Assinalou que a ideia
de criar o partido não é apenas para se colocar em uma eleição, criticou o
“caciquismo” na política e disse que a Rede, como é chamadoa a legenda, deve se
colocar para quebrar a “lógica de partidos a serviço de pessoas”.
Foi um discurso meio complicado, que o jornalista Elio Gaspari certamente atribuiria a uma de suas personagens mais satíricas, a Madame Natascha.
“O que está acontecendo aqui é um partido para questionar a si próprio, e tem que ser assim. Não pode ser partido para eleição. Não é o principal. Estamos em uma nova visão de mundo, de sujeito político que não é mais espectador da política, esse sujeito é protagonista”, afirmou a ex-senadora.
Cada vez ficava mais difícil de entender. Marina Silva então disse que a nova legenda está questionando a “incapacidade da política de interferir”. E foi adiante: “Não tem conformação com o modelo anterior. É o questionamento das estruturas verticalizadas. Saímos de um ativismo dirigido pelo sindicato, pela ONG, pelo DCE, com a modernização do ativismo autoral. Você não tem estrutura na frente ou atrás das pessoas, você tem estruturas ao lado”, salientou.
“Não tem liderança carismática que possa ser o grande líder, o messias, o condutor do grande grupo”, completou.
Sem anunciar o nome da nova legenda, Marina disse que a ideia é fazer alianças pontuais, mas sem se rotular como governo ou oposição. “Não é mais liderança única, é liderança multicêntrica, não é movimento de arco e flecha. Uma hora sou arco e outra sou flecha, só espero não ser o alvo.”
Caramba! A ex-ministra e ex-senadora falou, falou, falou, mas não disse nada. E fez um verdadeiro contorcionismo político, para ficar bem com todo mundo, poupando particularmente o PT e o PV, seus antigos partidos.
Mas se a tal Rede é apenas mais uma legenda para ficar em cima do muro, não seria melhor fazer logo uma coalizão com o PSD de Kassab, que é especialista em morder e assoprar fisiologicamente, digamos assim.
O discurso de Marina Silva, com toda certeza, necessitava de tradução simultânea. Ficou parecendo aquelas interpretações geniais de Rogério Cardoso no papel de “Rolando Lero”.
17 de fevereiro de 2013
Carlos Newton
Foi um discurso meio complicado, que o jornalista Elio Gaspari certamente atribuiria a uma de suas personagens mais satíricas, a Madame Natascha.
“O que está acontecendo aqui é um partido para questionar a si próprio, e tem que ser assim. Não pode ser partido para eleição. Não é o principal. Estamos em uma nova visão de mundo, de sujeito político que não é mais espectador da política, esse sujeito é protagonista”, afirmou a ex-senadora.
Cada vez ficava mais difícil de entender. Marina Silva então disse que a nova legenda está questionando a “incapacidade da política de interferir”. E foi adiante: “Não tem conformação com o modelo anterior. É o questionamento das estruturas verticalizadas. Saímos de um ativismo dirigido pelo sindicato, pela ONG, pelo DCE, com a modernização do ativismo autoral. Você não tem estrutura na frente ou atrás das pessoas, você tem estruturas ao lado”, salientou.
“Não tem liderança carismática que possa ser o grande líder, o messias, o condutor do grande grupo”, completou.
Sem anunciar o nome da nova legenda, Marina disse que a ideia é fazer alianças pontuais, mas sem se rotular como governo ou oposição. “Não é mais liderança única, é liderança multicêntrica, não é movimento de arco e flecha. Uma hora sou arco e outra sou flecha, só espero não ser o alvo.”
Caramba! A ex-ministra e ex-senadora falou, falou, falou, mas não disse nada. E fez um verdadeiro contorcionismo político, para ficar bem com todo mundo, poupando particularmente o PT e o PV, seus antigos partidos.
Mas se a tal Rede é apenas mais uma legenda para ficar em cima do muro, não seria melhor fazer logo uma coalizão com o PSD de Kassab, que é especialista em morder e assoprar fisiologicamente, digamos assim.
O discurso de Marina Silva, com toda certeza, necessitava de tradução simultânea. Ficou parecendo aquelas interpretações geniais de Rogério Cardoso no papel de “Rolando Lero”.
17 de fevereiro de 2013
Carlos Newton
Nenhum comentário:
Postar um comentário