de prisão.

Além da DNA, a licitação 01/2003 originou contratos com a Ogilvy Brasil Comunicação Ltda. e a D+Brasil Comunicação Total. Já havia contratos em andamento desde 2002 com as agências Grottera Comunicação e Lowe Lintas Partners , que continuaram a ser prorrogados a partir de 2003, início do governo Lula.Os contratos firmados em setembro de 2003 entre o Banco do Brasil e as cinco agências alcançavam todo o conglomerado do Banco do Brasil, incluindo empresas ou entidades que fossem criadas e a Fundação Banco do Brasil.

Comandado por Ivan Guimarães, o Banco Popular do Brasil funcionava como uma subsidiária integral. Seu funcionamento foi autorizado em dezembro de 2003. Ivan Guimarães também esteve envolvido no episódio da compra do apartamento da ex-mulher de José Dirceu por Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério.(Estadão)
 
12 de dezembro de 2012
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