"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



quinta-feira, 8 de março de 2012

A ORIGEM DO 8 DE MARÇO

Texto de formação sobre a origem do dia Internacional da Mulher

Era oito de março de 1857 quando trabalhadoras da fábrica têxtil Cotton de Nova Yorque entraram em greve contra suas péssimas condições de trabalho. As operárias trabalhavam de 14 a 16 horas por dia e recebiam salários miseráveis, menores que o dos homens, como acontece ainda hoje. Muitas tinham que levar os filhos pequenos para trabalhar junto. Não havia licença-maternidade. Diante da negativa da empresa ante suas reivindicações, 129 mulheres ocuparam a fábrica.

O patrão chamou a polícia, que fechou as portas da fábrica e pôs fogo no edifício. Todas elas morreram queimadas. Dizem que, quando elas pararam as máquinas, estavam tecendo um tecido lilás, por isso essa cor é tão usada na luta das mulheres trabalhadoras.

Foi em memória a essas mártires do movimento operário que o oito de março foi dedicado a mulher oprimida e sua luta. Isso evidentemente não tem nenhuma relação com o caráter que vem tomando essa data hoje, em que imprensa e políticos burgueses fazem homenagens para as mulheres burguesas, ou seja, as empresárias, governantes, parlamentares e estrelas da mídia.

O 8 de março portanto não diz respeito a qualquer mulher, diz respeito à mulher do povo. Fica contraditório homenagear as ricas, que pertencem à mesma classe daquele patrão que em 1908 assassinou as operárias. Por isso, é uma data por excelência para dizer que a luta dos oprimidos continua, e que em meio a tragédias como essa, trouxe também muitas conquistas.

ROSELI NUNES

Nasceu em 1954 e teve sua vida encerrada com apenas 33 anos. Ela lutou por uma reforma agrária justa. Rose, como era conhecida, nos últimos dias de gravidez, participou da ocupação da fazenda Anoni, em 1985. Foi a maior ocupação realizada no Rio Grande do Sul. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MST, estava começando na região. Logo em seguida, ela participou da caminhada de 300 quilômetros até Porto Alegre, onde os trabalhadores ocuparam a Assembléia Legislativa, permanecendo acampados por seis meses, até ser dada uma solução para as 3 mil famílias que estavam na fazenda Anoni. Rose foi mãe da primeira criança a nascer no acampamento Sepé Tiaraju. Em 31 de março de 1987, durante um protesto contra as altas taxas de juros e a indefinição do governo em relação à política agrária que se estendeu por vários municípios, um caminhão desgovernado investiu contra uma barreira humana formada na BR-386, em Sarandi, RS. O caminhão feriu 14 agricultores e matou três: Iari Grosseli, de 23 anos; Vitalino Antonio Mori, de 32 anos, e Roseli Nunes, com 33 anos e mãe de três filhos.

ROSA PARKS

No dia 1º de dezembro de 1955, nos Estados Unidos, esta costureira negra de quarenta e dois anos, fatigada por um dia de trabalho, entrou num ônibus superlotado para voltar para casa. Por sorte, descobriu um lugar vago no princípio da seção reservada aos negros. Quando o ônibus lotou, o motorista ordenou aos negros que se levantassem para que os brancos pudessem sentar-se, e a Sra.

Parks negou-se a ceder seu lugar. Foi imediatamente presa e levada para o Palácio da Justiça. Rosa foi libertada sob fiança por E.D. Nixon, homem que sempre se dedicou à luta pelos direitos civis; e foi ele quem, farto de tantas injustiças, entrou em contato com todas as associações e movimentos dos negros. A resistência de Rosa Parks motivou o Conselho Político Feminino de realizar um dia de boicote aos ônibus logo começou a germinar e, foi tão bem aceita que o boicote durou trezentos e oitenta e dois dias.

ANASTÁCIA

Escrava negra, filha de uma princesa africana. A aldeia dessa princesa foi invadida pelos portugueses e um comerciante português engravidou-a à força, trazendo - a em seguida para o Brasil. Anastácia teria nascido durante a viagem entre a África e o Brasil.

A princesa Anastácia, como era chamada, viveu algum tempo na Bahia, mas foi em Minas Gerias que ela passou a maior parte da sua vida, ajudando os escravos quando eram castigados, ou facilitando-lhes a fuga, de Anastácia ficou a imagem de uma mulher de grande beleza, personalidade forte, que tinha consciência da injustiça e crueldade da escravidão. Mas sua beleza acaba atraindo os desejos de um jovem branco fazendeiro, e passa a ser assediada de várias formas, inclusive com oferta de dinheiro por sua virgindade. Mas após sua recusa sistemática, Anastácia repete o destino da mãe, é violentada. Mas o crime sexual acontece após a resistência dela, que fere seu agressor.Como castigo pela resistência ao ato sexual, Anastácia é obrigada a usar uma mascara, sendo apenas retirada para que pudesse alimentar-se.

Extremamente doente, Anastácia foi levada para o Rio de Janeiro e lá se torna famosa junto à população, por lhe serem atribuídos vários milagres.

Foi enterrada na Igreja do Rosário, no Rio, mas um incêndio ocorrido posteriormente nessa igreja destruiu a documentação que poderia nos fornecer mais elementos sobre a história da princesa Anastácia.

Fonte: Cartilha "Mulher Negra tem História"

Alzira Rufino, Nilza Iraci, Maria Rosa, 1987.

ESPERTIRINA MARTINS

As condições de trabalho no início do século passado eram as piores possíveis. As fábricas não tinham janelas, se trabalhava mais de 14 horas por dia, 6 vezes por semana, os salários eram miseráveis. Não existia aposentadoria, nem licença-maternidade, nem férias. Em 1920, no Brasil, a maioria dos trabalhadores de fábricas eram mulheres e crianças.

Em 1917, houve muitas greves em nosso país. Os operários lutavam pelo fim do trabalho infantil, jornada de 8 horas, alimentos, água e transporte. Em 1917, haviam 30.000 trabalhadores em greve, e todos os dias havia piquetes, manifestações, barricadas e ocupações de fábrica.

Em meio a toda essa luta, a brigada mata um operário. O enterro dele foi também um protesto, com centenas de operários e operárias em marcha, na Avenida João Pessoa. Na frente da procissão, estava a operária Espertirina Martins, com apenas quinze anos, carregando um buquê de flores.

Do lado contrário da avenida, vinha a Brigada Militar para reprimir os operários e operárias. Onde hoje é o parque da Redenção, a carga de cavalaria da Brigada e os operários e operárias se encontram.

Espertirina com seu buquê de flores se aproxima dos brigadianos e joga o seu buquê no meio deles. O buquê explode, matando metade da tropa e assustando os cavalos. Começa então uma verdadeira batalha, que graças ao preparo dos homens e das mulheres em luta, quem ganha são os trabalhadores.

Graças a toda essa luta, foram conquistadas as 8 horas,a licença-maternidade, o fim do trabalho infantil, a aposentadoria, a idenização para acidentes de trabalho, e outros direitos.

HILMA CARDOSO

Hilma nasceu no interior do RS, seus pais eram colonos pobres que mantinham a família com a agricultura.

Quando moça, Hilma veio para Porto Alegre tentar a vida na cidade grande. Por causa da falta de trabalho e condições de vida, se tornou uma líder popular no Parque dos Maias, na luta por moradia. Por causa de seu envolvimento nessa luta, sofreu um atentado a bala, que levou seu marido e a deixou paralítica.

Com filhos pequenos para criar sozinha e paralítica, Hilma faz pão caseiro para vender na comunidade, em sua cadeira de rodas.

Nessa situação fez uma promessa: se voltasse a caminhar de novo, dedicaria o resto de sua vida à causa dos pobres. Com esforço e fé, voltou a caminhar.

Hilma toma contato então com um grupo de catadores da Rubem Berta, e se integra nessa luta. Com um estilo espontâneo e combativo, Dona Hilma, como era chamada, leva adiante várias lutas com os catadores, conquista de melhores equipamentos, moradia, saúde, etc.

Reúne várias associações que juntas vão formar a Federação das Associações de Catadores do RS, e logo inicia junto a outros estados do Brasil a organização do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais recicláveis (MNCR), e participa do seu Congresso de Fundação. Chega a participar de algumas mobilizações, mas já está muito doente por causa do câncer, e morre.

Ainda lúcida em seu leito de morte, Dona Hilma diz que só queria viver para continuar lutando com os catadores. Ela se tornou um símbolo de luta para os catadores do RS e do Brasil.

JUANA AZURDUY

No Alto Peru, onde hoje é a Bolívia, emerge a figura de Juana Azurduy (1781-1862), índia que lutou contra a dominação espanhola e pela independência e liberdade de seu povo. Ela foi uma dentre muitas mulheres que pegaram em armas para defender a liberdade e expulsar o inimigo espanhol. Juana e seu esposo, Manuel Padilla, organizaram muitos combates contra os dominadores. Há uma música popular que diz "Juana Azurduy, flor do alto Peru, não há outro capitão mais valente que tu / O espanhol não vai passar, com mulheres terá que pelear".

Seu destino foi duro: viu quatro de seus cinco filhos morrer de fome e de doenças. Seu marido foi pego e sua cabeça foi exibida durante vários dias até que corajosamente Juana a recuperou. Morreu na miséria aos 81 anos.

Cabe dizer que o Alto Peru se tornou independente em 1825, depois de 15 anos de luta.

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, A MARCHA "PÃO E ROSAS" DE 1908 É REVIVIDA NA BAIXADA FLUMINENSE

Para mim, a mais criativa homenagem ao Dia Internacional da Mulher em nosso país será feita esta quinta-feira em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde o PT promove às 16 horas uma caminhada para reviver a célebre marcha “Pão e Rosas”, famosa manifestação feminista realizada em 1908, quando mais de 14 mil mulheres saíram às ruas de Nova Iorque com o lema “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

“Infelizmente, pouca gente conhece a marcha “Pão e rosas”. E muita gente também desconhece que o dia 8 de março foi consagrado como Dia Internacional da Mulher porque nesta data, em 1857, as operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma grande greve, reprimida com total violência.

A fábrica foi incendiada com as operárias trancadas lá dentro, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas”, explica a educadora Dalva Lazaroni, que teve a ideia de promover a manifestação desta quinta-feira, quando serão distribuídos pães e rosas no trajeto da caminhada, além de minucioso material didático sobre a história das conquistas femininas, inclusive o direito ao voto.

“Até 1932, somente os homens podiam votar. “Foi uma luta incessante, que atravessou décadas, até que houve a promulgação do Código Eleitoral, no primeiro governo do presidente Getúlio Vargas, e as mulheres brasileiras enfim conquistaram seus direitos políticos”, assinala Dalva Lazaroni.

“O Dia da Mulher não é simplesmente de comemoração, mas de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e apoio às reivindicações das mulheres hoje”, conclui Dalva Lazaroni, que é coordenadora da Escola de Política do PT e pré-candidata à Prefeitura nas eleições deste ano.

08 de março de 2012
Jussara Martins

ESTA CONTA TAMBÉM É SUA

Você lembra de já ter assistido a algum filme estrangeiro cuja projeção fosse antecedida pela apresentação de uma lista de patrocinadores? Eu não. O que se vê são os nomes de uma ou mais empresas produtoras que uniram esforços e recursos para fazê-lo.
Filmes são concebidos como investimentos de cuja comercialização é esperado um ganho financeiro. Quando dá certo os produtores ganham dinheiro. Quando dá errado, têm prejuízo. Se os espectadores gostam, patrocinam o lucro na proporção dos ingressos que adquirem. Quando não gostam, o prejuízo fica com quem avaliou mal o negócio ou não o conduziu bem.

No Brasil não é assim. Aqui, qualquer coisa com som é música, qualquer texto é literatura, qualquer lixo filmado é cultura e tudo cabe sob o guarda-chuva das leis que incentivam atividades culturais. Se por escrever isto eu for acusado de discricionário e preconceituoso, que o seja. O padrão cultural do povo brasileiro rampa abaixo e nós gastando dinheiro escasso para financiar coisas como “Lula, o filho do Brasil”? Cultura? Fala sério!

Pois bem, essas leis permitem a captação de recursos junto a contribuintes que se disponham a orientar para tais atividades uma fração dos tributos que deveriam recolher. A produção cinematográfica – embora voltada dominantemente para o lazer – está abrangida por essa possibilidade. A maior parte dos filmes vira, então, um negócio sem risco, assumidos os custos, no todo ou em parte, pela sociedade pagadora de impostos. É o melhor dos mundos.

Os mais reverenciados patrocinadores de eventos culturais são as poderosas empresas estatais cujas marcas frequentam as salas de projeção posando de mecenas com o dinheiro do povo. E não requer muito esforço intuir sobre a natureza dos alinhamentos e comprometimentos que presidem as concessões de tais incentivos. Andando por esses critérios e caminhos, o dinheiro do contribuinte é deslocado para aplicações que ele jamais autorizaria. Seus critérios convergiriam para prioridades situadas vários degraus acima da indústria do lazer.

Mas a coisa vai além. Nos anos 90, surgiram no cenário nacional as agências reguladoras. São pessoas jurídicas de direito público, geralmente em forma de autarquias, concebidas para regular a atividade de setores estratégicos da economia que, ou são totalmente atribuídos à iniciativa privada, ou dela têm forte participação. No dia de sua criação, dormem assim, sobre o travesseiro das melhores intenções. Mas já na manhã seguinte acordam como objeto de disputas partidárias, transformadas em moeda de troca no balcão dos apoios políticos.

Algumas dessas agências reúnem representações do poder público, das empresas envolvidas na atividade regulada e dos consumidores. Mas não me ocorre uma só onde os interesses deste último, pagador de todas as contas, tenha a devida relevância.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) é uma agência reguladora. Desde 2001, convergem para ela a regulamentação e o controle das proteções que regem a produção e exibição de filmes nacionais no Brasil. Entre as providências adotadas pela Ancine – com amparo legal, diga-se de passagem – está a exigência de um determinado percentual de projeções destinado a filmes brasileiros nos cinemas e na televisão, inclusive nas tevês a cabo.
Ou seja, já não basta usar recursos do contribuinte para financiar o que dá lucro e indenizar o que dá prejuízo.

Em nome da proteção à “cultura” nacional, regulamenta-se a atividade de um modo que obriga o exibidor a abdicar de uma parte de seu empreendimento. É imposta a ele a tarefa de tentar vender o que poucos querem comprar, porque se houvesse público interessado, maior ainda seria o interesse do exibidor em comercializar o produto. E dá-lhe pornochanchada na tevê a cabo.

Não sou dos que creem que o mercado resolve tudo. Mas isso que pretendem para os filmes brasileiros é o mesmo que obrigar todas as lojas de roupas no Rio Grande do Sul, por exemplo, a reservar um espaço das vitrinas e prateleiras para exibir bombachas, guaiacas e apetrechos do gênero.

Percival Puggina
07 de março de 2012

CINEASTAS BRASILEIROS CONTRA-ATACAM OS MILITARES E FAZEM MANIFESTO EM FAVOR DA COMISSÃO DA VERDADE

Os principais diretores do cinema brasileiro também resolveram lançar um manifesto à nação, em resposta aos militares da reserva. Em defesa da implantação da Comissão da Verdade, o Manifesto dos Cineastas Brasileiros já foi assinado por 110 cineastas.

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TEXTO DO MANIFESTO

Nós, cineastas brasileiros, expressamos a nossa preocupação com as frequentes manifestações de militares confrontando as instituições democráticas e o próprio estado de direito. Todos os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer o que foram os 21 anos de ditadura militar instaurada com o golpe de 1964.

É preciso que a Comissão da Verdade, instituída para esclarecer fatos obscuros daquele período, em que foram cometidas graves violências institucionais, perseguições, torturas e assassinatos, tenha plenas condições e apoio da sociedade brasileira para realizar essa tarefa histórica.

Repudiamos os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes. Estaremos atentos para que tal comissão seja composta por pessoas comprometidas com a democracia e com a verdade.

Sergio Caldieri
07 de março de 2012

DIRIGIR E USAR AO MESMO TEMPO O FACEBOOK: UM TRAGÉDIA ANUNCIADA

O site G1 informa que uma americana de 18 anos perdeu a vida em um trágico acidente de carro segundos após postar uma última mensagem no Facebook: “Não posso discutir isto agora. Dirigir e falar no Facebook não é seguro! Ha,ha”.

Taylor Sauer estava dirigindo a quase 130 km/h quando bateu de frente com a traseira de um caminhão-tanque em uma rodovia interestadual que liga Utah e Idaho, nos Estados Unidos. O caminhão estava andando a menos de 25 km/h em uma subida. A jovem morreu na hora, de acordo com a reportagem do “Today Show”, da NBC.

A mensagem foi postada em um comentário durante uma discussão sobre o Denver Broncos, um time de futebol americano. A investigação descobriu que Taylor estava postando mensagens no Facebook a cada 90 segundos enquanto dirigia.

O caso ocorreu em 14 de janeiro, mas agora veio à tona com o esforço dos pais da adolescente em trazer conscientização e, mais ainda, fazer com que uma lei proíba motoristas de escrever mensagens no celular enquanto dirigem. Idaho é um dos 13 estados americanos que não têm uma lei específica nesse sentido.

O amigo que conversava com ela, Mike, diz que não sabia que Taylor estava dirigindo até receber a última mensagem. “Sinto como se fosse minha culpa”, afirmou em entrevista, com lágrimas nos olhos.
O carro da jovem ficou destruído com o impacto contra o caminhão-tanque.

07 de março de 2012
Milton Corrêa da Costa

PERSEGUIÇÃO MUNDIAL AO CATOLICISMO



Religião Ecumênica Mundial-Magno Malta "enganado" por Dilma
Olavo de Carvalho: ONU, PT e elite global, fazem de tudo para implantar a Religião Ecumênica Mundial.

08 de março de 2012

UMA DERROTA SILENCIOSA

Para quem entende o funcionamento do Senado estava claro que o governo da presidente Dilma Rousseff sofreria, nesta quarta-feira (7), uma importante derrota por lá na votação da recondução de Bernardo Figueiredo para a direção-geral da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Quando o senador Roberto Requião (PMDB-PR) subiu à tribuna para defender o adiamento da votação, veio a certeza. Foi um movimento silencioso, sem qualquer discurso na tribuna que indicasse o resultado. Minutos depois, a derrota foi confirmada por 36 votos a 31 e uma abstenção. Na Comissão, a indicação de Figueiredo passara com louvor: 16 votos a favor e apenas uma abstenção, o que confirma que não era visível um movimento contra a indicação.

O Senado estava bastante movimentado nesta tarde de quarta. “Tem muita gente ajeitando a gravata”, informava um parlamentar, fazendo alusão a um hábito dos senadores de passar a mão na gravata quando pretendem pregar uma peça no governo e impor uma derrota. Foi o que aconteceu nesta tarde. Depois de proclamado o resultado, todos buscavam explicar como surgiu o movimento.

Curiosidade: no momento em que os próprios aliados impunham derrota ao governo, a presidente Dilma Rousseff estava no Palácio da Alvorada em reunião com a ministra Ideli Salvatti para decidir o montante de recursos para a liberação de pagamento de emendas parlamentares neste ano de eleições.

- O problema foi muito mais político do que na ANTT. O PMDB reuniu insatisfações – disse o senador Lindberg Farias (PT-RJ).

O presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp (RO), confirmava que foi a própria base governista que decidiu impor derrota à presidente Dilma.

- A oposição, em situação normal, tem até 19 votos; agora, foram 36 contra. Portanto, houve muita gente do governo que votou contra – calculou Raupp.

No cafezinho do Senado, senadores disputavam as mesas. Numa delas, o ex-senador Wellington Salgado acompanhava a discussão e votação. Afinal, ele tem um afilhado político na ANTT. Jorge Bastos é diretor, nomeado pelo então presidente Lula nos últimos dias de 2010. Agora, poderá responder pela direção-geral da Agência até a escolha e sabatina do novo nome.

Para o governo, a rebelião teria sido contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que não teria conseguido comandar a própria bancada. Mas a conta não é tão simples. Renan também identificou o movimento pela rejeição do nome momentos antes.

- Está difícil, mas só não podemos deixar de votar – disse ele.

Para um senador do PMDB, a presidente Dilma resolveu fazer o “fazer o enfrentamento do modelo de construção de sua base parlamentar e agora está no meio da ponte… O modelo atual está equivocado” – completou o senador.

O resultado não deve ter sido uma surpresa para o governo. Pelo menos dois senadores do PMDB advertiram a área política sobre o risco de derrota. Mas o governo pagou para ver. Perdeu.

07/03/12
Cristiana Lôbo

GERAÇÃO 60 - UMA GERAÇÃO MENTIROSA E TRAIDORA

Começo exaltando as exceções do título deste artigo. São poucas, mas existem. A elas o meu respeito.
O fato é que estou cansado. Cansado e desanimado. Muito desanimado. Já não sei mais o que dizer aos meus filhos. Eles estão na casa dos 30 anos. Eu? Tenho quase sessenta. Eles sempre me admiraram, e à minha geração, pelo que ela significou para as mudanças ocorridas no Brasil. E o que ela significou realmente?

Eis uma pergunta que me faço há pelo menos uns 20 anos, tão logo comecei a me sentir traído por ela! Por me sentir assim, já escrevi o artigo Carta à Minha Geração

Eu gostaria de ter escrito este artigo ainda na década de sessenta, quando eu era voz vencida entre os estudantes de meu colégio, onde eu ocupava o perigoso cargo de Presidente do Gremio Estudantil Henrique Fontes, no Colégio Normal Gov. Celso Ramos, em Joinville, Santa Catarina. Idem, mais tarde, na faculdade. Eu queria ter escrito este artigo naquela época, e o teria feito, mas por outras razões, muito diversas daquelas que me levaram a escrevê-lo agora.

Se eu tivesse escrito este artigo na década de 60, eu teria sido linchado não pelo Exército, mas pelos meus pares, que me considerariam traidor da causa! Sim, porque se o Exército não fez carinho nos revolucionários, estes por sua vez não eram nenhum anjinhos, e os exemplos estão aí, com Celso Daniel etc...

Quanto às torturas, prisões etc...apesar de terem sido cruéis e desnecessárias, eram previsíveis. Nenhuma guerra se faz atirando rosas no inimigo. Tanto da parte dos revolucionários quanto da parte do Exército. Vide as ações armadas de nossa atual Presidente.
Na verdade, quem queria trabalhar - e progredir - em paz, como eu, não foi molestado em nenhum momento pela ditadura militar. Trabalhei, estudei, casei, progredi e tive meus filhos sem nunca ter tido o menor problema com os milicos.

Problemas sim, com a ditadura, tiveram os que não conseguiam seguir as regras do jogo da competição sadia, ou por incompetência, ou por desejo de enriquecimento rápido. E qual é o caminho mais veloz para isso? Desfazer o jogo e criar outro, com suas próprias regras - geralmente exclusivas e desonestas. É o que temos hoje! E foi aí que o Exército disse Não!

Mas o fato é que, apesar de tudo, não posso morrer sem escrever este artigo, para que permaneça fiel às minhas idéias e me posicione de vez no lugar onde sempre desejei estar: Ao lado da modernidade, do progresso pessoal e intelectual, da meritocracia e dos princípios básicos da verdade.
Por que não escrevi antes? Porque a estupidez e a imbecilidade coletiva das décadas de 60, 70 e 80, motivada por uma lavagem cerebral de proporções monumentais dos jovens de minha geração, orquestrada pelos países totalitários e lideradas por artistas "esclarecidos" e pseudo-intelectuais brasileiros, levou minha geração a uma histeria sem precedentes que a tornou cega e surda, mas não muda!

Meus filhos, quando adolescentes, admiravam as mudanças conseguidas pela sociedade brasileira, em sua resistência ao regime militar. Como eles não tinham vivenciado o "antes" e o "durante", deixei-os se deliciarem com o "depois", não sem certo orgulho por ter pertencido a uma época única da história brasileira.

E por que eu não me deixei contagiar por essa lavagem cerebral? Simples! Eu me lembro que eu era o único que queria aprender francês, nas aulas deste idioma - sim, porque aprendíamos francês nos dois primeiros anos do curso chamado ginasial, na época. Nos dois últimos e nos três anos do colegial, aprendíamos inglês, que tampouco ninguém, exceto eu e uns poucos, tinha interesse.
Por que estou dizendo isto? Acreditem não é para jogar confete sobre eu mesmo, nem para parecer ter uma inteligência privilegiada, que sei que não tenho. É apenas para lhes dizer que eu queria ler em outros idiomas o que estava acontecendo fora do Brasil.

E quando eu pude ler com desenvoltura o "Le Monde" e "TIME", comecei a enxergar o outro lado do discurso popular da "resistência" brasileira. Pude ver que tudo não passava de uma fraude monumental, orquestrada por países da Cortina de Ferro interessados em abocanhar poder na então ultra sub-desenvolvida América Latina, como já haviam feito na Europa do Leste e Cuba.
Pude ver então que o tão valente caudilho que desceu a Sierra Maestra para salvar Cuba do corrupto Fulgencio Batista, acabou por se render ao dinheiro fácil, e por quatro bilhões de dólares anuais, alugou o território cubano para que a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas instalasse seus míssseis quase no quintal dos americanos.

No Brasil sempre se achou que Fidel Castro foi um herói. Bulhufas! Até seu discurso de guerrilheiro era uma farsa! Sobre a guerrilha. ele disse: "Desenvolvemos uma guerra de movimento, de atacar e retirar-se. Surpreendê-los. Atacar e atacar. Desenvolvemos a arte de confundir as forças adversárias, para obrigá-las a fazer o que queríamos. E muita arma psicológica".

Isto saiu nos jornais europeus e americanos, mas quem, no Brasil daquele tempo, além dos intelectuais interessados em tomar o poder, como fez Fidel, e alguns artistas cretinos desejosos de mamar em suas tetas, sabia inglês? Ninguém! Então rezava-se pela cartilha desses hipócritas que hoje estão no poder.

Ora, a técnica de guerrilha descrita por Fidel, foi uma das duas únicas e estúpidas atitudes de Mao Tsé Tung, que revolucionou o que se sabia até então sobre guerra, descrita por sua máxima: "O inimigo avança, recuamos. O inimigo cansa, provocamos. O inimigo acampa, fustigamos. O inimigo se retira, perseguimos." A outra invenção foi lançar a moda de queimar montanhas de livros em praças públicas!

Mao ensinou mais algumas coisas a Fidel: Como mentir para uma nação inteira, como ser retrógrado, e como retroceder à escuridão da ignorância medieval. Fidel, como bom aluno, apropriou-se deste conceito de guerrilha que foi, na verdade escrito no século IV a.C. pelo estrategista militar Sun Tzu, em seu livro famoso A Arte da Guerra, que tanto sucesso faz entre nós hoje em dia. Aliás outros déspotas famosos beberam da fonte de Tzu, como Gengis Khan e Napoleão, só para ficarmos com dois dos mais conhecidos.
Entretanto, quem lia inglês, ficou sabendo que foi o jornalista Herbert Matthews, do "New York Times", que apresentou Fidel aos Estados Unidos e ao mundo, após entrevistá-lo em Cuba.

E um detalhe, o ataque de Fidel aos quartéis de Moncada, na cidade de Santiago de Cuba, fracassou. Fidel foi preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão. Quem se informava, ficou sabendo que em 1955, Fidel foi anistiado por Batista e, clandestinamente, montou o Movimento 26 de Julho. Em 7 de julho, ele partiu em exílio para o México, onde conheceu o argentino Che Guevara e organizou o embrião da guerrilha.

Um anistiado que se voltou contra o anistiador - uma fórmuila seguida à risca pelos "revolucionários" brasileiros da geração 60, ainda que os anistiadores brasileiros nem de longe se comparem, em crueldade, a Fidel.
Por que estou narrando esses fatos? Porque este homem foi - e ainda é - considerado pelos governantes brasileiros, uma espécie de "mentor revolucionário", quando o que realmente fez foi - quem já foi a Cuba sabe - transformar seu país num enclave miserável, onde impera a prostituição e a corrupção, com padrões de pobreza próximos aos do Chade. Isto num dos locais mais bonitos do globo!
Basta ver com que países o Brasil está alinhado hoje: Irã, Venezuela e Cuba, só para citar alguns. É para rir ou para chorar?

Concordo, Fulgencio Batista não era flor que se cheirasse. Ele instaurou um regime autoritário, prendeu seus opositores e restringiu as liberdades através do controle da imprensa, da universidade e do congresso, usando métodos terroristas e fazendo fortuna para si e para seus aliados.
Pergunto: Se Fidel era tão bem intencionado, por que não arrumou a bagunça deixada por Fulgêncio Batista e devolveu o poder aos civis, como fez o Exército Brasileiro? Por que ele se transformou num ditador sanguinário, talvez pior que Batista?

Em seu bunker com certeza não falta papel higiênico e sabonetes, que é uma das moedas de troca de todo turista que visita a parte pobre de Cuba. Sim, porque existe uma Cuba para ricos - uma península literalmente "para inglês ver" com hotéis maravilhosos e infra-estrutura de primeiro mundo!

Fidel prega que Cuba é o paraíso. Quem defende Fidel que explique por que tanta gente arrisca a vida em embarcações precárias, num mar infestado de tubarões, para fugir do país? Estarão loucos? Arriscar a vida para fugir do paraíso? Como assim?

Já pensaram se o último dos "ditadores" brasileiros, o General Figueiredo, resolvesse permanecer no poder, como fez recentemente Ghadafi, ou mandasse fuzilar sumariamente quem dele discordasse, como fez Fidel recentemente? Bom, pelo menos não teríamos alguns desses bandidos de colarinho branco que temos hoje, tirando sarro de quem trabalha decentemente. Mas teríamos um novo Fidel. Então, agradeço a Deus por ter contido o General.

Pergunto mais: Quais países onde o poder foi tomado por golpes militares, tiveram o poder devolvido democraticamente aos civis? Cuba? Egito? Líbia? Síria? Coréia? Chile? Bolívia? Rússia? Irã? China? Venezuela? Iraque?
E ainda mais ridículo: qual desses países indenizou os vencidos, como faz o Brasil até hoje, quase trinta anos após o fim da ditadura, mantendo insepulto esse cadáver da "ditadura militar" apenas para continuar sugando as milionárias indenizações que até gente acima de qualquer suspeita, como Ziraldo - o do Pasquim - recebeu?

O único dos políticos que não aceitou a indenização foi Mario Covas. Ele disse certa vez: "Eu lutei uma revolução e venci. Como posso indenizar eu mesmo por uma vitória?"

Infelizmente, tão logo morreu, sua esposa e filhos receberam a indenização, descontados os devidos numerários advocatícios, claro, curiosamente defendida por um advogado manjado, que um dia conseguiu retirar Lula de sua detenção no DOPS. "Toma lá, dá cá", como dizia Ulisses Guimarães, que aliás é autor da frase que serve de orientação ideológica para a Geração 60, no poder: "Aos meus amigos, tudo. Aos meus inimigos, a Lei!". Traduzindo: "Legal, ainda que imoral!"

Para se ter uma idéia, em todo o mundo, desde a década de 80, trinta e três regimes militares perderam o poder para regimes civis, mas mergulhados em sangue e com muitos deles caminhando para novas ditaduras.

E não me venham com essa história de que foi a militância que derrubou a ditadura militar brasileira! A tão propalada militância, um movimento incipente, acanhado e mal organizado, restrito praticamente apenas a algumas das grandes cidades brasileiras. Os militares sempre disseram que devolveriam o poder aos civis quando tivessem erradicado os comunistas de nossas fronteiras. E foi o que fizeram.
Sorte a nossa que nenhum dos cinco generais que administraram o Brasil gostava mais do poder que da caserna!

Quem viveu aquela realidade sabe que o General João Batista Figueiredo assumiu já com essa missão declarada: Preparar a transição para o governo civil. Levou cinco longos anos para isso, e ao final do seu mandato, estava visivelmente impaciente para passar ao anonimato, como ele próprio declarou.
Para isto, anistiou a maioria dos revolucionários no exílio, e aí, sim, errou, porque trouxe de volta ao cesto, as maçãs podres, que hoje estão se lambuzando no dinheiro público - também uma forma de ditadura, exercida pelo poder do voto de cabresto, num país de semi-analfabetos, ou como diz o IBGE, de "analfabetos funcionais".
Claro, considero que o leitor tem discernimento para considerar que quando falo em "maçãs podres" naturalmente havia exceções, como Mário Covas, por exemplo, e alguns outros.

A redemocratização do Brasil, começou já com uma farsa. Quem não se recorda do quase cadáver Tancredo Neves sendo mantido sentado sabe-se lá como para exibição à imprensa? Esperidião era para ser seu vice, mas tinha pretenções próprias ao Planalto, e perdeu o bonde da história para o Marimbondo de Fogo(*), José Sarney.

E o que fizeram os "grandes revolucionários" anistiados, as grandes cabeças cheias de boas intenções com o Brasil, que batiam no peito, dizendo que foram torturados e trocaram tiros pelas ruas?

Brizola arrebentou o Rio de Janeiro, Sarney faz o Maranhão não só não progredir, como consegue a proeza de fazê-lo andar para trás. Quércia & Cia. quebraram o Banespa, o 2º maior banco brasileiro, a VASP, uma tradicional companhia aérea, e só não quebraram o Estado de São Paulo, porque este Estado resistiu, pelo poder econômico que tem.
Mas conseguiram deixá-lo de joelhos. Apenas para colocar os salários do funcionalismo público em dia, Covas precisou de quase um ano! O Nordeste continua loteado, tanto quanto estava antes da Grande Marcha da Coluna Prestes. O revolucionário PT mostrou que aprendeu tudo o que seu "herói" cubano tinha a lhes ensinar: A cobiça pelo poder, pelo dinheiro e mesmo pela violência - não necesariamente nesta ordem.

Só rindo. A maioria desses valentes "revolucionários" - inclusive nosso ex-presidente - nunca sequer tocou numa arma de fogo. A arma que eles sabem usar bem é a caneta, a mentira e a demagogia rasteira.

Em 2009, o então senador Cristovam Buarque disse a outro senador o que havia declarado domingo, 5 de abril, numa entrevista radiofônica: "A reação é tão grande hoje contra o Parlamento, que talvez fosse a hora de fazer um plebiscito para saber se o povo quer ou não que o parlamento continue aberto".
Foi um escândalo, com os os hipócritas de plantão ficando todos indignados e de cabelo em pé à simples suposição de o tal plebiscito vir a se tornar realidade .

O General Artur da Costa e Silval fechou o Parlamento com o Ato Institucional nº 5. O AI-5, sobrepondo-se à Constituição de 24 de janeiro de 1967, bem como às constituições estaduais, dava poderes extraordinários ao Presidente da República e suspendia várias garantias constitucionais. O AI-5 foi o instrumento que deu ao regime poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano.
Pergunto, qual a diferença, em termos de poder, que há entre o AI-5 e as Medidas Provisórias em vigor? Poderá dizer o leitor: "As MPs precisam ser votadas pelo congresso." Pois então saiba que a a MP que instituiu a moeda Real ainda não foi votada!

Pergunto novamente: O plebiscito sugerido por Cristovam Buarque - um dos petistas que não teve estômago para continuar na "militância" do partido - teria hoje resultado diferente? Não é preciso ser mago para saber que oito entre dez brasileiros volatilizariam o Congresso Nacional, se pudessem. Mas é uma pena que tão poucos brasileiros desconheçam que o outro poder - o Judiciário - é tão ou mais corrupto que o Legislativo!

Como se pode mudar um país onde a Casa que faz as leis é um antro de corrupção e a Casa que as executa, é ainda pior? E o terceiro poder? A Presidência da República? Ok. Pouparei o leitor de falar disso.
E que se enterre de vez essa vergonhosa "verba indenizatória". Quem precisa ser indenizado é a imensa maioria do povo brasileiro: as crianças, os enfermos, os idosos e as mães pobres e miseráveis.

Citem-me os críticos deste artigo, um só ditador do séc. XX ou XXI que não tenha ficado bilionário. De Bokassa a Idi Amim Dada, de Gaddafi a Sadam Hussein, de Stalin a Hitler, de Papa Doc a Pol Pot, de Pinochet a Kim Jong II, de Robert Mugabe a Bashar al-assad. E a lista vai longe!

Agora me apontem um só general da ditadura brasileira que tenha ficado rico. Vou clarear:

- Quando o Marechal Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

- O General Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

- O General Emílio Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu não tinha dinheiro para pagar o tratamento e precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

- O General Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

- O General João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação.
Isso numa época em que eles tinham o poder total, não tinham que prestar contas a ninguém, nem havia sites divulgando suas gastanças. Foi a época de Itaipu, Ponte Rio-Niterói e do "Milagre Brasileiro".

Você deve achar que sou louco, defendendo a ditadura militar. Nem uma coisa nem outra. Nem sou louco, nem defendo ditadura alguma. Tenho tanto horror às ditaduras quanto à demagogia. Mas também tenho horror à mentira histórica, que acabará por prevalecer quanto tiverem desaparecido todos os que testemunharam este período da história brasileira.
Como disse Carlos Chagas, o conceituado jornalista: "Erros e excessos foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Mas mesmo assim, no reverso da medalha, foi promovida ampla modernização das nossas estruturas materiais".

Antes do Regime Militar, o Brasil era apenas uma republiqueta exportadora de matéria prima, que por concidência teve início em grande escala com Eliezer Batista, que por outra concidência foi Presidente da Vale do Rio Doce de 61 a 64, e Ministro das Minas e Energia entre 62 a 63, além de exercer o cargo de Presidente do Conselho Nacional de Minas e Energia e da Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos, ao tempo do Governo João Goulart - isso mesmo! aquele que o Golpe de 64 botou para correr. Depois ele retornou ao governo. Adivinhem de quem? Collor. E só deixou o governo com o impeachment do dito cujo. Não ria, por favor. Eu também me sinto um idiota!

Outra coicidência? Seu filho, Eike Batista - um típico geração 60 - ganhou reles 21 bilhões de dólares em um ano, ou, se preferirem, 580 dolares por segundo, adivinhem em que ramo? Bingo! Mineração é claro! Adivinhem em que governo? Adivinharam? Parabéns! Agora adivinhem em mineração do que? Se disseram petróleo, acertaram. Mas esperem! O petróleo brasileiro não é protegido por um mega monopólio - um dos últimos do tipo no mundo? Sim, é, mas há exceções, para confirmar a regra.

Ninguém pode explorar o petróleo brasileiro, senão o Estado Brasileiro, a não ser que você esteja em Passárgada, e - como disse Bandeira - seja amigo do Rei. E haja petróleo! Eike pretende ser o mais rico do mundo em mais uns dois ou três anos! E não duvidem disto! Enquanto isso o gorverno - também da geração 60 - fez a troca da presidência da estatal, dando início ao "clube da Luluzinha" onde o único menino que se permite entrar é - adivinhe? Isso mesmo: O futuro garoto mais rico do mundo.

Ok., agora me deixem rir junto com vocês. Somos mesmo um bando de idiotas, para acreditar nessas histórias da carochinha!
Mas por ocasião do Golpe de 64, o Brasil tinha uma agricultura incipiente, uma indústria ridícula, sem tecnologia, sem mão-de-obra especializada e principalmente, sem perpectivas.
Para se manter no poder, João Goulart, o Presidente, flertou com o comunismo. A caserna assumiu o poder e botou para correr tanto João Goular quanto Eliezer Batista. Quem salvou Eliezer da cadeia? O próprio mentor do Golpe, Castelo Branco. Mas a verdade é que os militares assumiram e devolveram o poder aos civis, e graças a isto não somos hoje uma Cuba, ou uma Coréia do Norte.

O paradoxal, e hilário, se não fosse trágico, é que o perigo que enfrentamos agora é ainda maior que a instalação do regime comunista no país. Desta vez vivemos uma "ditadura branca" apoiada pela Lei! Não há nada combinado, não há bandeiras, não há golpe.

Mas há um acordo tácito entre todos os fascínoras que se escondem atrás das togas ou de cargos legislativos, bem como empresários desonestos, fazendo com que todos se protejam mutuamente por trás de leis compradas, medidas provisórias, promessas de campanha, liminares, estatutos, decretos, etc. de tal forma que o país não consegue avançar em suas instituições mais básicas, como a saúde e a educação.
Esta é, em minha opinião, o perigo real e imediato, que exército algum consegue extirpar, porque tudo acontece sob a égide da Lei. É tudo descaradamente imoral e aético, mas é legal! "Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a Lei!"

Resta o poder do voto. Mas teríamos que ser suecos para votar com a consciência que a emergência atual do Brasil exige. Mas não somos. Somos apenas um povo que o poder - exercido agora pela "geração 60" - mantém cuidadosamente ignorante. A demagogia e a corrupção precisam desesperadamente da ignorância popular para sobreviver.

Convenhamos, pelo menos nesse aspecto, o de manter o povo numa sagrada ignorância, a "geração 60" - com seus "heróis revolucionários", artistas "esclarecidos" e arautos da intelectualidade - está fazendo um trabalho primoroso!

(* ) - Nome de um livro de José Sarney

08 de março de 2012
JB Xavier
Fonte: Recanto das LetraS

OS GOLFINHOS E O BRASIL



A câmera do turista Gerd Traue registrou um momento raro, por volta das 8h da manhã do último dia 5 de março, em Arraial do Cabo (RJ). Procurando por comida, 30 golfinhos se aproximaram demais da praia e acabaram encalhando. Milagrosamente, foram salvos pela rápida ação solidária da população local. Cenas que já são sucesso no YouTube, vistas por quase 500 mil pessoas, deveriam servir de exemplo para todos nós.

O Brasil vive um dos seus momentos mais delicados. Estamos em meio a uma crise militar de magnitude não vista desde 1985. Falta de habilidade política dos petistas no poder combinada com a estratégia permanente, servindo a interesses globalitários, de atacar e enfraquecer as Forças Armadas, para impedir que cumpram seu papel constitucional de defesa da pátria e da soberania nacional.

Também começamos a sentir os efeitos das heranças malditas de nossos últimos governos que fragilizaram a economia nacional. A inadimplência é crescente. Os bancos já criam dificuldades para conceder créditos para pessoas físicas e jurídicas.
Pior para o setor produtivo. Indústrias não conseguem aprovar financiamentos sequer para compras de máquinas. Breve, o Brasil tende a parar. O pibinho de R$ 4,1 trilhões foi apenas um indício.

A equipe econômica de Dilma Rousseff já passa insegurança ao mercado. Guido Mantega parece em fase de derretimento político. Pressionado pela conjuntura,o Banco Central foi obrigado a dar uma abaixadinha na taxa referencial de juros.
A Selic foi derrubada para 9,75%. E daí? Todo mundo fala que é hora de baixar os juros. No Brasil, se isso ocorrer, quebra-se a lógica maldita do sistema. Se bancos e especuladores não lucrarem o que desejam, derrubam a casa da mãe Joana. E aí?

O Governo não faz seu dever de casa. O Estado Capimunista nunca corta seus gastos inúteis, desperdícios e privilégios para quem mama em suas tetas. Por isso, a conversa de baixar impostos parece inimaginável e inacreditável por aqui.
Na realidade, a cada dia, o governo arranja um jeito fiscal de tirar mais dinheiro da sociedade. É vergonhosa a comemoração, todo mês, de sucessivos recordes de arrecadação pela Super Receita Federal.

A inquietação econômica rapidamente degenera em instabilidade política. Esta é a lição simplória da História. O Brasil se aproxima, perigosamente, da praia de uma quebra institucional. O perigo é um golpe (mais um) que nos manterá no atraso político-econômico de sempre. E, neste caso, nem importa quem dará o golpe. O resultado será catastrófico de qualquer maneira.

A corrupção tupiniquim não é contida. Pelo contrário, se amplia. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se desgastam e se desmoralizam em alta velocidade. Os segmentos esclarecidos da sociedade, que teriam de formular e apresentar um projeto realmente democrático para o Brasil se desenvolver com o pleno emprego de fatores de suas potencialidades, operam em ritmo de letargia e lerdeza.

O cenário indica, claramente, que vai dar M... Por isso, baseado nas cenas acima, vale uma pergunta metafórica. Será que teremos condições nos mobilizar, rapidamente, para salvar a nação de golfinhos prestes a morrerem na praia, se as medidas corretas não forem adotadas urgentemente?

Que tal salvarmos os golfinhos, enquanto ainda dá tempo?

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

Por Jorge Serrão
08 de março de 2012

PROCURADORIA RECORRE AO SUPREMO CONTRA ANULAÇÃO DA SATIAGRAHA

A PGR (Procuradoria-Geral da República) entrou com recurso nesta quinta-feira (8) contra a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular as provas da Operação Satiagraha, que levou à prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas.

Caberá ao STF (Supremo Tribunal Federal) decidir se as provas produzidas foram legais e se a ação penal, baseada nesse material, deverá prosseguir ou ser anulada.

O STJ invalidou a operação porque considerou a participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ilegal.

Segundo a PGR, não houve ilegalidade na participação da Abin na operação. "Não há que se falar em ilicitude de provas, o que, supostamente, pode ter havido foi colaboração e auxílio, dentro de uma operação que nunca saiu do controle da Polícia Federal", diz a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo.

No pedido ao Supremo, a PGR afirma que o STJ anulou provas sem "sequer especificá-las e violou fortemente a ordem jurídica, chegando ao cúmulo de anular os procedimentos investigatórios que apuraram a prática de gravíssimos crimes".

Na ação penal trancada pelo STJ, Dantas havia sido condenado por corrupção ativa.

08 de março de 2012
Folha on line - Brasília

HÁ SIM, UM TSUNAMI, MAS NÃO É DE DÓLARES: É DE MENTIRAS!

Ao ter usado da expressão de efeito com bons resultados políticos – o tsunami de dólares - Dilma Roussef deve ter dado uma piscadela e um sorrisinho de esgueira à sua colega alemã...

As recentes reclamações junto à chanceler alemã Angela Merkel de que o Brasil está sofrendo um tsunami de moeda estrangeira, proferidas pela “presidenta” Dilma Roussef, e depois papagaiadas para a mídia pelo restante de sua equipe econômica remeteram minha memória quase como que automaticamente a outro momento histórico semelhante, para ser mais preciso, em 1999, em que os protagonistas no governo eram o então presidente Fernando Henrique Cardoso e seu ministro da Fazenda, Pedro Malan.

Naquele ano, o Brasil encontrava-se extremamente dependente de recursos externos para fazer face à sua gigantesca dívida pública interna e externa, de modo que decretou um aumento da taxa básica de juros para a estratosférica marca de 45%! E lá se via o Sr Pedro Malan, com a cara brilhando de tanto óleo de peroba: “- esta medida é uma resposta para os especuladores!”

Se é incrível como a linguagem política consegue inverter a fama do mocinho e do bandido, mais fantástico ainda é não aprendermos nada com nossa própria e sofrida história. Afirmo isto porque praticamente nada encontrei na imprensa que desmascarasse tamanho ato de lesa-pátria, qual seja, o engano coletivo a que o governo submete a nação neste campo. Pelo contrário, esta age como um alegre cachorrinho a correr serelepe para buscar os releases que o governo atira quais fossem biscoitos ou suas bolinhas de estimação.

Muita gente leiga e honesta deve estar pensando como a entrada de moeda no país pode nos fazer mal, e muita gente leiga e desonesta deve estar repetindo as besteiras que assiste nos telejornais para seus amigos como se conhecedor do assunto fosse. Vamos as fatos, de forma simples, para que qualquer pessoa entenda: a verdade é somente uma: o governo brasileiro oferece taxas de juros muito maiores do que as praticadas por países de economia mais sadia, de modo que se torna atrativo emprestar-lhe dinheiro. Em outras palavras, o governo brasileiro está difamando justamente aqueles que lhes dão crédito.

Agora, leitor, responda: se um indivíduo que está atolado até o pescoço de dívidas por ter se entregado ao jogo de azar se dirige até o agiota e consegue convencê-lo de lhe conceder mais um empréstimo – desta vez a uma taxa de juros bem mais alta, justamente por causa do alto risco que o sujeito representa – será moralmente admissível xingar e culpar este último?
É certo sim, que há em curso uma expansão monetária mundial, mas neste campo o Brasil se comporta como o sujeito sujo falando do mal-lavado, vez que o padrão-ouro foi abandonado há muito tempo.

Sob o regime do padrão-ouro e das taxas de juros funcionando pelo próprio mercado para a calibragem dos seus investimentos - e não como instrumento de financiamento da prodigalidade estatal e manipulação macroeconômica no consumo, nada destas coisas teria lugar. O ouro poderia entrar ou sair pois seria uma moeda internacional, e seu uso seria destinado ao investimento, e não à despesa inflacionária.

Portanto, digníssimos leitores, não se deixem enrolar pelo economês brasiliense. Tudo isto não passa de malabarismos com a finalidade de aquietar o público. Já passa da hora de formarmos um público mais exigente que não se deixe engabelar, ainda que a mídia tradicional abdique da importância do seu papel.

08 de março de 2012
Klauber Cristofen Pires

BLOG NEO-ATEU SEGUE COM PÉROLAS INACREDITÁVEIS

“Antropóloga diz que evangélicos na TV põem em risco a liberdade de crença”

A transformação de denominações pentecostais e neopentecostais em “religiões eletrônicas”, com presença crescente nas TVs e emissoras de rádio, representa uma ameaça à liberdade de credo e à de expressão, afirmou a antropóloga Débora Diniz (foto), autora do livro “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” (112 págs., editora Letras Livres, R$ 20).

Ela argumentou que, como a maioria da população brasileira vê TV aberta, o que acaba sendo imposto é a pregação de um único credo, em detrimento das outras, colocando mais ainda à margem religiões de matriz afro-brasileira, como o candomblé e a umbanda.

Diniz afirmou que o uso da TV deveria ser mais democrático porque se trata de um serviço de concessão pública concedido pelo Estado laico. Mas o que ocorre na prática, disse, é que alguns grupos de comunicação estão ganhando muito dinheiro com a venda de horários a igrejas milionárias. Além disso, algumas organizações religiosas acabam tendo os seus próprios canais de TV.

“O público fica sem alternativa e sem acesso à informação de qualidade e, consequentemente, sem ferramentas para a formação de opinião”, disse.

Para ela, a hegemonia nos meios eletrônicos da pregação evangélica tem propagado ideias conservadoras, fortalecendo, em decorrência, a intolerância religiosa.

“Existe um favorecimento ao cristianismo, que oprime e impede que as minorias religiosas e as organizações não religiosas dedicadas à difusão de uma cultura de tolerância ocupem espaços e tenham voz”, disse a antropóloga ao iG.
Um levantamento feito em meados de 2011 pela Folha.com mostrou que as igrejas estavam ocupando 140 horas por semana dos canais de TVs de sinal aberto.

Recentemente, essa carga horária aumentou com a compra pela Igreja da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, do espaço no horário nobre da Rede TV! por mais de R$ 6 milhões mensais. A denominação já detém o horário nobre da Band.

Meus comentários

Ah, esse blog Paulopes é o meu paraíso. Eu, que quero investigar a mente dos neo-ateus e humanistas, encontro material tão farto por lá que nem preciso buscar em outras fontes. O cara realmente é cuidadoso. Qualquer lixeira que sai da boca de um anti-religioso ele publica.

Tecnicamente, eu sou aquele que recicla o material tóxico trazido pelo Paulopes e o trago para um exame. Basicamente, analiso o que eles escrevem como se estivesse avaliando um monte de m**** em um exame de fezes.

Com o discurso da Debora Diniz, a coisa não podia ser diferente. E só dá para responder tamanha imbecilidade com base na paródia, pois ninguém em sã consciência tem o direito de levar a sério o que ela escreveu na matéria em questão.

Eu não gosto de futebol e não assisto jogo algum. Já faz mais de 1 ano e meio que não assisto a uma partida completa.
Também acho lastimável a perda de tempo de alguém ao discutir futebol, mas respeito o direito. Acho que a Copa não devia vir sequer para o Brasil. Isso aqui vai virar um inferno na época dos jogos.

Mesmo assim, com as televisões exibindo futebol no horário nobre em QUANTIDADE MAIOR do que evangélicos aparecem na TV, eu TENHO A LIBERDADE de continuar sem assistir aos jogos.

Essa lógica, a que qualquer pessoa normal chegaria, não entra na cabeça dessa antropóloga. Ela afirma que “muitos evangélicos na TV” põem em risco a “liberdade religiosa”.

Só no dia em que ela provar que “muitos jogos de futebol na TV põem em risco a liberdade de se torcer para um time, não torcer para nenhum, ou até mesmo não gostar de futebol, como eu”.

08 de março de 2012
luciano ayan
Fonte: Paulopes

TIRIRICA: SE VALDEMAR ME TIRAR, VAI LEVAR...

Deputado federal Tiririca diz que é candidato para valer à prefeitura de São Paulo. Por Leandro Mazzini

Campeão nacional de votos, o deputado federal Tiririca (PR-SP) diz que é candidato para valer à prefeitura de São Paulo, e vai encomendar pesquisa de intenção de voto semana que vem. “Estou empolgado, e quando empolgo, embalo”. Negou que sua indicação ao cargo seja estratégia do partido para forçar o PT a ceder o Ministério dos Transportes de novo ao PR, e revelou que vai peitar o dono da legenda, Valdemar da Costa Neto, se for usado. “Se Valdemar me tirar, vai levar..”, ameaçou, sobre a manutenção de sua candidatura. O resultado da pesquisa vai nortear os próximos passos.

Meu povo…
O humorista deputado só teve um encontro com Valdemar para debater a candidatura. Jura que nada foi falado sobre PT. “Vamos fazer um barulho na rua, sou do povo”.

08 de março de 2012
Leandro Mazzini é jornalista e escritor

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Isso é que é palhaçada! Vale tudo nessa política que se pratica no país!
Já deixou de ser uma vergonha para ser escárnio! No que um partido pode transformar um país! Pão e circo, o mais é conversa fiada...
m.americo

OS ÁRABES, COMO ERAM VISTOS HÁ CINQUENTA ANOS

"Outrora gentis e acomodáveis, a remota civilização dos árabes vem sendo arrebatada hoje pelos ventos revigorantes da mudança. Uma fértil espécie de desordem está substituindo os velhos e definidos padrões de vida". Essas palavras que parecem contemporâneas foram publicadas em 1962, em um atraente livro, de 160 páginas, repleto de fotografias, intitulado The Arab World (O Mundo Árabe).
Os editores da revista Life produziram "The Arab World".

A edição ostenta três virtudes que valem a pena serem revistas cuidadosamente, meio século depois. Primeiro, os editores da revista Life, a então destacada revista semanal americana, produziram-na, implicando valor cultural. Segundo, o alto funcionário reformado do Departamento de Estado, George V. Allen, autor da introdução, apontou as credenciais de establishment do livro. Terceiro, Desmond Stewart (1924-1981), aclamado jornalista britânico, historiador e escritor, escreveu o texto.

O Mundo Árabe representa de forma enfática um artefato de outra era, embora não enaltecendo por completo o objeto de seu artigo, Stewart apresenta uma abordagem paternalista, benigna e romântica que deixaria engasgado até os maiores escritores eufemísticos de hoje. Por exemplo, ele leva a crer que um visitante do Ocidente nos países de língua árabe entraria "no domínio de Aladin e Ali Baba. As pessoas trazem à memória sua Bíblia ilustrada". Encontra-se pouco desse sentimentalismo na era da Al-Qaeda.

Mais interessante ainda, o livro mostra com que facilidade um proeminente analista pode interpretar mal a situação como um todo.

Conforme proposto pelo título, um tema domina a existência de um único povo árabe do Marrocos ao Iraque, um povo tão atado pela tradição que Stewart recorre a uma analogia do mundo animal: "os árabes possuem uma cultura comum, distinta, impossível de se livrar tanto quanto o beija-flor não mudará seus hábitos de nidificação pelos do melro". Ignorando o histórico do fracasso árabe em unificar seus países, Stewart previu que "independentemente dos acontecimentos, as forças para a união [árabe] continuarão a existir". Altamente improvável: essa ânsia desapareceu logo depois de 1962 e se manteve extinta desde então, bem como a premissa superficial que o idioma árabe por si só define o povo, sem levar em conta a história e a geografia.

O segundo tema trata do Islã. Stewart expressa que essa fé "simples" elevou a humanidade "a um novo patamar", que ela "não é pacifista, mas a sua principal palavra é Salam, ou seja, paz". Ele chama o Islã de "fé tolerante" e descreve os árabes historicamente como "conquistadores tolerantes" e "soberanos tolerantes". Os muçulmanos lidaram de forma "tolerante" com os judeus e cristãos. De fato, "a tolerância árabe estendia-se à cultura". Toda essa tolerância faz com que Stewart alegremente, porém de forma insensata, não leve em conta as manifestações do islamismo, que segundo ele "tem um ar antiquado e pouco apelo para os jovens". Em suma, Stewart não tem a mínima ideia quanto ao supremacismo, da sua origem aos tempos modernos.


Legenda do livro: "Em uma festa estilo levantino, oferecida por um homem de negócios, milionário árabe, uma dançarina libanesa chamada Kawakib apresenta a tradicional dança do ventre. Enquanto Kawakib dançava, os convidados também dançavam e cantavam".

O terceiro tema trata da determinação dos árabes em se modernizar: "Uma das surpresas do Século XX foi a maneira como os muçulmanos árabes aceitaram a mudança e o mundo moderno". Com exceção da Arábia Saudita e do Iêmen, em todos os outros lugares, ele descobre que "o modernismo árabe é uma força tangível, visível e audível". (Essa é a razão da minha primeira sentença, "ventos revigorantes da mudança"). Sua falta de visão em relação às mulheres resulta no chocante trecho a seguir: "o harém e seus pilares psicológicos foram detonados pelo Século XX". "Em assuntos econômicos, … as mulheres são quase iguais aos homens". Ele enxerga o que deseja enxergar, sem ligar para a realidade.


Legenda do livro: "Estudiosos amigáveis da seita muçulmana xiita passeiam no pátio do santuário em Najaf, Iraque, enquanto outros rezam, meditam ou até dormem".

Continuando com o tema do otimismo quimérico, Stewart detecta os povos de língua árabe se livrando do molde antigo, determinados "a destruir antigos estereótipos". Ninguém se atreveria hoje a escrever sobre o século VII da maneira como ele o fez, especialmente após o fracasso das ambições de George W. Bush em relação ao Iraque e a incursão na Líbia de Barack Obama: "Os primeiros quatro califas foram tão democráticos quanto William Gladstone da Grã-Bretanha ou Thomas Jefferson dos Estados Unidos". Stewart chega a alegar que a "civilização árabe faz parte da cultura ocidental, não oriental", seja lá o que isso quer dizer.

Legenda do livro: "Passando por cima de um carpete de boas-vindas de valiosos tapetes persas, o rei Saud da Arábia Saudita chega de Cadillac ao terraço de um palácio real".


Como aparte, o Islã era tão misterioso há cinquenta anos que as duas dezenas de funcionários, com altos salários da revista Life, listados como equipe editorial do livro legendou uma foto com a informação errada de que a peregrinação islâmica "ocorre todos os anos na primavera". (A Peregrinação hajj é antecipada de 10 a 11 dias a cada ano (no calendário gregoriano) devido ao calendário lunar muçulmano).

Os erros dos predecessores têm o efeito de causar modéstia. Um analista como eu espera não ser tão obtuso como Desmond Stewart e a revista Life e não ser exibido sob um prisma tão ruim com o passar do tempo. Aliás, eu estudo história na esperança de obter uma visão mais ampla e assim não estar limitado pelas suposições de hoje. Em 2062, diga-me como estou me saindo.

Original em inglês: The Arabs as Seen Fifty Years Ago
Tradução: Joseph Skilnik
por Daniel Pipes
The Washington Times
6 de Março de 2012

GOOGLE: CULPADA ATÉ QUE PROVE O CONTRÁRIO

Furor descabido tomou conta da Europa após empresa ter ignorado pedido de uma agência francesa para investigar sua nova política de privacidade
Perguntado recentemente a respeito das novas regras de privacidade da Google, que passaram a vigorar a partir de 1° de março, Jon Leibowitz, presidente da America’s Federal Trade Comission (agência norte-americana de proteção ao consumidor), respondeu que considerava que os consumidores de hoje enfrentam “uma escolha binária e de algum modo brutal”.

Ou estes aceitam as mudanças do Google, ou devem se privar completamente de seus serviços. Viviane Reding, a comissária de Justiça da União Europeia (UE), foi mais longe, afirmando numa entrevista à BBC que as novas regras infringem leis europeias.

A Google tem certeza absoluta que suas mudanças, às quais os usuários não podem não aderir, são perfeitamente legais e resultarão numa experiência online de melhor qualidade.
A empresa se desfez de 60 diferentes códigos de privacidade para diferentes produtos e integrou os seus principais ditames numa única política de privacidade. A linguagem deste novo regulamento também ficou mais facilmente compreensível.

Além de ter estendido seu método de compartilhamento de informações por entre seus serviços, de modo a associar históricos do YouTube e de buscas para que, por exemplo, usuários que assistam a determinados vídeos de um músico no YouTube recebam anúncios do mesmo artista ao utilizarem o Gmail ou outros produtos da empresa.
Alma Whitten, diretora de privacidade, produtos e engenharia da companhia, salientou numa postagem em um blog que tais mudanças não alteram as configurações de privacidade atuais nem resultam numa maior coleta de dados dos usuários.

Apesar disto, um furor tomou conta da Europa após o Google ter ignorado um pedido formal da autoridade nacional de privacidade francesa para que a implementação das mudanças propostas fosse postergada até que funcionários da organização tivessem tempo para examiná-las detalhadamente.

A organização abriu uma investigação a respeito dos planos da empresa em nome de formuladores de políticas públicas relacionadas à privacidade de toda a Europa, e seus resultados preliminares sugeriram que a Google infringiu a lei.
Reding tem a convicção de que a Google é culpada e repreendeu publicamente a empresa por não ter feito as consultas adequadas antes de implementar as mudanças mais recentes.

A primeira das acusações é prematura e a segunda parece injusta. Ainda está para ser visto o que os detetives da privacidade desvendarão ao esquadrinhar os detalhes das últimas mudanças da Google.
Em relação às consultas, a Google alega ter conversado com vários representantes de privacidade da UE a respeito de suas iminentes alterações antes de implementá-las. A Google merece confiança por tudo isto, e outras empresas de internet deveriam seguir seu exemplo ao contemplar alterações em suas políticas de privacidade.

Fontes:Economist - Google presses on
08 de março de 2012