"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A ESTIRPE TORPE = KIT MENTIRA

 

A cada dois anos, mais ou menos quando o inverno vai chegando ao fim e a primavera se aproxima, o PT abre sua caixa de ferramentas, dispara a fazer terrorismo e a assacar mentiras.
Não se trata de eventos fortuitos:
são as armas que o partido dos mensaleiros usa recorrentemente no período eleitoral. Este ano não está sendo diferente.
O país assiste, perplexo, à deslavada intromissão da máquina petista nas campanhas às prefeituras municipais. Incitada por seu tutor, Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff pôs o governo dela a serviço das candidaturas petistas e também lançou mão, com gosto, do kit mentira do PT.

O arsenal inclui as mistificações de sempre em torno das privatizações, o anúncio de medidas populistas que depois não se efetivam, a manipulação de verbas orçamentárias e o emprego de bens públicos em favor de um aparelho partidário - prática que se consagrou no mensalão, ora sobejamente condenado pelo Supremo Tribunal Federal.

Com sua sede desmesurada pelo poder, este ano o PT está indo fundo no kit mentira. Vejamos.

No início de setembro, por ocasião da data de comemoração dos 190 anos da independência do país, Dilma ocupou rede nacional de rádio e TV para fazer proselitismo político. Comportando-se como militante partidária, atacou adversários e, com pompa e circunstância, anunciou aos brasileiros uma boa notícia que, se concretizada, só se materializará daqui a meses.

Soube-se agora, porém, que o que era acintoso tornou-se farsesco. No pronunciamento à nação, a presidente prometeu uma queda de 20%, em média, nas tarifas de energia praticadas no país. Eis que, ontem, o governo admitiu que a conversa da redução das tarifas não é bem assim: "Não posso garantir que dará 20%", (disse ) Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética.

Ocorre que, ato contínuo ao pronunciamento-comício de 7 de setembro, para conseguir a desejada redução das tarifas o governo impôs às empresas do setor draconianas e intempestivas regras de renovação dos contratos de concessão que simplesmente instauraram o caos num segmento-chave para o futuro do país.

O novo modelo, que balizará contratos com duração de 25 anos, foi enviado ao Congresso na forma de medida provisória, ou seja, com obrigatoriedade de ser apreciado a toque de caixa. No Parlamento, já recebeu mais de 400 propostas de emendas e não se sabe com que irá sair de lá.
A despeito disso, as companhias de energia estão tendo que tomar decisões que afetam seu futuro pelas próximas décadas em cima de simples conjecturas.

Mas o kit mentira do PT não se limita a ludibriar o cidadão com promessas temerárias ou com medidas inconsequentes. Inclui também dizer uma coisa em cima dos palanques e fazer outra no governo. É o caso, mais uma vez, das privatizações.


Este ano, depois de décadas negando o óbvio, o PT dobrou-se à evidência de que privatizar faz bem ao país. Mas bastou o período eleitoral chegar para os partidários de José Dirceu e seus mensaleiros tirarem do armário a velha fantasia antiprivatista, como fez ontem Fernando Haddad em São Paulo.

O neófito petista "acusou" José Serra de ter "a privatização na veia", numa referência ao bem sucedido modelo adotado no município e no estado de São Paulo que põe instituições como o Hospital Sírio-Libanês para cuidar (bem) da prestação de serviços de saúde à população mais carente, atendida pelo SUS.

O Sírio é o mesmo hospital onde Lula se curou do câncer na laringe. Seus tratamentos de ponta e sua reconhecida competência jamais seriam acessíveis a pobres sem que existisse o sistema adotado em São Paulo para a gestão da saúde. Haddad não apenas o critica, como propõe agora acabar com o modelo, o que pode simplesmente fechar o acesso de quem mais precisa a serviços de saúde de excelência.

Mas nem é preciso ir muito longe para rebater o mais novo pupilo de Lula em sua fantasia antiprivatista. Seu próprio partido cuida disso: ontem, em um seminário em São Paulo, o ministro Fernando Pimentel anunciou que o governo federal está apenas esperando "passar as eleições" para anunciar novas privatizações de aeroportos e portos, informou (O Globo).

Afinal, o PT é contra ou a favor de um serviço mais bem prestado aos cidadãos brasileiros? O kit mentira dos petistas completa-se com a manipulação das verbas públicas, como mostra o Correio Braziliense.

O Orçamento da União virou arma para os petistas tentarem ganhar eleições no grito: dos R$ 343 milhões empenhados pelo governo federal para emendas individuais neste ano, 93% foram para deputados e senadores de partidos aliados.

Outro caso escabroso é o anúncio de obras milionárias para Manaus, feito ontem por Dilma em audiência no Planalto. Como parte do pacote embusteiro, na próxima segunda-feira a presidente irá à cidade para tentar socorrer a candidata apoiada pelo PT - que no primeiro turno teve metade dos votos do tucano Arthur Virgílio e quase ficou fora da disputa.

As eleições são ocasiões em que a população renova sua confiança nas instituições e sua fé numa vida melhor. O PT e seus candidatos, porém, preferem distorcer o que deveria ser uma festa da democracia.

A cada dois anos, a cada pleito, exercitam o que mais sabem fazer:
enganar, com um monte de mentiras, a boa-fé dos brasileiros.
O voto é a melhor, mais verdadeira e eficiente resposta a este embuste.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
18 de outubro de 2012

A DISPUTA DO ANJINHO E DO DIABINHO

 


Em quem devo acreditar?
No anjinho que sussurra no meu ouvido direito ou no diabinho que me provoca do lado esquerdo?

O anjinho abana-me com suas asas e diz que o Brasil é um país que já deu certo e está no caminho de se tornar uma liderança mundial.

O diabinho espeta-me com seu tridente e tenta convencer-me de que estamos negligenciando, como sempre fizemos, os nossos problemas estruturais.

O anjinho cantarola que o mensalão está sendo julgado pelo STF com plena independência, o que comprova que o Brasil tem instituições que são maiores e mais perenes que os governos e os partidos no poder.

O diabinho argumenta que vivenciamos uma perda de qualidade institucional e o elevado número de votos nulos, em branco e abstenções nas eleições municipais comprova que grande parte da população credita pouca confiança às instituições políticas.

O anjinho exalta as ações do Estado no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, que se estão tornando mais sofisticadas e complexas.

O diabinho faz pouco caso das ações de controle nas fronteiras e lembra que comprar armas de fogo no mercado negro é mais fácil e barato que comprar antibiótico na farmácia.

O anjinho orgulha-se dizendo que foram tomadas medidas decisivas para estimular o crescimento da indústria no País, com elevação de tarifas, exigências de conteúdo nacional e desoneração tributária.

O diabinho, embora consciente da importância da indústria em qualquer economia, lembra que no Brasil ela é protegida desde os tempos de Juscelino Kubitschek e o consumidor paga essa conta com produtos mais caros e obsoletos, e que esse não é o setor da economia mais dinâmico na geração de empregos.

O sangue sobe à cabeça do anjinho, que se enfurece e argumenta que a inovação tecnológica nasce na indústria e se espalha pelas demais áreas. Por isso é necessário que existam políticas de estímulo ao setor industrial.

O diabinho, plácido, lembra que inovação depende de educação e nesse quesito o País não tem muito o que falar.

O anjinho, mais revoltado que nunca, diz que jamais se investiu tanto em universidades federais e que o Programa Ciência sem Fronteiras vai revolucionar a ciência brasileira.

O diabinho, mais calmo que nunca, lembra que no Brasil prevalece o modelo em que a ciência (universidades) e a inovação (setor privado) são separadas, não estimulando multinacionais a investir em inovação aqui e levando as universidades a gerar ciência de retorno de longo prazo duvidoso.

O anjinho procura se acalmar e lembra que o Brasil é um dos poucos países do mundo que está crescendo, segue em ritmo de pleno emprego e, ao mesmo tempo, tem saúde e previdência universal para sua população.

O diabinho exalta a geração de empregos no País e ri da ingenuidade do anjinho: qual o sentido de um sistema de saúde universal em que os recursos dos contribuintes se perdem numa longa cadeia de desvios e corrupção?
E de que vale a universalidade da previdência hoje, sabendo que o sistema precisa ser reformado, dados o envelhecimento da população e a queda da taxa de natalidade? Não estaríamos, pergunta o diabinho, garantindo bem-estar acima do necessário às gerações atuais e extraindo-o das futuras?

O anjinho volta a ficar empolgado com o diálogo e saltita de alegria ao dizer que o País pôs em prática um dos mais bem-sucedidos programas de distribuição de renda do mundo, o Bolsa-Família.

O diabinho, sem pestanejar, concorda com a importância do programa, mas retruca que de nada adianta distribuir renda sem reformar uma estrutura tributária que pune as pessoas de menor renda, pois são elas que poupam menos e gastam maior parcela da sua renda com consumo.

O anjinho regozija-se com o ciclo virtuoso por que passa a economia brasileira, com redução da taxa de juros, controle da inflação e grande crescimento do mercado de crédito.

O diabinho diverte-se com o otimismo do anjinho e lembra que o Brasil não é um país pró-negócios e que boa parte do setor privado quer manter o emaranhado de leis e exigências existentes porque o custo Brasil o mantém protegido e livre de competição.

O anjinho, ainda maravilhado com o sucesso econômico que é o Brasil, discursa sobre os grandes avanços em infraestrutura que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está promovendo e defende a política do governo de permitir concessões privadas de longo prazo em setores controlados por empresas estatais.

O diabinho praticamente perde as estribeiras porque, assim como ele reconhece que há avanços, o anjinho precisa concordar que a eficácia do PAC é muito baixa e as concessões privadas nos aeroportos são uma prova de que o modelo defendido não vai promover os investimentos necessários nem melhorar os serviços para a população.

O anjinho, que já havia entendido que o diabinho estava devotado a irritá-lo, lembra que o País é uma liderança mundial em ascensão e está exercendo seu poder por meio de cooperação internacional, transferência de tecnologia e internacionalização das empresas nacionais, sem uso de poder militar, como fazem os EUA, nem do modelo colonizador, como fizeram os países europeus.

O diabinho diverte-se com a inocência do anjinho e argumenta que o destino de qualquer potência de recursos naturais, como é o caso do Brasil, mesmo que não queira, é ser catapultado ao posto de liderança mundial.

Anjinho e diabinho já estavam cansados do debate e minha cabeça, cheia de ouvir argumentos opostos. Ambos estavam certos.

Mas se é verdade que o Brasil está avançando muito, e também é verdade que o País ainda tem diversos problemas para enfrentar, é o diabinho que tem mais razão. Apontar os desafios, portanto, é mais importante que ovacionar cegamente as conquistas.

É o diabinho que opto por escutar.

André Meloni Nassar O Estado de S. Paulo
18 de outubro de 2012

MENSALÃO: OS JUÍZES PERTENCEM AO MUNDO EM QUE VIVEMOS

 

Prossegue lentamente o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, e ainda falta muita água passar debaixo da ponte.
Falta, por exemplo, o exame do crime de formação de quadrilha, para, finalmente, passar-se ao que tem sido denominado pelos magistrados de “dosimetria da pena”, que consiste na individualização precisa do que cabe como sanção a cada um dos condenados. Veremos, então, quem irá para a cadeia ou cumprirá pena alternativa.



Pode haver, ainda, a modificação do tipo penal – a chamada desqualificação da denúncia pelo juiz, que acolhe a tese de que houve crime, mas não aquele indicado pelo Ministério Público e sim outro, de natureza diferente.

Enfim… um mundo de problemas que todos fazem questão de chamar de técnicos, quando, como todos sabem, tudo é político no mundo humano. Disso, inclusive, resulta o fato claríssimo neste momento de que condutas podem ser avaliadas por Joaquim Barbosa de um modo, e elas mesmas serem vistas por Ricardo Lewandovski de maneira totalmente oposta, inclusive com um deles condenando, e o outro absolvendo. Foi notória, por exemplo, a paixão política demonstrada pelo revisor ao julgar Jose Genoino – dele fez Lewandowski, a meu juízo, defesa melhor e mais contundente que a do próprio advogado do acusado.

Não compartilho, portanto – ao contrário, repudio veementemente -, da ideia de que as normas jurídicas não sejam políticas. E Deus nos livre de que elas não o sejam, primeiro porque não teríamos tido uma mudança na avaliação das condutas humanas ao longo da história, e, em segundo lugar, porque se o direito fosse mera técnica, como acusar e defender alguém diante de uma mesma norma?

Quando penso nisso, me vem sempre à mente a ousada tese levantada pelo famoso Sobral Pinto para defender Prestes das torturas nas masmorras durante a ditadura getulista, invocando… a Lei de Proteção aos Animais!

Digo isso para recordar velha tese dos advogados que deu o título a este artigo e que merece ser levantada para se procurar entender o que vem sendo a grande divergência até agora surgida no julgamento: o problema para condenar por lavagem de dinheiro, belamente representado, agora, pelo ministro Fux, de uma parte, e o ministro Marco Aurélio, de outra. Qual a importante discrepância entre os dois entendimentos?

A meu ver, a questão é chave para o sistema financeiro, por cujos tortuosos caminhos sempre passam as maracutaias envolvendo essa espécie de crime. Certa vez, assisti a uma apresentação de especialista da Polícia Federal que mostrava como esse órgão atuava para acompanhar (ou tentar acompanhar) processos de lavagem de dinheiro.

Não estou insinuando nada, mas os juízes pertencem ao mundo em que vivemos e, possivelmente, muitos estão sofrendo intensa pressão do mais poderoso dentre os poderosos lobbies brasileiros: o sistema financeiro.
(Transcrito do jornal O Tempo)
 
18 de outubro de 2012
Sandra Starling

PODEM FICAR TRANQUILOS: A POSSIBILIDADE DE OS RÉUS SEREM PRESOS POR CAUSA DO MENSALÃO É MUITO REMOTA




O comentarista Silvio Miguel Gomes envia matéria do site Consultor Jurídico, revelando que os réus do mensalão não serão presos de imediato e poderão recorrer em liberdade se condenados.
As acusações são de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta.


Se condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, não serão detidos ou algemados logo após o julgamento. “A regra é não ser preso. A culpa só fica formada depois que não cabe mais recurso”, afirma o ministro Marco Aurélio Mello.
Depois da publicação do acórdão, a defesa ainda poderá ingressar com Embargo de Declaração, apontando obscuridade, contradição ou omissão.

Segundo ministros e juristas ouvidos, a jurisprudência atual do tribunal indica que eles poderão recorrer da pena em liberdade.

Conforme o STF, os réus nem precisam acompanhar fisicamente o julgamento no prédio do tribunal, mas devem ser obrigatoriamente representados por um advogado, por tratar-se de processo criminal.
“A regra é não ser preso. A culpa só fica formada depois que não cabe mais recurso”, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. O recurso a que se refere o ministro, chamado embargo de declaração, é feito ao próprio STF e pode levar anos para ser analisado.

O mensalão envolve 38 réus, incluindo 14 políticos, entre antigos e atuais deputados federais, ex-ministros e dirigentes de partido.
Somente após a decisão definitiva é que os réus condenados a pena de detenção se apresentam à polícia ou, se não o fizerem, são recolhidos em casa.

A demora deve-se ao fato de o STF não definir prazo para a publicação do acórdão (documento que contém os votos de todos os ministros) no “Diário Oficial de Justiça”. É apenas depois disso que os advogados podem ingressar com recurso apontando obscuridade, contradição ou omissão que devem ser esclarecidas no acórdão — o embargo de declaração.

Existem casos em que o STF levou meses para publicar esse documento. “Tem acórdãos que são projetados para as calendas gregas [dia que jamais chegará]. Espero que isso não ocorra neste caso”, afirmou Marco Aurélio.

O documento só fica pronto para publicação depois de cada um dos onze ministros liberá-lo. O regimento interno do STF também não define prazo para que os ministros analisem o recurso. A avaliação inicial é do ministro relator (Joaquim Barbosa, no caso do mensalão), que depois a submete ao plenário.

Em fevereiro um levantamento mostrou que 258 processos que tramitam no tribunal contra políticos foram analisados. Há casos que se arrastam há mais de dez anos. A possibilidade de recurso é uma das responsáveis por isso.

CABRAL CONFIRMA CHAPA DILMA-TEMER PARA 2014


Ao recusar de imediato a iniciativa do prefeito Eduardo Paes de lançar seu nome para vice de Dilma Rousseff na sucessão de 2014, conforme O Globo publicou na edição de ontem, o governador Sérgio Cabral na realidade agiu politicamente para consolidar a busca de um novo mandato para a atual presidente da República ao lado do presidente licenciado do PMDB que ocupa a vice-presidência.


“Cuidado com o Cabral…”

A reação em favor de Temer partiu também da própria presidente, o que conduz à certeza de que o ex-presidente Lula não será candidato do PT. Em termos de PMDB, a iniciativa de Eduardo Paes deve ter desagradado às correntes majoritárias na legenda, que naturalmente sentem-se mais representadas com o atual vice num esquema de poder mais consolidado. Uma questão de diálogo e de afinidade partidária.

Mas só na aparência desagradou Dilma Rousseff. Afinal de contas, toda a repercussão e mobilização que provocou foi no sentido da preservação de sua candidatura à conquista de novo mandato.
Ninguém colocou em dúvida que disputará novamente a presidência daqui a dois anos. Isso restringiu o quadro de alternativas possíveis. Mantido Lula no papel de grande eleitor, poucos são os nomes em foco. Além da própria presidente, restam Aécio Neves, que, senador por oito anos, concorrerá livremente, procurando tornar-se mais conhecido para 2018, e Eduardo Campos, governador de Pernambuco.

Campos foi o principal organizador e responsável pelo notável crescimento de seu partido, o PSB, mas qual poderia ser seu rumo? Lançar-se ele próprio? Ainda parece cedo. A outra opção seria permanecer com a atual presidente, passando a esperar o caminho para um futuro próximo.

Como se constata, a iniciativa de Eduardo Paes por certo destacou Sérgio Cabral, que vem de vitórias eleitorais sucessivas para o senado, para o governo do RJ, para a Prefeitura do Rio. Sua importância cresceu no plano nacional, na medida em que o lançamento de seu nome lhe forneceu importante parcela de projeção. Com isso sua importância subiu no palco principal dos acontecimentos. E tal fato poderá tornar-se importante na formação de um futuro governo decorrente da reeleição de Dilma e Temer.

Afinal de contas, homens jovens como Aécio Neves, Eduardo Campos e o próprio Sérgio Cabral podem esperar a banda passar e assim jogar com o correr dos fatos no tempo. Como se vê, a iniciativa do prefeito do Rio não foi um mero ato isolado. Pode ser que esta tenha sido a sua origem. Mas concretamente produziu vários reflexos e deu margem para diversos enfoques e análises.

Um desses enfoques, assinalado pelo ex-presidente Fernando Henriquer Cardoso, foi revelado pelo jornalista Ilmar Franco, O Globo. FHC sustentou que o PSDB terá candidato próprio. Logo, na sua visão, Eduardo Campos poderia ser vice de Aécio. Não é provável. Embora em política não se possa assegurar o futuro.
O panorama foi movimentado por Eduardo Paes.

CUBA LIBERA CIDADÃOS PARA VIAGENS AO EXTERIOR


NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA CARLOS CHAGAS

O CAMINHO DO NADA

Os dirigentes da CPI do Cachoeira anunciaram a intenção mas não conseguiram esta semana, nem vão conseguir, porque não querem, as 171 assinaturas de deputados e 21 de senadores para prorrogar seus trabalhos depois de 4 de novembro. Mesmo que por milagre as assinaturas brotassem no asfalto, o resultado seria o mesmo: a CPI morreu. Falta ser sepultada. Depois de tantos meses reunida chegou onde pretendiam seus inspiradores: ao nada.



Razões para tanto? O medo dos líderes dos principais partidos, tanto os da situação quanto os da oposição, de serem reveladas ligações perigosas e algumas até criminosas entre círculos políticos e econômicos com o bandidão que a muitos comprou e a outros intimidou.
É por esse motivo que o Cachoeira permanece há sete meses preso. Não po
de falar, mesmo se quiser.
Suas relações com o mundo empresarial e político foram de estarrecer. No único depoimento por ele prestado, alegando direito constitucional, negou-se a avançar qualquer informação. Imaginava estar fora das grades em poucos dias, pelo brilho de seu advogado, o ex-ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos.
Depois, as coisas degringolaram. O réu perdeu o patrono, dizem que por falta de pagamento, e viu-se humilhado numa cela cheia de marginais.

Indignou-se e deu sinais de estar pronto para jogar barro no ventilador. Contar tudo. É o que querem evitar. Coincidência ou não, Cachoeira está ameaçado de morte e não existem sinais de que possa ganhar a liberdade.
Ainda há dias conseguiu um habeas-corpus para defender-se em liberdade num dos processos a que responde. Ficou onde estava, dado o número de outras ações contra ele, apesar de a Justiça de Goiás andar a passos de tartaruga para sentenciá-lo.

Era para a CPI desvendar tudo. Expor os intestinos de negócios escusos onde participaram governadores, senadores, deputados, empresários, empreiteiros e toda a corja que manchou o país tanto ou mais do que os réus do mensalão. Só que a República poderia virar de cabeça para baixo. Sendo assim, melhor enterrar tudo, até a CPI. E se o Cachoeira não tomar cuidado, vai junto.

###

O ACÓRDÃO DE MIL PÁGINAS

Informa-se no Supremo Tribunal Federal não passar da próxima semana o fim do julgamento do mensalão, pode ser até que com a dosimetria completada, quer dizer, fixadas as penas dos condenados.
Seria bom marcar coluna do meio, como se dizia nos tempos em que apareceu a loteria esportiva. Porque seguir-se-ão outras etapas, como a redação do acórdão resumindo todos os trabalhos. Coisa para mais de mil páginas, com a participação de todos os ministros. Em seguida, sua publicação no Diário da Justiça.

Abre-se, depois, o prazo para a apresentação de embargos pelos advogados dos réus. Não haverá um que deixe de solicitar esclarecimentos sobre as sentenças.
Resolvidos os recursos em demoradas sessões da corte, aí se poderá dar o processo como transitado em julgado.
Nessa hora, a iniciativa passará às Varas de Execução Penal dos estados onde residem os punidos com pena de prisão, para decidirem onde abrigá-los. Em suma, já estaremos em junho ou julho do ano que vem.

###

PARIS OCUPADA

Recém-chegado de Paris, um amigo revelou-se espantado por verificar que a capital francesa está ocupada pelos chineses. Não há uma loja ou restaurante que não anuncie nas vitrinas, com aqueles misteriosos garranchos, algo como “fala-se chinês”.
Em grande parte do comércio quem faz compras depara-se com duas filas, na hora de pagar e empacotar: uma só para chineses, outra para o resto do mundo.
Basta ter os olhos enviesados para ser bem tratado, a invasão pode ser sentida a qualquer hora do dia e da noite. Faz 72 anos que Paris foi ocupada pelos alemães. Os franceses negavam-se a falar alemão. Agora, estão aprendendo chinês…

18 de outubro de 2012
Carlos Chagas

HISTÓRIAS DO JORNALISTA SEBASTIÃO NERY

A MÍDIA MENTIROSA

Assis Chateaubriand tinha um sonho: ser embaixador do Brasil na corte da Inglaterra. Eleito Juscelino presidente, Chateaubriand sentiu seu sonho cada dia mais possível. E passou a lutar desesperadamente por ele.


Chateaubriand foi mesmo embaixador

Mas JK tinha as dificuldades naturais de começo de governo: a resistência do Itamaraty, que reivindicava diplomatas da “carriere” para as embaixadas mais importantes.
Aflito, vendo o tempo passar, Chateaubriand começou a criticar o novo governo.
A princípio, discretamente. Depois, às claras. E escolheu para bode expiatório o ministro da Fazenda José Maria Alkmin, por saber que seriam as farpas que mais atingiriam Juscelino.

###

CHATEAUBRIAND


Uma noite, mandou para as oficinas de “O Jornal” o artigo do dia: tremenda paulada em Alkmin. E foi para casa. Juscelino ficou sabendo, chamou-o, pediu que suspendesse o artigo. Chateaubriand ligou para o jornal, mandou chamar o secretario das oficinas Sadi:

- Meu filho, suspenda meu artigo de hoje.
- Dr. Assis, já está composto, em máquina, para rodar.
- Então, no fim, acrescente uma linha:
- “É o que dizem os inimigos gratuitos de S. Exa.”

###

O CANDIDATO


Getúlio foi a Manaus, em 1954, inaugurar o aeroporto. Assis Chateaubriand, candidato a senador pela Paraíba, conseguiu que o Catete convidasse um grupo de líderes do PSD paraibano para a comitiva.

O Curtis Comander do Loide Aéreo levava horas e horas na rota Rio-Manaus. Chateaubriand, solicito, bancou o aeromoço. Servia uísque, refrigerantes. E a comitiva encantada com a gentileza do velho capitão.

Já de madrugada, todo mundo cansado, Chateaubriand servindo, o paraibano Raimundo Onofre elogiou a generosidade do jornalista, ali de garçom a viagem inteira. Chatô conversava com Getúlio, gritou lá da frente:

- Seu Raimundo, aproveite, porque daqui a um mês, passadas as eleições, eu mando vocês à merda.

###

ARGENTINA


Realizou-se em São Paulo o encontro anual da SIP, a “Sociedade Interamericana de Imprensa”: donos de jornais e TVs do continente inteiro falando em liberdade de imprensa. Uma farsa. O que querem é consolidar e aumentar seus monopólios na mídia. Eles já criaram a cadeia “Jornais das Americas”. Agora querem uma tele-cadeia : as “TVs das Americas”.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Gustavo Mohme, com cara de miliciano de subúrbio a serviço de seus mafiosos patrões, defendeu que uma missão da SIP seja enviada à Argentina para se “solidarizar com alguns veículos de comunicação e protestar contra a entrada em vigor da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Lei de Meios, aprovada em 2009. Prevista para 7 de dezembro, a nova legislação obriga o “Grupo Clarin” a se desfazer de algumas concessões” (Globo)

###

“CLARIN”


O Globo mentiu: – “As ameaças à liberdade de imprensa na Argentina foram as que ganharam maior destaque na reunião da SIP: um aumento de hostilidade à imprensa nos últimos seis meses, agressões a repórteres e entraves ao acesso a informações.
Trata-se de uma confrontação deliberada de um governo a um grupo midiático, buscando limitar sua atuação e garantir que prevaleça apenas uma imprensa oficiosa”.
A “Folha” contou a verdade:

1. – “O Clarin terá até 7 de dezembro para cumprir a clausula antimonopólio da lei aprovada em 2009: os grupos de mídia terão no maximo 24 licenças de TV a cabo e 10 de TV aberta”

2. – “Maior jornal do pais, o “Clarin” tem 240 (!)canais de TV a cabo, 4 de TV aberta e 10 frequencias de radio. Depois de uma batalha de anos no Congresso e na Justiça, afinal “O Clarin” perdeu na Suprema Corte, que lhe deu o prazo de até 7 de dezembro para obedecer à lei”.

O “Globo” está com medo de uma lei no Brasil que também diminua seu escandaloso monopólio de TVs abertas e a cabo. Quantas são? E mente.

 

REFLEXÕES SOBRE ESTADO, DEMOCRACIA, EVOLUÇÃO POLÍTICAE ESPIRITUALIDADE

 

Agenda positiva é propor soluções que ataquem as causas. Muitas proposições políticas têm sido apresentadas aqui no Blog e não é de hoje, mas querendo mudar os efeitos. Desculpem se insisto nesses pontos que seguem abaixo:



1. Controlar o Estado. Nosso mal no Brasil está na raiz. Desde que deixamos de ser mera colônia, que os governantes agem como se a casa fosse deles. Misturam o público e o privado com a maior sem cerimônia. Enquanto era a “realeza” que controlava o caixa, tínhamos que sustentar uma família. Quando a Maçonaria conseguiu acabar com o Absolutismo e introduziu a Monarquia Republicana, tivemos que trabalhar para sustentar famílias em rodízio, sem contar seus financiadores.

Até 2002 se revezavam a oligarquia e a burguesia. A partir de então, passaram a disputar as benesses da Corte também os sindicalistas. Não há quem aguente sustentar essa corja toda sem trabalhar, sem produzir, mas mamando sem parar. Eles conseguem a proeza de nos extorquir 1,7 trilhões de reais por ano em impostos, taxas e multas e para investir 50 bilhões fazem boquinha.

2. Democracia. Não vamos mudar esse cenário com as regras político-eleitorais vigentes. Enquanto a política permanecer atrelada aos partidos, não há perigo de melhorar. Discutir como os partidos deveriam se comportar é o que chamo de debater efeitos, pois eles são a causa. Até os ingleses inventar os partidos, e já foi para separar as pessoas em classes, o processo político funcionava sem eles. Se difundiram pelo mundo e continuam por uma questão de cultura. Não são necessários, pelo contrário, a democracia real funcionará melhor sem eles.

3. Produção e Trabalhadores. O sistema que se designou chamar de liberalismo, que juntou os artesãos esparsos debaixo do mesmo teto, dando-lhes o equipamento para produzir e transformando-os em empregados assalariados, ainda está devendo à esses trabalhadores um processo que lhes transmita tranquilidade, dignidade e felicidade.

4. Espiritualidade. A ciência, através da física quântica e agora também da física noética, não obstante ainda inconclusas, mas em progressão, acabará comprovando o que os espiritualistas já sabem há muitos séculos, que real é o mundo espiritual. Chegaremos lá e não vai demorar.

Quando aceitarmos o processo de reencarnação como uma realidade, todo relacionamento entre os humanos mudará automaticamente, pois terão consciência de que matar os contrários não resolve a questão, pois eles voltarão e continuarão do ponto abandonado (personalidade congênita); bem assim como quem usa seus iguais como se, após uso indiscriminado, fossem descartáveis, e tudo em nome do Senhor.
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2012/08/502-capsoc-novo-contrato-social.html

MINISTRO JB VAI À ALEMANHA TRATAR COLUNA



COTAS PARA NEGROS NO EMPREGO PÚBLICO SÃO UM EXAGERO, NÃO HÁ DÚVIDA

 

Isso é um exagero que só atrapalha. As cotas raciais no ensino médio e nas universidade foram um avanço e eu sou favorável a isso. Mas eis que o homem, outra vez abusando. Abuso grave.
Já que passaram as cotas nas universidades, porque não também nos concursos? E nas empresas? Exageremos outra vez! Façamos o que podemos ! Aproveitemos para inverter a mão dos abusos!




Não devemos ter cotas raciais nos concursos, como se propõe. Uma coisa é ter cotas nas escolas, universidades, nos estágios. Ai sim, pois estamos falando de preparação para a vida e para o mercado. Essas cotas devem ser mantidas, aperfeiçoadas e, com o passar do tempo, obtido o seu bom efeito, suprimidas.
Mas as cotas nos concursos pervertem o sistema do mérito. Para o direito e oportunidade de estudar, é razoável dar compensações diante de um país e sistema ainda discriminadores, mas não para se alcançar os cargos públicos.
Quando estamos diante de um concurso público, ou igualmente de seleção para empresas, influir no sistema de avaliação é uma perversão inadequada. Querer isso é ir além do razoável e, ao se insistir na tese, presta-se um desserviço ao país e à causa.

Os motivos são bem claros: é lícito dar a quem quer estudar algum diferencial competitivo, compensador de uma ou outra circunstância. De modo diametralmente oposto, é abusivo repetir tais privilégios quando o assunto é o ingresso definitivo no mercado de trabalho. Simples assim. Cotas: para estudar, pode; para arrumar emprego, aprenda como todo mundo. Venha disputar sua vaga em condições de igualdade, e que passe o melhor preparado: branco, preto, pobre, rico, gay, hétero, bonito ou feio.

O FIM DA UTOPIA DO PT, O PARTIDO QUE MONOPOLIZAVA A ÉTICA

 




Com o julgamento da Ação Penal 470, caiu a máscara do partido que se autoproclamou como detentor do monopólio da ética na política. Nada mais falso e fictício do que o bumbo tocado anos a fio após o início da redemocratização.


Antes, os detentores da moral diziam que havia na Câmara algo em torno de 300 picaretas. Quantos depois se somaram aquele número? Achávamos então, que “novidades” como Orçamento Participativo e “prévias” para escolha do candidato às eleições gerais viria para ficar. Entretanto, ao longo do tempo descobrimos que residiam naquelas afirmações as maiores das deslavadas mentiras.

A primeira decepção: em 1998, retiraram a candidatura do favorito das pesquisas para governador do Rio de Janeiro, o ex-deputado Vladimir Palmeira, por decisão da cúpula do Partido em nome da aliança com o PMDB no plano nacional. De lá para cá o partido detentor da ética ficou sempre em segundo plano nas disputas eleitorais para prefeito e governador do Rio de Janeiro. Foi um castigo do povo carioca e bem merecido.

Bem, os exemplos abundam nesta eleição de 2012. Em Recife, o candidato natural, prefeito da cidade, foi afastado da disputa pela reeleição. O PSB venceu no primeiro turno. Será que não há ninguém em condições de ponderar sobre os efeitos de decisões tão estapafúrdias e desprovidas de senso lógico?

Pode-se tudo, menos alterar a natureza das coisas, pois se trata de um imperativo categórico tão bem explicitado pelo filósofo alemão Emanuel Kant. Faltou uma condição fundamental para o partido que veio com a pretensão de mudar a forma de fazer política: uma Teoria do Processo. Qualquer mudança das estruturas tem necessariamente de vir acompanhada de um embasamento filosófico.

Só para lembrar: Teria ocorrido o Renascimento sem as contribuições de Thomas Morus (A Utopia), de Tomaso Campanella (A Cidade do Sol), dos filósofos Nicolau Cusano e Giordano Bruno, dos cientistas Galileu Galilei, Kepler, Isaac Newton e Nicolau Copérnico?

E os enciclopedistas franceses Montesquieu, Voltaire e Rousseau, que prepararam, no campo da Teoria, as bases do maior processo revolucionário de todos os tempos: a Revolução Francesa. Ela teria derrubado a monarquia, o direito divino dos Reis, sem a contribuição dos luminares citados?

Sem uma teoria, os processos mudancistas estão fadados ao fracasso, inapelavelmente corroídos pelo tempo, que a tudo destrói. É o que está acontecendo agora, marcando o princípio do fim de uma utopia, cujo capítulo se encerra melancolicamente.

18 de outubro de 2012
Roberto Nascimento
 

SÃO PAULO: PESQUISA MENTIROSA DO IBOPE ANTECEDE PESQUISA ENGANOSA DO DATAFOLHA


Por que o Ibope mente? A constatação é muito simples: do primeiro para o segundo turno, José Serra ganhou apenas 2,15% de votos a mais do que os 30,75% que recebeu nas urnas. Tem 33%. Já Haddad conquistou 20,02% de votos a mais do que os 28,98% que nele votaram. Tem 49%. Isto não existe. É uma pesquisa manipulada, mexida, trabalhada nos votos brancos e nulos, com margem de erro transformada em mais 3% de votos para Haddad e menos 3% de votos para José Serra.

As pesquisas fazem parte do movimento para esvaziar o tom da campanha tucana. Até mesmo FHC, aliás, como sempre, já abriu a sua boca de sovaco para atacar o correligionário. A imprensa inteira critica o uso do kit gay, mas desinforma a opinião pública, recusando-se a mostrar o material na TV, no rádio, nos infográficos, porque ele não pode ser mostrado, porque ele é criminoso.

O Ibope chega ao cúmulo de afirmar que o aumento de votos nulos é porque o eleitor não gosta de ataques. Mentira! Não pode afirmar isso! A mudança está dentro da margem de erro da pesquisa. Mentira! Haddad está atacando muito mais do que Serra e, no entanto, só aumenta a suavantagem. Vejam o que disse Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope:

"Sabemos que os eleitores não gostam de ataques e brigas... As pessoas querem mais é saber como serão resolvidos os problemas que as afetam diretamente no cotidiano."

No entanto, na mesma matéria, a mesma Márcia, velha conhecida pela suas manipulações e erros do primeiro turno, diz:

"Esse aumento das intenções de voto em branco ou nulo pode ser passageiro. As pessoas estão repensando a sua escolha inicial, mas podem voltar a ela. É uma reação às primeiras propagandas depois do reinício da campanha na televisão."

Obviamente, a pesquisa mentirosa do Ibope abre caminho para a pesquisa enganosa do Datafolha, do mesmo grupo dono da gráfica que fez a prova fraudada do Enem do Haddad, do mesmo grupo da Mônica Bergamo e do diretório do PT que funciona dentro da redação da Folha de São Paulo.
Estão jogando em dupla, Ibope e Datafolha. Vai funcionar?
Sim, como sempre. A eleição de Serra está perdida porque, diante de todo esse quadro, os tucanos vão recuar ainda mais e serão escorraçados da maior cidade do país. Em 2014, estarão fora do estado também. E tchau, PSDB.
 
18 de outubro de 2012
in coroneLeaks
 

ELEIÇÕES 2012: PT SUAVE

      PRESIDENTE QUE FAZ PROPAGANDA PARA CANDIDATOD DEVERIA SER PRESO. TÍTULO MEU.
 
 BOE-01-IE.jpg
Com Fernando Haddad no segundo-turno da disputa à Prefeitura de São Paulo, o marqueteiro da campanha petista, João Santana, tem como estratégia explorar ainda mais a afinidade do candidato com a presidenta Dilma Rousseff. Fará questão de martelar em peças publicitárias que verbas da União chegarão mais rápido ao município com o ex-ministro da Educação no comando da cidade.
17 de outubro de 2012
ISTOE.

GRAÇA SALGUEIRO ENTREVISTADA EM "LA HORA DE LA VERDAD" SOBRE O "MENSALÃO"


Hoje fui novamente entrevistada por Dr. Fernando Londoño, condutor do programa radial “La Hora de la Verdad” que vai ao ar todos os dias pela Cadena Radio Súper de Bogotá.

Quando recebi o convite, me foi dito que era para falar sobre o “mensalão” e a imagem do Lula. Entretanto, no desenrolar da entrevista ele tocou em um tema que não é de meu conhecimento porque é um assunto muito específico e tive que dizer que não dominava. Ele quis saber coisas relativas à queda do PIB brasileiro e falei rapidamente do que os jornais comentam.

Infelizmente não tive a chance de falar mais detidamente sobre os julgamentos, pois iria dizer-lhe o que tenho dito pela rede e que o Olavo descreveu com a maestria que lhe é peculiar. Refiro-me ao principal destes julgamentos e as condenações de três dos mais importantes quadros do PT, que apenas Olavo analisa em um artigo que em breve será publicado em seu site, cujo título é “Depois do Mensalão”.

A parte visível dos julgamentos é a questão dos crimes de corrupção. Entretanto, isto é apenas o acessório, pois a raiz de toda esta patifaria continua incólume. Dirceu, Genoíno e Delúbio agiram da forma que o partido esperava deles, pois quem estuda o Movimento Comunista Internacional sabe que, para salvar o Partido e seus projetos revolucionários, vale qualquer sacrifício. Assim fizeram os kamaradas de Stalin nos grandes julgamentos em que os réus, mesmo sabendo-se inocentes, admitiam crimes que não haviam cometido para salvar o líder e a revolução, do mesmo modo que admitiram crimes de tráfico de droga, o general Arnaldo Ochoa e Tony de La Guardia, sendo todos estes personagens fuzilados sem qualquer escrúpulo por parte de seus líderes. Isto não quer dizer que eles fossem anjos imaculados, mas naqueles julgamentos eles se deixaram acusar por crimes que não cometeram.

No caso dos petistas se dá fato semelhante, pois mesmo sabendo que o chefe do Mensalão é Lula, nenhum desses três personagens o entregou, preferindo levar toda a culpa em vez de denunciá-lo como chefe de todos e com isso destruir o projeto de poder idealizado há décadas. Lula tem de ser preservado para poder preservar o Foro de São Paulo e seus planos, pois se não fosse dessa maneira, nem Hugo Chávez teria se re-re-re-elegido, mesmo de forma fraudulenta, nem as FARC estariam hoje a um passo de se tornarem um partido político legal com todos os seus crimes perdoados.

Esta não foi minha melhor entrevista a Dr Londoño mas, de toda forma, pude desfazer alguns mitos sobre a “austeridade” da atual presidente do Brasil e o “conservadorismo” do candidato à Prefeitura de São Paulo, José Serra. Desfrutem, pois. Fiquem com Deus e até a próxima!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6v5GT0pEOsw
 
18 de outubro de 2012
Comentários: G. Salgueiro