Uma análise é possível fazer a partir dos resultados que saíram das urnas em primeiro turno: ter padrinho forte nem sempre é sinônimo de eleição garantida. Outro constatação: projetos desgastados são rejeitados pelo eleitorado. Em outras palavras, a mudança é sempre desejada pelo eleitor.
A realização do segundo turno em São Paulo, por exemplo, mostra que PSDB e PT têm dificuldades de aprovação dos seus projetos. Nem um deles é majoritário na cidade. Há ainda a uma tendência, que ficou explicitada na votação de Celso Russomanno, de optar por alternativas diferentes dos dois polos.
As participações da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Fernando Haddad (PT), sem dúvida, ajudaram a alavancar a candidatura, mas não foram suficientes para definir o pleito. E, agora no segundo turno, o peso dos padrinhos fica menos importante. O eleitor já sabe quem está com quem e tem necessidade de saber mais sobre os projetos dos candidatos.
Algo semelhante aconteceu em Belo Horizonte, onde Dilma e Lula também fizeram campanha para o candidato Patrus Ananias (PT). Ainda assim, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) venceu o petista no primeiro turno. É bem verdade que na capital mineira não existia uma terceira candidatura capaz de puxar votos e forçar um segundo turno. Mas a vitória de Lacerda é inquestionável.
Ao que tudo indica, a proposta mais empreendedora do socialista representou um frescor no projeto de gestão petista e foi aprovada pela população de Belo Horizonte.
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EM MINAS
Na região metropolitana de Belo Horizonte, a tendência também é observada. O candidato do PSDB Ademir Lucas, que já foi prefeito de Contagem, não conseguiu alcançar o segundo turno. O candidato petista Durval Ângelo, com o apoio da prefeita Marília Campos, foi para o segundo turno, mas terá o comunista Carlin Moura como rival. E a disputa será acirrada, Carlin foi o primeiro colocado no primeiro turno.
Em cidades do interior de Minas, onde o senador Aécio Neves e o governador Antonio Anastasia apostaram muitas fichas foram derrotados. Foi o que aconteceu em Juiz de Fora, onde o prefeito Custódio Mattos (PSDB) não conseguiu se reeleger, e em Uberlândia, onde o deputado petista Gilmar Machado venceu o candidato Luiz Humberto Carneiro (PSDB), que tinha o apoio do atual prefeito Odelmo Leão e da cúpula tucana.
Pelo menos nas cidades maiores, o eleitor demonstra que está pensando seu voto de forma mais independente, sem pesar muito os apoios e buscando optar mais por projetos. Essa independência é, sem dúvida, um aprimoramento da democracia brasileira.
A realização do segundo turno em São Paulo, por exemplo, mostra que PSDB e PT têm dificuldades de aprovação dos seus projetos. Nem um deles é majoritário na cidade. Há ainda a uma tendência, que ficou explicitada na votação de Celso Russomanno, de optar por alternativas diferentes dos dois polos.
As participações da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Fernando Haddad (PT), sem dúvida, ajudaram a alavancar a candidatura, mas não foram suficientes para definir o pleito. E, agora no segundo turno, o peso dos padrinhos fica menos importante. O eleitor já sabe quem está com quem e tem necessidade de saber mais sobre os projetos dos candidatos.
Algo semelhante aconteceu em Belo Horizonte, onde Dilma e Lula também fizeram campanha para o candidato Patrus Ananias (PT). Ainda assim, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) venceu o petista no primeiro turno. É bem verdade que na capital mineira não existia uma terceira candidatura capaz de puxar votos e forçar um segundo turno. Mas a vitória de Lacerda é inquestionável.
Ao que tudo indica, a proposta mais empreendedora do socialista representou um frescor no projeto de gestão petista e foi aprovada pela população de Belo Horizonte.
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EM MINAS
Na região metropolitana de Belo Horizonte, a tendência também é observada. O candidato do PSDB Ademir Lucas, que já foi prefeito de Contagem, não conseguiu alcançar o segundo turno. O candidato petista Durval Ângelo, com o apoio da prefeita Marília Campos, foi para o segundo turno, mas terá o comunista Carlin Moura como rival. E a disputa será acirrada, Carlin foi o primeiro colocado no primeiro turno.
Em cidades do interior de Minas, onde o senador Aécio Neves e o governador Antonio Anastasia apostaram muitas fichas foram derrotados. Foi o que aconteceu em Juiz de Fora, onde o prefeito Custódio Mattos (PSDB) não conseguiu se reeleger, e em Uberlândia, onde o deputado petista Gilmar Machado venceu o candidato Luiz Humberto Carneiro (PSDB), que tinha o apoio do atual prefeito Odelmo Leão e da cúpula tucana.
Pelo menos nas cidades maiores, o eleitor demonstra que está pensando seu voto de forma mais independente, sem pesar muito os apoios e buscando optar mais por projetos. Essa independência é, sem dúvida, um aprimoramento da democracia brasileira.
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