"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quarta-feira, 5 de junho de 2013

CINEMA. OS CINCO MELHORES FILMES LANÇADOS EM CANNES

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'A Vida de Adèle' (Fonte: Reprodução/Divulgação)

Uma intensa história de amor lésbico, uma ode à música folclórica, um retrato da violência na China, e a história de uma prostituta adolescente são alguns dos enredos revelados em Cannes que valem a pena
     

1. A Vida de Adéle
Baseado no romance de Julie Maroh sobre uma adolescente que se apaixona por uma mulher um pouco mais velha, o filme vencedor da Palma de Ouro (prêmio de melhor filme), do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, é uma obra avassaladora sobre o despertar sexual, a autodescoberta e corações partidos.

O longa cobre seis anos na vida de Adèle (interpretada por Adèle Exarchopoulos), uma jovem tranquila de 17 anos que mora com os pais em um bairro de classe média nos arredores da cidade francesa de Lille. O catalisador da trama ocorre quando Adéle conhece a atraente Emma (Léa Seydoux), uma estudante de pós-graduação lésbica e artista, de cabelos azuis, que vem de uma carinhosa família burguesa. O filme é uma confirmação de que Kechiche, com seu interesse em pessoas que vivem às margens da França moderna (imigrantes do Norte da África e suas crianças, jovens do interior da cidade, e, agora, gays, lésbicas e bissexuais), é o maior observador do comportamento humano e da sociedade que surgiu no cinema francês nos últimos anos. Quente, sensualmente vivo e com atuações brilhantes das duas protagonistas, A Vida de Adele é muito mais do que uma simples história de amor lésbico. Ao atingir a última cena do filme, algo silenciosamente devastador, porém esperançoso, percebe-se que o filme tornou-se um mapa da alma humana.



2. Inside Llewyn Davis

Situado no início dos anos 1960 em New York, essa comédia seca e deprimente dos irmãos Coen, que ficou em segundo lugar no Festival de Cannes, está à altura dos outros sucessos dos premiados irmãos (Fargo, No Country for Old Men, A Serious Man) em termos do equilíbrio perfeito entre humor satírico e profundas demonstrações de sentimento e humanidade.
O protagonista, um fracassado cantor de música folclórica (interpretado pelo cantor-ator Oscar Isaac) é ao mesmo tempo cruel e tenro, o que torna o filme um deleite. Navegando pela bagunça de sua vida fora dos palcos, marcada por noites dormidas em sofás emprestados, pequenos furtos e disputas com seu manager golpista e uma outra cantora folclórica (Carey Mulligan ) que pode ou não estar grávida do seu filho, Llewyn Davis é um personagem preguiçoso, carrancudo e rabugento. Mas quando ele sobe ao palco, revelando uma voz suave e ligeiramente rouca, seu rosto perde as duras linhas de expressão, ele fecha os olhos e parece abrir a sua alma para o mundo. As músicas folclóricas do filme, com suas letras sofridas e melodias melancólicas, não apenas compensam  a sagacidade seca do roteiro. Elas dão ao filme um rico subtexto emocional, permitindo que as queixas, brigas e acusações dos personagens ecoem sentimentos de arrependimento e desejo.



3. A Touch of Sin (Um toque de pecado)

Com sua exploração amarga, brutal e muitas vezes brilhante da violência e da corrupção na China contemporânea, o novo filme de Jia Zhangke ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes. Dividido em quatro histórias (os personagens principais são um mineiro, um trabalhador migrante, um funcionário de um spa e um adolescente operário de fábrica), o filme pinta uma imagem desesperada de um país devastado por problemas socio-econômicos e povoado por pessoas exploradas e levadas a cometer atos de fúria e destruição.
Jia pontua o ritmo contemplativo e estilo realista do enredo com imagens surpreendentes de horror e sensualidade, evocando uma China vasta e rústica, com suas cobras, suas tempestades de areia, suas prostitutas e seus habitantes de aparência frágil, que comem tigelas de macarrão e se amontoam no frio para assistir a uma ópera ao ar livre.  Como em muitos dos filmes do diretor, os personagens de Um Toque de Pecado são figuras inquietas, sempre tramando sua fuga para outro lugar e uma vida melhor. O que é algo novo, porém, é a mistura que Jia faz de vários gêneros, como o western, o drama romântico, as artes marciais e o filme policial. O filme é, por vezes, desagradável (tiros, espadadas e espancamentos ocorrem em abundância), mas a ambição e a raiva inerente no roteiro são marcantes.



4. Jeune et Jolie (Jovem e Bonita)

Um retrato maliciosamente engraçado de uma prostituta adolescente, Jovem e Bonita (Jeune et jolie) é provavelmente o melhor filme do diretor  François Ozon desde Piscina (2003). A história gira em torno de Isabelle, uma parisiense arrebatadora de 17 anos (interpretada por Marine Vacth), que leva uma vida dupla como estudante de colegial e garota de programa de alta classe. O filme mostra a descoberta da sexualidade pela jovem, o tempo que ela gasta com seus clientes e as consequências de suas ações, com um sentido afinado de ironia e compaixão, mas sem um pingo de juízo moral.
Sabiamente, Ozon não fornece qualquer argumento psicológico para “explicar” por que Isabelle, que vem de uma família abastada, com uma mãe amorosa (a fantástica Geraldine Pailhas), desliza para a prostituição. Uma das ideias mais inquietantes e provocadoras do filme é a sugestão de que tal transgressão talvez seja o caminho mais fácil para um jovem que é tão consistentemente um objeto de desejo. O filme parece, à primeira vista, um estudo clínico e essencialmente francês da sexualidade feminina, mas ele se aventura por território arriscado quando pondera o impacto das escolhas de Isabelle sobre as pessoas ao seu redor. O grande mérito do diretor é que o filme não é moralista, apenas se aprofunda em seus mistérios, até terminar com uma conclusão assustadora.



5. A Grande Beleza

Visualmente imaginativo e muito divertido, o novo filme do diretor italiano Paolo Sorrentino é essencialmente uma variação de La Dolce Vita, de Felini, mergulhando o espectador no mundo cruel e voluptuoso das elites da mídia, artísticas e intelectuais de Roma.
A trama gira em torno de um escritor que virou jornalista, interpretado por Toni Servillo. A primeira hora e meia do filme é uma delícia, na medida em que a câmera de Sorrentino serpenteia por luxuosas festas regadas a champanhe e música eletrônica (a sequência de abertura do filme é um tour de force). Depois o ritmo diminui para dar lugar a cenas do dia depois da festa (manhãs na cama com uma nova conquista, almoços com amigos, reuniões com o editor-chefe, passeios à tarde) que ecoam solidão e tristeza. Na última meia hora do filme, ele começa a escorregar um pouco, com o diretor explicando coisas desnecessárias através de diálogos e narrações que as imagens já evocam perfeitamente. Ainda assim, o filme oferece uma janela para um mundo vivo, engraçado e profundamente inquietante, um retrato da Itália “bunga-bunga” de Silvio Berlusconi, que apodrece lentamente por baixo de uma superfície luxuosa e vazia.



05 de junho de 2013

É POSSÍVEL COMER MUITO POUCO SAL?

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O consumo insuficiente de sal não é uma ameaça à saúde pública (Reprodução/Internet)

Saúde

Novo estudo sugere que consumir menos que 2.300 miligramas de sódio por dia pode fazer mal à saúde, mas isso seria quase impossível

     

Um novo relatório do Instituto de Medicina (IOM, o ramo médico da Academia Nacional de Ciências dos EUA) constatou que, quando se come menos que 2.300 miligramas de sódio por dia, os benefícios são limitados ou inexistentes, podendo até fazer mal à saúde.

Mas o relatório está longe de ser conclusivo. Ele não significa que todos podem ir em frente e comer quanto sal quiser. Na verdade, o relatório não muda nada quanto à recomendação geral de se comer pouco sal para controlar a pressão alta. O novo estudo pode significar, simplesmente, que não é recomendado eliminar todo o sódio de sua dieta, o que seria quase impossível de qualquer maneira. Leite contém sódio, espinafre, também. Quase tudo.

Claro que todos precisam de sódio, mas o consumo insuficiente não é uma ameaça à saúde pública. Mesmo o relatório do IOM indicou que a sugestão de que seria perigoso consumir menos sal do que a meta recomendada de 2.300 miligramas por dia seria "inconsistente" e pediu mais pesquisas. Pode ser verdade que não há benefícios em uma dieta com consumo ultra-baixo de sal, mas quase ninguém está comendo uma dieta sem sal. É quase tão ridículo quanto se preocupar se a população está consumindo açúcar suficiente.

Cerca de 80% do sal na dieta moderna está presente nos alimentos processados ​​que se consome em restaurantes, não o alimento que se cozinha em casa. Dez por cento do sal que consumimos já está presente nos alimentos, outros 10% são adicionados à mesa.

05 de junho de 2013
Fontes: The New York Times - Is it possible to eat too little salt?

ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE SUNITAS E XIITAS

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Etnias compartilham o mesmo livro sagrado e os mesmos rituais, mas diferem na forma de professar a fé (Reprodução/Eyevine)

Os dois lados do islã

Saiba o que divide e no que acreditam as duas principais etnias árabes

     
No ano em que morreu o profeta Maómé, em 632, seus seguidores árabes se dividiram em dois grupos que divergiam sobre quem deveria herdar seu posto.

O grupo majoritário, hoje conhecido como sunitas, defendia que o sogro de Maomé, Abu Bakr, deveria ser o sucessor do profeta. Outros, em menor número, afirmavam que cabia a Ali, primo e genro de Maomé, a missão de levar adiante a obra do profeta. Esse grupo deu origem aos xiitas.

Ali chegou a ocupar o posto de sucessor, mas, pouco tempo depois, os partidários de Abu Bakr acabaram vencendo a disputa. Porém, a verdadeira separação entre os grupos foi consolidada em 680, quando o filho de Ali, Hussein, foi assassinado por tropas sunitas na região de Karbala (atual Iraque).

Desde então, os sunitas continuaram a monopolizar o poder político, enquanto os xiitas passaram a viver nas sombras, esperando a chegada do 12° discípulo, descendente direto de Ali, para guiá-los. Com o tempo as divergências religiosas entre os dois grupos aumentaram.

Hoje, todos os 1,6 bilhões de islâmicos do mundo concordam que Alá é o único deus e Maomé seu mensageiro. Eles compartilham o mesmo livro sagrado, O Corão, e praticam os mesmos rituais religiosos. Mas a forma de professar a fé difere entre sunitas e xiitas. Enquanto os sunitas se baseiam apenas em sua fé e nos rituais ensinados pelo profeta, os xiitas enxergam seu aiatolá como um reflexo de deus na Terra. Enquanto os sunitas acusam os xiitas de heresia, estes afirmam que os dogmas sunitas levam a ditaduras extremistas.

Apesar disso, entre os dois grupos nunca houve uma guerra na escala da Guerra dos Trinta Anos, onde conflitos entre diferentes grupos cristãos ceifaram milhares de vidas na Europa do século XVII. Na maioria das vezes, os dois grupos coexistem pacificamente. Isso porque, cientes de sua minoria, os xiitas preferem evitar o enfrentamento.

05 de junho de 2013
Fontes: The Economist-What is the difference between Sunni and Shia Muslims?
 

MEDINDO A FELICIDADE

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Alta taxa de cidadãos empregados, renda acima da média e economia forte fazem da Austrália o país mais feliz do mundo (Reprodução/Internet)

Veja a lista dos países mais felizes do mundo

Brasil aparece na 33ª posição, uma posição acima do ano anterior

     
A Austrália foi eleita pela terceira vez o país mais feliz do mundo, de acordo com um ranking realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O ranking analisa os 34 membros da organização, mais dois parceiros-chave (Brasil e Rússia). Entre os quesitos analisados estão: renda, saúde, segurança e moradia. A Suécia aparece na segunda colocação, seguida de Canadá, Noruega, Suíça, EUA, Dinamarca, Holanda, Islândia e Grã-Bretanha.

"A Austrália teve um desempenho excepcionalmente bom na medida de bem estar, como se pode ver pelo fato dela figurar entre os países melhor colocados em um grande número de tópicos do ‘Index da Vida Melhor’", diz o relatório.

Mais de 73% dos australianos entre 15 e 64 anos tem trabalho remunerado e a expectativa de vida no país é de 82 anos. Os índices são considerados altos pela OCDE. Segunda a organização, a Austrália foi o único país a evitar a recessão global de 2009. Outro critério importante foi a forte economia do país, que fez o dólar australiano atingir os melhores patamares em 30 anos.

O Brasil aparece na 33ª posição, uma posição acima do ano anterior. De acordo com dados da OCDE, o país conseguiu melhorar a qualidade de vida da população e mais brasileiros demonstraram satisfação com seu dia a dia. Porém, a renda familiar da população de cerca de US$ 23 mil anuais ainda está abaixo da média da organização.

05 de junho de 2013
Fontes: BBC-Austrália é o país mais feliz do mundo, segundo OCDE
 

A MENOPAUSA ESTÁ À DA EXTINÇÃO?

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Avanços científicos permitirão que mulheres "superem" a menopausa (Reprodução/Internet)

Fertilidade feminina

Geneticista afirma que, em breve, todas as mulheres serão capazes de engravidar em qualquer idade

     
A geneticista Aarathi Prasad, afirmou que a menopausa está à beira da extinção e, em breve, mulheres de qualquer idade serão capazes de engravidar e dar a luz saudavelmente.

Autora do livro Like a Virgin: How Science is Redesigning the Rules of Sex, Prasad disse que a menopausa é um retrocesso evolutivo que data da época em que gerações de mulheres competiam por recursos escassos, sobrando pouco tempo para ter filhos.

Na era da plenitude, o cenário mudou. Segundo Prasad, a menoupausa deixou de ser necessária e precisa ser extinta. "Quando o processo da menopausa surgiu, as mulheres morriam cerca de dez anos após seu início. A expectativa de vida era de 50 a 60 anos. Se tivermos em mente que, no futuro, a expectativa de vida das mulheres será de 100 anos, a menopausa estará atingindo as mulheres na metade de sua vida, quando todos os órgãos do corpo funcionam perfeitamente bem, exceto os ovários", disse Prasad.

Segundo Prasad, no futuro, avanços científicos e tecnológicos permitirão que o organismo feminino "supere" a menopausa. "É um risco para a saúde e um obstáculo que atinge a fertilidade feminina. É algo que, provavelmente, será superado", afirma a geneticista.

Prasad também acredita os avanços científicos ajudarão casais gays a ter filhos, sem a necessidade de um membro do sexo oposto e que úteros artificiais mudarão nosso conceito de paternidade e maternidade.

05 de junho de 2013
Fontes: IO9-Women will ‘evolve out’ of menopause
 

ROBERT FRANCIS KENNEDY

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Robert Kennedy lutou pelos direitos das minorias (Reprodução/Internet)

Robert Francis Kennedy morreu em 6 de junho de 1968
 
Robert Francis Kennedy nasceu em 20 de novembro de 1925 e morreu em 6 de junho de 1968. Era o sétimo filho de Joseph e Rose Kennedy e foi um grande colaborador de seu irmão, o ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.
Ingressou na Universidade de Harvard e, após um período na marinha americana, graduou-se em 1948. Sete anos antes de engajar-se na campanha presidencial do irmão, em 1960, atuou no Conselho do Senado, lutando contra a corrupção. Depois da eleição de John Kennedy, tornou-se secretário de Estado da Justiça e trabalhou na área de defesa dos direitos humanos e contra a discriminação racial.
Três anos depois, seu irmão foi assassinado e Robert Kennedy continuou trabalhando um período com o presidente Lyndon Johnson. Em 1964, renunciou para candidatar-se ao senado pelo Partido Democrata, onde se destacou pelo empenho na luta pelos direitos das minorias. Também foi contra a escalada militar no Vietnã. Em 1968, candidatou-se à Presidência da República pelo Partido Democrata.
A disputa pela presidência foi a última de Robert Kennedy. Em 5 de junho de 1968, o político participou de um evento comemorativo, depois de uma série de vitórias nas eleições primárias para escolha do candidato do partido. Quando o político deixava o salão, o jordaniano Sirhan Bishara Sirhan disparou vários tiros contra Kennedy. No dia seguinte, o senador não resistiu aos ferimentos e morreu.

05 de junho de 2013

O BRASIL DO BRICS TOMOU O TREM NA DIREÇÃO ERRADA: MERCOSUL

"EM CADA COMUNIDADE DEVEMOS TER UMA IGREJA, E AO LADO DELA, UMA ESCOLA."  Dr. Martin Luther

 
A frase, na sua essência ajuda a explicar o sucesso de algumas nações, da Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega em especial, nações onde os luteranos são a quase totalidade, assim como estão presentes de forma significativa na Alemanha e nos Estados Unidos.
 
Os Estados Unidos por ter na sua formação étnica a maioria de alemães de origem luterana, acima dos ingleses e irlandeses. Além de ter sido o destino da maioria dos alemães desde o Século XVII, quando para lá foram os luteranos que não aceitaram, isso no Século XIX, que a Igreja Evangélica, como é denominada a Igreja Luterana na Alemanha ficasse subjugada ao Estado, o que acabou ocorrendo no II Reich até o seu final.
 
Mas não é a educação o fator que mais concorre para o sucesso de uma nação, conferindo ao povo melhor qualidade de vida, justiça e desenvolvimento. Explico.
O Brasil tomou o trem na direção errada, em vez do Mercosul e do BRICS, deveríamos nos concentrar na Aliança do Pacífico, e no ABCDE/TZ como referencial.
 
Achamos o máximo fazer parte do BRICS, foi e ainda é a tônica do peta¹ e de sua terceirizada, sem contar que redirecionaram o Mercosul ao fracasso, criaram por conta das diretrizes do Foro San Pablo um contencioso com o Paraguay e aceitaram a Venezuela, uma nação que representa atualmente um dos maiores atrasos, juntou-se a Cuba.
BRICS é um grupo de países sem lógica, deveria nos deixar envergonhados. O melhor seria termos os países que tomam parte do ABCDE/TZ como referencial.
 
A China, a República Popular da China é tida como exemplo, mas está longe de sê-lo. A China, a República Popular da China, desceu ao fundo do poço por conta do socialismo, e entre seu principal líder, do fracasso, tivemos Máo Zédōng, mas quem foi Mao senão aquele que na revolução socialista na China, com um exército revolucionário de mais de um milhão de soldados passou a controlar militar e politicamente mais de noventa milhões de chineses, além das mortes que produziu contra os nacionalistas e a revolução interna, teve também a dominação de outros povos, como o tibetano, mas o mais grave: foi responsável por mais de 50 milhões de mortes, principalmente por fome, ao impor a pureza ideológica com seu "socialismo", com o "Grande Salto para a Frente".
 
É o país que detém a maior população do planeta, assim como o que tem o maior potencial de crescimento. E depois de tantas mortes por fome, bastou um jogo de ping-pong e Nixon ajudar com a venda de alimentos que a China entendeu que tinha pegado o trem errado, teve que optar por liberalizar sua economia, muito embora não a tenha feito no campo da política. No final do texto explico o porque a China, a República Popular da China não nos deve servir de referencial, quando muito é uma boa parceiro, assim como uma ameaça.
 
O homem tende para o bem, mas é igualmente capaz do mal; pode transcender o seu interesse imediato e, contudo permanecer ligado a ele. A ordem social será tanto mais sólida, quanto mais tiver em conta este fato e não contrapuser o interesse pessoal ao da sociedade no seu todo, mas procurar modos para a sua coordenação frutuosa. Com efeito, onde o interesse individual é violentamente suprimido, acaba substituído por um pesado sistema de controle burocrático, que esteriliza as fontes da iniciativa e criatividade.
Quando os homens julgam possuir o segredo de uma organização social perfeita que torne o mal impossível, consideram também poder usar todos os meios, inclusive a violência e a mentira, para a realizar. A política torna-se então uma «religião secular», que se ilude de poder construir o Paraíso neste mundo. (Karol Józef Wojtyla – Johannes Paulus II)
 
Acredito que devem se recordar de uma das últimas novelas de sucesso da Rede Globo, seguramente pautada pela ilusão, a “Caminho das Índias.
 
 
Antes da Turquia e da “Carminha e a discriminação espacial”, a Globo nos trouxe um pouco da beleza e da realidade da Índia, país onde tivemos a atuação, em nossa história recente, de uma das pessoas mais fantásticas de toda humanidade há seu tempo. Cito a vida e a obra da "The Nobel Prize in Peace 1979", da Mother Teresa, a Irmã Agnes Gonxha Bojaxhiu, conhecida entre nós brasileiros pelo nome de Madre Tereza de Calcutá.
 
"A oração faz nos ter um coração puro. E um coração puro é capaz de ver a Deus. Se descobrirmos Deus, seremos capazes de amar, de amar não com palavras, mas com obras".
(Agnes Gonxha Bojaxhiu - Madre Tereza de Calcutá - The Nobel Prize in Peace 1979)
A questão da miséria na Índia chocava. Mas temos que refletir sobre o que vemos, não na novela, mas na vida real. Imagine um país com mais de 1,3 bilhão de pessoas em um território que não chega a 40% do tamanho do nosso?
 
No Brasil temos 90 milhões em ação, conforme o jingle dOs Incríveis, de 1970, e hoje temos somados a eles mais de 100 milhões parados, acreditando que o Estado possa resolver seus problemas.
 
O que estava e está errado no que vemos na Índia?
No primeiro momento podemos dizer que são os empresários de lá, que lucram com a exploração da mão de obra, outros dirão que a culpa está nos clientes, que com alto poder aquisitivo deveriam, em vez de gastar tanto, auxiliar na renda dos mais pobres. Outros ainda dirão que o problema está com os trabalhadores que não se articulam, e lutam pelos seus direitos. Alguns dirão que é a religião, outros a baixa escolaridade, usw..
 
Nada mais falso. Os indianos são mal remunerados e trabalham em condições precárias devido ao mercado de trabalho, desfavorável a eles. É duro dizer isso, mas é a realidade. De igual forma isto também ocorre no Brasil. Seguramente existem outros fatores.
- Sobram indianos sem capacitação alguma.
 
E eles estão ainda em uma situação pior que a nossa em termos de alfabetização, mas lá o ensino é parte da estratégia dos religiosos e também do Estado para desenvolver o país, enquanto que no Brasil até mesmo a escolha do Ministro da Educação na época da novela, face ao seu curriculum, o objetivo é a doutrinação, estamos nos afastando da liberdade, de dar garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado, em resumo, nos afastando da possibilidade de acelerarmos o nosso desenvolvimento e de promover a justiça, que não necessita do apêndice social, já que está implícita sua aplicação na sociedade.
 
E o que é pior, ainda na época da novela não aproveitamos uma conjuntura internacional que era favorável à Índia, à China, a República Popular da China e ao Brasil. E não vou fazer comparações com o Chile, seria covardia, em termos de educação, de liberdade, usw..
 
Os chilenos tiveram recentemente um governo socialista, que manteve todas as garantias de liberdade anteriormente conquistadas, e agora possuem um dos governos mais liberais das Américas, com forte investimento na educação e na garantia da liberdade econômica.
 
Isso não foi feito na Rússia e na Ucrânia, assim como em muitas novas repúblicas da antiga União Soviética, lá criaram um estado paralelo que é essencialmente corrupto. O antigo poder socialista de delação foi convertido no poder de infiltração, destruindo as instituições democráticas já no seu berço após a queda do socialismo.
O que estava e está errado no que vemos na Rússia?
 
Vladimir Vladimirovitch Putin, umpersonalidade que nos lembra o estilo de um José Dirceu, é o dono do poder desde que deixou de ser o Diretor do Serviço de Segurança Nacional da Federação Russa em 9 de agosto de 1999, é o melhor exemplo, foi ex-agente dos serviços secretos soviético e russo, da KGB e da FSB, respectivamente, uma rede de tráfico de poder e influência desde o fiscal do quarteirão até a infiltração e subversão em centenas de países, até mesmo com um braço no Corinthians Paulista durante muitos anos. Putin desde 1999 alterna-se nos cargos de Presidente e Primeiro-Ministro, sempre no centro das decisões de um Estado centralizador e corrupto, mas agora inserido no livre mercado. Inserido, mas não aberto ao livre mercado. Tal qual o Brasil.
 
A Índia aos poucos abandona o socialismo e se insere na economia de mercado, mas encontra o atraso na mentalidade do indiano o seu principal entrave.
 
O que estava e está errado no que vemos na África do Sul?
Além do passivo educacional e cultural, que ainda afastam, principalmente as populações negras, da liberdade, mas ela está no mínimo umas 20 posições a frente do Brasil em termos de liberdade. Nem mesmo lidera a África, está atrás de Cabo Verde, já que Cabo Verde é o segundo país africano ao sul do Sahara com mais liberdade econômica atrás do Botswana, segundo um estudo do "Wall Street Journal" e da "Heritage Foundation" dos Estados Unidos. 
 
O índice de "Liberdade Econômica", elaborado pelo jornal e pela instituição norte-americana, é um indicador construído com base em fatores que mais influenciam um enquadramento institucional favorável ao crescimento econômico e desenvolvimento de um país.
 
Ele procura estabelecer uma correlação positiva entre liberdade econômica e prosperidade, constituindo igualmente um indicador de referência e a mais profunda fonte de informação para investidores, executivos políticos e acadêmicos.
 
Na classificação de 2012 para África Cabo Verde integra o grupo restrito dos países "majoritariamente livres", que inclui Botswana, África do Sul, Rwanda, Mauritius e Uganda.
A nível mundial, Cabo Verde passou do 110º lugar que ocupava em 2001 para a 46ª posição em 2006 e regrediu para 66ª posição num universo de 161 países.
 
E a China, a República Popular da China? A China não é referencial para ninguém.
O MERCOSUL está fadado ao fracasso, é agora movido a ideologia (socialismo del siglo XXI) cujo ato de auto extinção foi o golpe da expulsão do Paraguay para admissão da República Bolivariana de Venezuela.
O problema agora é que o Brasil não está no Pacífico, quem sabe assim poderia integrar a Aliança do Pacífica.
 
Agora ficará evidente como a liberdade é que faz a diferença, teremos não apenas o Chile como referencial, mas um grupo de países que optaram pela liberdade e estão assim adquirindo a capacidade de criar uma zona de livre comércio.
 
Tomam parte México, Peru, Colômbia e Chile, com uma população equivalente a do Brasil e 33% do comércio da região. A Aliança do Pacífico é, por enquanto, um projeto, ainda que em avançada negociação, apoiado por entusiasmada declaração de intenções de engajados chefes de Estado.
 
Será formada por países que estão optando pela liberdade, todos com um desempenho melhor que a Venezuela, Brasil, Argentina e Bolívia, exceto o Uruguay, ainda sob a esfera da influência do Foro San Pablo, mas sem abandonar o compromisso com a liberdade, que foi o caso do Brasil, ou melhor que nunca foi o caso do Brasil, ao menos na história republicana.
 
E já assusta os empresários brasileiros, como se já não nos bastassem as ameaças internas de uma incompetência sem limites colocada a prova pelo peta¹ e sua terceirizada.
 
A Aliança do Pacífico deve nos servir de referencial, pois só não enxerga quem não quer, pois podemos ver na iniciativa aspectos que faltam na política comercial brasileira. Enquanto o Mercosul empaca em uma agenda de acesso a mercados típica do século passado, andinos e o México buscam seu lugar nas cadeias globais de produção.
E temos ainda a Costa Rica, sempre um referencial.
 
E o que assistimos, o Brasil perdendo liderança, deixa-se, por conta de uma subjugação política-ideológica, os brasileiros sendo comandados por Cuba, que inclusive quer nos impor mais de 6 mil “médicus”, como se precisássemos de fiscais de quarteirão.
Não sou economista, sou engenheiro (UFRJ) e administrador (UFPR), o que por certo nos dá outra visão do mundo. E como brasileiro atualmente sou subversivo.
 
Explicar o desenvolvimento de uma nação é relativamente fácil, é o caso das outras Chinas, de Formosa - República da China (Taiwan), de Singapura, de Hong Kong e de Macau, as duas últimas atualmente Regiões Administrativas Especiais da República Popular da China, isso desde 20 de dezembro de 1999. Macau e Hong Kong possuem administrações próprias, moedas próprias e uma economia liberal, razão do desenvolvimento. Macau inclusive faz uso da moeda do Tio Patinhas, a pataca.
 
Singapura deve configurar na relação, pois possui uma população formada por mais de 70% de chineses, dos vários grupos linguísticos chineses. Singapura é hoje um dos países mais desenvolvidos, com melhor qualidade de vida e seguros do mundo, e atente para importância desta informação. De igual modo o são Macau, Hong Kong e Taiwan.
 
Entender a China é difícil, pois de um lado temos nações que se destacam em termos da fiel observação à democracia, ao estado de direito e ao livre mercado, que são tendências mundiais para se obter o desenvolvimento, os indicadores de liberdade estão ai para provar isso, mas eles não são utilizados pelos nossos economistas governamentais e muito menos ensinados nas nossas escolas de economia. Mas temos a China, a República Popular da China, a qual está longe de ser uma democracia, uma nação onde se observa fielmente o estado de direito e o livre mercado.
 
Desde que iniciou suas reformas em 1978 o progresso da economia chinesa tem sido extraordinário. Nos últimos 35 anos seu produto interno bruto se expandiu a 9% por ano, o crescimento de seu comércio exterior cresceu 15% ao ano desde 1978 e o superávit comercial com os Estados Unidos é agora muito maior que o do Japão somado ao da Alemanha.
O extraordinário crescimento sustentado da economia chinesa por mais de três décadas é, sem lugar a dúvidas, uma das maiores transformações da economia e da política internacional.
A China, a República Popular da China se caracteriza atualmente:
 
a) A apropriação da tecnologia e conhecimento mundial a uma velocidade assustadora, mas isso não é citado pelos economistas governamentais e muito menos pelos sociólogos no Brasil.
 
b) A atenção das economias para o crescimento chinês e seu potencial, atraindo investimentos de grandes grupos transnacionais, como exemplo a Volkswagen¹, hoje o maior conglomerado automobilístico na China, na República Popular da China, e no mundo.
 
c) Alto investimento em educação fundamental.
 
d) A “vantagem comparativa” enormes reservas de mão de obra barata a converteu num centro, por excelência, da produção manufatureira a nível mundial, sendo considerada como a “oficina do mundo” como se denominava a Inglaterra depois da Revolução Industrial;
e) Ausência de direitos civis e de reivindicação. Baixa ou praticamente nula atividade sindical, onde as relações de trabalho são compensadas pelas partes ou pelo consenso entre licenciadores e fabricantes, onde normas como a SA 8000, AA 1000 e a ISO 26000 se destacam. Mas é importante citar que nem sempre uma legislação trabalhista traz vantagens, pois em todo mundo tem sido um dos maiores entraves ao desenvolvimento devido a baixa flexibilização e elevada resistência a mudanças, como exemplo a legislação trabalhista junto as montadoras tradicionais nos Estados Unidos, na indústria em geral na França, ou ainda pior, a legislação trabalhista brasileira que ainda está pautada na legislação fascista italiana do início do século passado e que aqui joga na informalidade mais da metade dos trabalhadores brasileiros, mas isso não é citado pelos economistas e muito menos pelos sociólogos no Brasil.
 
f) Baixa burocracia governamental, mas isso não é citado pelos economistas e muito menos pelos sociólogos no Brasil.
 
g) Alto investimento em tecnologia militar, que é e sempre foi, em todo mundo, a locomotiva do desenvolvimento científico e tecnológico, mas isso não é citado pelos economistas e muito menos pelos sociólogos no Brasil.
 
h) Alto investimento em infraestrutura.
i) Uma economia com excessiva dependência de um modelo industrial e de exportações o qual requer uma produção em escala crescente.
 
j) Elevados impactos ambientais, com a geração de passivos ambientais incalculáveis, pois a fim de fazer avançar o desenvolvimento nacional por trilhas bem delineadas, a China, a República Popular da China está dando mais atenção a um modelo de desenvolvimento rápido, a qualquer custo, mas isso não é citado pelos economistas e muito menos pelos sociólogos no Brasil.
 
k) Concessão de crédito abundante no mercado internacional, já que detém enormes reservas que o governo chinês vem acumulando com sucesso aliado a um processo de desvalorização do yuan, mas isso também não é citado pelos economistas e muito menos pelos sociólogos no Brasil.
 
¹ A Volkswagen é hoje a maior montadora mundial, superando a GM. A Volkswagen Aktiengesellschaft ou somente Volkswagen AG tem como seu principal acionista a família Porshe, o estado da Baixa Saxônia e o Catar (Qatar) e uma infinidade de investidores, e ela, a Volkswagen, é dona das seguintes marcas e organizações, que somam mais de 340 organizações em todo o mundo:
* Audi
* Bentley Motors – a marca Rolls-Royce pertence ao grupo alemão BMW
* Bugatti
* Lamborghini
* Porsche
* Ducati
* SEAT
* Suzuki Motor
* Škoda
* Scania
* MAN
 
A Volkswagen segue firme e forte em sua meta de manter-se como a maior fabricante de automóveis do mundo. Das dez novas fábricas em construção no mundo, sete estão na China, o que está a exigir um investimento superior a R$ 50 bilhões. Portanto serão 19 fábricas na China, nos próximos anos que com certeza contribuirão para manter a atual participação da empresa no mercado chinês.
 
A título de curiosidade, no Brasil são apenas 6 fábricas da Volkswagen, embora tenha sido a primeira a se instalar de fato no Brasil, isso contando com as fábricas da Scania e da MAN, assim como a fábrica de motores em São Carlos/SP.
 
O país é uma máquina de produzir como nunca se viu outra igual. Uma máquina que mistura características do comunismo, o que agrada e muito os que nutrem simpatias pelo socialismo e pela elevada intervenção na economia por parte dos burocratas em Brasília e do capitalismo, o que os desagrada e muito.
Mistura, portanto, baixos salários, partido único, ausência de movimentos sindicais, com a busca pela produtividade, meritocracia, capital abundante, atração de estrangeiros e investimento em capital humano.
 
05 de junho de 2013
Gerhard Erich Boehme é Engenheiro.

COMBATE AO FUMO

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Número de fumantes na China é um dos altos do mundo (Reprodução/Internet)

Países onde o número de fumantes continua a crescer

Pesquisa mostra que o hábito de fumar cai em alguns países, mas cresce em outros

     
No dia 31 de março, o mundo celebrou o Dia Internacional Sem Tabaco. Durante os últimos 20 anos, leis de combate ao fumo vêm surtindo efeito em diminuir o hábito em diversos países. Contudo, entre a população de alguns países o hábito de fumar não só persiste, como aumenta.

Um levantamento feito pela empresa de pesquisa ERC mostrou que o número de fumantes no mundo aumentou para 5,9 trilhões em 2012, número superior aos 5,1 trilhões registrados em 1990. Em parte, esse aumento se deve ao aumento da população mundial.

Mas enquanto a taxa de fumantes cai em alguns países, outros aumentam o consumo, equilibrando assim a taxa global. Na Europa ocidental, a taxa de fumantes por pessoa caiu 42% no ano passado. Leis antifumo também fizeram o número de fumantes cair em 70% no Panamá.

Já na China, 1,3 bilhões de pessoas compram mais maços de cigarro do que em qualquer outro país do mundo. Desde 1990, o número de fumantes no país aumentou 30%. Líbano e Mianmar também seguem a mesma tendência. A Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que o fumo responde por 10% das mortes de adultos no mundo.


05 de junho de 2013

PETIÇÕES ONLINE GANHAM FORÇA COMO INSTRUMENTOS DE PRESSÃO

   
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Em 21 de maio o Change.org anunciou ter recebido uma doação de US$ 15 milhões (Reprodução/Internet)
Campanhas na internet

Campanhas online estão se tornando uma nova forma de fazer democracia


O site de petições públicas Change.org recebe cerca de 20 milhões de visitantes únicos por mês, o que o torna um dos maiores sites de campanhas na internet (sites semelhantes incluem Causes, Upworthy e MoveOn).

Lançado em 2007, o Change tem um histórico de vitórias impressionante. Acolheu petições que ajudaram a garantir cuidados de saúde a vítimas de intoxicação alimentar em uma base do exército americano, combater um esquema de corrupção nos serviços de emissão de carteiras de habilitação na Índia, avançar os direitos das mulheres japonesas da equipe olímpica de futebol e convencer autoridades em Belarus a investigar casos de crueldade animal.

Críticos argumentam que o site Change.org não venceu essas batalhas sozinho e que algumas de suas petições mais populares não surtiram efeito algum. Os bancos Barclays e Citibank, por exemplo, foram pressionados por 570 mil signatários a "condenar o projeto de lei que defende a matança de gays em Uganda", mas nada aconteceu. Outros 430 mil signatários demandam, inutilmente, que a China liberte Xiu Xiaobo, o vencedor do prêmio Nobel condenado a 11 anos de prisão por subversão ao poder do Estado.

No entanto, o modelo de negócios da empresa pode ter uma influência mais duradoura do que qualquer uma de suas petições individuais. Ao contrário de sites semelhantes, o Change é uma empresa com fins lucrativos. A maioria das pessoas não paga para criar campanhas e usar o site, mas ele também oferece um serviço pago a clientes que quiserem criar campanhas patrocinadas para atingir determinados públicos-alvo.

Em 21 de maio o Change.org anunciou ter recebido uma doação de US$ 15 milhões da Omidyar Network, uma empresa de filantropia financiada por Pierre Omidyar, fundador do eBay. O dinheiro deve ajudar a empresa a atingir sua meta de transformar campanhas e a captação de fundos na internet em algo mais próximo a uma ciência exata.

05 de junho de 2013

Fontes: The Economist - Any Requests?

BRASIL PRESSIONA PAÍSES VIZINHOS A BARRAR HAITIANOS

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Polícia Federal detém haitianos que, atraídos por promessas de emprego, tentaram entrar ilegalmente no Acre (Reprodução/Internet)

Combate à imigração

Sob pressão do governo brasileiro, países da região amazônica aumentam a fiscalização e deportação de haitianos que seguem para o Brasil

     
Pressionados pelo governo brasileiro, países vizinhos, usados como corredor de acesso para o Brasil, estão aumentando a detenção e deportação de haitianos que tentam chegar ao país.

Só nos últimos meses, chegou a mil o número de haitianos detidos e deportados na fonteira do Brasil. Em apenas dois meses, foram deportados 320 haitianos com documentos falsos. Estima-se que 2,1 mil tenham conseguido entrar ilegalmente no país. O Acre reclama da falta de estrutura para receber os imigrantes, que chegam ao estado após cruzar o Equador e o Peru.

Pressionado pelo governo brasileiro, o Peru aumentou a fiscalização da fornteira. De janeiro a abril deste ano, o país já deteve 679 haitianos que seguiam para o Brasil. O governo brasileiro vem se esforçando para convencer a República Dominicana e países da região amazônica a aumentar o controle do fluxo de haitianos e combater os esquemas montados por máfias que tentam atrair imigrantes para o Brasil com promessas de emprego.

Enquanto isso, Kristalina Georgieva, ministra da Europa para Cooperação Internacional e Ajuda Humanitária, pede para que países latino-americanos abram as portas aos imigrantes do Haiti, país mais pobre do Ocidente. "Gostaria de pedir aos países da região que recebessem esses haitianos, inclusive porque parte do salário deles será destinado justamente para suas famílias em seu país de origem, ajudando na reconstrução do Haiti", disse a ministra.

No mês passado, o primeiro-ministro haitiano, Laurent Lamonthe, veio ao Brasil na esperança de atrair investimentos para o Haiti. Durante a visita, Lamonthe afirmou que o Brasil pode ajudar o país a se recuperar e que o momento é bom para empresas brasileiras que desejam investir no Haiti. "Temos vários desafios a superar, e o Brasil pode nos ajudar. Precisamos deixar de receber apenas ajuda estrangeira e começar a receber investimentos privados. Existem ótimas oportunidades de investimentos no Haiti para empresas brasileiras", garantiu o primeiro-ministro.

05 de junho de 2013
Fontes: Estadão-Brasil pede, e vizinhos barram haitianos, Fiesp-‘Brasil tem capacidade de transformar o Haiti’, diz primeiro-ministro do país na Fiesp
 

ESPECIALISTAS SE ESPANTAM COM AS FRAUDES NA PROPAGANDA CHINESA E NORTE-COREANA


 
Três líderes comunistas de Lihong pairando sobre uma estrada nova
Três líderes comunistas de Lihong pairando sobre uma estrada nova
Especialistas franceses em contra-informação estão intrigados com a capacidade da China em produzir fotos falsas tão primitivas, observou “The Atlantic”.

A falsificação de informações com finalidades de propaganda ou de enganar o adversário é tão velha como a guerra e a política. Mas, em todas as épocas, os falsificadores tentaram produzir fraudes “perfeitas”.

A tecnologia digital introduziu recursos que pareciam tornar inevitáveis esses falsos “perfeitos”. Foram então criados programas especiais para detectar as deturpações. Eles são utilizados pelos serviços de contra-espionagem e contrapropaganda.

Contudo, especialistas ocidentais já não conseguem entender o primitivismo das “falsidades” que são passadas desinibidamente ao Ocidente pela China e pela sua dependente, a Coréia do Norte.

Há dois anos, um jornal da cidade de Lihong, na província de Sichuan, publicou uma foto de três chefes de governo local literalmente levitando sobre uma estrada nova. A notícia devia provar que os três inauguraram uma nova estrada asfaltada, mas resultou contraproducente.

Em dezembro de 2012, a agência de notícias oficial Xinhua distribuiu à imprensa uma foto do novo primeiro-ministro Li Keqiang visitando uma favela em sinal de seu interesse pelos pobres. Tão grosseira era a trapaça que ela foi tirada do ar sem explicação logo depois de denunciada.

Primeiro-ministro Li Keqiang "visitando uma favela"
Primeiro-ministro Li Keqiang "visitando uma favela"
Essas falsificações são cuidadosamente preparadas por agentes do Partido Comunista. Se eles errarem prejudicando os chefes, poderão acabar nos piores campos de concentração.

Mais uma nova razão para não falharem é a multiplicação das redes sociais, que permitem denunciar as adulterações quase sem dar tempo à censura policial.

A Coréia do Norte bateu todos os recordes de falcatrua digital publicando cenas de desembarque de suas forças navais, exibição de mísseis, etc., segundo o jornal virtual Slate.

As fotos apresentadas pela agência oficial KCNA mal resistiram a uma análise de programas como o Tungstène, utilizado pelos ministérios de Defesa e do Interior franceses.

Uma flotilha de aerodeslizadores desembarcava várias unidades de infantaria num exercício de lançamento de mísseis, observados pelo líder máximo Kim Jong-un rodeado de generais.

Nada de crível havia nas fotos oficiais. Nem dava para saber quantos aerodeslizadores houve na foto original, nem mesmo se eles estavam em condições de funcionar, ou até se existiram.

Foto trucada apresenta "flotilha de aerodeslizadores"
A informação digital foi de tal maneira manipulada, truncada e multiplicada, que se autodestruiu, explicou Roger Cozien, dirigente de eXomaKina e criador do programa Tungstène.

Talvez neste caso a manipulação das imagens visasse enganar a população norte-coreana sobre o suposto poderio da ditadura marxista. Mas como explicar todo o resto?

A agência oficial Korean Central News Agency (KCNA), fonte única de informações nesse país, publicou no jornal oficial do Partido dos Trabalhadores, Rodong Sinmun, fotos do ditador “ratificando o plano de golpes estratégicos das forças armadas revolucionárias durante uma reunião de emergência” no alto comando norte-coreano. A fraude também não resistiu à primeira análise.

Estudos semelhantes apontaram montagens em fotos de manifestações populares de massa apoiando o ditador socialista.

Outrora, as agências de noticias ocidentais não difundiam fotomontagens excessivamente grosseiras. Hoje, porém, deixam-nas passar cada vez mais, em benefício da guerra psicológica movida contra o mundo ocidental.
 
05 de junho de 2013
pesadelo chinês, um blog proibido na China

IMPOSTOS... PARA QUÊ?

CUECAS, FORTUNAS E MAIS UM POSSÍVEL ESCÂNDALO PETISTA


 
Paulo Maluf Lula e o PT Corrupto

Pois é, quase desprezada pela “grande imprensa” a prisão de dois homens com 500 mil reais em suas cuecas no aeroporto internacional de Brasília tem tudo para render mais um grande escândalo envolvendo José Dirceu e o PT.

Mesmo tendo o suposto dono da fortuna se apresentado e negado veementemente qualquer ligação com políticos ou alguma origem ilícita do dinheiro, afirmando inclusive que os R$500 mil eram “um troco” destinado à compra de um imóvel no Rio de Janeiro, pois ele era muito rico e só o seu relógio valia R$120 mil; Eduardo Lemos (o suposto dono da grana) na verdade tem fortíssimas ligações políticas.

É sabidamente ligado ao grupo petista liderado por José Dirceu e já esteve envolvido no episódio do Mensalão. Escolhido pelo PT como gerente de investimentos do Fundo de Pensão da CEDAE (RJ), Eduardo Lemos foi condenado pela Comissão de Valores Imobiliários por fraudes cometidas nesse fundo.

Suas ligações com o PT são tão óbvias que fica difícil acreditar na versão da compra do tal imóvel. Chega a ser ridículo imaginar alguém assumindo o risco de perder tal valor enviando esse volume de dinheiro em espécie por enormes distâncias para a compra de algum bem, quando bastaria uma simples transferência bancária totalmente segura.

Mesmo que se queira escapar de um possível rastreamento do dinheiro e o objetivo seja mascarar uma operação ilícita, muito mais sensato seria transferir o dinheiro para uma conta própria e sacá-lo “na boca do caixa” na própria localidade de destino, reduzindo-se enormemente os riscos de um assalto durante o deslocamento por dois estados. Por mais rico que Eduardo Lemos afirme ser, ninguém rasga dinheiro assumindo riscos desnecessários.

Isso tudo e as ligações verdadeiramente íntimas de Eduardo Lemos com a cúpula petista só nos fazem pensar qual seria o real objetivo dessa fortuna “encuecada” e destinada ao Rio de Janeiro. Curiosamente ou não, a época da apreensão da “cuecada” coincide com o início da atual crise entre o PT e o PMDB carioca e as tentativas do PT de acalmar os ânimos e evitar a perda de apoio do governador Sérgio Cabral e sua claque.

Especulações a parte e seja lá qual for o destino real ou imaginário dado ao dinheiro, só uma verdade salta aos olhos: O PT adora cuecas recheadas e não para de aprontar ou sequer se intimida diante da sucessão de escândalos que envolvem seus membros e seus aliados (ou seriam comparsas?).
E você, o que pensa disso?

05 de junho de 2013
Arthurius Maximus

A GRANDE VIGÍLIA EM HONG KONG RELEMBRA MASSACRE DE TIANANMEN E PEDE LIBERDADE


 
Vigília pode ser a maior da história de Hong Kong por Tiananmen
Vigília pode ser a maior da história de Hong Kong por Tiananmen

Um número impressionante de público compareceu ao Victoria Park de Hong Kong, para participar da vigília anual a luz de velas que indicia o regime comunista da China pelo desrespeito aos direitos humanos.

Também e em ponto maior, a vigília marcou o 24º aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial, ou Tiananmen, em Pequim.


O número dos presentes pode ter superado o do ano passado (mais de 180.000 pessoas) malgrado a persistente chuva.

As autoridades se recusaram a fornecer estimativas, porque a primeira vista as restrições impostas desde Pequim não surtiram todo o efeito desejado.

De acordo com o “The New York Times”, a Igreja Católica está assumindo um papel crescentemente ativo na oposição as leis de segurança interna de Hong Kong.

Hong Kong: chuvas não impediram participação massiva
Chuvas não impediram participação massiva
 
Estas leis estão cada vez mais semelhantes às que escravizam o povo chinês no resto do continente.

A Igreja tem sobradas razões e experiências para apontar que essas “normas de segurança” visam principalmente limitar a liberdade de expressão e de religião.

O Cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong e um líder moral do catolicismo na cidade, vêm angariando muitas simpatias.

A população gosta de suas críticas abertas à legislação da cidade entalhada pelas injunções de Pequim.

A Igreja Católica organizou uma vigília de orações na mesma noite precedendo à vigília a luz de velas no Victoria Park.

Catolicismo autêntico está no cerne dos  protestos
Catolicismo autêntico está no cerne dos  protestos
 
O crescimento do catolicismo, especialmente o autêntico fiel ao Papado, está como que enlouquecendo aos ditadores comunistas e seus colaboradores “católicos progressistas” do continente e do Ocidente.

Estes sonham com uma “distensão” que até o momento se revelou poderoso instrumento para desarmar os católicos e consolidar a opressão do Partido Comunista sobre clero e fiéis.

Alguns residentes de Hong Kong que participaram da vigília noturna relembraram com emoção a brutalidade da repressão na Praça Tiananmen (Paz Celestial)

Tiananmen: heroísmo não é esquecido
 
Tiananmen: heroísmo não é esquecido
A nomenklatura de Pequim faz questão de acobertar esse massacre como se fosse sua própria obra.

Na China, a censura socialista suprimiu a maioria das mensagens e posts que faziam menção à data na Internet.

Nos dias 3 e 4 de junho de 1989, a China ordenou que as tropas abrissem fogo contra manifestantes que realizavam um ato pró-democracia havia meses, sob liderança estudantil.

Ditadura socialista nunca revelou o número dos mortos
 
Ditadura socialista nunca revelou o número dos mortos
Centenas deles foram mortos. Fala-se entre 1.000 e 6.000, porém o governo jamais forneceu uma cifra confiável.

Os tanques do Exército Vermelho passaram por cima dos manifestantes pela democracia e pela paz.

No ano passado, o evento no Vitória Park, que vem se realizando desde 1989, reuniu 180 mil pessoas, um número recorde.
 
05 de junho de 2013
in pesadelo chinês