Artigos - Aborto
Na semana passada, o governo de Dilma Rousseff foi pressionado pelo CEDAW (Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres) sobre um número alegado de 200.000 mortes de mulheres a cada ano por causa do aborto ilegal no Brasil. As representantes do Brasil não mostram nenhuma disposição de questionar esse número patentemente inflado.
Dados oficiais do governo brasileiro mostram que 146 mulheres, cuja gravidez terminou em aborto, morreram em 1996. Em 2004, 156 mulheres morreram.
Onde foi que o CEDAW arranjou a estatística extravagante de 200.000 mortes?
Das ONGs feministas brasileiras financiadas por instituições americanas pró-aborto como as Fundações MacArthur, Rockefeller e Ford, que geralmente patrocinam o treinamento pró-aborto de líderes feministas do Brasil, de modo que elas não estejam em descompasso com as feministas americanas em manobras de linguagem, estatísticas e ações políticas e legais.
Depois desse treinamento, elas estão prontas para avançar para ocupações governamentais e não governamentais, e muitas delas estão hoje no sistema da ONU ecoando insanidades ideológicas do Primeiro Mundo com uma voz “brasileira”.
O CEDAW cobrou as representantes brasileiras acerca dessa estatística elevada, perguntando: “O que é que vocês vão fazer com esse problema político enorme que têm?” O CEDAW também deixou claro que acredita que a criminalização do aborto está ligada à alta taxa de mortes por ano.
Essa foi uma “pressão” excelente e oportuna, pois o governo brasileiro tem toda disposição do mundo, ideológica e outras, para resolver “esse problema político enorme”. Dilma Rousseff, “ex-membro de uma organização terrorista comunista que lutava para derrubar o governo do Brasil nas décadas de 1960 e 1970, tem um histórico de apoio à descriminalização do aborto antes de sua corrida presidencial”.
Contudo, ela se viu forçada a assinar um documento de compromisso de não apresentar legislação abortista ou homossexualista durante seu mandato presidencial para elevar seus números cada vez mais baixos nas pesquisas eleitorais depois que os cristãos começaram a alertar a população sobre o histórico dela.
Por causa desse documento de compromisso, ela tem algumas dificuldades para resolver “esse problema político enorme”. Mas isso não a impediu de nomear Eleonora Menicucci como ministra das mulheres. Menicucci, que liderou a delegação do Brasil para “enfrentar” o CEDAW, é amiga de Dilma Rousseff e esteve encarcerada com ela na década de 1970, quando elas foram presas por terrorismo.
Menicucci era membro de um grupo feminista e foi treinada, na Colômbia, para realizar abortos. Ainda que o aborto seja ilegal no Brasil (exceto em caso de estupro e risco de vida para a mãe), ela se gabou de que ela mesma teve dois abortos propositados.
Não foi um desprazer para ela se encontrar com suas amigas feministas do CEDAW, que deixou claro que o CEDAW “não pode defender o aborto”. Apesar disso, Magaly Arocha, do CEDAW, disse à delegação brasileira: “As mulheres vão abortar. Essa é a realidade”.
O documento oficial da ONU disse: “Os abortos inseguros no Brasil são uma questão de grande preocupação para esse Comitê [para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres], que já recomendou que o Brasil descriminalize o aborto”.
Para acalmar suas camaradas abortistas na ONU, o relatório de Menicucci explicou a tentativa do governo de esmagar um projeto de lei que defende a vida chamado Estatuto do Nascituro, que proibiria o assassinato de crianças em gestação em todas as circunstâncias.
O CEDAW também se queixou para a delegação brasileira de que “dá para se ver práticas discriminatórias… de casamento na legislação e quis uma explicação”. Mas a resposta brasileira oficial assegurou que o governo vem adotando medidas para eliminar as “desigualdades”: “Importantes realizações estão sendo feitas por meios judiciais, principalmente o Supremo Tribunal Federal, que permitiu que duplas de mesmo sexo registrassem sua união civil homossexual”.
Uau! A prioridade do CEDAW, como agência da ONU para “ajudar” as mulheres, é avançar o “casamento” homossexual e o aborto! Não é de surpreender que o mesmo CEDAW que está avançando uma ideologia feminista radical seja um feroz inimigo do Dia das Mães. O CEDAW odeia todo traço original de características femininas. O CEDAW quer as mulheres em 50% de todas as ocupações masculinas, inclusive as forças armadas. O CEDAW odeia as mulheres em papéis femininos.
O CEDAW se queixou de que o Brasil tem um número pequeno de mulheres no Congresso Nacional. O ideal da ONU, é claro, seria 50%, mas pode ter certeza de que a ONU não ficaria contente se tais mulheres se parecessem com Madre Teresa de Calcutá. A mulher ideal para a ONU é como Eleonora Menicucci, com um histórico de abortos, treinamento para realizar abortos, terrorismo comunista e uma vida sexual promíscua. Com tais mulheres, o Congresso Nacional e Dilma nunca mais terão problema alguma para avançar o feminismo, o aborto, o homossexualismo e outras ideologias aprovadas pela ONU.
O CEDAW também elogiou muito a Lei Maria da Penha, uma lei contra violência doméstica. Qualquer mínimo ato violento de um marido ou parceiro pode acarretar penalidades duras contra eles. Contudo, em atos violentos entre mulheres e crianças em gestação, não existe nenhuma Maria da Penha para proteger as crianças de violência e assassinato, que são suavizados e transformados em direito. Se os homens adotassem semelhante insanidade, eles poderiam receber da ONU um “direito” de matar mulheres. E com tal insanidade em andamento, a preocupação prioritária da ONU seria o assassinato de mulheres como “direito”.
A realidade é que a preocupação prioritária do CEDAW com a delegação brasileira foi como descriminalizar o assassinato de bebês em gestação por meio do aborto!
Havia um interessante jogo entre o Brasil e a ONU. Menicucci e o CEDAW queriam defender o aborto abertamente, mas ambos recorreram a uma linguagem malandra para expressar seus sentimentos ideológicos.
O relatório brasileiro para CEDAW se queixou: “O afastamento de posições conservadoras em relação ao papel de homens e mulheres em nossa sociedade está ocorrendo mais lentamente do que se desejaria”.
As opiniões conservadoras da maioria dos brasileiros, principalmente mulheres, estão impedindo Dilma e Menicucci de serem livres para impor suas opiniões pessoais e ideológicas em todas as mulheres brasileiras e outros brasileiros.
De forma semelhante, as opiniões conservadoras da maioria das mulheres e nações estão impedindo a ONU de ser livre para impor suas opiniões pessoais e ideológicas no resto do mundo.
Mesmo assim, com jogos de palavras e linguagem malandra sobre “direitos”, eles esperam alcançar o que com honestidade e números corretos jamais poderiam alcançar.
Julio Severo
23 Fevereiro 2012
Versão em inglês deste artigo: Abortion games between Brazil and UN.
Também publicado em LifeSiteNews.
Um painel político do momento histórico em que vivem o país e o mundo. Pretende ser um observatório dos principais acontecimentos que dominam o cenário político nacional e internacional, e um canal de denúncias da corrupção e da violência, que afrontam a cidadania. Este não é um blog partidário, visto que partidos não representam idéias, mas interesses de grupos, e servem apenas para encobrir o oportunismo político de bandidos. Não obstante, seguimos o caminho da direita. Semitam rectam.
"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
CNJ MIRA CONTRACHEQUES EXCEPCIONAIS DE MAGISTRADOS PARA PEDIR DEVOLUÇÕES
Por Fausto Macedo, no Estadão:
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer saber quais índices de correção foram aplicados por Tribunais de Justiça estaduais e os períodos contemplados para calcular contracheques excepcionais concedidos a juízes e a desembargadores. Se identificar pagamentos irregulares, o CNJ poderá propor sanção com base no estatuto do servidor público, que prevê desconto em folha daquela quantia indevidamente creditada na conta dos magistrados.
O artigo 46, parágrafo 1.º, do estatuto disciplina que reposições e indenizações serão previamente informadas ao servidor para pagamento no prazo máximo de 30 dias, podendo ser parceladas a pedido do interessado. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a 10% da remuneração, provento ou pensão.
Oficialmente, a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, não se manifestou sobre a busca aos índices de correção aplicados pelos tribunais. Mas é certo que o CNJ quer detalhes sobre a composição dos holerites especiais, quais benefícios foram incluídos na conta e, principalmente, se eles obedeceram ao prazo prescricional, cujo limite é de cinco anos. Em dezembro, o CNJ havia iniciado investigação na folha salarial do TJ de São Paulo para identificar créditos extraordinários e o patrimônio dos juízes.
(…)
23 de fevereiro de 2012
Por Reinaldo Azevedo
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer saber quais índices de correção foram aplicados por Tribunais de Justiça estaduais e os períodos contemplados para calcular contracheques excepcionais concedidos a juízes e a desembargadores. Se identificar pagamentos irregulares, o CNJ poderá propor sanção com base no estatuto do servidor público, que prevê desconto em folha daquela quantia indevidamente creditada na conta dos magistrados.
O artigo 46, parágrafo 1.º, do estatuto disciplina que reposições e indenizações serão previamente informadas ao servidor para pagamento no prazo máximo de 30 dias, podendo ser parceladas a pedido do interessado. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a 10% da remuneração, provento ou pensão.
Oficialmente, a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, não se manifestou sobre a busca aos índices de correção aplicados pelos tribunais. Mas é certo que o CNJ quer detalhes sobre a composição dos holerites especiais, quais benefícios foram incluídos na conta e, principalmente, se eles obedeceram ao prazo prescricional, cujo limite é de cinco anos. Em dezembro, o CNJ havia iniciado investigação na folha salarial do TJ de São Paulo para identificar créditos extraordinários e o patrimônio dos juízes.
(…)
23 de fevereiro de 2012
Por Reinaldo Azevedo
A FALSA BOA IDÉIA DO SENADOR ROY BARRERAS
Internacional - América Latina
Quem tem interesse em pôr um sinal de igualdade entre os que assaltaram e destruíram o Palácio da Justiça, e os que defenderam o Estado democrático?
O senador Roy Barreras brinca de quê, com sua proposta sobre o caso do Coronel Alfonso Plazas Vega?
O legislador do partido da U pretende que a recente proposta do ex-presidente Álvaro Uribe, de votar uma reforma constitucional que ponha fim à injustiça que se está cometendo contra o Coronel Alfonso Plazas Vega e contra o General Jesús Armando Arias Cabrales, condenados a longas penas de prisão por sua atuação na defesa do Palácio da Justiça em 1985, em julgamentos onde se violam todas as regras do Direito e onde se empregaram provas falsas, “não é viável, como tampouco o é a idéia de uma lei de ponto final, perdão e esquecimento”.
Roy Barreras estima que os “padrões internacionais”, quer dizer, os obscuros preceitos estrangeiros ante os quais nossa Constituição deve se ajoelhar, tampouco o permitem. Para Roy Barreras, a única saída é aplicar a esses altos oficiais a chamada “justiça transicional”.
Porém, quem disse que esses oficiais estão buscando leis de “ponto final” que os favoreçam, ou que se dite um decreto de anistia, ou que se invente alguma saída de “perdão e esquecimento” para eles? Não, eles pedem outra coisa, muito mais saudável e direta: que a justiça colombiana cumpra com o seu dever, que revise as sentenças e que os tribunais de instância atuais, com a legislação vigente, os declare inocentes. Eles não estão pedindo que lhes façam favores, nem que se façam equilibrismos com seus processos, nem que se improvise uma legislação de circunstância para tirá-los da prisão pela porta de trás.
Eles são cidadãos que, a justo título, se sabem inocentes, pois sua atuação no Palácio de Justiça foi legal e seus advogados o provaram de maneira reiterada nos processos. Eles pedem que as instâncias judiciais colombianas corrijam os erros e ilegalidades que certos operadores judiciais cometeram contra eles e os declare inocentes. “Não necessito anistias, senão minha absolvição”, disse o Coronel Plazas a um jornal de Bogotá em 8 de fevereiro de 2011. Não é muito digna de respeito essa atitude?
Porém, como o senador Barreras não acredita na inocência desses heróis da República, ele propõe-lhes tão-só uma hipotética “rebaixa de penas”, como diz El Espectador (8 de fevereiro de 2012). O parlamentar propõe que a sorte desses oficiais fique dependendo dele, de seu projeto de reforma que se tramita no Congresso e que ele chama de “marco legal para a paz”.
“Mesmo sendo culpados, merecem uma solução jurídica no marco da justiça transicional. E na hipótese de ser inocentes, o que merecem é voltar à sua casa”, diz Roy Barreras. Esse enfoque é confuso. Na hipótese de ser inocentes? O senador não viu o que revela o magistrado Herminsul Darío Lara Acuña em seu salvamento de voto? Não viu como os dois outros operadores, Alberto Poveda e Fernando Pareja, cruzaram a linha vermelha ao assinar uma sentença perversa e demente, por ser político e anti-jurídico, onde reutilizam provas descartadas por todo mundo (inclusive duas juízas: María Stella Jara e María Cristina Trejos) e onde pretendem impor sanções que não existem em Direito e a pessoas que não estavam sendo julgadas?
Se acreditasse na inocência deles, o senador Barreras não anteporia seus interesses pessoais (levar adiante seu inconveniente projeto de “justiça transicional”), senão que pediria, como fazem milhares de colombianos, que a Corte Suprema de Justiça volte ao bom caminho e faça respeitar a lei.
O texto de Roy Barreras aprovado até hoje em comissões, não oferece nada aos militares pois só protege, como diz a imprensa, “os grupos armados ilegais que se acolham a um processo de negociação”. Teria que re-discutir o projeto, voltar ao texto inicial que incluía os chamados “atores do conflito”, dentro dos quais ele inclui erroneamente os militares e policiais da Colômbia. Interpretando as declarações do senador Barreras, El Espectador concluía: “Isso sim, a justiça trasicional se aplicaria para os militares em troca da verdade, por exemplo, dizer onde estão os desaparecidos do Palácio. Em troca, terão redução de penas”.
Vê-se que por detrás de tudo isso, o que há é um pedido dissimulado de que os inculpados digam “onde estão os desaparecidos”. Eles, todavia, falaram muito claro a respeito. A história dos “desaparecidos” é uma lenda fabricada pelo M-19. O senador Barreras deveria se atualizar a respeito e lançar essa pergunta ao Ministério Público, pois é em seus subterrâneos onde estão, há anos, os corpos desses “desaparecidos”, como explicou o doutor José Vicente Rodríguez Cuenca, chefe de antropologia forense da Universidade Nacional de Bogotá.
A justiça transicional parte de um princípio muito discutível: os “atores do conflito” são culpados ou não, mas isso não é central. Todos eles acabam não sendo julgados, nem punidos, nem absolvidos, em virtude de uma certa “filosofia” que pretende que “a sorte do criminoso importa pouco”, enquanto o que conta é “resolver o conflito”, “atender à vítima”, reconciliá-la com seu verdugo, para que façam as pazes. É uma justiça excepcional, “de reparação”, dizem, cujo objetivo não é a justiça em si, senão chegar a um novo modus vivendi, que permita fazer a transição entre uma guerra civil e um apaziguamento. É uma “justiça” que pode ser aplicada por magistrados e por não magistrados.
Essa justiça é um artefato recente que se aplica (com resultados medíocres) em alguns países africanos que tiveram genocídios e matanças imensas, e guerras civis verdadeiras, e onde a justiça é rudimentar ou inexistente e os atos criminosos não são investigados ou quase, pois o tempo passou e a desordem institucional foi enorme. Então, essa “justiça” deixa as pessoas sem processo, tanto as inocentes quanto as culpadas. É o que fizeram ou tratam de fazer em Uganda (primeiro país onde foi experimentada essa “justiça” em 1974), na África do Sul, Ruanda, República Democrática do Congo, Burundi, Ghana e Serra Leoa.
Quem pode estar interessado em que os militares que salvaram o país em 1985 recebam esse tratamento e não recebam uma sentença que os declare, por fim, inocentes? Quem tem interesse em que as aberrações judiciais de hoje não sejam objeto de sanções? Quem tem interesse em pôr um sinal de igualdade entre os que assaltaram e destruíram o Palácio da Justiça, e os que defenderam o Estado democrático? Os heróis militares têm direito a uma verdadeira declaração de inocência e a atos de reparação por parte de um tribunal colombiano. Esse direito não pode ser trocado por uma saída exótica, pela metade, originada em uma legislação digna de países onde não houve Direito, nem Estado de Direito, ou onde este foi derrubado de verdade.
Eduardo Mackenzie,
22 Fevereiro 2012
Tradução: Graça Salgueiro
Quem tem interesse em pôr um sinal de igualdade entre os que assaltaram e destruíram o Palácio da Justiça, e os que defenderam o Estado democrático?
O senador Roy Barreras brinca de quê, com sua proposta sobre o caso do Coronel Alfonso Plazas Vega?
O legislador do partido da U pretende que a recente proposta do ex-presidente Álvaro Uribe, de votar uma reforma constitucional que ponha fim à injustiça que se está cometendo contra o Coronel Alfonso Plazas Vega e contra o General Jesús Armando Arias Cabrales, condenados a longas penas de prisão por sua atuação na defesa do Palácio da Justiça em 1985, em julgamentos onde se violam todas as regras do Direito e onde se empregaram provas falsas, “não é viável, como tampouco o é a idéia de uma lei de ponto final, perdão e esquecimento”.
Roy Barreras estima que os “padrões internacionais”, quer dizer, os obscuros preceitos estrangeiros ante os quais nossa Constituição deve se ajoelhar, tampouco o permitem. Para Roy Barreras, a única saída é aplicar a esses altos oficiais a chamada “justiça transicional”.
Porém, quem disse que esses oficiais estão buscando leis de “ponto final” que os favoreçam, ou que se dite um decreto de anistia, ou que se invente alguma saída de “perdão e esquecimento” para eles? Não, eles pedem outra coisa, muito mais saudável e direta: que a justiça colombiana cumpra com o seu dever, que revise as sentenças e que os tribunais de instância atuais, com a legislação vigente, os declare inocentes. Eles não estão pedindo que lhes façam favores, nem que se façam equilibrismos com seus processos, nem que se improvise uma legislação de circunstância para tirá-los da prisão pela porta de trás.
Eles são cidadãos que, a justo título, se sabem inocentes, pois sua atuação no Palácio de Justiça foi legal e seus advogados o provaram de maneira reiterada nos processos. Eles pedem que as instâncias judiciais colombianas corrijam os erros e ilegalidades que certos operadores judiciais cometeram contra eles e os declare inocentes. “Não necessito anistias, senão minha absolvição”, disse o Coronel Plazas a um jornal de Bogotá em 8 de fevereiro de 2011. Não é muito digna de respeito essa atitude?
Porém, como o senador Barreras não acredita na inocência desses heróis da República, ele propõe-lhes tão-só uma hipotética “rebaixa de penas”, como diz El Espectador (8 de fevereiro de 2012). O parlamentar propõe que a sorte desses oficiais fique dependendo dele, de seu projeto de reforma que se tramita no Congresso e que ele chama de “marco legal para a paz”.
“Mesmo sendo culpados, merecem uma solução jurídica no marco da justiça transicional. E na hipótese de ser inocentes, o que merecem é voltar à sua casa”, diz Roy Barreras. Esse enfoque é confuso. Na hipótese de ser inocentes? O senador não viu o que revela o magistrado Herminsul Darío Lara Acuña em seu salvamento de voto? Não viu como os dois outros operadores, Alberto Poveda e Fernando Pareja, cruzaram a linha vermelha ao assinar uma sentença perversa e demente, por ser político e anti-jurídico, onde reutilizam provas descartadas por todo mundo (inclusive duas juízas: María Stella Jara e María Cristina Trejos) e onde pretendem impor sanções que não existem em Direito e a pessoas que não estavam sendo julgadas?
Se acreditasse na inocência deles, o senador Barreras não anteporia seus interesses pessoais (levar adiante seu inconveniente projeto de “justiça transicional”), senão que pediria, como fazem milhares de colombianos, que a Corte Suprema de Justiça volte ao bom caminho e faça respeitar a lei.
O texto de Roy Barreras aprovado até hoje em comissões, não oferece nada aos militares pois só protege, como diz a imprensa, “os grupos armados ilegais que se acolham a um processo de negociação”. Teria que re-discutir o projeto, voltar ao texto inicial que incluía os chamados “atores do conflito”, dentro dos quais ele inclui erroneamente os militares e policiais da Colômbia. Interpretando as declarações do senador Barreras, El Espectador concluía: “Isso sim, a justiça trasicional se aplicaria para os militares em troca da verdade, por exemplo, dizer onde estão os desaparecidos do Palácio. Em troca, terão redução de penas”.
Vê-se que por detrás de tudo isso, o que há é um pedido dissimulado de que os inculpados digam “onde estão os desaparecidos”. Eles, todavia, falaram muito claro a respeito. A história dos “desaparecidos” é uma lenda fabricada pelo M-19. O senador Barreras deveria se atualizar a respeito e lançar essa pergunta ao Ministério Público, pois é em seus subterrâneos onde estão, há anos, os corpos desses “desaparecidos”, como explicou o doutor José Vicente Rodríguez Cuenca, chefe de antropologia forense da Universidade Nacional de Bogotá.
A justiça transicional parte de um princípio muito discutível: os “atores do conflito” são culpados ou não, mas isso não é central. Todos eles acabam não sendo julgados, nem punidos, nem absolvidos, em virtude de uma certa “filosofia” que pretende que “a sorte do criminoso importa pouco”, enquanto o que conta é “resolver o conflito”, “atender à vítima”, reconciliá-la com seu verdugo, para que façam as pazes. É uma justiça excepcional, “de reparação”, dizem, cujo objetivo não é a justiça em si, senão chegar a um novo modus vivendi, que permita fazer a transição entre uma guerra civil e um apaziguamento. É uma “justiça” que pode ser aplicada por magistrados e por não magistrados.
Essa justiça é um artefato recente que se aplica (com resultados medíocres) em alguns países africanos que tiveram genocídios e matanças imensas, e guerras civis verdadeiras, e onde a justiça é rudimentar ou inexistente e os atos criminosos não são investigados ou quase, pois o tempo passou e a desordem institucional foi enorme. Então, essa “justiça” deixa as pessoas sem processo, tanto as inocentes quanto as culpadas. É o que fizeram ou tratam de fazer em Uganda (primeiro país onde foi experimentada essa “justiça” em 1974), na África do Sul, Ruanda, República Democrática do Congo, Burundi, Ghana e Serra Leoa.
Quem pode estar interessado em que os militares que salvaram o país em 1985 recebam esse tratamento e não recebam uma sentença que os declare, por fim, inocentes? Quem tem interesse em que as aberrações judiciais de hoje não sejam objeto de sanções? Quem tem interesse em pôr um sinal de igualdade entre os que assaltaram e destruíram o Palácio da Justiça, e os que defenderam o Estado democrático? Os heróis militares têm direito a uma verdadeira declaração de inocência e a atos de reparação por parte de um tribunal colombiano. Esse direito não pode ser trocado por uma saída exótica, pela metade, originada em uma legislação digna de países onde não houve Direito, nem Estado de Direito, ou onde este foi derrubado de verdade.
Eduardo Mackenzie,
22 Fevereiro 2012
Tradução: Graça Salgueiro
PROJETO DE FRANKLIN MARTINS NÃO IRÁ PARA O CONGRESSO
O governo Dilma não encaminhará ao Congresso o anteprojeto da Lei de Comunicação Eletrônica coordenado pelo ex-ministro Franklin Martins. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o novo governo pretende reabrir o debate com a sociedade, sem prazo para decisão.
Projeto sobre mídia não deve ir para o Congresso
Proposta de controle deixada pelo governo Lula será discutida e submetida à sociedade, diz Paulo Bernardo
8 de janeiro de 2011
Flávia Barbosa e
Mônica Tavares
"ASSASSINOS, TERRORISTAS E SEQUESTRADORES". CASERNA REAGE A FALA DE MINISTRA
Representantes das Forças Armadas reagiram às declarações da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, de que a Comissão da Verdade poderá dar origem a um processo de condenações semelhante ao de outros países na América Latina.
Em entrevista ao Correio, a ministra alterou o discurso suave em relação aos efeitos da comissão e defendeu a possibilidade de punição àqueles que tenham cometido crimes durante a ditadura militar.
Militares criticaram o que chamaram de "postura revanchista" de Maria do Rosário e afirmaram que, dificilmente, o prognóstico da ministra será cumprido devido a empecilhos jurídicos.
Generais da ativa ouvidos pelo Correio acreditam que a confirmação da Lei de Anistia, pela Justiça, é uma barreira jurídica intransponível a processos que objetivem punir crimes cometidos no período.
"O Brasil não é revanchista", afirmou um general. Mesmo assim, eles consideraram a declaração "preocupante".
Se os oficiais da ativa preferiram contemporizar, os da reserva reagiram duramente às palavras de Maria do Rosário. O general Luiz Eduardo Rocha Paiva externou a apreensão da classe com as declarações:
"O poder modifica o direito e a verdade. É aí que os revanchistas estão investindo".
O general defende que a Comissão da Verdade deveria investigar também crimes cometidos por guerrilheiros.
"A investigação unilateral pela comissão vai satanizar os agentes do Estado, tenham ou não violado direitos humanos, e endeusar os assassinos, terroristas e sequestradores", aponta.
Na semana passada, a Presidência do Clube Militar, que reúne os oficiais da reserva, enviou um manifesto aos membros da entidade.
O texto, assinado pelos presidentes dos clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, cita a reportagem do Correio, a nomeação de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres e uma das resoluções políticas do PT em seu aniversário de 32 anos, sobre o empenho no resgate da memória da luta pela democracia durante o período da ditadura militar.
23 de fevereiro de 2012
JÚNIA GAMA Correio Braziliense
Em entrevista ao Correio, a ministra alterou o discurso suave em relação aos efeitos da comissão e defendeu a possibilidade de punição àqueles que tenham cometido crimes durante a ditadura militar.
Militares criticaram o que chamaram de "postura revanchista" de Maria do Rosário e afirmaram que, dificilmente, o prognóstico da ministra será cumprido devido a empecilhos jurídicos.
Generais da ativa ouvidos pelo Correio acreditam que a confirmação da Lei de Anistia, pela Justiça, é uma barreira jurídica intransponível a processos que objetivem punir crimes cometidos no período.
"O Brasil não é revanchista", afirmou um general. Mesmo assim, eles consideraram a declaração "preocupante".
Se os oficiais da ativa preferiram contemporizar, os da reserva reagiram duramente às palavras de Maria do Rosário. O general Luiz Eduardo Rocha Paiva externou a apreensão da classe com as declarações:
"O poder modifica o direito e a verdade. É aí que os revanchistas estão investindo".
O general defende que a Comissão da Verdade deveria investigar também crimes cometidos por guerrilheiros.
"A investigação unilateral pela comissão vai satanizar os agentes do Estado, tenham ou não violado direitos humanos, e endeusar os assassinos, terroristas e sequestradores", aponta.
Na semana passada, a Presidência do Clube Militar, que reúne os oficiais da reserva, enviou um manifesto aos membros da entidade.
O texto, assinado pelos presidentes dos clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, cita a reportagem do Correio, a nomeação de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres e uma das resoluções políticas do PT em seu aniversário de 32 anos, sobre o empenho no resgate da memória da luta pela democracia durante o período da ditadura militar.
23 de fevereiro de 2012
JÚNIA GAMA Correio Braziliense
MOÇAMBIQUE, CUBA, CORÉIA DO NORTE, VENEZUELA, VEM AÍ A EBC INTERNACIONAL
O governo quer contratar jornalistas em todos os continentes para abastecer com informações oficiais seus veículos de comunicação. A meta está prevista no plano de trabalho da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) apresentado pela nova direção da estatal que assumiu em dezembro e controla uma TV, uma agência de notícias e uma rádio.
O primeiro passo foi dado na última semana quando a empresa reativou a cobertura na África, enviando um correspondente para Maputo, capital de Moçambique. O custo de manter um repórter para abastecer a TV, que tem audiência próxima a zero, e os demais veículos é de R$ 543,21 mil anuais.
Com 192 jornalistas concursados e quatro anos de existência, a EBC informou que optou por contratar um profissional porque "não possui jornalista com a qualificação necessária para desenvolver o trabalho".
A EBC só conta com repórteres próprios no Brasil em três Estados (RJ, SP e MA) e no DF, onde é a sua sede. O contrato com o repórter de Moçambique foi assinado sem licitação, na semana passada, com empresa que tem cinco meses de existência. Emerson Penha, dono da empresa, foi escolhido, de acordo com a EBC, "por ter realizado inúmeras coberturas internacionais", entre as citadas, nenhuma na África.
Até janeiro, Moçambique foi o destino de apenas 0,96% das exportações brasileiras para a África. A EBC diz que Moçambique é o maior país de língua portuguesa na África e abriga empresas brasileiras importantes como a Vale. Segundo a EBC, o plano de trabalho é para 2012, mas o envio de pessoal para os demais continentes irá ocorrer "assim que o orçamento permitir essa expansão".
A empresa mantém também posto em Buenos Aires, "onde os serviços das agências de notícias não costumam ter eficiente qualidade". O orçamento da empresa pública para este ano é de R$ 416,5 milhões.
No Brasil, atinge 1.700 dos 5.565 municípios. Ainda na cobertura internacional, a nova direção da EBC abriu licitação de R$ 800 mil para contratar uma empresa que ofereça serviços de produção de TV e transmissão de sinal via satélite em viagens de autoridades.
Justifica que a agenda da presidente Dilma no exterior é fechada de última hora, o que torna a negociação com as emissoras locais "sempre problemáticas".
23 de fevereiro de 2012
(Folha de São Paulo)
O primeiro passo foi dado na última semana quando a empresa reativou a cobertura na África, enviando um correspondente para Maputo, capital de Moçambique. O custo de manter um repórter para abastecer a TV, que tem audiência próxima a zero, e os demais veículos é de R$ 543,21 mil anuais.
Com 192 jornalistas concursados e quatro anos de existência, a EBC informou que optou por contratar um profissional porque "não possui jornalista com a qualificação necessária para desenvolver o trabalho".
A EBC só conta com repórteres próprios no Brasil em três Estados (RJ, SP e MA) e no DF, onde é a sua sede. O contrato com o repórter de Moçambique foi assinado sem licitação, na semana passada, com empresa que tem cinco meses de existência. Emerson Penha, dono da empresa, foi escolhido, de acordo com a EBC, "por ter realizado inúmeras coberturas internacionais", entre as citadas, nenhuma na África.
Até janeiro, Moçambique foi o destino de apenas 0,96% das exportações brasileiras para a África. A EBC diz que Moçambique é o maior país de língua portuguesa na África e abriga empresas brasileiras importantes como a Vale. Segundo a EBC, o plano de trabalho é para 2012, mas o envio de pessoal para os demais continentes irá ocorrer "assim que o orçamento permitir essa expansão".
A empresa mantém também posto em Buenos Aires, "onde os serviços das agências de notícias não costumam ter eficiente qualidade". O orçamento da empresa pública para este ano é de R$ 416,5 milhões.
No Brasil, atinge 1.700 dos 5.565 municípios. Ainda na cobertura internacional, a nova direção da EBC abriu licitação de R$ 800 mil para contratar uma empresa que ofereça serviços de produção de TV e transmissão de sinal via satélite em viagens de autoridades.
Justifica que a agenda da presidente Dilma no exterior é fechada de última hora, o que torna a negociação com as emissoras locais "sempre problemáticas".
23 de fevereiro de 2012
(Folha de São Paulo)
MERCADO CONSOLIDADO
Mais um resgate dos bons tempos, cometido por Carlos Eduardo Behrensdorf, o Heron do jornalismo nacional bissexto e folgado como ele só.
IDOSOS E HOMOSSEXUAIS ESQUENTAM CONSUMO
Carlos Eduardo Behrensdorf
Novos tempos, novos mercados.
Novos mercados, novos ganhos. A credibilidade dos cartões de crédito afastou, ou mascarou velhos e fortes conceitos e preconceitos, tendo como alvo homens velhos e mulheres velhas, homossexuais e lésbicas, sozinhos, sozinhas, acompanhados ou acompanhadas, sem haver preocupação ou restrição sobre quem acompanha quem.
Os armários abriram geral.
Entre os que se prepararam e se preparam para o chamado novo nicho de mercado estão à hotelaria, restaurantes, bares, boates, cruzeiros, pacotes para passeios dentro e fora do Brasil, lojistas de todos os setores.
Assim, tudo o que antes era negado a gays e lésbicas, forçando a uma auto-segregarão caiu, diante da atraente e indefensável avenida do consumo para clientes especiais e com capacidade de consumo de média para boa ou muito boa.
Se não me engano, a primeira boate de lésbicas que vi no Rio de Janeiro ficava na velha e sempre acolhedora Galeria Menescal na Nossa Senhora de Copacabana e se chamava “L’Étoile”.
Os homos ocupavam a Galeria Alaska, no Posto Seis de Copacabana na Avenida Atlântica.
Por lá havia um boteco barra-pesada, o Rolando, de um pernambucano que vendia uma cachaça de primeiríssima.
Na velha galeria a fauna era variada: jogador de futebol, piranha, patricinha bêbada, garota de programa, gays de todas as classes, garotos de programa, músicos, artistas de TV e cinema, donos de grandes casas de turismo, comerciais, presidentes e diretores gays de grandes empresas.
Nos anos sessenta os playboys chegavam de lambreta e corrente na mão. A pancadaria era geral e quem tinha perna fugia mesmo tropeçando no salto alto do sapato.
Nos anos 70 a barra ficou mais leve. Na área funcionavam os bares da Atlântica, os botecos pé sujo de dentro da galeria, cinema, teatro e uma das mais famosas discotecas da época, o Sótão Disco Club.
O Sótão era uma discoteca gay, destinada a homossexuais e simpatizantes, os donos eram gays assim como o gerente, o chapeleiro, o guardador de casacos e bolsas na imitação de casas noturnas da Europa.
Todos eram bibas e o Sótão tornou-se uma verdadeira “Bibalônia”.
Por lá mataram Almir, um baixinho invocado que jogou pelo Vasco, Flamengo e Bangú. Se não foi isso foi quase isso.
No início da década de 60 era desse jeito: homem que não era homem era veado, bicha ou travesti; mulher que não era mulher era paraíba, machôrra ou
sapatão e garoto de programa era michê.
Houve uma época distante na qual o Ministério das Relações, o Itamaraty, resolveu dar um refresco aos homossexuais e alcoólatras da casa de Rio Branco. Vinícius de Moraes estava na lista do dispensados.
Dizem os amigos e relataram os cronistas da época que, ao chegar ao aeroporto, Vinicius já anunciou aos presentes: “Eu sou bêbado!”.
E foi pra Ipanema abrir os trabalhos.
IDOSOS E HOMOSSEXUAIS ESQUENTAM CONSUMO
Carlos Eduardo Behrensdorf
Novos tempos, novos mercados.
Novos mercados, novos ganhos. A credibilidade dos cartões de crédito afastou, ou mascarou velhos e fortes conceitos e preconceitos, tendo como alvo homens velhos e mulheres velhas, homossexuais e lésbicas, sozinhos, sozinhas, acompanhados ou acompanhadas, sem haver preocupação ou restrição sobre quem acompanha quem.
Os armários abriram geral.
Entre os que se prepararam e se preparam para o chamado novo nicho de mercado estão à hotelaria, restaurantes, bares, boates, cruzeiros, pacotes para passeios dentro e fora do Brasil, lojistas de todos os setores.
Assim, tudo o que antes era negado a gays e lésbicas, forçando a uma auto-segregarão caiu, diante da atraente e indefensável avenida do consumo para clientes especiais e com capacidade de consumo de média para boa ou muito boa.
Se não me engano, a primeira boate de lésbicas que vi no Rio de Janeiro ficava na velha e sempre acolhedora Galeria Menescal na Nossa Senhora de Copacabana e se chamava “L’Étoile”.
Os homos ocupavam a Galeria Alaska, no Posto Seis de Copacabana na Avenida Atlântica.
Por lá havia um boteco barra-pesada, o Rolando, de um pernambucano que vendia uma cachaça de primeiríssima.
Na velha galeria a fauna era variada: jogador de futebol, piranha, patricinha bêbada, garota de programa, gays de todas as classes, garotos de programa, músicos, artistas de TV e cinema, donos de grandes casas de turismo, comerciais, presidentes e diretores gays de grandes empresas.
Nos anos sessenta os playboys chegavam de lambreta e corrente na mão. A pancadaria era geral e quem tinha perna fugia mesmo tropeçando no salto alto do sapato.
Nos anos 70 a barra ficou mais leve. Na área funcionavam os bares da Atlântica, os botecos pé sujo de dentro da galeria, cinema, teatro e uma das mais famosas discotecas da época, o Sótão Disco Club.
O Sótão era uma discoteca gay, destinada a homossexuais e simpatizantes, os donos eram gays assim como o gerente, o chapeleiro, o guardador de casacos e bolsas na imitação de casas noturnas da Europa.
Todos eram bibas e o Sótão tornou-se uma verdadeira “Bibalônia”.
Por lá mataram Almir, um baixinho invocado que jogou pelo Vasco, Flamengo e Bangú. Se não foi isso foi quase isso.
No início da década de 60 era desse jeito: homem que não era homem era veado, bicha ou travesti; mulher que não era mulher era paraíba, machôrra ou
sapatão e garoto de programa era michê.
Houve uma época distante na qual o Ministério das Relações, o Itamaraty, resolveu dar um refresco aos homossexuais e alcoólatras da casa de Rio Branco. Vinícius de Moraes estava na lista do dispensados.
Dizem os amigos e relataram os cronistas da época que, ao chegar ao aeroporto, Vinicius já anunciou aos presentes: “Eu sou bêbado!”.
E foi pra Ipanema abrir os trabalhos.
44 MILHÕES DE BRASILEIROS FEITOS DE PALHAÇOS POR MEIA DÚZIA DE "MILITANTES" DO PSDB PAULISTANO
É inegável que a eleição em São Paulo, maior cidade do país, é a mais importante do país em 2012. Além de ser o terceiro orçamento, é a jóia que o PT ainda não tomou para si diretamente ou por meio de aliados.
Perder São Paulo desmonta o que resta de oposição no Brasil. José Serra, o homem de 44 milhões de votos, analisa se deve concorrer, tenta montar um arco de alianças que permita uma chapa pura tucana, mas é pressionado por prévias absurdas de um partido sem militância, que decidiu usar as redes sociais como se soubesse e pudesse fazer isso no estilo top down.
Agora, vendo a tese das prévias, instrumento abandonado pelo PT tendo em vista as cisões que provoca, ficarem insustentáveis pela baixa densidade eleitoral dos postulantes, pela inexistência de militantes aptos e com representatividade política efetiva e pelo açodamento com que estão sendo feitas, passam a atacar o único patrimônio eleitoral do partido.
E são dois ou três aloprados tucanos tuitando entre si, informando que já contrataram os tablets, que a prévia sai de qualquer jeito, contestando as lideranças que têm voto, como se fossem os donos da oposição.
São eles e não José Serra que estão fazendo 44 milhões de eleitores de palhaços. Por trás de tudo, o velho FHC e a sua arrogância, o mesmo Alckmin e a sua teimosia, o manjado Aécio Neves e a sua propensão doentia para criar divisões dentro da oposição, como se isto o credenciasse como gênio político.
Contem aí que já são 43.999.999 palhaços. Comigo não, tucanão.
23 de fevereiro de 2012
coroneLeaks
Perder São Paulo desmonta o que resta de oposição no Brasil. José Serra, o homem de 44 milhões de votos, analisa se deve concorrer, tenta montar um arco de alianças que permita uma chapa pura tucana, mas é pressionado por prévias absurdas de um partido sem militância, que decidiu usar as redes sociais como se soubesse e pudesse fazer isso no estilo top down.
Agora, vendo a tese das prévias, instrumento abandonado pelo PT tendo em vista as cisões que provoca, ficarem insustentáveis pela baixa densidade eleitoral dos postulantes, pela inexistência de militantes aptos e com representatividade política efetiva e pelo açodamento com que estão sendo feitas, passam a atacar o único patrimônio eleitoral do partido.
E são dois ou três aloprados tucanos tuitando entre si, informando que já contrataram os tablets, que a prévia sai de qualquer jeito, contestando as lideranças que têm voto, como se fossem os donos da oposição.
São eles e não José Serra que estão fazendo 44 milhões de eleitores de palhaços. Por trás de tudo, o velho FHC e a sua arrogância, o mesmo Alckmin e a sua teimosia, o manjado Aécio Neves e a sua propensão doentia para criar divisões dentro da oposição, como se isto o credenciasse como gênio político.
Contem aí que já são 43.999.999 palhaços. Comigo não, tucanão.
23 de fevereiro de 2012
coroneLeaks
CNBB CRITICOU O CONTINGENCIAMENTO DE RECURSOS PARA A ÁREA DA SAÚDE
Críticas da CNBB aos cortes do governo na Saúde
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou o contingenciamento de R$ 5,4 bilhões anunciado semana passada pelo governo federal para a área da saúde.
O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, afirmou que a notícia trouxe grande preocupação à entidade, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade, cujo tema, este ano é saúde.
As críticas não ficaram restritas ao investimento à área, considerado baixo pela CNBB. Durante a cerimônia, foram apontados problemas como uso inadequado dos recursos, a tendência de terceirização dos serviços, além da fila de atendimento, espera para exames, falta de vagas e de medicamentos.
Sobre este tema dos cortes no Orçamento, o senador Alvaro Dias afirmou que “tirar dinheiro da saúde pública é no mínimo desrespeito com a parcela da população que mais precisa da presença do Estado. Dinheiro para as empreiteiras que executam obras superfaturadas não falta”.
(Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)
blog do álvaro dias
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou o contingenciamento de R$ 5,4 bilhões anunciado semana passada pelo governo federal para a área da saúde.
O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, afirmou que a notícia trouxe grande preocupação à entidade, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade, cujo tema, este ano é saúde.
As críticas não ficaram restritas ao investimento à área, considerado baixo pela CNBB. Durante a cerimônia, foram apontados problemas como uso inadequado dos recursos, a tendência de terceirização dos serviços, além da fila de atendimento, espera para exames, falta de vagas e de medicamentos.
Sobre este tema dos cortes no Orçamento, o senador Alvaro Dias afirmou que “tirar dinheiro da saúde pública é no mínimo desrespeito com a parcela da população que mais precisa da presença do Estado. Dinheiro para as empreiteiras que executam obras superfaturadas não falta”.
(Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)
blog do álvaro dias
OS VERDADEIROS EMERGENTES
Emergentes
Significado de emergente: que vem para fora; que sai de um determinado meio depois de havê-lo atravessado; que cresceu, que aflorou. Da mesma forma que afloram as lindas flores venenosas aí de baixo.
Todo esse 'tesão' pelos chamados emergentes, demonstrado pelos PTistas, não significa amor pelo povo, mas por si mesmos. Até porque não apenas eles, os 'emergentes', representam o povo. Ao insistir no crescimento dos emergentes, vêem a si próprios.
Verdadeiros emergentes são os supostos socialistas, muitos incompetentes sem instrução alguma, que se espalharam país a fora por cargos públicos e ministérios. Saíram do nada para conseguir a chave dos cofres da União, com pompa e circunstância.
Em seu artigo O Futuro do PT - escrito em 2011 - Lúcia Hippólito conta a história do PT, que "... cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, ...". No entanto,...
O Futuro do PT
- Lúcia Hippólito/ 2011 -
“Nascimento” do PT
O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira. (ainda não consegui confirmar a participação de Golbery na criação do PT)
Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT... Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
“Crescimento” do PT
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.
“Maioridade” do PT
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Quem ficou no PT?
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.
Os verdadeiros emergentes.
23 de fevereiro de 2012
casa da mãe joana
Significado de emergente: que vem para fora; que sai de um determinado meio depois de havê-lo atravessado; que cresceu, que aflorou. Da mesma forma que afloram as lindas flores venenosas aí de baixo.
Todo esse 'tesão' pelos chamados emergentes, demonstrado pelos PTistas, não significa amor pelo povo, mas por si mesmos. Até porque não apenas eles, os 'emergentes', representam o povo. Ao insistir no crescimento dos emergentes, vêem a si próprios.
Verdadeiros emergentes são os supostos socialistas, muitos incompetentes sem instrução alguma, que se espalharam país a fora por cargos públicos e ministérios. Saíram do nada para conseguir a chave dos cofres da União, com pompa e circunstância.
Em seu artigo O Futuro do PT - escrito em 2011 - Lúcia Hippólito conta a história do PT, que "... cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, ...". No entanto,...
O Futuro do PT
- Lúcia Hippólito/ 2011 -
“Nascimento” do PT
O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira. (ainda não consegui confirmar a participação de Golbery na criação do PT)
Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT... Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
“Crescimento” do PT
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.
“Maioridade” do PT
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Quem ficou no PT?
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.
Os verdadeiros emergentes.
23 de fevereiro de 2012
casa da mãe joana
CÂNCER CONTAGIOSO
O Brasil tem câncer. Uma espécie de câncer contagioso com sinais metastáticos em todos os seus organismos: públicos, privados, civis, militares, eclesiásticos ou apenas religiosos ocasionais.
O País padece do câncer da corrupção que contaminou não só as principais artérias da máquina administrativa governamental, mas o judiciário, a magistratura, o ministério público, o legislativo em todas as suas entranhas parlamentares, as casamatas, os quartéis, as igrejas, os órgãos sindicais, empresariais, os núcleos de domínio social, os organismos de defesa do cidadão e já está contagiando o tecido social por inteiro.
Reprodução
Até parece que o brasileiro acha bonito portar células cancerígenas. Nem se preocupa mais com a metástase da corrupção que vem corroendo a nação.
O organismo brasileiro está combalido, quase em estado de putrefação e sem qualquer diagnóstico de defesa. O Brasil foi atingido pelo câncer dos seus corruptos e sofre da síndrome de imuno deficiência moral.
Até agora não se tem notícia de um forte antídoto para esse tumor maligno que está atravessado na garganta dos homens de boa vontade que ainda restam nesse país. Do jeito que o mal avança e tratado pelos especialistas que o dirigem, o Brasil cada vez mais tem menos chances de cura. A menos que a indignação seja saudável o bastante para estancar a metástase galopante que corrói a nação.
RODAPÉ - Todo ministro é culpado, até prova em contrário; os juízes se cobrem de togas curtas e deixam os pés de fora; sindicalistas operários são milionários; os patronais viram deputados e senadores; deputados e senadores são milagrosos; consultores são prostitutos de negócios públicos e notórios; pastores roubam ovelhas dos pobres para dar aos ricos... O câncer contagia.
O País padece do câncer da corrupção que contaminou não só as principais artérias da máquina administrativa governamental, mas o judiciário, a magistratura, o ministério público, o legislativo em todas as suas entranhas parlamentares, as casamatas, os quartéis, as igrejas, os órgãos sindicais, empresariais, os núcleos de domínio social, os organismos de defesa do cidadão e já está contagiando o tecido social por inteiro.
Reprodução
Até parece que o brasileiro acha bonito portar células cancerígenas. Nem se preocupa mais com a metástase da corrupção que vem corroendo a nação.
O organismo brasileiro está combalido, quase em estado de putrefação e sem qualquer diagnóstico de defesa. O Brasil foi atingido pelo câncer dos seus corruptos e sofre da síndrome de imuno deficiência moral.
Até agora não se tem notícia de um forte antídoto para esse tumor maligno que está atravessado na garganta dos homens de boa vontade que ainda restam nesse país. Do jeito que o mal avança e tratado pelos especialistas que o dirigem, o Brasil cada vez mais tem menos chances de cura. A menos que a indignação seja saudável o bastante para estancar a metástase galopante que corrói a nação.
RODAPÉ - Todo ministro é culpado, até prova em contrário; os juízes se cobrem de togas curtas e deixam os pés de fora; sindicalistas operários são milionários; os patronais viram deputados e senadores; deputados e senadores são milagrosos; consultores são prostitutos de negócios públicos e notórios; pastores roubam ovelhas dos pobres para dar aos ricos... O câncer contagia.
EM MATO GROSSO DO SUL, GAGOS TÊM DESCONTO NO CELULAR!!!
Até onde chega o absurdo do intervencionismo? no MS, gagos têm desconto de celular!
A falta de definição sobre regras nacionais na telefonia gerou pelo menos um caso inusitado, no Estado de Mato Grosso do Sul: desde 2009, uma lei estadual exige desconto de 50% nas tarifas de telefone celular "aos cidadãos portadores de distúrbios na fluência e temporalização da fala". Ou seja: os gagos pagam metade da conta do celular por levar mais tempo para falar o mesmo que outras pessoas.
A legislação foi apelidada pelo setor de telefonia móvel como "Lei do Gago" e vem sendo questionada na Justiça pelas operadoras de telefonia, que reclamam da dificuldade de fiscalização desse benefício.
De acordo com o texto da lei estadual, o desconto na conta dos telefones celulares vale para quem "apresentar avaliação efetuada por fonoaudiólogo especializado em fluência, comprovando a sua condição".
A legislação sul mato-grossense também determina que as operadoras devem instalar nos telefones "bloqueadores visando a não utilização indevida", algo que as empresas dizem ser impossível de fazer.
A Associação Brasileira de Gagueira aprovou a legislação adotada em Mato Grosso do Sul, segundo nota publicada na sua página na internet. Até o fechamento desta edição, porém, não houve resposta aos pedidos de contato enviados pela reportagem por e-mail.
O site da associação não informa número de telefone para contato. Segundo dados divulgados no site da Associação, no Brasil, são 2 milhões de gagos, sendo 20 mil pessoas portadores de deficiência na fala em Mato Grosso do Sul.
Insegurança
Organizações de gagos no Reino Unido e nos Estados Unidos, bem como a associação brasileira, citam medo e insegurança de pessoas com gagueira em relação ao uso do telefone, e oferecem dicas para lidar com isso.
Segundo o Instituto Brasileiro de Gagueira, esse tipo de distúrbio na fala é um sintoma, e não uma doença.
O Estado de S.Paulo
23 de fevereiro de 2012
/ I.D.
A falta de definição sobre regras nacionais na telefonia gerou pelo menos um caso inusitado, no Estado de Mato Grosso do Sul: desde 2009, uma lei estadual exige desconto de 50% nas tarifas de telefone celular "aos cidadãos portadores de distúrbios na fluência e temporalização da fala". Ou seja: os gagos pagam metade da conta do celular por levar mais tempo para falar o mesmo que outras pessoas.
A legislação foi apelidada pelo setor de telefonia móvel como "Lei do Gago" e vem sendo questionada na Justiça pelas operadoras de telefonia, que reclamam da dificuldade de fiscalização desse benefício.
De acordo com o texto da lei estadual, o desconto na conta dos telefones celulares vale para quem "apresentar avaliação efetuada por fonoaudiólogo especializado em fluência, comprovando a sua condição".
A legislação sul mato-grossense também determina que as operadoras devem instalar nos telefones "bloqueadores visando a não utilização indevida", algo que as empresas dizem ser impossível de fazer.
A Associação Brasileira de Gagueira aprovou a legislação adotada em Mato Grosso do Sul, segundo nota publicada na sua página na internet. Até o fechamento desta edição, porém, não houve resposta aos pedidos de contato enviados pela reportagem por e-mail.
O site da associação não informa número de telefone para contato. Segundo dados divulgados no site da Associação, no Brasil, são 2 milhões de gagos, sendo 20 mil pessoas portadores de deficiência na fala em Mato Grosso do Sul.
Insegurança
Organizações de gagos no Reino Unido e nos Estados Unidos, bem como a associação brasileira, citam medo e insegurança de pessoas com gagueira em relação ao uso do telefone, e oferecem dicas para lidar com isso.
Segundo o Instituto Brasileiro de Gagueira, esse tipo de distúrbio na fala é um sintoma, e não uma doença.
O Estado de S.Paulo
23 de fevereiro de 2012
/ I.D.
HISTÓRIAS DO SEBASTIÃO NERY
Inflação do presidente
Pabla Alessandra, húngara paranaense, jornalista da TVE, linda como seu lindo nome, entrou na véspera do Natal de 1979 em uma casa de discos do Rio, ao lado do cine Roxy, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre Xavier da Silveira e Simão Bolívar:
– Me dá o long-play do Julio Iglesias. Quanto é?
– 260 cruzeiros.
Nesse instante, chega o presidente João Batista Figueiredo com um grupo de amigos:
– Me dá o último disco do Roberto Carlos. Quanto é?
– Ora, Presidente. Não vamos cobrar um disco do senhor.
Figueiredo insistiu, pegou o disco, agradeceu, saiu. Entrou numa importadora ao lado, escolheu um perfume francês. O dono também não quis receber. O presidente insistiu, não houve jeito, levou de graça.
###
DISCOS
Pabla vendo. O presidente entrou no carro, Pabla voltou à casa de disco:
– Cobra aí os 260 cruzeiros do disco do Julio Iglesias.
– São 265.
– Como 265? Estive aqui há cinco minutos, eram 260 cruzeiros.
– Ah, minha filha, você não viu? O presidente esteve aqui, tive que dar de presente um disco do Roberto Carlos, porque eu não ia cobrar dele.
– E eu com isso?
– E você acha que sou eu que vou pagar? Vou cobrar mais 5 cruzeiros de cada disco que vender hoje, até completar o preço do presente. Volte amanhã que você talvez já compre de novo por 260 cruzeiros.
Pabla pagou os 5 cruzeiros da inflação do presidente.
###
ALIMENTOS
Inflação de governo é assim. Nos últimos anos, o Banco Central, o sindicatão dos banqueiros, vivia ameaçando com novos aumentos dos juros. O pretexto é a subida dos preços dos alimentos. Como eles vivem dos juros pagos pelos títulos do governo, quanto mais os juros sobem, mais todos eles ganham.
Uma pergunta inocente:
– Segundo o “Conselho de Ética” do governo, o presidente e os diretores do Banco Central, o ministro da Fazenda e seus técnicos, que decidem a política econômica e financeira e o valor dos juros, estão ou não impedidos de especular com os juros dos títulos do governo?
E deviam também responder a esta pergunta ainda mais inocente:
– Já que a principal razão dos preços altos são os juros altos, se a agricultura pagasse juros menores, os preços não seriam menores?
###
CARTÕES
O País não conseguia entender porque o governo tinha tanto medo de revelar os gastos da Presidência da República com os tais cartões corporativos. Muito simples. Em junho de 2008, em sua coluna em O Globo, Ricardo Noblat revelava o mistério:
– “Só no ano passado (2007, na Era Lula), os gastos da Presidência com os cartões corporativos somaram R$ 78 milhões. Do total, R$ 58 milhões foram sacados em dinheiro vivo”. (Por quem? Para quem? Por que? Para que? Fica a suspeita de que parte desse dinheiro teria ido parar em bolsos indevidos).
De lá para cá, mudou alguma coisa?
Sebastião Nery
23 de fevereiro de 2012
Pabla Alessandra, húngara paranaense, jornalista da TVE, linda como seu lindo nome, entrou na véspera do Natal de 1979 em uma casa de discos do Rio, ao lado do cine Roxy, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre Xavier da Silveira e Simão Bolívar:
– Me dá o long-play do Julio Iglesias. Quanto é?
– 260 cruzeiros.
Nesse instante, chega o presidente João Batista Figueiredo com um grupo de amigos:
– Me dá o último disco do Roberto Carlos. Quanto é?
– Ora, Presidente. Não vamos cobrar um disco do senhor.
Figueiredo insistiu, pegou o disco, agradeceu, saiu. Entrou numa importadora ao lado, escolheu um perfume francês. O dono também não quis receber. O presidente insistiu, não houve jeito, levou de graça.
###
DISCOS
Pabla vendo. O presidente entrou no carro, Pabla voltou à casa de disco:
– Cobra aí os 260 cruzeiros do disco do Julio Iglesias.
– São 265.
– Como 265? Estive aqui há cinco minutos, eram 260 cruzeiros.
– Ah, minha filha, você não viu? O presidente esteve aqui, tive que dar de presente um disco do Roberto Carlos, porque eu não ia cobrar dele.
– E eu com isso?
– E você acha que sou eu que vou pagar? Vou cobrar mais 5 cruzeiros de cada disco que vender hoje, até completar o preço do presente. Volte amanhã que você talvez já compre de novo por 260 cruzeiros.
Pabla pagou os 5 cruzeiros da inflação do presidente.
###
ALIMENTOS
Inflação de governo é assim. Nos últimos anos, o Banco Central, o sindicatão dos banqueiros, vivia ameaçando com novos aumentos dos juros. O pretexto é a subida dos preços dos alimentos. Como eles vivem dos juros pagos pelos títulos do governo, quanto mais os juros sobem, mais todos eles ganham.
Uma pergunta inocente:
– Segundo o “Conselho de Ética” do governo, o presidente e os diretores do Banco Central, o ministro da Fazenda e seus técnicos, que decidem a política econômica e financeira e o valor dos juros, estão ou não impedidos de especular com os juros dos títulos do governo?
E deviam também responder a esta pergunta ainda mais inocente:
– Já que a principal razão dos preços altos são os juros altos, se a agricultura pagasse juros menores, os preços não seriam menores?
###
CARTÕES
O País não conseguia entender porque o governo tinha tanto medo de revelar os gastos da Presidência da República com os tais cartões corporativos. Muito simples. Em junho de 2008, em sua coluna em O Globo, Ricardo Noblat revelava o mistério:
– “Só no ano passado (2007, na Era Lula), os gastos da Presidência com os cartões corporativos somaram R$ 78 milhões. Do total, R$ 58 milhões foram sacados em dinheiro vivo”. (Por quem? Para quem? Por que? Para que? Fica a suspeita de que parte desse dinheiro teria ido parar em bolsos indevidos).
De lá para cá, mudou alguma coisa?
Sebastião Nery
23 de fevereiro de 2012
A MORTE COMO SOLUÇÃO ECOLÓGICA
Graças à atuação de órgãos como a UNESCO e a ONU, logo o controle populacional será consenso entre milhões de pessoas, que irão trabalhar de forma “ecologicamente correta”, para sua própria destruiçãoPor Cristian Derosa postado in O Santo Ofício
Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana.
Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro Ecoscience: population, ressources, environment, que trazia a mesma ideia de controle populacional, mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.
A partir daí a defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já se unia com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.
É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às ideias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas eram preferíveis optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores.
Margareth Sanger
Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.
Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.
O livro Ecoscience: population, ressorces, environment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população. Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa.
A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:
“Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1.
Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como UNICEF, UNESCO, etc., cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais.
Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.
Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a UNESCO, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.
(1) Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich – author, Anne H. Ehrlich – author, John P. Holdren – author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737.
22 de fevereiro de 2012
Cristian Derosa é jornalista.
Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana.
Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro Ecoscience: population, ressources, environment, que trazia a mesma ideia de controle populacional, mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.
A partir daí a defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já se unia com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.
É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às ideias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas eram preferíveis optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores.
Margareth Sanger
Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.
Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.
O livro Ecoscience: population, ressorces, environment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população. Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa.
A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:
“Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1.
Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como UNICEF, UNESCO, etc., cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais.
Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.
Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a UNESCO, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.
(1) Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich – author, Anne H. Ehrlich – author, John P. Holdren – author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737.
22 de fevereiro de 2012
Cristian Derosa é jornalista.
CNBB CRITICA CORTES NAS VERBAS DA SAÚDE E FAZ MINISTRO PASSAR CONSTRANGIMENTO NA CERIMÔNIA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE
O corte de R$ 5,4 bilhões no orçamento de 2012 do Ministério da Saúde, anunciado na semana passada, foi criticado pela CNBB (Conferência dos Bispos do Brasil), no lançamento da Campanha da Fraternidade deste ano, na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Não é exagero dizer que a saúde pública no país não vai bem”, afirmou dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, sentado ao lado do ministro Alexandre Padilha, que passou um aperto na cerimônia, já que o tema da Campanha da Fraternidade é justamente a saúde.
“O senhor ministro que aqui está deve também concordar comigo, porque nós já conversamos sobre essa necessidade, e é uma das grandes preocupações do senhor ministro”, disse dom Leonardo, classificando como “preocupante” o corte dos R$ 5,4 bilhões e como “frustrante” a aprovação da Emenda 29, em 2011, sem ampliação dos gastos federais em saúde – algo que parte dos parlamentares quis aprovar, mas foi barrado pelo Palácio do Planalto.
Outras denúncias foram feitas durante o evento, como a falta de investimento em novas tecnologias e a terceirização dos gastos em saúde. Houve crítica até ao Congresso Nacional. O texto-base da campanha, fechado antes da aprovação da Emenda 29, no fim de 2011, cita “o comodismo de centenas de parlamentares brasileiros” que demoravam para aprovar a regulamentação dos gastos em saúde. “Há, no entanto, um fundo de reserva especial para possíveis ressarcimentos, a qualquer serviço privado nacional e até internacional, de custos com a saúde dos parlamentares”, alfineta o texto.
O texto-base aponta ainda uma série de problemas na saúde pública (descaso com a saúde mental, planejamento insuficiente, superlotação de prontos-socorros, má gestão são alguns deles) e faz sugestões (por exemplo, criar varas no Judiciário especializadas para questões de saúde e instituir uma “quarentena política”, impedindo que gestores técnicos se candidatem a uma eleição logo após sua saída do cargo).
###
MINISTRO TENTA SE EXPLICAR
Reportagem de Johanna Nublat, da Folha de S. Paulo, mostra que Padilha tentou se explicar, alegando que o corte dos R$ 5,4 bilhões não vai atingir nenhum programa do ministério e que o contingenciamento está dirigido às emendas parlamentares, acrescidas ao orçamento original do governo.
O ministro agradeceu a escolha do tema de saúde para a campanha deste ano da CNBB e disse que será positivo que a sociedade discuta o “SUS real”, que abraça também “a baixa qualidade de atendimento, às vezes da falta de compromisso, às vezes da omissão de atendimento”.
23 de fevereiro de 2012
tribuna da internet
“Não é exagero dizer que a saúde pública no país não vai bem”, afirmou dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, sentado ao lado do ministro Alexandre Padilha, que passou um aperto na cerimônia, já que o tema da Campanha da Fraternidade é justamente a saúde.
“O senhor ministro que aqui está deve também concordar comigo, porque nós já conversamos sobre essa necessidade, e é uma das grandes preocupações do senhor ministro”, disse dom Leonardo, classificando como “preocupante” o corte dos R$ 5,4 bilhões e como “frustrante” a aprovação da Emenda 29, em 2011, sem ampliação dos gastos federais em saúde – algo que parte dos parlamentares quis aprovar, mas foi barrado pelo Palácio do Planalto.
Outras denúncias foram feitas durante o evento, como a falta de investimento em novas tecnologias e a terceirização dos gastos em saúde. Houve crítica até ao Congresso Nacional. O texto-base da campanha, fechado antes da aprovação da Emenda 29, no fim de 2011, cita “o comodismo de centenas de parlamentares brasileiros” que demoravam para aprovar a regulamentação dos gastos em saúde. “Há, no entanto, um fundo de reserva especial para possíveis ressarcimentos, a qualquer serviço privado nacional e até internacional, de custos com a saúde dos parlamentares”, alfineta o texto.
O texto-base aponta ainda uma série de problemas na saúde pública (descaso com a saúde mental, planejamento insuficiente, superlotação de prontos-socorros, má gestão são alguns deles) e faz sugestões (por exemplo, criar varas no Judiciário especializadas para questões de saúde e instituir uma “quarentena política”, impedindo que gestores técnicos se candidatem a uma eleição logo após sua saída do cargo).
###
MINISTRO TENTA SE EXPLICAR
Reportagem de Johanna Nublat, da Folha de S. Paulo, mostra que Padilha tentou se explicar, alegando que o corte dos R$ 5,4 bilhões não vai atingir nenhum programa do ministério e que o contingenciamento está dirigido às emendas parlamentares, acrescidas ao orçamento original do governo.
O ministro agradeceu a escolha do tema de saúde para a campanha deste ano da CNBB e disse que será positivo que a sociedade discuta o “SUS real”, que abraça também “a baixa qualidade de atendimento, às vezes da falta de compromisso, às vezes da omissão de atendimento”.
23 de fevereiro de 2012
tribuna da internet
Assinar:
Postagens (Atom)




