"A verdade será sempre um escândalo". (In Adriano, M. Yourcenar)

"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o soberno estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade."
Alexis de Tocqueville (1805-1859)



domingo, 10 de fevereiro de 2013

A DOUTORA PROMETE E O MEC PODE NÃO ENTREGAR

 

Depois que as escolas de samba passarem, a doutora Dilma poderá chamar o comissário Aloizio Mercadante para afinar o discurso do governo em relação à promessa de que seriam realizados dois exames do Enem neste ano.

Quando essa iniciativa nasceu, em 2009, esse era o projeto e nisso estaria a sua maior virtude. Em vez de jogarem um ano de suas vidas numa só prova, os estudantes teriam duas oportunidades. (A garotada americana tem sete.) A cada ano, o governo prometeu que o segundo exame seria realizado no vindouro. Nada.

Em janeiro de 2012, a doutora disse o seguinte:

“No ano que vem, [serão] duas edições”.

Um mês depois, Mercadante acrescentou: “Estamos trabalhando nessa possibilidade”.

Em janeiro passado, o jogo virou. O ministro Mercadante disse ao repórter Demetrio Weber que “não temos, neste momento, a necessidade de um novo exame. O problema não é o risco, o problema é o custo. Nós dobraríamos os custos do Enem”.

Tudo bem, mas quem precisa de dois Enem são os estudantes, não o comissariado, e quem prometeu dois testes foram seus dois ministros da Educação e a doutora Dilma.

Enem Fortaleza - 2012 - Foto: André Teixeira/G1

O último exame custou R$ 271 milhões, e Mercadante argumenta: “quantas creches eu construo?”. Se é para fazer conta de padaria, o ministro poderia perguntar quantas creches construiria com o dinheiro que seus companheiros recebem, acima do teto de R$ 26 mil mensais, vindo de conselhos e auxílios-moradia. Coisa de uns R$ 2 milhões anuais.

Ademais, tendo prometido entregar seis mil creches até o fim de 2014, em dezembro de 2012 a doutora entregara apenas 20. Cabe a pergunta: o MEC tem um banco de questões capaz de aguentar dois testes do Enem?

Quem acreditou nas promessas de Fernando Haddad enquanto ele esteve no Ministério da Educação fez papel de bobo. Inclusive o signatário, que não acreditou na promessa da doutora, por escaldado.

10 de janeiro de 2013
Elio Gaspari é jornalista

O QUE SERÁ O AMANHÃ?

 

A reunião de suposto congraçamento entre a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac, versão latina da Organização dos Estados Americanos sem os EUA e o Canadá) e a União Europeia, ocorrida em Santiago do Chile no fim de janeiro, revelou o velho anacronismo existente em boa parte dos países da região dirigidos sob uma visão terceiromundista.

Inútil encontro porque restou apenas a constatação de que a “estratégica associação transatlântica” pretendida jamais se solidificará frente à existência da brecha político-ideológica que separa países latino-americanos com visões planetárias da outra metade que ainda cultuam gestões político-econômicas do passado.

O pior da história é que o Brasil parece situar-se no lado errado, ainda preso à “Doutrina Garcia” (esplendidamente destrinchada em magistral artigo do sociólogo Demétrio Magnoli).

Como principal conselheiro presidencial para assuntos externos, suas opiniões conduziram a política externa brasileira nos últimos dez anos a um estrondoso fracasso. Logrou destronar o Ministério das Relações Exteriores de seu encargo constitucional ao induzir os dirigentes do país a seguir os ditames “lulopetistas”, “chavistas” e “kirchneristas” de integração regional e aversão aos países capitalistas.


Não é por outra razão que o Brasil, supostamente o líder econômico continental, aceita e até apoia toda sorte de subversões comerciais praticadas pela Argentina no último decênio. Outro feito importante da dita “doutrina” foi orientar o governo a participar do conhecido plano para ingressar a Venezuela no Mercosul pela janela.

Em matéria de relacionamento extrarregional, o bloco dispõe apenas de dois insípidos acordos vigentes com a Índia e Israel e três outros com a União Aduaneira da África Austral (Sacu, na sigla em inglês), Egito e Palestina à espera de aprovações parlamentares.

Os (des)entendimentos com a União Europeia estão próximos de completar vinte anos e, a julgar pela Argentina, jamais serão finalizados enquanto perdurar a atual postura Kirchner, enquanto o Brasil, preso às amarras da Decisão do Conselho do Mercado Comum do Mercosul 32/00, não tem outro papel a não ser ir dourando a pílula.

Enquanto isso, os países da Aliança Atlântica (Colômbia, Chile, Peru e México) — contando com crescentes observadores (Panamá, Costa Rica, Uruguai e mais recentemente o Paraguai) — estão voando à velocidade do som para recuperar décadas perdidas de atrasos e demagogias.

E nós? Como estamos no período de carnaval, só nos resta cantar o conhecido samba-enredo da União da Ilha:

“O que será o amanhã?
Descubra quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será o que Deus quiser...”


10 de fevereiro de 2013
Mauro Laviola é vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil

... E FIM DE PAPO!



"No que diz respeito à perda de mandato parlamentar por condenação pela Corte Suprema, cabe à Câmara, nos termos constitucionais, finalizar o processo de perda de mandato, processando a liturgia de declarar a vacância do cargo e convocar o suplente."


Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, em artigo na Folha de S. Paulo

10 de fevereiro de 2013

CUBA DUAS VEZES

 


Nesses 55 anos de ditadura, o país andou para trás em tudo, como pode poderá ser lido no artigo “O que foi que aconteceu???” logo após este.

O que segue abaixo foi escrito pela blogueira e dissidente cubana Yoani Sánchez e dá uma idéia de como funciona a liberdade política naquele país.

Alain Robert  E Yoani Sánchez
Alain Robert E Yoani Sánchez

612 POR 612.
Yoani Sánchez

No dia 4 de fevereiro, o francês Alain Robert “escalou” a fachada do hotel Habana Libre. Graças aos seus 26 andares e uma altura de 125 metros (três vezes menor que o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro nt.), se pode ter uma das melhores visões da cidade (Havana, capital de Cuba nt.). Vide vídeo French climber ‘Spiderman‘ tops Cuban hotel.

Uma pequena multidão espremeu-se na calçada do hotel, tentando com seus celulares registrar a façanha desse Homem-Aranha, que entre outras proezas escalou a torre Burj Khalifa em Dubai, que tem 828m. de altura.

Essa escalada aconteceu um dia depois de outro acontecimento importante, mas com menos expectativas, que foram as eleições dos deputados para a assembléia nacional.

Ao contrário das eleições esse simpático Spiderman (Homem Aranha nt), podia trazer alguma surpresa, enquanto o resultado das eleições, já era conhecido de todos, mesmo antes da votação.
Ao invés de votarem neste ou naquele candidato, os cubanos tinham somente que ratificar 612 candidatos para 612 cadeiras do parlamento.

Certamente foi por esse motivo que o audaz escalador, tenha dado mais assunto que o resultado dos votos em todo o país.

Como era de se esperar, não teve um só opositor ao governo que tenha conseguido chegar ao parlamento, ninguém com as idéias políticas diferentes àquelas do estado, conseguiu entrar na Assembléia Nacional. Nem um deputado que não tenha a mesma ideologia do partido que está no poder.
É a enjoada homogeneidade daqueles que pensam todos a mesma coisa.

10 de fevereiro de 2013
A Redação

(1) Fonte: GeneracionY
(2) Traduzido pela Redação

O QUE FOI QUE ACONTECEU???

 


A primeira nação da América Latina e a terceira no mundo (atrás da Inglaterra e dos EUA), a ter uma ferrovia foi Cuba, em 1837. Foi um cubano que primeiro aplicou anestesia com éter na América Latina em 1847.

A primeira demonstração, a nível mundial, de uma indústria movida a eletricidade foi em Havana, em 1877. Em 1881, foi um médico cubano, Carlos J. Finlay, que descobriu o agente transmissor da febre amarela e definiu sua prevenção e tratamento.

Havana atual
Havana atual

O primeiro sistema elétrico de iluminação em toda a América Latina (incluindo Espanha) foi instalado em Cuba, em 1889. Entre 1825 e 1897, entre 60 e 75% de toda a renda bruta que a Espanha recebeu do exterior vieram de Cuba. Antes do final do Século XVIII Cuba aboliu as touradas por considerá-las “impopulares, sanguinárias e abusivas com os animais”.

O primeiro bonde que circulou na América Latina foi em Havana em 1900. Também em 1900, antes de qualquer outro país na América Latina foi em Havana que chegou o primeiro automóvel.
A primeira cidade do mundo a ter telefonia com ligação direta (sem necessidade de telefonista) foi em Havana, em 1906. Em 1907, estreou em Havana o primeiro aparelho de Raios-X em toda a América Latina.

Em 19 maio de 1913 quem primeiro realizou um vôo em toda a América Latina foram os cubanos Agustin Parla e Rosillo Domingo, entre Cuba e Key West, que durou uma hora e quarenta minutos. Primeiro país da América Latina a conceder o divórcio a casais em conflito foi Cuba, em 1918.

O primeiro latino-americano a ganhar um campeonato mundial de xadrez foi o cubano José Raúl Capablanca, que, por sua vez, foi o primeiro campeão mundial de xadrez nascido em um país subdesenvolvido.
Ele venceu todos os campeonatos mundiais de 1921-1927. Em 1922, Cuba foi o segundo país no mundo a abrir uma estação de rádio e o primeiro país do mundo a transmitir um concerto de música e apresentar uma notícia pelo rádio.

Primeira locutora de rádio do mundo foi uma cubana: Esther Perea de la Torre. Em 1928, Cuba tinha e 61 estações de rádio, 43 deles em Havana, ocupando o quarto lugar no mundo, perdendo apenas para os EUA, Canadá e União Soviética. Cuba foi o primeiro no mundo em número de estações por população e área territorial.

Em 1937, Cuba decretou pela primeira vez na América Latina, a jornada de trabalho de 8 horas, o salário mínimo e a autonomia universitária. Em 1940, Cuba foi o primeiro país da América Latina a ter um presidente da raça negra, eleita por sufrágio universal, por maioria absoluta, quando a maioria da população era branca. Ela se adiantou em 68 anos aos Estados Unidos.

Em 1940, Cuba adotou a mais avançada Constituição de todas as Constituições do mundo. Na América Latina foi o primeiro país a conceder o direito de voto às mulheres, igualdade de direitos entre os sexos e raças, bem como o direito das mulheres trabalharem.

O movimento feminista na América Latina apareceu pela primeira vez no final dos anos trinta em Cuba. Ela se antecipou à Espanha em 36 anos, que só vai conceder às mulheres espanholas o direito de voto, a posse de seus filhos, bem como poder tirar passaporte ou ter o direito de abrir uma conta bancária sem autorização do marido, o que só ocorreu em 1976.

Em 1942, um cubano se torna o primeiro diretor musical latino-americana de uma produção cinematográfica mundial e também o primeiro a receber indicação para o Oscar norte-americano. Seu nome: Ernesto Lecuona.
O segundo país do mundo a emitir uma transmissão pela TV foi Cuba em 1950. As maiores estrelas de toda a América, que não tinham chance em seus países, foram para Havana para atuarem nos seus canais de televisão.

O primeiro hotel a ter ar condicionado em todo o mundo foi construído em Havana: o Hotel Riviera em 1951. O primeiro prédio construído em concreto armado em todo o mundo ficava em Havana: o Focsa, em 1952. Em 1954, Cuba tem uma cabeça de gado por pessoa.

O país ocupava a terceira posição na América Latina (depois de Argentina e Uruguai) no consumo de carne per capita. Em 1955, Cuba é o segundo país na América Latina com a menor taxa de mortalidade infantil (33,4 por mil nascimentos). Em 1956, a ONU reconheceu Cuba como o segundo país na América Latina com as menores taxas de analfabetismo (apenas 23,6%).
As taxas do Haiti era de 90%; e Espanha, El Salvador, Bolívia, Venezuela, Brasil, Peru, Guatemala e República

Dominicana 50%. Em 1957, a ONU reconheceu Cuba como o melhor país da América Latina em número de médicos per capita (1 por 957 habitantes); com o maior percentual de casas com energia elétrica, depois Uruguai; e com o maior número de calorias (2870) ingeridas per capita.

Em 1958, Cuba é o segundo país do mundo a emitir uma transmissão de televisão a cores. Em 1958, Cuba é o país da América Latina com maior número de automóveis (160.000, um para cada 38 habitantes).
Era quem mais possuía eletrodomésticos. O país com o maior número de quilômetros de ferrovias por km2 e o segundo no número total de aparelhos de rádio.

Ao longo dos anos cinqüenta, Cuba detinha o segundo e terceiro lugar em internações per capita na América Latina, à frente da Itália e mais que o dobro da Espanha. Em 1958, apesar da sua pequena extensão e possuindo apenas 6,5 milhões de habitantes, Cuba era 29ª economia do mundo.
Em 1959, Havana era a cidade do mundo com o maior número de salas de cinema: (358) batendo Nova York e Paris, que ficaram em segundo lugar e terceiro, respectivamente.

E depois o que aconteceu?
Veio a Revolução… Comunista…


E hoje… em Cuba… resta o desespero de uma população faminta, sem liberdade nem mesmo de abandonar o país, sem dignidade, onde a atividade que mais emprega é a prostituição.

Esse mesmo regime que destruiu CUBA é o projeto político-filosófico que está se implantando no Brasil. Foi lá que José Dirceu deve ter aprendido a montar seu projeto de poder. A estruturar mensalões. É lá que o Marco Aurélio Top Top Garcia se inspira em sua geo-politica externa. Tão pequena quanto seus parceiros preferenciais de Merdosul.

A cor da moda, por lá, continua sendo o vermelho, ainda que roto e esfarrapado. Um vermelho idêntico ao das cores preferidas por Dilma e pelo PT.

10 de fevereiro de 2013
Ancião

O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA A SANTA FULEIRA

 roque infla

O Texto é o da Arte criada por Roque Sponholz

10 de fevereiro de 2013

CHÁVEZ NÃO SE RECUPERARÁ DO CÂNCER

MÉDICOS COMUNICAM À FAMÍLIA DE HUGO CHÁVEZ QUE CAUDILHO NÃO SE RECUPERARÁ DO CÂNCER. TIRANETE JÁ PERDEU A VOZ COMPLETAMENTE.
Hugo Chávez beija o crucifixo em sua última aparição pública há dois meses, quando anunciou que se submeteria à quarta cirurgia.
Em furo internacional, o jornalista Emili J. Blasco, correspondente do jornal espanhol ABC em Washington, revela a notícia que o governo da Venezuela vinha escondendo até esta data, ou seja, que o câncer que acomente o caudilho Hugo Chávez há um ano e meio está realmente em fase terminal. Em tradução livre do espanhol transcrevo os primeiros parágrafos da reportagem de Emili Blasco e, abaixo, a no original em espanhol com link para leitura completa:
Os médicos que cuidam de Hugo Chávez em Havana já comunicaram à família do presidente, aos irmãos Castro e à cúpula chavista que o paciente não está em condições de regressar para exercer a presidência da Venezuela.
Assim relatam fontes em contato com a equipe médica, indicando também que Chávez perdeu a voz por completo, em consequência do tratamento médico recebido. A terapia causou dano permanente em suas cordas vocais e dificilmente poderá recuperar a voz. Sem falar e sem poder mover-se da cama há exatamente dois meses, o presidente se encontra "muito deprimido".
O anúncio público por parte do Governo de que Chávez está incapacitado para reassumir sua funções será realizado os próximos dias, e isso já teria sido transmitido aos membros do Tribunal Supremo, segundo apurou o diário ABC. Passados mais de 60 dias desde sua última aparição pública - no dia 8 de dezembro compareceu em Caracas para anunciar que ser submetido a uma quarta operação em Havana, que teve lugar três dias depois -, o estado do presidente Chávez apresenta pronunciada deterioração, ainda que sem alcançar a extrema gravidade de finais de dezembro, quando se encontrou à beira da morte.
Embora a família já soubesse que o câncer que acomete Chávez, um rabdomiosarcoma, era terminal, a comunicação formal por parte dos médicos de que não terá recuperação suficiente para excercer a Presidência foi um golpe para o círculo próximo ao presidente. Conhecedores da reaçao do núcleo duro do Governo atestam que nas últimas horas vivem com consternação.
A comunicação médica deveria conduzir à declaração de incapacidade ou ausência total do presidente. O aviso dado ao Tribunal Supremo indica que esse organismo, que avalizou a continuidade de Chávez à frente da República apesar das dúvidas constitucionais a respeito, se prepara também para avaliar essa nova realidade.

(...)
O estado de Chávez o impede de viajar a Caracas para prestar juramento como Presidente. Se em princípio se pensou numa viagem de ida e volta, para prosseguir o tratamento em Havana, as novidades aconselham um traslado definitivo para a capital venezuelana para esperar um desenlace final.
EN ESPAÑOL - Los médicos que atienden a Hugo Chávez en La Habana ya han comunicado a la familia del presidente, a los hermanos Castro y a la cúpula chavista que el paciente ya no está en condiciones de regresar para ejercer la presidencia de Venezuela.
Así lo aseguran fuentes en contacto con el equipo médico, que también indican que Chávez ha perdido la voz por completo, a consecuencia del tratamiento médico recibido. Este ha causado daño permanente en sus cuerdas vocales y difícilmente va a poder recuperar la voz. Sin habla y sin poder moverse de la cama, en la que lleva exactamente dos meses, el presidente se encuentra «muy deprimido», apuntan las citadas fuentes.
Un anuncio público por parte del Gobierno de que Chávez es incapaz de reasumir sus funciones será realizado los próximos días, y así ha sido trasladado ya a miembros del Tribunal Supremo, según ha podido saber este diario.
Cuando ya han pasado más de sesenta días desde su última aparición pública –el 8 de diciembre compareció en Caracas para anunciar que iba a ser sometido a una cuarta operación en La Habana, que tuvo lugar tres días después–, el estado del presidente Chávez sigue siendo de pronunciado deterioro, aunque sin alcanzar la extrema gravedad de finales de diciembre, cuando se encontró al borde de la muerte.

Aunque la familia sabía que el cáncer que padece Chávez, un rabdomiosarcoma, era terminal, la comunicación formal por parte de los médicos de que no cabe recuperación suficiente para intentar ejercer la presidencia ha sido un golpe para los allegados al presidente. Conocedores de la reacción del núcleo duro del Gobierno atestiguan que las últimas horas se están viviendo con consternación.
La comunicación médica debería conducir a la declaración de incapacidad o ausencia total del presidente. Precisamente el aviso dado al Tribunal Supremo indica que este organismo, que dio el visto bueno a la continuidad de Chávez al frente de la República a pesar de las dudas constitucionales al respecto, se prepara también para avalar el nuevo paso.
(...)
El estado de Chávez le ha impedido hacer el viaje a Caracas para juramentar como presidente. Si en un principio se pensó en un viaje de ida y vuelta, para proseguir el tratamiento en La Habana, las novedades aconsejan un traslado definitivo a la capital venezolana para esperar un desenlace final.
 
 
10 de fevereiro de 2013
in aluizio amorim

VAMOS ACABAR COM A FOLIA DOS RIDÍCULOS?

 




Pulando carnaval em Salvador, para alegria de gregos de baianos, o rapper sul-coreano Psy revelou que o segredo do sucesso foi fazer "o máximo possível para ser ridículo" no vídeo que o levou a ser conhecido mundialmente, com a ridícula coreografia na música "Gangnam Style". A folia dos ridículos seduz a humanidade, principalmente as grandes massas ignaras.

O que o rebolativo “livre-pensador” falou agora, nossos políticos da safra pós-abertura de 1985 sempre souberam. Hoje, quem dança ao ritmo escroto deles somos nós. Graças à hegemonia deles, no comando do Governo do Crime Organizado, o Brasil atravessa o samba, em ritmo errático para trás. Instituições, corrompidas e com métodos anacrônicos, caminham para uma ruptura.

É carnaval! Mas independentemente do reinado do Momo, nossa politicalha parece que vive em permanente carnaval. Principalmente com a coisa pública, da qual tiram proveito próprio. Por isso, não causa espanto a bravata lançada pela tal facção “Renanzista” contra nosso Estado nada Democrático de Direito.
Lançar ameaças midiáticas ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal, para tentar blindar Renan Calheiros, só pode ser uma atitude de débil mental. Pois o Senado parece repleto deles. Daqui a pouco, sentiremos saudades do Sarney...

Um politizado amigo me mandou uma mensagem no meu grampeado e invadido e-mail, no sábado de carnaval: “A contra-revolução de 1964 no Brasil foi uma situação política especial, na qual houve a necessidade temporária de exclusão da democracia para que se preservassem os objetivos fundamentais da Nação, inclusive a própria democracia".
Análise justa e perfeita. Acontece que em 1964 houve um clamor popular para aquela ação...

Os militares de hoje dão sinais de que não acreditam mais naquele tipo de intervenção. Sobrevivem acuados pelo passado estigmatizado pela propaganda ideológica de esquerda. Assim, preferem aparentemente agir como passivos funcionários públicos fardados, mesmo quando atacados. Não chega a ser covardia, muito menos conivência. Mas sim uma pragmática conveniência. Cuidar da carreira e do contracheque dá bem menos dor de cabeça que se meter em política.

Miliares não devem ser interventores da vida pública. O papel constitucional deles é outro. No entanto, não podem se omitir diante dos problemas nacionais. Principalmente a corrupção. Por isso, pega muito mal o silêncio comprometedor diante da recente denúncia da revista Veja de que oficiais do Exército pediram propina para referendar a vitória de uma empresa paranaense, fabricante de ônibus, em uma licitação de R$ 17,8 milhões para fornecer 65 veículos para o Batalhão da Guarda Presidencial.

O caso foi denunciado pelo grupo Mascarello ao senador Roberto Requião (PMDB). Ele repetiu a denúncia ao ministro da Educação, Aloísio Mercadante Oliva, cujo pai é um General quatro estrelas da velha linha-dura.
O próprio Oliva (o filho, que por conveniência política não usa o sobrenome do pai militar) teria cobrado providências ao comandante do Exército. O General Enzo Peri homologou a licitação, sem que a empresa tivesse de pagar o “pedágio”.
Depois, ouviu todos os envolvidos e comunicou à Presidenta Dilma todas as providências que foram tomadas. Em geral, o EB age com rigor e corta a própria carne em tais casos.

O Exército deveria agir com total transparência pública para uma acusação tão grave contra a honra e honestidade militar.
Primeiro, nada custaria ao EB esclarecer porque o Batalhão da Guarda Presidencial precisa de tantos ônibus, em uma das operações do PAC Equipamentos.
Segundo, teria de tornar públicos os nomes dos envolvidos e sua eventual punição sumária. Não vale a pena repetir o maior erro fatal pós-64 – que foi a censura. A omissão da verdade custa aos militares perder a guerra de versões da história para a esquerda – que soube muito bem contar os fatos sob a ótica dela. Depois, não adianta gritar “Salve, Jorge”...

Militares não podem dar golpes... Também não devem sofrê-los. As Forças Armadas têm a destinação institucional de defesa incondicional da Pátria. Militares – principalmente seus generais – existem para conhecer, buscar e combater, permanentemente, o inimigo real. Nâo existem margens para agir de outra forma. Ainda mais contra a corrupção, os corruptores e os corruptos em qualquer instituição pública.

Militares não podem cair na folia dos ridículos. Rasgar a farda e os juramentos de fidelidade à Pátria não fazem parte de nenhum rito carnavalesco.
General da banda só é bom nos bailinhos.
“Os militares sabem de absolutamente tudo que acontece” – como já chegou a destacar o General Enzo, em um jantar fechado, curiosamente com o poder fardado vestido à paisana, exceto o Coronel que tomava conta da porta do salão do Comando Militar.
Exatamente por saberem de tudo, não podem omitir e muito menos se omitir.

No vácuo institucional que se desenha, se os militares não cumprirem seu dever constitucional, o Brasil vai cair em anomia, com consequências imprevisíveis. Em tal quadro, generais precisam agir como samurais – jamais como gueixas seduzidas pelos podres poderosos de plantão. Cabe à sociedade apoiar os militares na defesa da Pátria e da essência das instituições – que precisam passar por um processo de depuração e reorganização para voltem a ser aquilo que deveriam, para o bem dos brasileiros.

Independentemente da ideologia de cada um, todos nós temos de dar um fim à ridícula folia do Governo do Crime Organizado. As Forças Armadas, como ainda respeitadas instituições nacionais fundamentais e permanentes, devem dar o exemplo.
Sem golpes! Mas democraticamente, dando suporte e segurança a quem deseja fazer com que a ordem legal seja restabelecida e cumprida.

O Brasil precisa de choques urgentes e simultâneos de Democracia, Ordem Pública e Educação. O resto é confete e serpentina...

Se tiver saco, releia o artigo:

Ética, Democracia, Política e Liberdade: teremos algum dia? (no arquivo do blog)



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

10 de fevereiro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

DEPOIS DA "MORDAÇA", A IMPUNIDADE

 

Jorge Maranhão
Contra a chamada PEC da Impunidade, enfim a sociedade organizada começa a reagir.

Depois da famosa “Lei da Mordaça ao Ministério Público”, de Paulo Maluf, que está apenas engavetada e pode voltar a qualquer momento, temos agora a PEC 37, que quer restringir o poder de investigação do Ministério Público, e cujo autor é o deputado federal Lourival Mendes (MA), delegado de polícia.

A PEC propõe que qualquer investigação criminal seja realizada exclusivamente pelas polícias Federal e civis, cabendo ao Ministério Público apenas o acompanhamento de cada caso. Desde que foi aprovada em dezembro na comissão especial, podendo ser encaminhada a qualquer momento à votação no plenário da Câmara Federal, a sociedade civil já divulgou três manifestos de alerta à cidadania.

O primeiro foi dos procuradores de São Paulo, um abaixo-assinado que virou o ano com 30 mil assinaturas. O segundo foi da Rede Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade, cujas 90 entidades de combate à corrupção lançaram uma nota de repúdio à PEC 37.

Já a Associação Nacional dos Procuradores da República lançou o seu decálogo de conscientização sobre a importância do poder de investigação do Ministério Público, lembrando que o próprio STF já definiu a constitucionalidade desta sua prerrogativa.

Além de alertar que tal exclusividade atingirá também a Receita Federal, a CGU, o Coaf, a Previdência Social, o Ibama, a CVM e outros órgãos de fiscalização e controle que também poderão ter suas funções investigatórias questionadas.

Junte-se a isto que nem todos os setores da própria polícia apoiam a PEC 37, como, por exemplo, a Federação Nacional dos Policiais Federais, que fez questão de assinar o decálogo do Ministério Público, com o entendimento de que seu enfraquecimento é um grande retrocesso. E assim também entendem as associações dos magistrados brasileiros e dos juízes federais.

O que se questiona, portanto, não é o modelo do procedimento investigatório que deve mesmo ser seguido das instituições policiais. Mas daí, tratar toda e qualquer investigação como função exclusiva da polícia vai uma longa distância.
Porque nada que é exclusivo numa democracia é bom para os cidadãos.

Basta lembrar o caso recente da queda de braço entre o Conselho Nacional de Justiça e as corregedorias dos tribunais, quando se pacificou no próprio STF que o poder de um órgão não extingue o do outro. Na verdade, eles se complementam.

Jorge Maranhão
Fonte: O Globo, 06/02/2013

UM GRITO DE DESALENTO

Reponho este artigo para louvar a dignidade de um homem, alguma luz na escuridão medíocre em que estamos afundados.

                            Eu não aceito!

  

Roberto DaMatta


Quando o hígido Michel Temer vira poeta e Renan Calheiros – acusado pela Procuradoria Geral da República de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso – é apossado (com voto secreto – o voto da covardia) na Presidência do Senado Federal no posto número 3 da sucessão republicana e entra no papel dando uma aula de ética e com apoio do PSDB, um lado meu pergunta ao outro se não estaria na hora de sumir do Brasil.
 
Se não seria o momento de pegar o meu chapéu e deixar de escrever, abandonar o ensino das antropologias, desistir do trabalho honesto, beber fel, tornar-me um descrente, aloprar-me, abandonar a academia (de ginástica, é claro), deixar-me tomar pela depressão, desistir de sonhar, aniquilar-me, andar de joelhos, dar um tiro no pé, filiar-me a uma seita de suicidas, mijar sentado, avagabundar-me, virar puxa-saco, fazer da mentira a minha voz; e – eis o sentimento mais triste – deixar de amar, de imaginar, de ambicionar e de acreditar.
 
Abandonar-me a esse apavorante cinismo profissional que toma conta do País – esse inimigo da inocência -, porque minha cota de ingenuidade tem sido destroçada por esses eventos.
 
Eu não posso aceitar viver num país que legaliza a ilegalidade, tornando-a um valor. Eu não posso aceitar um conluio de engravatados que vivem como barões à custa do meu árduo trabalho.
 
“A ética não é um objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é obrigação de todos nós e é dever deste Senado”, professa Renan Calheiros, na sua preleção de po(s)se.
 
Para ele, a ética, o Brasil, o dever, o interesse e as obrigações são coisas externas. Algo como a gravata italiana que chega de fora para dentro e pode ou não ser usada. Façamos uma lei que torne todo mundo ético e, pronto!, resolvemos o problema da cena política brasileira – esse teatro de calhordices.
 
A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração – quando há coração… Por isso, ela não precisa de denúncias de jornais, nem de sermões, nem de demagogia, nem da polícia! A lei precisa da polícia, o moralismo religioso carece dos santarrões e as normas, de fiscais. A ética, porém, requer o senso de limites que obriga à mais dura das coragens: a de dizer não a si mesmo e, no caso deste Brasil impaludado de lulopetisto, a de negar o favor absurdo ou criminoso à namorada, ao compadre, ao companheiro, ao irmão, ao amigo.
 
A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração – quando há coração…
“O Zé é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”, eis a cínica palavra de ordem de um sistema totalmente aparelhado e dominado pelo poder feito para enriquecer a quem o usa, sem compostura, o toma lá dá cá com tonalidades pseudoideológicas, emporcalhando a ideologia.
 
Quem é que pode acreditar na possibilidade de construir um mundo mais justo e igualitário no qual a esfera pública, tocada com honestidade, é um ideal, com tais atores? Justiça social, honestidade, retidão de propósito são valores que formam parte da minha ideologia; são desígnios que acredito e quero para o Brasil. Ver essa agenda ser destruída em nome dos que tentaram comprar apoio político e hoje se dizem vítimas de um complô fascista, embrulha o meu estômago. Isso reduz a pó qualquer agenda democrática para o Brasil.
 
O cínico – responde meu outro lado – precisa (e muito) de polícia; o ético tem dentro de si o sentido da suficiência moral. Ela ou ele sabem que em certas situações somente o sujeito pode dizer sim (ou não!) a si mesmo. Isso eu não faço, isso eu não aceito, nisso eu não entro. É simples assim. A camaradagem fica fora da ética, cujo centro é o povo como figura central da democracia.
 
O que vemos está longe disso. Um eleito condenado pelo STF é empossado deputado, Maluf – de volta ao proscênio – sorri altaneiro para os fotógrafos, um outro companheiro com um passado desabonado por acusações vai ser eleito presidente da Câmara; a presidente age como a rainha Vitória. E o Direito: o correto e o honesto viram “direita”.
 
Entrementes, a “esquerda” tenta desmoralizar a Justiça porque não aceita limites nem admite abdicar de sua onipotência. Articula-se objetivamente, com uma desfaçatez alarmante, uma crise entre poderes exatamente pela mais absoluta falta de ética, esse espírito de limite ausente dos donos do poder neste Brasil de conchavos vergonhosos e inaceitáveis.
Você, leitor pode aceitar e até considerar normal. Eu não aceito!

Roberto DaMatta, antropólogo.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 06/01/2013

OS PÉS DO PAVÃO...


EUA HOMENAGEIAM PLAGIÁRIO CONTUMAZ

Centenas de pessoas foram ontem ao memorial de Martin Luther King, em Washington, nos Estados Unidos, para lembrar o mártir dos direitos civis dos negros. O vigarista ninguém mais lembra. Luther King fez sua fama montado na mentira e no embuste. Acadêmico, viveu de plágios.

De Ana, minha fiel correspondente nos Estados Unidos, recebo este apanhado:

- Seu primeiro sermão como reverendo foi plagiado de uma homilia do pastor protestante Harry Emerson Fosdick, intitulada Life is What You Make It, e tal afirmação está de acordo com as palavras de um dos melhores amigos de King na época, o também reverendo Larry H. Williams.

- O primeiro livro de MLK, Stride Toward Freedom, é um compendio de plágios das mais variadas fontes, todas sem o devido crédito. Tal informação e' corroborada pelos escritores Keith D. Miller, Ira G. Zepp, Jr., and David J. Garrow, que longe de serem agentes da CIA, são, ao contrario, entusiastas admiradores do vigarista de Atlanta.

- E se isso não for o bastante como evidência, o Centro Martin Luther King para Mudanças Sociais Não-Violentas (Martin Luther King Center for Nonviolent Social Change, Inc.), de cujo staff faz parte a própria viúva de King, Coretta Scott King, publicou o livro The Papers of Martin Luther King Jr., no qual diz-se sobre os escritos de MLK na Boston University e no Crozer Theological Seminary: "Julgados reatroativamente de acordo com critérios acadêmicos, são tragicamente manchados por diversas evidências de plágio, especialmente aqueles no campo de sua principal graduação, Teologia Sistemática."

- Ainda de acordo com o The Martin Luther King Papers, na dissertação referida acima, "apenas 49% das sentenças no capitulo sobre Tillich contém cinco ou mais palavras escritas pelo próprio Dr. King."

- O ensaio escrito por King na época em que estudava no Crozer, The Place of Reason and Experience in Finding God, foi amplamente pirateado de trabalhos do teólogo Edgar S. Brightman, autor de The Finding of God.

- Outra tese escrita por King, Contemporary Continental Theology, escrita logo após seu ingresso na Boston University, é plágio de um livro de Walter Marshall Horton.

- A tese de doutorado de King, A Comparison of the Conceptions of God in the Thinking of Paul Tillich and Harry Nelson Wieman, pela qual lhe foi conferido um PhD em Teologia, contém mais de cinqüenta frases completas plagiadas da tese de doutorado do Dr. Jack Boozer, The Place of Reason in Paul Tillich's Concept of God.

- No The Journal of American History, junho de 1991, página 87, David J. Garrow, um acadêmico esquerdista simpático a MLK, afirma que Coretta Scott King, viúva e secretária de MLK era sua cúmplice nos plágios (King's Plagiarism: Imitation, Insecurity and Transformation.

- Lendo o acima mencionado artigo de Garrow, somos levados à conclusão de que King plagiava porque havia escolhido uma carreira política na qual um PhD lhe seria útil, e na falta de talento para criar algo de sua própria lavra, usava de todos os meios possíveis, incluindo o roubo de trabalhos e méritos alheios. Por que, então, os professores de King no Crozer Seminary e Boston University, fizeram vistas grossas e garantiram-lhe seu PhD, apesar de sua óbvia falta de méritos? Garrow responde na página 89: "os trabalhos acadêmicos de King, especialmente os da Boston University se compõem basicamente de descrições de sumários e comparações de outros escritos. No entanto, seus trabalhos sempre receberam notas altas, numa clara indicação de que seus professores não esperavam muito mais dele. O editores de The Martin Luther King Jr. Papers concluem que "a omissão por parte dos professores de MLK em perceberem seus repetidos plágios são de fato impressionantes."

- Mas o pesquisador Michael Hoffman esclarece: "... na verdade, a má fé dos professores não é assim tão impressionante. King era politicamente correto, era negro e tinha ambições. Professores esquerdistas dariam com alegria um PhD a um candidato com tais atributos, pouco importando quanta fraude estivesse envolvida. Por essas mesmas razões, também não é de admirar que tenha levado mais de 40 anos para que o constante hábito de plágio por parte de King tenha finalmente se tornado público.

- Professores universitários, que na verdade compartilhavam com King sua visão de uma América racialmente misturada e marxista, ajudaram a acobertar suas fraudes durante décadas. E o acobertamento ainda persiste. No jornal New York Times, do dia 11 de outubro de 1991, página 15, aprendemos que no dia anterior um comitê de pesquisadores da Boston University havia admitido que "não há dúvidas de que Dr. King plagiou sua tese de doutorado." No entanto, esse mesmo comitê concluiu: "Decidimos afastar a idéia de que o título de doutor concedido a MLK deveria ser revogado, pois tal ação serviria a nenhum propósito."

Ou seja, mesmo diante de fraude comprovada, a instituição de ensino de 172 anos preferiu a autodesmoralização a retirar de King a honraria recebida indevidamente. Sobre as conexões comunistas de MLK, também a documentação é farta.

Suas ligações com líderes comunistas americanos como Myles Horton e Don West, Abner Berry e James Dumbrowski, todos conhecidos membros do Partido Comunista americano. MLK se reuniu várias vezes com eles em 1957 com a intenção de juntos planejarem passeatas e badernas nos Estados do Sul do país.

Bayard Rustin, secretário pessoal de King de 1955 a 1960 era membro da Youth Communist League no New York College em Nova Iorque. Outro associado a King, reverendo Fred Shuttlesworth, era o fundador da Southern Conference Educational Fund, uma conhecida célula comunista, cujo diretor Carl Braden também era membro do comitê Fair Play for Cuba, uma organização de comunistas americanos de apoio à ditadura castrista. Rustin, após retornar de uma viagem a Moscou, ajudou King a planejar a sua mais famosa marcha a Washington em 28 de agosto de 1963.

Na época, The Worker, o diário oficial do Partido Comunista americano, declarou em suas páginas que as tais marchas lideradas por King eram um projeto do Partido Comunista.

Outro associado de King, Robert Williams, apenas 20 dias após a mais importante marcha de King a Washington, viajou para a China, onde solicitou apoio de Mao para as campanhas de MLK, e esse mesmo Robert Williams mantinha uma segunda residência em Cuba, de onde transmitia três vezes por semana um programa de radio AM chamado Radio Free Dixie. Nos seus programas de rádio, Williams conclamava os negros americanos a se insurgirem violentamente contra os brancos. Nesta mesma época, Williams escreveu o livro Negros with Guns, que tinha o prefácio escrito por MLK e foi editado e publicado pelas mesmas figuras do comitê Fair Play For Cuba.

De acordo com o biógrafo e simpatizante de King, o já citado David J. Garrow, "King se definia na vida privada como marxista". Em seu livro The FBI and Martin Luther King, Jr., Garrow cita a seguinte fala de MLK durante uma reunião com seu staff: "nós estamos em uma nova era, que deverá ser a era da revolução... a estrutura inteira da vida americana tem que ser mudada... nós estamos empenhados na luta de classes".

O judeu comunista Stanly Levison foi um dos maiores financiadores de MLK. Também foi Levison quem editou e arranjou para que o primeiro livro de King, Stride Toward Freedom, fosse publicado, e King o considerava um de seus melhores amigos. A ligação estreita de King com Levison foi o que chamou a atenção do FBI.

A última noite de sua vida foi passada em um motel, onde King fez sexo com duas mulheres, enquanto batia e abusava fisicamente de uma terceira. A orgia foi gravada pela FBI e se encontra naquele arquivo que um juiz simpatizante de King proibiu de ser aberto.


No entanto, alguns detalhes foram vazados em livro do ex-agente do FBI William C. Sullivan, e de acordo com o livro, MLK pode ser ouvido nas fitas gritando coisas como "eu estou fodendo em nome de Deus!" e "esta noite eu não sou negro".

As orgias sexuais com dinheiro doado para sua organização eram constantes, e as provas também são fartamente documentadas, além dos desvios de dinheiro para outros fins pessoais.

10  de fevereiro de 2013
janer cristaldo

sábado, 9 de fevereiro de 2013

"NOS PASSOS DO PAI"

Bem que o povo ensina: quem sai aos seus não degenera. O deputado federal Renan Filho, 33 anos, o mais votado dos candidatos alagoanos em 2010, depois de ter sido, como o avô e um de seus sete tios, prefeito de Murici, reduto do clã Calheiros, teve com quem aprender, e soube aprender depressa, que o nosso é apenas nosso, e que o dos outros é nosso também - a regra de ouro do patrimonialismo.

Mal o seu pai se elegeu pela segunda vez presidente do Senado, sob denúncia do Ministério Público Federal por peculato, falsidade ideológica e utilização de documentos falsos, Filho ingressou no noticiário político pela via escusa e geralmente desimpedida da apropriação de bens públicos.

No caso, as chamadas verbas indenizatórias com que o Congresso banca os gastos de seus membros com itens vinculados ao exercício de seus mandatos, como passagens aéreas, comunicações e aluguel de escritórios políticos - o que já de si é uma exorbitância.


Ontem, enquanto ainda ecoavam os gritos de "ladrão", "safado" e "sem-vergonha" que na véspera acompanharam Renan pai na subida da rampa do Congresso, este jornal revelou que o seu primogênito usou pelo menos R$ 190 mil daqueles recursos para pagar honorários de advogados de ambos, em causas privadas nas esferas cível e trabalhista.

Não é de hoje: a lambança vem do início de 2011. Desde maio desse ano, R$ 10 mil pingam mensalmente nas contas do escritório Omena Barreto Advogados Associados, com sede em Maceió.

A fonte pagadora, indiretamente, é a Câmara dos Deputados - o contribuinte, portanto. E há o clássico "pequeno detalhe". Conforme os registros da Receita Federal, o escritório foi fundado no mesmo mês em que começou a receber a mesada, apurou o repórter Fábio Fabrini.

Um de seus sócios, Rousseau Omena Domingos, tem procuração de Renan Filho para representá-lo no processo em que o deputado cobra indenização por danos morais e materiais do consórcio do qual adquiriu um veículo que não consegue vender porque a firma não levantou as restrições ao negócio - um caso pessoal e trivial. Rousseau, o advogado, não tem procuração para defender o político em nenhuma ação judicial que eventualmente envolva a sua atividade parlamentar.

O deputado nega ter usado a verba indenizatória para custear os honorários do patrono. Alega que a utilizou, mas para remunerar o escritório por "serviços de consultoria e assessoria parlamentar na elaboração de projetos e relatórios", publicados no site da Câmara.

As respectivas notas fiscais foram apresentadas. (Em 2007, Renan pai apresentou notas fiscais de supostas vendas de gado a fim de provar que tinha recursos próprios para arcar com o pagamento de pensão à ex-namorada com quem tem uma filha, não necessitando dos préstimos do lobista de uma empreiteira para aquele fim. As notas são frias, sustenta o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.)

Também no início de 2011, outro advogado de Maceió, José Marcelo Araújo, recebeu do gabinete de Renan Filho R$ 20 mil. No ano anterior, ele defendera no Tribunal Regional do Trabalho do Estado uma empresa de agropecuária da qual o seu pai é sócio. Na ação, uma trabalhadora rural alegou que prestara serviços à fazenda dos Calheiros com vínculo empregatício. A firma ganhou a causa.

Filho se recusa a dar explicações sobre a atuação do advogado no caso. "Ele trabalhou para outra pessoa", desconversa, aludindo ao pai. "Imagine se, quando você contrata (um advogado), tem de checar se prestou serviços para alguém", como se isso tivesse alguma relação com a procedência do dinheiro destinado aos seus honorários.

Com a sua pouca idade, o deputado segue a senda do senador em quem se inspira na prática da embromação. No seu site, se lê que ele "já manifestava sua vontade de melhorar a vida das pessoas" quando se elegeu duas vezes presidente do centro acadêmico da faculdade de economia da UnB, onde se formou.

Como prefeito de Murici, também eleito duas vezes, preocupou-se "com o bom uso dos recursos públicos". Parece o pai, ao reassumir a presidência do Senado, dizendo que "a ética é meio, não é fim" e "obrigação de todos nós".

09 de fevereiro de 2013
Editorial do Estadão

DESASTRADO, MANTEGA FALA EM PISO PARA O DÓLAR E AGITA MERCADO

 
Mantega fala, dólar cai e BC volta a atuar. Ministro citou piso de R$ 1,85 para cotação da moeda americana e mercado forçou queda, atacada depois pelo BC. Governo diz que valor deve ficar em torno de R$ 2; investidores veem confusão e falta de sintonia na equipe econômica

MARIANA CARNEIRO, VALDO CRUZ E SHEILA D'AMORIM - FOLHA DE SÃO PAULO

A preocupação do Banco Central com a inflação e uma declaração do ministro Guido Mantega (Fazenda) -interpretada como indicação de que o governo poderia permitir uma queda maior do dólar- derrubaram a cotação da moeda americana no início do dia de ontem. Isso levou o BC a nova intervenção para recuperar a cotação.

O estopim foi uma resposta de Mantega sobre o câmbio, durante uma entrevista: "O ideal é que não houvesse intervenção, mas isso é sonho. Agora, se houver de novo uma tendência especulativa, se o pessoal se animar: 'Vamos puxar esse câmbio para 1,85', aí estaremos de novo intervindo".

No mercado, a declaração soou como sinal de que havia espaço para a cotação do dólar -então ao redor de R$ 1,97- cair ainda mais. E o dólar recuou para R$ 1,95.

REAÇÃO DO BC

Como reação, o BC fez uma operação equivalente à compra de moeda, e o dólar subiu para fechar a R$ 1,972 (comercial) e R$ 1,971 (à vista).

Para Tarcísio Rodrigues, da corretora Socopa, Fazenda e BC pareciam fora de sintonia.

"A sensação é que o BC entrou para arrumar a casa."

O curioso é que, há uma semana, era a autoridade monetária que produzia uma queda do dólar.

"A política cambial está confusa. Há uma bola dividida no governo, entre os que acham que o dólar deve subir para ajudar o crescimento e os que acham que o dólar deve cair, para debelar a inflação", diz Newton Rosa, da SulAmérica Investimentos.

A indefinição vem desde o ano passado, quando o governo passou a alterar a forma de conduzir a política econômica.

NÚMERO ALEATÓRIO

Ao longo do dia, assessores próximos ao ministro da Fazenda se apressaram em desfazer a aposta de baixa do dólar, afirmando que o governo não irá permitir desvalorização especulativa da moeda americana.

Segundo interlocutores, Mantega citou a cotação de R$ 1,85 aleatoriamente e, na sua avaliação, um dólar perto de R$ 2 tem sido satisfatório para o setor produtivo, sem prejudicar a inflação.

Já o BC, dizem diretores da instituição, conta com um dólar estável neste ano, sem altas elevadas como em 2012.

O objetivo é impedir uma alta de preços -o BC está preocupado com a inflação, principalmente depois da aceleração em janeiro.

No mercado, esse cenário está sendo interpretado como um indicativo de que o BC defenderá uma nova banda de variação do dólar -mais baixa, entre R$ 1,95 e R$ 2.

No mercado de juros futuros, a aposta ainda é de uma possível alta da taxa neste ano, embora a presidente Dilma Rousseff pretenda manter os juros baixos.


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Câmbio volta a ser alvo de intervencionismo do governo. Descompasso entre mensagens do BC e da Fazenda tira estabilidade da política cambial e confunde mercado

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Guido Mantega disse que governo pode reativar intervencionismo no câmbio (Ueslei Marcelino/Reuters)

Em apenas dois dias, o governo brasileiro conseguiu minar de maneira preocupante a credibilidade da economia aos olhos mercado num momento em que o Brasil tenta atrair investidores de longo prazo para os projetos de infraestrutura. Há duas razões primordiais para a piora da percepção externa em relação ao Brasil. Primeiro, a inflação de janeiro recém divulgada.

E, em seguida, pela política de câmbio falsamente flutuante que está em curso. Não bastassem esses dois fatores, ainda há o desalinho de mensagens emitidas pelo Banco Central e o Ministério da Fazenda para justificar a deterioração dos pilares econômicos que sustentam a economia.

O mercado não sabe o que esperar do Brasil. Segundo o jornal britânico Financial Times, o país se tornou “um enigma”. Já o Wall Street Journal publicou um artigo nesta sexta-feira afirmando ser impossível encontrar um meio termo entre as informações desencontradas enviadas pelas autoridades brasileiras.

A inflação (de 0,86% em janeiro) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira mostrou-se acima das estimativas, elevando a preocupação do mercado em relação à capacidade de o governo conseguir domar a alta dos preços.

No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 6,15%, o que mostra que o governo deixou de mirar o centro da meta de inflação, que é de 4,5%, e tem admitido porcentuais maiores na expectativa de impulsionar o crescimento econômico.

“Há uma clara tolerância em relação à inflação no Brasil. Já começa pelo nível alto que está no centro da meta (de 4,5%), enquanto em países como o Chile, Colômbia e México, é de 3%, e no Peru, 2%”, afirmou o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, em comunicado enviado na última semana.

Na mesma quinta-feira, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, demonstrou inquietação com a alta persistente do indicador, mas avisou que não prevê utilizar a taxa de juros como forma de equalizar esse mal. “A inflação nos preocupa a curto prazo, está mostrando uma resiliência forte, mas não é o caso de descontrole inflacionário. A nossa expectativa é que ela continue pressionada no primeiro semestre”, disse Tombini em entrevista à jornalista Miriam Leitão.

Com a queda da Selic descartada no curto prazo, uma forma lógica de viabilizar a desaceleração do IPCA seria a desvalorização do dólar – ideia que ganhou força em meados de janeiro quando o BC começou um movimento intensivo de venda de contratos de câmbio no mercado futuro, fazendo com que a moeda americana saísse do patamar de 2,10 e recuasse para menos de 2 reais em duas semanas.

Na manhã desta sexta-feira, após a fala de Tombini sobre a Selic e a inflação, o dólar chegou a bater 1,95 real (menor cotação em mais de nove meses), incomodando o ministro da Fazenda, Guido Mantega – indivíduo que, em teoria, não tem como função atuar na política cambial, e sim na fiscal.

Mantega, em seguida, veio à publico dizer que não deixará o dólar cair para algo próximo de 1,85 real – ignorando que a flutuação cambial é a política oficial adotada pelo governo desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso.

O ministro ameaçou ainda retomar todas as medidas de protecionismo alicerçadas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que fizer o capital estrangeiro fugir do Brasil no último ano e que estavam sendo desfeitas pelo próprio governo devido, justamente, ao baixo nível de investimento verificado na economia brasileira em 2012.

"O ideal é que não houvesse intervenção, mas isso é sonho. Agora, se houver de novo uma tendência especulativa, se o pessoal se animar: 'vamos puxar esse câmbio para 1,85', aí estaremos de novo intervindo", disse o ministro. "Posso comprar mais reservas e posso reconstituir os IOFs (que foram reduzidos)”.

Segundo o analista da Economist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood, tal movimentação desconexa amedronta ainda mais o investidor estrangeiro – exatamente quando o governo quer estimular o oposto.

“As empresas que estavam esperando um período de estabilidade na taxa de câmbio em torno de 2 reais, agora se deparam com incertezas. E os últimos dados de inflação também devem atrasar ainda mais as decisões de investimento no Brasil”, afirma.

09 de fevereiro de 2013
 

"OBRIGADO, PRESIDENTE"

 
Há muito tempo não se via na América Latina tamanha fartura de matéria-prima para humoristas, generosamente ofertada por aqueles que governam.

O escritor equatoriano Francisco Febres costuma dizer que governo chato é aquele que respeita a democracia. A soberba, a prepotência e o abuso de poder de um governante são os insumos básicos da sua caricatura.

Tiranetes burlescos habitualmente fracassam em sua cruzada contra a ironia inteligente, aquela que incita ao riso pela exposição do ridículo. Rafael Correa, presidente do Equador, acaba de perder mais uma dessas batalhas.

No país onde a caricatura política é celebrada como uma forma de arte, os leitores do jornal “El Universo”, de Guayaquil, foram surpreendidos pela ausência do traço de Bonil, ou Xavir Bonilla, um dos melhores de sua geração.
No lugar do habitual quadrado de humor gráfico, encontraram uma longa carta do presidente da República com múltiplas ameaças de processo judicial por "violação da memória histórica" em uma charge.

Pouco tempo atrás, Correa processou um colunista do mesmo jornal e pelas mesmas razões. Com o Judiciário sob controle, logo conseguiu sentença favorável a uma indenização de US$ 40 milhões. O presidente do Equador é candidato e, provavelmente, será reeleito no próximo dia 17.

Bonil retrucou com escárnio, dias depois, no seu blog: "Acusado de ‘violação da memória histórica’, demorei a subir este post porque estava buscando em qual parte do Código Civil ou Penal se encontra esse delito…" Na charge, ironizava a obsessão de Correa em passar à História como vítima de uma rebelião de policiais em Quito há três anos.

E, sarcástico, lembrava que o vice do presidente-candidato, Jorge Glass, é um plagiador: sua tese de graduação universitária contém uma dezena de páginas copiadas de um portal estudantil, sem citar origem e autores.

À renovada apoplexia presidencial, o escritor Febres reagiu: "Esse comunicado é uma maravilha e só posso dizer: obrigado, senhor presidente, porque está nos alimentando com todos os seus achincalhes."

Se a realidade é trágica e supera a ficção, é melhor rir. Na Venezuela, país onde predominam as ausências - de Hugo Chávez ao pão na padaria -, o toque de humor cotidiano é dado pelo site Chiguire Bipolar. A escalada de violência urbana levou o "Chiguire" à seguinte manchete nesta sexta-feira: "Top 10 - as dez melhores cidades para ser assassinado na Venezuela."

A listagem, advertiu, é produto da "inexplicável e imensa alegria que nos produz viver em meio a este pandemonio". Acrescentou: "Não nos culpem, culpem aos que não fazem nada e permitem que isso seja assim."

Na Argentina, onde a violência política compete nas estatísticas com o crime comum, a revista “Barcelona” chega amanhã às bancas de Buenos Aires com uma capa estridente: "INTOLERÂNCIA - Porque custa tanto a nós, argentinos, respeitar os FDP que pensam diferente".

Mais ao norte, em La Paz, o jornalista boliviano Alfredo Rodríguez anuncia uma nova edição do seu livro "Evadas, cem frases de Juan Evo Morales Ayma para a História".

É o registro do pensamento vivo do presidente boliviano, que diz coisas assim: "Estar submetidos às leis é prejudicar-nos. Não importam nossos atos, ainda que digam que sejam inconstitucionais nossos decretos… Creio que não há que esperar por leis, há que seguir trabalhando com decisões políticas e, se acusarem de inconstitucionais os nossos decretos, será o povo que julgará. E dessa maneira seguiremos identificando os inimigos que não querem a mudança."

Evo Morales nunca esconde o que pensa. Outros fazem uma opção preferencial pela amnésia, como é o caso de Lula em relação ao mensalão.

Todos contribuem para a perene renovação do humor político, estejam no palanque ou na cama de um hospital, tentando preservar a "memória histórica" ou simplesmente negando-a.

Dias atrás, por exemplo, Lula foi a Cuba "visitar" Hugo Chávez, cuja ausência está completando dois meses. José Simão, colunista da "Folha de S.Paulo", registrou: "Pensamento do dia no Twitter: Lula se faz de morto, Chávez de vivo."

09 de fevereiro de 2013
José Casado, O Globo